terça-feira, 30 de julho de 2013

Das crianças Reais e as crianças reais

Toooda a gente sabe que o prícipe Luís (é bem mais bonito que Alexandre ou Jorge, ou sou eu que sou suspeita) nasceu há uma semana. Ainda bem. Já não se podia ouvir falar no facto de sua realeza ainda não ter saído cá para fora. Depois foi o bruá por causa do nome e de tudo o resto que não interessa muito. É saudável, parabéns à família e acabou-se. Pensei eu...

Na Sexta fui ao quiosque fazer o euromelões, que eu chamo-me LuísA e a minha mãe Maria, não Kate e enquanto esperava fui deitando o olho às revistas.

Na Stern tinha um artigo que me despertou a curiosidade e levou a comprar a revista: KATES SOHN Die Babys des 22. Juli - von Alaska bis Uganda. (Filho de Kate Os bebés de 22 de Julho - do Alasca até ao Uganda).

Gostei de ler e cheguei a comover-me com algumas coisas
.
Eram pequenas entrevistas (não eram todas exactamente com as mesmas perguntas) feitas aos pais praticamente logo a seguir ao nascimento.
Leo, de Hamburgo, um menino (só 12 dias depois do nascimento é que o "baptizam" segundo as tradições hindus), de Bombaim, uma menina (não tem a razão porque ainda não tem nome), de Kitgum - Uganda, Konstatinos (um nome de rei), de Atenas, Yosef, de Aleppo - Síria, Jaxx, de Ancorage, Alexis Nathaniel, de Manila. Estes são os sete pequenos princípes que nasceram a 22. de Julho e que, caso a Stern não fosse à procura deles, jamais seriam conhecidos fora do mundo deles, pelo menos tão novos.

Nas entrevistas percebemos as diferenças que existem, os mundos que há no Mundo.
Em Hamburgo, o bebé será acompanhado pela mãe que vai ter licença de maternidade. Já a bebé do Uganda terá que se contentar em ir às costas da mãe para os campos. O Jaxx será apaparicado pela avó materna e a mãe pode, assim, continuar a trabalhar como esteticista. Como a mãe é descendente de Inuit terá um apoio extra no que diz respeito à saúde.
Apesar da miséria em que vivem os pais de quatro meninas (andam atentar para o menino) no Uganda, eles pouparam para investir na saúde da recém-nascida e na alimentação dela, porque já não chega para as fraldas. A mãe do Alexis ganha 30 euros por mês e pagou 60 pelo parto, vais despender cerca de 1,5 euros por semana para fraldas. Uma mãe solteira, porque expulsou o companheiro de casa pois estava farta de sustentar malandros.
Os pais do Yosef não receberam visitas nem prendas para o bebé (aqui foi uma coisa que me tocou imenso, nunca tive filhos, mas acho que no nascimento... toda a gente deve aparecer para, pelo menos, dar os aparabéns), mas estão felizes porque há duas semanas que conseguem ter electricidade em casa por algumas horas. Num país em guerra, estão os dois desempregados e a viver em casa dos avós paternos.

Entretanto vem a coisa que é igual para todos...
Todos os pais desejam saúde, felicidade para os filhos. Todos desejam formação escolar para eles, nem que seja só o ensino básico como os pais da menina ugandesa que desejam mais, mas também tentam ser realistas perante a situação do país e familiar (são ambos agricultores). Todos querem que os filhos sejam homens e mulheres de carácter que não envergonhem ninguém. E que a guerra  (Síria), a crise (Grécia) e a miséria (Uganda) onde estas crianças nasceram seja só uma má recordação dos pais e algo nunca visto por estes pequenos reis.

Na última página do artigo, vem um texto acompanhado de uma pequena imagem do grande palácio que os recém-papás britânicos agora vão ocupar. O texto começa por falar nas tradições que em certos locais se desenvolvem perto da altura do parto (parece que há sítios onde se lavam janelas), segue para uma súmula das entrevistas onde se assinala o que realmente une todos estes pais (o facto de só quererem o melhor para os filhos) e acaba a brincar com o facto de a Kate não ter sido vista de luvas de borracha a lavas vidros, depois de destacar a influência da família real no hospital que andou a lavar a cara e a rebaptizar alas (Lido Wing)...

O remate do texto é:
Und ihr zeitgleich Geborenen, Prinzen und Prinzessinen allesamt, in Afrika, Asien, Europa und sonst wo: Erobert eure Welt, ganz gleich, wie gross oder Klein sie sein mag. (E vós, todos príncipes e princesas, nascidos no mesmo tempo, na África, Ásia, Europa e noutros locais: conquistem o vosso mundo, não interessa o quão grande ou pequeno ele possa ser.)

