Mas eu sou buuuuuuuuuuurra!!! Há pouco coisa de mês e meio a minha mãe veio-me com a canção do bandido sobre uma mulher da minha terra. Que a coitada estava mal e precisava de apoio com questões de papéis e trabalho e tudo o que lhe tinham dito a ela. E eu, otária, e apesar de ter vindo mais cedo para casa por estar doente, lá peguei no telefone e dispus-me a ajudar a mulher que eu nunca tinha visto mais gorda.
Eu já gastei em telefone o suficiente para ir a Portugal num bilhete de última hora numa companhia aérea decente. Mandei emails para gente que nem sei quem é. Pedi descaradamente ajuda a gente com quem não tenho assim tanta confiança. Explico-lhe as coisas de tal maneira que até uma criança de seis anos conseguiria resolver. E faço isso segundo a máxima: fazer o bem sem olhar a quem.
Pois eu ando há um mês a falar para um surdo-mudo que habita na Patagónia (assim não me lê os lábios)... porque se não é isso estou a falar para a pessoa mais atrasada e descarada do mundo. No fim de eu batalhar e dizer vezes sem conta que ela precisava de um contrato, para depois pedir os papéis de residência deste cantão, para depois conseguir uma casa (o caso dela é este, pode haver casos diferentes, não sei) ela diz-me na maior descontração do mundo: eu não sabia que tinha que mudar os papéis de residência.
Já há tempos me disse: tu não sabes o que se encontra a fazer limpezas. Eu que há aaaaaaaaaaaaaanos trabalho a limpar?!? Eu é que não sei?!?!
Hoje vinha no comboio para casa e fartei-me de chorar. Estou farta de a ver a fazer asneiras e adverti-a que ela se pode tramar. A resposta dela: se é para me ajudares tudo bem, se é para me enervares não quero. Ela faz merda atrás de merda e depois dá-me uma resposta destas?!?!? Eu não a conhecia, ofereci-me, tenho tido uma paciência vinda de não de onde e levo com uma destas?!?!
Eu não tenho emenda... juro e juro e juro e só depois de Abril do ano passado (a última vez que disse que não ajudava mais ninguém) já ajudei mais uma portuguesa que a minha mãe encontrou no supermercado, dois italianos, um rapaz da minha terra, um amigo desse rapaz (que eu nunca cheguei a ver ao vivo e a cores) e esta...
Decididamente... eu preciso de uma tareia, porque não dá para ter pena de uma otária como eu....
sábado, 28 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
The Godfather
Há anos que sonho ir à Big Apple. Primeiro faltava o dinheiro. Não é que esteja arica, mas agora dava para se arranjar qualquer coisa. No entanto, agora falta-me a companhia. O meu padrinho vive lá perto, mas resolveu preferir os afilhados homens e nunca me convidou a ir visitá-lo (em compensação a minha madrinha ainda me dá dinheiro, apesar de eu já ser uma calmeirona que já trabalha!).
Isso por aqui choca as pessoas. Para quem sabe disto é simplesmente inconcebível eu nunca ter sido convidava a ir à América apesar de ele estar lá há mais de 20anos. Mete-lhes confusão porque o padrinho (ou madrinha) é escolhido com critério e o escolhido aceita com consciência. Aqui não se é padrinho só porque é fixe! Sabe-se que ao ser padrinho é para manter contacto com o(a) afilhado(a) o resto da vida. E quando a criança cresce um pouco é ensinada a retribuir a atenção- Escreve postais quando viaja, oferece uma prenda ao Gotti (forma carinhosa de tratar os padrinhos) pelo Natal e por aí fora. O padrinho vai às festas importantes, também escreve cartas e postais e se tiver um bom nível financeiro é bem capaz de pegar na criança e viajar com ela uns dias.
Já o meu... se me convidasse a ficar em casa dele dois ou três dias... eu pagava avião, transfers e tudo o mais necessário para ir ter com ele. Mas não interessa. Eu hei-de lá ir um dia desses e se me der na telha ainda o vou visitar de surpresa só para a sacanagem... :p
Mas por que raio me lembrei eu disto?!?!? Porque vi uma cena no fim-de-semana à porta do Zoo que não me sai da cabeça...
Um padrinho todo radical o(roupa preta e tatuagens incluídas) a correr para a afilhada (4/5 anos) todo feliz, fazendo uma festa enorme quando a levantou do chão. Tudo seguido de o pai dar as coisas da miúda ao padrinho para voltar para trás ao passo que o padrinho radical e s afilhada mini entravam de mãos dadas no Zoo...
Como disse, eu hei-de ir um dia NY e não vou precisar do meu padrinho. Mas... fico a pensar... onde é que andam os laços das pessoas?!?
