sábado, 27 de setembro de 2014

Novembro de 2009

A grande tela para os grafitters, aqui na cidade, fica na parede de uma empresa de ferro armado.

De tanto em tanto tempo vão lá pintar aquilo e é um espetáculo digno de se ver.
Eu vou começar por publicar as fotos mais antigas, no caso de 2009. De todos os trabalhos, para mim este foi o melhor de sempre. Pois todo o mural era... uau!

Mas ao colocar as fotos da parede gigante, coloco também as fotos da casa onde eles se reúnem, ou guardam as coisa ou sei lá... Tenho para aí fotos antigas, feitas ainda pela minha mãe. É interessante ver como os anos passam e certas coisas não mudam!





 Aqui fica a sequência dos graffitis e fotografei o camião de propósito, para se ver a escala!

Detalhe da lua onde o ciborgue (?) está. Se não fossem os tijolos... quase que dava para acreditar que era uma foto!


Detalhes de assinaturas e agradecimentos.


E a tal barraca que também vai mudando de cor. Neste sítio não há problemas com infiltrações e bolores... à tinta que tem em cima, nem que chovesse todo o dia, todos os dias do ano...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jona

Há muito tempo que eu sabia que havia duas grandes exposições de abóboras na Suíça. Mas como Jona fica muito longe (noutro cantão, inclusivamente) acabo sempre por ver mais perto de casa.

Este ano proporcionou-se eu poder passar lá. Ainda quero ver se vou ver a exposição em Seegräben, mas até lá fica aqui o tema do Mar. :)

 Algumas estátuas estavam atrás de redes, por isso não ficaram muito bem fotografadas (ou era assim ou era com rede no meio).


O carro faz anúncio ao dia da pesagem de abóboras que será lá para Outubro. 
Esta é uma das casa aproveitadas para servir refeições, para mim serviu para fugir da chuva.
Eu acho que quem fez esta baleia devia ser daltónico... então não é que chama a isto de baleia azul e usam abóboras verdes?!?!?!
Duas fotos bem literárias... a Ariel e quase de certeza que é numa destas cabaças que  a velhota vai fugir ao lobo.. :D
O polvo da entrada era mais magrinho que isto...  



 
Esta gente para fazer dinheiro... agora arranjam-se umas coisas eu facilitam a nossa vida a construir as abóboras de Halloween. Pernas, braços, olhos, bocas fluorescentes, olhos arregalados... tudo para ajudar os menos hábeis... :D

 
A segunda abóbora não tem a cara artificial. Ao que parece, foi o melhor escultor de abóboras que as fez..

 
 A mais pequena da festa (que eu visse) e o carpinteiro desajeitado.
 
 
Acidentes de trabalho só acontecem a quem trabalha, quem não trabalha... leva um raspanete do patrão... :D


 Por fim, um cantinho do lago de Zurique, mas já no cantão St. Gallen. Foi a primeira a ser feita e mostra  o contraste de menos de duas horas: Sol radioso versus chuva torrencial e um céu bem cinzentão. Aquilo é que foi fugir da chuva... ninguém respeitava a proibição de circular com o carro, ninguém quis saber se tinha pago parque e já não o estava a usar...

A ver se tenho mais sorte na outra exposição que tem o tema Céu ou Vôo ou algo do género...

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A cor dos dias que supostamente seriam cinzentos

Pronto... o facto de eu ter ser despedida depois de me ter despedido é tãããããããão estranho que hoje no centro de emprego a mulher responsável pelo meu processo até a um advogado telefonou. Uma pequena nuance faz com que a grande vaca possa ter-me despedido, mas... who cares?!!? estou registada no centro de emprego, vou de férias no sábado, com autorização da  conselheira do centro de emprego e já não tenho que aturar aquela parvalhona que é tão superficial que resolveu operar os olhos porque não consegue colocar-lhe maquilhagem...

Adeus demónio! Espera pela minha resposta que, mesmo que tarde, há-de chegar!!!

Além disso tudo, o vagar permite-me andar pela cidade a deambular e a tirar fotos a grafitis. Uns que foram feitos há buéééééé, outros que estavam a ser feitos... há de tudo como na farmácia.