É... Na realidade (a coisa vai ficar redundante!), independentemente do sítio e das condições em que nascem, todos os bebés são reais e todos os bebés são Reais.

Tal como os pais deles, desejo que bons tempos por aí venham, que haja esperança para eles e que tenham muita saúde!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sinto falta...

Descer Fraubüchliweg, caminhar ao longo da Lindauerstrasse, acenar aos colegas que passam de carro. Subir a Alte Winterthurerstrasse e responder ao adeus do M.. Sentar-me na paragem de autocarro. Saborear o fim de um dia de trabalho compensador.

... resumidamente, da estufa!


Paradise, Coldplay

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Há já muito tempo que não ficava tão abalada

Eu tenho a carta de condução há nove anos. Estacionar é uma dor de cabeça, mas tendo em conta que sou capaz de conduzir um mês por ano, eu considero-me uma óptima condutora. Dois ou três meses depois de ter a carta o meu irmão desafiou-me a exceder o limite de velocidade da IP3. Não tinha vontade de perder a carta cometendo uma infracção gratuita, então mandei-o dar uma volta.

E mais ou menos me tenho mantido assim. Respeito os sinais (tirando um stop ao pé de minha casa e uma redução de velocidade numa certa estrada que, naquele sítio é segura e, caso eu reduza aquilo tudo, o carro morre-me na subida), respeito as velocidades, não bebo, se faço viagens longas controlo o carro de ponta a ponta e os momentos de descanso... Para muitos sou uma atadinha, mas eu não quero saber.

Por que raio hei-de eu pagar multas sem necessidade? E por que hei-de eu colocar a minha vida (e a dos outros) em risco?!? Não, recuso-me a abusar da sorte. Um carro pode ser uma arma nas nossas mãos.

Pensando assim, continuo sem perceber por que raio o meu querido pai insiste em ser multado em França, apesar de haver painéis enoooormes a avisar que existem radares por aqui e por ali. Por isso não entendo como é que se ouve que o cantor X morreu, que a fulana Y ficou paraplégica, que a família Z perdeu os filhos na passagem de ano... Não encaixo, não encaixo e não encaixo.

No seguimento disto, ainda encaixo menos a tragédia que ensombrou o dia de São Tiago na Galiza. 190km numa zona de 80?!?! Isso é suicídio...
A notícia deixou-me mesmo atarantada...

domingo, 21 de julho de 2013

Coisas boas que me fazem pensar um bocadito



Billie Joe Armstrong, no videoclip de When I come around, tira o telefone do gancho e deixa-o a balançar. Veja-se a loucura! A ousadia! Isso ou eram os meus olhos de garota demasiado inocente, quase raiando a ignorância, criada numa aldeia da Beira Alta e depois transferida para o fim de mundo que era Fátima. Por causa desse acto de rebeldia comecei a prestar atenção aos Green Day.
Depois cresci, percebi que o senhor até nem fez nada de especial no vídeo, porque o mundo fora do televisor é bem pior. Mas continuei a ouvir a banda. Simpatizo com eles. Que hei-de fazer?!?

Este ano fui vê-los ao Optimus Alive. Não levava as expectativas muito altas. Habituei-me a tê-las baixas para não sofrer desilusões. Principalmente depois de ouvir um colega falar de uma outra banda que actuou neste mesmo festival e ter sido um grande fiasco. Pode ser pelo facto de ser um festival e não um concerto só deles, mas não houve grande ligação ao público, dizia-me ele. Eu não aceito, se eles não se empenham tanto num concerto de um festival... não aceitem. Tão simples como isso.

Mas lá fui, descobri uma banda que não conhecia e gostei bem das suas guitarradas. Para não perder um lugar decente de frente para o palco, aturei uma banda chaaaata que me pareceu tocar a mesma música desde o início até ao fim do concerto (e achei incrível o comportamento de muitas garotas e mulheres ali presentes: gritavam como loucas, quase que se descabelavam, verdadeiras fanáticas deles e, no fim de contas, nem sabiam que era a primeira vez deles em Portugal! :s). E quando vi o Mr. Tré entrar em palco... pronto... deixei-me levar.

Superaram todas as expectativas. E não era só por eu as ter baixas. Já fui  a alguns concertos, mas nunca vi uma banda a comunicar tanto com o público. Para ser franca, acho que só alguns Djs na Street Parade conseguiram igualar esta banda. Desde a forma adocicada como o Billie dizia Lisboa, até às brincadeiras deles em palco e com o público, passando pelo facto de levarem gente ao palco para fazerem número com eles e oferecerem uma guitarra a um rapaz (O Manuel ganhou a noite!!) sem esquecer, claro!, a música em si... tudo me deliciou.