Isso por aqui choca as pessoas. Para quem sabe disto é simplesmente inconcebível eu nunca ter sido convidava a ir à América apesar de ele estar lá há mais de 20anos. Mete-lhes confusão porque o padrinho (ou madrinha) é escolhido com critério e o escolhido aceita com consciência. Aqui não se é padrinho só porque é fixe! Sabe-se que ao ser padrinho é para manter contacto com o(a) afilhado(a) o resto da vida. E quando a criança cresce um pouco é ensinada a retribuir a atenção- Escreve postais quando viaja, oferece uma prenda ao Gotti (forma carinhosa de tratar os padrinhos) pelo Natal e por aí fora. O padrinho vai às festas importantes, também escreve cartas e postais e se tiver um bom nível financeiro é bem capaz de pegar na criança e viajar com ela uns dias.
Já o meu... se me convidasse a ficar em casa dele dois ou três dias... eu pagava avião, transfers e tudo o mais necessário para ir ter com ele. Mas não interessa. Eu hei-de lá ir um dia desses e se me der na telha ainda o vou visitar de surpresa só para a sacanagem... :p
Mas por que raio me lembrei eu disto?!?!? Porque vi uma cena no fim-de-semana à porta do Zoo que não me sai da cabeça...
Um padrinho todo radical o(roupa preta e tatuagens incluídas) a correr para a afilhada (4/5 anos) todo feliz, fazendo uma festa enorme quando a levantou do chão. Tudo seguido de o pai dar as coisas da miúda ao padrinho para voltar para trás ao passo que o padrinho radical e s afilhada mini entravam de mãos dadas no Zoo...
Como disse, eu hei-de ir um dia NY e não vou precisar do meu padrinho. Mas... fico a pensar... onde é que andam os laços das pessoas?!?
domingo, 22 de junho de 2014
É de manhã que começa o dia...
Ontem fui à loja para dar um recado, que passado um bocado teve que ser anulado... afinal trabalho mais uma semana no Zoo. Ganho menos porque faço menos horas, mas o facto de não aturar a cabra da chefe... deixa-me como a Floribela... :D
Mas não é isso que vem ao caso. Foi o que se passou lá em coisa de meia hora.
Primeiro, a cabra (ou outra chefia) não estava presente. Eu admiro isto... não devem conhecer o ditado: patrão fora, dia santo na loja. Mas... don't care... eu sei como a minha consciência me deixa dormir à noite. Se as coisas não batem certo com os outros... azarotes!
Segundo, a A. faz mesmo parte da equipa. Por um lado porque não acreditava que eu me pudesse estar a divertir no Zoo. Please, há mais sítios interessantes no mundo. E, além disso, há lá coisa mais bonita e ao mesmo tempo engraçada do que a histeria de uma criança de três anos a receber um gelado depois de andar a ver animais fofinhos?!?!
Por outro lado, ela faz parte da equipa porque foi logo contar as tragédias que se passaram nas últimas semanas (aquilo é uma cambada de cuscos!). O que eu gostei mais de uma história de uma que passa a vida a fazer asneiras (eu pergunto-me quem faz um recrutamento tão mau!) Pois bem, ela suplicou para fazer crepes e lá conseguiu. Mas depois... uma cliente perguntou: não tem crepes sem ser salgados? os doces já acabaram? O que se passou foi o seguinte: a moça (quase 40 anos) em vez de colocar 400gr. de açúcar na receita... colocou... 400gr. de sal. O açúcar refinado tem o aspecto do português, embora às vezes seja de beterraba e não de cana. Já o sal deles (é mesmo deles, das minas do Reno) é como o nosso sal fino. [Também há sal grosso (aí já é sal marinho e não há em todos os lados) mas eles não sabem cozinhar com ele.] Eu já tentei várias vezes perceber como é que ela se confundiu (além dessas diferenças, há os pacotes, as etiquetas...) Nem comento!!!
O terceiro ponto dessa meia hora é para rir à gargalhada: a iluminada da Luzia!
Como eu ia dar o recado antes de ir para o Zoo, tive que ir cedo. A Luzia olhou para mim como se visse um ET. Que fazes aqui? Como se eu fosse uma estranha que invadisse a loja. Eu virei-lhe uns olhos que ela tentou emendar: vens trabalhar tão cedo porquê? Mas quem é que disse que eu vinha trabalhar?, perguntei eu. Ela só não se meteu pelo ralo da pia abaixo porque era muito pequeno.
