O Buraco (o nome dele, foneticamente, é muito semelhante a isso) é um puto de 20/21 anos que anda a trabalhar na loja. É um calão como eu não via há muitos anos. Há dias havia muito trabalho e eu pedi-lhe que me fosse buscar uma coisa enquanto esperava que o batido ficasse pronto e ele disse-me que não. Mas pronto... estou a entrar no meu último mês naquela coisa... nem me quero chatear muito!!
No entanto a estupidez do Buraco é mesmo muito grande e eu farto-me de rir à custa dele.
Há já muito tempo que reparei que naquela loja toda a gente pergunta em inglês: corn or cup?, para perguntar: cone ou copo/taça?
Eu andei com dúvidas e depois fui ao dicionário ver. Não, corn não é uma forma de dizer cone ou corneto. É mesmo só cereal. E como os cornetos não são feitos de milho, nem sequer uma metonímia pode ser...
Entretanto na Sexta passada, com a raiva de ele me ter negado ajuda, andei a gozar com ele e com o facto de ele (e quase toda a gente [chefe incluída]) não saber dizer uma palavra tão simples como cone!!
Passado um bocado ouvi-o, uma vez mais, a dizer disparate. O cliente virou-se: Cone, it's a cone. Try again. Cone. O otário não chegou lá. Era demasiado longe para chegar lá!!!!!
Eu entrei na cozinha às gargalhadas e contei a anedota ao resto do pessoal. Como ninguém acha piada ao facto de ele recusar ajuda... também se divertiram com a cena!
Pronto... a raiva que eu sentia por ele dissipou-se dando lugar à "quase-pena" que me deu ouvi-lo ser enxovalhado e, mesmo assim, não ter percebido a coisa. É trise!
Se repente veio-me à cabeça: será que a minha chefe diz corn a pensar nos KoRn? É que ela é das metaleiras. Oh yeah!!!!!!!
terça-feira, 26 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
E quem é que é o loiro mesmo?!?!?
Ontem fui ao cinema. Pela primeira vez fui ver um filme nesta terra!!! Há semanas que via o cartaz no cinema à frente do qual passo todos os dias, mas não lhe ligava muito. Quando peguei na revista é que me apercebei que The way he looks é o longa com o nome Hoje quero voltar sozinho feito a partir da curta Eu não quero voltar sozinho. E quando vi que estava em Ov (abreviatura para Original Version, que é versão original...) nem hesitei!
Ao ir àquele cinema percebi umas quantas coisas de logística. Mas isso fica para outro momento. O que eu quero mesmo contar é o que se passou com uns brasileiros!
Como comprei o bilhete às últimas, acabei por ficar no lugar quatro da fila 2 (cada fila só tem seis lugar, a sala só tem sete filas!). Entrei e deixei-me estar a apreciar o momento da minha estreia! Logo a seguir, uma mulher pede-me para passar para o lugar 6 da minha fila. Pelo sotaque percebi que era de terras de Vera Cruz. Levantei-me para a deixar passar e não disse nada. Antes disso, ela já tinha feito a figura triste de bater contra o banco do lugar 6, pois não se tinha apercebido que não havia corredor, mas sim uma parede.... (e, sim, as luzes ainda estavam acesas!).
Pouco depois uma mulher jovem loura acompanhada por outra com traços orientais sentaram-se no lugar 5 e 6 da fila 1.
Por fim, chegam dois homens brasileiros, amigos da outra que já estava sentada. Sentam-se no lugar 3 e 4 da fila 1. Entre o três comentam que a mulher tinha comprado bem os bilhetes, que a tal loura e a tal oriental é que estavam mal sentadas, mas que não iam dizer nada. Quando a brasileira disse, que juro que comprei estes lugares aqui (5 e 6 da fila 1, 6 da fila 2) e eu vi que havia ali um lugar vazio entre nós a duas, pensei para comigo: não terão sido esses os números, mas na fila 2 e 3?!?
Um dos bichonas (eram gays ao mais alto nível) começou a gozar por estarem rodeados de mulheres e o outro começou a criticar as mulheres do lugar 5 e 6. Ah. Que é que vocês querem? Uma é loura, a outra é japonesa. Eu estive para intervir e dizer: não acha que isso é preconceito?!?!? Mas... sinceramente! Estava demasiado excitada com o facto de estar no cinema) para me chatear com eles.
No entanto, não precisei de muito tempo para os ver morder a língua. Chegam as pessoas do lugar 3 e 4 da fila 1. Reclamam os lugares a que têm direito. As bichonas tentam reclamar com as mulheres ao lado delas. Resultado: meu pensamento estava correcto e aqueles três palhaço estavam todos mal sentados. A gaja saltou para a fila 3 e as bichonas para o meu lado, na fila 2.
A sério!!! É triste estar a gozar com a loura e com a japonesa (sabe-se lá se a mulher algum dia foi ao Oriente!) como se isso fosse sinónimo de burrice e no final quem era analfabeto eram mesmo aqueles três!!!
Belle & Sebastian, There's too much love
Ao ir àquele cinema percebi umas quantas coisas de logística. Mas isso fica para outro momento. O que eu quero mesmo contar é o que se passou com uns brasileiros!
Como comprei o bilhete às últimas, acabei por ficar no lugar quatro da fila 2 (cada fila só tem seis lugar, a sala só tem sete filas!). Entrei e deixei-me estar a apreciar o momento da minha estreia! Logo a seguir, uma mulher pede-me para passar para o lugar 6 da minha fila. Pelo sotaque percebi que era de terras de Vera Cruz. Levantei-me para a deixar passar e não disse nada. Antes disso, ela já tinha feito a figura triste de bater contra o banco do lugar 6, pois não se tinha apercebido que não havia corredor, mas sim uma parede.... (e, sim, as luzes ainda estavam acesas!).
Pouco depois uma mulher jovem loura acompanhada por outra com traços orientais sentaram-se no lugar 5 e 6 da fila 1.
Por fim, chegam dois homens brasileiros, amigos da outra que já estava sentada. Sentam-se no lugar 3 e 4 da fila 1. Entre o três comentam que a mulher tinha comprado bem os bilhetes, que a tal loura e a tal oriental é que estavam mal sentadas, mas que não iam dizer nada. Quando a brasileira disse, que juro que comprei estes lugares aqui (5 e 6 da fila 1, 6 da fila 2) e eu vi que havia ali um lugar vazio entre nós a duas, pensei para comigo: não terão sido esses os números, mas na fila 2 e 3?!?
Um dos bichonas (eram gays ao mais alto nível) começou a gozar por estarem rodeados de mulheres e o outro começou a criticar as mulheres do lugar 5 e 6. Ah. Que é que vocês querem? Uma é loura, a outra é japonesa. Eu estive para intervir e dizer: não acha que isso é preconceito?!?!? Mas... sinceramente! Estava demasiado excitada com o facto de estar no cinema) para me chatear com eles.
No entanto, não precisei de muito tempo para os ver morder a língua. Chegam as pessoas do lugar 3 e 4 da fila 1. Reclamam os lugares a que têm direito. As bichonas tentam reclamar com as mulheres ao lado delas. Resultado: meu pensamento estava correcto e aqueles três palhaço estavam todos mal sentados. A gaja saltou para a fila 3 e as bichonas para o meu lado, na fila 2.
A sério!!! É triste estar a gozar com a loura e com a japonesa (sabe-se lá se a mulher algum dia foi ao Oriente!) como se isso fosse sinónimo de burrice e no final quem era analfabeto eram mesmo aqueles três!!!
Belle & Sebastian, There's too much love
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Kino,
Oh brave new world...,
What the F***??
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
E por falar em iluminada...
Luzia: O Equador é tem uma temperatura de 24 graus todo o ano. É o país perfeito para se viver.
Eu: O Equador?!? (deve ter alturas de bastante frio bem como de calor pegajoso)
Ela: Ah, não. É a Etiópia.
Eu calei-me. É que realmente...São países fáceis de confundir...
Mas pronto... agora já não vou ouvir mais pérolas destas. Porque a iluminação da loja finalmente bazou dali para fora. Além de se recusar a fazer certos serviços, ela, uma vez mais, declarou-se doente a semana passada.
Acho que a atrasada da chefe começou a abrir os olhos...
Eu: O Equador?!? (deve ter alturas de bastante frio bem como de calor pegajoso)
Ela: Ah, não. É a Etiópia.
Eu calei-me. É que realmente...São países fáceis de confundir...
Mas pronto... agora já não vou ouvir mais pérolas destas. Porque a iluminação da loja finalmente bazou dali para fora. Além de se recusar a fazer certos serviços, ela, uma vez mais, declarou-se doente a semana passada.
Acho que a atrasada da chefe começou a abrir os olhos...
Eu sou uma iluminada...
Das duas uma, ou a minha mãe fez a filha mais inteligente do mundo, ou eu estou rodeada por gente muito estúpida! Eu gosto muito de me gabar, mas também sei ser justa, por isso... acho que é mesmo a segunda hipótese.
Há uma código de vestuário lá na gelataria que ninguém respeita. Usa-se a t-shirt do trabalho, calças pretas (nossas) e uns sapatos fechados pretos (nossos), quem está a vender gelados em take-away também tem que usar um avental da empresa e remata-se com um crachá.
O crachá, que quase ninguém usa, é na sua grande maioria impessoal. Diz que estamos em formação. O A. usou-o no último dia que trabalhou lá! Eu simplesmente acho a cena tão ridícula que enfiei o meu no porta-moedas e se alguém me perguntar por ele faço-me de esquecida. Não tem lógica que eu comece a usar um crachá daquele género quando os clientes já me conhecem. No entanto, há moças que só começaram há dias e não usam nem crachá nem avental.
O que realmente me irrita é o calçado. Eu perguntei à croma se podia comprar uns ténis com sola branca. Eu não tinha ténis pretos e já que ia comprar que fosse alguma coisa decente. Mas como só havia de sola branca... acabei por comprar uns ténis bem mais reles (as palmilhas descolaram-se pouco depois, por exemplo). E de que me adiantou isso?!??! Nada! Pois sou eu a única que tenho ténis completamente pretos, toda a gente anda com os sapatos que quer. Até solas amarelas por lá vi! O que me dá uma certa raiva, porque, uma vez mais, eu sou a enteada na história...
Hoje começaram a falar dos ténis de uma e começaram a reparar que eram todos de uma determinada marca. O Z. virou-se a perguntar se os meus também eram dessa marca e eu disse que não, embora o meu desejo tivesse sido esse, mas como estava a respeitar o código... era outra marca. Entretanto ele resolveu gabar os dele. Eu disse-lhe: pois! mas os teus ténis são cinzentos. E ele começa, mas sabes se os colocarmos à sombra eles ficam pretos. (os ténis são cinzentos mas parecem que têm uma camada reflectora quem na ausência de luz directa ficam logo mais escuros). Eu já tinha ouvido esse comentário várias vezes e estava farta dele, porque mesmo com sombra continua a ser injusto que eu tenha que usar uns sapatos menos confortáveis para respeitar uma regra que nem o sub-chefe respeita! Então calei-o com um conhecimento básico de Física: sem luz, até o branco fica preto.
Ele primeiro embatucou, depois teve que admitir que eu tinha razão, mas as outras ficaram a olhar com cara de quem está a ouvir isso pela primeira vez.
Eu nunca chumbei a Físico-Química porque o professor era um querido para mim. Mas tirando saber distinguir uma solução homogénea de uma solução heterogénea... não me lembro de nada que tenha aprendido nas aulas. Agora esta regra básica da Física... basta apagar a luz quando me deito e... já aprendi...
Realmente, iluminada mesmo! No bom sentido, claro!
Há uma código de vestuário lá na gelataria que ninguém respeita. Usa-se a t-shirt do trabalho, calças pretas (nossas) e uns sapatos fechados pretos (nossos), quem está a vender gelados em take-away também tem que usar um avental da empresa e remata-se com um crachá.
O crachá, que quase ninguém usa, é na sua grande maioria impessoal. Diz que estamos em formação. O A. usou-o no último dia que trabalhou lá! Eu simplesmente acho a cena tão ridícula que enfiei o meu no porta-moedas e se alguém me perguntar por ele faço-me de esquecida. Não tem lógica que eu comece a usar um crachá daquele género quando os clientes já me conhecem. No entanto, há moças que só começaram há dias e não usam nem crachá nem avental.
O que realmente me irrita é o calçado. Eu perguntei à croma se podia comprar uns ténis com sola branca. Eu não tinha ténis pretos e já que ia comprar que fosse alguma coisa decente. Mas como só havia de sola branca... acabei por comprar uns ténis bem mais reles (as palmilhas descolaram-se pouco depois, por exemplo). E de que me adiantou isso?!??! Nada! Pois sou eu a única que tenho ténis completamente pretos, toda a gente anda com os sapatos que quer. Até solas amarelas por lá vi! O que me dá uma certa raiva, porque, uma vez mais, eu sou a enteada na história...