Quando veio a "minha" música (que eu desejava que fosse tocada, mas honestamente, não pensei que isso pudesse acontecer) foi a loucura, para mim... Eu até me esqueci que eles ainda não tinham tocado certos hits bem mais recentes que eu até cantarolo com mais frequência...

Saí dali deliciada! Não vinha histérica e aos gritos porque acho que já passei a idade desse comportamento, mas... o sentimento era mesmo esse. :D

Fui para casa com a minha colega e estivemos tempos infinitos a falar do concerto, da banda... e, sei lá porquê, fomos à procura da idade do vocalista. Já que estávamos a ler a idade lemos mais umas coisas e aí é que eu fiquei surpresa!!

Não sou pessoa de ligar à vida pessoal dos famosos, logo não sabia que o vocalista dos Green Day tem filhos e é casado com a mesma mulher há cerca de 20 anos. No seguimento da leitura, percebi que, pelo facto de ele ser fiel à mulher há quem o goze. Chamam-no de monógamo como se isso fosse piada só porque ele não dorme com groupies. A ser tudo verdade, o senhor ainda me surpreende mais. Como disse, não me interessa a vida dos famosos, mas é tão bom saber que ainda há pessoas com princípios e valores.

Se querem dormir com todas (porque muitos hão-de ter mais fama que proveito) são uns porreiros, mas aquele decide-se por se manter fiel e é gozado?!?! Mal comparando, passa-se o mesmo comigo quando resolvo não beber álcool. Até parece que para ter uma noite divertida tenho que encharcar as velas...

Onde andam os valores desta gente? Ou pelo menos o respeito pelos valores dos outros?!?

Se eu simpatizava com ele (aquela cara de puto aos 41 anos... é muito fofa! e eu sempre tive queda para os rebeldes) e do trabalho dele, agora gosto mais dele por se manter firme perante valores tão simples (mas, passo a redundância, cheios de valor) como o do casamento, o respeito pelo outro e por aí fora...

Bem... ele lá diz... don't wanna be an american idiot...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Depende da perspectiva

Uma colega sempre que encontra informação nova sobre esclerose múltipla reenvia-me tudo. Há uns dias disse-me que uma mulher tinha feito 365 maratonas em 365 dias sem ter tido nenhuma crise. Fui procurar informações, pois fiquei com alguma curiosidade.

Na realidade, a senhora fez o equivalente a 366 maratonas em 365 dias. Na hora fiquei tocada pelo feito. Não me surpreendeu a falta de crises, mesmo sem medicação, pois há pessoas que não tomam medicação e raramente têm crises. Isso depende do "grau" da esclerose e da própria vida que se leva.
O meu médico disse-me que eu poderia esperar antes de começar com as injecções. No entanto, a ideia de ter um novo surto que me tirasse a vista assustou-me demasiado. Apesar das injecções não serem garantia a 100%, dão mais segurança do que medicação nenhuma...

Mas ontem, quando regressava exausta do supermercado pensei em tudo...
Comecei por reparar que vinha num passo certo, ligeiramente acelerado, bom para o corpo (e mente também). Daí saltei para a senhora e para o feito dela. E depois para a ideia de que quem, com ou sem esclerose, corre 366 maratonas num ano tem uma vida do caraças... Tem muito apoio por trás, ou como é que ela sustenta dois filhos pequenos? Ou, pensando numa coisa ainda mais básica, acreditam que ela só tem um par de sapatilhas para correr 15443,37km?!?!

Eu vinha cansada e pus-me a pensar nisto. Ora, se eu tivesse uma vida folgada como ela, se calhar arriscava a não me injectar. O meu fígado iria agradecer muito... Mas eu tenho contas para pagar, não posso arriscar a ficar em casa meia pitosga durante uma semana. Assim, no fim de contas, a minha colega, em vez de me ajudar, deixou-me mais frustrada, com a situação (clínica e laboral). Ela não tem culpa. Eu sei que era intenção ajudar.

Só que, às vezes, quando saem estas reportagens por aí... é muito bonito ler estes feitos, mas... quando vamos ver bem as coisas... até eu participava no Ironman...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

não percebo por que raio está calor e tal e coiso...

