terça-feira, 21 de abril de 2020

Älperchilbi - Outubro 2019

Stans é a capital do "meio cantão" Nidwald. Uma cidade pequena (será mais uma vila, nos padrões portugueses), fofa como quase todas os cantos deste país. E com uma festa importante que eu descobri por acaso. Fomos de manhã, o tempo estava tristonho, ou não estivéssemos no Outono. De manhã demos uma volta pelas ruas e à tarde vimos o cortejo do Älperchilbi (traduzido é a feira dos Alpes, e feira como festa e não como mercado). 



A porta não é a principal… é só uma lateral que tem um trabalho de forja magnífico.
O interior da igreja estava todo engalanado e tinha vários cestos com o resultado das colheitas.



   


Älperchilbi é uma festa de agradecimento pelas colheitas. As pessoas esperam pelo cortejo para saudar os agricultores. Também havia carros de crítica social. Mas como era da zona e eu moro longe, passou-me ao lado. Mas deliciei-me ao ver grandes e pequenos, novos  e velhos com as roupas típicas tanto a desfilar como na assistência. Houve partilha de biscoitos, de vinho quente, de Süssmost (sumo de maçã por filtrar)… 
   


 
Eu gosto desta foto por causa dos babões dos São Bernardo (são fofos, mas são mesmo uns babões!), mas também porque podemos ver três blusas muito semelhantes, que variam na cor, mas que são usadas tanto por homens como por mulheres. Na do lado, vemos um monte de tradições juntas: camisa, cinto, os chocalhos e o chocalhar dos chocalhos (no vídeo).

A floresta é muito valorizada por aqui: é para passear, para visitar, é a fonte de lazer, fonte de energia… esculpir troncos de madeira é comum por cá, algumas das esculturas são feitas nos meios troncos de árvores que partiram com as tempestades. Por isso não é difícil encontrar esquilos ou pássaros de madeira espalhados pela floresta.
Aquilo amarelo… sim… queijo. Transportado à moda antiga. :)


Olhem bem o tamanho da miúda a levar o burro! Era mesmo eu… 
O Fahnenschwingen ("balanço de bandeiras", schwingen significa balançar) é um elemento de folclore suíço. Bem como o Schwingen (uma espécie de luta livre só suíça) que os miúdos demonstram na foto em baixo. E, sim, o ringue é serradura… 


Aqui o Wildmaa e a Wildfrau (homem selvagem, mulher selvagem) são chamados de Butzi no cantão Nidwald. São os "caretos" lá do sítio. Ela anda com a filha (boneca colorida) às costas. Não sei se há alguma história por trás deste par. Na festa em si eles serviam para afastar as pessoas que estavam na frente dos carros alegóricos ou dos animais. Para isso, usavam um pinheiro como chicote… :D :D 

Para o fim do dia, depois de discursos de não sei quanta gente e cantores de Jodeln (mais conhecido por tirolês, embora aqui não se esteja no Tirol) acturarem, os miúdos até aos 12 anos podiam tentar subir ao pinheiro para tirar um saco com um prémio. Não fiquei para ver pois ainda tínhamos umas horas de regresso a casa, mas vinha deliciada. A sério… senti-me meia suíça naquele dia… mesmo engraçado! :)



domingo, 19 de abril de 2020

Das fantasias


Eu tenho um hábito pelo qual sou gozada. Sempre que vou a um sítio tento apanhar todo os folhetos informativos da região. Depois chego a casa e analiso papel a papel para descobrir novos passeios. Quando fui às minas de sal de Bex apanhei vários folhetos que me levaram a outro dia bem passado. Teve tudo a ver com o fantástico (pelo que está aqui e por uma exposição sobre o Drácula), mas teve a sua piada.

 Fomos a uma gruta que é de fadas. Num percurso fácil com cerca de mil metros e muitos pingos gelados lá nos fomos rindo com o que víamos.

Os humanos passam por um lado, a água já passa por outro, um túnel de desvio, criado pelos humanos.
Humanos que conseguem ver uma mulher na segunda foto. Eu virei a cabeça para a direita, para esquerda, semicerrei os olhos e depois de muuuuuita imaginação aplicada, quase que consegui ver a dita mulher...