Depois lá se pôs a dizer que se calhar não nos víamos mais e coisa e tal porque ia embora no fim do mês (ela é tão boa empregada que nem mesmo sendo a favorita da chefe se salvou!!!!!!!!) e tal e coiso e mais umas vezes tal e coiso (foi o que o meu inconsciente conseguiu traduzir do alemão... aquilo interessava-me tanto que... coiso!) e rematou tudo isso com um abraço. Eu já sabia que ela ia embora, mas não me denunciei, respondi-lhe com um altamente seco e desprovido de emoção Ah! Ok! Eh, pá! Eu sei que foi mau, mas era isso ou um altamente provido de emoção Aleluia! e eu achei que havia um mínimo. :p
E pronto... foi assim que começou o meu dia! :D
Mas não é isso que vem ao caso. Foi o que se passou lá em coisa de meia hora.
Primeiro, a cabra (ou outra chefia) não estava presente. Eu admiro isto... não devem conhecer o ditado: patrão fora, dia santo na loja. Mas... don't care... eu sei como a minha consciência me deixa dormir à noite. Se as coisas não batem certo com os outros... azarotes!
Segundo, a A. faz mesmo parte da equipa. Por um lado porque não acreditava que eu me pudesse estar a divertir no Zoo. Please, há mais sítios interessantes no mundo. E, além disso, há lá coisa mais bonita e ao mesmo tempo engraçada do que a histeria de uma criança de três anos a receber um gelado depois de andar a ver animais fofinhos?!?!
Por outro lado, ela faz parte da equipa porque foi logo contar as tragédias que se passaram nas últimas semanas (aquilo é uma cambada de cuscos!). O que eu gostei mais de uma história de uma que passa a vida a fazer asneiras (eu pergunto-me quem faz um recrutamento tão mau!) Pois bem, ela suplicou para fazer crepes e lá conseguiu. Mas depois... uma cliente perguntou: não tem crepes sem ser salgados? os doces já acabaram? O que se passou foi o seguinte: a moça (quase 40 anos) em vez de colocar 400gr. de açúcar na receita... colocou... 400gr. de sal. O açúcar refinado tem o aspecto do português, embora às vezes seja de beterraba e não de cana. Já o sal deles (é mesmo deles, das minas do Reno) é como o nosso sal fino. [Também há sal grosso (aí já é sal marinho e não há em todos os lados) mas eles não sabem cozinhar com ele.] Eu já tentei várias vezes perceber como é que ela se confundiu (além dessas diferenças, há os pacotes, as etiquetas...) Nem comento!!!
O terceiro ponto dessa meia hora é para rir à gargalhada: a iluminada da Luzia!
Como eu ia dar o recado antes de ir para o Zoo, tive que ir cedo. A Luzia olhou para mim como se visse um ET. Que fazes aqui? Como se eu fosse uma estranha que invadisse a loja. Eu virei-lhe uns olhos que ela tentou emendar: vens trabalhar tão cedo porquê? Mas quem é que disse que eu vinha trabalhar?, perguntei eu. Ela só não se meteu pelo ralo da pia abaixo porque era muito pequeno.
Depois lá se pôs a dizer que se calhar não nos víamos mais e coisa e tal porque ia embora no fim do mês (ela é tão boa empregada que nem mesmo sendo a favorita da chefe se salvou!!!!!!!!) e tal e coiso e mais umas vezes tal e coiso (foi o que o meu inconsciente conseguiu traduzir do alemão... aquilo interessava-me tanto que... coiso!) e rematou tudo isso com um abraço. Eu já sabia que ela ia embora, mas não me denunciei, respondi-lhe com um altamente seco e desprovido de emoção Ah! Ok! Eh, pá! Eu sei que foi mau, mas era isso ou um altamente provido de emoção Aleluia! e eu achei que havia um mínimo. :p
E pronto... foi assim que começou o meu dia! :D
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Consciência na escolha? Ou escolha na consciência?!?
Oh meus amigos!! Há gente muito picuinhas com o que come e coma composição dos gelados. Outros, por questões de saúde ou religiosas são "obrigados" a perguntar a composição dos gelados. Ora bem... Rum Raisin tem álcool, não dá para muçulmanos. Quem é vegano não pode comer nenhum gelado dos que vendo porque todos têm leite e alguns têm ovos na sua composição. Os judeus mais exigentes não podem passar por lá por causa das orientações da comida kosher e os alérgicos devem fugir de umas quatro ou cinco qualidades. Depois há os gelados que não devem ser consumidos em função da consciência. O Tiramisú também tem álcool e não é recomendado para crianças, bem como o Espresso que tem muita cafeina.
Depois de esclarecer isto a uma mulher (a parte do álcool), vejo a seguinte cena entre mãe e filho: Não sei o que queres. Queres Tiramisú?
Hã?!? A sorte é que a criança de três anos não queria nada mesmo...
Depois de esclarecer isto a uma mulher (a parte do álcool), vejo a seguinte cena entre mãe e filho: Não sei o que queres. Queres Tiramisú?
Hã?!? A sorte é que a criança de três anos não queria nada mesmo...
