Se não consegues gerar 100 euros por mês vais ter muitos problemas no futuro. [Citado de cabeça]
Várias coisas contra esta frase, primeira, menos importante de todos: ele conhece o seu interlocutor de onde para o tratar por tu?!?
Segunda: quem é que só precisa de 100 euros por mês para estudar?!?
Terceira: onde é que há empregos (ainda que em tempo parcial) que uma pessoa pode manter durante os seis semestres de uma licenciatura das novas?!?
Quarta: quanto é que o otário que disse isso recebeu para fazer propaganda?!
Quinta: sabem o que signifca propaganda?!?!
Estou tão revoltada com o tom daquela abécula que não consigo dizer mais nada do que estas perguntas...
terça-feira, 2 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Indeed!
"Nunca duvide de que um pequeno grupo de pessoas conscientes e empenhadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou." Margaret Mead
Cá me parece que a Margaret Mead é uma pessoa muito mal formada e discirminadora. Então só quem veste fato é que muda o mundo?!?
Cá me parece que a Margaret Mead é uma pessoa muito mal formada e discirminadora. Então só quem veste fato é que muda o mundo?!?
quinta-feira, 28 de março de 2013
Desabituação!
Ao apanhar o autocarro para regressar a casa ia apanhando uma chapada de uma garotinha que estava a bater à mãe.Sentei-me no banco atrás delas (era o único livre) e tive 10 minutos de circo grátis...
A miúda era birrenta e a mãe uma descontrolada. Em vez de ser firme, pega nela, deita-a no colo e espeta-lhe três palmadas. A miúda aninha-se no chão, um choro de birra que lhe passa uns segundos depois. Entretanto vê os folhetos dos horários e resolve que quer um e não descnasa enquanto não o consegue. Mas como não sabe ler, espeta-o no chão. A mãe apanha-o e dá-lhe uma reprimenda. A miúda tira o folheto da mão da mãe e atira-o ao chão. A mãe apanha-o e repreende-a. Ela tira e deita ao chão. A mãe passa-se, pega nela outra vez e espeta-lhe mais umas palmadas. Novamente berreiro de birra!! Já toda a gente olhava e se ria com aquela cena. As primeiras palmadas foram reprovadas, mas depois de se ver que aquilo era birra e que a mãe não tinha mão nela... ninguém quis saber...
A mim fez-me confusão a birra. ODEIO crianças birrentas. Mas quando a mãe lhe deu as palmadas é que eu choquei. Nunca tinha visto uma criança a levar porrada nesta terra. Nem para sacudir o pó! E de repente... uma pessoa até fica meia zonza...
A miúda era birrenta e a mãe uma descontrolada. Em vez de ser firme, pega nela, deita-a no colo e espeta-lhe três palmadas. A miúda aninha-se no chão, um choro de birra que lhe passa uns segundos depois. Entretanto vê os folhetos dos horários e resolve que quer um e não descnasa enquanto não o consegue. Mas como não sabe ler, espeta-o no chão. A mãe apanha-o e dá-lhe uma reprimenda. A miúda tira o folheto da mão da mãe e atira-o ao chão. A mãe apanha-o e repreende-a. Ela tira e deita ao chão. A mãe passa-se, pega nela outra vez e espeta-lhe mais umas palmadas. Novamente berreiro de birra!! Já toda a gente olhava e se ria com aquela cena. As primeiras palmadas foram reprovadas, mas depois de se ver que aquilo era birra e que a mãe não tinha mão nela... ninguém quis saber...
A mim fez-me confusão a birra. ODEIO crianças birrentas. Mas quando a mãe lhe deu as palmadas é que eu choquei. Nunca tinha visto uma criança a levar porrada nesta terra. Nem para sacudir o pó! E de repente... uma pessoa até fica meia zonza...
sábado, 23 de março de 2013
Mach Freu(n)de - Schreib Karten
Cheguei a casa, qual miúdo com brinquedo novo, agarrei-me logo a eles: cortei o selos dos envelopes, para ser mais fácil tirar a cola e separei-os em dois grandes grupos: selos suíços e selos do resto do mundo. Nessas lides descobri envelopes com cartas. Comecei a reparar que era sempre a mesma família. Aprendi uma montanha de coisas do Mundo e da Suíça. E sem querer ser abelhuda acabei por conhecer uma família só através dos seus envelopes e selos. GENIAL!
Eram selos desde a década de 70 até quase ao fim da década de 90 do século passado. Em três décadas o que descobri eu?
A Maya (por vezes grafada pelos remetentes Maja [j=i em alemão]) vivia em Elgg na década de 70, sendo que em 1972 ainda não era casada. Já na altura coleccionava selos e os amigos eram uns queridos, pois compravam a colecção toda e colavam-ma "de qualquer maneira" nos envelopes, só para ela poder ter selos para si.
Na década de 1980 estava a morar aqui na minha cidade e comunicava-se com alguma regularidade com uns amigos que viveram durante um tempo no Canadá e que, antes de regressarem à Suíça, viajaram por vários países do mundo. Pelo menos em 1988 já era casada, pois o sobrenome nos envelopes mudou e muitas vezes eram endereçados à família completa.
Na década de 90 a Maya e o Ruedi (diminutivo de Rudolf [eu não sabia, mas aprendi com as cartas]) tinham um filho com o nome de Michael e moravam num cantão que faz fronteira com o meu e com a Alemanha.
Parece-me que eram apreciadores de vinho, pois encontrei vários envelopes de diferentes casas de vinhos. Sei que alguns anos depois do casamento o marido usou um envelope para deixar um recado à mulher e dizer-lhe que a amava (snif! snif!). Quando viajavam deviam usar uma agência de viagens de Singen (Alemanha), pois encontrei vários os envelopes de agências dessa cidade.
E parece-me que ela já morreu. Os selos eram carimbados até ao fim de 90. E que filatelista pega em centenas de selos (ai tanto trabalho que vou ter!!) e os deixa "de qualquer maneira" numa loja de velharias para serem vendidos ao desbarato?!? Para mim, a senhora morreu e a família desfez-se do que já não interessava. Seja qual for a razão, eu fiquei a ganhar!
As coisas que aprendi do Mundo e da Suíça (sem analisar selos) também são interessantes.
Da Austrália veio um envelope para Schaffausen, Switzerland, Europe. Será que eles precisam mesmo disso?!?
Percebi que, de país para país, há várias formas de dizer que é correio de avião: o envelope com riscas azuis e vermelhas, generalizado pelo mundo todo; by air, escrito à mão, chega para sair da Austrália; em Singapura usaram um carimbo fofo com um avião azul e as palavras via air mail a vermelho.
Com os carimbos não se fica só a saber a data e o local em que foi depositado o envelope. Aqui na Suíça servem para mais coisas: assinalar aniversários do país, de um cantão ou de uma aldeia; servem para anunciar mercados de ovos de Páscoa em Berna (1988), mercados de Outono, feiras de sei lá mais o quê; fazem-se campanhas contra a fome, contra o abandono e advertem-se os pais para os perigos dos produtos de limpeza que os filhos podem ingerir.
Com a pilha descobri também que em 1987 só se pagava 40 cêntimos de franco (não sei se era correio rápido ou não) para um envio que hoje custa, no mínimo 85 cêntimos (preço correio normal).
Com os envelopes escritos na Suíça confirmei o que já sei há muito tempo: os correios suíços são muuuuuito eficientes. Ele era nomes mal escritos, ruas inexistentes, números de porta numa cidade?!? O que é isso?!?! Não é preciso pôr... E os selos espalhados pelo envelope todo ou uma morada a encher a frente toda?!?! Não são nada de especial para os senhores que vestem cinzento e amarelo!! :D
Do Mundo aprendi também que em 1987 já havia Newsletter (pelo menos era o que vinha escrito por fora), mas que chegavam da Coreia por correio, nada de E-mails para a coisa... :D Quando se enganavam, por exemplo no Japão, eles usavam corrector de pincel como qualquer comum mortal poderia fazer em 1980-e-qualquer-coisa. E por falar do Japão,,, estive com uns envelopes na mão... um papel suaaaaave. Dava vonatde de ter lençóis feitos com aquele material!
No meio de envelopes gigantes, roxos, brancos, verdes, pequeninos, com autocolantes, buracos em forma de coração, escrito a azul, tinta permantente, dourado, branco (não, não me enganei), com pinturas e borrões, encontrei um bastante interessante. Foi enviado de Mallorca para a senhora mencionada mais acima quando ela ainda era solteira. A amiga comprou a colecção toda de selos e prometia-lhe um cacto que tinha andado a arrancar algures na ilha. No verso do envelope, tem-se a foto de uma baía, feita de um monte ou de uma "máquina voadora" qualquer, pois a foto é muito "aérea".
Voltando aos carimbos, para terminar, destaco os que me cativaram mesmo muito: um era de Singapura e recomendava: Please post early for Xmas (foi o vice-presidente do Credit Suisse que recebeu este envelope).
Havia ainda o apelo à escrita de postais e cartas: Schreibst Du mir, so schreib'ich Dir (escreves-me, então eu escrevo-te); Schreib mal wieder (escreve de novo/de volta) [este era da Alemana]). E o meu favorito está mesmo no título deste post: Faz alegria (Freude)/amigos(Freunde) - escreve postais.
Com meia dúzia de francos e em duas ou três horas que estive de volta destes quadradinhos... eu descobri um Mundo. Dá ou não dá alegria escrever aos amigos, enviar cartas e receber postais?!?!
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Coisas giras,
Deutschkurs,
Deutschland,
Schweiz
terça-feira, 19 de março de 2013
Há dias e nomes...
Quando os suíços começam a falar mal dos nomes portugueses eu pergunto-lhes se são filhos só do pai. Eu consigo compreender que uma mulher não queira o nome do marido, mas os filhos... sorry: embora eu só use o nome da minha mãe, acho que gente normal tem nome de pai e de mãe.
No entanto, hoje, finalmente!!!, percebi por que raio eles só usam o nome do pai.
Como eles têm dia da mãe, mas não têm do pai compensam usando só o nome do pai no bilhete de identidade... Desse modo não ficam invejosos uns dos outros... :p
Não estou inspirada para escrever um texto com piada a sério. :s Mas não queria deixar passar isto em branco. Assim, aqui fica uma info adicional: eu estou a ser irónica na parte da inveja, mas verdadeira na parte de não haver maketing e vendas referentes ao dia do pai (que é só isso o que o dia do pai é para muita gente)!
No entanto, hoje, finalmente!!!, percebi por que raio eles só usam o nome do pai.
Como eles têm dia da mãe, mas não têm do pai compensam usando só o nome do pai no bilhete de identidade... Desse modo não ficam invejosos uns dos outros... :p
Não estou inspirada para escrever um texto com piada a sério. :s Mas não queria deixar passar isto em branco. Assim, aqui fica uma info adicional: eu estou a ser irónica na parte da inveja, mas verdadeira na parte de não haver maketing e vendas referentes ao dia do pai (que é só isso o que o dia do pai é para muita gente)!
sábado, 16 de março de 2013
Pois... coiso e... não sei...
