domingo, 22 de abril de 2018

Da América, com amor

Duas velhotas bem gordas, lésbicas, do Illinois. Tiradas de um filme cliché qualquer. Vão fazer um cruzeiro. Não querem cheirar mal no cruzeiro. Ficam num hotel numa área da moda da cidade. A sério? Mas eu já não aguento muita farra. Agradecem por eu colocar a morada certa numa folha. Temos que ir à alfândega declarar o tabaco. Sim. Eu não tenho quem me pague a fiança. Muitas piadas engraçadas e gargalhadas francas. Perguntam-me se sigo os famosos americanos. Digo que sim, só para ser educada. Ah então tenho uma coisa para si. E vai a correr à mochilla. Estas duas obras primas da literatura. Levei-as para casa. Até porque um colega meu folheou-as e tem um artigo de viagens que parece interessante. No entanto, nada disso tem importância. Só o sorriso e a boa vontade com que me foram dadas já valem por tudo. E na realidade eu só fiz p que me competia: fazer um relatório de malas perdidas.


Uma mala chegou e a outra não. Telefonei para acertar a entrega da mala, pois o hotel tinha sido mudado. Muitos agradecimentos e palavras meigas. Entretanto eles mudaram de hotel outra vez e foram ao escritório para mudar a direcção para entrega da segunda mala. Eu não estava, mas a P. atendeu-as com a sua simpatia. Resultado: Como é que você se chama? E a sua colega? Escreva aqui. Muito obrigada. E dê um cumprimento very warm à Luísa.

São estas as coisas que me fazem esquecer as coisas más que quase me levam à loucura.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Delete

A coisa do poema continua...
Ela ou ele, já nem sei, mandou um outro comentário que vou publicar em itálico e com rasuras (xx para nomes, aaaa para anos), mas atenção... as falhas de espaço e os erros de português são dela (dele?)!!!

Eu gostaria informar o seguinte:

XXXXXX (aaaa - aaaa) www.xxxx.xx
tem aaaadas poema "xxxx" (em alemão: xxxxx)
escrito.
Este poema foi traduzido para muitas línguas e
reimpresso em inúmeros livros.
A partir deste poema já existem muitas configurações musicais.

Uma tradução autorizada pode ser encontrada, xxxxx, aqui:
Consulte https://XXXXXXX.html


Por favor, corrija este post em conformidade.

Os direitos autorais © tem XXXXXX Verlag, em Munique.

Sinceramente seu

Xxxxxx
(a filha do autor)

Caro senhor ou senhora (decida-se se é a filha do autor ou se é "sinceramente meu")
Eu estudei numa faculdade de letras. Sei o que é plágio, sei o que são direitos autorais. Se eu não coloquei autor no poema é porque não o tinha.
A tradução, como quase todas as outras por aí andam espalhadas, foram uma forma de eu praticar o meu alemão, por isso são livres e de certeza com muitos erros e ao mesmo tempo mostrar coisas que eu descobria a pessoas que eu sabia que não conheciam. Mas eu sempre disse quando um texto não era meu e quando a tradução era. 


O poema que eu AINDA tenho em minha casa está num POSTAL (sim, eu compro postais para mim mesma), só com um código postal e nome de uma cidade (que eu não faço a mais pálida ideia de onde é) e um website SUÍÇO no verso, SEM INDICAÇÃO DO AUTOR DO TEXTO, mas com indicação do autor da pintura que acompanha o poema (a quem pertence o website) e SEM NENHUM "C" AUTORAL!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nunca ouvi nenhuma adaptação sequer parecida com isto. Mas quem me conhecer minimamente sabe que eu adoro música, mas que não ligo nenhuma à letra.