Hoje ficam só os que estão feitos em paredes perto do centro de emprego cá da cidade. Já que hoje foi dia de sessão com a conselheira, também é dia de sessão grafiteira por estas bandas... :D :p
(a primeira foto não é um grafiti, mas sim uma obra de arte que está numa parede há muito tempo. algum animal resolveu arrancar-lhe a faca... não é só nos outros países que se destroem coisas!)


Um Moby Dick muito à frente!

A isto se chama work in progress. Acho que devia fazer parte de um certame de grafitis que se passou cá na cidade há coisa de uma semana e pouco. A foto foi tirada a 9 de Setembro.

Este grafiti vê-se muito bem quando se vai no comboio. Foi feito na zona onde em tempos existiram grande fábricas de... siderurgia. Agora são lojas, escritórios, uma faculdade de arquitectura, apartamentos... Tudo forrado no dito tijolo burro, mas em vez de ser burro, é branco. Eu gosto muito deste grafiti: a contemporaneidade perpetua a história da cidade.

E esta foi feita hoje, onde se vê o trabalho final e se percebe a escala do mesmo, basta comparar com os carros.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O vagar faz colheres de pau

ou pelo menos permite-nos pensar nas coisas com mais calma. Nem que seja nas coisas menos importantes e nas mais parvas... :D

Fui aos correios pagar umas contas e enquanto esperava pus-me a estudar o andamento da empregada e da cliente da caixa 1.

A cliente era um tanto ou quanto chata com perguntas parvas. E deveras mal-educada pois estava a tratar  a moça por tu. E ainda se revelou pior porque estava a falar dialecto com a empregada que vem da parte francesa. Primeiro apercebi-me pelo sotaque dela. Depois olhei para o balcão e dizia que aquela empregada vinha da Westschweiz (Suíça ocidental) para aprender a língua. (Adoro estes intercâmbios que parece que mudamos de país, mas não há questões alfandegárias...).

No entanto o que me fez fixar-me quase obsessivamente naquele balcão foi a empregada. Ela tinha um penteado muito do estilo da Heather Small. Eu pergunto-me como é que aquele donut é montado na cabeça de uma pessoa, mas o que me intriga mesmo é: como é que aquela coisa é desfeita sem tornar uma cabeça humana num ninho de pássaros?!?!?

Eu bem que tentava afastar o olhar daquela bizarrice. Convenhamos ela tinha um pão-de-ló na cabeça, uma espécie de segunda cabeça peluda em cima da própria cabeça... de tão grande que era a coisa.
Mas como com qualquer bizarrice... nós não conseguimos despegar os olhos... Pus-me a pensar que aquilo era demasiado até para uma suíça. Quando finalmente lhe ouvi o sotaque francês e, por isso, olhei para o tal panfleto informativo sobre a origem da moça e clear as water... a moçoila dava pelo nome M. dos Santos.

Eu sempre achei o penteado da vocalista do M People um bocado estranho. MAs como é no mundo das artes. Agora uma funcionária dos correios?!?!? Aquele penteado não dá para levar a pessoa muito a sério... (e, já agora, não podia ser de outra origem?!?)


M People, Search for the hero

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Da cabra que diz palavrões

(eu sou cabra, digo palavrºoes de vez em quando, mas não é em mim que este está focado)


- Está despedido.
- Não, eu é que me despeço!

Toda a gente já leu a brincadeira num livro, viu num filme... Comigo, que sou especial, aconteceu no sentido contrário.

No final do mês passado, mandei a carta de despedimento. Segundo o meu contrato, eu tinha até Sexta-feira passada a possibilidade de me despedir com uma semana de antecedência. A partir de hoje já seria um mês dado à casa. Assim, para não me chatear e como só queria ficar até ao fim do mês resolvi mandar a carta no fim de Agosto. Assim, não arranjava problemas para mim e dava tempo à cabra da minha chefe para se organizar.

Na Sexta-feira passada fui até Colónia. A S. casou e convidou-me para a festa que seria no Sábado. Como ela fica relativamente perto de Colónia, resolvi ir de véspera e ver mais uma cidade. Sabe sempre bem sair e ir conhecer algo mais (e aquela catedral... uau!). Meti-me no avião até Düsseldorf. Depois no comboio até à terra da Eau de Cologne... Já perto do destino recebo uma mensagem (depois de uma chamada perdida) do moço responsável pelo meu processo na empresa de trabalho temporário. Tinha que lhe telefonar com urgência. Saí do comboio e ainda no cais liguei-lhe.
A cabra da minha chefe tinha-me dispensado.