Etiketten
artigo do dia,
Oh brave new world...,
What the F***??
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Vamos fazer amigos entre os animais...
No Zoo? Ah pois é... A cabra da chefe perguntou-me se eu não queria ir para lá quatro semanas e eu... só de pensar que ia trabalhar sem a aturar durante quatro semaninhas... nem hesitei!!!!
Tenho dez qualidades de gelado num carrinho em frente à entrada do Zoo e a minha única função é vender bolas de gelado às pessoas sedentas (a temperatura aumentou que é uma loucura e esta gente parece não saber que os gelados trazem mais sede!!!). Não tenho que reabastecer nada, eles fazem tudo por mim. Até o uniforme eles lavam por mim... :D
Além de me divertir com os putos que só fazem asneiras com os gelados (ou entram em transe porque podem comer uma bola de gelado) e achar a equipa bastante simpática, há sempre umas quantas histórias engraçadas que se vivem...
Começa-se por se circular entre restaurantes. Um tem o nome interessante de Pantanal. Decoração adequada ao nome e estudada ao pormenor. As casas-de-banho, por exemplo, têm a identificação em português. A palavra "cozinha" ou "privado" aparecem por lá com as letras todas. A legenda de uma foto de uma manada acompanhada de boiadeiros lembra o poema Trem de Ferro e diz na língua de Manuel Bandeira no Pantanal, passa boi, passa boiada, mas a natureza fica sempre.
Só que tudo isto tem um problema enorme: quando tenho que ir ao escritório buscar ou levar o dinheiro tenho que levar com um quadro enooooooorme com a foto de um jacaré e cauda no ar e os olhos bem arregalados. Paaaaleeease! Tanto animal interessante no Pantanal e esta gente tinha que usar das coisas mais nojentas que há?!?!? Eu já me tentei aproximar da legenda para ler, mas... não, não tenho medo que o bicho me morda. Simplesmente... ca nojo!!!
Anteontem à noite nasceu um elefante. Agora é a PDL com as visitas. Isso fez com que houvesse geeeeeeeeeente em todo o lado até no corredor com a maldita foto. Por um triz que não bati naquilo!!! Só de pensar... até tenho calafrios acompanhados de náuseas... :(
Tenho dez qualidades de gelado num carrinho em frente à entrada do Zoo e a minha única função é vender bolas de gelado às pessoas sedentas (a temperatura aumentou que é uma loucura e esta gente parece não saber que os gelados trazem mais sede!!!). Não tenho que reabastecer nada, eles fazem tudo por mim. Até o uniforme eles lavam por mim... :D
Além de me divertir com os putos que só fazem asneiras com os gelados (ou entram em transe porque podem comer uma bola de gelado) e achar a equipa bastante simpática, há sempre umas quantas histórias engraçadas que se vivem...
Começa-se por se circular entre restaurantes. Um tem o nome interessante de Pantanal. Decoração adequada ao nome e estudada ao pormenor. As casas-de-banho, por exemplo, têm a identificação em português. A palavra "cozinha" ou "privado" aparecem por lá com as letras todas. A legenda de uma foto de uma manada acompanhada de boiadeiros lembra o poema Trem de Ferro e diz na língua de Manuel Bandeira no Pantanal, passa boi, passa boiada, mas a natureza fica sempre.
Só que tudo isto tem um problema enorme: quando tenho que ir ao escritório buscar ou levar o dinheiro tenho que levar com um quadro enooooooorme com a foto de um jacaré e cauda no ar e os olhos bem arregalados. Paaaaleeease! Tanto animal interessante no Pantanal e esta gente tinha que usar das coisas mais nojentas que há?!?!? Eu já me tentei aproximar da legenda para ler, mas... não, não tenho medo que o bicho me morda. Simplesmente... ca nojo!!!
Anteontem à noite nasceu um elefante. Agora é a PDL com as visitas. Isso fez com que houvesse geeeeeeeeeente em todo o lado até no corredor com a maldita foto. Por um triz que não bati naquilo!!! Só de pensar... até tenho calafrios acompanhados de náuseas... :(
Senhor condutor, ponha o pé no acelerador?!
Há muito tempo que eu já sabia da existência de certas coisas, que eu sabia da ordem natural de certos acontecimentos. Mas nunca como agora tinha visto essas coisas a passarem à frente dos meus lhos. Agora estou destacada para a porta do Jardim Zoológico (estou mesmo à porta, ainda não me arranjaram uma jaula) a coisa mais banal é ver turmas inteiras a passear.
Desde minimeus a adolescentes com borbulhas, desde a pré-primária até à secundária. Grupos maiores, grupos menores, mais organizados, mais barulhentos. Há de tudo como na farmácia. Mas a pergunta agora é: como vai tanta canhalhada para o passeio: Óbvio! De eléctrico! Se há uma linha com o nome Zoo, é assim que se vai.