Hoje começaram a falar dos ténis de uma e começaram a reparar que eram todos de uma determinada marca. O Z. virou-se a perguntar se os meus também eram dessa marca e eu disse que não, embora o meu desejo tivesse sido esse, mas como estava a respeitar o código... era outra marca. Entretanto ele resolveu gabar os dele. Eu disse-lhe: pois! mas os teus ténis são cinzentos. E ele começa, mas sabes se os colocarmos à sombra eles ficam pretos. (os ténis são cinzentos mas parecem que têm uma camada reflectora quem na ausência de luz directa ficam logo mais escuros). Eu já tinha ouvido esse comentário várias vezes e estava farta dele, porque mesmo com sombra continua a ser injusto que eu tenha que usar uns sapatos menos confortáveis para respeitar uma regra que nem o sub-chefe respeita! Então calei-o com um conhecimento básico de Física: sem luz, até o branco fica preto.
Ele primeiro embatucou, depois teve que admitir que eu tinha razão, mas as outras ficaram a olhar com cara de quem está a ouvir isso pela primeira vez.
Eu nunca chumbei a Físico-Química porque o professor era um querido para mim. Mas tirando saber distinguir uma solução homogénea de uma solução heterogénea... não me lembro de nada que tenha aprendido nas aulas. Agora esta regra básica da Física... basta apagar a luz quando me deito e... já aprendi...
Realmente, iluminada mesmo! No bom sentido, claro!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Kohärenz
A minha chefe é vegana. E a iluminada da Luzia também. Acho que é por isso que se dão tão bem. Acho também que o facto de não comerem carne é que as torna insuportáveis.
Mas como qualquer fundamentalista eu apanho-as em tentação e contradição com regularidade... oq eu me dá um certo gozo. (sou tão mazinha!)
A Luzia é vegana, mas passa a avida a petiscar gelado, crepes, cornetos, waffles, chocolate foundant, milkshakes (eu uso a palavra em inglês porque também há os sorbetshakes, feitos com água com gás e eu quero a palavra milk em cena). Ou seja... leite, ovos, manteiga. Ou seja... proteína animal. Ou seja... em tudo contrário à alimentação vegana.
Há dias passei-me e perguntei-lhe se não era vegana. Oh pá... ou bem que é ou bem que não é! Agora anda a falar mal da comida e comê-la logo a seguir, chegando ao cúmulo de tirar do prato dos outros...
Por vezes, pergunto-me por que raio é ela (pseudo-)vegana, pois eu só conheço dois motivos válidos e ela não cumpre nenhum: saúde ou defesa dos animais. Ela fuma, logo... a parte da saúde... esfuma-se. Ela toma medicamentos de farmacêuticas convencionais, logo... a defesa de animais vai com os porcos também, pois toda a gente sabe que antes de um comprimido nos chegar à boca já muito rato, cão, coelho ou um macaco os experimentou primeiro.
No entanto, além daquele episódio nunca entrei em questões com ela. É uma garota altamente carente (apesar do desprezo que lhe dou ela pensa que eu gosto dela e eu não sei o que fazer com isso!) e com uns ideias meios estranhos, mas... que se lixe!!! estou ali de passagem.
Só que quem realmente me deixou realmente espantada (sim, há dois realmente na frase) foi a minha chefe com um andamento sinistro na Sexta.
Eu tinha a tarefa de preparar os pratos (paneleirices que encarecem [ainda mais] uma bola de gelado).
Uma das encomenda era o clown. Uma bola de gelado de baunilha, uma de morango, uns riscos no prato a fazerem a boca do palhaço, frutas para as bochechas e nariz e um corneto para o chapéu. Eu despachei a coisa e ate fui eu que fui à mesa levar. Ninguém reclamou. Só passado um bocado é que a minha colega me veio dizer que os gelados estavam mal. Depois de refazer o clown preparei-me para deitar o primeiro fora. Pois as pupilas (uns pingos de chocolate líquido) já tinha sido retiradas e notavam-se várias marcas de colher nas duas bolas de gelado.
A minha chefe vira-se para mim e diz-me: anda, vamos comer. Fosga-se! É o quê?!?!? Além de ser uma vegana a querer comer gelado... que já me baralha os neurónios... CA NOJA!!! Comer gelado que os clientes já andaram a babar?!?!?
Uma coisa é levar um gelado em corneto e ser em taça e vir inteirinho para a cozinha. Aí come-se porque é uma tristeza deitar fora. Agora... mexido por clientes?!?!? Até por colegas me consegue fazer alguma impressão...
Ou seja!!!! Coerência (Kohärenz) e higiene é o que não há naquelas cabeças, bocas e outras partes corporais... brrrr!
Mas eu ando a ser filmada como o Truman?!?!?! Se ando... não acham que já está na altura de me mandarem o barco e um gajo giro?!??!
Mas como qualquer fundamentalista eu apanho-as em tentação e contradição com regularidade... oq eu me dá um certo gozo. (sou tão mazinha!)
A Luzia é vegana, mas passa a avida a petiscar gelado, crepes, cornetos, waffles, chocolate foundant, milkshakes (eu uso a palavra em inglês porque também há os sorbetshakes, feitos com água com gás e eu quero a palavra milk em cena). Ou seja... leite, ovos, manteiga. Ou seja... proteína animal. Ou seja... em tudo contrário à alimentação vegana.
Há dias passei-me e perguntei-lhe se não era vegana. Oh pá... ou bem que é ou bem que não é! Agora anda a falar mal da comida e comê-la logo a seguir, chegando ao cúmulo de tirar do prato dos outros...
Por vezes, pergunto-me por que raio é ela (pseudo-)vegana, pois eu só conheço dois motivos válidos e ela não cumpre nenhum: saúde ou defesa dos animais. Ela fuma, logo... a parte da saúde... esfuma-se. Ela toma medicamentos de farmacêuticas convencionais, logo... a defesa de animais vai com os porcos também, pois toda a gente sabe que antes de um comprimido nos chegar à boca já muito rato, cão, coelho ou um macaco os experimentou primeiro.
No entanto, além daquele episódio nunca entrei em questões com ela. É uma garota altamente carente (apesar do desprezo que lhe dou ela pensa que eu gosto dela e eu não sei o que fazer com isso!) e com uns ideias meios estranhos, mas... que se lixe!!! estou ali de passagem.
Só que quem realmente me deixou realmente espantada (sim, há dois realmente na frase) foi a minha chefe com um andamento sinistro na Sexta.
Eu tinha a tarefa de preparar os pratos (paneleirices que encarecem [ainda mais] uma bola de gelado).
Uma das encomenda era o clown. Uma bola de gelado de baunilha, uma de morango, uns riscos no prato a fazerem a boca do palhaço, frutas para as bochechas e nariz e um corneto para o chapéu. Eu despachei a coisa e ate fui eu que fui à mesa levar. Ninguém reclamou. Só passado um bocado é que a minha colega me veio dizer que os gelados estavam mal. Depois de refazer o clown preparei-me para deitar o primeiro fora. Pois as pupilas (uns pingos de chocolate líquido) já tinha sido retiradas e notavam-se várias marcas de colher nas duas bolas de gelado.
A minha chefe vira-se para mim e diz-me: anda, vamos comer. Fosga-se! É o quê?!?!? Além de ser uma vegana a querer comer gelado... que já me baralha os neurónios... CA NOJA!!! Comer gelado que os clientes já andaram a babar?!?!?
Uma coisa é levar um gelado em corneto e ser em taça e vir inteirinho para a cozinha. Aí come-se porque é uma tristeza deitar fora. Agora... mexido por clientes?!?!? Até por colegas me consegue fazer alguma impressão...
Ou seja!!!! Coerência (Kohärenz) e higiene é o que não há naquelas cabeças, bocas e outras partes corporais... brrrr!
Mas eu ando a ser filmada como o Truman?!?!?! Se ando... não acham que já está na altura de me mandarem o barco e um gajo giro?!??!
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domingo, 3 de agosto de 2014
Fim-de-semana
Isto tem andado mais do que encrencado por estas bandas. Muito que fazer, uma meteorologia que só provoca cansaço e sono...
Mas hoje vou partilhar os acontecimentos do fim-de-semana, que por estas bandas foi alargado.
Na Quinta fui até ao Rheinfall (queda do Reno, a cascata imponente na foto 1) ver o fogo de artifício. Há anos que andava para lá ir e só agora consegui. É um espectáculo de pirotecnia que vale as voltas de carro que até implicaram passar pela Alemanha (para se chegar melhor ao estacionamento).
Primeiro instalei-me à beira da água de onde dava para ver tudo de camarote...
Mas dentro do rio, como estes batéis, também há-de ter tido a sua piada. Depois... ah! oh! aaaaah! ooooooooh!
Na segunda foto fiz questão de descentrar o foto. Assim é possível ver a água da cascata iluminda.
Esta foto é mesmo só porque nunca tinha visto fogo assim. Já tinha visto semelhante, mas não tão colorido...
Na Sexta, a Suíça fez 723 anos e por isso era feriado. Eu trabalhei, mas no fim de um dia de locos ainda vi o fogo de artificio à beira do lago de Zurique. Era o fogo lançado pelos civis, pois a câmara não investiu em pirotecnia. Não sei se por causa de Sábado (já lá vou), se por causa de cortes orçamentais, se por outro motivo qualquer. Mas a Google aplicou-se e num desenho muito naïve, apresentou alguns dos símbolos suíços. A servelat (uma salsinha que todos os suíços adoram comer [acho que há salsichas bem melhores do que esta por estas bandas, mas fazer o quê?!?!]), a bisnaga da mostarda para acompanhar a salsicha, o S. Bernardo, a Heidi, o Appenzeller (homem de Appenzell), o fogo que representa as fogueiras que se fazem um pouco por todo o lado no dia um de Agosto à noite e ainda o "pão do agricultor" (a bola amarela com a bandeira suíça). Este pão pode ser comprado por esta altura nos supermercados, tem uma bandeira espetada e uma parte do valor serve para apoiar os agricultores suíços (aqui ainda se sabe que a batata vem da agricultura e não do turismo ou da indústria!).
Ontem foi dia de Street Parade. Costuma ser no segundo Sábado de Agosto, mas como para a semana começam os Europeus de Atletismo a coisa teve que ser mudada. E talvez por isso não tenha havido fogo de artifício na véspera. Muitas coisas para organizar... alguma tem que ficar para trás.
O dia começou cedo... ATB para abrir as hostes. Uma hora de boa música e muita interacção com o público. Já o público a interagir com ele... isso é outra coisa. Ainda só estavam a aquecer! Mas o facto de estarem no aquecimento não quer dizer que não houvesse gente já amostrar a sua arte de bem vestir: um saco do supermercado cortado serve para os ombros e os restos para os calções. E na cabeça um plástico de protecção de objectos frágeis!
Achei piada aos varredores de rua, vá, pelo menos fizeram-me lembrar este vídeo... Também achei interessante esta mesa de DJ, só me pergunto como conseguiam estar com aquelas roupas debaixo daquele calor infernal!
Mas havia gente mesmo mal... desesperados por beijos e abraços (outro cartaz que andava ali perto). Muitos festejam a Street Parade na rua, mas há os privilegiados que festejam nos barcos, nas varandas e terraços. Aqueles ali em cima... uau!
Mas pronto... o meu dia acabou já debaixo de chuva, depois de ter visto uma vez mais o senhor Paul van Dyk. Como sempre, maravilhoso! Para o ano há mais! :)
Por fim, o dia de hoje... nada de especial a destacar a não ser a chuva que voltou. Mas como isso já não é novidade nem cá, nem na Tugolândia... vou para a cama... :)
Mas hoje vou partilhar os acontecimentos do fim-de-semana, que por estas bandas foi alargado.
Na Quinta fui até ao Rheinfall (queda do Reno, a cascata imponente na foto 1) ver o fogo de artifício. Há anos que andava para lá ir e só agora consegui. É um espectáculo de pirotecnia que vale as voltas de carro que até implicaram passar pela Alemanha (para se chegar melhor ao estacionamento).
Primeiro instalei-me à beira da água de onde dava para ver tudo de camarote...
Mas dentro do rio, como estes batéis, também há-de ter tido a sua piada. Depois... ah! oh! aaaaah! ooooooooh!
Na segunda foto fiz questão de descentrar o foto. Assim é possível ver a água da cascata iluminda.
Esta foto é mesmo só porque nunca tinha visto fogo assim. Já tinha visto semelhante, mas não tão colorido...