Um morcego disfarçado? Não me perguntem...
Noutro momento de grande imaginação, vê-se um crocodilo aqui. só não percebo onde começa...

A gruta tem várias "abóbodas" bastante altas e depois de algumas curva, damos de caras com a gruta das fadas. Uma cascata com 70metros de altura. (não sei para que serve a varanda de madeira e respectivo telhado, visto que ninguém vai lá tão para a frente e a água passa por todos os lados.
Esta é interessante… segundo a legenda (sim, havia um guia com uns 15 pontos), isto é um presunto… (também não sei…)

A terra onde fica a gruta é Saint Maurice. Uma pequena aldeia no meio das montanhas, com uma abadia. A igreja da abadia é simples mas muita bonita, com detalhes muito engraçados, como esta porta com os signos do zodíaco no vitral ou a mensagem em francês.

Na fonte: Bibe Viator ex fontibus abbatiae aquam vivam.

Vevey - Julho 19

No Verão passado aconteceu uma festa especial. A Fête des Vignerons é um evento que acontece a cada 25 anos mais ou menos. Começou há relativamente pouco tempo, a data do primeiro evento da festa da vinha e do vinho (tradução muito livre) remonta a 1618. Eu não pesquei metade do francês, pois o evento foi em Vevey (sim, a terra da Nestlé), mas posso dizer que foi impressionante ver 5000 pessoas a fazer o espectáculo.



Como houve tempo, demos volta à cidade (pequena, com casas charmosas) e fomos a um museu sobre comida. Eu ia a contar com chocolate (pela relação com a empresa), mas… nada! No entanto foi engraçado ver o jardim com tomates desta cor...

   
E algumas esculturas… diferentes… o garfo gigante está espetado no lago Lèman...

A madeira é um bem muito estimado por cá. E é comum ver esculturas espalhadas por todo o lado. Esta fazia sentido, o carregador de uvas dava as boas vindas (ou despedia-se) a quem chegava (partia).
Só tenho pena de não ter tirado uma foto ao Charlot. Quando lá voltar para ver o museu do Chaplin...


terça-feira, 14 de abril de 2020

Das manias e dos pseudo-ecologistas

Toda a gente fala da poluição que os aviões produzem. As férias são poluentes. Uns tentam fazer com que outros se sintam mal por fazerem férias. Muitas vezes é mais por inveja do que por causa do ambiente. E também é engraçado ver como estas pessoas muito preocupadas com o ambiente consomem bananas, abacates, ananás, mariscos… como se não fosse tudo importado, como se fosse tudo produzido no quintal de casa.
Mas antes de chegarmos tão longe, antes de chegarmos a coisas grandes como um tanque de querosene, podemos ser ecológicas em coisas pequenas...

Deixem de ser choninhas e parem de pedir etiquetas para tudo e mais alguma coisa. Para vossa informação: ter ou não etiqueta prioritária e exactamente a mesma coisa. As malas são separadas por máquinas que simplesmente lêem códigos de barras. Se têm etiqueta amarela ou roxa às pintas é igual a nada.

Parem de usar etiqueta de publicidade da companhia aérea. Pode-se usar qualquer etiqueta com identificação. Não precisa ser da companhia aérea do dia. O que se recomenda é que arranjem uma etiqueta durável (eu recomendo sempre as de aço). Preenchem os dados e prendem à mala. Não precisam de andar sempre a mudar. Podem comprar, mas por vezes as próprias companhias oferecem essas etiquetas mais resistentes, é só perguntar. Ou ainda mais simples (e na minha opinião, prático e seguro), usem a etiqueta que vem embutida na mala. O risco de se perder a informação é mesno de mínimo.