Na Quinta-feira fui ajudar uma velhota que magoou um
pulso. Depois do trabalho feito estivemos a tomar café e na conversa durante
muito tempo. Lá pelo meio, num contexto que não se ligava propriamente ao
ensino, ela diz-me você seria uma boa
professora. E daí encaminhámos a conversa para as dificuldades que existem:
o sistema de ensino em Portugal; a situação económica em Portugal; a falta de
interesse dos portugueses por estas bandas; a falta de interesse dos suíços em
aprender a língua de Camões e a minha incapacidade de ensinar a língua de Jorge
Amado. E por aqui nos ficámos.
Mas eu tenho visto que, por outros motivos, me seria praticamente impossível ir dar aulas agora.
Mas eu tenho visto que, por outros motivos, me seria praticamente impossível ir dar aulas agora.
O Português, de vez em quando, escapa-me. Não estou a
falar de misturar palavras alemãs no meu discurso (normalmente acontece ao
contrário), mas certas palavras, certas estruturas, pontuação, até a entoação
(pelo que me disse uma colega há já uns anos)… por influência do alemão, a
coisa tem-se tornado complicada!
Claro que podem alguns perguntar: ah! Mas tu só estás aí há 4 anos e pouco… como pode falhar o
português?!? São duas simples explicações. Uma, eu só falo português em
casa. Não tenho contacto com mais ninguém falante de Língua Portuguesa a não
ser com os meus pais. A outra eu explico mais à frente.
Outro motivo tem mesmo a ver com a nomenclatura
adoptada actualmente. Eu estagiei numa escola que usava uma gramática que tinha
um autocolante elucidativo: com a nova
terminologia para ensino básico e secundário. Quando se abria via-se, “a
oração/frase é…” Decidam-se… é frase ou oração?!? Andava a TLEBS ainda meia
indefinida e eu vim-me embora. Hoje não sei a quantas se anda… então, como
posso eu seguir com a ideia de dar aulas (pelos menos sem voltar a
aprender)?!?!
A razão que prometi lá para trás é uma mistura de
coisas:
O belo do acordo ortográfico!!!
Como fizeram a coisa por decreto, está toda a gente
baralhada… Há os que se adaptam, os que não se adaptam. Há os que até se querem
adaptar, mas não percebem nada do assunto porque não há explicação decente, não
há formação e tudo e tudo e tudo. Assim, muito do que se lê por aí é uma
rebaldaria e acaba por não se saber bem o que prevalece… Com o meu contacto com
o Português reduzido ao mínimo, como posso eu orientar-me?!? (Sim, eu sei que
há livros que explicam isso. Mas… ler um livro não resolve todos os problemas.)
Contudo, o acordo ortográfico não me complica só por esse
lado. Tenho-me perguntado como se explicam certas coisas aos alunos. É certo
que à perguntaporquê? feita por um
miúdo português, eu posso usar do perfil de ditadora: porque sim. Como estão habituados a ouvir as coisas na rua, na sala
de aula, na televisão… é uma solução possível, ainda que muito absurda. Agora…
como é que eu explico certas coisas a um suíço?!?
Como é que eu digo a uma pessoa que está aprender a
língua de Camões a partir do zero que o /o/ de adoçar não é igual ao de adotar?
Como é que explico que o segundo /e/ de espetar não é igual ao de espetador?
Como explico que para é uma preposição e para é o verbo parar conjugado na terceira pessoa do plural?
Como é que explico a relação do verbo espectar com o
substantivo espetador? Ou o adjectivo egípcio com o substantivo Egito? Não
consigo. Não há relação lógica, portanto não consigo explicar.
Não há muitas ofertas de trabalho para professores de
Português por estas bandas. Mas se houver… eu não me candidato. Os materiais que
existem (eu comprei livros em Portugal há anos, na expectativa de vir a dar
aulas cá) são uma porra: eu-tu-ele/ela-nós-vocês-eles/elas. Vocês?!?!
E depois com esta língua imposta por decreto, juntando
à falta de rigor de tanta gente que acaba por influenciar negativamente o meu
próprio Português… Não! Melhor ficar quieta no meu canto do que ser mais uma a
disseminar, ainda que sem querer, a ignorância por esse Mundo fora.
Não digo que ser professora era o meu sonho de criança,
porque não era. Maaaas… eu estudei durante seis anos, para agora desistir
porque considero que o que aprendi nesses seis anos foi esborratado (seria
melhor se fosse apagado, dava para ir estudar do zero, esborratado é algo com
vestígios do que lá estava antes) por alguém que, parece-me, ainda entende
menos da coisa do que eu.
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Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
segunda-feira, 11 de março de 2013
Ich vermisse euch! Sehr!
O M. tinha um Audi azul e a Sa. um Audi preto. Eram os dois automáticos, mas não sei se eram exactamente o mesmo modelo. Eu não percebo nada de carros mesmo!
Sempre que vejo um Audi com aspecto semelhante penso neles os dois e na falta que me fazem.
Hoje não saí de casa, logo não vi Audis de nenhum tipo ou cor. Mas aqueles dois alemães (o M. que me perdoe, hoje é só alemão) não me saíram da cabeça. Nem a música que eu associo aos dois.
Na minha banda sonora mental, o M. tem músicas separadas da Sa. e vice-versa, mas esta, sei lá porquê, leva-me aos Sábados em que eu os via a "discutir" sobre o sítio onde eu ia trabalhar: produção ou expedição. Quase sempre ganhava o M. e ele ficava feliz da vida porque me dizia onde trabalhar e não tinha que me explicar tudo (palavras dele).
Ryan Star, Brand new day
Sempre que vejo um Audi com aspecto semelhante penso neles os dois e na falta que me fazem.
Hoje não saí de casa, logo não vi Audis de nenhum tipo ou cor. Mas aqueles dois alemães (o M. que me perdoe, hoje é só alemão) não me saíram da cabeça. Nem a música que eu associo aos dois.
Na minha banda sonora mental, o M. tem músicas separadas da Sa. e vice-versa, mas esta, sei lá porquê, leva-me aos Sábados em que eu os via a "discutir" sobre o sítio onde eu ia trabalhar: produção ou expedição. Quase sempre ganhava o M. e ele ficava feliz da vida porque me dizia onde trabalhar e não tinha que me explicar tudo (palavras dele).
Ryan Star, Brand new day
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Efeito estufa,
Flores da semana,
M.,
O Vazio
domingo, 10 de março de 2013
De ouvido...
Com o desemprego, ou temos cuidado ou damos em doidos. Para evitar ficar mais doida do que sempre fui (:D) arranjei mil uma coisas para fazer. Dependendo das horas do dia envio currículos, pinto latas de atum com propósito específico, faço patchwork, transformo frascos de champô em suportes para telemóveis e por aí fora.
Como não tenho um rádio (nunca percebi porquê) acabo por ter a televisão a fazer barulho para não me sentir completamente sozinha. Como eu já vi todos os episódios de todas as séries que me interessam e já não posso com programas de opinião, acabo por não os ver e deixo num dos canais generalistas (normalmente esqueço o canal principal do estado).
Com isso percebi que a TVI, entre novelas novas e reposições, tinha (até anteontem) sete no ar.
A Alexandra Lencastre está nas reposições a seguir ao jornal da tarde e na novela depois do Jornal.
Também nessas reposições está a actriz Manuela Couto que entra umas quantas horas depois na novela nova que antecede o telejornal.
O Ruy de Carvalho é tio da Alexandra Lencastre às 14h, pai de uma das Alexandras Lencastres às 21h, depois de ter desaparecido da novela das 22h e qualquer coisa.
Na segunda reposição do dia, a Rita Pereira faz par “quanto mais me bates mais gosto de ti” com o Rodrigo Menezes. Coisa repetida na novela das 21h.
Nesse par (das 21h) entra uma namorada raivosa desempenhada pela Mariana Monteiro que é uma protagonista sem sal na última novela do dia, depois de ter sido uma adolescente rebelde irmã do Rodrigo Menezes na reposição das 18h.
E vou parar por aqui porque a lista seria um absurdo e dar-me-ia muito trabalho a procurar os nomes repetidos (eu costumo ouvir as novelas depois do almoço, mas metade dos nomes dos actores passa-me completamente ao lado)!
Mas o que me aborrece não é isto. Se a TVI quer desgastar a imagem dos actores, que esteja à vontade. É dinheiro privado, façam o que quiserem com ele.
O que realmente me aborrece é a qualidade de tudo o que passa na televisão (seja qual for o canal) que vem a decair de dia para dia. Decadência em todas as vertentes. No entanto, hoje só dou destaque às que noto mais quando estou entretida a olhar para a máquina de costura.
Ele é jornalistas a não saberem distinguir cumprimento de comprimento e a dizerem coisas lindas como comprimento das funções. Quais?! As de matemática?!
Que raio se passa com a colocação de clíticos? Já ninguém sabe o poder de uma negativa (e outras coisas que tais) sobre os clíticos? Ou Ele disse que viu-o. é português ao abrigo de que acordo?!? Em que país?!?!
Depois são as adições das drogas. Isso é o quê? As contas que os traficantes fazem para saberem se os seus revendedores os enganaram?!?
Lembro-me de há tempos ouvir uma publicidade a um artigo que ajudava a suportar o seu bebé. Oh meus amigos!!, coitada da criança que não tem culpa de ser insuportável para a mãe ter que o suportar em vez de a apoiar!
Parabenizar é mau, mas despoletar para equivaler a começar ainda é pior.
Sigamos para outras coisas que se escutam...
Quase não há jornalistas que tratem os entrevistados com formalidade adequada. Tudo o que tenha menos de 25 anos é tuteado por jornalistas de meia tijela.
Penso que há jornalistas que são frustados, queriam ter apresentado o Caderno Diário como o Pedro Mourinho, como não conseguiram, transformam o jornal das oito no seu ponto de encontro com os tipos fixes e porreiros, pá!, usando uma linguagem banal. Detesto gente armada ao pingarelho que só fala caro, pois os serviços informativos são vistos/ouvidos por todas as classes, mas vamos lá com calma... se é um telejornal não é para coloquialidades a torto e a direito. E as entrevistas a Manéis... que é feito do bom ManUel?!?
A seguir temos os jornalistas com mestrado em arrastanço. Estamos aqui aaaah com o chefe aaaah dos bombeiros para aaaah nos explicar aaaah o que aaaah se passou aaaah nas últimas horas aaaah... Oh por favor! Podem respirar fundo antes dos directos e parar de falar como se fossem crianças a mentirem ao professor da primária?!?!
E, por fim (do que me apetece mencionar hoje), temos a entoação.