Eu fiquei em choque. Está uma pessoa a chegar a um sítio lindo e apanha uma daquelas?!?!?
Um dos argumentos dela para me despedir: eu não tinha avisado que me ia embora. MEN-TI-RA!!!! Eu não ando no infantário. Apesar de ser meia esgroviada, sei muito bem cumprir os meus deveres e obrigações.

Mas ela é esperta. Despediu-me no limite, anulando a minha carta de despedimento anterior (está dentro da lei). Sabendo que eu estaria longe para vir cá resmungar. Sim, porque se eu estivesse em Estugarda, teria vindo de novo à Suíça fazer uma cena. Mas já Colónia... um bocadichito mais longe...

Hoje fui à loja. Entreguei a chave, o uniforme, o crachá. Copiei as minhas horas de trabalho para controlo posterior, recolhi as minhas gorjetas e levei o chip das horas para o escritório da firma de temporários. Não fiz escândalo, não perguntei porquê (ela iria arranjar 1000 argumentos falsos que me iriam tirar do sério, assim... melhor nem perguntar). Despedi-me das minhas colegas com muito carinho e a ela atirei-lhe com um "adeus" bem seco. Se ela estava à espera de outra reacção (que me pareceu que estava), enganou-se...

Deu-me pena (ao mesmo tempo que me encheu de orgulho) ver a A. a chorar por mim. Eu não vou para a guerra. Simplesmente fui despedida. Mas sei que, uma vez mais, marquei alguém pela positiva.

No entanto, nesta história toda as coisas só correm a meu favor. Sendo despedida, é-me muuuuuuuuuuuuuuito mais fácil receber o fundo de desemprego. Depois, eu até queria estar o próximo fim-de-semana na santa terrinha, mas como sabia que a cabra não tem empregados que cheguem, não lhe pedi folga. Afinal... agora só tenho que decidir se vou na Sexta ou no Sábado...

Além disso, ela só arranja mais corda para se enforcar. É que daqui a um mês e pouco... ela vai-se arrepender de me ter conhecido e, finalmente, vai perceber que os portugueses NÃO são todos iguais!
Há os que são uns panhonhas e dizem foda-se (como ela gostava de dizer) e há os que são simplesmente fodidos de aturar... 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Montagsdemonstrationen

Amanhã parto para Düsseldorf. Com um desvio por Colónia, vou ao casamento da S.. Bolas! Ela foi-se embora há dias e já se vai casar?!?! Estou a ficar velha...

Mas, como disse, aproveito para ir a Köln e ficar a conhecer a catedral deles. Aquilo deve ser um assombro!! Para isso, tenho que me preparar bem e estudar as previsões meteorológicas faz parte.

Quando cheguei ao Google para ver como estava a zona da antiga capital da Alemanha Federal, apanho com um pedaço de história da antiga Alemanha Democrática...

Era o princípio do fim... está quase a fazer 25 anos que caiu o muro. E as Demonstrações das Segundas-feiras ajudaram nisso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cabras aos pares

Eles é crianças que matam os instrutores de tiro, eles é massacres em massa. E depois nós, Europeus atrasados (aos olhos deles, é claro) perguntamo-nos: Porquê?! Como?! Easy answer: eles não batem bem da bola e fazem com que os filhos continuem a não bater bem da bola...

Segundo a lei suíça, menores de 16 anos não podem comprar álcool e cigarros. Sempre soube disso, mas na loja foi-me dito que deveria ter muita atenção ao assunto, pois poderia ir até aos 10000 (sim, 10 mil) francos. Quando fui para o supermercado tive que reaprender uma coisa: aquela cadeia de supermercados, por fazer os preços bem baixos, não pode vender álcool ou cigarros a menores de 18 anos. É uma forma de minimizar o consumo excessivo desses produtos.
Esse controlo era feito de forma muito simples: com o código de barras. No fim de o passarmos pelo laser aparecia a pergunta sobre a idade e mesmo que quiséssemos saltar a pergunta, não conseguíamos fazer mais nenhuma leitura até dar uma resposta. Quando eram menores de 18 anos, lá tinha que vir o chefe cancelar a leitura do artigo...