Os grupos de crianças mais pequenas são menores e acompanhados (acho que à percentagem) por mais adultos. Por vezes são mães que têm folga que acompanham as crianças e os professores. Já as turmas dos maiores podem ser acompanhadas só por dois professores. Quem diz passeio pelo Zoo, dia ida ao teatro, ao museu, ao cinema. EU nunca vi um autocarro com miúdos em excursão. Vai tudo na rede de transportes públicos. Até quando vão acampar. É hilariante ver os putos imundos regressarem com mais energia do que quando partiram...
A minha raiva é que na Tugolândia não se criem estas facilidades. Quantas crianças vão do Barreiro ao teatro em Lisboa usando o barco? Ou de Sintra ao museu da Electricidade usando o comboio... Se houvesse melhores transportes e mais organização... quanto dinheiro não se poupava??! Além de se dar uma formação valiosa aos miúdos de hoje: não se tornarem dependentes do carro e de terceiros para se movimentarem de um sítio para outro...
Desde minimeus a adolescentes com borbulhas, desde a pré-primária até à secundária. Grupos maiores, grupos menores, mais organizados, mais barulhentos. Há de tudo como na farmácia. Mas a pergunta agora é: como vai tanta canhalhada para o passeio: Óbvio! De eléctrico! Se há uma linha com o nome Zoo, é assim que se vai.
Os grupos de crianças mais pequenas são menores e acompanhados (acho que à percentagem) por mais adultos. Por vezes são mães que têm folga que acompanham as crianças e os professores. Já as turmas dos maiores podem ser acompanhadas só por dois professores. Quem diz passeio pelo Zoo, dia ida ao teatro, ao museu, ao cinema. EU nunca vi um autocarro com miúdos em excursão. Vai tudo na rede de transportes públicos. Até quando vão acampar. É hilariante ver os putos imundos regressarem com mais energia do que quando partiram...
A minha raiva é que na Tugolândia não se criem estas facilidades. Quantas crianças vão do Barreiro ao teatro em Lisboa usando o barco? Ou de Sintra ao museu da Electricidade usando o comboio... Se houvesse melhores transportes e mais organização... quanto dinheiro não se poupava??! Além de se dar uma formação valiosa aos miúdos de hoje: não se tornarem dependentes do carro e de terceiros para se movimentarem de um sítio para outro...
Hütt uf Dialëkt*
De tanto em tanto tempo, um jornal gratuito faz uma edição em dialecto. Sinceramente nunca percebi em qual deles, mas pronto. Nessas alturas eu bem que posso esquecer. Não percebo ponta!!! No entanto, folheio-o até ao fim, uma esperança absurda de entender algo.
Desta vez, colocaram, com uns mapas todos janotas, a milhentas forma de dizer a mesma palavra. Eu passo-as para aqui para se perceber como é que o cérebro de uma pessoa dá um nó e por que raio eu deixei de considerar como tal os dialectos portugueses...
Acontece que em alguns casos a mesma forma dialectal é usada a centenas de quilómetros de distância e noutros acontece haver três formas para a mesma zona. Eu digo já que não vou especificar a esse ponto!
Para a palavra Abend (igual a evening em inglês) encontram-se as seguintes formas:
Oobe, Òbe, Òòbe, Òòbig, Ààbig,Òòbid, Òòbet, Oobig, Oubig, Ààbet, Oubet, Aabet, Aabnt, Aabu, Aabut, Aabunt, Ààbun, Aabe, Aaben.
E o pior de tudo, é que eles em Basileia dizem Oobe para Abend, mas em Zurique uma palavra igual quer dizer baixo (vou para baixo, está lá em baixo)...
A que me chocou mais foi Löwenzahn, ou seja, dente de leão. Isso, a flor!
Sunnewirbel, Süü-Blueme, Süü-Meie, Süü-Rose, Suu-Blueme, Schwii-Meie, Schwiin-Blueme, Schwiine-Blueme, Meie-Blueme, Ziggorie, Ramschfädere, Ramschfädere-Blueme, Söi-Blueme, Milch-Stock, Milch-Blueme, Soi-Stock, Milchere, Soiringel, Anke-Blueme, Ringel-Blueme, Buggele, Biji-Häli-Blueme, Moore-Blueme, Chette-Blueme, Chettele-Blueme, Chettle-Blueme, Chettene-Stuude, Weiefäckte, Weifäckte, Weiefäcke, Weifäcke, Wäägluege, Chette-Stock, Chettene-Stock, Chettene-Blueme, Soi-Tätsche, Soi-Tätsch, Tätsche, Tätsch, Chrotte-Blueme, Chrottepösche, Schmalz-Blueme, Room-Blueme
Mesmo fácil viver aqui, não?!?!?