Na Sexta, a Suíça fez 723 anos e por isso era feriado. Eu trabalhei, mas no fim de um dia de locos ainda vi o fogo de artificio à beira do lago de Zurique. Era o fogo lançado pelos civis, pois a câmara não investiu em pirotecnia. Não sei se por causa de Sábado (já lá vou), se por causa de cortes orçamentais, se por outro motivo qualquer. Mas a Google aplicou-se e num desenho muito naïve, apresentou alguns dos símbolos suíços. A servelat (uma salsinha que todos os suíços adoram comer [acho que há salsichas bem melhores do que esta por estas bandas, mas fazer o quê?!?!]), a bisnaga da mostarda para acompanhar a salsicha, o S. Bernardo, a Heidi, o Appenzeller (homem de Appenzell), o fogo que representa as fogueiras que se fazem um pouco por todo o lado no dia um de Agosto à noite e ainda o "pão do agricultor" (a bola amarela com a bandeira suíça). Este pão pode ser comprado por esta altura nos supermercados, tem uma bandeira espetada e uma parte do valor serve para apoiar os agricultores suíços (aqui ainda se sabe que a batata vem da agricultura e não do turismo ou da indústria!).
Ontem foi dia de Street Parade. Costuma ser no segundo Sábado de Agosto, mas como para a semana começam os Europeus de Atletismo a coisa teve que ser mudada. E talvez por isso não tenha havido fogo de artifício na véspera. Muitas coisas para organizar... alguma tem que ficar para trás.
O dia começou cedo... ATB para abrir as hostes. Uma hora de boa música e muita interacção com o público. Já o público a interagir com ele... isso é outra coisa. Ainda só estavam a aquecer! Mas o facto de estarem no aquecimento não quer dizer que não houvesse gente já amostrar a sua arte de bem vestir: um saco do supermercado cortado serve para os ombros e os restos para os calções. E na cabeça um plástico de protecção de objectos frágeis!
Achei piada aos varredores de rua, vá, pelo menos fizeram-me lembrar este vídeo... Também achei interessante esta mesa de DJ, só me pergunto como conseguiam estar com aquelas roupas debaixo daquele calor infernal!
Mas havia gente mesmo mal... desesperados por beijos e abraços (outro cartaz que andava ali perto). Muitos festejam a Street Parade na rua, mas há os privilegiados que festejam nos barcos, nas varandas e terraços. Aqueles ali em cima... uau!
Mas pronto... o meu dia acabou já debaixo de chuva, depois de ter visto uma vez mais o senhor Paul van Dyk. Como sempre, maravilhoso! Para o ano há mais! :)
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Personenunfall ou o egoísmo da Humanidade!
Foram carros da polícia. Foram carros dos bombeiros. Foram ambulâncias. Passaram mais de dez veículos à frente da loja. Iam a toda a brida e foram parar junto à estação de comboio perto da loja.
Primeiro começaram as piadas: andam à tua procura, D.. - Não, andam à tua.
Depois, com a continuidade de sirenes, começou a curiosidade a saltar dentro de todos.
Até que a iluminada da Luzia telefonou a avisar que ia chegar tarde por causa de um Personenunfall (acidente com pessoas, será uma tradução possível, normalmente, nas linhas de comboio é uma forma educada de dizer que alguém se suicidou).
Pouco depois já alguém dizia que tinham sido dois acidentes diferentes (não cheguei a perceber).
Entretanto chegou a minha hora de sair. Fui à estação ver se poderia ir para casa. Eu costumo usar a linha 3, o que implica descer umas escadas e subir outras. Mas a linha 1 fica mesmo, mesmo... ali... à nossa frente, ao nível do passeio... não faz desvio nenhum... e já se está lá.
O comboio parado no cais, mas não no sítio onde seria previsto. O maquinista conseguiu travar o comboio antes do sítio certo, mas com a tragédia na mesma. Entretanto, a minha curiosidade mórbida puxou-me para mais perto (eu não me entendo, tenho medo da morte e não gosto de ver mortos, mas fui para lá, correndo riscos de ver o que não desejasse).
Havia seguranças por todo o lado e fitas dos bombeiros a delimitar o perímetro. Mais à frente algo no cais, mas encostado ao comboio, coberto com um saco de plástico (não sou ingénua!). E ainda mais à frente tendas da polícia.
Com atrasos, mas os comboios que costumam circular na linha 2 e 3 estavam a andar. Então fui para o meu cais. Aí vi o resto. A linha dois fechada, mais seguranças, mais fitas dos bombeiros. Mais técnicos. Um polícia a fazer fotos num sítio do comboio. Noutro sítio mais atrás havia plásticos pretos a taparem um bocado do comboio junto às rodas e mais técnicos à volta do que a nossa imaginação sabe.
Não vi sangue, nada que pudesse chocar uma criança sequer. Mas... aconteceu uma coisa que bateu forte e nem foi na estação de comboios!
Quando cheguei à estação apercebi-me que tinha deixado umas coisas na loja, como os comboios estavam atrasados, resolvi voltar.
Entretanto a iluminada de Luzia tinha chegado. Como é óbvio, comentava-se a situação. E ela extremamente indignada porque aquilo tinha acontecido, se se querem suicidar que não o façam na minha linha de comboio.
Ninguém gosta de estar horas à espera do comboio. Ninguém gosta de, no fim do dia de trabalho, ver o seu comboio a ser cancelado porque alguém se resolveu atirar à linha. Mas...
Ponto um: não se sabe se foi suicídio ou acidente. Se foi acidente. What the f***? Que é que ela quer?!?! Não é coisa que se preveja, que se evite como se pode evitar uma multa de estacionamento.
Ponto dois: se foi suicídio... onde estava esta pessoa?! Saltar para a frente de um comboio, toda a gente sabe, acaba mal. Quem salta para a frente do comboio não está a tentar matar-se, quer mesmo matar-se. Volto a perguntar: onde está essa pessoa?!?! Na fossa. No fundo. Mesmo que por argumentos fúteis, quando se chega ao suicídio... é porque estamos mal, no limite.
Assim, seja qual tenha sido a origem deste incidente que deixou muita gente apeada ao fim do dia de trabalho... temos que ter paciência e ser humanos. Pensar que nós ficámos vivos, que nós não estamos assim tão na fossa que nos apeteça saltar para a linha, que devemos agradecer por não ter sido o nosso amigo, o nosso familiar. Devemos pensar que um dia a tragédia pode tocar-nos de uma forma mais próxima, mais profunda, mais fatal do que um simples atraso de umas horas no comboio.
E foi o comportamento narcisista daquela atrasada mental que me deixou completamente chocada, abanada e, uma vez mais, decepcionada com a Humanidade!
Primeiro começaram as piadas: andam à tua procura, D.. - Não, andam à tua.
Depois, com a continuidade de sirenes, começou a curiosidade a saltar dentro de todos.
Até que a iluminada da Luzia telefonou a avisar que ia chegar tarde por causa de um Personenunfall (acidente com pessoas, será uma tradução possível, normalmente, nas linhas de comboio é uma forma educada de dizer que alguém se suicidou).
Pouco depois já alguém dizia que tinham sido dois acidentes diferentes (não cheguei a perceber).
Entretanto chegou a minha hora de sair. Fui à estação ver se poderia ir para casa. Eu costumo usar a linha 3, o que implica descer umas escadas e subir outras. Mas a linha 1 fica mesmo, mesmo... ali... à nossa frente, ao nível do passeio... não faz desvio nenhum... e já se está lá.
O comboio parado no cais, mas não no sítio onde seria previsto. O maquinista conseguiu travar o comboio antes do sítio certo, mas com a tragédia na mesma. Entretanto, a minha curiosidade mórbida puxou-me para mais perto (eu não me entendo, tenho medo da morte e não gosto de ver mortos, mas fui para lá, correndo riscos de ver o que não desejasse).
Havia seguranças por todo o lado e fitas dos bombeiros a delimitar o perímetro. Mais à frente algo no cais, mas encostado ao comboio, coberto com um saco de plástico (não sou ingénua!). E ainda mais à frente tendas da polícia.
Com atrasos, mas os comboios que costumam circular na linha 2 e 3 estavam a andar. Então fui para o meu cais. Aí vi o resto. A linha dois fechada, mais seguranças, mais fitas dos bombeiros. Mais técnicos. Um polícia a fazer fotos num sítio do comboio. Noutro sítio mais atrás havia plásticos pretos a taparem um bocado do comboio junto às rodas e mais técnicos à volta do que a nossa imaginação sabe.
Não vi sangue, nada que pudesse chocar uma criança sequer. Mas... aconteceu uma coisa que bateu forte e nem foi na estação de comboios!
Quando cheguei à estação apercebi-me que tinha deixado umas coisas na loja, como os comboios estavam atrasados, resolvi voltar.
Entretanto a iluminada de Luzia tinha chegado. Como é óbvio, comentava-se a situação. E ela extremamente indignada porque aquilo tinha acontecido, se se querem suicidar que não o façam na minha linha de comboio.
Ninguém gosta de estar horas à espera do comboio. Ninguém gosta de, no fim do dia de trabalho, ver o seu comboio a ser cancelado porque alguém se resolveu atirar à linha. Mas...
Ponto um: não se sabe se foi suicídio ou acidente. Se foi acidente. What the f***? Que é que ela quer?!?! Não é coisa que se preveja, que se evite como se pode evitar uma multa de estacionamento.
Ponto dois: se foi suicídio... onde estava esta pessoa?! Saltar para a frente de um comboio, toda a gente sabe, acaba mal. Quem salta para a frente do comboio não está a tentar matar-se, quer mesmo matar-se. Volto a perguntar: onde está essa pessoa?!?! Na fossa. No fundo. Mesmo que por argumentos fúteis, quando se chega ao suicídio... é porque estamos mal, no limite.
Assim, seja qual tenha sido a origem deste incidente que deixou muita gente apeada ao fim do dia de trabalho... temos que ter paciência e ser humanos. Pensar que nós ficámos vivos, que nós não estamos assim tão na fossa que nos apeteça saltar para a linha, que devemos agradecer por não ter sido o nosso amigo, o nosso familiar. Devemos pensar que um dia a tragédia pode tocar-nos de uma forma mais próxima, mais profunda, mais fatal do que um simples atraso de umas horas no comboio.
E foi o comportamento narcisista daquela atrasada mental que me deixou completamente chocada, abanada e, uma vez mais, decepcionada com a Humanidade!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Ich habe mich lieb!
Na semana passada tive que ir ao Zoo para o meu chefe de lá me assinar as folhas de serviço. Em coisa de meia hora deu-me para tudo...
Primeiro, enquanto esperava que ele viesse ter comigo estive a reparar bem nas placas que estavam por lá e aprendi mais algumas de dialecto.
De repente fixei-me numa palavra e não chegava lá. Que raio quereria dizer Wy?!?! Eu sabia que era dialecto, mas... e o resto?!?! Até que... 3000 horas depois eu percebi. Então resolvi copiar a lista e escrevê-la aqui.
Brot von Fredy's (pão do Fredy's [seja lá quem ele for])
Heissi Getränk (em alemão de gente, é o mesmo que heisse Getränke, [bebidas quentes])
Kalti Getränk (em alemão: kalte Getränke [bebidas frias])
Bier (esta acho que toda a gente sabe e não tem versão suíça)
Aperöle (são bebidas/misturas de bebidas para aperitivos)
Wy (lê-se qualquer coisa como ví) esta deu-me cabo da cabeça... Wein!!! (lê-se qualquer coisa como vain) e quer dizer vinho.
No entanto, o que realmente valeu a pena nesta pequena incursão ao Zoo foi a conversa do meu chefe (ex). No fim, quando saíres da loja, se quiseres trabalhar connosco contacta-me. Tens o meu cartão?
Oh! Estive ali quatro semanas. Mal falava com os meus colegas de trabalho e/ou superiores pois o sítio onde eu estava o tempo todo era isolado (deles, mas próximo dos clientes).
Mas mesmo assim... eu deixei boa impressão! Quando cheguei à rua uma lágrima apareceu no canto do olho. Fiquei tão eufórica que nunca mais me lembrei da lista das palavras em dialecto (até as encontrar hoje misturadas com outra coisa).
Receber uma proposta destas enche-me de orgulho. Orgulho assim a tocar na arrogância. Mas sem nunca lá chegar porque... simplesmente é o reflexo do meu esforço. E quando nos orgulhamos do que fazemos bem, com esforço e perseverança e respeito pelo outro e a sorrir... todo o orgulho do mundo não chega a ser arrogante!
Ich habe mich lieb seria qualquer coisa como eu tenho-me amor. Uma adaptação de Ich habe dich lieb (eu tenho-te amor). Que, confesso, acho bem mais romântico do que o Ich liebe dich, embora aquela versão seja mais para se dizer aos amigos e à família. (manias dos germânicos!)