Um dia fiquei espantada por perceber que a sobremesa tiramisu também tinha controlo de idade. Aquilo tem tão pouco álcool dentro. Mas se a regra era assim... eu só tinha que fazer o que me mandavam e explicar aos clientes.

Depois que fui para a gelataria fiz nova actualização. Foi-me dito que ali se poderia vender álcool a partir dos 16 anos. A cabra fez uma ressalva para a existência de álcool nos gelados (entre eles o gelado de tiramisu), mas como não explicou nada mais, eu parti do pressuposto que era como no supermercado: abaixo dos 16 anos, menores de idade desacompanhados, não têm direito a álcool, seja ele de que forma for. Até hoje!!!

Chega-me um meia leca à loja a pedir duas bolas de tiramisu. Eu disse-lhe que não, explicando porquê, pedi-lhe desculpas e mandei-o à vida dele, se não queria outra alternativa.

O cliente a seguir, homem acima dos 40anos, em brincadeira pergunta-me se tem idade para comer tiramisu. Eu brinquei com ele e disse que escapava por um triz. E continuámos a falar sobre o tema e ele deu-me toda a razão, que me compreendia, pois ele mesmo trabalhava na área de restauração e sabe como funcionam as coisas.

Estava eu muito bem e aparece-me de novo a criança e a louca da mãe da criança.  Num alemão correcto mas com sotaque americano, diz-me ela aos berros: O meu filho vem aqui há quatro anos, duas vezes por semana e compra sempre tiramisu e só você é que diz que é proibido. Eu apontei-lhe para a folha informativa que nos é dada pela câmara municipal e tem que ser afixada onde se possa ler. Não quero saber, só você é que fez isso. Porquê? Eu não lhe quis dizer a razão: só eu é que faço porque NINGUÉM (incluindo a cabra da chefe) quer saber das regras. Mas ela fez uma peixeirada que eu fui chamar a chefe e deixei que elas se entendessem. Mas frisei: se o seu filho vier cá amanhã eu faço-lhe o mesmo. A lei que conheço é esta e eu não quero problemas.
É que convenhamos.... 10000 francos (mais ser presente a um juiz) é uma multa muito pesada para pagar por causa de umas bolas de gelado. E eu recuso-me pagar isso. E sei que se eu fosse apanhada, a cabra da chefe seria mais rápida que Pilatos a lavar as patas dela...

A chefe tentou pôr panos quentes, mas a chanfrada foi embora a deitar fumo pelas narinas. E eu... pouco me lixando. Eu expliquei os meus conhecimentos e as minhas experiências à chefe, acrescentando que passo a vender tiramisu no dia em que ela me dê ordem para isso, mas a partir daí... ela paga as multas. E a resposta dela foi: ah tenho que ir esclarecer isso com o D. [o chefe dela]. What?!?!? Ela não sabe a legislação?!?!? Mas que raio de responsável de loja é ela?!?!

Nos entretantos ela lá foi procurar a legislação para a net. E parece que há um regime de excepção para sobremesas. O que mesmo assim não me garante nada, pois mesmo sendo sobremesas há uma percentagem de teor alcoólico, que eu não sei se o gelado de tiramisu respeita. Assim sendo,  lamento... eu continuo a ter razão... eu não fui/não estou devidamente informada e a mãe contestou só porque sim e não por conhecimento de lei alguma.

Isto é ridículo...

A chefe não sabe a legislação, não a explica aos empregados. Eu sigo pelas regras que conheço/experiências que tive e apanho com uma mãe perturbada porque o atrasado do filho não recebeu duas bolas de gelado? E ainda acrescentou: come duas ou três ou até a caixa toda.

Isto é uma formação do caraças... Mimar o menino que é um atraso de vida (eu daquele tamanho já tinha capacidade de argumentar sozinha, sem precisar da mamã). Fazer um espectáculo deplorável. Contestar uma coisa só porque sim, só porque os outros não fizeram. E ainda diz ao menino que pode comer tudo o que quiser. Oh americana de meia tigela, se os outros não fazem, não quer dizer que estejam todos certos! O facto de os outros fazerem segundo as regras não quer dizer que não seja por pura preguiça de se questionarem e/ou tentarem seguir as regras mais conhecidas.

