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sexta-feira, 8 de junho de 2012

E ainda fazem trocadilhos com o texto de Alexandre Dumas...

Eu sempre disse que por aqui se vive o mundo do Big Brother, do Orwell. Digo isto porque há muita vigilância e é muito fácil cruzar dados e descobrir coisas como bicicletas roubadas na Suíça e levadas para os países de Leste!
Mas também me parece que se vive o mundo orwelliano em Portugal. Mas é diferente, é o das mensagens subliminares e dos ditos por não ditos. Uma vez o M. disse que isso não podia ser, que era demasiado... Orwell! Eu só tenho pena de ele não entender português. Porque se ele entendesse eu ia ter com ele e mostrava-lhe este vídeo, para ele me dizer o que achava da coisa.

 

Há uma mensagem ofensiva, repulsiva enfiada subliminarmente sob a capa do futebol? Ou é só da minha cabeça?? Desde quando é que o futebol vai recuperar a nossa imagem no estrangeiro??? Os portuguesinhos acreditam mesmo nisso???
Digo-vos uma coisa, sempre que alguém me pergunta se sou de Portugal remata com a crise financeira e não com o Ronaldo, que até já veio a Zurique buscar um prémio importante de futebol. Desejo profundamente que comecem a perder amanhã. Já que a Suíça não participa no Europeu, acho que vou mesmo torcer aqui pelo Bayern, perdão, pela Alemanha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desde quando é que o brega é bom?!?

Expliquem-me como se eu fosse muuuuuuuuuuuuuuuuuito burra.... se as consoantes duplas que "não são lidas" caem por que raio é que Gusttavo Lima se escreve assim?!?!?!?!?!?!?

Para quem não sabe quem é a figura... aqu fica um vídeo. Eu só o descobri há uns minutos na rádio suíça... sinceramente... se eles soubessem o que estão a ouvir!!! :s

Eu não perguntei isso...

Como se sabe, com o tempo vai-se aprendendo os gostos, manias e hábitos dos clientes. Um gosta de café com natas, outro sem açúcar. Há quem queira leite magro, quem queira espresso (café, aqui, é como um abatanado, e espresso é o nosso café/bica). Há quem queira queira café para levar e quem só coma o chocolatinho no Inverno.

Há um homem novo que quer café para levar, sem açúcar e com leite magro. Simpático, de fato, mas sem gravata. Tez escura e engraçadinho. Pensava que era turco. Mas como agora já começo a preparar o café antes de ele abrir a boca... ele sente-se mais à vontade para fazer pergntas pessoais. Terça-feira perguntou-me de onde sou. E ao saber que era portuguesa ele diz com sotaque de terras de Vera Cruz, então podemos falar português. E aqui a otária: ah sim!?! então de onde é que o senhor é?!?!

Quê?!?!?    o.O

Eu devia estar a dormir ou devo ter sido possuída por um espírito muito estúpido...
Remendei a coisa com... eu pergunto isso porque há cabo-verdianos que têm sotaque parecido ao brasileiro. Que vergonha!!!! Eu conheço uma pessoa, mas não sei se é regra!!!! A sério... quando reciocinei deu-me vontade de me enfiar pelo ralo do lava-loiças abaixo... :s

domingo, 16 de outubro de 2011

Já estou como o Caco Antibes

Hoje fui com a minha mãe comer castanhas. Estava um frio bom que convidava a aquecer as mãos no pacote de Marroni que são heisse (quentes e boas, em tradução muuuuito livre), mas são assadas em electriqueiros (se os de fogo são fogareiros, os eléctricos são o quê?!?).
Demos uma volta pela cidade meia deserta, por causa das férias de Outono, e as castanhas já as comemos no autocarro para casa. Pareceu-me que a minha mãe estava a deixar cair pedacinhos de castanha para o chão e adeverti-a para tal facto. É extremamente chato sujar a roupa e o autocarro. Afinal era eu que ia meia pitosga e já via o que não acontecia.

Mas ao lado de nós seguia um iluminado vindo de terras lusas (ele ainda não tinha aberto a boca e eu já sabia que ele era tuga, não sei como, mas essas coisas notam-se!) que resolveu abrir a boca e dar o ar de sua graça: eles limpam!

Eu virei-me para o homem e disse-lhe simplesmente: esse é um pensamento muito português e extremamente parvo.