Primeiro, enquanto esperava que ele viesse ter comigo estive a reparar bem nas placas que estavam por lá e aprendi mais algumas de dialecto.
De repente fixei-me numa palavra e não chegava lá. Que raio quereria dizer Wy?!?! Eu sabia que era dialecto, mas... e o resto?!?! Até que... 3000 horas depois eu percebi. Então resolvi copiar a lista e escrevê-la aqui.
Brot von Fredy's (pão do Fredy's [seja lá quem ele for])
Heissi Getränk (em alemão de gente, é o mesmo que heisse Getränke, [bebidas quentes])
Kalti Getränk (em alemão: kalte Getränke [bebidas frias])
Bier (esta acho que toda a gente sabe e não tem versão suíça)
Aperöle (são bebidas/misturas de bebidas para aperitivos)
Wy (lê-se qualquer coisa como ví) esta deu-me cabo da cabeça... Wein!!! (lê-se qualquer coisa como vain) e quer dizer vinho.
No entanto, o que realmente valeu a pena nesta pequena incursão ao Zoo foi a conversa do meu chefe (ex). No fim, quando saíres da loja, se quiseres trabalhar connosco contacta-me. Tens o meu cartão?
Oh! Estive ali quatro semanas. Mal falava com os meus colegas de trabalho e/ou superiores pois o sítio onde eu estava o tempo todo era isolado (deles, mas próximo dos clientes).
Mas mesmo assim... eu deixei boa impressão! Quando cheguei à rua uma lágrima apareceu no canto do olho. Fiquei tão eufórica que nunca mais me lembrei da lista das palavras em dialecto (até as encontrar hoje misturadas com outra coisa).
Receber uma proposta destas enche-me de orgulho. Orgulho assim a tocar na arrogância. Mas sem nunca lá chegar porque... simplesmente é o reflexo do meu esforço. E quando nos orgulhamos do que fazemos bem, com esforço e perseverança e respeito pelo outro e a sorrir... todo o orgulho do mundo não chega a ser arrogante!
Ich habe mich lieb seria qualquer coisa como eu tenho-me amor. Uma adaptação de Ich habe dich lieb (eu tenho-te amor). Que, confesso, acho bem mais romântico do que o Ich liebe dich, embora aquela versão seja mais para se dizer aos amigos e à família. (manias dos germânicos!)
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terça-feira, 15 de julho de 2014
E a volta é cada vez maior, amigo!
As aulas de perder tempo (as aulas teóricas depois de eu fazer a prova teórica) já acabaram há que tempos. Mas eu tinha umas notas para escrever aqui. O tempo foi passando eu já estava a pensar deitá-las fora. Mas... depois da aula de condução de hoje, resolvi outra coisa. MAs se a minha professora pode mudar de ideias, eu também posso...
Comecemos pela aula de hoje.
Sempre fui de meter o carro para a berma da estrada (forma de dizer). Não tenho necessidade de ir em cima dos carros de se cruzam comigo. Se tenho espaço, por que não?!?! Mas ela disse que não, que eu tinha que me chegar à esquerda por causa dos passeios (não sei bem o que quererá dizer com isso) e por causa dos ciclistas... Comecei a chegar-me ao meio para satisfazer os desejos da menina. Ia eu muito bem e mete-me ela a mão ao volante: como eu te disse antes, tens que te chegar mais à direita. Ainda não percebi bem a coisa, ou eu tenho duas instrutoras, gémeas, ou ela é bipolar...
Mas voltemos às aulas teóricas...
Em 1991, os meus pais trocaram um Renault 4L(atas) cor de vinho por um Peugeot 205 vermelho. Mais de 20 anos depois continua a ser O carro da minha mãe. Levou um arranhão meu por causa do meu pai, uma frente nova por causa do meu irmão e a porta do condutor está ligeiramente forçada por causa de um assaltante sem sorte. Falta-lhe a antena porque algum palhaço a roubou (não serve de nada porque não é de enroscar, está simplesmente partida). É um carro sem nada eléctrico a não ser o rádio (que já é um substituto do de origem). E ar condicionado? Só pela meteorologia: calor lá fora, um forno cá dentro, frio lá fora, um frigorífico cá dentro.
É cheio de defeitos mas continua a ser o Porsche da família.
Como é antiguinho só tem quatro mudanças. Mas mesmo tendo estas características não é assim tão velho! O radiador do "Porsche" da família é daqueles que já não tem tampa. Como quase tudo o que é carro que se preze, os radiadores são feitos de modo a serem controlados só por mecânicos mesmo.
No entanto eu tive que aprender onde está a tampa do radiador e ao mesmo tempo aprender que um radiador quente não se abre (se não te tampa... gostaria de saber como se tenta abrir. será com um abre-latas?!). Quer dizer, eu não aprendi nada de novo, mas foi assim que eu andei a perder tempo ontem à noite.
No entanto, no dia seguinte a coisa continuou... com estas aulas aprendi que, na Suíça, o pessoal não sabe atestar o carro e trocar o combustível e a coisa mais banal que há nesta terra. Além disso, para quem mandas os cigarros para fora do carro: é muito normal o cigarro voltar para dentro do carro. Hã!?!? Nem a porra da beata sabem atirar fora?!??! Eu sou um génio!
Aprendi mais o quê?!? Não se deve atirar beijinhos aos carros que estão "colados" à nossa traseira. Pois os condutores são violentos. E perdem-se quase 10 minutos a explicar isto...
Por fim (deste post, pois acredito que a coisa ainda me vai dar dores de cabeça), acho fascinante a burocracia pós exame de condução.
Se formos aprovados, temos 3 anos de tempo de prova. E fazer mais dois cursos. Se houver problemas o tempo de prova pode ser prolongado mais um ano. E se no fim desse prolongamento houver asneiras há um ano de pausa. Não pode conduzir de maneira nenhuma. No fim tem que se fazer testes psicotécnicos e depois é que se pode voltar a tirar a carta.
Agora expliquem a coisa aqui à atrasada: tanto medo e burocracia e eles conduzem tão mal?!?!
Comecemos pela aula de hoje.
Sempre fui de meter o carro para a berma da estrada (forma de dizer). Não tenho necessidade de ir em cima dos carros de se cruzam comigo. Se tenho espaço, por que não?!?! Mas ela disse que não, que eu tinha que me chegar à esquerda por causa dos passeios (não sei bem o que quererá dizer com isso) e por causa dos ciclistas... Comecei a chegar-me ao meio para satisfazer os desejos da menina. Ia eu muito bem e mete-me ela a mão ao volante: como eu te disse antes, tens que te chegar mais à direita. Ainda não percebi bem a coisa, ou eu tenho duas instrutoras, gémeas, ou ela é bipolar...
Mas voltemos às aulas teóricas...
Em 1991, os meus pais trocaram um Renault 4L(atas) cor de vinho por um Peugeot 205 vermelho. Mais de 20 anos depois continua a ser O carro da minha mãe. Levou um arranhão meu por causa do meu pai, uma frente nova por causa do meu irmão e a porta do condutor está ligeiramente forçada por causa de um assaltante sem sorte. Falta-lhe a antena porque algum palhaço a roubou (não serve de nada porque não é de enroscar, está simplesmente partida). É um carro sem nada eléctrico a não ser o rádio (que já é um substituto do de origem). E ar condicionado? Só pela meteorologia: calor lá fora, um forno cá dentro, frio lá fora, um frigorífico cá dentro.
É cheio de defeitos mas continua a ser o Porsche da família.
Como é antiguinho só tem quatro mudanças. Mas mesmo tendo estas características não é assim tão velho! O radiador do "Porsche" da família é daqueles que já não tem tampa. Como quase tudo o que é carro que se preze, os radiadores são feitos de modo a serem controlados só por mecânicos mesmo.
No entanto eu tive que aprender onde está a tampa do radiador e ao mesmo tempo aprender que um radiador quente não se abre (se não te tampa... gostaria de saber como se tenta abrir. será com um abre-latas?!). Quer dizer, eu não aprendi nada de novo, mas foi assim que eu andei a perder tempo ontem à noite.
No entanto, no dia seguinte a coisa continuou... com estas aulas aprendi que, na Suíça, o pessoal não sabe atestar o carro e trocar o combustível e a coisa mais banal que há nesta terra. Além disso, para quem mandas os cigarros para fora do carro: é muito normal o cigarro voltar para dentro do carro. Hã!?!? Nem a porra da beata sabem atirar fora?!??! Eu sou um génio!
Aprendi mais o quê?!? Não se deve atirar beijinhos aos carros que estão "colados" à nossa traseira. Pois os condutores são violentos. E perdem-se quase 10 minutos a explicar isto...
Por fim (deste post, pois acredito que a coisa ainda me vai dar dores de cabeça), acho fascinante a burocracia pós exame de condução.
Se formos aprovados, temos 3 anos de tempo de prova. E fazer mais dois cursos. Se houver problemas o tempo de prova pode ser prolongado mais um ano. E se no fim desse prolongamento houver asneiras há um ano de pausa. Não pode conduzir de maneira nenhuma. No fim tem que se fazer testes psicotécnicos e depois é que se pode voltar a tirar a carta.
Agora expliquem a coisa aqui à atrasada: tanto medo e burocracia e eles conduzem tão mal?!?!
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Oh brave new world...,
Schweiz,
What the F***??
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Isto é o que é
Ontem fui controlada no comboio. Durante anos usei aquela linha e nunca me chatearam, agora chego a ser controlada duas vezes ao dia. Como tinha o passe em ordem... não me preocupei, mas é sempre chato interromper a leitura pro causa destas cenas.
No banco à minha frente iam duas estrangeiras. Uma sacou do passe anual e apresentou-o à pica.
A outra... ai a outra... Ela tem aspecto físico de quem é da Eritreia ou ali perto. Com lenço na cabeça a demonstrar que era muçulmana. Um semblante afectado que dava dó, dava vontade de pegar nela e abraçá-la. Quando viu que havia controlo, olhou para dentro da mala e não se mexeu. Quando a controladora apareceu tentou dizer em alemão que tinha esquecido o porta-moedas. Não conseguiu. Foi a amiga que esclareceu a coisa.
Tinha que se resolver a situação e só faltou à controladora fazer o pino para tentar comunicar com a mulher porque ela não falava alemão, mas também não parecia muito interessada em fazer-se entender... A controladora, no desespero, virou-se para a amiga e usou-a como tradutora. Sempre a sorrir, a controladora deu uma caneta e um pequeno formulário para a mulher preencher. E agora vem o mais engraçado...
Ela preenche o papel, devolve o bloco dos formulários à pica e mete a caneta na mala. A controladora, sempre a sorrir, fica a olhar para ela. Como ela não se mexesse, diz-lhe: a caneta é minha. mas eu acompanho-a (elas iam sair naquela estação de comboio). A gaja que até ali não tinha dito uma de jeito, vira-se e diz num tom trocista que a pica já não deve ter ouvido: oh Schade!. (Oh que pena!)
What the f***?!?! Resumindo: Ela não tem o passe. Ela (porque não sabe ou porque não quer) não consegue comunicar com a controladora. A controladora é simpática e educada com ela. E ela tenta roubar-lhe a caneta e ainda goza com a situação?!?!
Depois não querem que os suíços não se passem... Convenhamos... eu detesto pagar impostos para sustentar esta gente... têm azar no país deles? tenho pena, respeito e não me importo que venham para cá. Mas assim... é uma caneta, mas... a índole está lá.
Agora chamem-me radical, racista e tudo o que quiserem. Mas... só gostaria de saber quantos não se importariam de sustentar este tipo de pessoas... É que este é só um exemplo. Porque se eu um dia resolver falar da minha vizinha do rés-do-chão e dos seu amigos... vê-se que a croma de ontem, infelizmente, não é um caso isolado.
No banco à minha frente iam duas estrangeiras. Uma sacou do passe anual e apresentou-o à pica.
A outra... ai a outra... Ela tem aspecto físico de quem é da Eritreia ou ali perto. Com lenço na cabeça a demonstrar que era muçulmana. Um semblante afectado que dava dó, dava vontade de pegar nela e abraçá-la. Quando viu que havia controlo, olhou para dentro da mala e não se mexeu. Quando a controladora apareceu tentou dizer em alemão que tinha esquecido o porta-moedas. Não conseguiu. Foi a amiga que esclareceu a coisa.
Tinha que se resolver a situação e só faltou à controladora fazer o pino para tentar comunicar com a mulher porque ela não falava alemão, mas também não parecia muito interessada em fazer-se entender... A controladora, no desespero, virou-se para a amiga e usou-a como tradutora. Sempre a sorrir, a controladora deu uma caneta e um pequeno formulário para a mulher preencher. E agora vem o mais engraçado...