As pessoas gostam de chamar à atenção e fazer charme e perdem oportunidades de estar quietas... se o seu primeiro comentário fosse simples, do género: esse poema que encontrou num postal está inspirado no poema tal de fulano de tal, que por acaso até é meu pai.
Eu teria feito um post do tipo adenda que iria recuperar o post de 2011 (bolas... faria sete anos no próximo mês!):
ah fulana ou fulano de tal mandou aqui um link e afinal descobri que este postal que está na minha posse não deve ter sido criado por um marketeer de vão de escada. Parece ser um poema adaptado de um poema mais extenso do autor fulano de tal.
Provavelmente ainda punha uma micro biografia ou um link para um website. Basta andar pelo blog e ver que eu faço isso muitas vezes...

Eu simplesmente encontrei uma coisa bonita e decidi partilhar. O meu blog não é lido por quase ninguém e eu não tenho publicidade portanto eu não faço dinheiro com ele, o que quer dizer que não me dei ao trabalho de copiar o poema para fazer dinheiro. Eu gosto muito de respeitar o que é alheio. Foi mesmo só para partilhar uma coisa bonita. Porque as coisas bonitas devem ser partilhadas a toda a hora, com toda a gente.

Como a senhora ou senhor insiste em ir acima do sapato, só me restou fazer o mais certo e corrigir o post. Mas corrigi-lo como deve ser implica apagá-lo.
Eu publiquei-o como o tinha. Sem C autoral, sem nome de poeta. Não tinha colocado a imagem do pintor, não precisava colocar o nome do pintor. Então, colocar por baixo do texto que era do autor X ou Y só porque um homem (ou mulher?) me diz que tenho que mudar porque o texto é parcialmente igual ao texto de uma outra pessoa. Não o faço. É que eu nem sei quem o senhor (senhora?) é. Chama-se mesmo com esse nome de mulher? Ou assinou com nome de mulher, mas fugiu-lhe a mão para a verdade e escreveu "sinceramente seu" porque afinal é mesmo um homem?!?! (são só perguntas retóricas, não preciso de resposta) Se escrevesse Sau em vez de sua... ainda percebia o erro...

Assim, inspirado, por inspirar, com ou sem nome, as palavras do seu pai, da minha parte vão simplesmente cair no esquecimento (deixando de ser partilhadas no blog). Coisa que, como deve saber, é o pior que pode acontecer às palavras de um autor. E se me disser que não é porque eu apaguei que vai cair no esquecimento, também me pergunto o porquê da insistência que eu colocasse um nome num texto que eu posso provar que me foi VENDIDO como sendo sem autor.
Eu publiquei o poema em 2011, bem antes do falecimento do seu pai, e sempre a pensar que tinha sido feito por um marketeer inteligente. Afinal, nem ele foi inteligente, nem eu fiquei com um poema bonito no blog. Acho que agora já deve estar mais contente com a situação. Ou pelo menos assim espero.

Alguém que fique, porque eu fiquei triste.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

irritaram-me

Um pintor fez um quadro e colocou-o na montra da sua loja em exposição. Passou um sapateiro e disse. ah quele sapato precisava de um certo arranjo. O pintor teve em atenção as palavras do sapateiro e corrigiu a pintura. No dia seguinte o sapateiro passou e viu que o sapato da pintura estava mais direito e disse ah a perna da senhora também deveria ser composta. Aí o pintor disse não queira o sapateiro ir além do sapato.

Hoje estou chateada. Apareceu-me um comentário para mediar. Uma resolveu vir publicar na minha caixa de comentários um poema de não sei quem a dizer que era o poema original de um postal que eu publiquei. Se calhar até foi ali que se basearam. Mas não foi aquele postal que eu comprei. Eu comprei o postal com aquela mensagem. Adaptada ou não, era só aquela mensagem. A mensagem que eu tenho no blog é a que está no blog. Se fosse um excerto, eu teria mencionado. Se tivesse um autor, eu teria mencionado.
Como não ficasse satisfeita ainda colocou links para traduções. Eu traduzi o texto. Pode não estar  a tradução mais perfeita do mundo, mas eu também nunca disse que era tradutora. 
Quando eu pergunto de onde vem isto  ou aquilo, se sabem o que é o que não é, agradeço que me ajudem. Consigo aceitar que introduzam o comentário com "este poema que aqui apresenta parece ter sido baseado neste que aqui está neste link".
Agora... se eu coloco uma introdução a explicar o que publico, dispenso que me venham publicar coisas na caixa de comentários "aqui está original" como se eu fosse otária. Como é que sabe que não foi o que publicou que deu origem ao que ela queria publicar no meu blog?!?!?

