Mas coisa mesmo boa que eu estava mesmo, mesmo à espera de acontecer, aconteceu. Estou de férias... Regresso dentro de duas semanas! ma'a salama
sábado, 21 de julho de 2012
Motivação noutras línguas
Mas coisa mesmo boa que eu estava mesmo, mesmo à espera de acontecer, aconteceu. Estou de férias... Regresso dentro de duas semanas! ma'a salama
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Coisas giras,
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Pequenos nadas,
Reise Reise
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Anda tudo doido?!?
Eu não sei o que os meus clienates andam a fumar mas... que não são normais... lá isso não são...
Ontem apareceu-me um à frente com um copo de iogurte natural na mão. E muito sério pergunta-me: Este iogurte é feito de leite? COmo ele é um asilado da Eritreia e muitos mal sabem falar alemão, respirei fundo e tentei perceber melhor a pergunta. Afinal o homem até nem fala muito mal alemão (para o caso em si chegava e sobrava) e realmente queria saber se o iogurte era feito de leite.
Se ele me viesse perguntar que tipo de leite: de vaca, de soja, de búfala (sei que é possível fazer queijo, mas não sei se dá para fazer iogurte), eu compreendia apergunta. Mas assim... alguém conhece iogurtes feitos de outra matéria prima a não ser de leite?!?!
Está pior que a outra!!! Que, a propósito!, eu hoje vi com sapatos nos pés. Incrível!!!!
Ontem apareceu-me um à frente com um copo de iogurte natural na mão. E muito sério pergunta-me: Este iogurte é feito de leite? COmo ele é um asilado da Eritreia e muitos mal sabem falar alemão, respirei fundo e tentei perceber melhor a pergunta. Afinal o homem até nem fala muito mal alemão (para o caso em si chegava e sobrava) e realmente queria saber se o iogurte era feito de leite.
Se ele me viesse perguntar que tipo de leite: de vaca, de soja, de búfala (sei que é possível fazer queijo, mas não sei se dá para fazer iogurte), eu compreendia apergunta. Mas assim... alguém conhece iogurtes feitos de outra matéria prima a não ser de leite?!?!
Está pior que a outra!!! Que, a propósito!, eu hoje vi com sapatos nos pés. Incrível!!!!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Toma lá que já bebes...
Os putos gostam de esticar a corda. Hoje rebentou... e eles bateram com o rabo no chão!!
Estavam aos gritos à porta da loja. Fui lá perguntar quem estava a morrer. Depois de muitas risadinhas parvas lá se acalmaram. Quando reparo que o o chão está uma nojeira. Mando-os limpar e eles começam a empurrar as culpas de uns para os outros e limpar... está quieto!
De repente aparece-me o L. de carro (ele ia a passar, mas viu-me em apuros e parou). Ele já me tinha avisado que, quando houvesse problemas, pedisse os nomes dos pais, as moradas, que tirasse fotos com o telemóvel. Pois ele considera que a maior parte dos putos da zona são uns animais que têm que ser domados.
Ele salta fora do carro e "dispara antes de perguntar": eu quero os nomes dos vossos pais e as moradas. Entra na loja em fúria. Eu vou a correr atrás dele para lhe dar um papel e caneta. E ele comenta a rir-se: eles vão ter medo de morte.
Passado uns minutos, aparece com uma folha e diz: Guarda esta folha. Se eles continuarem a fazer asneiras vamos usar mesmo estes contactos.
O L. tem uma parceria com o meu patrão, logo tem interesse que a loja siga em frente. Mas o L. também é pai e educador/professor. Logo, também quer que a casa (loja) dele seja frequentada com educação. Pois se a filha dele de dois anos, a L., é a coisa mais educada que eu já vi, a canalhada (em parte, alunos dele) também tem que ser... a bem ou a mal...
Estavam aos gritos à porta da loja. Fui lá perguntar quem estava a morrer. Depois de muitas risadinhas parvas lá se acalmaram. Quando reparo que o o chão está uma nojeira. Mando-os limpar e eles começam a empurrar as culpas de uns para os outros e limpar... está quieto!
De repente aparece-me o L. de carro (ele ia a passar, mas viu-me em apuros e parou). Ele já me tinha avisado que, quando houvesse problemas, pedisse os nomes dos pais, as moradas, que tirasse fotos com o telemóvel. Pois ele considera que a maior parte dos putos da zona são uns animais que têm que ser domados.
Ele salta fora do carro e "dispara antes de perguntar": eu quero os nomes dos vossos pais e as moradas. Entra na loja em fúria. Eu vou a correr atrás dele para lhe dar um papel e caneta. E ele comenta a rir-se: eles vão ter medo de morte.
Passado uns minutos, aparece com uma folha e diz: Guarda esta folha. Se eles continuarem a fazer asneiras vamos usar mesmo estes contactos.
O L. tem uma parceria com o meu patrão, logo tem interesse que a loja siga em frente. Mas o L. também é pai e educador/professor. Logo, também quer que a casa (loja) dele seja frequentada com educação. Pois se a filha dele de dois anos, a L., é a coisa mais educada que eu já vi, a canalhada (em parte, alunos dele) também tem que ser... a bem ou a mal...
Lack of information? Or lack of brain?
Cliente, com uma garrafa de óleo na mão: Pode explicar-me por que é que no rótulo não está especificicado o que a garrafa contém.
Eu, de certeza com cara de quem está a ver um ET: Desculpe, mas não entendo o que quer dizer?
Cliente com cara aborrecida: Ah! Não me entende. Não entende o que eu digo.
Eu, com cara de parva na mesma: Não. Eu entendo o que diz, mas não entendo o que quer dizer.
Cliente faz cara de quem não me entende: ??
Eu: Não!! Eu entendo as suas palavras. Mas não entendo a sua ideia.
Cliente: No rótulo devia dizer o que está na garrafa.
Eu, a ficar com olhar estrábico: Na garrafa está óleo de colza.
Cliente: Mas não está cá a dizer.
Eu: Uma garrafa de óleo tem óleo dentro.
Cliente: Mas então devia ter escrito: 100% óleo.
