Aqui na Suíça há uma cadeia de supermercados MUITO bem sucedida que não vende álcool. A cadeia foi criada há muitos anos e já nessa altura tinha uma perspectiva muito social: empregava alcoólicos em recuperação. Para que não caíssem em tentação, o álcool nunca entrou nas lojas e/ou carrinhas de distribuição.
Uma farmácia, quatro livrarias (uma delas online), um supermercado, o meu fisioterapeuta, uma óptica portuguesa e outra suíça, a companhia de telemóvel portuguesa e mais umas quantas empresas e serviços mandaram mensagem de aniversário. A maioria oferecia qualquer coisa.
No entanto, na minha perspectiva, só as instituições suíças ofereciam realmente qualquer coisa. Um desconto numa compra até não sei quando. Sem contrapartidas. Já nas empresas portuguesas, havia uma contrapartida: se eu comprasse X euros de produtos, teria um desconto de 5 euros. Quem não precisa comprar nada naquele momento... das duas uma, não usa o "presente", ou vai comprar desnecessariamente para poder gozar o "presente".
Oh pá... "eu dou-te uma fatia, se me ofereceres um bolo"?!?!? Nop... isso não é um presente para mim. Mas pronto... consigo tolerar estas "prendas". Quanto à do supermercado... a coisa já muda de figura...
Aquele que dizia que não tinham cartões nem complicações, propôs que eu comemorasse o meu aniversário desta forma: comprava lá o bolo e eles ofereciam o espumante. Eu parei nesta palavra- Não sei se o bolo tinha que ter tamanho mínimo nem de que marca era o espumante. Mal eu vi a palavra, ceguei.
Será que uma cadeia de supermercados não tinha outra forma de dar o ar de sua graça no aniversário dos seus clientes?!?! Um talão de desconto, por exemplo. Nem que fosse daqueles de compre 200 euros e receba cinco de desconto.
É que o espumante... ultrajante. A cadeia de supermercado, ao oferecer isto, acabou a excluir muita gente: todos os que não bebem álcool por princípio, por questões de saúde e até pela sua religião. Mas mesmo sendo bastante discriminatório, não é esse o grupo que mais me preocupa... e os alcoólicos (em recuperação ou não)?!? Disponibilizar assim de borla, de forma tão fácil uma garrafa de champanhe... não será um risco?!?!
Sim, eu tenho a mania de exagerar e ver tudo muito negro. Mas... o alcoolismo é uma doença. Nem toda a gente tem força para lutar contra um problema tão sério. E arranjar uma garrafa de espumante de forma tão simples... no dia de aniversário em que... pronto... é só um golinho... um dia não são dias... só se faz anos uma vez por ano... só se faz 35 anos uma vez...
não sei, não sei... acho que o pessoal do marketing em Portugal precisa de abrir os olhos e analisar mais à sua volta em vez de fazer ofertas parvas destas...
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terça-feira, 14 de novembro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Coitadas das árvores
A minha mãe herdou meia dúzia dúzia de terrenos. Uns de cultivo e outros de pinhal. As propriedades dela são minusculas e só dão despesa. Sempre que vou de férias lá ando eu a fazer por manter os terrenos limpos. Umas coisas faço eu, oitras arranjo quem faça e pago. Quando é a vez de ela ir de férias, ela dá continuidade ao meu trabalho. Os pinhais, pequenos e com um.eucalipto ou outro qur nasceu de uma semente trazida num bico de um pássaro, vão sendo limpos conforme a necessidade. Se encontramos um pinheiro seco tratamos de o mandar a baixo para não pôr nada nem ninguém em risco. Não são latifundios, mas temos orgulho naquilo.
Este fim-de-semana a tragédia chegou até nós. A minha mãe acordou com a luz do tablet que se acendeu porque estava carregado. Como foi para a cama a pensar nos fogos, nem pensou que o clarãp era dentro de casa e com o susto veio para a rua. A sorte dela e doz vizinhos! Caiu uma fagulha em frente à casa da melhor amiga dela. Com muitos gritos acordou a vizinhança e conseguiram evitar a tragédia. Na Segunda-feira, resolveu passar junto a um dos nossos pinhais. Todo ardido. Bem.como o carvalhal que estava ao lado, bem como um souto que estava do outto lado. Salvaram-se as casas. Mais nada.
Não havia eucaliptos por ali. Por isso é que me revolta que culpem os eucaluptos. Não digo que os eucaliptos não ajudem na seca e em tudo o resto. Mas... não, eles não ardem sozinhos. A culpa é primeiramente de todos nós. Os que não limpam as matas, os que não fazem ordenação do território, os que fazem queimadas, os que não controlam tudo o que é necessário controlar: se a mata está limpa e ordenada, se há incendiários, se as bocas de incêndio existem e estão a funcionar...
Dentro da minha aldeia havia uns eucaliptos gigantes. Eram precisos vários homens para abraçar um. Eram um ícone da aldeia. Debaixo deles faziam-se as festas de S. Pedro, com churrasco e fogo de artifício. Nunca arderam. Só saíram de lá porque um caiu em cima do cemitério e tiveram receio que algo pior acontecesse com os outros. Se calhar até a queda poderia ter sido evitada, mas não adianta perder tempo a falar disso, eles já lá não estão. No entanto, falo deles para mostrar que a zona, mesmo com todos os factores de risco, em tempos idos não ardeu. E agora... que não há eucaliptos nem festa de S. Pedro (é em Junho, para quem não sabe), aquilo ardeu e as pessoas viram-se e desejaram-se para salvar as casas.
Não, os eucaliptos não são a razão para a tragédia de Pedrógão. Não, os eucaliptos não são a razão para a tragédia deste fim-de-semana. Não, os eucaliptos não têm culpa. Porque ainda não se provou que existem árvores de se destruirem por autocombustão.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Não é sonho...
Quando eu ainda morava em Portugal e dizia que se podia fazer algo novo, em relação a qqualquer tema, a resposta era que eu tinha a mania de sonhar. As mesmas pessoas que declamavam o sonho comanda a vida eram as primeiras a criticarem os meus sonhos...
Depois que vim para Suíça a coisa ficou pior... agora já não sonho. Agora tenho a mania que sou suíça.
Oh por favor... desde que eu tenho memória que eu sempre fui uma activista. A Suíça não mudou isso. A única coisa que a Suíça mes fez foi confirmar que eu tenho razão. Que muita coisa que eu penso não é sonho e pode tornar-se realidade muito rapidamente.
Andam a fazer obras na estação de comboio aqui ao pé de casa. Fizeram buracos, colocaram bases para postes, alcatroaram, fizeram buracos noutros sítios, colocaram guias para cegos... a obra é grande, para uma estação tão pequena, mas vai ficar tudo nos trinques...
Hoje estava para apanhar o comboio quando não vejo esta cena estranha.
Depois que vim para Suíça a coisa ficou pior... agora já não sonho. Agora tenho a mania que sou suíça.
Oh por favor... desde que eu tenho memória que eu sempre fui uma activista. A Suíça não mudou isso. A única coisa que a Suíça mes fez foi confirmar que eu tenho razão. Que muita coisa que eu penso não é sonho e pode tornar-se realidade muito rapidamente.
Andam a fazer obras na estação de comboio aqui ao pé de casa. Fizeram buracos, colocaram bases para postes, alcatroaram, fizeram buracos noutros sítios, colocaram guias para cegos... a obra é grande, para uma estação tão pequena, mas vai ficar tudo nos trinques...
Hoje estava para apanhar o comboio quando não vejo esta cena estranha.
Que raio se tinha passado com o xandeeiro?! Depois percebi. O candeeiro, que também serve de suporte para os altifalantes, tem uma "capa" que permite que os cabos estejam protegidos, mas também, em caso de necessidade, seja possível aceder-lhe rapidamente.
Isto faz com que se possa tem um poste com diferentes utilidades, sem ser preciso um monte de postes espalhados. Faz com que qualquer avaria seja resolvida rapidamente. E, mais importante, sem ser preciso esventrar postes ou esburacar chão a cada mês...
Assim, eu não imaginei um poste com dobradiças, mas também não estou maluca quando digo que é possível fazer uma coisa tão simples como, exactamente, um poste com dobradiças...
terça-feira, 18 de julho de 2017
Escrituras
A televisão é o que toda a gente sabe. Passados mal pronuciados, clíticos mal colocados, sujeitos que não concordam com verbos que por sua vez não concordam com complementos. E agora a moda nova de tratar os entrevistados mais novos (por vezes menos novos) com uma familiaridade que eu não tenho com o meu vizinho que conheço há nove anos.
Depois aparecem as redes sociais. Com algum receio que o computador avariasse com tanta asneira, copiei alguns exemplos:
Bom dia!Visitem a minha página e deiam uma olhada nas minhas creacoes. Se estão interessados mandem me mensagem privada. Obrigados e boa continuação de um bom dia
Depois aparecem as redes sociais. Com algum receio que o computador avariasse com tanta asneira, copiei alguns exemplos:
Bom dia!Visitem a minha página e deiam uma olhada nas minhas creacoes. Se estão interessados mandem me mensagem privada. Obrigados e boa continuação de um bom dia
Karaoke de facil utilisaçâo em disco duro.
Me envie um e-mail e você terá uma resposta ...
para sua pedido de empréstimo dentro de 2 horas:
Na Rua do Loureiro, há uns anos foram erradamente aplicadas, apesar da contestação dos habitantes, bandas sonoras aparafusadas.
Dirijo-me a todos aqueles que ajuda a resolver os problemas de contas, as pessoas que foram rejeitadas pelo banco, de acusação e de outras áreas, se necessário, entre em contato comigo sobre este e-mail:
OLÁ um ótimo fim de semana .Vivem a Vida sejam Felizes na condição de fazerem os outros Felizes BEIJINHOS doces lindas.