As malas não se constipam! Parem de inventar casaquinhos para elas!
Há para aí uma moda (creio que é chinesice) de colocar uma capa colorida sobre a mala. Amigos! vejam o inconveniente: a capa suja-se; a capa estraga-se; a capa perde-se (não a companhia aérea não assume responsabilidade por essa perda). Na realidade, a capa protege pouco a mala em relação à sujidade e à água, ou seja, em pouco tempo também a mala se suja.
Mas há questões mais sérias que envolvem a capinha toda fofinha. A porcaria da capa tapa muitas vezes as etiquetas. Assim, não se admirem se a mala não chegar ao destino. Além disso, o raio da capa prende-se nas bandas. Sem falar no atraso que isso provoca, por vezes destroem-se malas e bandas por causa dessa estupidez. Por isso, não se admirem que a mala chegue ao destino como se tivesse estado na guerra. Além disso, a tendência é colocar capas com motivos todos fofinhos e queridinhos… oh por favor!!! anda tudo com o complexo de Peter Pan?!?!

O papel celofane--- Ah, o papel celofane!
Não é que seja completamente contra ele. Mas será preciso gastar um rolo de papel celofane numa mala de mão? Nas lojas, eles colocam o papel celofane nas quantidades necessárias e de modo a que não saia (e bloqueie as bandas). Assim, por favor, se fazem mesmo muito questão ou vão para países "duvidosos", vão a uma loja fazer o serviço de forma correcta. Mas, por favor, só embrulhem a mala depois de terem a certeza que não excede o peso, que têm as pilhas e baterias na mala de mão, etc. e tal, porque se não tiverem… vão ter que cortar o embrulho todo e lá vai mais plástico à vida.
E outra coisa, tal como a capa, o plástico não protege a mala. Por isso, se é só para proteger a malinha fofinha… não o façam!

Ah. E o papel celofane evita que se roube. Claro… e o Pai Natal joga bridge com o Coelhinho da Páscoa, o Homem das Neves e o Monstro do Lockness.
Se eles quiserem roubar, eles roubam e o plástico rasgado é justificado como "inspecção de segurança".

Os únicos contextos em que o plástico não me mete confusão é: a mala está estragada e o passageiro prefere levá-la assim e depois comprar uma nova quando chegar a casa. Ou se formos para certos países duvidosos e não quisermos que nos metam cosias na mala. Como o plástico (colocado nas lojas) é impossível de substituir, ninguém vai dizer que um quilo de droga foi metido na mala durante uma inspecção...

Por fim, se querem um talão de embarque em papel e querem fazer alterações (mudar o lugar, colocar o número de viajante frequente ou sei lá o que mais), por amor de todos os anjinhos, peçam isso antes de o agente de check-in imprimir. É a coisa mais chata e menos ecológica que eu faço no check-in, só porque as pessoas não pedem tudo como deve ser….



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Bex - Junho de 2019

Comecemos pelo nome. Primeiro a minha pessoa e quem me acompanhou na viagem andavam a dizer "BeX", mas esquecemos que é francês, logo é "Bé". Depois, há Bex, Vex, Mex e mais umas quantas terras terminadas em "ex" naquela zona. Originalidade duvidosa… :p
Agora o que interessa… Bex tem umas minas de sal. Mas, como em tudo na Suíça, há toda uma história por trás que faz com que uma coisa banal como sal tenha direito a meia hora de explicação. :)
Na Suíça há as minas de sal do Jura que ficam, isso!, no maciço do Jura com um ponto de extracção ali para os lados de Basel. Depois temos o sal de extraído em Bex. Na realidade é tudo sal dos suíço e alpino, mas sabem como é... as denominações de região e os AOCs e os não sei o quê… e acabam por dar denominar este como Sal dos Alpes.
O sal do Jura faz uma extracção massificada se compararmos com a do sal dos Alpes. E até há poucos anos o sal dos Alpes não podia ser vendido fora do cantão Wallis (Vallais). Depois de umas quantas voltas, a autorização para ser vendido fora do cantão surgiu e a produção foi aumentada. Não tem a dimensão das minas do Sal do Jura, mas o pessoal de Bex não deixa de estar orgulhoso. Eu achei giro, foi um dia diferente, aprendi umas coisas e provei uma água que escorria de uma parede da mina que era mais salgada que sei lá o quê e que só de pensar ainda me enjoa.

Entrada a pé para um intricado labirinto criado pela mão de mineiros desde 1684. (Bem também tenho a indicação de 1554, não sei bem...)