 Agora... ainda se admiram por que raio é que os miúdos matam instrutores de tiro?!?! Eles fazem o que querem, porque querem, quando querem e com a conivência dos pais. Pais e filhos não aguentam um não como resposta. Pais enchem crianças de açúcar e álcool... ainda que seja pouco, quatro bolas por semana, durante quatro anos?!?!?!?!?... o puto deve ter uns 10 anos... por isso... façam contas...


Mas sabem o que me lixa mesmo?!? A cabra de merda da minha chefe mandou-me para casa mais cedo. O F. estava cheio de dores, queria ir mais cedo para casa e ela não o mandou, já a mim... rua.

Ela é como as crianças do infantário: num me deixas bincar com o teu brinquedo? atão já num xou mais tua amiga.
Mas comigo... 'tá lixada! Porque se eu fiquei aborrecida hoje, ela dentro de um mês e pouco vai amaldiçoar o dia em que se cruzou na minha vida!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Milho ou copo?

O Buraco (o nome dele, foneticamente, é muito semelhante a isso) é um puto de 20/21 anos que anda a trabalhar na loja. É um calão como eu não via há muitos anos. Há dias havia muito trabalho e eu pedi-lhe que me fosse buscar uma coisa enquanto esperava que o batido ficasse pronto e ele disse-me que não. Mas pronto... estou a entrar no meu último mês naquela coisa... nem me quero chatear muito!!

No entanto a estupidez do Buraco é mesmo muito grande e eu farto-me de rir à custa dele.

Há já muito tempo que reparei que naquela loja toda a gente pergunta em inglês: corn or cup?, para perguntar: cone ou copo/taça?
Eu andei com dúvidas e depois fui ao dicionário ver. Não, corn não é uma forma de dizer cone ou corneto. É mesmo só cereal. E como os cornetos não são feitos de milho, nem sequer uma metonímia pode ser...

Entretanto na Sexta passada, com a raiva de ele me ter negado ajuda, andei a gozar com ele e com o facto de ele (e quase toda a gente [chefe incluída]) não saber dizer uma palavra tão simples como cone!!

Passado um bocado ouvi-o, uma vez mais, a dizer disparate. O cliente virou-se: Cone, it's a cone. Try again. Cone. O otário não chegou lá. Era demasiado longe para chegar lá!!!!!
Eu entrei na cozinha às gargalhadas e contei a anedota ao resto do pessoal. Como ninguém acha piada ao facto de ele recusar ajuda... também se divertiram com a cena!

Pronto... a raiva que eu sentia por ele dissipou-se dando lugar à "quase-pena" que me deu ouvi-lo ser enxovalhado e, mesmo assim, não ter percebido a coisa. É trise!


Se repente veio-me à cabeça: será que a minha chefe diz corn a pensar nos KoRn? É que ela é das metaleiras. Oh yeah!!!!!!!

domingo, 24 de agosto de 2014

E quem é que é o loiro mesmo?!?!?

Ontem fui ao cinema. Pela primeira vez fui ver um filme nesta terra!!! Há semanas que via o cartaz no cinema à frente do qual passo todos os dias, mas não lhe ligava muito. Quando peguei na revista é que me apercebei que The way he looks é o longa com o nome Hoje quero voltar sozinho feito a partir da curta Eu não quero voltar sozinho. E quando vi que estava em Ov (abreviatura para Original Version, que é versão original...) nem hesitei!
Ao ir àquele cinema percebi umas quantas coisas de logística. Mas isso fica para outro momento. O que eu quero mesmo contar é o que se passou com uns brasileiros!