Ela preenche o papel, devolve o bloco dos formulários à pica e mete a caneta na mala. A controladora, sempre a sorrir, fica a olhar para ela. Como ela não se mexesse, diz-lhe: a caneta é minha. mas eu acompanho-a (elas iam sair naquela estação de comboio). A gaja que até ali não tinha dito uma de jeito, vira-se e diz num tom trocista que a pica já não deve ter ouvido: oh Schade!. (Oh que pena!)
What the f***?!?! Resumindo: Ela não tem o passe. Ela (porque não sabe ou porque não quer) não consegue comunicar com a controladora. A controladora é simpática e educada com ela. E ela tenta roubar-lhe a caneta e ainda goza com a situação?!?!
Depois não querem que os suíços não se passem... Convenhamos... eu detesto pagar impostos para sustentar esta gente... têm azar no país deles? tenho pena, respeito e não me importo que venham para cá. Mas assim... é uma caneta, mas... a índole está lá.
Agora chamem-me radical, racista e tudo o que quiserem. Mas... só gostaria de saber quantos não se importariam de sustentar este tipo de pessoas... É que este é só um exemplo. Porque se eu um dia resolver falar da minha vizinha do rés-do-chão e dos seu amigos... vê-se que a croma de ontem, infelizmente, não é um caso isolado.
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
A cultura geral de algumas pessoas é...
Uma colega minha vai passar férias a Portugal. Uns dias no Algarve e uns dias em Lisboa. Eu disse-lhe que no Algarve é mais fácil encontrar gente a falar alemão por causa dos turistas e dos residentes naquela parte do país. Mas também lhe disse que mesmo não falando alemão, toda a gente sabe falar inglês.
Passa uma croma que eu nem o nome sei e diz com todo o conhecimento do Mundo:
Em Portugal ninguém fala inglês.
Subiu-me um vapor...
- Está-te a passar?!?!? Ninguém???
- Sim, ninguém.
- Tu não digas isso, que é a nossa primeira língua estrangeira. Tu nunca foste a Portugal.
- Fui sim....
- Onde?
- Pindelo.
Pindelo?!?!? A sério?!??! Pindelo?!?!? Ela pega em Pindelo e dali faz uma ligação ao resto do país?!?!? Pindelo?!?!?
Saltou-me a tampa e disse-lhe que na região do Graubünden (Grisões em português) também há muita terriola onde ninguém sabe falar inglês. Ou pior ainda, onde há gente que não sabe falar alemão, que é só a língua mais falada da Suíça. Isto porque neste cantão há terras com meia dúzia de habitantes que ficam lá isolados no meio das montanhas a falar romanche. Não tenho nada contra, mas não é porque eu vou a uma aldeia dessas que digo que na Suíça ninguém sabe falar inglês ou, ainda mais ridículo, ninguém sabe falar alemão.
Pindelo... a sério que não me aparece ninguém normal na vida?!?!? E eu nem perguntei se era dos Milagres, porque se for... ainda me assusto mais!
Passa uma croma que eu nem o nome sei e diz com todo o conhecimento do Mundo:
Em Portugal ninguém fala inglês.
Subiu-me um vapor...
- Está-te a passar?!?!? Ninguém???
- Sim, ninguém.
- Tu não digas isso, que é a nossa primeira língua estrangeira. Tu nunca foste a Portugal.
- Fui sim....
- Onde?
- Pindelo.
Pindelo?!?!? A sério?!??! Pindelo?!?!? Ela pega em Pindelo e dali faz uma ligação ao resto do país?!?!? Pindelo?!?!?
Saltou-me a tampa e disse-lhe que na região do Graubünden (Grisões em português) também há muita terriola onde ninguém sabe falar inglês. Ou pior ainda, onde há gente que não sabe falar alemão, que é só a língua mais falada da Suíça. Isto porque neste cantão há terras com meia dúzia de habitantes que ficam lá isolados no meio das montanhas a falar romanche. Não tenho nada contra, mas não é porque eu vou a uma aldeia dessas que digo que na Suíça ninguém sabe falar inglês ou, ainda mais ridículo, ninguém sabe falar alemão.
Pindelo... a sério que não me aparece ninguém normal na vida?!?!? E eu nem perguntei se era dos Milagres, porque se for... ainda me assusto mais!
sábado, 28 de junho de 2014
Não é para ter pena...
Mas eu sou buuuuuuuuuuurra!!! Há pouco coisa de mês e meio a minha mãe veio-me com a canção do bandido sobre uma mulher da minha terra. Que a coitada estava mal e precisava de apoio com questões de papéis e trabalho e tudo o que lhe tinham dito a ela. E eu, otária, e apesar de ter vindo mais cedo para casa por estar doente, lá peguei no telefone e dispus-me a ajudar a mulher que eu nunca tinha visto mais gorda.
Eu já gastei em telefone o suficiente para ir a Portugal num bilhete de última hora numa companhia aérea decente. Mandei emails para gente que nem sei quem é. Pedi descaradamente ajuda a gente com quem não tenho assim tanta confiança. Explico-lhe as coisas de tal maneira que até uma criança de seis anos conseguiria resolver. E faço isso segundo a máxima: fazer o bem sem olhar a quem.
Pois eu ando há um mês a falar para um surdo-mudo que habita na Patagónia (assim não me lê os lábios)... porque se não é isso estou a falar para a pessoa mais atrasada e descarada do mundo. No fim de eu batalhar e dizer vezes sem conta que ela precisava de um contrato, para depois pedir os papéis de residência deste cantão, para depois conseguir uma casa (o caso dela é este, pode haver casos diferentes, não sei) ela diz-me na maior descontração do mundo: eu não sabia que tinha que mudar os papéis de residência.
Já há tempos me disse: tu não sabes o que se encontra a fazer limpezas. Eu que há aaaaaaaaaaaaaanos trabalho a limpar?!? Eu é que não sei?!?!
Hoje vinha no comboio para casa e fartei-me de chorar. Estou farta de a ver a fazer asneiras e adverti-a que ela se pode tramar. A resposta dela: se é para me ajudares tudo bem, se é para me enervares não quero. Ela faz merda atrás de merda e depois dá-me uma resposta destas?!?!? Eu não a conhecia, ofereci-me, tenho tido uma paciência vinda de não de onde e levo com uma destas?!?!
Eu não tenho emenda... juro e juro e juro e só depois de Abril do ano passado (a última vez que disse que não ajudava mais ninguém) já ajudei mais uma portuguesa que a minha mãe encontrou no supermercado, dois italianos, um rapaz da minha terra, um amigo desse rapaz (que eu nunca cheguei a ver ao vivo e a cores) e esta...
Decididamente... eu preciso de uma tareia, porque não dá para ter pena de uma otária como eu....
Eu já gastei em telefone o suficiente para ir a Portugal num bilhete de última hora numa companhia aérea decente. Mandei emails para gente que nem sei quem é. Pedi descaradamente ajuda a gente com quem não tenho assim tanta confiança. Explico-lhe as coisas de tal maneira que até uma criança de seis anos conseguiria resolver. E faço isso segundo a máxima: fazer o bem sem olhar a quem.
Pois eu ando há um mês a falar para um surdo-mudo que habita na Patagónia (assim não me lê os lábios)... porque se não é isso estou a falar para a pessoa mais atrasada e descarada do mundo. No fim de eu batalhar e dizer vezes sem conta que ela precisava de um contrato, para depois pedir os papéis de residência deste cantão, para depois conseguir uma casa (o caso dela é este, pode haver casos diferentes, não sei) ela diz-me na maior descontração do mundo: eu não sabia que tinha que mudar os papéis de residência.
Já há tempos me disse: tu não sabes o que se encontra a fazer limpezas. Eu que há aaaaaaaaaaaaaanos trabalho a limpar?!? Eu é que não sei?!?!
Hoje vinha no comboio para casa e fartei-me de chorar. Estou farta de a ver a fazer asneiras e adverti-a que ela se pode tramar. A resposta dela: se é para me ajudares tudo bem, se é para me enervares não quero. Ela faz merda atrás de merda e depois dá-me uma resposta destas?!?!? Eu não a conhecia, ofereci-me, tenho tido uma paciência vinda de não de onde e levo com uma destas?!?!
Eu não tenho emenda... juro e juro e juro e só depois de Abril do ano passado (a última vez que disse que não ajudava mais ninguém) já ajudei mais uma portuguesa que a minha mãe encontrou no supermercado, dois italianos, um rapaz da minha terra, um amigo desse rapaz (que eu nunca cheguei a ver ao vivo e a cores) e esta...
Decididamente... eu preciso de uma tareia, porque não dá para ter pena de uma otária como eu....
terça-feira, 24 de junho de 2014
The Godfather
Há anos que sonho ir à Big Apple. Primeiro faltava o dinheiro. Não é que esteja arica, mas agora dava para se arranjar qualquer coisa. No entanto, agora falta-me a companhia. O meu padrinho vive lá perto, mas resolveu preferir os afilhados homens e nunca me convidou a ir visitá-lo (em compensação a minha madrinha ainda me dá dinheiro, apesar de eu já ser uma calmeirona que já trabalha!).
Isso por aqui choca as pessoas. Para quem sabe disto é simplesmente inconcebível eu nunca ter sido convidava a ir à América apesar de ele estar lá há mais de 20anos. Mete-lhes confusão porque o padrinho (ou madrinha) é escolhido com critério e o escolhido aceita com consciência. Aqui não se é padrinho só porque é fixe! Sabe-se que ao ser padrinho é para manter contacto com o(a) afilhado(a) o resto da vida. E quando a criança cresce um pouco é ensinada a retribuir a atenção- Escreve postais quando viaja, oferece uma prenda ao Gotti (forma carinhosa de tratar os padrinhos) pelo Natal e por aí fora. O padrinho vai às festas importantes, também escreve cartas e postais e se tiver um bom nível financeiro é bem capaz de pegar na criança e viajar com ela uns dias.
Já o meu... se me convidasse a ficar em casa dele dois ou três dias... eu pagava avião, transfers e tudo o mais necessário para ir ter com ele. Mas não interessa. Eu hei-de lá ir um dia desses e se me der na telha ainda o vou visitar de surpresa só para a sacanagem... :p
Mas por que raio me lembrei eu disto?!?!? Porque vi uma cena no fim-de-semana à porta do Zoo que não me sai da cabeça...
Um padrinho todo radical o(roupa preta e tatuagens incluídas) a correr para a afilhada (4/5 anos) todo feliz, fazendo uma festa enorme quando a levantou do chão. Tudo seguido de o pai dar as coisas da miúda ao padrinho para voltar para trás ao passo que o padrinho radical e s afilhada mini entravam de mãos dadas no Zoo...
Como disse, eu hei-de ir um dia NY e não vou precisar do meu padrinho. Mas... fico a pensar... onde é que andam os laços das pessoas?!?
Isso por aqui choca as pessoas. Para quem sabe disto é simplesmente inconcebível eu nunca ter sido convidava a ir à América apesar de ele estar lá há mais de 20anos. Mete-lhes confusão porque o padrinho (ou madrinha) é escolhido com critério e o escolhido aceita com consciência. Aqui não se é padrinho só porque é fixe! Sabe-se que ao ser padrinho é para manter contacto com o(a) afilhado(a) o resto da vida. E quando a criança cresce um pouco é ensinada a retribuir a atenção- Escreve postais quando viaja, oferece uma prenda ao Gotti (forma carinhosa de tratar os padrinhos) pelo Natal e por aí fora. O padrinho vai às festas importantes, também escreve cartas e postais e se tiver um bom nível financeiro é bem capaz de pegar na criança e viajar com ela uns dias.
Já o meu... se me convidasse a ficar em casa dele dois ou três dias... eu pagava avião, transfers e tudo o mais necessário para ir ter com ele. Mas não interessa. Eu hei-de lá ir um dia desses e se me der na telha ainda o vou visitar de surpresa só para a sacanagem... :p
Mas por que raio me lembrei eu disto?!?!? Porque vi uma cena no fim-de-semana à porta do Zoo que não me sai da cabeça...
Um padrinho todo radical o(roupa preta e tatuagens incluídas) a correr para a afilhada (4/5 anos) todo feliz, fazendo uma festa enorme quando a levantou do chão. Tudo seguido de o pai dar as coisas da miúda ao padrinho para voltar para trás ao passo que o padrinho radical e s afilhada mini entravam de mãos dadas no Zoo...
Como disse, eu hei-de ir um dia NY e não vou precisar do meu padrinho. Mas... fico a pensar... onde é que andam os laços das pessoas?!?
domingo, 22 de junho de 2014
É de manhã que começa o dia...