Não publico o comentário. Porque ao aceitar aquele comentário estaria a aceitar que o sapateiro impusesse a sua ideia sobre a perna. E eu só aceito ajuda nos sapatos....

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Qual Inspector Gadget...

No Domingo, aconteceu-me uma coisa que, conforme a perspectiva, não me surpreendeu, não me surpreendeu meeesmo nada e me surpreendeu imenso.

O pessoal das entregas trouxe uma mala devolvida. A informação que vinha na nota de entrega era que aquela mala era a errada. O que não me surpreendeu, colegas que fazem o trabalho com os pés (na hora de escrever o ficheiro ou de enviar as malas) ou alguém que fez asneira da grossa na hora do check-in e o erro nasceu antes de a mala se perder.

Dei volta à mala, analisei a etiqueta e o ficheiro no sistema e resolvi telefonar ao passageiro para saber por que raio é que ele dizia que a mala não era dele, porque a etiqueta era a dele, a descrição era dele... porque eu não fechei a mala e agora ela tem um aloquete. O que também não me admirou mesmo nada. A minha suspeita (que se veio a confirmar) era que na América a polícia abriu a mala e depois enganou-se e fechou a mala com o aloquete de outra mala. Expliquei isso ao senhor e disse-lhe que me desse informação sobre o conteúdo da mala porque eu iria arranjar maneira de abrir a mala para confirmar as minhas suspeitas ou as afirmações do passageiro.

No fim de receber essa informação, lá fui à alfândega pedir ajuda. Eles costumam ter umas chaves milagrosas... ah um aloquete é mais complicado. Se fosse este fecho aqui... (há uns fechos novos que não se estragam quando são abertos pela polícia)

Mas não me mandaram logo embora. Entre eles lá falaram sobre usar a Coisa (sim, a palavra é mesmo esta). O baixinho foi buscar a Coisa e começou a mexer no aloquete. A Coisa era um triângulo de metal fininho que ele passava pelas ranhuras do código. Mas quando eu reparo melhor na Coisa... era um triângulo de metal, sim, mas o que me deixou imensamente surpreendida foi a origem do metal: uma lata de Red Bull (passo a publicidade)

Como o aloquete não serve para nada, acabei por o trazer para casa. Vou ver se consigo perceber o que é que o Macgyver da alfândega esteve a fazer... se eu descobrir aviso, para o caso de se esquecerem do código dos vossos... :)


sábado, 9 de dezembro de 2017

Advento: 9

Este ano são fantásticos... o Pai-Natal aderiu ao mundo da tecnologia. E os emojis no outro selo... Muito tecnológico, mas... os postais da praxe continuam. Bem à moda antiga. ;)

Advento: 8

Este ano, uma vez mais, as prendas são feitas em casa. A Maria fez a compota, eu fiz os arranjos. (só estão alguns exemplos).


Advento: 7

Se não tiverem ideias para presentes de Natal, recomendo um livro. Ah porque aquele primo não gosta de ler e tal...

O Caderno das Piadas Secas é uma maravilha. Textos curtos, risada garantida para quem gosta de piadas secas (o meu segundo tipo de piadas favorito).

Esta saquei do livro das caras deles. Também recomendo vivamente!



Advento: 6

É só publicidade. Mas eu gosto de publicidade... que hei-de eu fazer?!?!
Foi um postal dos correios (literalmente). Na frente, os desejos típicos da época.
Por trás, sob o mote Fazer bolos liga. Os Correios também., encontramos a seguinte receita de biscoitos.  (eu faço batota, também faço biscoitos destes ao longo do ano!)