Eu não conheci o meu avô paterno. Mas sei que herdei algo dele: adoro árvores. Por mim, passava a vida a plantar árvores. :)

Ontem fui dar uma volta por sítios onde nunca tinha ido e por sítios onde não passava há anos. Hoje passei numa ponte onde não passava desde 1996 (ano em que abriram a alternativa mais prática para mim). Fiquei desolada. Desobri que não há árvores. Sítios onde havia enormes manchas de pinhal estão desertos. Simplesmente evaporaram. Nem sequer foi para construir casas ou para desenvolver a agricultura. Seco, tudo seco, qual deserto do Sahara!

Passei por terras onde não sei se já tinha passado. Uma rectas ladeadas por muros de pedra não muito altos. Resquícios dos tempos áureos da agricultura, marcas das quintas dos grandes senhores em terras onde nasceram nomes importtantes para a nação. Numa dessas terras há um café à beira da estrada que se chama Brisa da Mata. Em frente, do outro lado da estrada, um muro deixa antever a miséria. Meia dúzia de pinheiros raquíticos denunciam o local que deu origem ao nome ao café. No entanto, brisa... nem naquela estrada nem noutros por onde passei. Senti-me abafar dentro do carro. Estou a ver que já lá vai o tempo em que se passeava de carro com os vidros descidos para se aproveitar a frescura das árvores, para se cheirar a resina dos pinheiros ou o aroma das tílias, conforme o local onde passasse, para ouvir as cigarras, os grilos e os sapos. Agora ou se usa o ar condicionado do carro ou sujeitamo-nos a passar mal durante um passeio que se deseja agradável.

Triste, muito triste com tamanha asneira. Pensar que o D. Dinis soube perceber a importância das árvores para evitar a destruição das terras... Dá-me vonta de andar a distribuir umas chapadas a esta gete que se diz do século XXI!!!!

 

sábado, 29 de junho de 2013

oh admirável Tugolândia...

No dia 19 de janeiro eu tive pânico de voar. Quando chegámos a Lisboa, eu pensei que o avião se ia partir em mil pedaços. Toda a gente se lembra da tempestade que destrui tudo pelo país...
Qual não é o meu espanto de ir agora no autocarro e ver que não foram feitos trabalhos de limpeza dos pinhais. Tanta árvore já deveria ter sido tratada. Os outros pinheiros poderiam crescer melhor. Se houver incêndios (espero que nao) que carros dos bombeiros podem passar??? Aquelas árvores no chão saã, em tempo de crise, dinheiro a perder-se. Ou sou só eu que penso assim?!?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Grün

Não é comum. Conheço algumas flores que vão ficando verdes conforme envelhecem. A hortênsia e o helleborus (nome latino, pois não conheço o nome em português) podem ficar com as flores verdes quando estão a murchar para morrer (ou no caso da hortênsia há algumas que estão meias verdes antes de ganhar a cor completa). Lembrei-me de repente de um cromo que trabalhou na estufa. Estávamos nós na pausa, eu na conversa com o M. quando chega o crominho muito aflito: Oh! M., as minhas hortênsias estão verdes. Eram cor-de-rosa e agora estão verdes. Porquê? A resposta do M.: Sei lá! Mas depois de uma hesitação continuou: Podem ser imensos factores e eu não estou a ver as plantas. Virou-lhe as costas e continuámos a nossas conversa. Como é que o M. ou qualquer outro jardineiro iria saber?!? Não estava a ver as plnatas, o sítio onde as plantas estavam e há quanto tempo elas estavam floridas...

Mas pronto... memso sem flores verdes, os verdes das plantas podem ser interessantes. Assim, aqui ficam alguns.

Tem a sua piada ver a evolução da seara nas últimas fotos. Mais um pouco e poderia entrar para a secção dos amerelos. :D






terça-feira, 25 de junho de 2013

Grau und Schwarz

Não são cores muito comuns nas flores, e têm o seu quê de ilusão óptica. Pois a petúnia é na verdade de um roxo escuro e a característica das suas pétalas fazem um reflexo preto. Confesso, não é a minha coisa favorita...



tudo bem explicadinho...

Uma colega pediu-me para trocar o turno na próxima Quinta. Primeiro estava a pensar em dizer uqe não. Mas depos pensei melhor e vi que não influencia o o horário do dia seguinte e que não tenho que trabalhar com uma sub-chefe que detesto. Tem a mania que manda. Inventa regras conforme lhe dá prazer (graças a ela já trabalhei mais de oito horas sem pausa, ilegal nesta terra!!!!) e fala-me num tom que nem no infantário usaram comigo. Se ela pensa que por eu nãoi falar alemão correcto sou lerda, está muito enganada.
Assim, pensei que ganahva mais levantando-me às 5h da matina e lá fui dizer a moça. Ela estava ocupada e disse que vinha falar comigo daí a pouco.
Chegou-se junto a mim e eu confirmei que podia contar com a troca de turno. E ela começa a explicar por que raio precisa da troaca. Cortei-lhe o discurso dizendo que não precisava de explicações, mas ela continuou. Até ter tudo explicadinho. Já há tempos me tinha aocntecido algo do género e mesmo comigo a dizer que não precisava de explicações a mulher continou até se sentir satisfeita.

