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domingo, 11 de agosto de 2013

No Reno

Hoje está bom tempo mas duvido que saia de casa. É que estou um bocadito cansadita da Street Parade (maravilhosa, como sempre!). Assim, aproveito para carregar as fotos da passeata pelo Reno que fiz na semana passada.
O fia começou chocho, fresco e cinzento. A nossa primeira paragem foi em Stein am Rhein, para almoçar. Por uma questão de segundo livrámo-nos de uma molha daquelas. Os restaurantes viram-se obrigados a empurrar os clientes para dentro dos restaurantes. Era só gente a fugir das esplanadas com pratos na mão. Almoçámos e o céu abriu. Ao ponto de suarmos durante a tarde!!! Mas vamos às fotos que é o que interessa...

Apanhámos o comboio para Schaffhausen onde apanhámos o barco. Isso permitiu fazer uma foto de outra perpsectiva da Queda do Reno.
 
Já pelo Reno acima, foi engraçado ver tantos parques de estacionamento para barcos. Muitos têm motor, mas ainda há muito boa gente que se passeia a remo pelo Reno.

Para se passar debaixo desta ponte o telhado do deque superior baixa. Todos os passageiros têm que se sentar, pois, em pé, não cabem debaixo daquela altura.

Ainda não eram 10 horas da manhã e já andava o pessoal enfiado na água.

Nestas pontes há uma divisão entre cantões, à nossa frente vemos terreno de Schaffahausen, atrás de mim estava Thurgau.

Stein am Rhein à vista!

Arenenberg pertence à freguesia de Salenstein, cantão Thurgau, onde existe um castelo  (com o mesmo nome que o do barco) que é um museu do  Napoleão.
 
À saída de Stein am Rhein em direcção a outras paragens. 

Uma perspectiva de Stein am Rhein.

Outra perspectiva da cidade.

sábado, 15 de setembro de 2012

Arte, para mim, é isto

No trânsito entre Zurique e Dubai estive três dias em Londres. Gostei de ver umas coisas, mas, no geral, não é cidade que me tenha deixado de boca aberta. Tem muitos parques, mas há ruas inteiras sem uma única árvore e passar zona de Picadilly Circus... parecia que não conseguia respirar dada a falta de árvores à mistura com tantas pessoas e carros. O meu irmão diz que é a Suíça que está a dar cabo de mim, mas se virmos bem... mesmo com os abates estúpidos em certas zonas e tirando as meia dúzia de ruas em volta da Rua Augusta e a eira que é [ou era, já não sei, pois já lá vi oliveiras em vasos gigantes] a Praça do Comércio, Lisboa tem árvores que se vejam comparando a tantas ruas por onde passei.
Ainda bem que eu apanhei dias de calor e Sol, para passear em Regent's Park, pois acho que teria ficado extremamente deprimida naquela cidade.

No entanto, não foi tudo mau e descobri algumas coisas que achei lindaaaaas! St. Paul deixou-me maravilhada e os amontoados de estátuas e placas mandadas criar por tantas famílias em honra de tanta gente, amontoadas numa das entradas de Westminster... levaram-me a outro mundo. Mas mesmo assim não foi isso...

Fui a King's Cross. O meu colega não morava assim tão longe e no fim de estudar aquele mapa louco do metro lá me meti a caminho. Queria ver um dos sítios que eu cismei que era de inspiração do Aldous Huxley (era uma estação de comboio, sim, era Cross, sim, mas não era King's, era Charing [que também tive oportunidade de ver]).
Claro que King's Cross não tem nada de especial e ainda perde mais importância quando se olha para o hotel  "por cima" da estação St. Pancras. Mas o que realmente me impressionou estava dentro da estação. The Meeting Place, de Paul Day, é simplesmente fantástica. Quando a vi estive que tempos a olhar para ela, para os pormenores, a tirar fotos... A pensar que seria difícil encontrar uma estátua "minha contemporânea" tão bonita.

Hoje andava na net e descobri um trabalho de um tal Mati Karmin, em Tartu, uma cidade da Estónia.

Convenhamos!, depois de ver certos Afonsos Henriques e certas homenagens ao 25 de Abril... Ver duas estátuas deste calibre (ainda que uma não tenha sido ao vivo)... é para se ficar de queixo caído com tal beleza e simplicidade. E, naturalmente, tem-se dificuldades em escolher a número um. Ou estarei errada?!?


 
P.S.: Londres tem uma coisa muito melhor que a Suíça: o café. Para quem ache que não se bebe nada de jeito em terras de sua Magestade... é melhor não pedir um café aqui na Helvécia!!!

domingo, 9 de setembro de 2012

Mais estúpido que um camelo!!

As minhas férias já lá vão... há mais de um mês... mas aconteceram coisas que não me largam o pensamento. Eu acho que tenho alguma doença paranóica, mas... há coisas que me fazem comichão e que me incomodam mais que uma pulga.

Foram duas semanas loucas, viagens para sítios inesperados ou em datas inesperadas e até para ver coisas inesperadas. Isso fez-me reencontrar pessoas e conhecer novas pessoas e conhecer novas facetas das pessoas reencontradas. Infelizmente o saldo foi negativo na questão das relações humanas. :s

Um reencontro foi em Londres. Um homem, homossexual, perto dos trinta anos, com um mestrado pela faculdade de letras da Universidade de Lisboa e a frequentar doutoramento em Londres. É uma pessoa que já viajou por uns quantos países, europeus e não só,que já viveu em outros além de Portugal e Inglaterra. Com este quadro deveríamos pensar que se está perante uma pessoa de mente aberta, que aceita a diferença, que não é de todo racista e discriminadora. Wrong!!