125gr de manteiga mole
1 ovo
12gr de açúcar
1 colher de chá de açúcar baunilhado
1 pitada de sal
1/2 limão
250gr de farinha
1 gema

Misturar os ingredientes todos numa tigela, deixar repousar no frio.
Tender a massa numa espessura de 5 a 7 milímetros.
Cortar os biscoitos com os cortadores favoritos.
Pincelar com a gema de ovo.
Levar ao forno a 200º, entre 10 a 15 minutos.

Advento: 5

A minha mãe há anos que sonhava com um fumador. Mas tinha que ser um fumador cesteiro. EU sei por que raio queria ela um fumador. E tão especificamente um fumador cesteiro, ou cesteiro fumador ou sei lá o quê...

São bonecos de madeira que servem de incensários domésticos. Coloca-se uma pedra na barriga deles e aquilo empesta dá um cheiro natalício (?) à casa. Costumam ver-se nesta altura do ano, juntamente com os presépios e os quebra-nozes em madeira. Onde nasceu exactamente e se tem algum significado profundo... isso já desconheço. Mas que é engraçado é. (claro que eu fui a correr apagar o incenso... haja fedor maior para dentro de casa!)


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Advento: 4

O meu primeiro dia no calendário foi doce e engraçado. Doce pelos bombons. E engraçado pelos lenços de papel. Além de não ser ummproblema oferecer lenços de papel nesta terra, estes são mesmo especiais.
"Se os outros têm problemas comigo, que os guardem para si, porque são eles que têm os problemas e não eu." (Tradução muito livre) 😁😂

Advento: 3

No rés-do-chão do prédio está um calendário do advento. Como no direito há crianças, pensei que fosse o pessoal do esquerdo a preparar alguma coisa para eles.
Afinal não era bem assim, foi o pessoal do esquerdo, mas era para todo o prédio. Como somos 12 no total, dá para fazer a brincadeira entre todos. A mim calhou-me o dia 3 e o dia 15.
Mas eu deixo a foto do calendário mesmo.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Advento: 2

Hoje (dia 2) fui a Berma ver uma exposição de pintura "degenerada". (Se hpuver intetrsse posdo explicar)
Aproveitei e dei uma volta pela cidade e pelo mercado de Natal.
Já tinha perdido a cabeça a comprar um alfinete de lapela numa loja de gótico, steam punk e afins. (A experiência que tive naquela loja também foi sublime). Mas como se não chegasse... comprei um presépio....
Pequenino. Fofo. Não tem reis ou pastores e os únicos animais são duas ovelhas sem muitos detalhes. Mas... a palhota começa a cativar... e quando se olha para a Nossa Senhora Marumbina, o São José Matumbino e o Menino Matumbino...  ooooh... 😍

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Advento: 1

Não vou fazer promessas. Posso estar cansada. Sem tempo. Com pressa. Sem ideias. Ou simplesmente preguiçosa. Assim, vamos fazer um calendário de Advento conforme calha. Que vai com a onda do dia... :)
Para o dia de hoje uso um boneco que vem muito a propósito. Pertence à campanha de Natal do aeroporto. Há muitos, espalhados pelo aeroporto fora. O mais engraçado que eu vi é um sentado num banco de uma área de espera em frente a um portão de embarque. Tem um bilhete e tudo. (A ver se levo o telemóvel da próxima vez que for para aquele lado.)
Este está na zona de chegadas do terminal 1. É muito amoroso! E apropria-se ao dia de hoje porque o dia acordou coberto de neve. (apesar de pouca, foi a primeira queda de neve a sério por aqui).



quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Nós somos muito pequeninos

Anteontem mandaram-me ir buscar dois young pax. Young pax é um menor de idade que viaja sem acompanhamento de nenhum tipo, tem que ter X anos (depende da companhia aérea), tem que ser capaz de ir para o avião sozinho, não tem tratamento diferente no avião e tem que saber ir buscar as malas e sair do aeroporto de chegada sozinho.
Por saber isto tudo, revirei os olhos. Pensei que era uma paneleirada (mais uma) da companhia aérea.
Fiquei à espera que alguém do pessoal trouxesse os miúdos, sempre a pensar que estava com fome e que podia estar a comer em vez de estar ali. É que young pax tem esse estatuto precisamente para não se ter que andar com ele ao colo.