Mas que raio?!?! Porque será que as pessoas têm necessidade de se explicarem constantemente?! Será que é porque acham que ao fazerem-no podem ter a liberdade de pedir explicações aos outros?!?
Se eu for pedir para trocar de turno não esperem que eu explique porquê. Que da minha vida cuido eu e não dou satisfações a ninguém...

Feira das vaidades

A aluna aprende depressa. A aluna é autónoma. A aluna trabalha depressa e com qualidade. A aluna comunica bem com os colegas de trabalho e com os clientes da loja. A aluna é interessada. A aluna trabalha bem. A aluna veste a camisola da empresa.
Os conhecimentos da aluna são razoáveis.
O único ponto que não dependia de mim é que é razoável. Se não me ensinam, não posso aprender. Não é verdade?!?!

Mas pronto, apesar de um Razoável na "pauta", a média é um Bom estável, seguro. E assim tenho os meus três meses de tempo de prova avaliados. Aprovada. Sem distinção que eu não me esforcei para atingir tal coisa. Eu fui para ali para não estar desempregada (mau negócio, ganho menos agora do que no desemprego), de forma passageira. Mas depois que comecei a ver como é aquilo... é mesmo passageiro, que eu não aprovo trabalho de escravo, muito menos quando é o meu corpo a ser chicoteado. Logo... só fiz os "tempos mínimos" que para eles entra na escala de bom (para mim é só razoável mais).

Nada mau. É sinal que não tenho que me preocupar com a estabilidade do meu trabalho nos próximos tempos.

No entanto, não há bela sem senão. O meu chefe choninhas vai mudar de filial (esperto! vai para uma filial muuuuuito mais calma!). E o espanhol também parece estar em vias de se raspar dali. A distância que ele tem que percorrer é grande. ANtes ele à boleia do chefe, agora sem isso... terá que pagar um passe caro para as despesas dele...
Ora bem... as pessoas com quem eu gostavade falar (não me perguntam se perdi peso, nem se tenho marido...) vão-se embora e eu... sem companhia... tenho meeeesmo que fugir dali!

domingo, 23 de junho de 2013

Gelb

A seguir ao azul vem o amarelo. Só consigo identificar amores perfeitos, castanheiro da Índia e a sanvitalia.

 


Blau

Não se engaram nas previsões: Primavera curta e fraca.
Por aqui entrou-se no Verão com um dia de Verão, mas hoje está um dia de Outono. A única diferença é que as árvores ainda estão vestidas de verde.

Com um tempinho assim, nem vontade dá para sair de casa. Não tenho coragem para vestir casacos quentes, mas sem eles também se enregela. Deste modo fiquei aqui a organizar coisas e resolvi pôr em prática o projecto que tinha em mente há que tempos e fui protelando sucessivamente.

Há coisa de um mês lembrei-me de fotografar as cores que a Primavera foi trazendo. Tarde demais, pois já não pude fotografar as tulipas nem os crocus. No entanto, ainda deu para apanhar um leque variado de cores.

Começo por ordem alfabética... aqui ficam os azuis. Alcaleias, campânulas, lírios, gencianas, amores perfeitos e mais umas ervas que não lhe conheço nome.

  
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Postal dos Correios

Andava de volta de uns papéis e encontrei o postal que tinha prometido há dias.

Em 1997 fui com as freiras a Roma. Pelo caminho passámos/passeámos por várias cidades. Em Assis comprei este postal para a minha mãe, mas só o mandei uns dias mais tarde. Coloquei-o numa caixa de correios dentro do Vaticano.
Demorou tempos infinitos a chegar. A minha mãe pensava que eu lhe estava a mentir. Pensava que eu me tinha esquecido de enviar o postal e que não queria assumir.
Dois meses depois eis que ela recebe esta beleza.

Falta-lhe o selo, porque eu os colecciono, mas pode-se ver o carimbo: 14.4.9(7) (bem depois de eu o ter escrito). E falta-lhe o nome da minha mãe e o código postal correcto (riscado pelos serviços, não sei o que significa o 84 escrito a lápis). E até Svizzera está mal escrito!!! E nem sequer li o texto que escrevi na altura...

