Não, não estou louca. Eu coloquei o primeiro vaso de pernas para o ar de propósito. É um Fingerhut, ou seja, um dedal. Na altura deu-me uma branca e só me perguntava: Chapéu de dedo? Mas que raio é um chapéu de dedo? É que Fingerhut, à letra, é chapéu de dedo.
Depois são três patrocinados pela FIFA. Aodrei ver a "constelação apito", ainda podemos ver a ponta da "constelação t-shit" e havia mais uma constelação no vaso, mas não me lembro qual era. Resumindo era o vaso: Football Stars. A seguir (não me lembro do nome) temos um que mostra várias cenas de fair-play, apesar de ser o terceiro a chamar-se assim... podemos ver algumas letras da palavra compostas pelo aglomerado de bolas de futebol. No último, temos uma coisa boa que é Living.
s. f. encadeamento anormalmente rápido das associações de ideias, que se encontra sobretudo em estados maníacos (Dic. Porto Editora)
Na brincadeira eu digo que é algo de que eu sofro, mas...
No domingo de manhã saltei da cama ao som da fanfarra. Não sei quem eles eram, nem o que estavam a fazer por aqui, mas foi delicioso ouvir clássicos dos Beatles tocados em frente ao meu prédio. De tarde fui dar uma volta a Zurique e descobrir mais um cantinho daquele mundo. Lá pelas minhas passeatas dou de caras com um coreto e lembrei-me da fanfarra da manhã e do blog de uma homónima que fala de coretos. Depois lembrei-me do artesanato de Barcelos, dos Amigos do Gaspar e do Sérgio Godinho...
Associação rápida (e por vezes parva) de ideias é comigo... :D
Foi a única palavra que me ocorreu quando vi este spot no 20minutos.es: La Policía de la región de Gwent ha realizado este duro spot con el que pretenden concienciar a los jóvenes en el uso de los móviles al volante. Dirigido por Peter Watkins-Hughes intenta dar a conocer como el uso del móvil es frecuente y se ha comprobado que rebaja la capacidad de reacción del conductor en un 35% entre jóvenes cuya edad oscila entre los 17 y 24 años.
Nas minhas andanças por Zurique, encontrei mais uns quantos vasos giríssimos.
O azul da bolinhas, do qual podemos ver o pormenos do peixe, tinhas sido totalmente vandalizado quando o vi pela primeira vez. Fiquei muito contente no dia da Street PArade quando lá passei e o vi com as bolinhas no sítio (apesar de estar lá uma tipa a tentar tirar uma... se ela conseguisse eu chamava a polícia!!!)
O do pão de trança é dos poucos pães que eu consigo comer com verdadeiro prazer e o vaso foi patrocinado por uma cadeia de supermercados...
Os outros dois são citadinos, o primeiro é um mapa da cidade num estilo infantil, mas muito giro e o outro foi patrocinado pelo Dinners Club a dizer: Zürich, Yes, we can.
Já ando há um tempão para dar as soluções (e respectivas provas das mesmas) de duas adivinhas que andam por aí perdidas, mas o tempo passa...
Mas aqui fica: um dos grandes patrocinadores/colaboradores dos festivais de verão daqui é o leite. Senão: veja-se aqui, não está lá em três línguas?? Além disso, as tendinhas que vendem batidos de leite são muito originais. A foto é das festas da cidade que aconteceream no final de Junho.
A outra pergunta era o que estava na caixa. Pois são as peças de um jogo de xadrez. A foto só da caixa e do tabuleiro foi tirada em Schaffausen, a foto das pessoas a jogarem foi tirada em Lugano (a prova que há este jogo nas praças de norte a sul do país).
Os senhores de casaco amarelo fluorescente não estavam disfarçados de trabalhadores da câmara. Eram mesmo trabalhadores do departamento de reciclagem, secção de recolha de garrafas de plástico PET. Recolheram-se umas quantas toneladas de lixo da Street Parade e essa recolha começou ainda a festa não tinha acabado... Eram cerca das 8h quando eu tirei esta foto. Oficialmente a festa acabou à meia noite...
Eu bem que tentei ler quem disse isto, mas houve um espertinho que meteu a mão à frente. Eram giras as t-shirts da segurança do Love Mobile dos Amigos da Street Parade.
Na realidade eu queria ouvir o Paul van Dyk, mas não deu. Estava exausta, não aguentei até às 22h30. No entanto, no Love Mobile, esteve um bom DJ.
