domingo, 20 de outubro de 2019

Wahlen

Hoje é dia de eleições(federais) por aqui. Eu não fui votar porque não posso, mas fui de passeio por um sítio onde não tinha ido e ver algo muito típico. Enquanto carrego e não carrego as fotos para o computador (sempre a mesma sina). aqui fica o doodle do dia no .ch.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Areias apocalípticas II

Se no evil, hear no evil, speak no evil 
Helena Bargert e Roman Shuruokin (Holanda e Rússia)
to be(e) a hero for one day 
Ludo Roders e Bartosz Chylewki (Holanda e Polónia)

A farewell to arms 
Andrey Kokorin e Nikolay Kokorin (Rússia)

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Ruslan Arslanbaev e Evgenii Tarnopolskii (Rússia)

Metamorphose - das natürliche Überleben 
(Metamorfose, a sobrevivência natural)
feito pelos deficientes de uma associação da cidade de Romanshorn

Este ano estavam muito estragadas, mas vale sempre a pena passar uma tarde diferente à beira lago. :)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Areias apocalípticas...

Mais um ano… mais areia… Este ano atendi um dos artistas no Lost and Found. Quando comecei a ler o endereço onde devíamos entregar a mala… tomei a liberdade de perguntar se tinham as ferramentas lá dentro. E... claro que sim. Não consegui uma entrega express, mas pelo menos não ficou esquecida durante uma semana num canto qualquer.
Achei interessante as estátuas se relacionaram todas com o "fim" da Humanidade. 



grin and bear it, Charlote Koster e Eeva Karhu, Holanda/Finlândia (1.º prémio)


Memories about last 100% Organic Hero, Maija Puncule e Farlis Iie, Letónia 

Looking deep inside yourself… Who are you?, Irina Allmurzaeva e Aleksandr Skarednov, Rússia

Where are you, Future?, Sanita Ravina, Iva Savenkov, Letónia/Rússia (2.º prémio)


- Need a hand?                                                                                                                                      
- To become heroes in the world of tomorrow we need to act now, Wilfred Stijger, Edith vem the Wetering, Holanda (3.º prémio)

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

terça-feira, 30 de julho de 2019

nem sempre sabe bem recordar...

Hoje tive que ir buscar um UM (menor de idade não acompanhado). Ele estava com um tio, mas o próprio tio era menor, por isso tiveram que levar comigo. Sei lá porquê a entrega da bagagem demorou meia eternidade. Nesse tempo fomos rindo e conversando da vida deles. O tio gozava com o sobrinho porque ele disse que queria pedir ao pai 4 notas de 500 euros. Eu brinquei com ele que valia pedir logo de 1000 francos, porque as de euro estavam a desaparecer. E assim foi passando o tempo. Plena risota.

Quando fomos para fora mudou tudo. O miúdo agarra-se ao pai. Encosta a cara à barriga do pai (a boca do miúdo devia chegar ao umbigo) e desata a chorar. Lá tive eu que me segurar. Diz-lhe muitas festas e brinquei com ele não fique assim, aproveita agora para pedir o dinheiro. E o miúdo chorava. E eu segurava as lágrimas. E o miúdo chorava. E lá fugi eu sem olhar bem para o passaporte do pai…

É que aquele abraço chorado de reencontro é coisa que eu conheço de cor e salteado. E apesar de ao fim de uns anos se ter tornado rotina e não haver lágrimas, o nó na garganta nunca se desfez…

sábado, 27 de julho de 2019

humor pré-histórico

O humor varia de país para país. Já se sabe. Supostamente, os suíços não têm um humor como o nosso. No entanto… não são uns sisudos e conseguem ter humor inteligente como qualquer pessoa.

As fotos foram tiradas no jardim em frente a uma empresa de jardinagem. Um jardim relvado, com caminhos de gravilha e... três ou quatro… dinossauros. Estiveram muito bem durante um tempo. Até que uns animais se foram meter com os bichos. A empresa não se fez esperar e colocou em frente ao corpo da vítima o seu obituário (Todesanzeige).



A sua elegia diz assim:

Brachiosaurus spaltensteini*
145 milhões de anos antes de Cristo - 30 de Dezembro 2018

Subitamente foste arrancado por vândalos da tua vida plena.

Vamos sentir a tua falta para sempre.

A tua Spaltenstein GartenBau AG.