Acho que só li um poema em voz alta em toda a minha vida. Sempre que pude, fugi. Até ao dia em que o meu professor de português do 11.º me obrigou. Era um Romântico. O poema, não o professor. Fiz birra como uma miúda no infantário, mas ele levou a melhor. O professor, não o poema. No fim, passei uma vergonha enorme: Sempre a fugir e afinal leste na perfeição. Xiiii! Ainda hoje fico corada com o elogio! Não sei, nunca gostei de me ouvir a ler poesia, mas ouvir os jornalistas a lerem os textos informativos... em prosa... ME-DO!
São frases que parecem estar concluídas e-de-repente-aparece-mais-informação-que-parecia-faltar-mas-que-não-se-tinha-a-certeza-se-ia-aparecer-ou-não. É informação que fica distorcida, pois não se sabe se é garrafas de vinho, do Porto ou se é garrafas de Vinho do Porto. É a cadência que nos provoca sono ou nos irrita...
Tenho a certeza que, caso estivesse a olhar para o televisor, iria encontrar muito mais o que dizer sobre o português, os milhentos textos em rodapé que escondem as legendas e cansam os olhos dos telespectadores. Mas acho que já chega por hoje.
Desenganem-se (nada de se baralharem como o Vítor Pereira), se continuam a não ter cuidado, se não exigirem excelência, qualquer dia voltamos atrás no tempo e só se ouve barbar barbar...
Como não tenho um rádio (nunca percebi porquê) acabo por ter a televisão a fazer barulho para não me sentir completamente sozinha. Como eu já vi todos os episódios de todas as séries que me interessam e já não posso com programas de opinião, acabo por não os ver e deixo num dos canais generalistas (normalmente esqueço o canal principal do estado).
Com isso percebi que a TVI, entre novelas novas e reposições, tinha (até anteontem) sete no ar.
A Alexandra Lencastre está nas reposições a seguir ao jornal da tarde e na novela depois do Jornal.
Também nessas reposições está a actriz Manuela Couto que entra umas quantas horas depois na novela nova que antecede o telejornal.
O Ruy de Carvalho é tio da Alexandra Lencastre às 14h, pai de uma das Alexandras Lencastres às 21h, depois de ter desaparecido da novela das 22h e qualquer coisa.
Na segunda reposição do dia, a Rita Pereira faz par “quanto mais me bates mais gosto de ti” com o Rodrigo Menezes. Coisa repetida na novela das 21h.
Nesse par (das 21h) entra uma namorada raivosa desempenhada pela Mariana Monteiro que é uma protagonista sem sal na última novela do dia, depois de ter sido uma adolescente rebelde irmã do Rodrigo Menezes na reposição das 18h.
E vou parar por aqui porque a lista seria um absurdo e dar-me-ia muito trabalho a procurar os nomes repetidos (eu costumo ouvir as novelas depois do almoço, mas metade dos nomes dos actores passa-me completamente ao lado)!
Mas o que me aborrece não é isto. Se a TVI quer desgastar a imagem dos actores, que esteja à vontade. É dinheiro privado, façam o que quiserem com ele.
O que realmente me aborrece é a qualidade de tudo o que passa na televisão (seja qual for o canal) que vem a decair de dia para dia. Decadência em todas as vertentes. No entanto, hoje só dou destaque às que noto mais quando estou entretida a olhar para a máquina de costura.
Ele é jornalistas a não saberem distinguir cumprimento de comprimento e a dizerem coisas lindas como comprimento das funções. Quais?! As de matemática?!
Que raio se passa com a colocação de clíticos? Já ninguém sabe o poder de uma negativa (e outras coisas que tais) sobre os clíticos? Ou Ele disse que viu-o. é português ao abrigo de que acordo?!? Em que país?!?!
Depois são as adições das drogas. Isso é o quê? As contas que os traficantes fazem para saberem se os seus revendedores os enganaram?!?
Lembro-me de há tempos ouvir uma publicidade a um artigo que ajudava a suportar o seu bebé. Oh meus amigos!!, coitada da criança que não tem culpa de ser insuportável para a mãe ter que o suportar em vez de a apoiar!
Parabenizar é mau, mas despoletar para equivaler a começar ainda é pior.
Sigamos para outras coisas que se escutam...
Quase não há jornalistas que tratem os entrevistados com formalidade adequada. Tudo o que tenha menos de 25 anos é tuteado por jornalistas de meia tijela.
Penso que há jornalistas que são frustados, queriam ter apresentado o Caderno Diário como o Pedro Mourinho, como não conseguiram, transformam o jornal das oito no seu ponto de encontro com os tipos fixes e porreiros, pá!, usando uma linguagem banal. Detesto gente armada ao pingarelho que só fala caro, pois os serviços informativos são vistos/ouvidos por todas as classes, mas vamos lá com calma... se é um telejornal não é para coloquialidades a torto e a direito. E as entrevistas a Manéis... que é feito do bom ManUel?!?
A seguir temos os jornalistas com mestrado em arrastanço. Estamos aqui aaaah com o chefe aaaah dos bombeiros para aaaah nos explicar aaaah o que aaaah se passou aaaah nas últimas horas aaaah... Oh por favor! Podem respirar fundo antes dos directos e parar de falar como se fossem crianças a mentirem ao professor da primária?!?!
E, por fim (do que me apetece mencionar hoje), temos a entoação.
Acho que só li um poema em voz alta em toda a minha vida. Sempre que pude, fugi. Até ao dia em que o meu professor de português do 11.º me obrigou. Era um Romântico. O poema, não o professor. Fiz birra como uma miúda no infantário, mas ele levou a melhor. O professor, não o poema. No fim, passei uma vergonha enorme: Sempre a fugir e afinal leste na perfeição. Xiiii! Ainda hoje fico corada com o elogio! Não sei, nunca gostei de me ouvir a ler poesia, mas ouvir os jornalistas a lerem os textos informativos... em prosa... ME-DO!
São frases que parecem estar concluídas e-de-repente-aparece-mais-informação-que-parecia-faltar-mas-que-não-se-tinha-a-certeza-se-ia-aparecer-ou-não. É informação que fica distorcida, pois não se sabe se é garrafas de vinho, do Porto ou se é garrafas de Vinho do Porto. É a cadência que nos provoca sono ou nos irrita...
Tenho a certeza que, caso estivesse a olhar para o televisor, iria encontrar muito mais o que dizer sobre o português, os milhentos textos em rodapé que escondem as legendas e cansam os olhos dos telespectadores. Mas acho que já chega por hoje.
Desenganem-se (nada de se baralharem como o Vítor Pereira), se continuam a não ter cuidado, se não exigirem excelência, qualquer dia voltamos atrás no tempo e só se ouve barbar barbar...
sábado, 2 de março de 2013
Carta aberta
ao senhor João Salgueiro e tantos outros...
Em dia de manifestação, a minha revolta, mesmo tão longe, é enorme.
Revolta por ver homens feitos a chorar por não saberem como vai ser o futuro. Eu sei que outros também não sabem como vai ser, mas ver um homem de barba rija a chorar... dá-me cabo do sistema!
Mas a revolta ainda ficou maior quando ouvi duas notícias bárbaras!
Uma mostrava uma senhora necessitada de rendimento social que recebeu a bela quantia de 8,91 euros, sim, 8 euros e 91 cêntimos. Eu sei de uma família que recebe de rendimento social e apoio e mais não sei o quê que dá a módica quantia de 700 euros. Sendo que na família de quatro elementos um trabalha a 100% (declarado) e o filho mais novo recebe TUDO da assistência social ou de quem é de direito, que os pais trabalham sem declarar nada (ou seja, quanto dinheiro entra mesmo naquela casa?!?)... isto... revolta-me... Revolta-me que esta família tenha gastos como televisão por cabo, telemóveis topo de gama e máquina de secar roupa (SECAR!!!).
A outra notícia tinha a ver com o político/economista com nome de toureiro. Essa deu-me urticária!! Ele tem razão, pode-se ir limpar matas. Ele tem razão, não é vergonha nenhuma um professor servir à mesa, um economista tratar de animais. Não, não é vergonha, não senhor! O senhor tem toda a razão.
Ou então não...
Não seria vergonha se uma pessoa não tivesse investido tempo e dinheiro numa formação que depois vai pleo cano (para isso começavam a limpar matas aos 16 anos, imagine-se o dinheiro que se ganhava [o que era poupado pela falta de estudos e o ordenado de trabalho]!!) Não seria vergonha se o dinheiro que se recebe não fosse ofensivo, como o cheque da tal senhora (só quem está snetado num escritório todo o dia é que não sabe que 400 euros para limpar matas é um preço muito baixo). Não seria vergonha se o ordenado (mesmo que pequeno) não fosse sugado em impostos. Não seria vergonha se a assitência social (médico, escola dos filhos, justiça, etc. e tal) fosse real.
Assim, senhor João Salgueiro, se me garantir um contrato justo e honrado. Se me garantir um ordenado que me permita ter o mesmo nível de vida que eu tenho aqui: casa modesta, roupa [os sapatos costumam ser caros porque preciso que sejam confortáveis, mas também os uso até estarem desfeitos e não compro roupa de marca] comida, um livro ou um CD de vez em quando, luz, internet e telefone (não sou de fazer muitos telefonemas, mas dá jeito ter um telefone ou telemóvel). Se me garantir assistência médica eficiente para a minha esclerose múltipla. Se me garantir justiça social, segurança e tanta outra coisa que eu acho que tenho direito. Se me garantir isso... eu garanto-lhe que me meto no primeiro avião que me aparecer à frente e vou limpar matas, casa de banho ou outra coisa qualquer de Segunda a Sexta, oito horas por dia. Sem stress nenhum!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Consegue garantir-me isso? Se não consegue, não me critique por ter saído do meu país para limpar casas-de-banho por um ordenado que me permite VIVER. Não critique quem sai do país para procurar melhores condições de vida. Não critique quem não sai do país, mas que se recusa a limpar matas por menos de uma "merreca".
Jorge Palma, Grândola, Vila Morena
Em dia de manifestação, a minha revolta, mesmo tão longe, é enorme.
Revolta por ver homens feitos a chorar por não saberem como vai ser o futuro. Eu sei que outros também não sabem como vai ser, mas ver um homem de barba rija a chorar... dá-me cabo do sistema!
Mas a revolta ainda ficou maior quando ouvi duas notícias bárbaras!
Uma mostrava uma senhora necessitada de rendimento social que recebeu a bela quantia de 8,91 euros, sim, 8 euros e 91 cêntimos. Eu sei de uma família que recebe de rendimento social e apoio e mais não sei o quê que dá a módica quantia de 700 euros. Sendo que na família de quatro elementos um trabalha a 100% (declarado) e o filho mais novo recebe TUDO da assistência social ou de quem é de direito, que os pais trabalham sem declarar nada (ou seja, quanto dinheiro entra mesmo naquela casa?!?)... isto... revolta-me... Revolta-me que esta família tenha gastos como televisão por cabo, telemóveis topo de gama e máquina de secar roupa (SECAR!!!).