Mas porquê?!? Por que raio será que os tugas têm o dom de ser tão broncos?!? Já há uns dois anos me aconteceu ouvir o mesmo em Portugal: eu atiro as cascas dos pistachios para o chão, porque os funcionários da câmara têm que trabalhar. Não percebi a lógica da batata, mas garanto que ainda me faz mais confusão o facto de haver gente a dizer isto por estas bandas. Eles sabem que sujar propriedade pública é sancionado, legal e moralmente... então por que é que dizem: eles limpam?!?! Será que gostam de viver no esterco?!? Acidentes acontecem, mas fora isso... eu cá não gosto de porcaria!

Sinceramente, tenho horror a pobre... de espírito!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Reportagens antigas

A Sic está a adar uma volta às suas reportagens. Ouvi por alto uma sobre a comida dos animais do jardim zoológico. E não é que o peixe que os bichos comem vem da Holanda?!?!
Eles até têm uma certa razão. Nós não temos 1000 quilómetros de costa para pescar peixe para as focas. Havia de se arranjar peixe aonde?!? Só podia vir mesmo da Holanda!!
Uma vergonha... com tanto pescador em terra, com tanto barco em doca seca e compram o raio do peixe a outro país??? É de génio!!!!
Só falta dizerem-me que a alface e a fruta para os flamingos e para as tartarugas vêm de Espanha, da Grécia e de Israel...

Tudo para a terra deles

Sou alta, morena, cabelo encaracolado e castanho escuro, olhos castanhos. Feições altamente mediterrânicas. Vivo num país sem mar, com uma população tendencialmente loura, de pele bem clara e com muuuuitos olhos azuis. Trabalho, já paguei os meus impostos este ano e não tenho qualquer problema com a polícia.
E?!? Perguntam-se vocês. Simples, não quero que me acusem de xenófoba, de racista, de discriminadora ou outra coisa do género com o que vou dizer a seguir...

Em Londres, morreu estupidamente um homem novo. E uma cambada de animais resolveu desculpar-se com isso e andar a destruir propriedade alheia. Pilham, partem, incendeiam, destroem a propriedade privada e pública como se fossem donos do mundo. Qual Nero que toca lira enquanto Roma arde...
Parece que já vão em 200 detidos. Os senhores responsáveis já dizem que os animais vão ser julgados e punidos exemplarmente. Eu não sei o que eles consideram por exemplar. Mas espero que a extradição seja uma das vias a seguir.
Vêm lá dos seus países onde passam fome, são explorados, vivem os riscos das doenças, das guerras, das secas e tudo o resto. Chegam à terra dos outros e esperam que lhes caia tudo no colo. Por dá cá aquela palha... usam qualquer argumento para fazer merda.
Então... se estão mal e resolver fazer por piorar tudo... o melhor é irem para a terrinha deles, talvez estejam melhor por lá...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dá-me pena e medo!

Com o tempo, as caras das pessoas tornam-se conhecidas. Principalmente se forem caras que se destacam muito, tanto pela positiva, como pela negativa (ainda mais por esta).
Aqui perto de mim, mora um casal de malucos. Não falo metaforicamente. Eles andam sempre juntos, com um aspecto alucinado. Ela muito maquilhada e com os olhos esbugalhados e um olhar parado sem qualquer vida. Ele é magrinho, arrasta os pés e lá vai... lado a lado com ela. Não sei se são doentes mentais, se são fruto do consumo de drogas e do respectivo tratamento (aqui trata-se o consumo de drogas com outras drogas, ainda que prescritas pelo médico, são sempre drogas!) ou sei lá o quê. Só sei que só de olharmos para eles já temos pena.

Eles saíram agora do comboio e devem ir para casa. Mas estão numa alta discussão aqui na rua. Pararam no passeio, ela grita e ele responde mas muito mais baixo. Não percebo nada porque eles falam dialecto, mas vê-se que ela está simplesmente furiosa!
Ele caminha por cima da relva ensopada. Nenhum tem abrigo para a chuva que cai sem parar...

Ao olhar para eles (eu fui à janela cer que barulhão era aquele, porque era mesmo muito estranho...) só pude pensar o quanto eles dão pena, o quanto nos deixam impotentes perante uma situação assim. E, ao mesmo tempo, pensei no medo de um dia poder vir a ficar assim. Uma louca que não sente a chuva que cai e que arragala os olhos para não ver o mundo...

domingo, 12 de junho de 2011

Agora, Paris e Londres são em Lisboa

Não, não estou a falar daquela zona de Lisboa junto à Igreja de São João de Deus e o cinema dos bancos porreiros.