Eu, já sem paciência para tanta estupidez: Desculpe lá, mas eu nunca vi nada disso em toda a minha vida. Uma garrafa de óleo de colza tem óleo de colza, uma de girassol tem de girassol, uma garrafa de óleo de azeitona* tem óleo de azeitona. Só se tiver algo mais adicionado é que aparece no rótulo.Veja aqui nesta embalagem. É uma gordura para cozinhar, como tem muitas coisas, vem tudo especificado no rótulo. Mas o óleo é... óleo.
A cliente, muuuuuuuuuuito reticente leva uma garrafa de óleo. Sempre a olhar para mim de lado...
A senhora é muuuito estranha. Anda descalça ou de patins, nunca a vi com sapatos. Tem um cheiro estranho que agonia, como um sem-abrigo, embora more numa casa. E fuma... não quero ser má língua, mas já sendo... sabe-se lá o qe vai dentro de cada cigarro!!!
* Aqui tudo é óleo: de colza (Rapsöl), de girassol (Sonnenblumeöl)... e de azeitona (Olivenöl).
Eu, de certeza com cara de quem está a ver um ET: Desculpe, mas não entendo o que quer dizer?
Cliente com cara aborrecida: Ah! Não me entende. Não entende o que eu digo.
Eu, com cara de parva na mesma: Não. Eu entendo o que diz, mas não entendo o que quer dizer.
Cliente faz cara de quem não me entende: ??
Eu: Não!! Eu entendo as suas palavras. Mas não entendo a sua ideia.
Cliente: No rótulo devia dizer o que está na garrafa.
Eu, a ficar com olhar estrábico: Na garrafa está óleo de colza.
Cliente: Mas não está cá a dizer.
Eu: Uma garrafa de óleo tem óleo dentro.
Cliente: Mas então devia ter escrito: 100% óleo.
Eu, já sem paciência para tanta estupidez: Desculpe lá, mas eu nunca vi nada disso em toda a minha vida. Uma garrafa de óleo de colza tem óleo de colza, uma de girassol tem de girassol, uma garrafa de óleo de azeitona* tem óleo de azeitona. Só se tiver algo mais adicionado é que aparece no rótulo.Veja aqui nesta embalagem. É uma gordura para cozinhar, como tem muitas coisas, vem tudo especificado no rótulo. Mas o óleo é... óleo.
A cliente, muuuuuuuuuuito reticente leva uma garrafa de óleo. Sempre a olhar para mim de lado...
A senhora é muuuito estranha. Anda descalça ou de patins, nunca a vi com sapatos. Tem um cheiro estranho que agonia, como um sem-abrigo, embora more numa casa. E fuma... não quero ser má língua, mas já sendo... sabe-se lá o qe vai dentro de cada cigarro!!!
* Aqui tudo é óleo: de colza (Rapsöl), de girassol (Sonnenblumeöl)... e de azeitona (Olivenöl).
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Oh brave new world...,
What the F***??
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Além fronteiras...
Quando fui para trabalhar de tarde, apercebi-me que não podia entrar e que estava alguém que não conhecida dentro da loja. Bati à porta e o meu patrão veio abrir. Afinal era o homem que faz a manutenção da máquina de café. O patrão apresentou-nos e quando dizia é a nova empregada, o outro interrompe-o e diz Ah a tal portuguesa de quem vocês falaram?!?
Sim, sou eu mesmo. Ao que parece, eu sou tema recorrente nas conversas dos patrões, dos vizinhos, dos clientes... Quase toda a gente sabe como eu me chamo, mesmo sem me perguntarem o nome. E eu fico à nora com nomes deles... complicados ou completamente desconhecidos...
Mesmo que falar de nós seja bom, como disse o técnico: ah se eu não dissessse nada é que poderia ser mau sinal. poderiam ter falado, mas ser alguma coisa má e aí não se faz um comentário como eu fiz... Eu fico um bicado constrangida...
Claro que fico feliz por saber que sou boa e que, por isso, falam de mim. MAS... vamos lá com calma!! Primeiro porque tenho medo de fasquias muito altas. Depois... será que é preciso ir falar de mim ao cantão Nidwalden?!?! É que se virem bem... o cantão Zurique não faz propriamente fronteira com este cantão e se é estranho trazerem um técnico de máquinas de café de lá (a matrícula do carro "denunciou-o")... mais estranho é ele saber quem eu sou!!!
Sim, sou eu mesmo. Ao que parece, eu sou tema recorrente nas conversas dos patrões, dos vizinhos, dos clientes... Quase toda a gente sabe como eu me chamo, mesmo sem me perguntarem o nome. E eu fico à nora com nomes deles... complicados ou completamente desconhecidos...
Mesmo que falar de nós seja bom, como disse o técnico: ah se eu não dissessse nada é que poderia ser mau sinal. poderiam ter falado, mas ser alguma coisa má e aí não se faz um comentário como eu fiz... Eu fico um bicado constrangida...
Claro que fico feliz por saber que sou boa e que, por isso, falam de mim. MAS... vamos lá com calma!! Primeiro porque tenho medo de fasquias muito altas. Depois... será que é preciso ir falar de mim ao cantão Nidwalden?!?! É que se virem bem... o cantão Zurique não faz propriamente fronteira com este cantão e se é estranho trazerem um técnico de máquinas de café de lá (a matrícula do carro "denunciou-o")... mais estranho é ele saber quem eu sou!!!
domingo, 8 de julho de 2012
Vidas que dão filmes
Já tinha ouvido falar de várias iniciativas do youtube, mas desta não. Como foi noticiado que estava entre os semi-finalistas e que era baseado em factos verídicos, fui procurar e gostei muito.
Uma história simples, mas de uma beleza...
Mesmo sendo um filme da internet e de eu considerar, tal como o autor da curta, que cinema é para ver no cinema...Vamos votar e torcer para que o Bernardo Nascimento ganhe com o seu North Atlantic!!!
Mesmo sendo um filme da internet e de eu considerar, tal como o autor da curta, que cinema é para ver no cinema...Vamos votar e torcer para que o Bernardo Nascimento ganhe com o seu North Atlantic!!!
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Pequeninas
Mas mesmo não trazendo flores no cesto, não quer dizer que hoje não tenha havido flores.