Ontem fui à loja para dar um recado, que passado um bocado teve que ser anulado... afinal trabalho mais uma semana no Zoo. Ganho menos porque faço menos horas, mas o facto de não aturar a cabra da chefe... deixa-me como a Floribela... :D
Mas não é isso que vem ao caso. Foi o que se passou lá em coisa de meia hora.
Primeiro, a cabra (ou outra chefia) não estava presente. Eu admiro isto... não devem conhecer o ditado: patrão fora, dia santo na loja. Mas... don't care... eu sei como a minha consciência me deixa dormir à noite. Se as coisas não batem certo com os outros... azarotes!
Segundo, a A. faz mesmo parte da equipa. Por um lado porque não acreditava que eu me pudesse estar a divertir no Zoo. Please, há mais sítios interessantes no mundo. E, além disso, há lá coisa mais bonita e ao mesmo tempo engraçada do que a histeria de uma criança de três anos a receber um gelado depois de andar a ver animais fofinhos?!?!
Por outro lado, ela faz parte da equipa porque foi logo contar as tragédias que se passaram nas últimas semanas (aquilo é uma cambada de cuscos!). O que eu gostei mais de uma história de uma que passa a vida a fazer asneiras (eu pergunto-me quem faz um recrutamento tão mau!) Pois bem, ela suplicou para fazer crepes e lá conseguiu. Mas depois... uma cliente perguntou: não tem crepes sem ser salgados? os doces já acabaram? O que se passou foi o seguinte: a moça (quase 40 anos) em vez de colocar 400gr. de açúcar na receita... colocou... 400gr. de sal. O açúcar refinado tem o aspecto do português, embora às vezes seja de beterraba e não de cana. Já o sal deles (é mesmo deles, das minas do Reno) é como o nosso sal fino. [Também há sal grosso (aí já é sal marinho e não há em todos os lados) mas eles não sabem cozinhar com ele.] Eu já tentei várias vezes perceber como é que ela se confundiu (além dessas diferenças, há os pacotes, as etiquetas...) Nem comento!!!
O terceiro ponto dessa meia hora é para rir à gargalhada: a iluminada da Luzia!
Como eu ia dar o recado antes de ir para o Zoo, tive que ir cedo. A Luzia olhou para mim como se visse um ET. Que fazes aqui? Como se eu fosse uma estranha que invadisse a loja. Eu virei-lhe uns olhos que ela tentou emendar: vens trabalhar tão cedo porquê? Mas quem é que disse que eu vinha trabalhar?, perguntei eu. Ela só não se meteu pelo ralo da pia abaixo porque era muito pequeno.
Depois lá se pôs a dizer que se calhar não nos víamos mais e coisa e tal porque ia embora no fim do mês (ela é tão boa empregada que nem mesmo sendo a favorita da chefe se salvou!!!!!!!!) e tal e coiso e mais umas vezes tal e coiso (foi o que o meu inconsciente conseguiu traduzir do alemão... aquilo interessava-me tanto que... coiso!) e rematou tudo isso com um abraço. Eu já sabia que ela ia embora, mas não me denunciei, respondi-lhe com um altamente seco e desprovido de emoção Ah! Ok! Eh, pá! Eu sei que foi mau, mas era isso ou um altamente provido de emoção Aleluia! e eu achei que havia um mínimo. :p
E pronto... foi assim que começou o meu dia! :D
Mas não é isso que vem ao caso. Foi o que se passou lá em coisa de meia hora.
Primeiro, a cabra (ou outra chefia) não estava presente. Eu admiro isto... não devem conhecer o ditado: patrão fora, dia santo na loja. Mas... don't care... eu sei como a minha consciência me deixa dormir à noite. Se as coisas não batem certo com os outros... azarotes!
Segundo, a A. faz mesmo parte da equipa. Por um lado porque não acreditava que eu me pudesse estar a divertir no Zoo. Please, há mais sítios interessantes no mundo. E, além disso, há lá coisa mais bonita e ao mesmo tempo engraçada do que a histeria de uma criança de três anos a receber um gelado depois de andar a ver animais fofinhos?!?!
Por outro lado, ela faz parte da equipa porque foi logo contar as tragédias que se passaram nas últimas semanas (aquilo é uma cambada de cuscos!). O que eu gostei mais de uma história de uma que passa a vida a fazer asneiras (eu pergunto-me quem faz um recrutamento tão mau!) Pois bem, ela suplicou para fazer crepes e lá conseguiu. Mas depois... uma cliente perguntou: não tem crepes sem ser salgados? os doces já acabaram? O que se passou foi o seguinte: a moça (quase 40 anos) em vez de colocar 400gr. de açúcar na receita... colocou... 400gr. de sal. O açúcar refinado tem o aspecto do português, embora às vezes seja de beterraba e não de cana. Já o sal deles (é mesmo deles, das minas do Reno) é como o nosso sal fino. [Também há sal grosso (aí já é sal marinho e não há em todos os lados) mas eles não sabem cozinhar com ele.] Eu já tentei várias vezes perceber como é que ela se confundiu (além dessas diferenças, há os pacotes, as etiquetas...) Nem comento!!!
O terceiro ponto dessa meia hora é para rir à gargalhada: a iluminada da Luzia!
Como eu ia dar o recado antes de ir para o Zoo, tive que ir cedo. A Luzia olhou para mim como se visse um ET. Que fazes aqui? Como se eu fosse uma estranha que invadisse a loja. Eu virei-lhe uns olhos que ela tentou emendar: vens trabalhar tão cedo porquê? Mas quem é que disse que eu vinha trabalhar?, perguntei eu. Ela só não se meteu pelo ralo da pia abaixo porque era muito pequeno.
Depois lá se pôs a dizer que se calhar não nos víamos mais e coisa e tal porque ia embora no fim do mês (ela é tão boa empregada que nem mesmo sendo a favorita da chefe se salvou!!!!!!!!) e tal e coiso e mais umas vezes tal e coiso (foi o que o meu inconsciente conseguiu traduzir do alemão... aquilo interessava-me tanto que... coiso!) e rematou tudo isso com um abraço. Eu já sabia que ela ia embora, mas não me denunciei, respondi-lhe com um altamente seco e desprovido de emoção Ah! Ok! Eh, pá! Eu sei que foi mau, mas era isso ou um altamente provido de emoção Aleluia! e eu achei que havia um mínimo. :p
E pronto... foi assim que começou o meu dia! :D
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Consciência na escolha? Ou escolha na consciência?!?
Oh meus amigos!! Há gente muito picuinhas com o que come e coma composição dos gelados. Outros, por questões de saúde ou religiosas são "obrigados" a perguntar a composição dos gelados. Ora bem... Rum Raisin tem álcool, não dá para muçulmanos. Quem é vegano não pode comer nenhum gelado dos que vendo porque todos têm leite e alguns têm ovos na sua composição. Os judeus mais exigentes não podem passar por lá por causa das orientações da comida kosher e os alérgicos devem fugir de umas quatro ou cinco qualidades. Depois há os gelados que não devem ser consumidos em função da consciência. O Tiramisú também tem álcool e não é recomendado para crianças, bem como o Espresso que tem muita cafeina.
Depois de esclarecer isto a uma mulher (a parte do álcool), vejo a seguinte cena entre mãe e filho: Não sei o que queres. Queres Tiramisú?
Hã?!? A sorte é que a criança de três anos não queria nada mesmo...
Depois de esclarecer isto a uma mulher (a parte do álcool), vejo a seguinte cena entre mãe e filho: Não sei o que queres. Queres Tiramisú?
Hã?!? A sorte é que a criança de três anos não queria nada mesmo...
Etiketten
artigo do dia,
Oh brave new world...,
What the F***??
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Vamos fazer amigos entre os animais...
No Zoo? Ah pois é... A cabra da chefe perguntou-me se eu não queria ir para lá quatro semanas e eu... só de pensar que ia trabalhar sem a aturar durante quatro semaninhas... nem hesitei!!!!
Tenho dez qualidades de gelado num carrinho em frente à entrada do Zoo e a minha única função é vender bolas de gelado às pessoas sedentas (a temperatura aumentou que é uma loucura e esta gente parece não saber que os gelados trazem mais sede!!!). Não tenho que reabastecer nada, eles fazem tudo por mim. Até o uniforme eles lavam por mim... :D
Além de me divertir com os putos que só fazem asneiras com os gelados (ou entram em transe porque podem comer uma bola de gelado) e achar a equipa bastante simpática, há sempre umas quantas histórias engraçadas que se vivem...
Começa-se por se circular entre restaurantes. Um tem o nome interessante de Pantanal. Decoração adequada ao nome e estudada ao pormenor. As casas-de-banho, por exemplo, têm a identificação em português. A palavra "cozinha" ou "privado" aparecem por lá com as letras todas. A legenda de uma foto de uma manada acompanhada de boiadeiros lembra o poema Trem de Ferro e diz na língua de Manuel Bandeira no Pantanal, passa boi, passa boiada, mas a natureza fica sempre.
Só que tudo isto tem um problema enorme: quando tenho que ir ao escritório buscar ou levar o dinheiro tenho que levar com um quadro enooooooorme com a foto de um jacaré e cauda no ar e os olhos bem arregalados. Paaaaleeease! Tanto animal interessante no Pantanal e esta gente tinha que usar das coisas mais nojentas que há?!?!? Eu já me tentei aproximar da legenda para ler, mas... não, não tenho medo que o bicho me morda. Simplesmente... ca nojo!!!
Anteontem à noite nasceu um elefante. Agora é a PDL com as visitas. Isso fez com que houvesse geeeeeeeeeente em todo o lado até no corredor com a maldita foto. Por um triz que não bati naquilo!!! Só de pensar... até tenho calafrios acompanhados de náuseas... :(
Tenho dez qualidades de gelado num carrinho em frente à entrada do Zoo e a minha única função é vender bolas de gelado às pessoas sedentas (a temperatura aumentou que é uma loucura e esta gente parece não saber que os gelados trazem mais sede!!!). Não tenho que reabastecer nada, eles fazem tudo por mim. Até o uniforme eles lavam por mim... :D
Além de me divertir com os putos que só fazem asneiras com os gelados (ou entram em transe porque podem comer uma bola de gelado) e achar a equipa bastante simpática, há sempre umas quantas histórias engraçadas que se vivem...
Começa-se por se circular entre restaurantes. Um tem o nome interessante de Pantanal. Decoração adequada ao nome e estudada ao pormenor. As casas-de-banho, por exemplo, têm a identificação em português. A palavra "cozinha" ou "privado" aparecem por lá com as letras todas. A legenda de uma foto de uma manada acompanhada de boiadeiros lembra o poema Trem de Ferro e diz na língua de Manuel Bandeira no Pantanal, passa boi, passa boiada, mas a natureza fica sempre.
Só que tudo isto tem um problema enorme: quando tenho que ir ao escritório buscar ou levar o dinheiro tenho que levar com um quadro enooooooorme com a foto de um jacaré e cauda no ar e os olhos bem arregalados. Paaaaleeease! Tanto animal interessante no Pantanal e esta gente tinha que usar das coisas mais nojentas que há?!?!? Eu já me tentei aproximar da legenda para ler, mas... não, não tenho medo que o bicho me morda. Simplesmente... ca nojo!!!
Anteontem à noite nasceu um elefante. Agora é a PDL com as visitas. Isso fez com que houvesse geeeeeeeeeente em todo o lado até no corredor com a maldita foto. Por um triz que não bati naquilo!!! Só de pensar... até tenho calafrios acompanhados de náuseas... :(
Senhor condutor, ponha o pé no acelerador?!
Há muito tempo que eu já sabia da existência de certas coisas, que eu sabia da ordem natural de certos acontecimentos. Mas nunca como agora tinha visto essas coisas a passarem à frente dos meus lhos. Agora estou destacada para a porta do Jardim Zoológico (estou mesmo à porta, ainda não me arranjaram uma jaula) a coisa mais banal é ver turmas inteiras a passear.
Desde minimeus a adolescentes com borbulhas, desde a pré-primária até à secundária. Grupos maiores, grupos menores, mais organizados, mais barulhentos. Há de tudo como na farmácia. Mas a pergunta agora é: como vai tanta canhalhada para o passeio: Óbvio! De eléctrico! Se há uma linha com o nome Zoo, é assim que se vai.
Os grupos de crianças mais pequenas são menores e acompanhados (acho que à percentagem) por mais adultos. Por vezes são mães que têm folga que acompanham as crianças e os professores. Já as turmas dos maiores podem ser acompanhadas só por dois professores. Quem diz passeio pelo Zoo, dia ida ao teatro, ao museu, ao cinema. EU nunca vi um autocarro com miúdos em excursão. Vai tudo na rede de transportes públicos. Até quando vão acampar. É hilariante ver os putos imundos regressarem com mais energia do que quando partiram...