Adolescentes inconsequentes... dá nisto! Mas correios eficientes... dá nisto... :)


 
Estou com preguiça para digitalizar, por isso fica em foto. Escusam de pensar que é a minha morada, há já uns quantos anos que os meus pais se mudaram. Eu nunca heguei a morar efectivamente naquela casa.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Like 'that', not like 'this'!

Sempre pensei que só os professores quase na reforma é que se esqueciam do que era ser aluno. Hoje descobri que até os mais novos podem ser uns enormes carrascos.

Uma colega, mais nova que eu dois anos, que se licenciou na mesma data que eu (eu atrasei dois anos com a mudanças de curso) escreveu no fb:
Apoio os meus colegas em greve amanhã!
Tinha para aí uns 10 likes. Eu escrevi por baixo: Eu não. Os miúdos não têm culpa.

E é a opinião que defendo. Se me tivesse acontecido uma coisa destas eu teria entrado em colapso. Eu fiz tudo na primeira chamada. Organizei a minha vida tempos antes para não deixar tudo para o último momento. Os resulados provaram isso mesmo. No entanto... há sempre uma nuvem por cima de nós. E 17 anos não é o mesmo que 30, sei que ficava a bater mal. E certas colegas minhas teriam que ser hospitalizadas. Não estou a brincar, tinha colegas a passar mal fisicamente antes e depois das provas!
O facto de as notas não terem saído não é o fim do mundo, nem sequer para ir a exame. Tem remédio. Agora uma greve num dia de exame (não interessa se é o primeiro, se é o último) é tramado!!

Parece-me que a classe, se quer o apoio da sociedade em geral, tem que ter um bocadinho mais de juízo. Ao ministro é igual ao litro se os putos não fazem prova de Português amanhã (vá, já é hoje). Agora alunos e familiares... DU-VI-DO que não se importem!!!!

Mas eu não fiquei aborrecida com a minha colega. Foi com uma amiga dela que me respondeu logo a seguir (devia ser uma dos 10 gostos) com a resposta mais madura que poderia ter visto em toda a minha vida: Azar!

Eu chorei ao ler a palavra com direito a ponto de exclamação acoplado... O Mundo está assim tão mau?!?!

Não, está pior!

Está pior porque eu não consigo dar aulas, mas a croma deva dar. Imagine-se o exemplo! Está pior porque as respostas da croma conseguiram ser ainda piores. Aqui a ingénua pensava que ela não poderia piorar! Está pior porque a croma não percebeu a ironia da conversa...

Eu: Eu não. Os miúdos não têm culpa!
Croma: Azar!
Eu: uma resposta q demonstra muita inteligencia e ainda algum altruismo.
Croma: uma resposta digna para um comentário desse tipo
Eu: o q? o facto de uma professora desempregada q sempre defendeu a suaclase terUMA vez em q nao concorda com a forma de agir dos seus colegas, pq ainda se lembra do stress dos exames?!?! realmente, sou mesmo parva!!!!!!!!!!
Croma: in a War there are always casualties!
Eu: claro. cm nao pensei nisso?!? realmente sou mesmo estupida!!!
Croma: if you say so...
Eu: sure!! i'm an huuuuuge ass!
Croma: AHAHAHAHHA
Eu: it's not funny!! it's tragic to be like that...
Croma: come on!!

Eu fiquei-me por aqui. As lágrimas não me deixaram seguir. Fiquei mesmo triste, sem capacidade para continuar a responder, com o sem ironia, com ou sem jogos de palavras, em inglês ou português. Fiquei triste pelo Passado, por mim e os meus exames feitos ainda no século passado. Pelo Presente, pelos alunos e seus familiares que vivem o stress de perto que não sabem como vai ser daqui a umas horas. Pelo Futuro. O Futuro dos meus sobrinhos emprestados e possíveis-futuros sobrinhos de sangue. Pela sociedade em geral que, entregue a pessoas que são masquinhas deste modo... não vai mudar tão depressa, não vai melhorar nunca. Não vai ter um Futuro decente.
É que os alunos não são santos de pôr num altar, mas... eu ainda me lembro do que vivi há 13 anos... e sei que são eles o nosso Futuro. Se eu não os começo a respeitar agora, quando o farei?!?!

E depois admiram-se que há verdadeiras guerras, com verdadeiros efeitos colaterais...

sábado, 15 de junho de 2013

Que rara soy!!

O meu colega espanhol disse-me há dias que gosta de andar no autocarro para ver os suíços. Que raros son los suizos! Hace unos dias que e visto un tio en el bus sin zapatos. Si fuera en España...