A L. é uma menina de 2 anos. É a coisa mais adorável que já vi à face da terra. Refiro-me ao comportamento dela. Nunca vi ninguém tão bem comportado, tão educado e tão amoroso e só com aquele tamanho. Juro... de fazer inveja a qualquer pai ou mãe!!
Quase todos os dias ela passa pela loja, umas vezes com a avó, outras com a mãe. Come a sua goma (ela sabe que só tem direito a uma e não resmunga por isso) e bebe o seu Capri Sonne. Depois disso ajuda a m~e a fazer as compras (leva as coisas uma a uma para a caixa, estica-se toda e deixa-as em cima do balcão) ou então corre pela loja a brincar comigo ou com quem esteja a trabalhar. Hoje não foi assim, passou por lá, sim, mas foi a correr, teve direito à goma, mas não brincou comigo. No entanto... oh coisa mais boa!!! Trouxe-me estas flores pequeninas, condizentes com as suas mãos...
Com um tempo miserável que tem estado, mesmo sem as risadas e os gritos de alegria dela... o Sol brilhou dentro da loja...
Claro que isto só mostra a educação que se tem naquela casa e acho que é um exemplo a ser seguido por muita gente...
A L. é uma menina de 2 anos. É a coisa mais adorável que já vi à face da terra. Refiro-me ao comportamento dela. Nunca vi ninguém tão bem comportado, tão educado e tão amoroso e só com aquele tamanho. Juro... de fazer inveja a qualquer pai ou mãe!!
Quase todos os dias ela passa pela loja, umas vezes com a avó, outras com a mãe. Come a sua goma (ela sabe que só tem direito a uma e não resmunga por isso) e bebe o seu Capri Sonne. Depois disso ajuda a m~e a fazer as compras (leva as coisas uma a uma para a caixa, estica-se toda e deixa-as em cima do balcão) ou então corre pela loja a brincar comigo ou com quem esteja a trabalhar. Hoje não foi assim, passou por lá, sim, mas foi a correr, teve direito à goma, mas não brincou comigo. No entanto... oh coisa mais boa!!! Trouxe-me estas flores pequeninas, condizentes com as suas mãos...
Com um tempo miserável que tem estado, mesmo sem as risadas e os gritos de alegria dela... o Sol brilhou dentro da loja...
Claro que isto só mostra a educação que se tem naquela casa e acho que é um exemplo a ser seguido por muita gente...
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Hoje não eram flores...
A época alta da cereja, por estas bandas, é agora. E o meu patrão tem um fornecedor que é um espanto. Eu acho que ele as vai buscar a outro cantão, mas ainda bem... é que, apesar de serem caras, elas voam da loja.
Hoje, mal elas chegaram, reservei uma caixa para mim. Garanto-vos... nunca comi coisa tão boa em toda a minha vida!!! Carnudas, suculentas, doces e enooormes!!!
Hoje, mal elas chegaram, reservei uma caixa para mim. Garanto-vos... nunca comi coisa tão boa em toda a minha vida!!! Carnudas, suculentas, doces e enooormes!!!
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Deve ser da cultura
Hoje fui almoçar a casa de uma cliente da loja. Quase que fui intimada a ir comer pizza (estava uma delícia!!!).
Foi interessante ouvir da boca dela que eu era uma pessoa simples (não como humilde, mas sim como oposto de complicada). E justificou porquê.
Conforme ela justificava, eu ria-me por dentro. É que o que ela acha que é sinal de ser simples é o que afasta as pessoas em Portugal, porque me torna muito complicada.
Interessante, não?!?!
Foi interessante ouvir da boca dela que eu era uma pessoa simples (não como humilde, mas sim como oposto de complicada). E justificou porquê.
Conforme ela justificava, eu ria-me por dentro. É que o que ela acha que é sinal de ser simples é o que afasta as pessoas em Portugal, porque me torna muito complicada.
Interessante, não?!?!
O tempo que nos é tirado
Um homem que lê e que tem capacidade de questionar o que lhe passa à frente dos olhos. Um homem com sentido de humor e de oportunidade. Um homem capaz de sorrir com a alma. Um homem que, quando se passa, passa-se. Mas que, quando lhe passa, passa mesmo. Um homem que diz palavrões quando está furioso, mas que diz as palavras mais gentis quando os outros estão em fúria. Um homem que nos sorri com o olhar. Um homem que pergunta sem questionar. Um homem que ensina e aprende. Um homem interessado sem ser curioso. Um homem que, antes de ser homem, é amigo. Um homem que nos acalma com olhar, mas que nos perturba quando o olhamos. Um homem com olhos pequenos e mãos fortes. Um sonho de homem com os defeitos suficientes para o tornarem real.
Eu sei onde está um, mas não o posso ir buscar, pois já é Julho.
Until July, Dirk Reichardt
Eu sei onde está um, mas não o posso ir buscar, pois já é Julho.
Until July, Dirk Reichardt
terça-feira, 3 de julho de 2012
Aqui, como noutro sítio qualquer
Mas mantendo-me no tema futebol, Europeu de Futebol, jornais...
Aqui não se viveu o Europeu da mesma maneira que noutros países pela razão lógica: a Suíça não se qualificou para a competição.
Isso fez com que o merchandising não fosse tão vendido, embora os produtos que envolviam a Alemanha, Espanha, Itália e Portugal tenham tido muita saída (duas explicações diferentes que se completam: muitos imigrantes destes países e eram as equipas mais fortes e favoritas de outros países não participantes: vi um puto albanês a torcer pelo Ronaldo porque é o seu jogador favorito).
No entanto, não se deixou de criar uma Fussbal Arena para assistir aos jogos de futebol. Não sei bem como funcionará porque eu não pago para ir ver futebol projectado numa tela. Mas acho que aquilo será uma espécie de esplanada gigante, com comes e bebes e uma tela gigante...
Mais... coisas como penteados, namoradas de jogadores, tatuagens, comportamentos, beleza física foram tão analisadas como eram as tácticas de jogo, os golos e as faltas...
Ainda durante o campeonato, o Raul Meireles, entre outos participantes, teve muito destaque por estas bandas, pois considerou-se que pelo facto de muitos jogadores terem braços completamente tatuados estava a criar-se uma moda por aqui. Eu só digo: a ser verdade, haja falta de originalidade!!!!!