* O tipo de dinossauro precisa de uma explicação "científica". A sub-espécide o braquiossauro não existe, é só uma pequena brincadeira com o nome da empresa de jardinagem. O sufixo -ni (bem como o sufixo -li) é muito usado na Suíça. É o mesmo que os nossos -inho e -ito. Torna tudo mais fofinho… :)

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Aos pais, ainda que atrasado

Eu sei que há uns anos disse que não havia dia do pai por terras helvéticas Entretanto decidiram mudar isso. Por influência de outras culturas, por interesses económicos, por sei lá que motivo, há já uns quantos anos que o facto de ser pai é celebrado por cá. Este ano foi a 7 de Junho. Eu guardei o doodle, mas depois… corre, corre… não dá para nada… :/
Hoje está um tempo de Outono fora de tempo e aproveito para pôr documentos em dia. Ao arrumar o computador dei-me com isto. Fora de tempo… mas cá fica…

terça-feira, 25 de junho de 2019

Schwiz, Schwiiz, Schweiz... sei lá!

Ontem estava de volta de um página no livro das caras e algumas pessoas reclamavam que determinada publicação não pertencia à página.
Até que me deparo com duas pessoas, exactamente com a mesma opinião, a expressarem-se com a mesma frase, mas…

Destacado em amarelo está exactamente a mesma frase e as mesmas palavras. Nenhuma está errada. Nenhuma está correcta. As duas são alemão. As duas não são alemão… As duas, a serem escritas por um germânico seria: 
Ich bin auch der Meinung, es gehört nicht auf die Seite.
 (Eu também sou da opinião que isto não pertence a esta página.)

E destacado a verde, é posten ("postar").

Portanto… senhores… como é que eu vos posso entender se nem vocês o fazem?!?!

* No título: Schweiz é Suíça em alemão, Schwiz, Schwiiz são formas de escrever Suíça em dialecto suíço. Mas temos que ter cuidado e não confundir com Schwyz, um cantão suíço!!



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Estou entregue aos bichos

Uma vez por ano vem a avaliação. Eu digo o que está mal sobre mim, sobre a empresa sobre os meus colegas. O meu chefe diz o que está mal sobre mim, sobre a empresa e sobre os meus colegas. Fazemos propostas, marcamos metas e assinamos um papel.

Este ano o chefe propôs que eu tomasse conta dos objectos perdidos no avião. Arquivar, organizar, contactar passageiros. Se no fim de X tempo o passageiro não aparece tenho que separar os itens e dar-lhe um fim. Normalmente damos os objectos para uma empresa de beneficiência. Pagamos as custas alfandegárias e a empresa ajuda os pobres com o dinheiros que faz com a venda.
Álcool, tabaco e certos produtos de duty free não entram nessa lista. São entregues na alfândega para serem destruídos. Tudo bem. Organizando as coisas, faz-se num instante. Fácil, certo? Errado!!!

E errado porquê? Porque eu trabalho com crianças do infantário. Por serem produtos de valor elevado, o álcool e o tabaco são fechados num armário. Sou eu a única que tem a chave. Mas como sou eu a única responsável por aquilo, ninguém precisa de aceder ao armário? Certo?

Aparentemente não é assim tão certo. Estive duas semanas de baixa. E quando voltei havia sinais de arrombamento do armário. Queixei-me, escrevi um mail. Pensei que abrandassem um pouco. Como sou ingénua!!! Estibe de folga e uns dias no checkin. Hoje estava nas catacumbas (perdidos e achados) e resolvi escrever um email para o alfandegário para combinarmos a entrega dos artigos. No entanto deu-me na cabeça para contar quantos objectos eram. Resultado: o armário tem a fechadura completamente destruída. Antes dava para abrir com esforço, agora... nem isso. E nem é falta de habilidade. Pedi à supervisora para tentar abrir e também não conseguiu.

Mas porquê?!? Esta gente não é normal porquê?!?!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ZRH-CDG-FLR

Passageiro que viaja de Zurique para Florença com conexão em Paris. (seeeeem comentários!)

Passageiro: - Quanto tempo dura a viagem?
Eu: - Primeiro vôo 1h20m. Segundo vôo 1h40m.
Passageiro: - Ah! é muito!
Eu: - Sim. o senhor vai para cima e depois para baixo.
Passageiro: - Ah, sim?!?!
Eu: - Sim!
        E começo a explicar com as mãos no ar onde fica o Norte e o Sul nesta ligação patética.
Passageiro: - Ah! Não sabia.


WTF?!? Não sabias?!?! És burro como um calhau! Como é que se compra um bilhete sem se saber por onde se vai?!?!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A saúde das coisas

Eu estou quase a trepar pelas paredes. Fui operada à tiróide há uma semana e estou de baixa, ou seja, a dar em louca.
Como não estou incapacitada de caminhar, posso ir passear quantas vezes me der na telha. Não faço assim tanto porque: a) o tempo não tem estado assim tão convidativo (o melhor foi mesmo ontem e eu saí); b) as pessoas saudáveis estão a trabalhar e eu perdi a paciência de andar no 'fandolírio' sozinha…

No entanto, estes dias têm-me permitido adiantar uns trabalhos manuais, a leitura e pensar nas diferenças entre terras helvéticas e terras lusas. E a fazer-me ter a certeza que é aqui que quero ficar.