A outra notícia tinha a ver com o político/economista com nome de toureiro. Essa deu-me urticária!! Ele tem razão, pode-se ir limpar matas. Ele tem razão, não é vergonha nenhuma um professor servir à mesa, um economista tratar de animais. Não, não é vergonha, não senhor! O senhor tem toda a razão.
Ou então não...
Não seria vergonha se uma pessoa não tivesse investido tempo e dinheiro numa formação que depois vai pleo cano (para isso começavam a limpar matas aos 16 anos, imagine-se o dinheiro que se ganhava [o que era poupado pela falta de estudos e o ordenado de trabalho]!!) Não seria vergonha se o dinheiro que se recebe não fosse ofensivo, como o cheque da tal senhora (só quem está snetado num escritório todo o dia é que não sabe que 400 euros para limpar matas é um preço muito baixo). Não seria vergonha se o ordenado (mesmo que pequeno) não fosse sugado em impostos. Não seria vergonha se a assitência social (médico, escola dos filhos, justiça, etc. e tal) fosse real.
Assim, senhor João Salgueiro, se me garantir um contrato justo e honrado. Se me garantir um ordenado que me permita ter o mesmo nível de vida que eu tenho aqui: casa modesta, roupa [os sapatos costumam ser caros porque preciso que sejam confortáveis, mas também os uso até estarem desfeitos e não compro roupa de marca] comida, um livro ou um CD de vez em quando, luz, internet e telefone (não sou de fazer muitos telefonemas, mas dá jeito ter um telefone ou telemóvel). Se me garantir assistência médica eficiente para a minha esclerose múltipla. Se me garantir justiça social, segurança e tanta outra coisa que eu acho que tenho direito. Se me garantir isso... eu garanto-lhe que me meto no primeiro avião que me aparecer à frente e vou limpar matas, casa de banho ou outra coisa qualquer de Segunda a Sexta, oito horas por dia. Sem stress nenhum!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Consegue garantir-me isso? Se não consegue, não me critique por ter saído do meu país para limpar casas-de-banho por um ordenado que me permite VIVER. Não critique quem sai do país para procurar melhores condições de vida. Não critique quem não sai do país, mas que se recusa a limpar matas por menos de uma "merreca".
Jorge Palma, Grândola, Vila Morena
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Concentrem-se!!
Por vezes, pergunto-me como é que hei-de pedir uma factura de um café. Aqui não há número de contribuinte... se vou a Portugal de férias, que hei-de fazer?! Eu rio-me com as possibilidades que me surgem e que sei que deixariam um inspector das finanças atarantado... :D
No entanto, não é tema que me tire o sono, como anda a tirar a toda a gente.
O problema todo é que as pessoas não entendem que se estão a concentrar no ponto errado!!!
Lá na loja a maior parte dos clientes dizia que não queria o talão porque não se pode descontar no IRS. Ouvia esta piada inúmeras vezes ao dia! O papel sai automaticamente. Por causa disso, eu proibi os miúdos de fazerem compras às pingunhas. Simplesmente para poupar papel, pois alguns são capazes de fazer 5 compras consecutivas!!!
Mas, senhores!!, factura de um café não pesa a ninguém. Trazem o papel, deitam-no no caixote do lixo mais próximo e não se aborrecem.
No entanto, sou da opinião que as pessoas não deveriam ter sido obrigadas a mudar as caixas. Já foram tomar uma ginjinha à baixa de Lisboa?!? A coisa ficou mesmo descaracterizada!! Devia ter sido progressivo: todas as casas que abrissem de novo deveriam ter caixas novas, e conforme os comerciantes tivessem que mudar as caixas (porque avariam) a reposição seria feita só com novas. Escusavam os comerciantes de andar aí feitos doidos...
Considero ainda que toda a gente deve pagar e não bufar (devia ser pagamento à proporção!), logo, se a solução for as facturas, que sejam as facturas... Embora eu não acredite nada nisso. Basta haver confiança entre o cliente e o funcionário para se registar só um café no lugar de dois cafés e duas natas... A factura sai na mesma, o cliente está imune às finanças e o vendedor fugiu na mesma ao fisco...
Em vez de andarem a chamar filhos disto e daquilo aos funcionários da finanças (que só fazem o que lhe mandam, quer gostem, quer não gostem), as pessoas deviam concentrar-se em pedir contas a quem de direito. Perguntar aos senhores grandes onde estão as facturas verdadeiras de despesas tantas obras que ninguém sabe para que foram feitas, de despesas de almoços fartos em certas assembleias, facturas de festas de inauguração, de compra de bancos falidos, de estudos orçamentais de projectos megalómanos inconportáveis para um país como Portugal...
Isso, sim, seria a revolta correcta. Seria a justiça merecida.
Olhem para o que é necessário, chamem os outros à razão, chamem-lhes nomes... mas, por favor, também não desçam demasiado o nível como o outro que mandou o outro it "tomar no cu"... É que há um limite que, ao ser ultrapassado, nos tira a razão!
No entanto, não é tema que me tire o sono, como anda a tirar a toda a gente.
O problema todo é que as pessoas não entendem que se estão a concentrar no ponto errado!!!
Lá na loja a maior parte dos clientes dizia que não queria o talão porque não se pode descontar no IRS. Ouvia esta piada inúmeras vezes ao dia! O papel sai automaticamente. Por causa disso, eu proibi os miúdos de fazerem compras às pingunhas. Simplesmente para poupar papel, pois alguns são capazes de fazer 5 compras consecutivas!!!
Mas, senhores!!, factura de um café não pesa a ninguém. Trazem o papel, deitam-no no caixote do lixo mais próximo e não se aborrecem.
No entanto, sou da opinião que as pessoas não deveriam ter sido obrigadas a mudar as caixas. Já foram tomar uma ginjinha à baixa de Lisboa?!? A coisa ficou mesmo descaracterizada!! Devia ter sido progressivo: todas as casas que abrissem de novo deveriam ter caixas novas, e conforme os comerciantes tivessem que mudar as caixas (porque avariam) a reposição seria feita só com novas. Escusavam os comerciantes de andar aí feitos doidos...
Considero ainda que toda a gente deve pagar e não bufar (devia ser pagamento à proporção!), logo, se a solução for as facturas, que sejam as facturas... Embora eu não acredite nada nisso. Basta haver confiança entre o cliente e o funcionário para se registar só um café no lugar de dois cafés e duas natas... A factura sai na mesma, o cliente está imune às finanças e o vendedor fugiu na mesma ao fisco...
Em vez de andarem a chamar filhos disto e daquilo aos funcionários da finanças (que só fazem o que lhe mandam, quer gostem, quer não gostem), as pessoas deviam concentrar-se em pedir contas a quem de direito. Perguntar aos senhores grandes onde estão as facturas verdadeiras de despesas tantas obras que ninguém sabe para que foram feitas, de despesas de almoços fartos em certas assembleias, facturas de festas de inauguração, de compra de bancos falidos, de estudos orçamentais de projectos megalómanos inconportáveis para um país como Portugal...
Isso, sim, seria a revolta correcta. Seria a justiça merecida.
Olhem para o que é necessário, chamem os outros à razão, chamem-lhes nomes... mas, por favor, também não desçam demasiado o nível como o outro que mandou o outro it "tomar no cu"... É que há um limite que, ao ser ultrapassado, nos tira a razão!
Exactamente por falhar!
Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos.
Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida.
E é exatamente por isso que sou um sucesso.
Michael Jordan
Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida.
E é exatamente por isso que sou um sucesso.
Michael Jordan
A minha primeira vez
Considero que quem dá uma prenda deve ter em atenção o gosto de quem recebe. Mas quem recebe, se não gostar, também deve ter o cuidado de não melindrar quem tanto esforço fez para comprar uma prenda simpática. Assim, nunca recusei uma prenda. Mesmo que não me agrade, agradeço e depois dou-lhe um jeito (normalmente guardo a prenda durante um tempo e depois encaminho para quem gosta ou para a caridade).
A minha mãe caiu no erro de, há já uns quantos anos, me oferecer como prenda de Natal um telemóvel. Odiei!!! Foi o meu primeiro telemóvel e não vi utilidade naquilo (tantos anos volvidos continuo a não achar assim tão importante). Deu-me uma raiva!!
Um ano ou dois depois, a minha mãe voltou a falhar. Mas dessa vez foi flagrante!! Como eu tinha entrado para a faculdade, ela teve e brilhante ideia de me comprar um anel em ouro com a pedra da cor do curso (não era o anel de curso!!). Eu chorei de raiva. Não gosto de aneis finos e detesto a cor dourada!!!
Depois a senhora começou a ter juízo e lá acerta mais ou menos na mosca, embora eu acabe por descobrir sempre o que é, muito antes do tempo!!! :/ Mas mesmo com estes falhanços da minha mãe, nunca recusei uma prenda... até Sexta-feira passada...
Ora bem, como sempre, fui trabalhar das 6h à 8h e depois das 18h às 20h. Era a minha última Sexta-feira no meio daqueles doidos!! Quando cheguei às 18h, estava minha ex-patroa na conversa com uma amiga. Eu cumprimentei e fui trabalhar que é para isso que me pagam [mal]. Andava eu a tentar cozer pão (a outra empregada que foi metida às três pancadas porque tem otro emprego e aceita o ordenado de miséria que lhe dão e que esteve a trabalhar a tarde toda, se continuar assim... a loja não vai lá mesmo!) quando me aparece a palerma da minha EX-patroa à frente com um vaso de narcisos e um envelope na mão.
Pois eu fui o cumulo da má-educação (sem recurso a palavrões!). Ela estava pedir-me para irmos ao "backoffice" para ela me poder dar aquilo e falar comigo. Eu disse-lhe que NÃO. Não quero nada. Não falo contigo a não ser sobre trabalho. É trabalho? Ela disse que não e perguntou porquê. É óbvio, oh minha parva!!! [não disse, mas pensei] O que eu queria era ter trabalhado sem stress até encontrar um novo trabalho. O que eu queria era não me ter despedido sob pressão. Agora... para narciso basta-me o meu irmão!!!
Ai eu deixo ali e tu fazes o que quiseres. Se quiseres levar... Eu disse-lhe que me era igual, que ela podia fazer o que quisesse. E quando me vim embora deixei lá as flores, juntamente com as t-shirts e a chave da loja.
Fui grosseira? Se calhar até fui. Mas... não desce o que eles me fizeram e não aceito que esta canalhada pense que me compra com flores...
Nunca tinha feito tal proeza, nunca pensei que o viesse a fazer, mas nunca me soube tão bem dizer um não a alguma coisa.
A minha mãe caiu no erro de, há já uns quantos anos, me oferecer como prenda de Natal um telemóvel. Odiei!!! Foi o meu primeiro telemóvel e não vi utilidade naquilo (tantos anos volvidos continuo a não achar assim tão importante). Deu-me uma raiva!!
Um ano ou dois depois, a minha mãe voltou a falhar. Mas dessa vez foi flagrante!! Como eu tinha entrado para a faculdade, ela teve e brilhante ideia de me comprar um anel em ouro com a pedra da cor do curso (não era o anel de curso!!). Eu chorei de raiva. Não gosto de aneis finos e detesto a cor dourada!!!