Para a semana tenho que ir à embaixada portuguesa tratar de uma coisa e resolvi dar uma vista de olhos ao mundo cibernético para encontrar o autocarro certo. Apareceu-me uma página fantástica sobre Berna onde aparecem discriminadas todas as embaixadas existentes na cidade. Lá estão os contactos telefónicos, as indicações para se chegar a pé, de comboio e/ou de bus e ainda os horários. Deu-me na telha para ver se existia um site semelhante em Portugal. (Nem comento as minhas pancadas, mas é que a coisa é mesmo prática!!). Fiquei satisfeita por saber que o governo português também tem assim uma página.

Mas... não há bela sem senão!! Um muito simples (ou então não) é o facto de não ter indicações de transportes, nem um link para um mapa qualquer. Mas há mais... qual não é o meu espanto quando vejo que na lista com o título Embaixadas em Portugal encontramos embaixadas de países como o Afeganistão, a Albânia, a Antígua e Barbuda, a Arménia, o Bangladesh, os Barbados, o Benin... isto só para falar da letra A e parte da B.
Pois bem agora em Lisboa estão também, e respectivamente: Paris, Paris, Londres, Roma, Paris, Bruxelas e mais uma vez Paris.
Eu sei que não há embaixadas de todos os países em todos os países. Por vezes temos que tratar das coisas na embaixada mais próxima que é a 2000km de distância. Então, para evitar isso, os países arranjam pequenas delegações, sem embaixador, para serem representados em outras partes do mundo (o caso de Timor na Suíça, não tem embaixada, mas tem uma delegação as Nações Unidas em Genebra). Mas também sei que o governo português devia ter um pouco mais de brio e criar duas listas: as das embaixadas em Portugal (que poderia ser aaumentada com as tais delegações, se elas existirem) e as das que só existem noutros países. Aí, sim!, estaria a informar os seus cidadãos de forma correcta e nada confusa.
Mas esta pequenina coisa é mais uma prova de como esta gente não se esforça por manter o curral arrumado. Só querem poleiro e esquecem-se que os que estão mais acima é que devem dar o exemplo aos outros.
Vou dormir!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na minha terra, isso chama-se hipocrisia

O mundo dá muitas voltas.!! Eu nunca imaginei que o meu trabalho seria a embadalhocar-me toda com terra e, ainda por cima, ficar feliz com isso. Eu sempre fui alérgica a ir para as terras com a minha mãe. Logo aprendi a manha do tenho que estudar. Até que a minha mãe topou e eu acabei por ter que ir, quisesse ou não, para a ajudar nas milhentas coisas que há para fazer no campo.

No entanto, e apesar dessa alergia, sempre respeitei os agricultores. Os meu avós (os quatro) viveram do campo, o meu avô materno andou no Alentejo a espantar pássaros quando era um garotinho e conseguiu comprar a casa onde vivi a minha infância com os 57 escudos que juntou em terras tão longínquas (não esquecer que sou de Viseu!) para onde migrou sasonalmente durante uns anos.

Depois que comecei a gostar de aparecer toda porca em casa, isto é, depois que comecei a trabalhar nas flores, ainda dei mais valor aos agricultores. Não é a mesma coisa! Eu sei, eu sei... ninguém come orquídeas ou petúnias. E apesar das sementes de girassol e algumas prímulas serem comestíveis... o objectivo da minha firma não é alimentar ninguém, é dar cor à vida das pessoas. Mas... se houvesse censos agora, eu diria que trabalho na agricultura, porque assim é...

E dou mais valor porque sei o que é levantarmo-nos bem cedo e chegar a casa bem depois de o Sol se pôr. Sei o que é torrar ao Sol, engelhar com a chuva e enregelar com graus negativos, mas ter que continuar... porque o cliente não espera, mas também porque a planta tem que ser tratada daquela maneira, naquele momento ou acaba por perder qualidade, se não morrer mesmo. Mais!... eu não tenho que o fazer, pois sou uma simples auxiliar, mas os meus colegas que são jardineiros de profissão têm um plano que os revesa para irem regar as plantas ao Domingo (o esquema é mesmo uma porra, não se trabalha o dia todo, mas não dá para fazer mesmo mais nada durante o dia porque fica cortado aos bocados!!).