E, como em qualquer outro país, ontem saíram no jornal imagens das comemorações espanholas, da tristeza dos italianos. Fez-se um apanhado de melhores golos, de melhores jogadores. E fez-se uma lista muito interessante: O Europeu de A a Z.
Eu não vou elencar tudo, porque algumas coisa eu não entendi e ia ter uma trabalheira por uma coisa sem muuuita importância e até porque o alfabeto alemão não é como o italiano...
Então aqui vai, como sempre sem garantias de uma tradução perfeita e com fonte no jornal 20 Minuten:
A wie Athenry (de Athenry): Fields of Athenry cantado pelos irlandeses provoca pele de galinha (uma curiosidade, em alemão é pele de ganso que se diz).
C wie Chaos (de caos): houve problemas aqui e além. Distúrbios de fãs em Varsóvia e comportamentos racistas provocaram mau estar.
E wie Euro-Krise (de crise do €uro): os [jogadores] espanhóis, portugueses, italianos e gregos fizeram os seus países pensar noutras coisas. (acho um grande disparate... só adiaram a realidade!!!)
N wie Nadelstisch (de picadas de agulha): as tatuagens das estrelas foram um grande tema. (claro... é o mais importante!!)
O wie oben ohne (oben ohne significa, à letra, sem nada em cima, que é o que normalmente designamos por topless): as activistas da organização pelos direitos da mulher Femen procuraram fazer-se ver a todo o momento.
P wie Pomade (pomada, gel do cabelo): ninguém tinha o cabelo tão bonito como o Cristiano Ronaldo (penteadinho estava, mas bonito... já não concordo assim tanto!).
Q wie Querkopf (anormal, parvalhão): Mario Balotelli recusou-se fazer flexões no treino - mas na entrada em campo fê-las no banco.
S wie Stiptease: um fã inglês baixou as calças,para "desviar" um penalty dos italianos, mas não lhe serviu de nada.
T wie Torklau (Tor: golo, Klau: roubo): todos viram o golo da Ucrânia contra a Inglaterra menos o árbitro.
U wie Unterhose (roupa interior): o dinamarquês Nicklas bendtner pagou a sua publicidade com 100000 euros de multa.
Y wie Yoga: nem um instrutor de ioga (ou lá como se escreve isso) levou a Alemanha à final.
Z wie Zuneigung (inclinação, afecto): segundo um inquérito do jornal Bild, 59% dos alemães querem que Löw fique a desempenhar o cargo
E pronto... aqui ficou a prova que por muito que um povo se queira diferenciar do outro... acaba-se sempre por se encontrar pontos em comum!!!!
Aqui não se viveu o Europeu da mesma maneira que noutros países pela razão lógica: a Suíça não se qualificou para a competição.
Isso fez com que o merchandising não fosse tão vendido, embora os produtos que envolviam a Alemanha, Espanha, Itália e Portugal tenham tido muita saída (duas explicações diferentes que se completam: muitos imigrantes destes países e eram as equipas mais fortes e favoritas de outros países não participantes: vi um puto albanês a torcer pelo Ronaldo porque é o seu jogador favorito).
No entanto, não se deixou de criar uma Fussbal Arena para assistir aos jogos de futebol. Não sei bem como funcionará porque eu não pago para ir ver futebol projectado numa tela. Mas acho que aquilo será uma espécie de esplanada gigante, com comes e bebes e uma tela gigante...
Mais... coisas como penteados, namoradas de jogadores, tatuagens, comportamentos, beleza física foram tão analisadas como eram as tácticas de jogo, os golos e as faltas...
Ainda durante o campeonato, o Raul Meireles, entre outos participantes, teve muito destaque por estas bandas, pois considerou-se que pelo facto de muitos jogadores terem braços completamente tatuados estava a criar-se uma moda por aqui. Eu só digo: a ser verdade, haja falta de originalidade!!!!!
E, como em qualquer outro país, ontem saíram no jornal imagens das comemorações espanholas, da tristeza dos italianos. Fez-se um apanhado de melhores golos, de melhores jogadores. E fez-se uma lista muito interessante: O Europeu de A a Z.
Eu não vou elencar tudo, porque algumas coisa eu não entendi e ia ter uma trabalheira por uma coisa sem muuuita importância e até porque o alfabeto alemão não é como o italiano...
Então aqui vai, como sempre sem garantias de uma tradução perfeita e com fonte no jornal 20 Minuten:
A wie Athenry (de Athenry): Fields of Athenry cantado pelos irlandeses provoca pele de galinha (uma curiosidade, em alemão é pele de ganso que se diz).
C wie Chaos (de caos): houve problemas aqui e além. Distúrbios de fãs em Varsóvia e comportamentos racistas provocaram mau estar.
E wie Euro-Krise (de crise do €uro): os [jogadores] espanhóis, portugueses, italianos e gregos fizeram os seus países pensar noutras coisas. (acho um grande disparate... só adiaram a realidade!!!)
N wie Nadelstisch (de picadas de agulha): as tatuagens das estrelas foram um grande tema. (claro... é o mais importante!!)
O wie oben ohne (oben ohne significa, à letra, sem nada em cima, que é o que normalmente designamos por topless): as activistas da organização pelos direitos da mulher Femen procuraram fazer-se ver a todo o momento.
P wie Pomade (pomada, gel do cabelo): ninguém tinha o cabelo tão bonito como o Cristiano Ronaldo (penteadinho estava, mas bonito... já não concordo assim tanto!).
Q wie Querkopf (anormal, parvalhão): Mario Balotelli recusou-se fazer flexões no treino - mas na entrada em campo fê-las no banco.
S wie Stiptease: um fã inglês baixou as calças,para "desviar" um penalty dos italianos, mas não lhe serviu de nada.
T wie Torklau (Tor: golo, Klau: roubo): todos viram o golo da Ucrânia contra a Inglaterra menos o árbitro.
U wie Unterhose (roupa interior): o dinamarquês Nicklas bendtner pagou a sua publicidade com 100000 euros de multa.
Y wie Yoga: nem um instrutor de ioga (ou lá como se escreve isso) levou a Alemanha à final.