Depois a senhora começou a ter juízo e lá acerta mais ou menos na mosca, embora eu acabe por descobrir sempre o que é, muito antes do tempo!!! :/ Mas mesmo com estes falhanços da minha mãe, nunca recusei uma prenda... até Sexta-feira passada...
Ora bem, como sempre, fui trabalhar das 6h à 8h e depois das 18h às 20h. Era a minha última Sexta-feira no meio daqueles doidos!! Quando cheguei às 18h, estava minha ex-patroa na conversa com uma amiga. Eu cumprimentei e fui trabalhar que é para isso que me pagam [mal]. Andava eu a tentar cozer pão (a outra empregada que foi metida às três pancadas porque tem otro emprego e aceita o ordenado de miséria que lhe dão e que esteve a trabalhar a tarde toda, se continuar assim... a loja não vai lá mesmo!) quando me aparece a palerma da minha EX-patroa à frente com um vaso de narcisos e um envelope na mão.
Pois eu fui o cumulo da má-educação (sem recurso a palavrões!). Ela estava pedir-me para irmos ao "backoffice" para ela me poder dar aquilo e falar comigo. Eu disse-lhe que NÃO. Não quero nada. Não falo contigo a não ser sobre trabalho. É trabalho? Ela disse que não e perguntou porquê. É óbvio, oh minha parva!!! [não disse, mas pensei] O que eu queria era ter trabalhado sem stress até encontrar um novo trabalho. O que eu queria era não me ter despedido sob pressão. Agora... para narciso basta-me o meu irmão!!!
Ai eu deixo ali e tu fazes o que quiseres. Se quiseres levar... Eu disse-lhe que me era igual, que ela podia fazer o que quisesse. E quando me vim embora deixei lá as flores, juntamente com as t-shirts e a chave da loja.
Fui grosseira? Se calhar até fui. Mas... não desce o que eles me fizeram e não aceito que esta canalhada pense que me compra com flores...
Nunca tinha feito tal proeza, nunca pensei que o viesse a fazer, mas nunca me soube tão bem dizer um não a alguma coisa.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
as (in)sanidades das perguntas difíceis
Com muita pena minha, eu não conheci a minha avó materna. Era, pensa-se, esquizofrénica. Quando tinha crises destruía tudo, uma vez quase que matou o meu avô. Muita gente se perguntava onde ela ia buscar força para certas coisas. Mas toda a gente diz que ela era um amor de pessoa quando não estava "possuída". Não sei se é por sempre ter ouvido falar da doença mental em casa, se é por outro motivo qualquer, mas eu respeito muito os doentes mentais.
No entanto, quando me passo, uso nomes carinhosos como esquizofrénico, doido, maluco, tonto para desabafar contra gente que me tenta destruir a sanidade mental. Há quem diga que é uma falta de respeito fazer isso, eu acho que o facto de eu chamar esquizofrénico a uma pessoa "normal" porque tem um comportamento "anormal" não me faz desvalorizar a minha avó e/ou os outros "verdadeiros doentes".
Ontem, que raiva!, dei comigo a chamar, mentalmente, esses nomes todos à minha patroa. Deu-me uma vontade enorme de lhe bater e perguntar se estava a filmar-me para o Candid Camera...
Aparece a meio da manhã, com falinhas mansas. E, segundo as palavras dela, com uma pergunta difícil: será que podes trabalhar a última semana de Fevereiro? O R. [o marido] tem uma semana de projecto na escola e não pode trabalhar. Eu sei que te despediste e não te vou obrigar a trabalhar até ao fim do mês [estou a ver aqui intimidação?!? ela poderia fazê-lo, se tivesse rebatido na hora certa a minha carta de despedimento], mas se puesses... eu pagava-te o ordenado todo. [ah! aqui é tentativa de suborno, mas se ela me pagar o ordenado todo nãoz fa mais do que a sua obrigação]
Obviamente que eu me demiti, obviamente que eu não volto atrás com a minha palavra. Muito menos para facilitar a vida de quem tramou a minha.
Ah. porque fica bem se trabalhares depois de te despedires [fica mesmo, os do centro de emprego gostam dessas coisas, a sério!]. E coiso e tal e eu não sei quê... [aqui é o quê? graxa?!]
What????? Primeiro é o meu alemão que não vale nada e os clientes não fazem encomendas comigo e a dois dias de eu bater a porta vem esta conversa?!?! Ela acha que no fim de me dizer que a senhora E. reclamou do meu alemão e não fazia encomendas comigo eu agora ia na conversa primeiro intimidatória e depois melosa dela?!?! [já agora, eu não acreditava que a senhora tivesse dito isso e ontem tive prova de que o patrão até para a mulher dele é um mentiroso do caraças para a mulher, pois a tal senhora ontem foi lá fazer uma encomenda comigo e fez outra hoje!!!]
Desculpem lá, mas, para mim, isto é de gente louca que quer pôr o resto das pessoas a bater mal... Há aqui uma bipolaridade ou uma mania qualquer. Porque gente normal não diz uma coisa e faz outra. Ou faz e afinal sou eu a louca?!?!
A minha sorte é que ainda há gente sã à minha volta e me tem dado um apoio fantástico. Desde tentarem arranjar trabalho para mim, passando por ofertas de carinho, amizade e até prendas.
Ontem recebi esta mini-orquídea e um postal com umas palavras lindas da minha colega M.. trabalhámos algum tempo juntas e foi ela que me mostrou muito do que os suíços e os portugueses podem ter em comum...
Quanto à minha patroa... ela que vá pentear macacos, porque a pergunta não era difícil. O que era difícil era ouvir a resposta que ela já sabia que eu ia dar...
No entanto, quando me passo, uso nomes carinhosos como esquizofrénico, doido, maluco, tonto para desabafar contra gente que me tenta destruir a sanidade mental. Há quem diga que é uma falta de respeito fazer isso, eu acho que o facto de eu chamar esquizofrénico a uma pessoa "normal" porque tem um comportamento "anormal" não me faz desvalorizar a minha avó e/ou os outros "verdadeiros doentes".
Ontem, que raiva!, dei comigo a chamar, mentalmente, esses nomes todos à minha patroa. Deu-me uma vontade enorme de lhe bater e perguntar se estava a filmar-me para o Candid Camera...
Aparece a meio da manhã, com falinhas mansas. E, segundo as palavras dela, com uma pergunta difícil: será que podes trabalhar a última semana de Fevereiro? O R. [o marido] tem uma semana de projecto na escola e não pode trabalhar. Eu sei que te despediste e não te vou obrigar a trabalhar até ao fim do mês [estou a ver aqui intimidação?!? ela poderia fazê-lo, se tivesse rebatido na hora certa a minha carta de despedimento], mas se puesses... eu pagava-te o ordenado todo. [ah! aqui é tentativa de suborno, mas se ela me pagar o ordenado todo nãoz fa mais do que a sua obrigação]
Obviamente que eu me demiti, obviamente que eu não volto atrás com a minha palavra. Muito menos para facilitar a vida de quem tramou a minha.
Ah. porque fica bem se trabalhares depois de te despedires [fica mesmo, os do centro de emprego gostam dessas coisas, a sério!]. E coiso e tal e eu não sei quê... [aqui é o quê? graxa?!]
What????? Primeiro é o meu alemão que não vale nada e os clientes não fazem encomendas comigo e a dois dias de eu bater a porta vem esta conversa?!?! Ela acha que no fim de me dizer que a senhora E. reclamou do meu alemão e não fazia encomendas comigo eu agora ia na conversa primeiro intimidatória e depois melosa dela?!?! [já agora, eu não acreditava que a senhora tivesse dito isso e ontem tive prova de que o patrão até para a mulher dele é um mentiroso do caraças para a mulher, pois a tal senhora ontem foi lá fazer uma encomenda comigo e fez outra hoje!!!]
Desculpem lá, mas, para mim, isto é de gente louca que quer pôr o resto das pessoas a bater mal... Há aqui uma bipolaridade ou uma mania qualquer. Porque gente normal não diz uma coisa e faz outra. Ou faz e afinal sou eu a louca?!?!
A minha sorte é que ainda há gente sã à minha volta e me tem dado um apoio fantástico. Desde tentarem arranjar trabalho para mim, passando por ofertas de carinho, amizade e até prendas.
Ontem recebi esta mini-orquídea e um postal com umas palavras lindas da minha colega M.. trabalhámos algum tempo juntas e foi ela que me mostrou muito do que os suíços e os portugueses podem ter em comum...
Quanto à minha patroa... ela que vá pentear macacos, porque a pergunta não era difícil. O que era difícil era ouvir a resposta que ela já sabia que eu ia dar...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Bright Side...
Alguém publicou hoje de manhã no livro das caras uma imagem com um Sol sorridente e uma 'filosofia' que me fez chorar: A vida sempre te oferece uma nova chance. Isso se chama amanhecer. Tendo em conta que o meu neurologista ontem me deu más notícias, eu estava-me a borrifar para o amanhecer, que hoje também não foi nada de especial numa manhã de muita neve.
De tarde, sem vontade nenhuuuuuma, fui trabalhar. Os meus patrões não prestam, mas eu hei-de sair daquela loja de folha limpa, como sempre!!!
Ainda bem que fui trabalhar. Os clientes dão-me festas ao ego constantemente!!
Ora bem, um senhor apareceu lá e disse-me que andou a ver as questões legais por mim. Ainda antes das minhas férias eu tinha perguntado se ele tinha trabalho para mim (ele trabalha numa firma de trabalhos temporários), mas ele disse-me que normalmente só trabalha com homens e com o departamento da construção civil. Mas, como é óbvio!!, também quis saber o que se passou. Fiz-lhe um resumo e ele disse-me que eles não podiam fazer pressão, que estavam a mentir em relação ao meu alemão e por aí fora. Hoje esteve a explicar-me no que é que a lei protegia aqueles dois e no que é que eu estava protegida. O homem perdeu tempo comigo!! Eu sinto-me feliz. Mas não ficou por aqui. Disse-me para eu dar o contacto dele no centro de emprego (naquelas coisas de carimbar) que tinha o prazer de confirmar que falou comigo. Deu-me o cartão dele e, de repente: Olha. manda na mesma o teu currículo. Nunca se sabe o que pode um dia aparecer. Apertou-me a mão, desejou-me tudo de bom e foi-se embora! Oh pá! Oh pá!! Fiquei tão feliz!!
Depois... apareceu-me lá a louca que andou à procura de trabalho para mim. Eu disse-lhe que ia embora, mas que ainda andava à procura de trabalho (eu digo a toda a gente, assim, quando não me virem por lá, ninguém pode inventar histórias sobre a minha saída!!). Começou logo com ideias para tramar os patrões (meter baixa e coisas do género), disse-lhe que não estava para aí virada, mas que agradecia a ideia. No seguimento da conversa, lá me deu o nome de uns sites (eu já conhecia) onde eu devia procurar e ainda me sugeriu um trabalho muito específico a que ela acha que me devo candidatar. Por momentos ela parecida estar a falar para uma retardada. Mas a dica de trabalho foi tão boa que eu ignorei por completo...