Já sei, já sei... eu devia ler. Mas... só naquela... eu leio. O que se passa é uma frustração permanente. É frustrante ler ao abrigo do aborto ortográfico que, por vezes, me obriga a voltar uma página para trás para compreender que é "pára" e não "para".
E como se não bastasse essa coisa decidida de forma categórica por uns velhos chalupas e vendidos, agora tenho que apanhar com a moda do não tem que ver.
Tu tens que fazer os trabalhos de casa. Tu tens de fazer os trabalhos de casa.
São formas discutíveis. Eu costumo usar a primeira. Além de uma professora na faculdade ter dito que neste contexto não há diferença, ainda não encontrei nada nem ninguém a provar que estou errada.
Assim, podemos dizer que a frase Ele não tem nada que ver filmes violentos. não está errada.
No entanto, Ele não tem nada que ver com o assalto. já é outra conversa e a escolha da proposição é mais grave do que um assalto, pois é um assassinato à nossa língua.
Não sei, está cada vez mais difícil. A televisão foi com os porcos há anos, as redes sociais... acho que nunca chegaram a ter credebilidade suficiente. Agora os livros... estão a dar-me cabo do juízo. É que dar 20 euros por um livro mal escrito... é quase como deitar dinheiro fora. :/
Me envie um e-mail e você terá uma resposta ...
para sua pedido de empréstimo dentro de 2 horas:
Na Rua do Loureiro, há uns anos foram erradamente aplicadas, apesar da contestação dos habitantes, bandas sonoras aparafusadas.
Dirijo-me a todos aqueles que ajuda a resolver os problemas de contas, as pessoas que foram rejeitadas pelo banco, de acusação e de outras áreas, se necessário, entre em contato comigo sobre este e-mail:
OLÁ um ótimo fim de semana .Vivem a Vida sejam Felizes na condição de fazerem os outros Felizes BEIJINHOS doces lindas.
Já sei, já sei... eu devia ler. Mas... só naquela... eu leio. O que se passa é uma frustração permanente. É frustrante ler ao abrigo do aborto ortográfico que, por vezes, me obriga a voltar uma página para trás para compreender que é "pára" e não "para".
E como se não bastasse essa coisa decidida de forma categórica por uns velhos chalupas e vendidos, agora tenho que apanhar com a moda do não tem que ver.
Tu tens que fazer os trabalhos de casa. Tu tens de fazer os trabalhos de casa.
São formas discutíveis. Eu costumo usar a primeira. Além de uma professora na faculdade ter dito que neste contexto não há diferença, ainda não encontrei nada nem ninguém a provar que estou errada.
Assim, podemos dizer que a frase Ele não tem nada que ver filmes violentos. não está errada.
No entanto, Ele não tem nada que ver com o assalto. já é outra conversa e a escolha da proposição é mais grave do que um assalto, pois é um assassinato à nossa língua.
Não sei, está cada vez mais difícil. A televisão foi com os porcos há anos, as redes sociais... acho que nunca chegaram a ter credebilidade suficiente. Agora os livros... estão a dar-me cabo do juízo. É que dar 20 euros por um livro mal escrito... é quase como deitar dinheiro fora. :/
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Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
sábado, 21 de janeiro de 2017
Animais...
Eu 'tou puta da vida.
Amanhã quero ir ver uma parada de pinguins. Se está frio, ao menos que sirva para alguma coisa. :D
Estava aqui a ver horários e preços quando me apercebi que não era tão caro como eu pensava e comentei isso com a minha Maria. E daí fomos para os preços em Portugal. Ah devem ser uns 7 ou 8 euros. disse ela. Mas como eu já tinha ouvido falar de 19 euros resolvi ir ver. Resultado...
Eu repito... eu estou puta da vida.
Vejam-se as tabelas copiadas do zoo de Lisboa e do zoo de Zurique. preço de adulto (Erwachsene) é superior ao português, mas... com que diferença?!?! E os ordenados!?!? A categoria de reformado não existe, mas em compensação as crianças até aos 6 anos não pagam. Há categorias que chegam a ser inferiores (13 francos para miúdos dos 6 aos 15 contra os 14,50 euros?!?!?!).
Embora eu não vá aos zoos de Zurique e de Lisboa há muitos anos, sei das actualizações que se têm feito ao longo do tempo e... ninguém bate a Masoala ou o tanque dos elefantes de Zurique... a sério...
Como é que querem que as pessoas visitem as coisas?!?! Como é que querem que as pessoas saiam de casa para apoiar isto e aquilo?!?! Nasceu um elefante foram horas de espera para o ir visitar. Ah estava muito protegido pela mãe e pelas tias. Vou ter que voltar daqui a uns dias. Ouvi isto a várias pessoas quando estive lá a vender gelados. Pois no de Lisboa... é preciso assaltar um banco para uma família conseguir ir atirar amendoins aos macacos...
Adultos, jovens, crianças, crianças abaixo dos 6anos, pensionados por invalidez, bilhete para um dia para uma família [casal com os filhos até aos 15anos {podem ser 10 filhos}])
E os grupos também existem. Começa a contar a partir dos 10, contra os 15 em Lisboa. E os elementos do grupo pagam conforme a categoria a que pertencem, com um desconto de 2 francos em relação à tabela aqui em cima.
Não... não consigo perceber esta merdice... estou mesmo lixada com esta porcaria...
Amanhã quero ir ver uma parada de pinguins. Se está frio, ao menos que sirva para alguma coisa. :D
Estava aqui a ver horários e preços quando me apercebi que não era tão caro como eu pensava e comentei isso com a minha Maria. E daí fomos para os preços em Portugal. Ah devem ser uns 7 ou 8 euros. disse ela. Mas como eu já tinha ouvido falar de 19 euros resolvi ir ver. Resultado...
Eu repito... eu estou puta da vida.
Vejam-se as tabelas copiadas do zoo de Lisboa e do zoo de Zurique. preço de adulto (Erwachsene) é superior ao português, mas... com que diferença?!?! E os ordenados!?!? A categoria de reformado não existe, mas em compensação as crianças até aos 6 anos não pagam. Há categorias que chegam a ser inferiores (13 francos para miúdos dos 6 aos 15 contra os 14,50 euros?!?!?!).
Embora eu não vá aos zoos de Zurique e de Lisboa há muitos anos, sei das actualizações que se têm feito ao longo do tempo e... ninguém bate a Masoala ou o tanque dos elefantes de Zurique... a sério...
Como é que querem que as pessoas visitem as coisas?!?! Como é que querem que as pessoas saiam de casa para apoiar isto e aquilo?!?! Nasceu um elefante foram horas de espera para o ir visitar. Ah estava muito protegido pela mãe e pelas tias. Vou ter que voltar daqui a uns dias. Ouvi isto a várias pessoas quando estive lá a vender gelados. Pois no de Lisboa... é preciso assaltar um banco para uma família conseguir ir atirar amendoins aos macacos...
| IDADE | PREÇO |
| Até 2 anos | Grátis |
| 3 aos 12 anos (a) | 14,50 € |
| 13 aos 64 anos | 20,50 € |
| 65 anos ou mais (a) | 16 € |
| Grupo (b) | 18 € |
Kategorie
|
Preis/Person
|
Erwachsene (ab 25 Jahren)
|
CHF 26.–
|
Jugendliche (16–24
Jahre)
|
CHF 19.–
|
Kinder (6–15 Jahre)
|
CHF 13.–
|
Kinder unter 6
Jahren
|
gratis
|
IV-Bezüger mit
gültigem Ausweis
|
CHF 13.–
|
Familientageskarte
(Lebenspartner mit eigenen Kindern, 6–15 Jahre)
|
CHF 71.–
|
Adultos, jovens, crianças, crianças abaixo dos 6anos, pensionados por invalidez, bilhete para um dia para uma família [casal com os filhos até aos 15anos {podem ser 10 filhos}])
E os grupos também existem. Começa a contar a partir dos 10, contra os 15 em Lisboa. E os elementos do grupo pagam conforme a categoria a que pertencem, com um desconto de 2 francos em relação à tabela aqui em cima.
Não... não consigo perceber esta merdice... estou mesmo lixada com esta porcaria...
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Contrastes,
Schweiz,
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
e que tal arranjar uma agenda?!
O meu seguro de saúde não abrange a oftalmologia. Nunca compensou a diferença e eu deixei andar. Agora, mesmo que compensasse, a esclerose múltipla iria fazer com que o seguro aumentasse demasiado. Assim, deixo-me estar como estou e pago as consultas, bem como os óculos, em Portugal. A mim compensa e acabo por ajudar a economia local...
No entanto, hoje apercebi-me de como é cada vez mais difícil viver em Portugal, mesmo pagando tudo do nosso bolso...
Tentei marcar uma consulta para o início de Novembro. Numa clínica a doutora vai não sei quando e não sei quando e não é compatível comigo. Até aí nada de especial. Mas quando salto para outra clínica... não atendem. Salto para outra, não atendem. Salto para outra, não atendem. Volto ao início e aah, para Novembro? Tem que telefonar na altura, porque agora não sabemos nada. Hã?!?! Eu não estava a pedir uma consulta par 30 de Novembro, mas para a primeira semana. A primeira semana de Novembro começa daqui a 2 semanas exactas... como é que uma pessoa pode marcar uma consulta e pedir ao chefe que a dispense durante umas horas se só em cima da hora é que se sabe?!? Como é wue o médico, a clínica e os funcionários se organizam?!?
Sempre se disse que casa sem pão, todos ralham e ninguém tem razão. Mas... cada vez mais me parece que em Portugal o problema não é falta de pão. É mesmo de organização...
No entanto, hoje apercebi-me de como é cada vez mais difícil viver em Portugal, mesmo pagando tudo do nosso bolso...