Como comprei o bilhete às últimas, acabei por ficar no lugar quatro da fila 2 (cada fila só tem seis lugar, a sala só tem sete filas!). Entrei e deixei-me estar a apreciar o momento da minha estreia! Logo a seguir, uma mulher pede-me para passar para o lugar 6 da minha fila. Pelo sotaque percebi que era de terras de Vera Cruz. Levantei-me para a deixar passar e não disse nada.  Antes disso, ela já tinha feito a figura triste de bater contra o banco do lugar 6, pois não se tinha apercebido que não havia corredor, mas sim uma parede.... (e, sim, as luzes ainda estavam acesas!).
Pouco depois uma mulher jovem loura acompanhada por outra com traços orientais sentaram-se no lugar 5 e 6 da fila 1.
Por fim, chegam dois homens brasileiros, amigos da outra que já estava sentada. Sentam-se no lugar 3 e 4 da fila 1. Entre o três comentam que a mulher tinha comprado bem os bilhetes, que a tal loura e a tal oriental é que estavam mal sentadas, mas que não iam dizer nada. Quando a brasileira disse, que juro que comprei estes lugares aqui (5 e 6 da fila 1, 6 da fila 2) e eu vi que havia ali um lugar vazio entre nós a duas, pensei para comigo: não terão sido esses os números, mas na fila 2 e 3?!?

Um dos bichonas (eram gays ao mais alto nível) começou a gozar por estarem rodeados de mulheres e o outro começou a criticar as mulheres do lugar 5 e 6. Ah. Que é que vocês querem? Uma é loura, a outra é japonesa. Eu estive para intervir e dizer: não acha que isso é preconceito?!?!? Mas... sinceramente! Estava demasiado excitada com o facto de estar no cinema) para me chatear com eles.

No entanto, não precisei de muito tempo para os ver morder a língua. Chegam as pessoas do lugar 3 e 4 da fila 1. Reclamam os lugares a que têm direito. As bichonas tentam reclamar com as mulheres ao lado delas. Resultado: meu pensamento estava correcto e aqueles três palhaço estavam todos mal sentados. A gaja saltou para a fila 3 e as bichonas para o meu lado, na fila 2.

A sério!!! É triste estar a gozar com a loura e com a japonesa (sabe-se lá se a mulher algum dia foi ao Oriente!) como se isso fosse sinónimo de burrice e no final quem era analfabeto eram mesmo aqueles três!!!


 
Belle & Sebastian, There's too much love

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

E por falar em iluminada...

Luzia: O Equador é tem uma temperatura de 24 graus todo o ano. É o país perfeito para se viver.
Eu: O Equador?!? (deve ter alturas de bastante frio bem como de calor pegajoso)
Ela: Ah, não. É a Etiópia.

Eu calei-me. É que realmente...São países fáceis de confundir...

Mas pronto... agora já não vou ouvir mais pérolas destas. Porque a iluminação da loja finalmente bazou dali para fora. Além de se recusar a fazer certos serviços, ela, uma vez mais, declarou-se doente a semana passada.

Acho que a atrasada da chefe começou a abrir os olhos...

Eu sou uma iluminada...

Das duas uma, ou a minha mãe fez a filha mais inteligente do mundo, ou eu estou rodeada por gente muito estúpida! Eu gosto muito de me gabar, mas também sei ser justa, por isso... acho que é mesmo a segunda hipótese.

Há uma código de vestuário lá na gelataria que ninguém respeita. Usa-se a t-shirt do trabalho, calças pretas (nossas) e uns sapatos fechados pretos (nossos), quem está a vender gelados em take-away também tem que usar um avental da empresa e remata-se com um crachá.

O crachá, que quase ninguém usa, é na sua grande maioria impessoal. Diz que estamos em formação. O A. usou-o no último dia que trabalhou lá! Eu simplesmente acho a cena tão ridícula que enfiei o meu no porta-moedas e se alguém me perguntar por ele faço-me de esquecida. Não tem lógica que eu comece a usar um crachá daquele género quando os clientes já me conhecem. No entanto, há moças que só começaram há dias e não usam nem crachá nem avental.

O que realmente me irrita é o calçado. Eu perguntei à croma se podia comprar uns ténis com sola branca. Eu não tinha ténis pretos e já que ia comprar que fosse alguma coisa decente. Mas como só havia de sola branca... acabei por comprar uns ténis bem mais reles (as palmilhas descolaram-se pouco depois, por exemplo). E de que me adiantou isso?!??! Nada! Pois sou eu a única que tenho ténis completamente pretos, toda a gente anda com os sapatos que quer. Até solas amarelas por lá vi! O que me dá uma certa raiva, porque, uma vez mais, eu sou a enteada na história...