Z wie Zuneigung (inclinação, afecto): segundo um inquérito do jornal Bild, 59% dos alemães querem que Löw fique a desempenhar o cargo
E pronto... aqui ficou a prova que por muito que um povo se queira diferenciar do outro... acaba-se sempre por se encontrar pontos em comum!!!!
Get a life
Passei o tempo do Europeu de Futebol a rir-me de toda agente que é viciada em futebol. Perguntava-lhes como passavam os dias sem futebol e como iriam sobreviver depois de Domingo. Mas parece que alguns jornalistas pensaram no mesmo e vi dicas de sobrevivência para os dias sem futebol.
Já vem um bocadinho tarde, mas... algumas dicas podem e devem ser aproveitadas. Porque, como eu disse noutro contexto, mas que dá para aplicar aqui... o Mundo é redondo, mas nem tudo gira à volta do esférico preto e branco... :D
Então, citando o jornal Blick, aqui ficam as ideias para Ein Tag ohne Fussball (um dia sem futebol):
1. Foque-se na sua cara metade. Porque as mulheres odeiam concorrência, seja a loura do escritório seja a bola de futebol.
2. Telefonar aos pais. Oiçam a caixa de voicemail. Se a sua mãe deixou mensagem telefone de volta.
Leve-lhe flores, converso com o seu pai sobre política ou aquecimento global.
Nota: as sugestões 1 e 2 podem ser combinadas. Visite os seus sogros, sente-se confortavelmente no sofá e fale com a sua sogra, conte-lhe o seu desejo profundo de lhe dar um neto em breve.
3. Diga olá ao seu vizinho. Pense no seu vizinho! Em cada grito por cada golo, em cada brinde em cada praguejo - os seus co-habitantes do prédio são testemunhas silenciosas e sofredoras.
4. Trate do seu corpo. O futebol é um mau amigo. O seu corpo sofre e envelhece em velocidade de cruzeiro nestes dias. Trate de si outra vez. Existe fio dental algures na sua casa-de-banho? Esticá-lo imediatamente. O chuveiro ainda funciona? Por favor, refresque-se. Existe algures gel do cabelo? Dê forma a um belo penteado. Faça-o talvez como o Ronaldo e molde a sua poupa a meio do serão.
Havia outra lista, noutro jornal, mas não sei onde o enfiei... :s
Já vem um bocadinho tarde, mas... algumas dicas podem e devem ser aproveitadas. Porque, como eu disse noutro contexto, mas que dá para aplicar aqui... o Mundo é redondo, mas nem tudo gira à volta do esférico preto e branco... :D
Então, citando o jornal Blick, aqui ficam as ideias para Ein Tag ohne Fussball (um dia sem futebol):
1. Foque-se na sua cara metade. Porque as mulheres odeiam concorrência, seja a loura do escritório seja a bola de futebol.
2. Telefonar aos pais. Oiçam a caixa de voicemail. Se a sua mãe deixou mensagem telefone de volta.
Leve-lhe flores, converso com o seu pai sobre política ou aquecimento global.
Nota: as sugestões 1 e 2 podem ser combinadas. Visite os seus sogros, sente-se confortavelmente no sofá e fale com a sua sogra, conte-lhe o seu desejo profundo de lhe dar um neto em breve.
3. Diga olá ao seu vizinho. Pense no seu vizinho! Em cada grito por cada golo, em cada brinde em cada praguejo - os seus co-habitantes do prédio são testemunhas silenciosas e sofredoras.
4. Trate do seu corpo. O futebol é um mau amigo. O seu corpo sofre e envelhece em velocidade de cruzeiro nestes dias. Trate de si outra vez. Existe fio dental algures na sua casa-de-banho? Esticá-lo imediatamente. O chuveiro ainda funciona? Por favor, refresque-se. Existe algures gel do cabelo? Dê forma a um belo penteado. Faça-o talvez como o Ronaldo e molde a sua poupa a meio do serão.
Havia outra lista, noutro jornal, mas não sei onde o enfiei... :s
domingo, 1 de julho de 2012
luzes e Luz
O que esta festa tem de interessante vai muito além dos brilhos dos carrocéis. São os jogos das latas que dão para ganhar peluches gigantes (foto 1, reparem no puto a tentar dormir no camião!!), e os dardos (sou fraquinha, mas ganhei um peluche pequenino que pode alegrar uma das minhas meninas em Portugal), a pesca de chapas que podem dar mais peluches (mais uma menina feliz), tiros de pressão de ar (eram umas quantas barracas, mas eu nunca tive uma arma na mão e pretendo continuar assim; dão-me arrpios!!), um quiz que era apresentado pelo Albert Einstein (a tecnologia ressuscitou-o) que me fez ganhar outro peluche. Este momento foi genial: de cada vez podem participar oito pessoas, eram todos suíços menos eu e uma colega portuguesa que, apesar de viver com um suíço, tem dificuldades com o alemão. E eu fui a única que soube dizer que Berna foi fundada em 1191. Como tinha apostado o dobro dos pontos, saí de lá com um cão de olhos meiguinhos. Obrigada! Obrigada! Não precisam de bater mais palmas!! :D:D:D
Mas ainda vai mais além. Além da diversidade de actividades. Podemos falar também da diversidade desse elemento fundamental para uma festa que é a música. Folclore do Wallis (Valais), tenda do hard rock, onde se ouviu Rammstein ou Green Day, o Gusttavo Lima ouviu-se em várias barracas, o Michel Teló também, embora eu esteja farta desta música, adorei ouvir um suíço a cantar a música. Como é que eu sei que era suíço? Simples, eles não sabem dizer [pégo], ele dizem [pêgo] ai si eu ti pêgo, ai ai... :D
E foi interessante ouvir uma versão muito original de Joana. Quando eu disse que era a minha música favorita em miúda, os suíços com quem eu ia ficaram chocados. Eu sabia que era uma adaptação de uma música alemã, mas não sabia que ela tinha sido readaptada e era um hit nas Oktoberfest. Eles perguntaram-me se, na versão portuguesa, a Joana é uma geile Sau. Foi aí que eu percebi que a versão que estávamos a ouvir era mais uma adaptação sobre a Joana, sim, e as parecenças acabam aí. Pois a portuguesa "parte o coração" ao Marco Paulo, mas na nova versão alemã ela é uma ganda maluca... if you know what I mean...