Tentei marcar uma consulta para o início de Novembro. Numa clínica a doutora vai não sei quando e não sei quando e não é compatível comigo. Até aí nada de especial. Mas quando salto para outra clínica... não atendem. Salto para outra, não atendem. Salto para outra, não atendem. Volto ao início e aah, para Novembro? Tem que telefonar na altura, porque agora não sabemos nada. Hã?!?! Eu não estava a pedir uma consulta par 30 de Novembro, mas para a primeira semana. A primeira semana de Novembro começa daqui a 2 semanas exactas... como é que uma pessoa pode marcar uma consulta e pedir ao chefe que a dispense durante umas horas se só em cima da hora é que se sabe?!? Como é wue o médico, a clínica e os funcionários se organizam?!?
Sempre se disse que casa sem pão, todos ralham e ninguém tem razão. Mas... cada vez mais me parece que em Portugal o problema não é falta de pão. É mesmo de organização...
sexta-feira, 8 de julho de 2016
há vitórias e vitórias....
Ontem, pela primeira vez num mês, fiquei triste com o resultado do jogo. Torci pela Suíça enquanto ela esteve dentro. Depois mudei para a Alemanha quando aquela saiu.
Tenho uma tendência em simpatizar com os menos fortes ou com os menos favoritos. Daí a Suíça. Depois os alemães porque Portugal não merece este Europeu. Empatar com A Islândia?!? Resolver praticamente tudo a penalties?!? Eu estava à espera de muito mais.
Se Portugal ganhar vai ser como Oscar do Leonardo di Caprio. Merecia-o noutras alturas, neste ano... eeeeeh....
Acho muito feio ouvir dizer, não faz mal se jogarmos mal. O que interessa é ganhar. Tem piada jogar bem para ganhar. Não há grande glória num título mal ganho.
Ah! mas se fosse outra equipa a jogar mal e a ganhar... a coisa mudava de figiura e as vozes iriam levantar-se e iriam dizer que o urso é que devia ter ganho o Oscar.
Tenho uma tendência em simpatizar com os menos fortes ou com os menos favoritos. Daí a Suíça. Depois os alemães porque Portugal não merece este Europeu. Empatar com A Islândia?!? Resolver praticamente tudo a penalties?!? Eu estava à espera de muito mais.
Se Portugal ganhar vai ser como Oscar do Leonardo di Caprio. Merecia-o noutras alturas, neste ano... eeeeeh....
Acho muito feio ouvir dizer, não faz mal se jogarmos mal. O que interessa é ganhar. Tem piada jogar bem para ganhar. Não há grande glória num título mal ganho.
Ah! mas se fosse outra equipa a jogar mal e a ganhar... a coisa mudava de figiura e as vozes iriam levantar-se e iriam dizer que o urso é que devia ter ganho o Oscar.
sábado, 2 de abril de 2016
Da morbidez dos vivos
No feed de notícias do livro das caras apareceu-me uma foto de um homem que estava a receber uma condecoração. Fiquei curiosa e tentei perceber o porquê da foto na página do Município de Constância. Ao que parece, é o coveiro da terra a receber um reconhecimento pelo seu trabalho.
Mas ao ficar a perceber a razão da foto percebi que o mundo está mais atrasado do que eu pensava. Houve logo um otário a ironizar o facto. Ignorante, muito ignorante.
Admiramos polícias e bombeiros porque arriscam a nossa vida. Admiramos médicos e enfermeiros porque quase que operam milagres de salvação.
Deveríamos também admirar os coveiros. Se eu já acho o trabalho de cangalheiro tramado... o de coveiro deve deixar uma pessoa bem perturbada.
Descer um caixão à terra deve mexer muito. Uma caixa onde se sabe estar o que foi uma vida, muitas vezes nossa conhecida.
Sentir o peso da morte nos braços,o calor das cordas a rasppar nas luvas. Depois pegar numa pá ou, ainda mais frio, numa mini-retroescavadora e acabar de vez com a hipótese de aquele corpo voltar a ser visto.
Ou preparar uma campa onde já esteve alguém enterrado. Uma tíbia, o úmero ou o crânio da senhora dona X que até era a mãe do colega de carteira na escola primária e nos dava uma côdea de pão sempre que íamos lá a casa.
Se fôssemos um país onde se preservam os corpos e se fazem fotos a jogar poker com eles... eu compreendia que não se desse grande valor ao trabalho deles. Nós, vivos, trataríamos dos nossos mortos.
Mas se não somo assim, por que raio havemos de gozar com uma profissão que está a desaparecer?!?! Desrespeitar quem tanta força tem para respeitar o nosso avô, a mãe do nosso vizinh, o nosso filho menino que morreu antes de ser baptizado...
Uns são enterrados mortos, outros morrem e enterram-se sozinhos e em vida... :/
Mas ao ficar a perceber a razão da foto percebi que o mundo está mais atrasado do que eu pensava. Houve logo um otário a ironizar o facto. Ignorante, muito ignorante.
Admiramos polícias e bombeiros porque arriscam a nossa vida. Admiramos médicos e enfermeiros porque quase que operam milagres de salvação.
Deveríamos também admirar os coveiros. Se eu já acho o trabalho de cangalheiro tramado... o de coveiro deve deixar uma pessoa bem perturbada.
Descer um caixão à terra deve mexer muito. Uma caixa onde se sabe estar o que foi uma vida, muitas vezes nossa conhecida.
Sentir o peso da morte nos braços,o calor das cordas a rasppar nas luvas. Depois pegar numa pá ou, ainda mais frio, numa mini-retroescavadora e acabar de vez com a hipótese de aquele corpo voltar a ser visto.
Ou preparar uma campa onde já esteve alguém enterrado. Uma tíbia, o úmero ou o crânio da senhora dona X que até era a mãe do colega de carteira na escola primária e nos dava uma côdea de pão sempre que íamos lá a casa.
Se fôssemos um país onde se preservam os corpos e se fazem fotos a jogar poker com eles... eu compreendia que não se desse grande valor ao trabalho deles. Nós, vivos, trataríamos dos nossos mortos.
Mas se não somo assim, por que raio havemos de gozar com uma profissão que está a desaparecer?!?! Desrespeitar quem tanta força tem para respeitar o nosso avô, a mãe do nosso vizinh, o nosso filho menino que morreu antes de ser baptizado...
Uns são enterrados mortos, outros morrem e enterram-se sozinhos e em vida... :/
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domingo, 27 de março de 2016
Das culpas e das dores
Há quem defenda que o doze é um bom número porque doze eram os apóstolos. Há quem acredite que não se devem sentar treze pessoas a uma mesa, pois o primeiro a levantar-se é o primeiro a morrer.
Esta época pascal mostrou que o doze não é assim tão bom número e que o mal do número treze não é ser o primeiro a levantar-se, mas sjm ser, quase de certeza, o único a usar cinto de segurança.
Só que antes de se culpar a numerologia, devemos culpar os humanos.
Antes de mais, os que estavam naquela maldita carrinha. Tirando as crianças, que fazem o que lhes mandam, todos os outros adultos podiam ter decidido não entrar na carrinha ao verem que era um carrinha adaptada, que era um único condutor, que era um condutor não credenciado (a experiência pode ser discutível).
Se for verdade que os bilhetes custam 350 francos, fizeram um mau negócio. Conheço uma empresa de autocaros de um português, credenciada, com muuuuuuitos anos de experiêcia (comecei a andar com eles muito antes de poder conduzir), que nunca implica com a quantidade de bagagem (têm condições para isso) e pedem 300 francos por uma viagem de ida e volta. E, marcando com tempo, os bilhetes de avião a partir de Basileia podem ser uma pechincha que compensa o bilhete de comboio até lá e o táxi do Porto até ao destino final.
Depois há que culpar os donos dessas carrinhas. Carregam e carregam e carregam e oferecem garantias e mais garantias e mais facilidades e mais comodidades. Mas... comcemos pelo mais básico: não há nada de confortável em fazer 2000km enfiado numa furgoneta sem janela, entalado entre montes de pessoas, sem possibilidade de esticar as pernas, nem de poder encostar a cabeça como deve ser.
Por fim, as autoridades. Quem deixa homologar uma alteração destas a uma carrinha?!? Onde anda a polícia a fazer patrulha para não verem estas coisas?!?
E desta história ainda se pode tirar um ensinamento. Nunca viajar para fazer surpresa. A minha mãe fez-me isso jma vez e eu ia morrendo de emoção. Mas se fosse contactada pela polívia para me darem um notícia destas, quem precisaria de psiquiatria, seria eu.
Nunca devemos esquecer: coitados dos que ficam, porque os que foram já não sofrem...
Esta época pascal mostrou que o doze não é assim tão bom número e que o mal do número treze não é ser o primeiro a levantar-se, mas sjm ser, quase de certeza, o único a usar cinto de segurança.
Só que antes de se culpar a numerologia, devemos culpar os humanos.
Antes de mais, os que estavam naquela maldita carrinha. Tirando as crianças, que fazem o que lhes mandam, todos os outros adultos podiam ter decidido não entrar na carrinha ao verem que era um carrinha adaptada, que era um único condutor, que era um condutor não credenciado (a experiência pode ser discutível).
Se for verdade que os bilhetes custam 350 francos, fizeram um mau negócio. Conheço uma empresa de autocaros de um português, credenciada, com muuuuuuitos anos de experiêcia (comecei a andar com eles muito antes de poder conduzir), que nunca implica com a quantidade de bagagem (têm condições para isso) e pedem 300 francos por uma viagem de ida e volta. E, marcando com tempo, os bilhetes de avião a partir de Basileia podem ser uma pechincha que compensa o bilhete de comboio até lá e o táxi do Porto até ao destino final.
Depois há que culpar os donos dessas carrinhas. Carregam e carregam e carregam e oferecem garantias e mais garantias e mais facilidades e mais comodidades. Mas... comcemos pelo mais básico: não há nada de confortável em fazer 2000km enfiado numa furgoneta sem janela, entalado entre montes de pessoas, sem possibilidade de esticar as pernas, nem de poder encostar a cabeça como deve ser.
