sábado, 9 de outubro de 2010

Góstos não se discótem*

O homem aguardava no corredor do hospital.
O médico sai da sala e diz-lhe:
- O seu filho já nasceu!
- Que bom! Onde é que ele está? Eu quero abraçar o meu filho!
- Pois, quer dizer... Isso é que não vai dar... É que o seu filho nasceu sem braços...
- Oh... Mas não faz mal! Ele há-de ser um rapaz como os outros! Há-de aprender a fazer com os pés o que os outros fazem com as mãos!
- Bem... Também não vai dar... Sabe, É que o seu filho nasceu sem pernas...
- Oh... Mas não faz mal! É meu filho na mesma! O que ele não puder fazer, faço eu, e ele vê!
- Er... Sabe... É que o seu filho não tem olhos...
- Ora bolas... Mas não faz mal! Dêem-me mas é o meu filho, para eu o estender deitadinho no berço que lhe comprei!
- Hum... Sabe... O seu filho também não tem tronco...
- Caramba... Não tem braços, não tem pernas, não tem olhos, não tem tronco... O que é que o meu filho tem, afinal?
- Olhe, o seu filho é uma orelha!
Nisto, uma enfermeira passa o filho-orelha para os braços do homem, que o embala carnhosamente e que lhe diz:
- Meu filho! Sou eu, o teu pai!
Diz o médico:
- Vai ter que falar um pouco mais alto... É que o seu filho é um bocado surdo...

Para mim, esta é uma das melhores anedotas à face da terra... mas... O humor não é igual para todos.

Por isso, nem todos compreendem a piada do anúncio da Antena 3. Quem disser que aquilo é um incentivo à violência é um tanto ou quanto de vistas curtas. E se querem banir o raio do spot é bom começarem a banir outros conteúdos da publicidade, dos telejornais, das telenovelas.... que dão a horas decentes...

É que caso se tenham esquecido da publicidade às chamadas eróticas nos intervalos do Shrek em plena época natalícia, posso sempre falar de uma notícia que me arrepiou quando vi as imagens, HOJE: duas crianças palestinianas atropeladas por um israelita.

Não quero saber quem tem razão naquela guerra sem fim, só não quero que me venham com merdas sobre uma publicidade e depois se vejam duas crianças a serem projectadas sem dó nem piedade por um parvalhão (ou parvalhona, não sei)...

Como eu não acho que é um apelo à violência, coloco-o aqui, fazendo publicidade à "minha" Rádio...



*Desde miúda que ouvi a minha mãe a dizer esta frase para uma amiga dela. Acho-a fantástica (a mãe, a amiga, mas também a frase!).

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