Hoje tive mais um dia des escravidão. Entrei às 6h da matina e foi sempre a correr até à hora de sair, que o meu chefe antecipou 20 minutos. Tinha combinado encontrar-me com a minha mãe no centro da cidade para ir comprar umas coisas fixolas (mais lavores a caminho). Sentei-me numa esplanada à sombra, no entanto o calor continuava insuportável. Eram as calças que não me deixavam respirar (são calças justas, mas são muito confortáveis para o trabalho), eram os ténis que me desfaziam os pés... Depois de bebermos o café, mas antes de nos pormos a caminho das lojas resolvi tirar os ténis. Mantive as maeis, porque tenho uns pés muito sensíveis, mas... foi lgo um alívio. Andei às voltas, fiz o que tinha a fazer e quando vinha para apanhar o autocarro lembrei-me que tinha a máquina na mochila.

A minha mãe achou por bem que de costas também tinha piada porque parecia que ia para Santiago de Compostela a pé. Sem sapatos... deveria ser interessante... :)



Agora, o que eu gostava mesmo de saber era o que diria o meu colega de mim, se me visse nestes preparos...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Eu sou muito egoísta mesmo...

Anda para aí um texto de uma Inês Gonçalves que não me convence.

Não é que não me convença pelo que defende, que isso é outro tema. Não me convence que tenha sido ela a escrever o texto.
Por motivos muito simples, que vou destacar a vermelho no texto dela e depois explico mais abaixo.

Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.
Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.
As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!
Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?
Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?
Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?
Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?
Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?
Não somos reféns nessa altura?
E a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?

Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!

Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!

De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!

E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!
Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco*
Inês Gonçalves

O meu 12.º ano vai lá looooonge. Mas ninguém da minha turma se preocuparia com os professores a uma semana dos exames nacionais. A incerteza de fazer ou não exames iria deixar uns muito felizes por poderem vir a ter mais tempo para estudar (não tiveram uma professora chamada Teresa que os avisou para não estudarem só no terceiro período :D). Outros iriam ficar furiosos com a possibilidade de adiar exames e estragar férias programadas há que tempos (o meu caso que fui para Itália nesses Verão). E outros iam ficar simplesmente em stress com o stress dos outros. Os professores a menos de uma semana dos exames não teriam importância rigorosamente nenhuma. Na minha turma ninguém ia estar com os professores a 13 de Junho (quando eu li o texto).
Pensar nos meus hipotéticos filhos ou netos a uma semana dos exames... apesar de ser a vanguardista da turma, e de não estar assim tão preocupada com as notas dos exames, porque sempre acreditei no meu sucesso no secundário, eu nunca pensei assim tão à frente a dois ou três dias dos exames, muito menos os meus colegas mais histéricos de quem me mantive afastada até ao dia do último exame. Pode ser que as coisas agora tenham mudado...

Mas a minha leitura tornou-se duvidosa muito antes dos futuros netos. Bloqueei na falta de coerência temporal logo nas primeiras linhas. Ela estuda no 12.º ano, mas fala do estudo naquela altura. Qual altura? Naquela?!?! Porquê naquela?!?! Eu em Junho do meu 12.º ano, eu diria agora, hoje em dianos tempos que correm, aprendo, ensinam-me... Esta incoerência... chamem-lhe preciosismo ou patetice da minha parte, não quero saber. Mas parece-me que esta incoerência tem a ver com o facto de, das duas uma, ou a moça não tem exactamente 18 anos, nem estuda no 12.º ano, porque já deve ter 18 em cada perna e no tempo do seu 12.º faziam-se Provas de Aferição, ou ela soube papaguear bem alguém lá de casa, quase, quase na perfeição... não fosse aquele demonstrativo...

Peço desculpa se sou céptica, mas ultimamente tem circulado cada treta na internet... que nem os Mythbusters saberiam o que fazer para desmitificar a coisa! Tretas que depois toda a gente repassa no livro das caras sem mastigar (no caso eu fiz um comentário sucinto [obviamente], dando esta mesma opinião, no mural da colega que partilhou isto e até agora... não obtive resposta da parte dela. Havia mais uma pessoa a ter uma opinião semelhante à minha e também não recebeu resposta. Porque será?!?)..
Assim, se a moça realmente existe assinou o texto... bolas!!! Admiro-a... a menos de uma semana dos exames (que  não se sabe[sabia?] se vão sair) e mostra um altruísmo... sim senhora!!! Eu nunca fui assim (e não pretendo vir a ser, que eu cá, de modo geral, não sou maluca de pôr os interesses dos outros à frente dos meus!!).