Por saber mais ou menos onde é que á coisa dói é que considero que o povo português (com as necessárias excepções) é uma merda! (eu sei que o O'Neill já disse algo muito semelhante, mas não é plágio, porque o sentimento de revolta não se plagia). Merda porque não faz uma porra para mudar a vida. Tudo está caro e impossível de sustentar, mas compram o que vem de fora em vez de investirem no que é nosso... esquecendo que se investirem em casa, o dinheiro fica em casa e, mais cedo ou mais tarde, dá retorno!!

Não compram tomate, nem pepino de produção nacional porque... sei lá o quê... ou então porque há um bactéria por aí à solta. Uuuuiiii! Que medoooo!!

Mas... seus hipócritas!!!!! Quando são dados... a qualidade já é a melhor do mundo, já cá não há E-Coli que assuste?!?!? São uns merdas, uns merdas, uns merdas!

Ou seja, anda o produtor de pepino, tomate, ou raio!, um ano inteiro a lutar contra as pragas, a pedir ao São Pedro que lhes dê um Inverno leve, que não lhes destrua as estufas, a enfrentar concorrência desleal (nos preços e na qualidade) dos produtos estrangeiros, a pedir a São Bento que não lhe coma tudo com impostos, a pedir a Hipócrates, ao Fleming, ao Pasteur e a todas as outras alminhas para que não surjam coisas como surtos de doenças transmitidas por bacilos... e vem o Zé Merdinhas... ajudar a deitar mais abaixo.

Não entendo a diferença entre um tomate de produção nacional comprado e um tomate de produção nacional oferecido. Será que a bactéria está na caixa registadora e... quando se abre... salta para os tomates e os pepinos?!?!

Hipócritas!! Merdosos!! Não compram porque têm medo, fazem com que os agricultores vos venham pedir de joelhos que, por favor!!!!, comprem o que tem qualidade... Que ódio eu tenho!!!...

A minha mãe passa a vida a dizer que não se deve desejar mal a ninguém, mas... eu cá acho que, daqui a um mês, todos os que receberam a oferta dos agricultores portugueses deviam ter um dor de barriga que durasse uma semana... Daqui um mês porque assim já não seriam pobres e mal-agradecidos a culpar a oferta que é produto do suor de muito madrugador!!!

E agora vou tratar das minhas pernas que estão inflamadas com uma bela alergia aos girassóis!! :s

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Snobismo puro

Tenho uma colega no curso de alemão que pode ser corrida a pontapé da Suíça a qualquer momento. A história dela é tão complicada e tão inacreditável que só pode ser verdadeira. Ela perdeu a nacionalidade suíça e, se não arranjar trabalho rapidamente, é recambiada para o país de origem. Eu tinha alguma pena dela, mas a semana passada perdi toda a pena e também o respeito que tinha por ela.
Comentei com ela que tinha ido ao aeroporto devolver as chaves, o crachá e o uniforme. Perguntou-me o que eu fazia por lá e, quando lhe disse que trabalhei nas limpezas mais de um ano, fez uma cara de desperezo que me deu uma raiva tão grande, mas tão grande...
Ela também trabalhou no aeroporto, mas as semelhanças param por aqui.
Ela trabalhou nos escritórios de uma companhia aérea. Eu trabalhei numa das equipas de limpeza. Mas a maior diferença vai além do uniforme e do mau cheiro das casas-de-banho. A diferença que deve ser assinalada é: eu despedi-me porque quis e ontem recebi o meu Zeugnis (uma espécie de carta de recomendação misturada com relatório de trabalho) onde dizem que estavam muito satisfeitos com o meu trabalho, que me aceitam de volta a aqualquer momento e que me desejam tudo de bom no meu futuro. Ela, ela foi despedida.

Afinal... quem é que tem direito a fazer cara de desprezo?!?

Arrogância pura

Hoje, no intervalo da aula de alemão, ouvi uma estúpida de uma colega a falar sobre o seu futuro laboral. Deve estar casada com um suíço rico (casada ela é, só não tenho a certeza com quem) e deve pensar que a vida é fácil para toda a gente e que a Vitamin B (factor C, em alemão) funciona para sempre.
Estavam umas colegas a dizer-lhe que estudasse um pouco mais para fazer equivalências do curso dela para cá... e sua excelência diz na maior das latas: EU já tenho um curso. EU não quero estudar mais. EU quero trabalhar no que me dá prazer. EU sei o que quero fazer. EU sei que só temos que conhecer as pessoas certas.
Sim, aqui também funciona a cunha, mas não com o poder como, por exemplo, em Portugal. Além disso, se funciona a cunha para uns, funciona para outros. Se aparecer alguém com um padrinho e com mais estudos, sera que ela não salta fora?!? Claro que sim. Mas ela é boa demais. Ela disse: EU quero viver. Disse isto com um ar de superioridade que me deu vontade de lhe partir a cara. Ofendeu todas as que estavam a falar com ela. POis todas tentam equilibrar o tempo da escola, com o trabalho e viver (e viver não é ir duas para a Itália em tempo de aulas, como ela fez).

