domingo, 30 de agosto de 2020

A outra Suíça

Por vezes, em conversa com outros portugueses que moram na Suíça, apercebo-me que há diferenças "entre Suíças". Diferenças fruto da História, da evolução do país, das variações linguísticas... No entanto, uma pessoa só se apercebe da diferença real quando está lá... 
Já fui a diferentes cantões de língua francesa e já tinha ido ao cantão Valais (francês, em alemão é Wallis), mas este ano foi a primeira vez que senti realmente uma diferença entre o Norte e o Sul. 
A terra dos Alperces é o Valais. E para quem se pergunta se são doces... eu confirmo: são doces, muito doces!!! nham nham. E eu fui na altura da apanha do alperce. Então imaginei milhentas barraquinhas de alperces para nós comprarmos em modo self-service, tal como acontece com imensos produtos na parte Norte do país. Ledo engano! Safei-me com uma estação de serviço que vendia umas caixas microscópicas de alperces.
Devo confessar, chocou-me a falta dessas bancas de venda à beira da estrada, mas também a manutenção dos espaços e até a (falta de) limpeza dos mesmos. Mesmo muito diferentes! 
Com esta introdução não quer dizer que não valha a pena ir lá ou que não valha a pena partilhar as fotos... pois entretanto voltei lá (outras publicações virão). 

Assim, aqui fica Sion (Sitten em Alemão):

Fiquei baralhada... O elevador era pequeno e uma cadeira de rodas ou carrinho de bebé ficariam mal, mas... uma grávida ou um idoso não poder ir?!? Nós éramos três e coubemos bem!

Valais é um cantão bilingue e, embora Sion seja de língua francesa, encontramos muitas informações na duas línguas. Até na porta da igreja. :)



Sion é uma cidade medieval, com dois castelos imponentes e bem mantidos.

 

Daquele aeroporto há vôos directos para o Porto (não faço ideia com que companhia).


Deambulando pela cidade velha vamos encontrando pequenos tesouros. 

 

 


Já no regresso da casa, depois de termos ido a Sierre, consegui fazer esta fotografia dos castelos. Um ícone do Valais. :)




quarta-feira, 22 de julho de 2020

No vale das cascatas

O Lauterbrunnental (vale de Lauterbrunnen) é mundialmente famoso. Desde há séculos. Ficou inclusivamente registado na poesia de Goethe. E por aquela zona também andou o 007 (acho que me deveria fazer uma ronda dedicada só ao agente secreto). E ao que parece naquela região há 72 cascatas, algumas com 400 metros de altura.
Como me fica longe da porta tenho que ser selectiva e visitar só partes. Desta vez foquei-me em duas cascatas, pode ser que para a próxima eu veja as outras setenta.
A escolha foi feita de modo pragmático. Estas cascatas são muito queridas de chineses e indianos. Com esta coisa do corona o número de turistas destes países caiu para zero o que faz com que os espaços não estejam sobrelotados. Assim... há que aproveitar...

Então, depois de almoçarmos em Brienz, seguimos para a cascata de Giessbach. Podemos passar por baixo da queda de água, acompanhar a descida da água, beber um café no hotel que é um charme completo. :)







Eu comprei um pimento, mas se eu soubesse fazer sopa, podia ter comprado uma urtiga. E para quem não tiver ideias do que fazer com ela, está lá uma lista de sugestões: chá, sopa, adubo, etc. e tal.

E toca de seguir viagem até à cascata de Staubbach que é, talvez, a cascata mais icónica do vale e que fica na aldeia de Lauterbrunnen. Confesso que fiquei desiludida... a cascata em fotos (até nas minhas!) parece muito mais interessante do que realmente é. Mas ainda bem que fomos numa altura em que o turismo está em baixo. Aquilo estava à pinha... cá para mim, os suíços pensaram todos da mesma forma que eu... 'bora lá antes que venham estrangeiros. :D




Eu não sei se está bem escrito. Mas eu acho interessante andar pela Suíça e ver os indicadores do público alvo. Como eu já tinha dito antes, a região é muito querida de chineses. Outras são mais viradas para os árabes e as tabuletas são... em árabe.

No regresso, perdi-me (se eu não me perder pelo menos uma vez não é passeio!). Então já que estávamos na estrada errada, seguimos caminho até Grindelwald.




Grindelwald é uma aldeia no meio dos Alpes Berneses e é bastante conhecida pela sua localização, pois dali se pode aceder à zona do Jungfrau. No Inverno serve para o ski, no Verão para as caminhadas. No entanto, foi muito "desapontante" ver tanta casa de comida italiana e não ver uma única casa a anunciar Rösti (comida típica suíça à base de batatas) ou Fondue.



A caminho do vale das cascatas

Este dia foi dividido em secções. A ideia era ir ver cascatas no vale das 72 cascatas, no cantão Berna. E pelo caminho parámos em Brienz para almoçar e dar uma uma volta à cidade.

 De Brienz conseguimos ver a cascata Giessbach. Podemos ir de barco até lá e depois subir até ao hotel num ascensor antigo.


 Brienz é uma terra pequena, com uma escola que ensina as artes de trabalhar a madeira. E isso vê-se por toda a cidade nas casas bem mantidas e em alguns casos com a madeira bem fresca e ainda nas muitas esculturas de madeira.
 Os sinais dos tempos chegam até à indústria chocolateira. Ainda não apanhei nenhuma loja aberta para poder comprar um artigo do género.


Praia, Rothorn e terminal de barcos. Rothorn quer dizer "corno vermelho" e é um pico de montanha onde podemos aceder com um comboio antigo (para outra vez).
Esta vaca estava no jardim de um hotel. O que significa? Não sei. Mas é radical com aqueles apontamentos de azul...

Esculturas na floresta

A senda da busca por locais pouco ocupados continua. Desta vez fomos parar a Basel Land (Basileia Campo). Um passeio pelo meio da floresta com estátuas à mistura.

Arte da Natureza à esquerda. Arte humana à direita. Vamos lá entender como dois troncos calcinados podem ser considerados arte...

 Star Wars e Capuchinho Vermelho.
As estátuas era estranhas. Mas, mais tarde, quando o rebanho apareceu, percebi que eram úteis.

Isto é um porco!!! 

 Mosteiro de Schoenthal. Hoje em dia é um centro de exposições e onde se pode adquirir o mapa das esculturas espalhadas pelo parque.