       


Se eu já achei o comboio de transporte de mineiros uma coisa minúscula (não cabem duas pessoas sentadas lado a lado), imagino a sensação claustrofóbica daquele elevador… é demais!
Aquela luz verde é da sala de festas. Sim, eles têm lá nas entranhas da montanha uma sala para conferências e eventos que as pessoas podem reservar. Aquelas estalactites fininhas são sal.

As lanternas eram a forma de saber se havia acumulação de gases perigosos nas galerias. Quando a chama dos candeeiros ficasse azul era para fugir. Também tinham a técnica dos pássaros. Se os bichos desmaiassem também queria dizer que era para dar de "frosques".
Na imagem do lado vemos alguns dos utilitários dos mineiros do antigamente. Sim, aqui e além as galerias alargam e era nessas áreas que eles mudavam de roupa ou comiam.

Aqueles troncos não estão roídos do caruncho. São os canos de transporte de água que era levada para a zona da evaporação.

A água que eu andei a provar escorreu desta parede. A pedra tem aquela cor, mas a água é completamente transparente. 

Antes da aventura da mina fomos almoçar. O ambiente é... entre o kitsch e a obsessão por gatos... um pouco... estranho... no mínimo. :D :D 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Humor helvético

As restrições que esta Pandemia nos impôs fizeram com que eu não pise o passeio em frente ao meu prédio há quase três semanas.
Tenho tentado manter a minha mente ocupada. Estar enclausurado é uma porra. Estar enclausurada porque tenho uma doença crónica e isso me põe num grupo de risco… é uma porra maior. Se soubessem como é frustrante não estar doente, mas estar em casa…
então, como estava a dizer, tento manter-me ocupada. Já fiz a limpezas de Primavera. Já vi a Casa de Papel toda (eu arranjei uma conta lá na plataforma e tudo). Ler. Internet. Trabalhos manuais. Arrumar as pastas do computador. E isso fez-me encontrar fotos que eu acho que não estão por aqui...
Uma delas foi de uns cartoons que descobri num passeio ao Sul da Suíça, mais precisamente nos jardins do castelo de Saint Maurice, no cantão Wallis (cantão bilingue, francês e alemão, por isso uns nomes numa língua e outros noutra).

Algumas precisam de um pouco de contexto cultural. Mas prova que os suíços também têm humor.

Afinal… se calhar… :D 
No cantão Wallis (Vallais em francês) há umas cabras muito engraçadas embora eu ache a ovelhas do Vallais a coisa mais fofa deste mundo. 



Raclette que se prese tem batatas e picles. :)

Passo Simplon, Goms e Bagnes, todas no cantão Vallais.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Carona virus

Eu não sei o que se passa na empresa em que trabalho. Tenho dias em que me pergunto como é que ainda não houve uma tragédia ou como é que ainda não perdemos clientes ou sei lá o quê.
Os empregados bons estão a sair como ratos a abandonar um navio que se está a afundar. E desta vez eu consigo compreendê-los e a imagem que usei não é para ser vista como algo negativo. Cada um por si, porque ninguém os apoia.

Isso faz com que uns sejam sobrecarregados, que entre gente aos molhos todos os meses… mas… depois… só entra merda. Sim, não há palavra mais clara do que esta para catalogar os espécimes que temos recebido.

Nos perdidos e achados não tem entrado muita gente, é mais no check-in. Eu tinha andado ausente, enfiada nas catacumbas (os perdidos e achados não têm luz natural) e não tinha noção do que se passava fora da Caverna. Mas agora que me soltei das amarras vi que as sombras são afinal… sombras muito escuras...

Em coisa de duas semanas aconteceu de tudo, ouvi de tudo e só aguento porque adoro o que faço e no fim do mês já vou de férias!!!

Tirando facto de haver muita canalha nova (idade) a pensar que sabe mais do que eu, tirando o facto de haver muita besta nova (ainda no tempo de prova) a tentar ensinar-me o trabalho (oh otários, não é porque não me vêm muito no check-in, que eu não sei o que faço), eu não suporto o facto de eles serem tão ignorantes e não mostrarem o mínimo de interesse por… nada… nenhum tema...