Entretanto chega um dos importantes da companhia, acompanhado por dois rapazinhos. Traz um saco de plástico na mão, tira de lá uns papéis e diz-me que é a documentação deles, acena aos miúdos e não me dá mais indicações.
Pergunto aos miúdos, English? Deutsch? Pela cara deles percebo que nem uma nem outra. Então começo com a linguagem universal: um sorriso rasgado e sinais para me seguirem. Chegamos a uma parte em que há uma passadeira eléctrica e eu nem pensei, fui por ali por ser mais rápido. O miúdo mais novo, de onze anos, agarrou-se a mim. Senti-me tão mal!! E nem sequer podia pedir desculpas porque ele não me entendia. Estamos habituados a miúdos de dois anos a conseguir...
Quando chegámos às escadas rolantes, optei pelo elevador. Eu não podia arriscar que um deles se esbardalhasse por ali abaixo.

No caminho até ao controlo de passaportes, fui olhando para a papelada deles. Fiquei a saber que uma folha dobrada em três, de um papel bem fraco, serve como passaporte de emergência para naturais da Etiópia. Fiquei a saber que um visto pode vir numa folha solta, separada de um passaporte. E fiquei a saber que eles viajavam com o apoio de uma organização humanitária.

Depois dos passaportes e da bagagem, fomos para a rua procurar quem vinha buscar os miúdos. Ninguém se destacava. Ninguém nos abordou. Lá fui pedir que chamassem a pessoa que ia buscar os miúdos. Mas não chegou a ser preciso. O mais novo (que também era o único a comunicar comigo) puxou-me pelo braço e apontou para um homem que caminhava a passo largo, todo sorridente, na nossa direcção.

Apertou os miúdos contra ele, com uma força, um carinho, uma emoção... tive dificuldades em controlar as lágrimas.

Como a história dos young pax era diferente do que estou acostumada, pedi uma identificação ao homem e, enquanto escrevia o nome dele na folha, vi que o senhor tinha o estatuto de refugiado.

E pronto... tudo fez sentido. Menos a minha mesquinhez por estar com fome e não querer ir buscar os young pax.

Realmente... nós somos mínimos.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

I like happy stories

Apareceram-me dois passageiros um pouco atrapalhados com uma situação  para fazer o check-in.
Tinham-se esquecido de uma coisa importante e não sabiam como fazer. Eu recomendei que fizessem o check-in das bagagens, pois o que faltava era bagagem de mão. Assim, ficavam com as bagagens de porão despachadas e quando chegasse o que faltava só precisavam de correr para a porta. E se por acaso a coisa não chegasse a tempo era possível remarcar para outro vôo.
Fui falar com o chefe, expliquei a situação. Ele é um querido e foi ele que me deu a ideia de eu acompanhar os passageiros à porta. Assim podíamos passar pela porta rápida do staff.
Dois minutos depois telefonou-me e disse-me que eu tinha que fazer pausa e que iria ser complicado por causa dos passageiros.
Eu disse que não havia problema, eu iria com os passageiros até à porta mesmo que perdesse uma parte da minha pausa.
E assim foi. Uns minutos depois apareceu o que faltava, fomos para a porta de embarque e quando chegámos o embarque estava quase no fim.
Mas eles conseguiram!!!
Fartaram-se de me agradecer, mas... que podia eu fazer? Eles vão para as Seychelles casar... Não podia ficar parada sem ajudar. O que é a minha pausa comparada com um dia de casamento?!?
Eu espero que eles tenham uma óptima viagem e que se divirtam muito na festa.
Isso é o mais importante de tudo. 😍

 E quase que me esquecia... também tive direito a guloseimas do casamento. :)



sábado, 18 de novembro de 2017

Graffiti 2017

Algures nalguma pasta perdida no computador há graffitis de outros anos. Mas até eu ter vergonha na cara... ficam os deste ano...