Acho que deveria ir ver a casa dos segredos em vez de andar a analisar textos desta maneira...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

oh well...

A televisão portuguesa mostra uma grande diversidade e originalidade de ideias e conteúdos para as tardes de Domingo.
Estou desejosa para que chegue Domingo. Vou comprar mais duas televisões e vejo tudo em simultâneo, é tão difícil fazer a escolha... é que ouvir "eu gosto de levar no pacote" (ou lá como é a "música") uma vez por mês não chega!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

all aboard

Adoro aeroportos, barcos, linhas de caminho de ferro. Tudo o que me lembre emoção. Emoção da descoberta, da partida, da chegada. Emoção de quem fica, de quem vai. Do que fica, do que se leva, do que se traz.

Sou moça para me sentar a ver navios ou os comboios passar sem entrar, literalmente. Não identifico modelos de nenhum transporte (tirando o airbus A380 que é grande como o caraças e tem um trabalhar de motores muito mais "pesado" do que os outros aviões), tento decorar os nomes dos comboios daqui e só sei que os intercidades têm nomes de pessoas e os regionais e locais de lugares. Não acho que seja informação necessária para o meu fascínio.

Hoje vinha exausta do trabalho, sem noção das horas e a torcer para que não viesse nenhum comboio. Isso significaria esperar um tempão pelas cancelas e o que eu mais queria era alapar-me no sofá.
Tive sorte. Não era hora de passar comboios. Atravessei a passagem de nível na diagonal, correndo o risco de levar uma buzinadela de um carro. A meio dessa travessia olhei em frente e vi pela enésima vez a estação pequena que tenho à porta de casa. Demorei o passo para ver a curva da linha da direita que se vai unir à da esquerda. Apreciei mais à frente a curvatura da linha que provoca sempre um solavanco que pode deitar abaixo um passageiro desprevenido, caso o maquinista seja meio louco. E sorri. Era como se estivesse a olhar pela primeira vez para aquelas traves, para aquelas linhas de ferro que aguentam toneladas sem se mexerem do sítio.

Sorri e acabei por chegar ao outro lado da linha. Mais minuto e meio e teria atirado tudo para o chão do hall de entrada e ter-me-ia sentado na poltrona. Mas esse minuto e meio... a minha cabeça funcionou a velocidade de cruzeiro, de Concorde talvez...

Primeiro, logo que deixei as linhas para trás, apercebi-me que tinha um sorriso nos lábios. Em seguida, pus-me a pensar que me deixo fascinar com coisa pouca. A estação daqui não é a estação de S. Bento, não tem uma estátua como St. Pancras, nem um relógio como a Grand Central de Nova Iorque. Como é que me pouco deixar fascinar com duas linhas que acabam por se fundir numa, junto a um edifício sem história?!?!

Logo em seguida, saltei para o facto de tudo me fascinar. Adoro sentir os cabos de alta tensão, que alimentam os comboios, a chiar. É coisa pouca, só se sente ao passar por baixo deles, mas saber que está lá aquela energia toda...

Entretanto comecei-me a rir com a contradição de me fascinar com tudo e com pouco. Apercebi-me que pareço uma criança pequena a descobrir o mundo. Comecei a recriminar-me. Devias ter juízo. Crescer. Por isso ninguém te leva a sério...

Por fim, quase a dar por terminada a minha caminhada para casa e esta minha viagem ao meu interior, pensei eu quero é que os outros se lixem.

Sabem que mais?!?! Neste minuto e meio percebi que eu é que tenho juízo em deixar-me fascinar com estas coisas. O meu dia foi cansativo demais, eu vinha carregada com compras, cansada da caminhada e cheia de fome. Olhar para a estação e para a linha de comboio vazia deu-me uma certa serenidade, que me aliviou um pouco o meu dia mau. Se me acharem tonta por me sorrir toda na rua só por causa de uns ferros e de umas traves de madeira... pois achem. É terapêutico deixarmo-nos encantar, nem que seja por trinta segundos, com as coisas simples da vida.

Recomendo vivamente!



Há milhentas músicas que falam de comboios, de viagens. Mas quando penso em embarcar (comboio ou não) eu digo mentalmente a "letra" de Night Train, da Kadoc.  

Monstruosidades e monstros

Eu gosto do título que deram ao doodle do google.pt: portugal_independence_day_2013-1527005-hp
Lindo!!!

No entanto, noutros domínios, assinala-se o nascimento do senhor Maurice Sendak. Uma animação mesmo engraçada, com uns bonecos que eu ando há aaaaaanos para ler...