Esta eu dedico à Joana e ao seu esposo (Tó Zé). Sempre que eu vejo borboletas lembro-me dela. E achei gira a situação: Borbolteas+ palavra Love + dia 8 de Agosto, dia do casamento dela :D
Presença Tuguesa: sim, o senhor parecia um poste de tão quieto que estava. Aquilo era uma festa para dançar ou pelo menos dar sinal de vida...
Há coisa de uma semana, um colega do aeroporto disse-me que era impossível uma pessoa divertir-se sozinha. Eu achava que não, mas não quis argumentar. Quando ia a sair do trabalho perguntaram-me se eu ia mesmo para Zurique, tendo em conta que tinha começado a chover. Eu disse que era tola, logo ia mesmo à chuva.
E assim foi... fui sozinha, estava a chover e eu consegui divertir-me imenso. Quando se gosta, gosta-se mesmo. É como um fanático de futebol ou de uma banda qualquer. Eu gosto da música electrónica em todos os seus quadrantes. Gosto desta espécie de carnaval que acontece uma vez por ano. Porque não hei-de ir e divertir-me?
Éramos 600000 numa de festa, farra e muita cor.
Apesar do atraso, aqui ficam algumas fotos da Street Parde 2009.
Reparem no vidro do camião... Louco! Este veio da Alemanha...
Este foi o tema (não oficial) da festa. Havia muitas máscaras pela festa, no entanto, se estavam à espera de se protecção... estavam mal, pois as máscaras perdem o efeito quando estão molhadas...
– «Cativar» quer dizer o quê? – perguntou o principezinho. – É a única coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. - Quer dizer criar laços… – «Criar Laços»? - Sim, laços – disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Só compreendemos o que cativamos. Se queres um amigo, cativa-me…~ - E tenho de fazer o quê? - perguntou o principezinho. - Tens de ter muita paciência – respondeu a raposa. - Primeiro, sentas-te longe de mim…assim…na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. As palavras são uma fonte de mal-entendidos. Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto... [...]
É a parte que mais me marca de O Principezinho, porque é uma bonita forma de começar uma amizade, porque já tive amizades que começaram assim. E porque nas últimas semanas voltei a encontrar uma (espécie) raposa. Quando trabalhava no turno da manhã, apanhava o primeiro autocarro do dia e, por incrível que pareça neste bairro de velhinhos, não era a única. Na mesma paragem de autocarro entrava um 'vizinho' meu, que depois, tal como eu, fazia transbordo para o comboio e saía umas estações antes de eu chegar ao meu destino. Todos os dias, independentemente de quem chegava primeiro, cumprimentávamo-nos com um simples "bom dia!". Até que nos apercebemos que também à tarde fazíamos o mesmo percurso. Apanhávamos o mesmo comboio de regresso e fazíamos o transbordo para outro comboio (alternativa mais rápida que o autocarro) para chegarmos ao nosso bairro. Lentamente, o nosso "bom dia!" passou a ser de um tom diferente e ousámos trocar sorrisos ao fim do dia de trabalho, quando nos cruzávamos ainda dentro do segundo comboio ou já no cais. Agora já não tenho que me levantar às 4h30 da manhã, o que me dá um enorme alívio. Mas confesso que sinto falta desta coisa que se estava a passar. Não era uma amizade como a da raposa e do pequeno Princípe, não era, sequer, uma relação de conhecidos que fazem perguntas triviais enquanto esperam pelo autocarro, mas aqueles "bom dia!" e sorrisos que trocámos criaram laços onde havia uma espécie de cumplicidade, sem pretensões, segundos sentidos ou interesses por trás. E esses laços, infelizmente, são coisa rara nos tempos que correm.
Só depois de publicar é que reparei. Hoje é dia 5. Hoje assinala-se a morte de Norma Jean, aka Marilyn Monroe. E eu falei do perfume Chanel. É a primeira vez que faço uma associação destas.