Hoje começaram a falar dos ténis de uma e começaram a reparar que eram todos de uma determinada marca. O Z. virou-se a perguntar se os meus também eram dessa marca e eu disse que não, embora o meu desejo tivesse sido esse, mas como estava a respeitar o código... era outra marca. Entretanto ele resolveu gabar os dele. Eu disse-lhe: pois! mas os teus ténis são cinzentos. E ele começa, mas sabes se os colocarmos à sombra eles ficam pretos. (os ténis são cinzentos mas parecem que têm uma camada reflectora quem na ausência de luz directa ficam logo mais escuros). Eu já tinha ouvido esse comentário várias vezes e estava farta dele, porque mesmo com sombra continua a ser injusto que eu tenha que usar uns sapatos menos confortáveis para respeitar uma regra que nem o sub-chefe respeita! Então calei-o com um conhecimento básico de Física: sem luz, até o branco fica preto.

Ele primeiro embatucou, depois teve que admitir que eu tinha razão, mas as outras ficaram a olhar com cara de quem está a ouvir isso pela primeira vez.

Eu nunca chumbei a Físico-Química porque o professor era um querido para mim. Mas tirando saber distinguir uma solução homogénea de uma solução heterogénea... não me lembro de nada que tenha aprendido nas aulas. Agora esta regra básica da Física... basta apagar a luz quando me deito e... já aprendi...

Realmente, iluminada mesmo! No bom sentido, claro!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Kohärenz

A minha chefe é vegana. E a iluminada da Luzia também. Acho que é por isso que se dão tão bem. Acho também que o facto de não comerem carne é que as torna insuportáveis.
Mas como qualquer fundamentalista eu apanho-as em tentação e contradição com regularidade... oq eu me dá um certo gozo. (sou tão mazinha!)

A Luzia é vegana, mas passa a avida a petiscar gelado, crepes, cornetos, waffles, chocolate foundant, milkshakes (eu uso a palavra em inglês porque também há os sorbetshakes, feitos com água com gás e eu quero a palavra milk em cena). Ou seja... leite, ovos, manteiga. Ou seja... proteína animal. Ou seja... em tudo contrário à alimentação vegana.
Há dias passei-me e perguntei-lhe se não era vegana. Oh pá... ou bem que é ou bem que não é! Agora anda a falar mal da comida e comê-la logo a seguir, chegando ao cúmulo de tirar do prato dos outros...

Por vezes, pergunto-me por que raio é ela (pseudo-)vegana, pois eu só conheço dois motivos válidos e ela não cumpre nenhum: saúde ou defesa dos animais. Ela fuma, logo... a parte da saúde... esfuma-se. Ela toma medicamentos de farmacêuticas convencionais, logo... a defesa de animais vai com os porcos também, pois toda a gente sabe que antes de um comprimido nos chegar à boca já muito rato, cão, coelho ou um macaco os experimentou primeiro.

No entanto, além daquele episódio nunca entrei em questões com ela. É uma garota altamente carente (apesar do desprezo que lhe dou ela pensa que eu gosto dela e eu não sei o que fazer com isso!) e com uns ideias meios estranhos, mas... que se lixe!!! estou ali de passagem.

Só que quem realmente me deixou  realmente espantada (sim, há dois realmente na frase) foi a minha chefe com um andamento sinistro na Sexta.

Eu tinha a tarefa de preparar os pratos (paneleirices que encarecem [ainda mais] uma bola de gelado).
Uma das encomenda era o clown. Uma bola de gelado de baunilha, uma de morango, uns riscos no prato a fazerem a boca do palhaço, frutas para as bochechas e nariz e um corneto para o chapéu. Eu despachei a coisa e ate fui eu que fui à mesa levar. Ninguém reclamou. Só passado um bocado é que a minha colega me veio dizer que os gelados estavam mal. Depois de refazer o clown preparei-me para deitar o primeiro fora. Pois as pupilas (uns pingos de chocolate líquido) já tinha sido retiradas e notavam-se várias marcas de colher nas duas bolas de gelado.

A minha chefe vira-se para mim e diz-me: anda, vamos comer. Fosga-se! É o quê?!?!? Além de ser uma vegana a querer comer gelado... que já me baralha os neurónios... CA NOJA!!! Comer gelado que os clientes já andaram a babar?!?!?  
Uma coisa é levar um gelado em corneto e ser em taça e vir inteirinho para a cozinha. Aí come-se porque é uma tristeza deitar fora. Agora... mexido por clientes?!?!? Até por colegas me consegue fazer alguma impressão...