Rematando o post, dando-lhe um ar mais decente e concluíndo o que quero falar sobre este fim-de-semana, retomo a linha da religião com que comecei o outro post.
Eu brinco com o facto de ser uma cidade protestante, num cantão protestante, a fazer a festa da cidade com o nome de um santo católico. Mas...
É engraçado como todos os anos o santo aparece com a cabeça ao pendurão, transformada em balão ou algo do género, com um sorriso meio maroto e uns óculos de sol para dar estilo (podem ver algumas imagens aqui).
E, por fim, é realmente bonito de se ver o ecumenismo com que se celebra tudo isto. Nas barracas havia de todos os tipos de nações, logo, todo o tipo de credos. E, além disso, hoje houve uma missa onde participaram as Igrejas Evangélica Reformista, Católica Romana, Evangélica Metodista e a Evangélica Livre.
É ou não é para ficar agradada e fascinada?!?!
(A foto 2 é a minha favorita deste dia.)
Mas ainda vai mais além. Além da diversidade de actividades. Podemos falar também da diversidade desse elemento fundamental para uma festa que é a música. Folclore do Wallis (Valais), tenda do hard rock, onde se ouviu Rammstein ou Green Day, o Gusttavo Lima ouviu-se em várias barracas, o Michel Teló também, embora eu esteja farta desta música, adorei ouvir um suíço a cantar a música. Como é que eu sei que era suíço? Simples, eles não sabem dizer [pégo], ele dizem [pêgo] ai si eu ti pêgo, ai ai... :D
E foi interessante ouvir uma versão muito original de Joana. Quando eu disse que era a minha música favorita em miúda, os suíços com quem eu ia ficaram chocados. Eu sabia que era uma adaptação de uma música alemã, mas não sabia que ela tinha sido readaptada e era um hit nas Oktoberfest. Eles perguntaram-me se, na versão portuguesa, a Joana é uma geile Sau. Foi aí que eu percebi que a versão que estávamos a ouvir era mais uma adaptação sobre a Joana, sim, e as parecenças acabam aí. Pois a portuguesa "parte o coração" ao Marco Paulo, mas na nova versão alemã ela é uma ganda maluca... if you know what I mean...
Rematando o post, dando-lhe um ar mais decente e concluíndo o que quero falar sobre este fim-de-semana, retomo a linha da religião com que comecei o outro post.
Eu brinco com o facto de ser uma cidade protestante, num cantão protestante, a fazer a festa da cidade com o nome de um santo católico. Mas...
É engraçado como todos os anos o santo aparece com a cabeça ao pendurão, transformada em balão ou algo do género, com um sorriso meio maroto e uns óculos de sol para dar estilo (podem ver algumas imagens aqui).
E, por fim, é realmente bonito de se ver o ecumenismo com que se celebra tudo isto. Nas barracas havia de todos os tipos de nações, logo, todo o tipo de credos. E, além disso, hoje houve uma missa onde participaram as Igrejas Evangélica Reformista, Católica Romana, Evangélica Metodista e a Evangélica Livre.
É ou não é para ficar agradada e fascinada?!?!
(A foto 2 é a minha favorita deste dia.)
Santos populares
Albano morreu decapitado no século IV, tornando-se assim o primeiro mártir inglês. É venerado pelos cristãos católicos, anglicanos e ortodoxos a 22 de Junho. E por toda a gente, na minha cidade, num dos últimos fim-de-semana do mês de Junho.
Se virmos bem as coisas, pode ser considerado um dos santos populares...
Pois... aqui na cidade, de maioria reformista segundo os preceitos de Ulrich Zwingli (que não reconhece os santos da mesma forma que os católicos), festeja-se o Santo Albano.
Pode ler-se no site deles que é a maior festa anual europeia de uma Baixa citadina (Altstadt). Se é ou não, não posso afirmar, mas que eu nunca vi uma coisa tão grande (200 mil metros quadrados) em Portugal e concentrada em três dias... lá isso nunca vi...
Pronto... populares da Suíça. :D:D
E acrescentam também que é considerada a festa das colectividades. Pois para além das muitas diversões (carrocéis, carrinhos de choque, mantanha russa), que vieram de vários cantões e até da Alemanha, houve milhentas tendas de comes e bebes com as mais diversas influências. Uma pertencia ao clube de futebol americano, outra era da associação dos ticineses, outra pertencia ao partido de ""extrema"" direita de cá, outra era dos amigos da Calábria, outra dos tibetanos. Eram as tendas do caril, dos crepes, das maçãs fritas, do algodão doce, da raclete, da cerveja, da caipirinha. Vi trajes e cores e bandeiras variados, só não vi nada português. :(
Eu andei a encher-me de doçaria (devo ter o síndrome de Peter Pan) e a querer brincar em tudo e mais alguma coisa. Lutei contra as vertigens e andei na roda gigante. Achei piada ver a cidade de noite (foto 1). Mas sem dúvida o que me fascinou foi o brilho dos Chilbi (carrocéis). Como disse lá em cima, nunca vi tanta coisa junta. E tenho pena... pois acho que as pessoas, em Portugal, estão a perder uma coisa tão simples, mas tão agradável, que é isto de ir para a festa, conviver em família...
Por favor, não digam que não é verdade. Primeiro, não comparem às festas de Lisboa ou do Porto, pois são cidades bem maiores. E na realidade o que se vê são algumas pessoas em bailaricos (que eu acho muito bom) e muita gente com os copos (o que eu acho muito mau). E nunca vi nada de especial, feito a pensar no mais piquenos! Segundo, se o que eu digo não é verdade, por que raio se destruiu a Feira Popular????????????
Se virmos bem as coisas, pode ser considerado um dos santos populares...
Pois... aqui na cidade, de maioria reformista segundo os preceitos de Ulrich Zwingli (que não reconhece os santos da mesma forma que os católicos), festeja-se o Santo Albano.