Ai como eu me enganei! Ele sempre teve ar de superioridade, mas eu conheço muita gente que tem ar de supeioridade pelo curso que tirou, mas que nunca fez o que ele fez. Nunca pensei que chegasse a este extremo. Enquanto estive em Londres notei pequenas coisas, mas não liguei. Pois só estive lá três dias e como ele tinha assuntos para tratar passei muitas horas distraída com a milhentas coisas que há para ver e fazer em Londres.

Mas quando seguimos para o nosso verdadeiro destino de férias... eu ia tendo um colapso.

Eu conheço-o (pensava que conhecia) há uns anos e alinhei na loucura de ir para o Dubai com ele porque pensava que seria uma óptima companhia. Claro que, para tal aventura, passei muito tempo em frente ao computador a ler as "regras de funcionamento do país". Como mulher ainda tinha que ter mais cuidado do que um homem. Tive que reformular o meu guarda-roupa e dei comigo a usar t-shirts e bermudas que mais apreciam calças e  bermudas brancas (uma cor que odeio para saias, calças ou calções) e saias compridas (que eu acho que me ficam mal) num território em que a temperatura média era 45º...  Os lenços já tinha, porque eu gosto de os usar o ano inteiro (sim, por vezes eu também tapo a cabeça com eles, simplesmente não é da mesma forma, nem pelas mesmas razões que as muçulmanas), mas as saias tive que as comprar.
O que ele me criticou por eu simplesmente obedecer a uma regra do país que ia visitar!!!! Como se fosse um crime eu sujeitar-me às regras deles. Mas... se uma pessoa vai para outro país, tem que aceitar as regras do mesmo ou não adianta sair de casa. Ou estou enganada??

Só que o pior não foi ouvir isso contra mim. Foi ver e ouvir como ele tratava toda a gente que nos prestava serviço. Uma pessoa com formação superior, que pertence a um grupo minoritário, viajada...
Primeiro, o tom com que ele falava, o uso muuuito lacónico de obrigado e por favor.
Segundo, como é que ele consegue chamar pretos aos paquistaneses e indianos que nos prestavam serviço de forma eficiente, rápida e sempre muito educados?
Como é que ele consegue chamar de chinocas ou japas a todas as mulheres com feições orientais, mas que, por causa de outras caracteísticas (cor da pele, forma de falar, etc.), se percebe à distância que são de países do Oriente, mas nunca da China ou do Japão?!?

Mas há mais... nós ficámos instalados no mesmo quarto e ele tinha a mania absurda de deixar o computador no chão. Eu disse-lhe que não era bonito, que se devia deixar alguma ordem para os empregados trabalharem com calma. A resposta dele: eles são pagos para trabalhar. É um facto, eles são pagos para trabalhar. E é um facto é esse facto que distingue um empregado de um escravo. E ele só via escravos.

Na cidade do Dubai só é permitido visitar uma mesquita (é engraçadinha, mas não pensem em nada sumptuoso como na Turquia ou assim, é uma mesquita relativamente recente, sem o peso e o ouro da História) e eu fiz questão de ir vê-la. Já tinha lido que era preciso levar roupa respeitosa (para as mulheres significa ter só as mãos e a cara à mostra), mas quando perguntei ao concierge quanto tempo levava o táxi do hotel até lá, ele, extremamente educado, disse-me também para me cobrir bem e foi aí que percebi que os braços deviam ir cobertos até aos punhos.

No dia seguinte, quando o meu colega me viu vestida para sair fartou-se de se rir de mim. E descontraidamente vestiu uns calções acima do joelho e uma t-shirt justa ao corpo com uma "mini-manga". Ele era homem, podia ir de qualquer forma. Eu já estava cansada de tanto disparate só lhe disse tu lá sabes, mas acho que assim não vais a lado nenhum. Resultado, teve que vestir o orgulho dele com uma túnica que deve ser usada por tantos outros turistas. O mais engraçado de tudo? Ele era o único homem com roupa emprestada!!!

A cereja em cima do bolo foi na hora do check-in de regresso a  Londres. Estava um anão a tentar fazer o check-in, mas parecia que havia problemas com o bilhete. Pois sua exclência conseguiu fazer piada até com o anão. Para mim foi o fim da picada e disse-lhe: tu com gay és de um grupo minoritário e eu espero que gozem muito contigo no futuro.

Não entendo, juro que não entendo como uma pessoa pode ser assim. Foi uma semana de piadas ridículas, ofensivas, racistas, discriminatórias. Eu cheguei a desejar que as férias acabassem rapidamente, pois antes ficar na parvónia sem conhecer países "exóticos", mas ser uma pessoa honrada, do que andar a carimbar passaortes e ser simplesmente uma besta.

 

Valeu a pena a aventura pelo Dubai, mas a náusea que ele me causou... fez-me jurar que com ele... nunca mais!

sábado, 21 de julho de 2012

Motivação noutras línguas


Ontem, quando cheguei ao trabalho, tinha este post-it colado no espelho do guarda-roupa. Uma pessoa fica simplesmente deliciada com o ânimo que nos dão.  Hei Luísa Tu fazes tudo tããão bem!
Mas coisa mesmo boa que eu estava mesmo, mesmo à espera de acontecer, aconteceu. Estou de férias... Regresso dentro de duas semanas! ma'a salama