*É o mesmo que Heute auf Dialekt, que significa: hoje em dialecto. Era o que vinha destacado a vermelho na primeira página do Blick am Abend de dia 2 de Junho.
Desta vez, colocaram, com uns mapas todos janotas, a milhentas forma de dizer a mesma palavra. Eu passo-as para aqui para se perceber como é que o cérebro de uma pessoa dá um nó e por que raio eu deixei de considerar como tal os dialectos portugueses...
Acontece que em alguns casos a mesma forma dialectal é usada a centenas de quilómetros de distância e noutros acontece haver três formas para a mesma zona. Eu digo já que não vou especificar a esse ponto!
Para a palavra Abend (igual a evening em inglês) encontram-se as seguintes formas:
Oobe, Òbe, Òòbe, Òòbig, Ààbig,Òòbid, Òòbet, Oobig, Oubig, Ààbet, Oubet, Aabet, Aabnt, Aabu, Aabut, Aabunt, Ààbun, Aabe, Aaben.
E o pior de tudo, é que eles em Basileia dizem Oobe para Abend, mas em Zurique uma palavra igual quer dizer baixo (vou para baixo, está lá em baixo)...
A que me chocou mais foi Löwenzahn, ou seja, dente de leão. Isso, a flor!
Sunnewirbel, Süü-Blueme, Süü-Meie, Süü-Rose, Suu-Blueme, Schwii-Meie, Schwiin-Blueme, Schwiine-Blueme, Meie-Blueme, Ziggorie, Ramschfädere, Ramschfädere-Blueme, Söi-Blueme, Milch-Stock, Milch-Blueme, Soi-Stock, Milchere, Soiringel, Anke-Blueme, Ringel-Blueme, Buggele, Biji-Häli-Blueme, Moore-Blueme, Chette-Blueme, Chettele-Blueme, Chettle-Blueme, Chettene-Stuude, Weiefäckte, Weifäckte, Weiefäcke, Weifäcke, Wäägluege, Chette-Stock, Chettene-Stock, Chettene-Blueme, Soi-Tätsche, Soi-Tätsch, Tätsche, Tätsch, Chrotte-Blueme, Chrottepösche, Schmalz-Blueme, Room-Blueme
Mesmo fácil viver aqui, não?!?!?
*É o mesmo que Heute auf Dialekt, que significa: hoje em dialecto. Era o que vinha destacado a vermelho na primeira página do Blick am Abend de dia 2 de Junho.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
oh amigo vai dar uma volta ainda maior...
Verkehrskunde... outra dor de cabeça! Não tem tradução e não se recomenda a divisão de palavra. Pois Verkehr é trânsito e Kunde é cliente e, não, não tem nada a ver com clientes de beira de estrada!
São umas aulas teóricas (aleluia! teoria explicada por um professor!) que se tem depois de se fazer a prova teórica, mas antes da prova prática. Tinha perguntado ao A., um colega da gelataria, para que servia o curso e ele respondeu: Para dormir. Não se aprende nada. Eu estava ligeiramente preocupada se tinha que fazer alguma coisa escrita, mas não... ouvir, responder a umas perguntas de vez em quando (se se quiser) e já está.
Fui na Segunda e não aprendi nada de jeito, mas o professor até fazia umas piadolas engraçadas e então não me chateei muito. Mas ontem... sai-me outro instrutor (filho do dono da escola ui que importante!) e falava um dialecto ranhoso e só dizia merda atrás de merda... Eu até tirei notas, porque tinha medo de me esquecer das tantas pérolas ditas em menos de duas horas...
Cenário 1: rua relativamente estreita, mas com espaço suficiente para dois carros se cruzarem sem stress. Um carro parado em segunda fila (nota aqui não é obrigatório ligar os quatro piscas para se para em segunda fila). A pergunta do professor: Por vezes, com o reflexo da luz do Sol, não vemos se o carro tem gente. Assim, como é que se sabe que o carro tem gente? Pelas luzes. Pelo motor a trabalhar. Foram as respostas que ouvi e entendi e que o professor aceita como correctas.
Quê?!?!? Eu não posso deixar o carro com as luzes acesas e levar uma criança dentro do infantário?!? E o ponto morto serve para quê? Não deixa o carro a trabalhar sem ser necessário estar alguém lá dentro?!?!? E ao contrário? Não posso estar dentro do carro com as luzes apagadas e o motor desligado, para não fazer poluição enquanto espero por alguém?!!?