Até hoje, sempre pensei que o pior cheiro que se podia sentir às 6h30 da manhã era o de wiskhey vertido. Enganei-me, é de Chanel n.º 19. Ando eu na minha vida, telefona-me o chefe a dizer que tenho que ir limpar uma garrafa que se partiu na Duty Free Shop da minha secção. Pensei para comigo que a coisa estava a correr mesmo mal, para às 6 e tal da manhã ter que correr lá para o fundo (os acidentes têm que ser limpos em cerca de 10 minutos) e gramar com o cheiro a alcool. Pega no carrinho, tira telemóvel, tira chaves, passa no controlo da polícia, espera que o carrinho seja inspeccionado, espera pelo elevador, chega a bufar à loja e não é que é a porra de um frasco de perfume?!?! Pensei: "Estão a gozar comigo! As mulheres que aqui estão não poderiam apanhar os cacos e passar uma esfregona???". Sempre ouvi a expressão "cada macaco no seu galho" associada à ideia de não nos metermos nos assuntos dos outros, de não sermos abelhudos e não tentarmos resolver (ou complicar mais) os problemas dos outros. Mas e se pensarmos que um professor deve ser um professor e não um psicólogo de trazer por casa (ou pela escola)? Ou se pensarmos que um médico deve ser um médico e não ser o senhor que faz as encomendas das gazes, das ligaduras da betadine (já não ha mercuriocromo, pois não?)? Ou então se pensarmos que uma vendedora deve vender e não limpar o chão? Isso é ter cada macaco no seu galho, não é? Eu acho que sim, pelo menos foi a conclusão a que cheguei hoje enquanto apanhava os cacos do frasco do tester de Chanel n.º 19. Se fosse a funcionária da loja a limpar duas coisas corriam mal: primeira, ela não atendia bem os clientes, logo havia mau serviço (coisa péssima num aeroporto); segunda, eu (ou outra pessoa) não sendo chamada para ir limpar, não há registo de relatório, se não há relatório as altas chefias pensam que não há trabalho, não havendo trabalho... não há necessidade de empregados para limpar, logo... despedimentos. Se antes eu não ligava muito à expressão simiesca, neste momento dou-lhe total valor, pois é graças a ela que eu tenho trabalho e que os serviços por estas bandas funcionam como deve ser (não digo a 100%, mas sem dúvida é um balanço positivo). Ao contrário de outras realidades, o professor é professor, não tem que preencher papeladas que não lembram nem ao Menino Jesus. O médico trata dos doentes, os auxiliares limpam, fazem registos e encomendas. Até numa simples empresa de limpezas há pessoas "especializadas" para não andarem todos ao molho e fé em Deus. Ou seja, há mais divisão de trabalhos, trabalham mais pessoas, os serviços são melhores e todos ficam mais satisfeitos com a situação geral. Até foi bom eu ter sido chamada, tirando o facto (péssimo) de o cheiro que me ter perseguido todo o dia, é sempre interessante ficar a saber que há mais perfumes Chanel com números além do n.º 5.
Bem sei que não é publicidade ao perfume do dia, mas é só juntar um 14 e já está. Além disso... Santoro de barba e óculos tem charme... e ainda mais além de tudo isso, o senhor por trás deste vídeo é muito à frente...
Hoje fui levar um papel ao escritório da empresa (uma das) e lembrei-me que faz hoje um ano que comecei a trabalhar lá. O primeiro dia a trabalhar com uma chefe croata que só falava alemão. Foi assustador, mas sobrevivi e já lá vão quatro empresas (adoro este saltitar de trabalhos!). Mas a sensação que eu tenho é que não cheguei aqui no dia 2 de Agosto de 2008, mas... de 1943...
No balcão de um lounge do aeroporto encontrei um pote com muitos chocolatinhos (desde o amargo até ao de amêndoas) com a bandeira suíça. Até aqui nada de muito extraordinário. O pior foi quando dei a volta para ir limpar e me deparei com o teclado do computador. A senhora, decididamente, não deve ter recebido passageiros todo o dia e entreteve-se da melhor forma que pode, dando um toque nacionalista ao Tastatur.
É a prova do fanatismo pelo 1.º de Agosto e a prova de desocupação...
Confesso que copiei daqui o título e que só por acidente é que eu descobri o Google assim, pois eu, normalmente, uso o .com e não o .ch. Hoje é dia de festa de arromba por aqui. Toda a gente comprou foguetes e bombas. Nos supermercados existem mil e um artigos alusivos ao 1.º de Agosto (desde as típicas vacas aos cadernos escolares, passando por guardanapos, marcadores de lugares e até serpentinas). Suiço que é suíço tem uma bandeira em casa e já a espetou no quintal, no vaso ou noutro sítio qualquer. A Pro Patria(comité para a comemoração do feriado nacional) já anda a vender pins há pelo menos um mês. As igrejas já estão engalanadas e provavelmente os autocarros também terão direito a elas. Aqui só há este feriado nacional, todos os outros são de cariz religioso e vive-se de uma forma louca. Pois aqui, ao contrário de certos sítios, não se diz: "viva até São Bento, se nos arranjar um feriado para festejar". E eu gosto disso, talvez ainda compre um mini catavento giríssimoque eu vi e que tem, claro, a bandeira suíça. :p