Por fim, as autoridades. Quem deixa homologar uma alteração destas a uma carrinha?!? Onde anda a polícia a fazer patrulha para não verem estas coisas?!?
E desta história ainda se pode tirar um ensinamento. Nunca viajar para fazer surpresa. A minha mãe fez-me isso jma vez e eu ia morrendo de emoção. Mas se fosse contactada pela polívia para me darem um notícia destas, quem precisaria de psiquiatria, seria eu.
Nunca devemos esquecer: coitados dos que ficam, porque os que foram já não sofrem...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Santa intrujice!
Como toda a gente, inscrevi-me em alguns grupos do livro das caras. Graças a essa brincadeira tenho apanhado liiiiixoooooo, coisas engraçadas e pedidos de ajuda para procurar trabalho ou escolas de alemão. Nuns momentos, não me manifesto. Noutros, por diversas razões, meto a colher. E até onde posso, ajuo sempre.
Hoje tive que ir a uma reunião de trabalho (outra boa história!!) E, durante a viagem de comboio até Zurique, vejo que alguém, num desses sites, pedia ajuda.
Mulher, com uma filha pequena, a morar na Suíça e com cancro. A coitadinha, aí por volta da hora de almoço, estava a morrer. Tinha horas, que digo?!, minutos de vida!
Eu e outras pessoas dissemos-lhe onde se podia dirigir. A pobre, com cada vez menos tempo de vida, disse-nos que já tinha ido e não tinha recebido ajuda. As pessoas de bom coração também têm cérebro e começaram a pensar que aquilo era muito estranho. Conforme as perguntas e respostas, ela ia-se afundando cada vez mais. Como toda a gente sabe, sou ácida e disse que ela estava a mentir. Respondeu que não, que precisava mesmo de ajuda. Ofereci-me para, na próxima semana, num dia de folga, ir com ela pedir apoio. Disse-lhe que estava disposta a ir ter com ela a qualquer sítio da Suíça e mesmo não falando muito italiano ou francês de certeza que me desenrascava com inglês.
Disse-lhe perante os outros comentadores (e citei-os, para eles irem ver o comentário) que o faria de bom grado. Mas que se me estivesse a enganar iria à polícia.
Depois deste comentário, deixei o tablet de lado e fui para a reunião. A seguir a esta, fui tomar café com as minhas colegas e só agora, já no comboio para casa, fui ver a resposta como é que a pobre moribunda ia descalçar bota.
Como seria de esperar, acontece um milagre mais potente que o de Lázaro, a mulher acabou por não morrer. Ficou tão curada e tão sem necessidade de apoio dos outros que acabou por apagar o pedido de ajuda.
Ora bem, a minha mãe farta-se de gozar comigo porque me farto de mandar e-mails com informações para procurar trabalho. Se eu lhe disser que curo o cancro online em menos de 4 horas... a minha Maria morre a rir...
Hoje tive que ir a uma reunião de trabalho (outra boa história!!) E, durante a viagem de comboio até Zurique, vejo que alguém, num desses sites, pedia ajuda.
Mulher, com uma filha pequena, a morar na Suíça e com cancro. A coitadinha, aí por volta da hora de almoço, estava a morrer. Tinha horas, que digo?!, minutos de vida!
Eu e outras pessoas dissemos-lhe onde se podia dirigir. A pobre, com cada vez menos tempo de vida, disse-nos que já tinha ido e não tinha recebido ajuda. As pessoas de bom coração também têm cérebro e começaram a pensar que aquilo era muito estranho. Conforme as perguntas e respostas, ela ia-se afundando cada vez mais. Como toda a gente sabe, sou ácida e disse que ela estava a mentir. Respondeu que não, que precisava mesmo de ajuda. Ofereci-me para, na próxima semana, num dia de folga, ir com ela pedir apoio. Disse-lhe que estava disposta a ir ter com ela a qualquer sítio da Suíça e mesmo não falando muito italiano ou francês de certeza que me desenrascava com inglês.
Disse-lhe perante os outros comentadores (e citei-os, para eles irem ver o comentário) que o faria de bom grado. Mas que se me estivesse a enganar iria à polícia.
Depois deste comentário, deixei o tablet de lado e fui para a reunião. A seguir a esta, fui tomar café com as minhas colegas e só agora, já no comboio para casa, fui ver a resposta como é que a pobre moribunda ia descalçar bota.
Como seria de esperar, acontece um milagre mais potente que o de Lázaro, a mulher acabou por não morrer. Ficou tão curada e tão sem necessidade de apoio dos outros que acabou por apagar o pedido de ajuda.
Ora bem, a minha mãe farta-se de gozar comigo porque me farto de mandar e-mails com informações para procurar trabalho. Se eu lhe disser que curo o cancro online em menos de 4 horas... a minha Maria morre a rir...
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Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
domingo, 15 de novembro de 2015
Coisas que detesto...
... no aeroporto de Lisboa.
Um casal de brasileiros estava perdido, tentei ajudar, mas não sabia. Interpelei um segurança. Respondeu-me por cima do ombro. Literalmente, pois ele não chegou a abrandar a marcha para ajudar.
Detesto que os funcionários falem primeiro em inglês. Estamos em Portugal, fala-se português. Se depois percebemos que não entedem, aí fala-se tudo até se acertar...
As senhoras da limpeza andam sem luvas. Limpam chão, escadas, portas, lavatórios e latrinas... onde andam as asaes?!? Elas apanham doenças na casa-de-banho das mulheres e vão espalhá-las nas casas-de-banho dos homens, nos escritórios, nos balcões que limpam e em que nós tocamos. Depois, ao fim do dia vão levá-las consigo para o autocarro, para o metro, para casa... é uma questão de saúde das funcionárias, mas também é uma questão de saúde pública. Sem falar no nojo!!!
Quando eu limpava no aeroporto, só tirava as luvas para varrer, pois elas incomodam muito com o calor. Mas se o chefe me via sem elas, vinha logo perguntar porquê, eu explicava e ele ia-se embora reforçando que eu só podia deixar as luvas para agarrar na esfregona ou na vassoura. Se fôssemos apanhadas a mexer no lixo ou limpar sem luvas... eramos advertidos!!! E, claro!!!!!!!, as luvas eram cedidas, diariamente, pela entidade patronal!!!!!
Adenda: depois de três horas e umas quanta idas à casa-de-banho, vejo finalmente uma (UMA!) funcionária a trabalhar de luvas. Uma! Ui!!... que fartura...
Um casal de brasileiros estava perdido, tentei ajudar, mas não sabia. Interpelei um segurança. Respondeu-me por cima do ombro. Literalmente, pois ele não chegou a abrandar a marcha para ajudar.
Detesto que os funcionários falem primeiro em inglês. Estamos em Portugal, fala-se português. Se depois percebemos que não entedem, aí fala-se tudo até se acertar...
As senhoras da limpeza andam sem luvas. Limpam chão, escadas, portas, lavatórios e latrinas... onde andam as asaes?!? Elas apanham doenças na casa-de-banho das mulheres e vão espalhá-las nas casas-de-banho dos homens, nos escritórios, nos balcões que limpam e em que nós tocamos. Depois, ao fim do dia vão levá-las consigo para o autocarro, para o metro, para casa... é uma questão de saúde das funcionárias, mas também é uma questão de saúde pública. Sem falar no nojo!!!
Quando eu limpava no aeroporto, só tirava as luvas para varrer, pois elas incomodam muito com o calor. Mas se o chefe me via sem elas, vinha logo perguntar porquê, eu explicava e ele ia-se embora reforçando que eu só podia deixar as luvas para agarrar na esfregona ou na vassoura. Se fôssemos apanhadas a mexer no lixo ou limpar sem luvas... eramos advertidos!!! E, claro!!!!!!!, as luvas eram cedidas, diariamente, pela entidade patronal!!!!!
Adenda: depois de três horas e umas quanta idas à casa-de-banho, vejo finalmente uma (UMA!) funcionária a trabalhar de luvas. Uma! Ui!!... que fartura...
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Coisas de aeroporto,
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Tugal,
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
É assim tão diferente?!?
Está na moda ser contra o Halloween.
Ah... porque a tradição é diferente da nossa! Eu pergunto: têm a certeza?
Há quem diga que se faça nas Beiras. Beirã que sou, só descobri o "Pão por Deus" aos 11 anos, quase 12, no primeiro ano em que vivi em Fátima. Lá dizia-se "ir ao bolinho" e havia uma lengalenga qualquer que tinha as palavras 'bolinho' e 'santinho' à mistura. Ou seja, andar de porta em porta a invocar Deus para sacar comida, é algo muito semelhante ao trick or treat. Não?!?
Depois é a história do culto dos mortos, alimentar as almas, o fim das culturas, a entrada no Inverno. Halloween, Dia de los Muertos, Dia de Finados. Datas muito próximas e intenção igual.
Ah e as máscaras?!?! A sério?!? Hão-de explicar-me o que são os caretos. Ah porque isso é no Carnaval. Carnaval ou Entrudo? E como é que se relacionam as coisas?! Com a Quaresma. De certeza?!?
Ah porque é pagão. Pegando no Carnaval, nas máscaras, na Quaresma... Segundo o pouco que sei, a Páscoa depende da Quaresma e vice-versa (aquela acontece ao fim de 40 dias desta e esta termina ao fim de 40 dias com a festa daquela... matemática simples!). Mas... não dependem também da Lua?! Misturar a Páscoa com o ciclo Lunar não é seguir o paganismo?!?! Então?!?! Where is the problem?!?!