Pronto... ontem o neurologista não foi nada animador, mas estas carícias ao ego deram-me anesteisa suficiente para esquecer a esclerose e a sua progressão por umas horas e ao final do dia acabei por ver o tal do amanhecer...
Always Look on the Bright Side of Life
De tarde, sem vontade nenhuuuuuma, fui trabalhar. Os meus patrões não prestam, mas eu hei-de sair daquela loja de folha limpa, como sempre!!!
Ainda bem que fui trabalhar. Os clientes dão-me festas ao ego constantemente!!
Ora bem, um senhor apareceu lá e disse-me que andou a ver as questões legais por mim. Ainda antes das minhas férias eu tinha perguntado se ele tinha trabalho para mim (ele trabalha numa firma de trabalhos temporários), mas ele disse-me que normalmente só trabalha com homens e com o departamento da construção civil. Mas, como é óbvio!!, também quis saber o que se passou. Fiz-lhe um resumo e ele disse-me que eles não podiam fazer pressão, que estavam a mentir em relação ao meu alemão e por aí fora. Hoje esteve a explicar-me no que é que a lei protegia aqueles dois e no que é que eu estava protegida. O homem perdeu tempo comigo!! Eu sinto-me feliz. Mas não ficou por aqui. Disse-me para eu dar o contacto dele no centro de emprego (naquelas coisas de carimbar) que tinha o prazer de confirmar que falou comigo. Deu-me o cartão dele e, de repente: Olha. manda na mesma o teu currículo. Nunca se sabe o que pode um dia aparecer. Apertou-me a mão, desejou-me tudo de bom e foi-se embora! Oh pá! Oh pá!! Fiquei tão feliz!!
Depois... apareceu-me lá a louca que andou à procura de trabalho para mim. Eu disse-lhe que ia embora, mas que ainda andava à procura de trabalho (eu digo a toda a gente, assim, quando não me virem por lá, ninguém pode inventar histórias sobre a minha saída!!). Começou logo com ideias para tramar os patrões (meter baixa e coisas do género), disse-lhe que não estava para aí virada, mas que agradecia a ideia. No seguimento da conversa, lá me deu o nome de uns sites (eu já conhecia) onde eu devia procurar e ainda me sugeriu um trabalho muito específico a que ela acha que me devo candidatar. Por momentos ela parecida estar a falar para uma retardada. Mas a dica de trabalho foi tão boa que eu ignorei por completo...
Pronto... ontem o neurologista não foi nada animador, mas estas carícias ao ego deram-me anesteisa suficiente para esquecer a esclerose e a sua progressão por umas horas e ao final do dia acabei por ver o tal do amanhecer...
Always Look on the Bright Side of Life
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Eu sou uma abençoada
A Suíça é um país neutro, toda a gente sabe. Mas é, ao que me parece, dos países com melhor preparação para a guerra.
Todos os homens são obrigados a cumprir serviço militar até aos 40 anos (o serviço militar tem outros contornos por estas bandas).
As casas têm (quase) todas um bunker. Falando em bunkers... há imensos espalhados pelo território suíço. Uns já só são referência histórica. Outros estão disfarçados na paisagem da forma mais estranha possível. Na minha cidade, escondido num sítio que só alguns conhecem com precisão, está um hospital subterrâneo com tecnologia de ponta (e parece que há mais, noutras cidades). Como podem ver, não é só o CERN que está debaixo de terra!!!
No entanto, uma pessoa pergunta-se: com tanta coisa, como é que os civis se arranjam se realmente rebentar uma guerra?!?!
Ora bem, os bunkers são inspeccionados de tempos a tempos e têm uma tabuleta qe indica a capacidade do espaço e/ou o bunker com mais capacidade nas imediações.
Mais!, caso haja uma ameaça os civis sabem que quando soar a sirene devem enfiar-se nos abrigos.
Mas, pergunta-se uma pessoa uma vez mais, como é que os civis sabem que é uma sirene de guerra?!?! Simples: nesta terra não há sirenes. Os bombeiros não fazem a sirene soar sempre que há acidente ou incêndio, pois não é regime de voluntariado, mas sim profissional. As fábricas ou outras empresas?!? Quando têm uma sirene... parece uma corneta de plástico de uma criança!!!
Assim, quando soar uma sirene, sem ser na primeira Quarta-feira de Fevereiro, qualquer civil sabe que tem que se proteger.
Agora o leitor pergunta-se, primeira Quarta-feira de Fevereiro?!? que que isso dizer?!?!
Simples: na primeira Quarta-feira de Fevereiro as sirenes são testadas.
Desde que vim para cá morar, calhou eu ter férias sempre nesta altura e nunca tinha presenciado um teste de sirenes.
Calhou este ano. Tive que ir ao centro da cidade, saí do autocarro e comecei a andar descansada. De repente, ouço um som estridente. Num primeiro momento, pareceram-me os bombeiros, mas vi que aquela sereia era muito mais forte, muito mais potente. De repente, oiço outro som mais ténue, ao longe.
Digo-vos, as lágrimas vieram-me aos olhos!! Eu sempre ouvi a sirene dos bombeiros e a sirene de uma fábrica da minha terra. Se antes achava que era um som deprimente e incomodativo, agora acho que me vai parecer uma valsa...
As sirenes assim... fortes e em simultâneo... arrepia!!! Perturba!!! Se só de ouvir um teste, e que eu sabia que existia, eu ia tendo um treco... imagine-se aquelas pessoas que vivem por esse mundo fora com sirenes e máscaras de gás e alertas e recolher obrigatório...
Assim, minha gente!, para quem acredita e até para quem não acredita em algo superior, levantem as mãos para o alto todos aqueles que nunca presenciaram uma guerra, porque são mesmo uns abençoados!
Todos os homens são obrigados a cumprir serviço militar até aos 40 anos (o serviço militar tem outros contornos por estas bandas).
As casas têm (quase) todas um bunker. Falando em bunkers... há imensos espalhados pelo território suíço. Uns já só são referência histórica. Outros estão disfarçados na paisagem da forma mais estranha possível. Na minha cidade, escondido num sítio que só alguns conhecem com precisão, está um hospital subterrâneo com tecnologia de ponta (e parece que há mais, noutras cidades). Como podem ver, não é só o CERN que está debaixo de terra!!!
No entanto, uma pessoa pergunta-se: com tanta coisa, como é que os civis se arranjam se realmente rebentar uma guerra?!?!
Ora bem, os bunkers são inspeccionados de tempos a tempos e têm uma tabuleta qe indica a capacidade do espaço e/ou o bunker com mais capacidade nas imediações.
Mais!, caso haja uma ameaça os civis sabem que quando soar a sirene devem enfiar-se nos abrigos.
Mas, pergunta-se uma pessoa uma vez mais, como é que os civis sabem que é uma sirene de guerra?!?! Simples: nesta terra não há sirenes. Os bombeiros não fazem a sirene soar sempre que há acidente ou incêndio, pois não é regime de voluntariado, mas sim profissional. As fábricas ou outras empresas?!? Quando têm uma sirene... parece uma corneta de plástico de uma criança!!!
Assim, quando soar uma sirene, sem ser na primeira Quarta-feira de Fevereiro, qualquer civil sabe que tem que se proteger.
Agora o leitor pergunta-se, primeira Quarta-feira de Fevereiro?!? que que isso dizer?!?!
Simples: na primeira Quarta-feira de Fevereiro as sirenes são testadas.
Desde que vim para cá morar, calhou eu ter férias sempre nesta altura e nunca tinha presenciado um teste de sirenes.
Calhou este ano. Tive que ir ao centro da cidade, saí do autocarro e comecei a andar descansada. De repente, ouço um som estridente. Num primeiro momento, pareceram-me os bombeiros, mas vi que aquela sereia era muito mais forte, muito mais potente. De repente, oiço outro som mais ténue, ao longe.
Digo-vos, as lágrimas vieram-me aos olhos!! Eu sempre ouvi a sirene dos bombeiros e a sirene de uma fábrica da minha terra. Se antes achava que era um som deprimente e incomodativo, agora acho que me vai parecer uma valsa...
As sirenes assim... fortes e em simultâneo... arrepia!!! Perturba!!! Se só de ouvir um teste, e que eu sabia que existia, eu ia tendo um treco... imagine-se aquelas pessoas que vivem por esse mundo fora com sirenes e máscaras de gás e alertas e recolher obrigatório...
Assim, minha gente!, para quem acredita e até para quem não acredita em algo superior, levantem as mãos para o alto todos aqueles que nunca presenciaram uma guerra, porque são mesmo uns abençoados!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Eu vou perder a minha sanidade mental
A crise chega a todo o lado. E a própria Suíça também tem sido afectada. Na aldeola onde trabalho há um só restaurante (sem movimento nenhum!) e a loja onde trabalho. Essa aldeola tem ainda uma fábrica de fiação de algodão (onde trabalhei há muitos anos a fazer férias de Verão) que está em crise há... anooooos! Isso implica o quê: as pessoas procuram o mais barato.
A loja não consegue competir com as grandes superfícies. Os supermercados fazem preços mais competitivos e têm de tudo (eu própria vou às compras aos supermercados). Se a isso acrescentarmos gestão danosa por parte dos meus patrões:
encomendas de pão enooooormes em que mais de metade vai para o lixo; compra em pouca quantidade de produtos que escoam facilmente e de grandes quantidades de produtos que às vezes nem um artigo vendem antes das validades terminarem. Onde eu consigo dominar, dou a volta, por exemplo, altero as listas do pão (ontem só deitei dois papo-secos fora, às vezes consigo a proeza de vender tuuuuudo!). Mas mesmo assim... eu não sou toda poderosa, não sou chefe, nem faço milagres e muito menos posso obrigar os clientes a comprarem os nossos produtos.
A coisa ficou tão feia, mas tão feia, mas tão feia que na Sexta-feira passada recebi um e-mail lindooooo da minha patroa: devido a problemas financeiros nos próximos quatro meses só podem pagar 60% do ordenado. Bem... se ele já não era famoso, agora... é inaceitável. Avisei-os que não podia ficar assim e que iria procurar trabalho, respeitando sempre as quatro semanas de pré-aviso que estão referidas no meu contrato.
Não gostaram da brincadeira. Resolveram fazer pressão. Mas estão a sair-se tão mal... A semana passada a minha patroa pediu-me para fazermos uma pequena reunião, para avaliarmos a minha "estadia" na loja. Não mencionou a crise da loja e não fez qualquer reparo negativo relativamente ao meu desempenho.
Como a mudança de planos não lhe agradou, resolveu fazer uma nova reunião. Enterrou-se mais.