Egoísmo puro

Há dias, uma colega brasileira que trabalha num supermercado, perguntou-me se havia trabalho de limpezas no aeroporto. Ela não sabia que eu me tinha demitido e estava à procura de trabalho para um mulher da Argentina que estás prestes a ser recambiada se não encontrar trabalho. No dia seguinte vi num jornal dois anúncios de limpezas, um era para o aeroporto e outro, em alemão e espanhol, pedia mulheres para limpar casas particulares. Eu, com pena da mulher, levei o jornal à minha colega e desejei-lhe sorte.
Ontem fui às compras e encontrei a minha colega que acabou por me contar uma história engraçada. Entreguei-lhe o jornal, mas pedi-lho de volta porque estava interessada em ver o anúncio para limpar casas. Não é que até hoje não me disse nada?!?!?
Anda aqui uma pessoa com pena desta gente e, quando estão satisfeitos... mandam-nos às urtigas. Eu não conheço a mulher e, graças aos santinhos todos, não preciso de trabalho para já, mas... se fosse comigo... nem sei o que fazia!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

É uma borbulha, não é um O!

Pela primeira vez, estou aborrecida, para não dizer uma palavra começada por F, com a minha vida na estufa.
Há lá uma gaja que pensava que era o papa da estufa. Este ano foi promovida a qualquer coisa mais do que era na época passada. Então, agora pensa que é Deus. Fala com uma superioridade, controla tudo e todos, que nunca pensei que fosse possível numa sub-sub-chefe. Eu sei que o mundo é uma porra, que as pessoas e os locais de trabalho não são perfeitos. Mas... este podia ser um bocadinho melhor do que a generalidade...
Farta da rainha do Sabá, fui falar com o chefe, que por sua vez foi falar com ela, que por sua vez quis falar comigo. Falámos os três. Ela negou tudo. Como seria de esperar (se não o fizesse, seria louca!!). Mas... mesmo ela negando, toda a gente se queixa. A diferença é que não se queixam ao chefe. Ou seja, em vez de trabalhar com pessoas, trabalho com ratos. Outra coisa que eu sei que existe em todo o lado, mas... que também podia não existir no meu paraído florido!!
No fim da reunião ficou tudo muito calmo, como se nada fosse.
Quer dizer, só se for para eles. É que eles pensam que eu tenho um O, de otária, na testa. Mas estão muito enganados!! É que é só uma borbulha de uma crise de acne tardio que me deu há dias!!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Correu mal

Hoje fui fazer a minha prova de alemão do Goethe Institute. Fui mais ou menos descontraída, com algum receio da parte dedicada à expressão oral. Visto que eu fiz o curso de C2, mas a prova era de C1 (não, não me enganei a escrever os níveis), não treinei esta parte e já me tinha esquecido do que aprendi há meio ano no curso.
Procurei manter-me relaxada e seguir o conselho de uma colega minha: não olhar para os moços bonitos para não me desconcentrar. Pois bem, não encontrei nenhum moço jeitoso pelo caminho, mas só até chegar ao centro de exames. Ia eu descansada a subir a escadas e dou de caras com o A., o meu primeiro professor de alemão. É um fofo, ainda se lembra de mim e disse-me olá. Sigo à procura da sala e depois de umas voltas vou dar com ele na mesma sala onde eu ia ter exame. Mandei mensagem à minha colega a dizer que não ia fazer a prova porque ia ficar o tempo todo a babar para cima dele.

Como menina bem comportada que sou (cof! cof! ai este catarro...) apliquei-me na prova e esqueci-me do jeitoso. E sabem o que mais?!?! FOi o que eu fiz de mais acertado. É que o moço neste entretanto, desde que eu o tive como professor até ao tempo presente, casou-se... Já não bastava a prova não ter sido fácil, cortam-me logo com os sonhos?!?! Pior que o outro do cão... correu mesmo mal!!


Mas pronto. Como era só piada, pode ser que ainda me apareça o meu cavaleiro andante (não precisa de vir num cavalo branco, mas seria bom se tivesse ténis brancos) e eu lhe diga que ele é a excepção...