Mas o que eu mais gosto nesta história é serem contra o Halloween e depois são os primeiros a adoptar milhentas tradições estrangeiras, em diferentes épocas do anos, como por exemplo, as tradições no Natal. Ora veja-se:
A árvore não é portuguesa, mas do centro-norte da Europa. A árvore nem sequer é um símbolo cristão, mas adoptado pelo Cristianismo numa forma de "abafar" o paganismo.
O Pai Natal vem da Europa do Norte ou da Turquia. Ah porque é um papa. É justo! Mas se é assim, festeje-se o dia dele!!! Alguém sabe qual é? Uma dica, mais de um mês depois do Halloween, mas antes do Natal!
Sempre acho os espanhóis mais coerentes... o Menino Jesus recebeu a visita dos reis e as respectivas prendas e não de um homem gorducho, fofo, barbudo e vestido de vermelho... a propósito, o S. Nicolau era um papa. O vermelho é uma cor papal, não de um refrigerante. Se não acreditam, procurem imagens de representação de São Nicolau.
Isto porque uma colega que partilhou um texto já antigo de um blogue onde afirmam: DETESTAMOS o Halloween (garrafais no original). Falam da festa como se fosse um crime adoptar as tradições de outros países. Mas esquecendo-se que a começar pelo título deviam ser os primeiro as estarem calados. Porque índios tanto há na América do Norte como na América do Sul, mas só num certo país da América do Norte é que os tratadores de vacas se chamam cowboys.
Não estou aqui a dizer que devemos adoptar as tradições dos outros e esquecer de vez as nossas. Mas, arranjem outras cruzadas mais interessantes. Sei lá lutar contra tradições há muito enraizadas na nossa cultura, mas que deviam desaparecer rapidamente, tais como: ordenados baixos, fuga aos impostos, injustiça social, violência doméstica... and so on and so on... Mas se acham que não são capazes de abraçar tais lutas, ao menos lutem para que as campanhas de Natal comecem depois de o Halloween acontecer...
Ah... porque a tradição é diferente da nossa! Eu pergunto: têm a certeza?
Há quem diga que se faça nas Beiras. Beirã que sou, só descobri o "Pão por Deus" aos 11 anos, quase 12, no primeiro ano em que vivi em Fátima. Lá dizia-se "ir ao bolinho" e havia uma lengalenga qualquer que tinha as palavras 'bolinho' e 'santinho' à mistura. Ou seja, andar de porta em porta a invocar Deus para sacar comida, é algo muito semelhante ao trick or treat. Não?!?
Depois é a história do culto dos mortos, alimentar as almas, o fim das culturas, a entrada no Inverno. Halloween, Dia de los Muertos, Dia de Finados. Datas muito próximas e intenção igual.
Ah e as máscaras?!?! A sério?!? Hão-de explicar-me o que são os caretos. Ah porque isso é no Carnaval. Carnaval ou Entrudo? E como é que se relacionam as coisas?! Com a Quaresma. De certeza?!?
Ah porque é pagão. Pegando no Carnaval, nas máscaras, na Quaresma... Segundo o pouco que sei, a Páscoa depende da Quaresma e vice-versa (aquela acontece ao fim de 40 dias desta e esta termina ao fim de 40 dias com a festa daquela... matemática simples!). Mas... não dependem também da Lua?! Misturar a Páscoa com o ciclo Lunar não é seguir o paganismo?!?! Então?!?! Where is the problem?!?!
Mas o que eu mais gosto nesta história é serem contra o Halloween e depois são os primeiros a adoptar milhentas tradições estrangeiras, em diferentes épocas do anos, como por exemplo, as tradições no Natal. Ora veja-se:
A árvore não é portuguesa, mas do centro-norte da Europa. A árvore nem sequer é um símbolo cristão, mas adoptado pelo Cristianismo numa forma de "abafar" o paganismo.
O Pai Natal vem da Europa do Norte ou da Turquia. Ah porque é um papa. É justo! Mas se é assim, festeje-se o dia dele!!! Alguém sabe qual é? Uma dica, mais de um mês depois do Halloween, mas antes do Natal!
Sempre acho os espanhóis mais coerentes... o Menino Jesus recebeu a visita dos reis e as respectivas prendas e não de um homem gorducho, fofo, barbudo e vestido de vermelho... a propósito, o S. Nicolau era um papa. O vermelho é uma cor papal, não de um refrigerante. Se não acreditam, procurem imagens de representação de São Nicolau.
Isto porque uma colega que partilhou um texto já antigo de um blogue onde afirmam: DETESTAMOS o Halloween (garrafais no original). Falam da festa como se fosse um crime adoptar as tradições de outros países. Mas esquecendo-se que a começar pelo título deviam ser os primeiro as estarem calados. Porque índios tanto há na América do Norte como na América do Sul, mas só num certo país da América do Norte é que os tratadores de vacas se chamam cowboys.
Não estou aqui a dizer que devemos adoptar as tradições dos outros e esquecer de vez as nossas. Mas, arranjem outras cruzadas mais interessantes. Sei lá lutar contra tradições há muito enraizadas na nossa cultura, mas que deviam desaparecer rapidamente, tais como: ordenados baixos, fuga aos impostos, injustiça social, violência doméstica... and so on and so on... Mas se acham que não são capazes de abraçar tais lutas, ao menos lutem para que as campanhas de Natal comecem depois de o Halloween acontecer...
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Dos lamentos dos cães
Ontem li uma história que me fascinou. Daquelas coisas minúsculas, comuns nas redes sociais para dar um ensinamento de moral qualquer e que normalmente só servem para entupir as nossas páginas pessoais. Quando li a primeia linha fiquei na dúvida. Mas no fim, posso dizer que foi das melhores que li nos últimos anos e adequa-se tão bem a tanta gente...
Um homem vai a uma gasolineira para encher o depósito. Enquanto o faz, ouve um cão ganir. O bicho não pára de ganir de forma aflitiva. O homem chega à caixa para pagar e pergunta:
- Que se passa com o cão que não pára de ganir?!?
- Nada de especial. Ele está sentado em cima de um prego que o magoa. Por isso não pára de ganir.
- Mas se o magoa, por que é que ele não sai dali?!?
- Porque dói o suficiente para ganir, mas não o suficiente para mudar.
Na Segunda à noite, uma colega perguntava no livro das caras se não podíamos ter uma hora extra como no Domingo. Respondi-lhe a brincar com uma frase que faz parte da minha infâcia: querias, batatinhas com enguias. Foi dar licença à reclamação. Ah, porque já fiz isto, aquilo, aquilo e aqueloutro. Ainda não vi a cama. Olhei para o relógio e era quase meia-noite na Tugolândia. Para quem anuncia que está a ver a série X à uma ou duas da manhã (ela é que costuma fazer, não eu)... aquilo até era cedo...
Como começo a estar fartinha de tanta lamúria. Disse-lhe que deixasse o trabalho como professora e se dedicasse a outro ofício. E fui dormir, pois, embora estivesse de folga no dia seguinte não me apetecia ir irritada para a cama.
No dia seguinte, vi a resposta desdenhosa dela: Oooh! Agricultura!
Eu não entendo... sem falar na justiça ou injustiça da coisa, que ninguém diga que não sabia que o trabalho de professor é burocrático, aborrecido, complicado, subvalorizado apesar de ser sobrecarregado. Toda a gente sabe, e mesmo que não saiba, todos os que estagiaram puderam ter uma amostra das dores de cabeça.
Assim, por que raio andam sempre a lamentar-se?!? Já sabiam...
Mas se acharem que é demasiado, que vai muito além do previsto... dediquem-se a outra coisa qualquer e deixem o trabalho para quem quer e não tem medo...
Depois... por favor, não desdenhem de outras profissões como se fossem gente superior. Paaaaaleeeease... quando se conhecem as histórias de vida de certas pessoas e depois vemos como elas desdenham... é simplesmente ridículo.
Párem de ser cães e pode ser que a vida se torne mais fácil...
Um homem vai a uma gasolineira para encher o depósito. Enquanto o faz, ouve um cão ganir. O bicho não pára de ganir de forma aflitiva. O homem chega à caixa para pagar e pergunta:
- Que se passa com o cão que não pára de ganir?!?
- Nada de especial. Ele está sentado em cima de um prego que o magoa. Por isso não pára de ganir.
- Mas se o magoa, por que é que ele não sai dali?!?
- Porque dói o suficiente para ganir, mas não o suficiente para mudar.
Na Segunda à noite, uma colega perguntava no livro das caras se não podíamos ter uma hora extra como no Domingo. Respondi-lhe a brincar com uma frase que faz parte da minha infâcia: querias, batatinhas com enguias. Foi dar licença à reclamação. Ah, porque já fiz isto, aquilo, aquilo e aqueloutro. Ainda não vi a cama. Olhei para o relógio e era quase meia-noite na Tugolândia. Para quem anuncia que está a ver a série X à uma ou duas da manhã (ela é que costuma fazer, não eu)... aquilo até era cedo...
Como começo a estar fartinha de tanta lamúria. Disse-lhe que deixasse o trabalho como professora e se dedicasse a outro ofício. E fui dormir, pois, embora estivesse de folga no dia seguinte não me apetecia ir irritada para a cama.
No dia seguinte, vi a resposta desdenhosa dela: Oooh! Agricultura!
Eu não entendo... sem falar na justiça ou injustiça da coisa, que ninguém diga que não sabia que o trabalho de professor é burocrático, aborrecido, complicado, subvalorizado apesar de ser sobrecarregado. Toda a gente sabe, e mesmo que não saiba, todos os que estagiaram puderam ter uma amostra das dores de cabeça.
Assim, por que raio andam sempre a lamentar-se?!? Já sabiam...
Mas se acharem que é demasiado, que vai muito além do previsto... dediquem-se a outra coisa qualquer e deixem o trabalho para quem quer e não tem medo...
Depois... por favor, não desdenhem de outras profissões como se fossem gente superior. Paaaaaleeeease... quando se conhecem as histórias de vida de certas pessoas e depois vemos como elas desdenham... é simplesmente ridículo.