Na tentativa de qualquer coisa que eu não entendi bem, mas que me parece ser uma forma de aliviar a consciência, recomendou-me um trabalho numa quinta a apanhar fruta três vezes por semana no cu de judas a mais de uma hora de comboio daqui. Quê?!?! Já lhe tinha dito que não tenho interesse neste momento em trabalhar em quintas ou estufas (eu ainda não sei como a esclerose se está a desenvolver, não posso ir para um trabalho tão pesado para dias depois me ter que despedir... no futuro, quando se tiver uma noção real das coisas, quem sabe se não posso apresentar-me num sítio desess?!?!), mas ela insistiu. Depois disse que eu podia lá dormir. O meu sonho: dormir, trabalhar, comer etc. e tal no mesmo sítio!!!
Mas o enterranço completo foi quando, à falta de argumentos para me forçarem ao despedimento, começaram a dizer que os clientes não vão à loja por causa do meu alemão. No Sábado encontrei uma cliente que a minha mãe conhece. Veio logo aquela conversa ah! tu és filha da Maria? ah! mas tu trabalhas na loja! depois desse intróito, disse, como que a pedir desculpas por estar num supermercado (ela nem pensou que também eu lá estava): eu só vou à loja em última necessidade. tenho filhos, tenho que poupar!". Que eu saiba o facto da senhora poupar não tem nada a ver com línguas.
Mas a coisa continua...
Ontem apareceu lá um cliente com comida quentinha feita para mim (carne de vaca guisada com batatas), hoje recebi três rosas porque ajudei outro cliente. Será que é porque eles não entendem o que eu lhes digo? Será que é por eu não lhes sorrir? Eu cá acho que deve ser por eu ser muito antipática.
Às vezes eu dou comigo a rir e a chorar ao mesmo tempo, qual sinal de loucura. A minha vida contada... seria um filme de terror (pois falta o que eu não conto por aqui) e eu pergunto-me como é que aguento esta gente louca! Se eles fumassem ganzas!! Ainda dizia que eram ums janados queimados de todo. Mas nem isso...
O que vale é que as minhas rosas enchem o olho a qualquer um...
A loja não consegue competir com as grandes superfícies. Os supermercados fazem preços mais competitivos e têm de tudo (eu própria vou às compras aos supermercados). Se a isso acrescentarmos gestão danosa por parte dos meus patrões:
encomendas de pão enooooormes em que mais de metade vai para o lixo; compra em pouca quantidade de produtos que escoam facilmente e de grandes quantidades de produtos que às vezes nem um artigo vendem antes das validades terminarem. Onde eu consigo dominar, dou a volta, por exemplo, altero as listas do pão (ontem só deitei dois papo-secos fora, às vezes consigo a proeza de vender tuuuuudo!). Mas mesmo assim... eu não sou toda poderosa, não sou chefe, nem faço milagres e muito menos posso obrigar os clientes a comprarem os nossos produtos.
A coisa ficou tão feia, mas tão feia, mas tão feia que na Sexta-feira passada recebi um e-mail lindooooo da minha patroa: devido a problemas financeiros nos próximos quatro meses só podem pagar 60% do ordenado. Bem... se ele já não era famoso, agora... é inaceitável. Avisei-os que não podia ficar assim e que iria procurar trabalho, respeitando sempre as quatro semanas de pré-aviso que estão referidas no meu contrato.
Não gostaram da brincadeira. Resolveram fazer pressão. Mas estão a sair-se tão mal... A semana passada a minha patroa pediu-me para fazermos uma pequena reunião, para avaliarmos a minha "estadia" na loja. Não mencionou a crise da loja e não fez qualquer reparo negativo relativamente ao meu desempenho.
Como a mudança de planos não lhe agradou, resolveu fazer uma nova reunião. Enterrou-se mais.
Na tentativa de qualquer coisa que eu não entendi bem, mas que me parece ser uma forma de aliviar a consciência, recomendou-me um trabalho numa quinta a apanhar fruta três vezes por semana no cu de judas a mais de uma hora de comboio daqui. Quê?!?! Já lhe tinha dito que não tenho interesse neste momento em trabalhar em quintas ou estufas (eu ainda não sei como a esclerose se está a desenvolver, não posso ir para um trabalho tão pesado para dias depois me ter que despedir... no futuro, quando se tiver uma noção real das coisas, quem sabe se não posso apresentar-me num sítio desess?!?!), mas ela insistiu. Depois disse que eu podia lá dormir. O meu sonho: dormir, trabalhar, comer etc. e tal no mesmo sítio!!!
Mas o enterranço completo foi quando, à falta de argumentos para me forçarem ao despedimento, começaram a dizer que os clientes não vão à loja por causa do meu alemão. No Sábado encontrei uma cliente que a minha mãe conhece. Veio logo aquela conversa ah! tu és filha da Maria? ah! mas tu trabalhas na loja! depois desse intróito, disse, como que a pedir desculpas por estar num supermercado (ela nem pensou que também eu lá estava): eu só vou à loja em última necessidade. tenho filhos, tenho que poupar!". Que eu saiba o facto da senhora poupar não tem nada a ver com línguas.
Mas a coisa continua...
Ontem apareceu lá um cliente com comida quentinha feita para mim (carne de vaca guisada com batatas), hoje recebi três rosas porque ajudei outro cliente. Será que é porque eles não entendem o que eu lhes digo? Será que é por eu não lhes sorrir? Eu cá acho que deve ser por eu ser muito antipática.
Às vezes eu dou comigo a rir e a chorar ao mesmo tempo, qual sinal de loucura. A minha vida contada... seria um filme de terror (pois falta o que eu não conto por aqui) e eu pergunto-me como é que aguento esta gente louca! Se eles fumassem ganzas!! Ainda dizia que eram ums janados queimados de todo. Mas nem isso...
O que vale é que as minhas rosas enchem o olho a qualquer um...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Já nos safemos?...
Andei que tempos para arranjar um motivo para fugir a um casamento, quando o tinha cão colado a mim. À cara podre, usei o argumento mais baixo que podia. Disse que a perna me incomoda muito e que não dá para ir. Foi golpe baixo usar a esclerose, mas... Até que nem é 100% mentira. A perna incomoda sempre (caminhar, correr, sentada, deitada...), no entanto, se eu quisesse ir, a coisa até que se aguentava bem. Mas é que as coisas não têm corrido muito bem com esta gente.
Os convidados são quase todos meus clientes. Só por aí a coisa já é assustadora... estar a semana toda com eles e ainda apanhar com eles numa cerimónia.
Só que o resto ainda é pior... Andei que tempos a pensar se uma parte das pessoas que aparecem na loja (incluíndo os meus patrões) não pertenceriam a uma seita. São os pequenos e os grandes pormenores. São os comportamentos, é o que se diz e o que fica por dizer. E não me estava a apetecer um dia com elementos de uma seita.
Nestas idas e voltas... senti-me um pouco culpada por não ir e por usar um argumento tão vil. Mas já passou!!
Hoje de tarde, um dos meus clientes favoritos apareceu a meio da tarde e com tempo de conversa. Já várias vezes ele me elogiou a atitude que tenho com os adolescentes insubordindados. Ele considera que tenho força para eles e que, se eles não aprendem em casa, é bom que alguém gaste uns minutos a passar sabões aos putos.
Quando ele chegou era o que eu estava a fazer. Uma garota semi-portuguesa, que se fosse em Portugal... ele ia ver...
Como ele apanhou a coisa a meio, perguntou -me depois de eles saírem o que se tinha passado. Voltou a dizer-me que fiz bem e que se continuam a ser mal-educados, se for preciso, deve-se chegar à última consequência: proibição de entrar. Ele ainda acrescentou que aqui não é a Itália (ele é semi-italiano) que um pai pode defender o filhote destruindo a loja.
Eu disse-lhe que concordava com ele, mas também lhe expliquei que tenho dificuldades em mostrar isso aos meus patrões. Que eles defendem os miúdos como se fossem anjos inocentes.
Oh pá! Ele muda a expressão facial e diz-me: Os teus patrões são muito simpáticos, mas não são normais. Eu moro aqui há sete anos e eu não sei bem, mas acho que eles pertencem a uma seita. Mesmo muito simpáticos, mas há qualquer coisa que não é normal o que eu vejo por aqui.
Ora bem, ele mora na aldeia há sete anos. É cliente deles desde que a loja abriu. Ele viu e ouviu mais coisas do que eu. Se eu não morando lá já suspeitava... agora tenho a certeza. E deste modo... não me sinto nada mal por não pôr os pés no casamento. É que eu aceito (embora não compreenda) que se pertença a uma seita, mas quando me tentam evangelizar... fujam!! E como ninguém me garante que entre um canapé e uma bebida eles não tentam passar a mensagem... vou ficar tão bem deitada no sofá a descansar as perninhas... :D
Os convidados são quase todos meus clientes. Só por aí a coisa já é assustadora... estar a semana toda com eles e ainda apanhar com eles numa cerimónia.
Só que o resto ainda é pior... Andei que tempos a pensar se uma parte das pessoas que aparecem na loja (incluíndo os meus patrões) não pertenceriam a uma seita. São os pequenos e os grandes pormenores. São os comportamentos, é o que se diz e o que fica por dizer. E não me estava a apetecer um dia com elementos de uma seita.
Nestas idas e voltas... senti-me um pouco culpada por não ir e por usar um argumento tão vil. Mas já passou!!
Hoje de tarde, um dos meus clientes favoritos apareceu a meio da tarde e com tempo de conversa. Já várias vezes ele me elogiou a atitude que tenho com os adolescentes insubordindados. Ele considera que tenho força para eles e que, se eles não aprendem em casa, é bom que alguém gaste uns minutos a passar sabões aos putos.
Quando ele chegou era o que eu estava a fazer. Uma garota semi-portuguesa, que se fosse em Portugal... ele ia ver...
Como ele apanhou a coisa a meio, perguntou -me depois de eles saírem o que se tinha passado. Voltou a dizer-me que fiz bem e que se continuam a ser mal-educados, se for preciso, deve-se chegar à última consequência: proibição de entrar. Ele ainda acrescentou que aqui não é a Itália (ele é semi-italiano) que um pai pode defender o filhote destruindo a loja.
Eu disse-lhe que concordava com ele, mas também lhe expliquei que tenho dificuldades em mostrar isso aos meus patrões. Que eles defendem os miúdos como se fossem anjos inocentes.
Oh pá! Ele muda a expressão facial e diz-me: Os teus patrões são muito simpáticos, mas não são normais. Eu moro aqui há sete anos e eu não sei bem, mas acho que eles pertencem a uma seita. Mesmo muito simpáticos, mas há qualquer coisa que não é normal o que eu vejo por aqui.