Pode ler-se no site deles que é a maior festa anual europeia de uma Baixa citadina (Altstadt). Se é ou não, não posso afirmar, mas que eu nunca vi uma coisa tão grande (200 mil metros quadrados) em Portugal e concentrada em três dias... lá isso nunca vi...
Pronto... populares da Suíça. :D:D
E acrescentam também que é considerada a festa das colectividades. Pois para além das muitas diversões (carrocéis, carrinhos de choque, mantanha russa), que vieram de vários cantões e até da Alemanha, houve milhentas tendas de comes e bebes com as mais diversas influências. Uma pertencia ao clube de futebol americano, outra era da associação dos ticineses, outra pertencia ao partido de ""extrema"" direita de cá, outra era dos amigos da Calábria, outra dos tibetanos. Eram as tendas do caril, dos crepes, das maçãs fritas, do algodão doce, da raclete, da cerveja, da caipirinha. Vi trajes e cores e bandeiras variados, só não vi nada português. :(
Eu andei a encher-me de doçaria (devo ter o síndrome de Peter Pan) e a querer brincar em tudo e mais alguma coisa. Lutei contra as vertigens e andei na roda gigante. Achei piada ver a cidade de noite (foto 1). Mas sem dúvida o que me fascinou foi o brilho dos Chilbi (carrocéis). Como disse lá em cima, nunca vi tanta coisa junta. E tenho pena... pois acho que as pessoas, em Portugal, estão a perder uma coisa tão simples, mas tão agradável, que é isto de ir para a festa, conviver em família...
Por favor, não digam que não é verdade. Primeiro, não comparem às festas de Lisboa ou do Porto, pois são cidades bem maiores. E na realidade o que se vê são algumas pessoas em bailaricos (que eu acho muito bom) e muita gente com os copos (o que eu acho muito mau). E nunca vi nada de especial, feito a pensar no mais piquenos! Segundo, se o que eu digo não é verdade, por que raio se destruiu a Feira Popular????????????
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domingo, 17 de junho de 2012
Heróis?!? É que nem a seguir ao Calimero...
Há muitos pais que não querem saber se os filhos falam português ou não. Outros que até nem os deixam ir à escola portuguesa. Depois ouvem-se comentários de professores suíços como: os meus piores alunos são sempre os portugueses e, mesmo sem eu saber falar português, posso apostar em como eles são péssimos na língua materna.
Coisas lindas de se ouvir, não? Mas, por vezes... as razões são outras. E ainda são mais liiiindas de se ouvir...
Ontem descobri que uma das minhas clientes é filha de uma portuguesa (devia ter desconfiado, espevitada como ela é!!!!). Meti-me com ela e percebi que a miúda, de 11 anos, não sabe falar português. Eu considero que, mesmo sem escola, ela poderia falar algum português, mas pronto... a mãe está cá há 20 anos. Pode ter vindo muito nova e ter perdido o seu conhecimento da língua!!
Puxei por ela, mas não sai nada. Então, em alemão, ela lá me explicou que entende tudo (honestamente tenho algumas dúvidas), mas que não consegue falar, nem ler, nem escrever. E ainda contou que chegou a andar na escola portuguesa, mas que a mãe a tirou de lá. Agora espantem-se com o que vão ler, citando a miúda: Eu saí da escola porque a professora chegava muitas vezes atrasada. E às vezes aparecia bêbeda.
Ora bem... por vezes são só os pais, outras só os filhos e em certos momentos são ambos os lados os culpados de um mau português. Mas aqui... mesmo que a mãe lhe pudesse dar mais apoio... nunca iria ser capaz de substituir uma professora...
Expliquem-me... há um banco que tem uma publicidade a um produto que serve para investimento em nós, fazendo alusão ao europeu. Anda aí gente a queixar-se que está falida, mas param de trabalhar para ver a bola.
E depois há o outro lado da moeda... aqueles que querem trabalhar e, por falta de orçamento do governo!!!!, ficam no desemprego, independentemente de haver alunos sem professor, independentemente de o professor ter feito um investimento absurdo para se candidatar a professor fora do seu país (sem falar no curso!). E cereja em cima do bolo... os que se apresentam para trabalhar... vão com os copos...
Que ninguém me diga que ganhar o Europeu faz bem à moral dos portugueses. Pois de moralidades... os tugas não percebem ponta de um corno!!! Espero que a Holanda lhes dê cinco secos. Eu sei que os 11 em campo não têm culpa (mais os restantes elementos da equipa), pois o trabalho deles é mesmo correr atrás da bola para depois a chutarem quando a apanham... A culpa é dos outros elementos da equipa técnica que se apresentam em quase todos os sofás das salas de estar portuguesas... que têm sempre uma táctica infalível para tudo, menos para o que realemnet interessa.
E antes que me venham com coisas sobre a miúda ter nascido cá e não ser portuguesa de gema e de eu poder estar a puxar a brasa para minha sardinha... digo umas coisas simples: eu paguei os meus estudos em Portugal com o dinheiro dos meus pais ganho na Suíça; os grandes gostam de mandar os portugueses emigrar, mas esperam sempre as remessas de dinheiro que os portugueses fazem (faziam, que esta nova geração de emigrantes está a abrir a pestana!!); gostam de inventar propostas de impostos extra sobre os bens de emigrantes que vivem em países como Andorra, o Lichtenstein ou o Dubai, só porque lá não há impostos... até parece que se chega países como estes, se abana as árvores e o dinheiro cai de lá (eu já estive na Andorra e não é assim, nunca estive no Lichtenstein, mas pela proximidade geográfica também sei que não é assim, deduzo que no Dubai o que possa cair de uma árvore de lá sejam tâmaras).
Então como é que é?!? É só de venha a nós?!?! Nada a vosso reino?!?
Para mim, a coisa é: Deutschland olé olé!!
Coisas lindas de se ouvir, não? Mas, por vezes... as razões são outras. E ainda são mais liiiindas de se ouvir...
Ontem descobri que uma das minhas clientes é filha de uma portuguesa (devia ter desconfiado, espevitada como ela é!!!!). Meti-me com ela e percebi que a miúda, de 11 anos, não sabe falar português. Eu considero que, mesmo sem escola, ela poderia falar algum português, mas pronto... a mãe está cá há 20 anos. Pode ter vindo muito nova e ter perdido o seu conhecimento da língua!!