Aqui ficam algumas pérolas:

Passageiro chega a perguntar como é no dia seguinte já que estão a pensar fazer greve nas torres de controlo ou não sei o quê em França, resposta do gajo:
-ah nós não sabemos se a greve nos afecta ou não. Vocês tem que vir amanhã e ver. 
[Esclarecimento: pelo menos um dia antes nós sabemos se os nosso aviões vão ser afectados por greves ou não; se soubermos, o passageiro é informado e recebe uma alteração da viagem o mais adequada à situação (à parte: eu tinha dito que ele não prestava). Se eu não me tivesse metido no caminho o pobre homem tinha tido um ataque cardíaco!]

O passageiro deve ter perguntado se havia dificuldades para fazer o transbordo em Amesterdão (é uma pergunta recorrente, devido ao curto tempo que há entre aterragem e embarque). Resposta da analfabeta:
- Não se preocupe. Amesterdão é um aeroporto pequeno. 
Explicação: a técnica é dizer aos passageiros que se devem encaminhar o mais rapidamente possível para a nova porta de embarque. Principalmente se o tempo de transbordo for inferior a uma hora. Além disso, Amesterdão NÃO é pequeno! Antes pelo contrário é dos maiores da Europa.

Ontem foi a gota de água no check-in...
Os novos têm que ter uns dias de acompanhamento. Há dois ou três dias estive com um miúdo (18anos) e ele ouviu-me, perguntou-me e ainda me agradeceu o facto de ele lhe ter dado umas dicas extra, retiradas de umas notas que eu fiz quando comecei a trabalhar lá. No fim, rematei como remato sempre: qualquer dúvida, pergunta, pergunta, pergunta.
Já ontem tive uma estúpida que… pensa que é a última bolacha do pacote.
Além de não ouvir o que eu lhe disse e fazer o que lhe apetecia, quando eu lhe disse que perguntasse sempre que precisasse, ela rematou com a resposta: - Eu não pergunto, porque nunca mais aprendo. O meu pensamento foi só um "boa sorte com tanta arrogância".

No entanto, ela cometeu um crime de lesa-majestade comigo… Teve a ousadia de dizer que Português era igual a Espanhol. E depois de eu negar,  ela decidiu insistir  e insistir e dizer "quando se estuda a língua sabe-se que são quase iguais". Eu inspirei muuuuuuuito fundo para a resposta não me sair aos gritos e disse-lhe:
-Eu sei, eu trabalho num check-in, mas a minha formação é Linguística e Literatura Portuguesas! Ela ainda tentou insisitir (oh céus!), e eu disse-lhe que se calasse porque não queria discutir. O monte de esterco quis provar que era melhor e começou a dar palpites sobre como eu poderia dar aulas em vez de estar no aeroporto e já querer voltar ao seu conhecimento exímio de português diz-me que também tinha sido professora. Foi a minha deixa para acabar com a conversa parva: - Então o que fazes aqui a trabalhar? E o raio da russa calou-se finalmente.

Mas a cereja do bolo destas últimas semana é dos perdidos e achados. Um gajo que entrou há dias, andou à batatada sei lá onde. A polícia levou-o para a choldra, um dia ou dois para arrefecer as ideias. A empresa tem tentado contactá-lo. Sem sucesso. Fala-se em despedimento sem aviso. É que, quanto mais não seja, não se pode ter cadastro para trabalhar no aeroporto…

E pronto… é com isto que tenho que conviver… :/

* Na infância sempre ouvi falar do "avião do Carona". Acho que é daquelas piadas, que vão passando de geração em geração, relacionadas com uma família da terra (os Caronas são aos montes lá na aldeia). E deu-me para fazer esta associação de ideias contemporâneas, privadas, antigas, públicas num título parvo como tudo… :D :D

Poetisa

O blog anda parado, quase morto. Tenho que ver que coisas publiquei no último ano e se tenho ainda alguma coisa para partilhar…
Até lá partilho este doodle de ontem, em homenagem a Else Lasker-Schüler.