Párem de ser cães e pode ser que a vida se torne mais fácil...
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Tugal,
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sábado, 10 de outubro de 2015
A iluminação dos iluminados
- Tem cigarros?!? Tendo em conta que a parede atrás de mim estava forrada, pensei que estava a entender mal. Não... eu entendi bem, o gajo é que devia estar surdo dos olhos para não ver as centenas de maços à frente do nariz.
--------------------
- You don't have euros here?!
- No.
- Really?!?!
- Yes! We are not in Eureopean Union. and even if we were... England is EU and has pounds.
- I'm not from England. I'm from Australia.
Aaaaah.... coitados... andam de pernas para o ar e quando viajam para um país nem se dão ao trabalho de perceber que moeda existe lá. Eu não sabia que moeda se usava no Dubai, mas antes de ir... fui aprender e trocar e tudo e tudo... mas quem é que viaja assim?!?! Eu não falei da Inglaterra por ele falar inglês. Foi mesmo para exemplificar em como se pode ser da UE sem ter euro. E se a Suíça nem da UE é... duh!!!
--------------------
Mas o momento grande otário do dia foi protagonizado por... um tuga!!! O cromo que veio para cá por um rabo de saias.
Comprou um jornal suíço em francês em edição de fim-de-semana. Passado coisa de 20 minutos aparece muuuuuuito indignado porque o jornal estava incompleto.
Segundo ele faltavam dois cadernos. Como estamos habituados haver revistas para tudo, por vezes estranha-se que o que seria uma revista em Portugal aqui será só uma parte do jornal. Mas o senhor dizia que não. Numa vistoria rápida encontrei um dos suplementos. Como tinha mais que fazer, não procurei mais e disse-lhe que o máximo que podia fazer era devolver-lhe o dinheiro. Primeiro disse que sim, depois já queria uma troca, depois lá se decidiu por levar o jornal como estava. Mas sempre muito senhor de si, cheio de razão e... como pude comprovar mais tarde... cheio de estupidez.
Quando tive um momento mais livre, fui espreitar melhor o jornal. Logo na primeira página estava clarinho: dentro tinha uma secção de fim-de-semana que por sua vez tinha uma secção dedicada aos livros. Folhei muito rapidamente e... voilà... tudo direitinho.
Não entendo... primeiro procura-se bem, depois relama-se. Estes eruditos de meia tigela dão-me cabo do cérebro... porque é que não são como eu?!? Que sou meia burra com ânsia permanente de aprender...
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- You don't have euros here?!
- No.
- Really?!?!
- Yes! We are not in Eureopean Union. and even if we were... England is EU and has pounds.
- I'm not from England. I'm from Australia.
Aaaaah.... coitados... andam de pernas para o ar e quando viajam para um país nem se dão ao trabalho de perceber que moeda existe lá. Eu não sabia que moeda se usava no Dubai, mas antes de ir... fui aprender e trocar e tudo e tudo... mas quem é que viaja assim?!?! Eu não falei da Inglaterra por ele falar inglês. Foi mesmo para exemplificar em como se pode ser da UE sem ter euro. E se a Suíça nem da UE é... duh!!!
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Mas o momento grande otário do dia foi protagonizado por... um tuga!!! O cromo que veio para cá por um rabo de saias.
Comprou um jornal suíço em francês em edição de fim-de-semana. Passado coisa de 20 minutos aparece muuuuuuito indignado porque o jornal estava incompleto.
Segundo ele faltavam dois cadernos. Como estamos habituados haver revistas para tudo, por vezes estranha-se que o que seria uma revista em Portugal aqui será só uma parte do jornal. Mas o senhor dizia que não. Numa vistoria rápida encontrei um dos suplementos. Como tinha mais que fazer, não procurei mais e disse-lhe que o máximo que podia fazer era devolver-lhe o dinheiro. Primeiro disse que sim, depois já queria uma troca, depois lá se decidiu por levar o jornal como estava. Mas sempre muito senhor de si, cheio de razão e... como pude comprovar mais tarde... cheio de estupidez.
Quando tive um momento mais livre, fui espreitar melhor o jornal. Logo na primeira página estava clarinho: dentro tinha uma secção de fim-de-semana que por sua vez tinha uma secção dedicada aos livros. Folhei muito rapidamente e... voilà... tudo direitinho.
Não entendo... primeiro procura-se bem, depois relama-se. Estes eruditos de meia tigela dão-me cabo do cérebro... porque é que não são como eu?!? Que sou meia burra com ânsia permanente de aprender...
terça-feira, 29 de setembro de 2015
maneiras...
A minha mãe baba-se muitas vezes a contar uma história de quando o meu irmão era um meia-leca arraçado de hipopótamo (ele era mesmo muito gordo em pequeno).
Ele foi a casa de uma vizinha fazer uma entrega, mas não chegava à caixa de correio. Então chamou pela vizinha e pediu, por favor, que ela lhe abrisse a porta. Ela gostou da educação e disse-lhe que ele era um menino muito bonito (e era! Gorducho e fofo!). Ele agradeceu o cumprimento e foi-se embora. A vizinha admirada pelo minorca saber usar as convenções da boa educação foi gabá-lo para a minha mãe.
Resumindo, desde muito pequenos que fomos educados a respeitar os outros, a usar as convenções da sociedade, porque ficam bem, mas também porque sabem bem.
E desse modo, ainda hoje uso um por favor ou um obrigado com prazer. No trabalho, convém ainda mais que se seja educada. Danke, please, merci, au revoir, grazie, prego, bitte, por favor, adé (adeus em dialecto), obrigada... vai saindo de tudo, conforme a situação.
Pois bem.. no Domingo, o cromo do tuga que veio de Portugal atrás do rabo de saias apareceu para comprar o jornal. Como sempre disse-me dás-me um saco? Mas acabou por inovar... quando eu lhe disse que eram Xfrancos, por favor... A resposta foi para lá de ignorante: ah não sei para que dizes por favor. Pago e é se quero levar o jornal. Aqui ninguém dá nada. Bem... nem em Portugal.
Quê?!?! Aquele patego diz-se com formação, mas é mal educado e ainda goza comigo por eu seguir as convenções?!?!?
Mas isto é só anormais??! Se ele não sabe a língua e ainda para mais não usa um simples por favor... vai-se dar mal por estas bandas...
Ele foi a casa de uma vizinha fazer uma entrega, mas não chegava à caixa de correio. Então chamou pela vizinha e pediu, por favor, que ela lhe abrisse a porta. Ela gostou da educação e disse-lhe que ele era um menino muito bonito (e era! Gorducho e fofo!). Ele agradeceu o cumprimento e foi-se embora. A vizinha admirada pelo minorca saber usar as convenções da boa educação foi gabá-lo para a minha mãe.
Resumindo, desde muito pequenos que fomos educados a respeitar os outros, a usar as convenções da sociedade, porque ficam bem, mas também porque sabem bem.
E desse modo, ainda hoje uso um por favor ou um obrigado com prazer. No trabalho, convém ainda mais que se seja educada. Danke, please, merci, au revoir, grazie, prego, bitte, por favor, adé (adeus em dialecto), obrigada... vai saindo de tudo, conforme a situação.
Pois bem.. no Domingo, o cromo do tuga que veio de Portugal atrás do rabo de saias apareceu para comprar o jornal. Como sempre disse-me dás-me um saco? Mas acabou por inovar... quando eu lhe disse que eram Xfrancos, por favor... A resposta foi para lá de ignorante: ah não sei para que dizes por favor. Pago e é se quero levar o jornal. Aqui ninguém dá nada. Bem... nem em Portugal.
Quê?!?! Aquele patego diz-se com formação, mas é mal educado e ainda goza comigo por eu seguir as convenções?!?!?
Mas isto é só anormais??! Se ele não sabe a língua e ainda para mais não usa um simples por favor... vai-se dar mal por estas bandas...
domingo, 16 de agosto de 2015
C'est une merde!
Dois dos meus bisavós viveram no Brasil. Coincidência, a filha deles foi casar com um homem que também foi viver para o Brasil. Sei que primos em décimo grau são a pontapés em terras de Vera Cruz. Mais de metade da minha família vive no Luxemburgo. Para aí dois avos vive nos EUA. Um avo na França. A minha famíia mais directa (pais e um tio) passaram mais anos na Suíça do que em Portugal. Tenho uma prima que veio de Macau e um montão de primos que são ditos retornados de Moçambique.
Conheço espanhóis, turcos, italianos, entre tantas outras nacionalidades, que vivem há tantos anos na Suíça que nem sei como não têm passaporte suíço.
No meio de tanta mistura, ponto de partida e chegada, ajnda ando à procura de uma família semelhante à do filme A Gaiola Dourada.
Vi o filme hoje pela segunda vez, de propósito. Tentava encontrar algo novo ou uma nova visão sobre o filme, mas... não... continuo a achá-lo uma ofensa ao emigrante português. Não tem a ver com os clichês... é a maneira como os clichês são apresentados.
São apresentados como se fossem verdade, e que toda a gente sabe que é verdade mas quer negar afirmando que é verdade que é um clichê. Faz sentido?!?
Não sei se é porque eu acho que fado é deprimente e há anos que enjoei pastéis de bacalhau. Não sei se é por achar estranho o Pauleta aparecer a atirar bolas em propriedade privada no Douro vinhateiro...
Só sei que aquilo é estranho e assusta-me pensar que os portugueses se identifiquem com personagens que trabalharam uma vida sem se queixar e na hora de mudar, em vez de serem francos, jogam com a falsidade e destroem o seu trabalho...
Na minha terra há uma palavra boa para issl, mas eu fico-me por um sinónimo mais suave, as personagens são cobardes...