A minha raiva é que na Tugolândia não se criem estas facilidades. Quantas crianças vão do Barreiro ao teatro em Lisboa usando o barco? Ou de Sintra ao museu da Electricidade usando o comboio... Se houvesse melhores transportes e mais organização... quanto dinheiro não se poupava??! Além de se dar uma formação valiosa aos miúdos de hoje: não se tornarem dependentes do carro e de terceiros para se movimentarem de um sítio para outro...
Desde minimeus a adolescentes com borbulhas, desde a pré-primária até à secundária. Grupos maiores, grupos menores, mais organizados, mais barulhentos. Há de tudo como na farmácia. Mas a pergunta agora é: como vai tanta canhalhada para o passeio: Óbvio! De eléctrico! Se há uma linha com o nome Zoo, é assim que se vai.
Os grupos de crianças mais pequenas são menores e acompanhados (acho que à percentagem) por mais adultos. Por vezes são mães que têm folga que acompanham as crianças e os professores. Já as turmas dos maiores podem ser acompanhadas só por dois professores. Quem diz passeio pelo Zoo, dia ida ao teatro, ao museu, ao cinema. EU nunca vi um autocarro com miúdos em excursão. Vai tudo na rede de transportes públicos. Até quando vão acampar. É hilariante ver os putos imundos regressarem com mais energia do que quando partiram...
A minha raiva é que na Tugolândia não se criem estas facilidades. Quantas crianças vão do Barreiro ao teatro em Lisboa usando o barco? Ou de Sintra ao museu da Electricidade usando o comboio... Se houvesse melhores transportes e mais organização... quanto dinheiro não se poupava??! Além de se dar uma formação valiosa aos miúdos de hoje: não se tornarem dependentes do carro e de terceiros para se movimentarem de um sítio para outro...
Hütt uf Dialëkt*
De tanto em tanto tempo, um jornal gratuito faz uma edição em dialecto. Sinceramente nunca percebi em qual deles, mas pronto. Nessas alturas eu bem que posso esquecer. Não percebo ponta!!! No entanto, folheio-o até ao fim, uma esperança absurda de entender algo.
Desta vez, colocaram, com uns mapas todos janotas, a milhentas forma de dizer a mesma palavra. Eu passo-as para aqui para se perceber como é que o cérebro de uma pessoa dá um nó e por que raio eu deixei de considerar como tal os dialectos portugueses...
Acontece que em alguns casos a mesma forma dialectal é usada a centenas de quilómetros de distância e noutros acontece haver três formas para a mesma zona. Eu digo já que não vou especificar a esse ponto!
Para a palavra Abend (igual a evening em inglês) encontram-se as seguintes formas:
Oobe, Òbe, Òòbe, Òòbig, Ààbig,Òòbid, Òòbet, Oobig, Oubig, Ààbet, Oubet, Aabet, Aabnt, Aabu, Aabut, Aabunt, Ààbun, Aabe, Aaben.
E o pior de tudo, é que eles em Basileia dizem Oobe para Abend, mas em Zurique uma palavra igual quer dizer baixo (vou para baixo, está lá em baixo)...
A que me chocou mais foi Löwenzahn, ou seja, dente de leão. Isso, a flor!
Sunnewirbel, Süü-Blueme, Süü-Meie, Süü-Rose, Suu-Blueme, Schwii-Meie, Schwiin-Blueme, Schwiine-Blueme, Meie-Blueme, Ziggorie, Ramschfädere, Ramschfädere-Blueme, Söi-Blueme, Milch-Stock, Milch-Blueme, Soi-Stock, Milchere, Soiringel, Anke-Blueme, Ringel-Blueme, Buggele, Biji-Häli-Blueme, Moore-Blueme, Chette-Blueme, Chettele-Blueme, Chettle-Blueme, Chettene-Stuude, Weiefäckte, Weifäckte, Weiefäcke, Weifäcke, Wäägluege, Chette-Stock, Chettene-Stock, Chettene-Blueme, Soi-Tätsche, Soi-Tätsch, Tätsche, Tätsch, Chrotte-Blueme, Chrottepösche, Schmalz-Blueme, Room-Blueme
Mesmo fácil viver aqui, não?!?!?
*É o mesmo que Heute auf Dialekt, que significa: hoje em dialecto. Era o que vinha destacado a vermelho na primeira página do Blick am Abend de dia 2 de Junho.
Desta vez, colocaram, com uns mapas todos janotas, a milhentas forma de dizer a mesma palavra. Eu passo-as para aqui para se perceber como é que o cérebro de uma pessoa dá um nó e por que raio eu deixei de considerar como tal os dialectos portugueses...
Acontece que em alguns casos a mesma forma dialectal é usada a centenas de quilómetros de distância e noutros acontece haver três formas para a mesma zona. Eu digo já que não vou especificar a esse ponto!
Para a palavra Abend (igual a evening em inglês) encontram-se as seguintes formas:
Oobe, Òbe, Òòbe, Òòbig, Ààbig,Òòbid, Òòbet, Oobig, Oubig, Ààbet, Oubet, Aabet, Aabnt, Aabu, Aabut, Aabunt, Ààbun, Aabe, Aaben.
E o pior de tudo, é que eles em Basileia dizem Oobe para Abend, mas em Zurique uma palavra igual quer dizer baixo (vou para baixo, está lá em baixo)...
A que me chocou mais foi Löwenzahn, ou seja, dente de leão. Isso, a flor!
Sunnewirbel, Süü-Blueme, Süü-Meie, Süü-Rose, Suu-Blueme, Schwii-Meie, Schwiin-Blueme, Schwiine-Blueme, Meie-Blueme, Ziggorie, Ramschfädere, Ramschfädere-Blueme, Söi-Blueme, Milch-Stock, Milch-Blueme, Soi-Stock, Milchere, Soiringel, Anke-Blueme, Ringel-Blueme, Buggele, Biji-Häli-Blueme, Moore-Blueme, Chette-Blueme, Chettele-Blueme, Chettle-Blueme, Chettene-Stuude, Weiefäckte, Weifäckte, Weiefäcke, Weifäcke, Wäägluege, Chette-Stock, Chettene-Stock, Chettene-Blueme, Soi-Tätsche, Soi-Tätsch, Tätsche, Tätsch, Chrotte-Blueme, Chrottepösche, Schmalz-Blueme, Room-Blueme
Mesmo fácil viver aqui, não?!?!?
*É o mesmo que Heute auf Dialekt, que significa: hoje em dialecto. Era o que vinha destacado a vermelho na primeira página do Blick am Abend de dia 2 de Junho.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
oh amigo vai dar uma volta ainda maior...
Verkehrskunde... outra dor de cabeça! Não tem tradução e não se recomenda a divisão de palavra. Pois Verkehr é trânsito e Kunde é cliente e, não, não tem nada a ver com clientes de beira de estrada!
São umas aulas teóricas (aleluia! teoria explicada por um professor!) que se tem depois de se fazer a prova teórica, mas antes da prova prática. Tinha perguntado ao A., um colega da gelataria, para que servia o curso e ele respondeu: Para dormir. Não se aprende nada. Eu estava ligeiramente preocupada se tinha que fazer alguma coisa escrita, mas não... ouvir, responder a umas perguntas de vez em quando (se se quiser) e já está.
Fui na Segunda e não aprendi nada de jeito, mas o professor até fazia umas piadolas engraçadas e então não me chateei muito. Mas ontem... sai-me outro instrutor (filho do dono da escola ui que importante!) e falava um dialecto ranhoso e só dizia merda atrás de merda... Eu até tirei notas, porque tinha medo de me esquecer das tantas pérolas ditas em menos de duas horas...
Cenário 1: rua relativamente estreita, mas com espaço suficiente para dois carros se cruzarem sem stress. Um carro parado em segunda fila (nota aqui não é obrigatório ligar os quatro piscas para se para em segunda fila). A pergunta do professor: Por vezes, com o reflexo da luz do Sol, não vemos se o carro tem gente. Assim, como é que se sabe que o carro tem gente? Pelas luzes. Pelo motor a trabalhar. Foram as respostas que ouvi e entendi e que o professor aceita como correctas.
Quê?!?!? Eu não posso deixar o carro com as luzes acesas e levar uma criança dentro do infantário?!? E o ponto morto serve para quê? Não deixa o carro a trabalhar sem ser necessário estar alguém lá dentro?!?!? E ao contrário? Não posso estar dentro do carro com as luzes apagadas e o motor desligado, para não fazer poluição enquanto espero por alguém?!!?
Cenário 2:
Eu estou na perspectiva do condutor. Tenho uma passadeira à frente e marcação de cedência de passagem no chão. Consigo ver um semáforo parcialmente. Sei que está verde para a direita (é um semáforo de setas), mas não sei se posso ir para a esquerda, pois o espelho retrovisor não me deixa ver mais nada. A pergunta dele: Pode um peão passar nesta situação? Eu respondi-lhe que não sabia por já tinha visto semáforos que não permitem ir para a esquerda e em frente ao mesmo tempo que os peões passam, mas que para a direita sim. Com não vejo tudo... não sei se dá ou não. A resposta dele é que a informação que estava na foto era suficiente. Então que a regra era assim: Se vamos em frente o peão não pode passar ao mesmo tempo, mas se vamos para a direita pode acontecer que se faça em simultâneo.
Alguém percebe a contradição do homem ou sou eu que estou a ter visões?!?!?
Cenário 3: uma rua de bairro com uma intersecção à nossa direita. Muitos carros estacionados dos dois lados, só se percebe que é uma rua à nossa direita porque há uma placa com o nome daquela pendurada numa parede de um prédio. A pergunta do professor, como é que eu sei que aqui é prioridade da direita? Eu olhei, olhei, olhei e não via nada. Cheguei a pensar que estava tolinha, mas achava não havia nada indicativo de prioridade naquela foto. Ele explicou que para se saber se há prioridade temos que observar as placas (à excepção do nome da tal rua, não havia nenhuma) e a marcação no chão (que por causa dos carros estacionados, não era possível confirmar a existência ou até inexistência). Hã?!?!?! Se a foto não tem os elementos como é que ele pergunta e afirma que se podem ver os ditos cujos?!?!?
Mas o que eu mais gostei mesmo foi o "Cenário 4". Quando ele disse que não era possível fazer cruzamento de carros num certo sítio à saída da cidade. Conheço aquela estrada porque era o meu caminho para o trabalho. Duas vezes por dia, cinco a seis dias por semana, durante quase três anos... eu vi de tudo. Até trânsito desviado por causa da mudança do asfalto, mas os autocarros continuaram a ir por ali. É uma estrada bastante a pique, cheia de curvas. Não é a mais comprida nestas condições, mas deve ser das mais complicadas da região. Eu passei lá na minha primeira aula, não é fácil quando não se conhece o carro e se tem uma croma ao lado a fazer comentários parvos. Mas eu desci aquilo em terceira, mudando para segunda num cotovelo bem apertado. Mas mesmo sem falar dessa minha experiência, eu vi autocarros a cruzarem-se naquelas curvas. Assim... como que raio ele vai dizer que não é possível fazer o cruzamento?!?! Se ele resolvesse ir à aldeia da Pena iria requisitar um helicóptero, pois iria dizer que aquelas ruas não deixam um carro cruzar com outro.... ele iria dizer que um carro não pode descer aquela estrada...
E é isto que eu tenho que aturar... ooooooooooh! vou dar em maluca mesmo!
São umas aulas teóricas (aleluia! teoria explicada por um professor!) que se tem depois de se fazer a prova teórica, mas antes da prova prática. Tinha perguntado ao A., um colega da gelataria, para que servia o curso e ele respondeu: Para dormir. Não se aprende nada. Eu estava ligeiramente preocupada se tinha que fazer alguma coisa escrita, mas não... ouvir, responder a umas perguntas de vez em quando (se se quiser) e já está.
Fui na Segunda e não aprendi nada de jeito, mas o professor até fazia umas piadolas engraçadas e então não me chateei muito. Mas ontem... sai-me outro instrutor (filho do dono da escola ui que importante!) e falava um dialecto ranhoso e só dizia merda atrás de merda... Eu até tirei notas, porque tinha medo de me esquecer das tantas pérolas ditas em menos de duas horas...
Cenário 1: rua relativamente estreita, mas com espaço suficiente para dois carros se cruzarem sem stress. Um carro parado em segunda fila (nota aqui não é obrigatório ligar os quatro piscas para se para em segunda fila). A pergunta do professor: Por vezes, com o reflexo da luz do Sol, não vemos se o carro tem gente. Assim, como é que se sabe que o carro tem gente? Pelas luzes. Pelo motor a trabalhar. Foram as respostas que ouvi e entendi e que o professor aceita como correctas.