Puxei por ela, mas não sai nada. Então, em alemão, ela lá me explicou que entende tudo (honestamente tenho algumas dúvidas), mas que não consegue falar, nem ler, nem escrever. E ainda contou que chegou a andar na escola portuguesa, mas que a mãe a tirou de lá. Agora espantem-se com o que vão ler, citando a miúda: Eu saí da escola porque a professora chegava muitas vezes atrasada. E às vezes aparecia bêbeda.
Ora bem... por vezes são só os pais, outras só os filhos e em certos momentos são ambos os lados os culpados de um mau português. Mas aqui... mesmo que a mãe lhe pudesse dar mais apoio... nunca iria ser capaz de substituir uma professora...
Expliquem-me... há um banco que tem uma publicidade a um produto que serve para investimento em nós, fazendo alusão ao europeu. Anda aí gente a queixar-se que está falida, mas param de trabalhar para ver a bola.
E depois há o outro lado da moeda... aqueles que querem trabalhar e, por falta de orçamento do governo!!!!, ficam no desemprego, independentemente de haver alunos sem professor, independentemente de o professor ter feito um investimento absurdo para se candidatar a professor fora do seu país (sem falar no curso!). E cereja em cima do bolo... os que se apresentam para trabalhar... vão com os copos...
Que ninguém me diga que ganhar o Europeu faz bem à moral dos portugueses. Pois de moralidades... os tugas não percebem ponta de um corno!!! Espero que a Holanda lhes dê cinco secos. Eu sei que os 11 em campo não têm culpa (mais os restantes elementos da equipa), pois o trabalho deles é mesmo correr atrás da bola para depois a chutarem quando a apanham... A culpa é dos outros elementos da equipa técnica que se apresentam em quase todos os sofás das salas de estar portuguesas... que têm sempre uma táctica infalível para tudo, menos para o que realemnet interessa.
E antes que me venham com coisas sobre a miúda ter nascido cá e não ser portuguesa de gema e de eu poder estar a puxar a brasa para minha sardinha... digo umas coisas simples: eu paguei os meus estudos em Portugal com o dinheiro dos meus pais ganho na Suíça; os grandes gostam de mandar os portugueses emigrar, mas esperam sempre as remessas de dinheiro que os portugueses fazem (faziam, que esta nova geração de emigrantes está a abrir a pestana!!); gostam de inventar propostas de impostos extra sobre os bens de emigrantes que vivem em países como Andorra, o Lichtenstein ou o Dubai, só porque lá não há impostos... até parece que se chega países como estes, se abana as árvores e o dinheiro cai de lá (eu já estive na Andorra e não é assim, nunca estive no Lichtenstein, mas pela proximidade geográfica também sei que não é assim, deduzo que no Dubai o que possa cair de uma árvore de lá sejam tâmaras).
Então como é que é?!? É só de venha a nós?!?! Nada a vosso reino?!?
Para mim, a coisa é: Deutschland olé olé!!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Eu gosto quando me entendem
Este senhor não me conhece, mas deve conhecer alguém parecido comigo... Embora eu não reclame o postal, se souber à partida que é um serial-killer. :D
Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."
Rui Zink, in O Metro, através da Ângela que agora tem um blog que não nos deixa comentar... :(
Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."
Rui Zink, in O Metro, através da Ângela que agora tem um blog que não nos deixa comentar... :(
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Strauss
Hoje é porque a minha mãe faz anos...
Tem a sua piada procurar os significados de Strauss... No singular, o avestruz não se distingue de ramo. No plural, Sträusse são ramos e Strausse são avestruzes. E ainda dizem que é uma língua simples!!!
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Uma das minhas raposas tem olhos azuis
«Cativar» quer dizer o quê? – perguntou o principezinho.
– É a única coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. - Quer dizer criar laços…
– «Criar Laços»?
- Sim, laços – disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Só compreendemos o que cativamos. Se queres um amigo, cativa-me…
- E tenho de fazer o quê? - perguntou o principezinho.
- Tens de ter muita paciência – respondeu a raposa.
- Primeiro, sentas-te longe de mim…assim…na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. As palavras são uma fonte de mal-entendidos. Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto... [...]
Tem funcionado deste modo com algumas pessoas que conheci.
E é tão bom olhar para a nossa raposa, ao fim de algum tempo sem ter contacto com ela, e ver-lhe um sorriso profundo e sentido nos lábios. Uma luz que se acende no rosto dela. Mas, ao mesmo tempo, como se ainda há pouco nos tivéssemos encontrado. E depois receber um abraço que nos faz fechar os olhos e esquecer o mundo.
Definitivamente... o essencial é invisível aos olhos.
Baschi, Freunde
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Sons
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Quem fala assim...
Eu saí com uma palavra de amargura. Uma não, muitas...
Devo estar deveras deprimida, pois este discurso deixou-me os olhos molhados!!!
Devo estar deveras deprimida, pois este discurso deixou-me os olhos molhados!!!
Os últimos cliques...
Neste suporte podem ver-se vários tipo de casas, para diferentes tipos de animais. Para pardais, para andorinhas, para abelhas. Mas eu escolhi este lado, porque, mesmo no meio, temos uma casa para morcegos. O que esta gente inventa... eu não me pus a ler todos os catazes que estavam por baixo das casas, pois num deles dizia que podia haver bichos dentro das casinhas e eu tive medo que viesse uma abelha louca e me mordesse... No entanto, pude perceber que casa casa é feita em função do tipo de bicho e, apesar de serem todas em cimento, cada uma tem revestimentos e/ou suportes intriores, cores e formas para agradarem a cada inquilino como se fosse o único no mundo animal. :D
Um pequeno recando de uma parte destinada às flores orientais.
E quem não gosta de uma latada de rosas?!?
No lago havia uma ilha, na ilha havia um lago... é mesmo isso que vemos nas próximas duas fotos.
Um pequeno recando de uma parte destinada às flores orientais.
E quem não gosta de uma latada de rosas?!?
Depois de ser verem estas fotos, alguém me pode recriminar por ter ido jantar à Alemanha em dia de jogo contra eles??
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