Conheço espanhóis, turcos, italianos, entre tantas outras nacionalidades, que vivem há tantos anos na Suíça que nem sei como não têm passaporte suíço.
No meio de tanta mistura, ponto de partida e chegada, ajnda ando à procura de uma família semelhante à do filme A Gaiola Dourada.
Vi o filme hoje pela segunda vez, de propósito. Tentava encontrar algo novo ou uma nova visão sobre o filme, mas... não... continuo a achá-lo uma ofensa ao emigrante português. Não tem a ver com os clichês... é a maneira como os clichês são apresentados.
São apresentados como se fossem verdade, e que toda a gente sabe que é verdade mas quer negar afirmando que é verdade que é um clichê. Faz sentido?!?
Não sei se é porque eu acho que fado é deprimente e há anos que enjoei pastéis de bacalhau. Não sei se é por achar estranho o Pauleta aparecer a atirar bolas em propriedade privada no Douro vinhateiro...
Só sei que aquilo é estranho e assusta-me pensar que os portugueses se identifiquem com personagens que trabalharam uma vida sem se queixar e na hora de mudar, em vez de serem francos, jogam com a falsidade e destroem o seu trabalho...
Na minha terra há uma palavra boa para issl, mas eu fico-me por um sinónimo mais suave, as personagens são cobardes...
quarta-feira, 29 de julho de 2015
gente ignorante é outra coisa....
Do you speak english?
Falo português.
Eram três ou quatro turistas que tinham acabado de entrar na loja. Como os ouvi a falar, achei mais lógico falar-lhe em português. Queriam saber como era o pagamento em euros. Disse o que digo a toda a gente: aceitamos notas e damos o troco em francos. Como pensei que estavam a chegar, recomendei-lhes uma casa de câmbio.
Passado um pouco regressaram e eu percebi que fizeram uma asneira do caraças. Foram fazer um câmbio só para comprar postais. Receberam troco na mesma em moedas... se tinham comprado logo com euros não pagavam taxa de câmbio!!!!!!
Mas pronto... já estava, já estava.
Entretanto lembrei-me de me oferecer para usar o desconto de funcionário. Nunca me tinha lembrado e nem é que eu o possa fazer. Mas se falo em português, ninguém entende... e ninguém me chateia. :)
Mas o facto de as minhas colegas não entenderem é bom por outros motivos. Um deles é não ficarem a pensar que somos a nação mais estúpida do mundo!
Enquanto fazia conta dos postais, perguntei se uma delas queria selos. Hesitou na decisão. Não sabia onde se encontravam os marcos do correio. Não sabia se tinha tempo para escrever e enviar antes de seguir viagem. Tudo normal. Mas depois... lixou tudo...
ah não se pode mandar de outro país, pois não?!?!
É o quê?!?!?!?!?!???! Eu fiquei estrábica dos ouvidos surda dos olhos... quem é que anda a viajar pela Europa e não sabe que não se podem mandar cartas num país usando selos de outro?!?! Fogo... eu sempre fui muito inteligente e com uma cultura geral do caraças...
Só sei que, naquele preciso momento, amaldiçoei o momento em que ofereci o desconto. Ninguém tão burro merece uma atenção dessas!!!!
Falo português.
Eram três ou quatro turistas que tinham acabado de entrar na loja. Como os ouvi a falar, achei mais lógico falar-lhe em português. Queriam saber como era o pagamento em euros. Disse o que digo a toda a gente: aceitamos notas e damos o troco em francos. Como pensei que estavam a chegar, recomendei-lhes uma casa de câmbio.
Passado um pouco regressaram e eu percebi que fizeram uma asneira do caraças. Foram fazer um câmbio só para comprar postais. Receberam troco na mesma em moedas... se tinham comprado logo com euros não pagavam taxa de câmbio!!!!!!
Mas pronto... já estava, já estava.
Entretanto lembrei-me de me oferecer para usar o desconto de funcionário. Nunca me tinha lembrado e nem é que eu o possa fazer. Mas se falo em português, ninguém entende... e ninguém me chateia. :)
Mas o facto de as minhas colegas não entenderem é bom por outros motivos. Um deles é não ficarem a pensar que somos a nação mais estúpida do mundo!
Enquanto fazia conta dos postais, perguntei se uma delas queria selos. Hesitou na decisão. Não sabia onde se encontravam os marcos do correio. Não sabia se tinha tempo para escrever e enviar antes de seguir viagem. Tudo normal. Mas depois... lixou tudo...
ah não se pode mandar de outro país, pois não?!?!
É o quê?!?!?!?!?!???! Eu fiquei estrábica dos ouvidos surda dos olhos... quem é que anda a viajar pela Europa e não sabe que não se podem mandar cartas num país usando selos de outro?!?! Fogo... eu sempre fui muito inteligente e com uma cultura geral do caraças...
Só sei que, naquele preciso momento, amaldiçoei o momento em que ofereci o desconto. Ninguém tão burro merece uma atenção dessas!!!!
sexta-feira, 24 de julho de 2015
A pessoa mais otária
Apareceu um tipo a falar inglês a pedir para enviar dinheiro (no quiosque pode-se fazer envio de dinheiro). Como ele não estava registado e minha colega não fala muito inglês, ela pediu-me para eu o atender. Apercebi-me pelo passaporte que era português mudei o disco para ser, obviamente, mais fácil explicar tudo.
O processo de registo demora pouco tempo, em coisa de meia hora a pessoa já pode enviar dinheiro. Expliquei-lhe o processo e porque aqui del rei que era falso o que eu estava a dizer. Deu-me vontade de o mandar passear, mas depois deu-me gozo ver que eu tinha razão e conseguir chapar-lho na cara. Se nós temos formação para estas mariquices, eu não vou conhecer o processo?!? Mais... eu não consigo explicar em francês, mas... e apesar das calinadas que me saem de vez em quando, acho que ainda falo decentemente português...
Nos entretantos, enquanto ele esperava pela conclusão do processo, não desamparou, literalmente!, a loja (para a conclusão a pessoa não precisa esperar, pode ir beber café ou assim) e ficou ali a fazer conversa da treta.
Primeiro erro, como já cá tinha estado, acha que sabe como as leis funcionam, mas... o tempo passa, as leis mudam e se não formos para o mesmo cantão... mesmo que não tenha passado muito tempo, podemos apanhar regras muuuuuuuuito diferentes. Portanto... escusa de se armar em sabichão. Além disso, para se falar mal das leis suíças tem que se saber as leis. E indo ainda mais além, no extremo, mesmo sabendo todos os códigos penais, civis e afins... se não estão contentes... bazem daqui!!!!! Não sou suíça mas não gosto quando falam mal de cá (principalmente sem saber as coisas!).
Só que a coisa consegue ser pior. Naquela conversa de circunstância de-onde-és-de-onde-vens ele mostrou o quão anormal é.
Ah, és de Viseu?!? Sou de perto e também começa com /V/. E ponho-me a adivinhar. Vouzela?!? Como a resposta foi negativa, perguntei se para Norte, se para Sul. Uns 70 ou 90km para Norte, respondeu ele. Vila Real?!?, atirei eu, embora me parecessem muitos quilómetros. Ah, não sabes a geografia de Portugal. Nunca ouviste falar de Viana do Castelo?!?!
Mas que merda é esta?!?! Desde quando Viana do Castelo fica a 70 ou 90 km de Viseu?!?!
E pronto... mais uma oportunidade que eu tive para estar quieta e ganhei o prémio de otária... do cantão... que eu sou moça modesta... sem manias megalómanas..
No
O processo de registo demora pouco tempo, em coisa de meia hora a pessoa já pode enviar dinheiro. Expliquei-lhe o processo e porque aqui del rei que era falso o que eu estava a dizer. Deu-me vontade de o mandar passear, mas depois deu-me gozo ver que eu tinha razão e conseguir chapar-lho na cara. Se nós temos formação para estas mariquices, eu não vou conhecer o processo?!? Mais... eu não consigo explicar em francês, mas... e apesar das calinadas que me saem de vez em quando, acho que ainda falo decentemente português...
Nos entretantos, enquanto ele esperava pela conclusão do processo, não desamparou, literalmente!, a loja (para a conclusão a pessoa não precisa esperar, pode ir beber café ou assim) e ficou ali a fazer conversa da treta.
Primeiro erro, como já cá tinha estado, acha que sabe como as leis funcionam, mas... o tempo passa, as leis mudam e se não formos para o mesmo cantão... mesmo que não tenha passado muito tempo, podemos apanhar regras muuuuuuuuito diferentes. Portanto... escusa de se armar em sabichão. Além disso, para se falar mal das leis suíças tem que se saber as leis. E indo ainda mais além, no extremo, mesmo sabendo todos os códigos penais, civis e afins... se não estão contentes... bazem daqui!!!!! Não sou suíça mas não gosto quando falam mal de cá (principalmente sem saber as coisas!).
Só que a coisa consegue ser pior. Naquela conversa de circunstância de-onde-és-de-onde-vens ele mostrou o quão anormal é.
Ah, és de Viseu?!? Sou de perto e também começa com /V/. E ponho-me a adivinhar. Vouzela?!? Como a resposta foi negativa, perguntei se para Norte, se para Sul. Uns 70 ou 90km para Norte, respondeu ele. Vila Real?!?, atirei eu, embora me parecessem muitos quilómetros. Ah, não sabes a geografia de Portugal. Nunca ouviste falar de Viana do Castelo?!?!
Mas que merda é esta?!?! Desde quando Viana do Castelo fica a 70 ou 90 km de Viseu?!?!
E pronto... mais uma oportunidade que eu tive para estar quieta e ganhei o prémio de otária... do cantão... que eu sou moça modesta... sem manias megalómanas..
No
terça-feira, 16 de junho de 2015
Saber ler dava um jeitinho...
Depois de duas semanas de férias em modo como rebentar com a suspensão do seu carro em menos de 15 dias, cá estou eu de volta à terra das vacas, mas com algum katerial de escrita interessante que veio no porão do avião...