Quê?!?!? Eu não posso deixar o carro com as luzes acesas e levar uma criança dentro do infantário?!? E o ponto morto serve para quê? Não deixa o carro a trabalhar sem ser necessário estar alguém lá dentro?!?!? E ao contrário? Não posso estar dentro do carro com as luzes apagadas e o motor desligado, para não fazer poluição enquanto espero por alguém?!!?
Cenário 2:
Eu estou na perspectiva do condutor. Tenho uma passadeira à frente e marcação de cedência de passagem no chão. Consigo ver um semáforo parcialmente. Sei que está verde para a direita (é um semáforo de setas), mas não sei se posso ir para a esquerda, pois o espelho retrovisor não me deixa ver mais nada. A pergunta dele: Pode um peão passar nesta situação? Eu respondi-lhe que não sabia por já tinha visto semáforos que não permitem ir para a esquerda e em frente ao mesmo tempo que os peões passam, mas que para a direita sim. Com não vejo tudo... não sei se dá ou não. A resposta dele é que a informação que estava na foto era suficiente. Então que a regra era assim: Se vamos em frente o peão não pode passar ao mesmo tempo, mas se vamos para a direita pode acontecer que se faça em simultâneo.
Alguém percebe a contradição do homem ou sou eu que estou a ter visões?!?!?
Cenário 3: uma rua de bairro com uma intersecção à nossa direita. Muitos carros estacionados dos dois lados, só se percebe que é uma rua à nossa direita porque há uma placa com o nome daquela pendurada numa parede de um prédio. A pergunta do professor, como é que eu sei que aqui é prioridade da direita? Eu olhei, olhei, olhei e não via nada. Cheguei a pensar que estava tolinha, mas achava não havia nada indicativo de prioridade naquela foto. Ele explicou que para se saber se há prioridade temos que observar as placas (à excepção do nome da tal rua, não havia nenhuma) e a marcação no chão (que por causa dos carros estacionados, não era possível confirmar a existência ou até inexistência). Hã?!?!?! Se a foto não tem os elementos como é que ele pergunta e afirma que se podem ver os ditos cujos?!?!?
Mas o que eu mais gostei mesmo foi o "Cenário 4". Quando ele disse que não era possível fazer cruzamento de carros num certo sítio à saída da cidade. Conheço aquela estrada porque era o meu caminho para o trabalho. Duas vezes por dia, cinco a seis dias por semana, durante quase três anos... eu vi de tudo. Até trânsito desviado por causa da mudança do asfalto, mas os autocarros continuaram a ir por ali. É uma estrada bastante a pique, cheia de curvas. Não é a mais comprida nestas condições, mas deve ser das mais complicadas da região. Eu passei lá na minha primeira aula, não é fácil quando não se conhece o carro e se tem uma croma ao lado a fazer comentários parvos. Mas eu desci aquilo em terceira, mudando para segunda num cotovelo bem apertado. Mas mesmo sem falar dessa minha experiência, eu vi autocarros a cruzarem-se naquelas curvas. Assim... como que raio ele vai dizer que não é possível fazer o cruzamento?!?! Se ele resolvesse ir à aldeia da Pena iria requisitar um helicóptero, pois iria dizer que aquelas ruas não deixam um carro cruzar com outro.... ele iria dizer que um carro não pode descer aquela estrada...
E é isto que eu tenho que aturar... ooooooooooh! vou dar em maluca mesmo!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Bremsbereitschaft
A porra da palavra nem tradução tem. Procurei em português e em inglês e desisti... Podemos dividir a palavra (coisa tão típica do alemão!) e percebe-se qualquer coisa...
bremsen é travar, bereischaft é prontidão. Resumidamente (ou então não) esta palavra quer dizer preparado para travar.
Quando é que se aplica na condução? Para mim, SEMPRE. Para a minha instrutora, só quando se chega a um cruzamento. Como se aplica? Para mim, mantendo velocidade adequada à situação (isso pode implicar arrancar o pé do acelerador, dependendo da velociadade a que vá ou o contexto em que me encontro), estando muito atenta ao meio que me rodeia e não enrolar os pés. Para a minha instrutora? Simples: junto a um cruzamento, coloca-se o pé esquerdo junto da embraiagem (eu pergunto-me para onde é que o pé esquerdo pode ir a não ser junto à embraiagem...) e o pé direito deixa de estar em cima do acelerador para estar encostado ao travão. Oh pá... eu não sei bem como é com as outras pessoas, mas se eu venho em segunda, a 15km/hora e tiro o pé do acelerador (eu ia numa zona de 30 [aqui há também zonas de 20]), o meu carro simplesmente não anda. Pronto.... numa descida... até o posso pôr em marcha atrás... carrego na embraiagem e funciona na mesma. Mas... num cruzamento a subir?!? Como é que eu posso fazer isso? Ou até num cruzamento plano.... as estradas suíças têm o asfalto completamente irregular... o mais provável é ficarmos empancados no meio do cruzamento e... nem para a frente nem para trás...
E eu no fim da aula virei-me para ela e disse-lhe que era impossível, que eu não conhecia ninguém que fizesse isso permanentemente. E ela insistiu que sim. Eu passei-me e disse-lhe: também sou professora. Sou mulher de usar calão, palavrões e abreviaturas e no meu estágio nunca usei nenhum termo que se enquadre nisso. Porque eu como professora tinha que ter cuidado. Agora uma pessoa que conduz normalmente, sem ser professor... não faz essas paneleirices... (esta parte eu não disse!)
Mas o stress vai muito além disso. Passa o tempo a mandar-me acelerar. Em zonas de 50km em que não vem ninguém atrás de mim e onde eu não me sinto confiante porque não conheço as estradas minúsculas, eu dou os 40 e ela passa a vida a dizer que eu vou devagar. Mas nós não devemos adequar a velocidade à situação?!?! Se a situação é de desconhecimento total do caminho (e não há trânsito a ser prejudicado por mim) não faço bem em ir mais devagar?!??! Hoje passei-me e disse-lhe eu já dei os 170km (por acaso foi só 160) e não tenho problema com a velocidade (só quem conhece as autoestradas francesas sabe do que estou a falar!). Simplesmente não me sinto confiante com as estradas. Convenhamos... eu acho os passeios mais práticos para os peões nesta terra, mas para a condução... uma merda!!! Pois eles são de alcatrão, tal e qual as estradas, e em certas situações já não se sabe se é passeio se é estrada...
Mas o que eu realmente adoooooro é virar. à Esquerda, à direita.. dá tudo no mesmo. Então como é que se faz quando se quer virar à direita? Os passos para tal:
olha-se em frente (não sei como é com as outras pessoas... mas eu costumo olhar em frente quando levo um carro nas mãos)
olha-se para o espelho interior
olha-se em frente
olha-se para o espelho lateral
olha-se em frente
olha-se para trás
olha-se em frente
faz-se o pisca (e já vamos nós quase em cima do cruzamento, quando se faz sinal)
começa-se a chegar à direita
olha-se para trás
reduz-se de quarta para segunda
vira-se à direita FINALMENTE!
Eu com tanto olha para a frente e para trás fico mal-disposta, baralhada, nervosa e com raiva. Por que raio não posso eu mudar de quarta para terceira?!?! Assim controla-se muito melhor o carro.
Mas hoje eu aprendi ainda mais uma coisa bonita sobre virar à esquerda e à direita e/ou seguir em frente.
Estamos numa faixa marcada para ir para a direita? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Numa faixa de virar à esquerda e seguir em frente? Paramos à esquerda.
Seguir em frente e virar à direita? Paramos... à esquerda...
Hoje fiquei a perceber por que raio ela há tempos me disse a seguinte pérola: se fores a entrar na rotunda com a intenção de sair na última saída, não podes ligar o pisca da esquerda. É que as pessoas ficam a pensar que vais para a direita. Eu fiquei vesga dos ouvidos com esta conversa. Não se liga o pisca, ok. Agora que não me diga que não se liga que é para os outros não pensarem nestas coisas...
Mas hoje... fiquei vesga do cérebro mesmo... queremos ir para a direita e encostamos à esquerda?!??! What the...?!?!?
Um post confuso?!?! É como o meu cérebro se sente...
bremsen é travar, bereischaft é prontidão. Resumidamente (ou então não) esta palavra quer dizer preparado para travar.
Quando é que se aplica na condução? Para mim, SEMPRE. Para a minha instrutora, só quando se chega a um cruzamento. Como se aplica? Para mim, mantendo velocidade adequada à situação (isso pode implicar arrancar o pé do acelerador, dependendo da velociadade a que vá ou o contexto em que me encontro), estando muito atenta ao meio que me rodeia e não enrolar os pés. Para a minha instrutora? Simples: junto a um cruzamento, coloca-se o pé esquerdo junto da embraiagem (eu pergunto-me para onde é que o pé esquerdo pode ir a não ser junto à embraiagem...) e o pé direito deixa de estar em cima do acelerador para estar encostado ao travão. Oh pá... eu não sei bem como é com as outras pessoas, mas se eu venho em segunda, a 15km/hora e tiro o pé do acelerador (eu ia numa zona de 30 [aqui há também zonas de 20]), o meu carro simplesmente não anda. Pronto.... numa descida... até o posso pôr em marcha atrás... carrego na embraiagem e funciona na mesma. Mas... num cruzamento a subir?!? Como é que eu posso fazer isso? Ou até num cruzamento plano.... as estradas suíças têm o asfalto completamente irregular... o mais provável é ficarmos empancados no meio do cruzamento e... nem para a frente nem para trás...
E eu no fim da aula virei-me para ela e disse-lhe que era impossível, que eu não conhecia ninguém que fizesse isso permanentemente. E ela insistiu que sim. Eu passei-me e disse-lhe: também sou professora. Sou mulher de usar calão, palavrões e abreviaturas e no meu estágio nunca usei nenhum termo que se enquadre nisso. Porque eu como professora tinha que ter cuidado. Agora uma pessoa que conduz normalmente, sem ser professor... não faz essas paneleirices... (esta parte eu não disse!)
Mas o stress vai muito além disso. Passa o tempo a mandar-me acelerar. Em zonas de 50km em que não vem ninguém atrás de mim e onde eu não me sinto confiante porque não conheço as estradas minúsculas, eu dou os 40 e ela passa a vida a dizer que eu vou devagar. Mas nós não devemos adequar a velocidade à situação?!?! Se a situação é de desconhecimento total do caminho (e não há trânsito a ser prejudicado por mim) não faço bem em ir mais devagar?!??! Hoje passei-me e disse-lhe eu já dei os 170km (por acaso foi só 160) e não tenho problema com a velocidade (só quem conhece as autoestradas francesas sabe do que estou a falar!). Simplesmente não me sinto confiante com as estradas. Convenhamos... eu acho os passeios mais práticos para os peões nesta terra, mas para a condução... uma merda!!! Pois eles são de alcatrão, tal e qual as estradas, e em certas situações já não se sabe se é passeio se é estrada...
Mas o que eu realmente adoooooro é virar. à Esquerda, à direita.. dá tudo no mesmo. Então como é que se faz quando se quer virar à direita? Os passos para tal:
olha-se em frente (não sei como é com as outras pessoas... mas eu costumo olhar em frente quando levo um carro nas mãos)
olha-se para o espelho interior
olha-se em frente
olha-se para o espelho lateral
olha-se em frente
olha-se para trás
olha-se em frente
faz-se o pisca (e já vamos nós quase em cima do cruzamento, quando se faz sinal)
começa-se a chegar à direita
olha-se para trás
reduz-se de quarta para segunda
vira-se à direita FINALMENTE!
Eu com tanto olha para a frente e para trás fico mal-disposta, baralhada, nervosa e com raiva. Por que raio não posso eu mudar de quarta para terceira?!?! Assim controla-se muito melhor o carro.
Mas hoje eu aprendi ainda mais uma coisa bonita sobre virar à esquerda e à direita e/ou seguir em frente.
Estamos numa faixa marcada para ir para a direita? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Numa faixa de virar à esquerda e seguir em frente? Paramos à esquerda.
Seguir em frente e virar à direita? Paramos... à esquerda...
Hoje fiquei a perceber por que raio ela há tempos me disse a seguinte pérola: se fores a entrar na rotunda com a intenção de sair na última saída, não podes ligar o pisca da esquerda. É que as pessoas ficam a pensar que vais para a direita. Eu fiquei vesga dos ouvidos com esta conversa. Não se liga o pisca, ok. Agora que não me diga que não se liga que é para os outros não pensarem nestas coisas...
Mas hoje... fiquei vesga do cérebro mesmo... queremos ir para a direita e encostamos à esquerda?!??! What the...?!?!?
Um post confuso?!?! É como o meu cérebro se sente...
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