Comecemos pelo facto de se poder sair estando de baixa. Quando é que se mete na cabeça que o facto de não se poder trabalhar, não quer dizer que não se pode sair de casa?!?!? Eu tenho um corte fresco na garganta. Trabalho com pesos das malas e com passageiros o que me faz falar horas a fio. Assim, devido à minha profissão, não posso trabalhar durante um tempo (se trabalhasse em casa só com o computador… até quando estive internada o podia fazer. Mas como o corte é na garganta, posso sair de casa para apanhar ar. Para me movimentar  e não desenvolver outras doenças como a depressão. É que uma pessoa com depressão é bem mais cara do que uma pessoa que está em casa três semanas (amanhã vou tentar fazer com que sejam só duas) e dá uns passeios pela vizinhança do que uma pessoa que entra em parafuso porque não pode sair ou, se for louco o suficiente para sair, andar a ver se alguém a vai denunciar ou se lhe aparece uma inspecção à frente.


Outro ponto tem a ver com todo o processo que começou em Janeiro e, se não houver alterações, terminará em 9 de Julho, a consulta do controlo pós-operatório (pós-operatório para alterações hormonais, porque o resto é amanhã mesmo).  Se me der uma crise qualquer, pode ser que eu venha descrever os últimos meses. E mostrar que, siiiiiiim. nós pagamos o seguro de saúde, mas… ele funciona.

sábado, 13 de abril de 2019

The love is in the air on the way to Malè

Hoje apareceu um casal no check-in que me fez oooh... acreditar no amor.

A senhora com a papelada toda na mão diz-me o meu marido não sabe para onde vai. É surpresa.
Ela tinha o check-in feito eu só tive que confirmar no computador o que ela tinha em papel.
No meu francês macarrónico fui perguntando as coisas e dando informações sobre la derniere. Sim... eu falava de Malè dessa maneira. E ela ria-se como uma adolescente e dizia que sim e agradecia a minha colaboração. Na hora de pôr as etiquetas na mala, eu a esconder os nomes e ela pedir para ele se virar e tinham checkin feito até la derniere...

Oh pá!!! Foi tão bonito. 😍😍😍 espero mesmo que corra tudo bem com eles.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O cliente é mesmo da realeza

Ontem as minhas colegas não paravam de falar no actor não sei quantas de Bollywood. Elas ficaram admiradas por eu não saber era. Eu muito admirada por elas quase se suicidarem porque o homem resolveu não viajar ontem e não dizer se viajava hoje ou não.
Isso lembrou-me que ainda não tinha falado da minha história com uma princesa. Princesa mesmo, não é nenhuma alcunha!

Ora bem, comecemos pelo contexto...

Era uma Sexta-feira de tarde e todos os humanos queriam voar para casa no pássaro grande. Como muitos dos humanos já não viam a sua família há  muito tempo, levavam muitos presentes. Isso fazia com que o pássaro gigante fosse carregado.
Para ser mais fácil, as fadas da terra arranjaram maneira de os humanos viajarem sem os presentes, mas estes chegarem, mesmo assim, ao seu destino.
Ou seja, aqui a Luísa, qual bruxa má!, foi de pessoa em pessoa analisar o bilhete e mandar fazer o check-in da bagagem de mão.
Duas moçoilas tinham duas malas de mão gigantes e tinham a tarifa mais baixa. Combinação fatal... são as primeiras a ir...
Uma argumentou que a mãe estava no hospital. Eh pá... Sexta ao fim da tarde, com uma amiga, para Paris... querem mesmo que acredite na história da mãe?!?
Enviei-as para a porta de embarque para fazer o check-in das malas. Entretanto um senhor muito simpático voluntariou-se para fazer o check-in da sua mala de mão. As meninas achavam que eu me ia esquecer delas e esconderam-se. Mas se eu não sou um duende, não deixo de ser um ser fantástico... e obriguei-as a vir fazer o check-in com um "eu não me esqueci de vocês".
Contrafeitas vieram e tiveram que me mostrar os talões de embarque. Quando recebi o primeiro a única coisa que me veio à cabeça foi "mas tu estás a gozar comigo?" e por muita sorte é que não abri a boca...
Oh pá! oh pá! oh pá!!! Quem é que tem como nome de família "Princesa de..."?!? Eu juro que pensei que era a gaja de sacanagem. Depois raciocinei e vi que não podia ser, aqui estava no bilhete electrónico no telemóvel.
Ela, depois de eu ver o nome ainda inventou mais umas patranhas sobre pagar para ter outro lugar e receber aquela zona e mais não sei o quê, mas para mim foi: vitória, vitória, acabou-se a história... pagas um bilhete barato, ficas com um mau lugar e és a primeira a fazer check-in da bagagem de mão. Se queres ser tratada como realeza, compra um bilhete melhor. Oh espera, não... vai no avião privado, que para mim tu vales tanto como eu (até temos o mesmo segundo nome e tudo).