Hoje falo de livros, porque fica em contexto (estou no comboio a caminho do trabalho).
Na semana passada tive que passar no supermercado e, como tinha algum tempo, dei uma espreitadela na papelaria/livraria que estava ao lado. Andava só a olhar, mas depois lembrei-me de procurar José Rodrigues Miguéis (eu sonho com o dia em que vou encontrar uma prateleira cheia só com livros dele). Só que... deu-me vontade de tirar os livros todos das prateleira e começar a arrumar. Na literatura estrangeira havia alguma ordem agora na portuguesa... só faltava ter livros de pernas para o ar. Mesmo assim acabei a comprar dois livros. Quando me cheguei à caixa disse à senhora que era inadmissível os livros estarem daquela forma. Ah é impossível arrumá-los todos bem.
Pronto... saltou-me a tampa!!! Saquei dos galões e disse que trabalhava num sítio bem maior e bem mais movimentado (aquela loja deve ter numa semana o mesmo número de clientes que a minha loja tem à Segunda de manhã, o dia mais calmo) e nós conseguíamos ter alguma ordem. Já não digo que sejam perfeccionistas. Mas coloquem /p/ com /p/, /f/ com /f/... já seria uma enorme ajuda!!!
Oh pá!!! Se tivessem clientes que se divertem a trocar os livros nas prateleiras... eu gostaria de saber como seria... se são ignorantes e não são capazes de organizar os livros por ordem alfabética, vão para a escola aprender. Mas nunca me tentei fazer passar por parva, principalmente depois de eu saber verdadeiramente o que custa arrumar toooooodos os dias as prateleiras e as gavetas (estas desorganizadas pela colegas que não sabem distinguir o nome do livro do nome do autor... jurooooo!!!!!)
E deixa-me ir. Ontem arrumei a gaveta e as prateleiras dos crimes, da saúde, do exotérico e do comportamental. Falta-me a história, a biografia, o inglês, as viagens, o francês e a enoooorme selecção de romances (acho que vai sobrar para amanhã!)
Hoje falo de livros, porque fica em contexto (estou no comboio a caminho do trabalho).
Na semana passada tive que passar no supermercado e, como tinha algum tempo, dei uma espreitadela na papelaria/livraria que estava ao lado. Andava só a olhar, mas depois lembrei-me de procurar José Rodrigues Miguéis (eu sonho com o dia em que vou encontrar uma prateleira cheia só com livros dele). Só que... deu-me vontade de tirar os livros todos das prateleira e começar a arrumar. Na literatura estrangeira havia alguma ordem agora na portuguesa... só faltava ter livros de pernas para o ar. Mesmo assim acabei a comprar dois livros. Quando me cheguei à caixa disse à senhora que era inadmissível os livros estarem daquela forma. Ah é impossível arrumá-los todos bem.
Pronto... saltou-me a tampa!!! Saquei dos galões e disse que trabalhava num sítio bem maior e bem mais movimentado (aquela loja deve ter numa semana o mesmo número de clientes que a minha loja tem à Segunda de manhã, o dia mais calmo) e nós conseguíamos ter alguma ordem. Já não digo que sejam perfeccionistas. Mas coloquem /p/ com /p/, /f/ com /f/... já seria uma enorme ajuda!!!
Oh pá!!! Se tivessem clientes que se divertem a trocar os livros nas prateleiras... eu gostaria de saber como seria... se são ignorantes e não são capazes de organizar os livros por ordem alfabética, vão para a escola aprender. Mas nunca me tentei fazer passar por parva, principalmente depois de eu saber verdadeiramente o que custa arrumar toooooodos os dias as prateleiras e as gavetas (estas desorganizadas pela colegas que não sabem distinguir o nome do livro do nome do autor... jurooooo!!!!!)
E deixa-me ir. Ontem arrumei a gaveta e as prateleiras dos crimes, da saúde, do exotérico e do comportamental. Falta-me a história, a biografia, o inglês, as viagens, o francês e a enoooorme selecção de romances (acho que vai sobrar para amanhã!)
quinta-feira, 5 de março de 2015
pareillement?!? également?! olha... para ti também...
Eu estudei francês entre Setembro de 1994 e Junho de 1997. No ano lectivo 96/97 tive uma professora tão fraca que andei anos a odiar francês, França, Canadá e tudo o que me lembrasse a língua de Voltaire. Nem em português eu lia os franceses. Até ao dia em que uma colega de faculdade me convenceu a ir ver O Fabuloso Destino de Amélie Poulain ao saudoso Quarteto. Adorei o filme e comecei a encontrar coisas interessantes na França.
Mas isso não foi o suficiente para recuperar o tempo perdido. Assim, eu entendo francês, falado e escrito, mas pour parler... estou tramè (particípio francês com origem no verbo português tramar!!!!)
No que diz respeito à variação do francês da Romandia... a coisa ainda complica mais. Há dias, lá no quiosque, eu agradecia e retribuia os votos de bom dia e escuto: na Suíça nós dizemos pareillemente e não également.
Pois... era o que me faltava... chatearem-me por causa disso. No entanto, já deu para perceber que os suíços romandos, mesmo não sendo tão picuinhas como os de língua alemã, são bastante picuinhas no modo como falamos com eles. Eu ignoro... pois como o meu francês é booooooom... qualquer asneira que eu diga está sempre bem e como eu trabalho num cantão alemão não se espera que eu domine francês.
Mas... se não me é exigido falar francês romando, nem perceber a diferença entre francofonia e romandia, espera-se que os funcionários das operadoras móveis entendam as variações dialectais e mais ainda, que saibam distinguir um francês de um suíço.
Como disse, os romandos não são tão exigentes como cá em cima, mas... podem ser complicados de aturar (sei por experiência mas também por ter ouvido falar de experiência de call center entre Portugal e a Suíça).
Então, depois de uma colega me dizer (sem eu perguntar nada) que ia trabalhar num call center em relação com a Suíça, eu quis chamar-lhe a atenção para as diferenças que há, a começar na língua. Interrompeu-me e quis-me mostrar que a francofonia é tão variada como a lusofonia. Mas aí é que reside o problema. As pessoas cingem-se à francofonia, às germanísticas, às românicas. Mas com os suíços, se for gente de fora a telefonar, por exemplo, a questão vai mais além disso. Vai entrar na questão helvética. Eles são muitos dentro de um, mas no que diz respeito aos de fora... o lema dos mosqueteiros... é deles também (a sério!!!!).
Eu sabendo isso e sabendo que isso pode custar uma reclamação e sabendo que uma reclamação naquela operadora pode custar o emprego...quis ajudar. Mas não... fui tratada com quatro pedras na mão por uma pessoa com mais de 30 anos, com curso superior, mas que não sabe que na Suíça existem muitos cantões (26) e que são vários os de língua francesa (sendo que alguns são também de língua alemã).
Eu sei o quanto a Suíça pode ser complicada... e eu a tentar ajudar para tornar a vida mais fácil... para que ela não arrisque perder o trabalho por pouco... e sou tratada assim...
Mas por que raio me preocupo eu com as pessoas?!?! Não queria agradecimento, mas também não queria ser mal tratada, ainda por cima por uma ignorante...
Mas isso não foi o suficiente para recuperar o tempo perdido. Assim, eu entendo francês, falado e escrito, mas pour parler... estou tramè (particípio francês com origem no verbo português tramar!!!!)
No que diz respeito à variação do francês da Romandia... a coisa ainda complica mais. Há dias, lá no quiosque, eu agradecia e retribuia os votos de bom dia e escuto: na Suíça nós dizemos pareillemente e não également.
Pois... era o que me faltava... chatearem-me por causa disso. No entanto, já deu para perceber que os suíços romandos, mesmo não sendo tão picuinhas como os de língua alemã, são bastante picuinhas no modo como falamos com eles. Eu ignoro... pois como o meu francês é booooooom... qualquer asneira que eu diga está sempre bem e como eu trabalho num cantão alemão não se espera que eu domine francês.
Mas... se não me é exigido falar francês romando, nem perceber a diferença entre francofonia e romandia, espera-se que os funcionários das operadoras móveis entendam as variações dialectais e mais ainda, que saibam distinguir um francês de um suíço.
Como disse, os romandos não são tão exigentes como cá em cima, mas... podem ser complicados de aturar (sei por experiência mas também por ter ouvido falar de experiência de call center entre Portugal e a Suíça).
Então, depois de uma colega me dizer (sem eu perguntar nada) que ia trabalhar num call center em relação com a Suíça, eu quis chamar-lhe a atenção para as diferenças que há, a começar na língua. Interrompeu-me e quis-me mostrar que a francofonia é tão variada como a lusofonia. Mas aí é que reside o problema. As pessoas cingem-se à francofonia, às germanísticas, às românicas. Mas com os suíços, se for gente de fora a telefonar, por exemplo, a questão vai mais além disso. Vai entrar na questão helvética. Eles são muitos dentro de um, mas no que diz respeito aos de fora... o lema dos mosqueteiros... é deles também (a sério!!!!).
Eu sabendo isso e sabendo que isso pode custar uma reclamação e sabendo que uma reclamação naquela operadora pode custar o emprego...quis ajudar. Mas não... fui tratada com quatro pedras na mão por uma pessoa com mais de 30 anos, com curso superior, mas que não sabe que na Suíça existem muitos cantões (26) e que são vários os de língua francesa (sendo que alguns são também de língua alemã).
Eu sei o quanto a Suíça pode ser complicada... e eu a tentar ajudar para tornar a vida mais fácil... para que ela não arrisque perder o trabalho por pouco... e sou tratada assim...
Mas por que raio me preocupo eu com as pessoas?!?! Não queria agradecimento, mas também não queria ser mal tratada, ainda por cima por uma ignorante...
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