Se eu aprendi bem numa visita de estudo em Nova Iorque, estas quatro fotos têm vários throw-up ou throwie.

Aqui estas duas... sei lá como se chamarão, mas são nos edifícios do costume, perto da grande parede...


E já que estou numa de arte, coloco a qui a vedação da incineradora da cidade. Eles sempre foram dados para as artes. Tiveram durante anos um graffiti com o nome de cidade e dentro das letras podia ver-se a linha de horizonte da mesma. Depois das obras, a pintura foi à vida, mas veio a cerca da polémica. Ainda são uns bons metro de rede "malhasol" assim para o torto. Custou uma pipa de massa e gerou discussão durante teeeeeempos infinitos. Apesar de tudo, acho-lhe um piadão e pergunto-me se foi a empresa do edifício onde fazem os graffitis todos os anos que forneceu o ferro... (a parede pertence a uma empresa de armar ferro para vários tipos de estruturas: placas, escadas, etc. o ferro é montado conforme a necessidade, sai dali e quando chega ao local é só enfiar betão por cima.)


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Prendas venenosas

Aqui na Suíça há uma cadeia de supermercados MUITO bem sucedida que não vende álcool. A cadeia foi criada há muitos anos e já nessa altura tinha uma perspectiva muito social: empregava alcoólicos em recuperação. Para que não caíssem em tentação, o álcool nunca entrou nas lojas e/ou carrinhas de distribuição.

Uma farmácia, quatro livrarias (uma delas online), um supermercado, o meu fisioterapeuta, uma óptica portuguesa e outra suíça, a companhia de telemóvel portuguesa e mais umas quantas empresas e serviços mandaram mensagem de aniversário. A maioria oferecia qualquer coisa.

No entanto, na minha perspectiva, só as instituições suíças ofereciam realmente qualquer coisa. Um desconto numa compra até não sei quando. Sem contrapartidas. Já nas empresas portuguesas, havia uma contrapartida: se eu comprasse X euros de produtos, teria um desconto de 5 euros. Quem não precisa comprar nada naquele momento... das duas uma, não usa o "presente", ou vai comprar desnecessariamente para poder gozar o "presente".
Oh pá... "eu dou-te uma fatia, se me ofereceres um bolo"?!?!? Nop... isso não é um presente para mim. Mas pronto... consigo tolerar estas "prendas". Quanto à do supermercado... a coisa já muda de figura...
Aquele que dizia que não tinham cartões nem complicações, propôs que eu comemorasse o meu aniversário desta forma: comprava lá o bolo e eles ofereciam o espumante. Eu parei nesta palavra- Não sei se o bolo tinha que ter tamanho mínimo nem de que marca era o espumante. Mal eu vi a palavra, ceguei.

Será que uma cadeia de supermercados não tinha outra forma de dar o ar de sua graça no aniversário dos seus clientes?!?! Um talão de desconto, por exemplo. Nem que fosse daqueles de compre 200 euros e receba cinco de desconto.
É que o espumante... ultrajante. A cadeia de supermercado, ao oferecer isto, acabou a excluir muita gente: todos os que não bebem álcool por princípio, por questões de saúde e até pela sua religião. Mas mesmo sendo bastante discriminatório, não é esse o grupo que mais me preocupa... e os alcoólicos (em recuperação ou não)?!? Disponibilizar assim de borla, de forma tão fácil uma garrafa de champanhe... não será um risco?!?!