Ora bem, ele mora na aldeia há sete anos. É cliente deles desde que a loja abriu. Ele viu e ouviu mais coisas do que eu. Se eu não morando lá já suspeitava... agora tenho a certeza. E deste modo... não me sinto nada mal por não pôr os pés no casamento. É que eu aceito (embora não compreenda) que se pertença a uma seita, mas quando me tentam evangelizar... fujam!! E como ninguém me garante que entre um canapé e uma bebida eles não tentam passar a mensagem... vou ficar tão bem deitada no sofá a descansar as perninhas... :D
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artigo do dia,
Oh brave new world...,
What the F***??
domingo, 6 de janeiro de 2013
Hoje é dia de Reis, trálálá... parte dois
Como por estas bandas os padres portugueses são coisa raaara e normalmente fazem férias nestas alturas... a minha mãe foi às cerimónias espanholas. Já há muito tempo que ela diz que é uma festa imponente, com a boa disposição típica dos espanhola e as gaitas de foles da Galiza.
Hoje chegou a casa a rir-se e mandou-me ler o libreto da eucaristia, na parte do ofertório. Ela acrescentou que a missa foi toda dedicada às crianças. Deve ter sido hilariante ouvir esta letra nas vozes dos miúdos...
Ofetorio:
- Ofrenda de los Reyes Magos
- Canto de ofertorio (niños colegio español)
Villancico de los Futbolistas
Vamos a ver Jesús,
no sabemos que llevarle.
¿ Crees que le gustará el fútbol
para cuando sea grande?
Messi con Casillas
Ronaldo y puyol.
Que si te descuidas
va y te mete un gol.
Le he preguntado a María
y ella me ha dicho que sí,
porque ya da pataditas
en la cuna Jesusín.
Messi con Casillas...
Vamos a llevarte al niño,
un balón de reglamento
para que se entrene un poco,
no te creas que te miento.
Messi con Casillas...
Estamos pensanso todos
en llevarle al niño un pin
y una camiseta chula
también del Real Madrid.
Messi con Casillas...
Y le compraremos ¡oye!
esto no es ninguna farsa,
unos deportivos chchis
chiquirritines del Barça.
Messi con Casillas....
Y un pantalón non muy corto
cpm el que poder jugar,
también un bonito chándal
para ir a entrenar.
Messi con Casillas...
Y yo unas rodilleras
creo que voy a llevar,
para que en el campo el niño
también se pueda tirar.
Messi con Casillas...
Pero aunque es tan chiquitillo
que sólo no dice "ajo",
ya le va gustando el fútbol
¡mira tú! a este chiquitajo.
Messi con Casillas...
- Ofrenda de los niños.
Que a minha mãe diz ter seguido à risca esta letra... bola, camisola... mesmo cool!!
Hoje chegou a casa a rir-se e mandou-me ler o libreto da eucaristia, na parte do ofertório. Ela acrescentou que a missa foi toda dedicada às crianças. Deve ter sido hilariante ouvir esta letra nas vozes dos miúdos...
Ofetorio:
- Ofrenda de los Reyes Magos
- Canto de ofertorio (niños colegio español)
Villancico de los Futbolistas
Vamos a ver Jesús,
no sabemos que llevarle.
¿ Crees que le gustará el fútbol
para cuando sea grande?
Messi con Casillas
Ronaldo y puyol.
Que si te descuidas
va y te mete un gol.
Le he preguntado a María
y ella me ha dicho que sí,
porque ya da pataditas
en la cuna Jesusín.
Messi con Casillas...
Vamos a llevarte al niño,
un balón de reglamento
para que se entrene un poco,
no te creas que te miento.
Messi con Casillas...
Estamos pensanso todos
en llevarle al niño un pin
y una camiseta chula
también del Real Madrid.
Messi con Casillas...
Y le compraremos ¡oye!
esto no es ninguna farsa,
unos deportivos chchis
chiquirritines del Barça.
Messi con Casillas....
Y un pantalón non muy corto
cpm el que poder jugar,
también un bonito chándal
para ir a entrenar.
Messi con Casillas...
Y yo unas rodilleras
creo que voy a llevar,
para que en el campo el niño
también se pueda tirar.
Messi con Casillas...
Pero aunque es tan chiquitillo
que sólo no dice "ajo",
ya le va gustando el fútbol
¡mira tú! a este chiquitajo.
Messi con Casillas...
- Ofrenda de los niños.
Que a minha mãe diz ter seguido à risca esta letra... bola, camisola... mesmo cool!!
Hoje é dia de Reis, trálálá...
Eu não sou amante de bolo rei. Aquela misturada de frutos dá-me cabo do sistema. Mas tenho que dizer que o bolo rei enche o olho. É mesmo rei!
Por aqui também há a tradição de bolo no dia de reis. Como não há ASAE a chatear, o bolo tem um rei. Um boneco de plástico com 1,5cm de altura. Quem encontra o rei no bolo torna-se rei também e até tem direito à coroa e tudo!!!
Mas... santa paciência!! De rei o bolo não tem nada. Pode ser um 3er, um 6er ou 9er Dreikönigskuchen. Quer dizer: um bolo dos três rei de 3, de 6 (o da foto) ou de 9 bolas. Mas resume-se a quê: massa de pão com um pouco (mesmo muito pouco) de açúcar e um punhado (bem pequeno) de passas e já está!!!!!!!
Os suíços são muito bons nos chocolates, nos queijo, nas carnes secas e fumada. Mas em bolos... coitadinhos!!!
No entanto, a minha patroa riu-se como se estivesse a ver a coisa mais engraçada do mundo quando lhe mostrei o nosso bolo rei. Nãoa chei piada nenhuma!!!!!
Há muita gente que faz os seus bolos, mas não sei se fazem as coroas (sei que colocam os reis dentro da massa). No entanto, quem compra nas padarias recebe uma coisa destas em casa:
o bolo e a coroa (que se monta no género da coroa do Burger King) empacotados em sacos feitos especialmente para a ocasião. Vê-se mal, mas de lado estão os nomes em alemão: Caspar, Melchior e Balthasar.
Por aqui também há a tradição de bolo no dia de reis. Como não há ASAE a chatear, o bolo tem um rei. Um boneco de plástico com 1,5cm de altura. Quem encontra o rei no bolo torna-se rei também e até tem direito à coroa e tudo!!!
Mas... santa paciência!! De rei o bolo não tem nada. Pode ser um 3er, um 6er ou 9er Dreikönigskuchen. Quer dizer: um bolo dos três rei de 3, de 6 (o da foto) ou de 9 bolas. Mas resume-se a quê: massa de pão com um pouco (mesmo muito pouco) de açúcar e um punhado (bem pequeno) de passas e já está!!!!!!!
Os suíços são muito bons nos chocolates, nos queijo, nas carnes secas e fumada. Mas em bolos... coitadinhos!!!
No entanto, a minha patroa riu-se como se estivesse a ver a coisa mais engraçada do mundo quando lhe mostrei o nosso bolo rei. Nãoa chei piada nenhuma!!!!!
Há muita gente que faz os seus bolos, mas não sei se fazem as coroas (sei que colocam os reis dentro da massa). No entanto, quem compra nas padarias recebe uma coisa destas em casa:
o bolo e a coroa (que se monta no género da coroa do Burger King) empacotados em sacos feitos especialmente para a ocasião. Vê-se mal, mas de lado estão os nomes em alemão: Caspar, Melchior e Balthasar.
Acham que perante esta coisa eles têm direito a rir-se da nossa obra de arte que é o bolo rei?!?!?
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
nham nham...
Aproveitando o facto de ainda não termos chegado aos Reis e o facto de 2 de Janeiro ser como que feriado (bem como o 26 de Dezembro), coisa que me permite estar por casa a vegetar como há muito tempo não fazia, vou escrever sobre um contraste entre os meus dois países.
Toda a gente já comeu fondue de chocolate e já ouviu falar em fondue de queijo. Mas o fondue chinoise e o bourgignonne devem ser desconhecidos pra a maior parte. Todos eles são feitos em caçarolas, todos eles são comidos com garfos fininhos e directamente das caçarolas. A diferença realmente está no que é comido e não no como. O fondue normal é uma mistura de queijos com pedaços de pão. O borgignonne é, segundo "peritos, carne de vaca cortada em cubos e frita em óleo de amendoim (ao que parece espirra menos, já sabem... até para outros cozinhados!!). O chinoise é carne (vaca, frango, porco ou outra a gosto) cortada em fatias fininhas, enroladas e cozinhadas em caldo de carne (sim, o belo caldo Knorr funciona aqui). Não gosto deste, não provei aquele. Mas o normal... deixa-me a salivar só de pensar. E há aí um enriquecido com trufas... de lamber os beiços!
Ao contrário do que minha mãe diz (a 24 de Dezembro não se come carne), por aqui, abusa-se. O 24 de Dezembro, ao que parece, é quando os suíços perdem a cabeça e comem carne como gente (os suíços não sabem comer!!! se eu vos dissesse como é a alimentação desta gente...).
Eu fiquei abismada na semana passada com a quantidade de encomendas de carne (principalmente fondue chinoise que houve para dia 24. Nós conhecermos as pessoas e vê-las a comprar salsichas ao longo do ano e, de repente, a encomendarem uma fortuna (coisa que eu não pagaria) por carne que ainda vão ter que cozinhar...
Realmente... o Natal dá a volta à cabeça das pessoas...
Como disse, houve encomendas de carne, diferentes tipos. Uma delas era esta coisa fofa. O nome traduzido era: presunto envolto em massa. Vinha só meio cozido, o cliente ainda teve que acabar de cozer, mas... quando eu vi a coisa... não resisti ao clique. :D
Toda a gente já comeu fondue de chocolate e já ouviu falar em fondue de queijo. Mas o fondue chinoise e o bourgignonne devem ser desconhecidos pra a maior parte. Todos eles são feitos em caçarolas, todos eles são comidos com garfos fininhos e directamente das caçarolas. A diferença realmente está no que é comido e não no como. O fondue normal é uma mistura de queijos com pedaços de pão. O borgignonne é, segundo "peritos, carne de vaca cortada em cubos e frita em óleo de amendoim (ao que parece espirra menos, já sabem... até para outros cozinhados!!). O chinoise é carne (vaca, frango, porco ou outra a gosto) cortada em fatias fininhas, enroladas e cozinhadas em caldo de carne (sim, o belo caldo Knorr funciona aqui). Não gosto deste, não provei aquele. Mas o normal... deixa-me a salivar só de pensar. E há aí um enriquecido com trufas... de lamber os beiços!
Ao contrário do que minha mãe diz (a 24 de Dezembro não se come carne), por aqui, abusa-se. O 24 de Dezembro, ao que parece, é quando os suíços perdem a cabeça e comem carne como gente (os suíços não sabem comer!!! se eu vos dissesse como é a alimentação desta gente...).
Eu fiquei abismada na semana passada com a quantidade de encomendas de carne (principalmente fondue chinoise que houve para dia 24. Nós conhecermos as pessoas e vê-las a comprar salsichas ao longo do ano e, de repente, a encomendarem uma fortuna (coisa que eu não pagaria) por carne que ainda vão ter que cozinhar...
Realmente... o Natal dá a volta à cabeça das pessoas...
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