Aqui usa-se "o cliente é rei" em vez da frase portugesa "o cliente tem sempre razão".


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

as formas que arte tem

Luciano Xavier dos Santos é um artista de mão cheia. Faz umas maquetes de igrejas e catedrais góticas deliciosas que metem inveja a qualquer um. Descobri-o por acidente na internet depois de uma exposição ter terminado. Comentei o facto de ter perdido a oportunidade e pouco depois recebi uma resposta simpática a dizer que daí a quase um ano a exposição voltaria a Berna. Apontei num papel que guardei religiosamente… ver maquetes de catedrais góticas na catedral de Berna?!? Claro que não era para perder.

Meti-me no comboio e ala que se faz tarde. Tive muita sorte. O senhor estava lá e tive oportunidade de falar com ele sobre as peças, de lhe gabar a paciência enquanto ele ia explicando o processo de trabalho dele. Falámos do antigo e do moderno, falámos de como Brasília é interessante e ele explicou como o gótico influenciou a criação da Catedral de Brasília. E eu ainda fiquei a saber como se entra para lá (para quem não sabe, a entrada é por um túnel e não uma porta ao nível térreo).

Catedral de Amiens

Quando estava para deixar a catedral tive a oportunidade de apreciar um ensaio no órgão principal.



No adro havia uma mini exposição fragile de Marc Petit e HR Wüthrich.


E no fim de me afastar do espaço sacro intelectual :D fui às compras à minha loja favorita na cidade. É a única onde eu não me importo de ir quando se fala em apreciar/comprar roupa, é que eu adoro as rendas do romantic gothic. Claro que na deambulação até à loja foram aparecendo coisas… estranhas…

O mais alto

Foi um passeio estranho. Primeiro o GPS levou-nos para perto do nosso destino, mas por um caminho que, chegados a certo ponto, não nos permitia ir de carro nem estacionar e seguir a pé…
Depois, o que se pensava que ia ser um dia bonito, foi um dia carregado de nevoeiro, que não permitiu ver muito bem a paisagem.
No entanto, esse nevoeiro acabou por evitar que eu tivesse um ataque cardíaco no elevador exterior mais alto da Europa. O Hammetschwand Lift foi criado em 1905. Os seu 118 metros de altura ligan Bürgenstock, na base, a Hammetschwand, no topo, a 1132 acima do nível do mar.

Bürgenstock tem umas quantas curiosidades que se podem adicionar à aventura de subir tanto metro numa caixa de vidro. É uma zona de hotéis exclusivos (o parque de estacionamento absurdamente caro é um dos indicativos ais básicos… :D ), foi e é visitada por pessoas famosas que querem sossego. E apesar de ser um exclave do cantão Lucerna, ainda não foi atacada pelos coreanos e os seus selfie sticks. Pelo contrário, o público alvo daquela zona é o mundo árabe, ao ponto de os preços e informações estarem em alemão, depois árabe e depois, e nem sempre, em inglês. Como o público alvo é diferente, o ambiente também é diferente. Não há amontoados de gente, não há gente aos gritos, não há sujidade no chão (santa paciência, mas os coreanos e os chineses são muito porcos!). Uma experiência bem agradável mesmo (e eu nem fui para o spa dos hotéis!)



Do complexo hoteleiro de Bürgenstock podemos ver a cúpula do elevador, mas é preciso fazer muito zoom para se perceber onde está.

Visto de baixo para cima e de cima para baixo. Aquele azul escuro lá ao fundo é a água do lago de Lucerna. Foi o máximo que me consegui debruçar sobre o abismo. Aquilo é tão estonteante que até um cão tremia de medo no elevador (coitadinho do bicho, tive imensa pena mesmo).


A plataforma fica no cantão Lucerna, o restaurante fica no meio cantão Nidwalden.


Quando a vi de frente, achei-a bem bonita. Quando vi o outro lado, muito macabra…
A capela é jeitosa para acasamentos. É tão pequena que assim não precisam convidar muita gente… e tem o luxo de a senhora Audrey Hepbrun ter casado aqui. 

 Detalhe do resort.

Detalhes da montanha.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Delémont

Também conhecida como Delsberg (nome alemão para monte Del) e é a capital do cantão Jura.