Cenário 2:
Eu estou na perspectiva do condutor. Tenho uma passadeira à frente e marcação de cedência de passagem no chão. Consigo ver um semáforo parcialmente. Sei que está verde para a direita (é um semáforo de setas), mas não sei se posso ir para a esquerda, pois o espelho retrovisor não me deixa ver mais nada. A pergunta dele: Pode um peão passar nesta situação? Eu respondi-lhe que não sabia por já tinha visto semáforos que não permitem ir para a esquerda e em frente ao mesmo tempo que os peões passam, mas que para a direita sim. Com não vejo tudo... não sei se dá ou não. A resposta dele é que a informação que estava na foto era suficiente. Então que a regra era assim: Se vamos em frente o peão não pode passar ao mesmo tempo, mas se vamos para a direita pode acontecer que se faça em simultâneo.
Alguém percebe a contradição do homem ou sou eu que estou a ter visões?!?!?
Cenário 3: uma rua de bairro com uma intersecção à nossa direita. Muitos carros estacionados dos dois lados, só se percebe que é uma rua à nossa direita porque há uma placa com o nome daquela pendurada numa parede de um prédio. A pergunta do professor, como é que eu sei que aqui é prioridade da direita? Eu olhei, olhei, olhei e não via nada. Cheguei a pensar que estava tolinha, mas achava não havia nada indicativo de prioridade naquela foto. Ele explicou que para se saber se há prioridade temos que observar as placas (à excepção do nome da tal rua, não havia nenhuma) e a marcação no chão (que por causa dos carros estacionados, não era possível confirmar a existência ou até inexistência). Hã?!?!?! Se a foto não tem os elementos como é que ele pergunta e afirma que se podem ver os ditos cujos?!?!?
Mas o que eu mais gostei mesmo foi o "Cenário 4". Quando ele disse que não era possível fazer cruzamento de carros num certo sítio à saída da cidade. Conheço aquela estrada porque era o meu caminho para o trabalho. Duas vezes por dia, cinco a seis dias por semana, durante quase três anos... eu vi de tudo. Até trânsito desviado por causa da mudança do asfalto, mas os autocarros continuaram a ir por ali. É uma estrada bastante a pique, cheia de curvas. Não é a mais comprida nestas condições, mas deve ser das mais complicadas da região. Eu passei lá na minha primeira aula, não é fácil quando não se conhece o carro e se tem uma croma ao lado a fazer comentários parvos. Mas eu desci aquilo em terceira, mudando para segunda num cotovelo bem apertado. Mas mesmo sem falar dessa minha experiência, eu vi autocarros a cruzarem-se naquelas curvas. Assim... como que raio ele vai dizer que não é possível fazer o cruzamento?!?! Se ele resolvesse ir à aldeia da Pena iria requisitar um helicóptero, pois iria dizer que aquelas ruas não deixam um carro cruzar com outro.... ele iria dizer que um carro não pode descer aquela estrada...
E é isto que eu tenho que aturar... ooooooooooh! vou dar em maluca mesmo!
São umas aulas teóricas (aleluia! teoria explicada por um professor!) que se tem depois de se fazer a prova teórica, mas antes da prova prática. Tinha perguntado ao A., um colega da gelataria, para que servia o curso e ele respondeu: Para dormir. Não se aprende nada. Eu estava ligeiramente preocupada se tinha que fazer alguma coisa escrita, mas não... ouvir, responder a umas perguntas de vez em quando (se se quiser) e já está.
Fui na Segunda e não aprendi nada de jeito, mas o professor até fazia umas piadolas engraçadas e então não me chateei muito. Mas ontem... sai-me outro instrutor (filho do dono da escola ui que importante!) e falava um dialecto ranhoso e só dizia merda atrás de merda... Eu até tirei notas, porque tinha medo de me esquecer das tantas pérolas ditas em menos de duas horas...
Cenário 1: rua relativamente estreita, mas com espaço suficiente para dois carros se cruzarem sem stress. Um carro parado em segunda fila (nota aqui não é obrigatório ligar os quatro piscas para se para em segunda fila). A pergunta do professor: Por vezes, com o reflexo da luz do Sol, não vemos se o carro tem gente. Assim, como é que se sabe que o carro tem gente? Pelas luzes. Pelo motor a trabalhar. Foram as respostas que ouvi e entendi e que o professor aceita como correctas.
Quê?!?!? Eu não posso deixar o carro com as luzes acesas e levar uma criança dentro do infantário?!? E o ponto morto serve para quê? Não deixa o carro a trabalhar sem ser necessário estar alguém lá dentro?!?!? E ao contrário? Não posso estar dentro do carro com as luzes apagadas e o motor desligado, para não fazer poluição enquanto espero por alguém?!!?