Ou seja!!!! Coerência (Kohärenz) e higiene é o que não há naquelas cabeças, bocas e outras partes corporais... brrrr!

Mas eu ando a ser filmada como o Truman?!?!?! Se ando... não acham que já está na altura de me mandarem o barco e um gajo giro?!??!

domingo, 3 de agosto de 2014

Fim-de-semana

Isto tem andado mais do que encrencado por estas bandas. Muito que fazer, uma meteorologia que só provoca cansaço e sono...
Mas hoje vou partilhar os acontecimentos do fim-de-semana, que por estas bandas foi alargado.

Na Quinta fui até ao Rheinfall (queda do Reno, a cascata imponente na foto 1) ver o fogo de artifício. Há anos que andava para lá ir e só agora consegui. É um espectáculo de pirotecnia que vale as voltas de carro que até implicaram passar pela Alemanha (para se chegar melhor ao estacionamento).

 Primeiro instalei-me à beira da água de onde dava para ver tudo de camarote...

 Mas dentro do rio, como estes batéis, também há-de ter tido a sua piada. Depois... ah! oh! aaaaah! ooooooooh!
 Na segunda foto fiz questão de descentrar o foto. Assim é possível ver a água da cascata iluminda.
 Esta foto é mesmo só porque nunca tinha visto fogo assim. Já tinha visto semelhante, mas não tão colorido...


Na Sexta, a Suíça fez 723 anos e por isso era feriado. Eu trabalhei, mas no fim de um dia de locos ainda vi o fogo de artificio à beira do lago de Zurique. Era o fogo lançado pelos civis, pois a câmara não investiu em pirotecnia. Não sei se por causa de Sábado (já lá vou), se por causa de cortes orçamentais, se por outro motivo qualquer. Mas a Google aplicou-se e num desenho muito naïve, apresentou alguns dos símbolos suíços. A servelat (uma salsinha que todos os suíços adoram comer [acho que há salsichas bem melhores do que esta por estas bandas, mas fazer o quê?!?!]), a bisnaga da mostarda para acompanhar a salsicha, o S. Bernardo, a Heidi, o Appenzeller (homem de Appenzell), o fogo que representa as fogueiras que se fazem um pouco por todo o lado no dia um de Agosto à noite e ainda o "pão do agricultor" (a bola amarela com a bandeira suíça). Este pão pode ser comprado por esta altura nos supermercados, tem uma bandeira espetada e uma parte do valor serve para apoiar os agricultores suíços (aqui ainda se sabe que a batata vem da agricultura e não do turismo ou da indústria!).


Ontem foi dia de Street Parade. Costuma ser no segundo Sábado de Agosto, mas como para a semana começam os Europeus de Atletismo a coisa teve que ser mudada. E talvez por isso não tenha havido fogo de artifício na véspera. Muitas coisas para organizar... alguma tem que ficar para trás.



O dia começou cedo... ATB para abrir as hostes. Uma hora de boa música e muita interacção com o público. Já o público a interagir com ele... isso é outra coisa. Ainda só estavam a aquecer! Mas o facto de estarem no aquecimento não quer dizer que não houvesse gente já  amostrar a sua arte de bem vestir: um saco do supermercado cortado serve para os ombros e os restos para os calções. E na cabeça um plástico de protecção de objectos frágeis!


Achei piada aos varredores de rua, vá, pelo menos fizeram-me lembrar este vídeo... Também achei interessante esta mesa de DJ, só me pergunto como conseguiam estar com aquelas roupas debaixo daquele calor infernal!


Mas havia gente mesmo mal... desesperados por beijos e abraços (outro cartaz que andava ali perto). Muitos festejam a Street Parade na rua, mas há os privilegiados que festejam nos barcos, nas varandas e terraços. Aqueles ali em cima... uau!

Mas pronto... o meu dia acabou já debaixo de chuva, depois de ter visto uma vez mais o senhor Paul van Dyk. Como sempre, maravilhoso!  Para o ano há mais! :)

 
Por fim, o dia de hoje... nada de especial a destacar a não ser a chuva que voltou. Mas como isso já não é novidade nem cá, nem na Tugolândia... vou para a cama... :)