Sim, eu tenho a mania de exagerar e ver tudo muito negro. Mas... o alcoolismo é uma doença. Nem toda a gente tem força para lutar contra um problema tão sério. E arranjar uma garrafa de espumante de forma tão simples... no dia de aniversário em que... pronto... é só um golinho... um dia não são dias... só se faz anos uma vez por ano... só se faz 35 anos uma vez...
não sei, não sei... acho que o pessoal do marketing em Portugal precisa de abrir os olhos e analisar mais à sua volta em vez de fazer ofertas parvas destas...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Da mobilidade e da independência

Mais para trás, mais para a frente. Mais no meio do cais, mais resguardado. Eu já tinha visto este objecto amarelo em muitas estações. Não percebia a sua função. Mas sabia que era bem mantido. Vi, em diferentes estações, funcionários a olearem ou simplesmente a limpar aquela coisa. Mas para que serviria?!
Demorei uns anos a perceber.

Mas, antes de responder a esta pergunta, tive que responder a duas que me surgiram numa viagem de comboio. Mas como é que este homem vai sair do comboio? Quer dizer... como é que ele entrou no comboio?
Aquele hoje estava numa cadeira de rodas. Viajava sozinho. E o comboio era dos velhos (velhice relativa, comparada com outros países), o que significava ter dois ou três degraus para se subir ao entrar.
Como é que um homem, sozinho, tinha subido as escadas, se estava numa cadeira de rodas?!?

Quando chegámos à estação de saída dele, eu percebi. E percebi, finalmente, que para que servia aquele objecto amarelo, presente em muitas estações de comboio: era um elevador para subir e descer pessoas em cadeiras de rodas.

Eu não sei exactamente como se procede para obter este serviço, mas ele está presente em todas a estações de comboio onde passam comboios mais antigos, cujo acesso não é directo para a plataforma.

Na altura vi o serviço a ser prestado, mas só hoje tive oportunidade de fotografar parte do processo.
Dois homens, um elvador e alguém que não ficou fechado em casa porque não tem como se deslocar.
 Uma coisa tão simples, que faz uma diferença do tamanho do mundo na vida das pessoas.
Tanta coisa que é copiada daqui e dali, e por que não copiar esta para outros sítios?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Da consideração

Quase sempre que a minha Maria vai de férias acontece qualquer coisa e ela tem que ficar mais uns dias. Os patrões dela são flexíveis e basta uma mensagem para os avisar.
Desta vez foram os fogos que prenderam a minha mãe. Ela ficou tão abalada que fui eu que avisei os patrões, por mensagem mesmo.
Todos começaran por lamentar. Depois disseram que a minha mãe podia ficar o tempo que precisasse porque eles podiam também limpar a casa. Todos perguntaram se tínhamos perdido muita coisa e em que poderiam ajudar. Uma mostrou-se logo disponível para fazer uma transferência bancária, se fosse preciso.
Palavras de alento, que enchem o coração.

Mas a patroa mais interessante foi a A.. Ela estava de férias quando eu mandei mensagem, mas logo que regressou mandou nova mensagem para saber como estávamos e se me podia telefonar, para falarmos melhor. Lá falámos. Expliquei que, dentro do azar, nós tínhamos tido sorte, porque ""só"" nos ardeu um pinhal. Expliquei-lhe como estava a aldeia e a cidade. Ela perguntou como se escrevia. Para ver na internet. Não porque duvide da minha mãe, mas para ver a realidade.
Depois de explicar tudo e de a acalmar (ela é uma querida, emociona-se muito com os problemas dos outros), lá lhe disse que agora era esperar perla natureza.
E antes de desligar, aconteceu o mais agradável "obrigada por me contares o que se passou". Sim, ela agradeceu por eu ter desabafado com ela.

Perdemos alguma coisa, a minha mãe apanhou o susto da vida dela, mas... estas coisas simples... enchem e apaziguam a alma.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Wald

Só esta semana é que se começou a sentir mesmo o Outono. As cores garridas da época já apareceram há muio, mas tem estado calor.
No entanto, com ou sem calor, as exposições das abóboras foram feitas nos sítios do costume. E, como de costume, lá fui eu vê-las. Este ano o tema é a floresta (Wald). E, como sempre, a criatividade estava lá.