Cenário 2:
Eu estou na perspectiva do condutor. Tenho uma passadeira à frente e marcação de cedência de passagem no chão. Consigo ver um semáforo parcialmente. Sei que está verde para a direita (é um semáforo de setas), mas não sei se posso ir para a esquerda, pois o espelho retrovisor não me deixa ver mais nada. A pergunta dele: Pode um peão passar nesta situação? Eu respondi-lhe que não sabia por já tinha visto semáforos que não permitem ir para a esquerda e em frente ao mesmo tempo que os peões passam, mas que para a direita sim. Com não vejo tudo... não sei se dá ou não. A resposta dele é que a informação que estava na foto era suficiente. Então que a regra era assim: Se vamos em frente o peão não pode passar ao mesmo tempo, mas se vamos para a direita pode acontecer que se faça em simultâneo.
Alguém percebe a contradição do homem ou sou eu que estou a ter visões?!?!?
Cenário 3: uma rua de bairro com uma intersecção à nossa direita. Muitos carros estacionados dos dois lados, só se percebe que é uma rua à nossa direita porque há uma placa com o nome daquela pendurada numa parede de um prédio. A pergunta do professor, como é que eu sei que aqui é prioridade da direita? Eu olhei, olhei, olhei e não via nada. Cheguei a pensar que estava tolinha, mas achava não havia nada indicativo de prioridade naquela foto. Ele explicou que para se saber se há prioridade temos que observar as placas (à excepção do nome da tal rua, não havia nenhuma) e a marcação no chão (que por causa dos carros estacionados, não era possível confirmar a existência ou até inexistência). Hã?!?!?! Se a foto não tem os elementos como é que ele pergunta e afirma que se podem ver os ditos cujos?!?!?
Mas o que eu mais gostei mesmo foi o "Cenário 4". Quando ele disse que não era possível fazer cruzamento de carros num certo sítio à saída da cidade. Conheço aquela estrada porque era o meu caminho para o trabalho. Duas vezes por dia, cinco a seis dias por semana, durante quase três anos... eu vi de tudo. Até trânsito desviado por causa da mudança do asfalto, mas os autocarros continuaram a ir por ali. É uma estrada bastante a pique, cheia de curvas. Não é a mais comprida nestas condições, mas deve ser das mais complicadas da região. Eu passei lá na minha primeira aula, não é fácil quando não se conhece o carro e se tem uma croma ao lado a fazer comentários parvos. Mas eu desci aquilo em terceira, mudando para segunda num cotovelo bem apertado. Mas mesmo sem falar dessa minha experiência, eu vi autocarros a cruzarem-se naquelas curvas. Assim... como que raio ele vai dizer que não é possível fazer o cruzamento?!?! Se ele resolvesse ir à aldeia da Pena iria requisitar um helicóptero, pois iria dizer que aquelas ruas não deixam um carro cruzar com outro.... ele iria dizer que um carro não pode descer aquela estrada...
E é isto que eu tenho que aturar... ooooooooooh! vou dar em maluca mesmo!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Bremsbereitschaft
A porra da palavra nem tradução tem. Procurei em português e em inglês e desisti... Podemos dividir a palavra (coisa tão típica do alemão!) e percebe-se qualquer coisa...
bremsen é travar, bereischaft é prontidão. Resumidamente (ou então não) esta palavra quer dizer preparado para travar.
Quando é que se aplica na condução? Para mim, SEMPRE. Para a minha instrutora, só quando se chega a um cruzamento. Como se aplica? Para mim, mantendo velocidade adequada à situação (isso pode implicar arrancar o pé do acelerador, dependendo da velociadade a que vá ou o contexto em que me encontro), estando muito atenta ao meio que me rodeia e não enrolar os pés. Para a minha instrutora? Simples: junto a um cruzamento, coloca-se o pé esquerdo junto da embraiagem (eu pergunto-me para onde é que o pé esquerdo pode ir a não ser junto à embraiagem...) e o pé direito deixa de estar em cima do acelerador para estar encostado ao travão. Oh pá... eu não sei bem como é com as outras pessoas, mas se eu venho em segunda, a 15km/hora e tiro o pé do acelerador (eu ia numa zona de 30 [aqui há também zonas de 20]), o meu carro simplesmente não anda. Pronto.... numa descida... até o posso pôr em marcha atrás... carrego na embraiagem e funciona na mesma. Mas... num cruzamento a subir?!? Como é que eu posso fazer isso? Ou até num cruzamento plano.... as estradas suíças têm o asfalto completamente irregular... o mais provável é ficarmos empancados no meio do cruzamento e... nem para a frente nem para trás...
E eu no fim da aula virei-me para ela e disse-lhe que era impossível, que eu não conhecia ninguém que fizesse isso permanentemente. E ela insistiu que sim. Eu passei-me e disse-lhe: também sou professora. Sou mulher de usar calão, palavrões e abreviaturas e no meu estágio nunca usei nenhum termo que se enquadre nisso. Porque eu como professora tinha que ter cuidado. Agora uma pessoa que conduz normalmente, sem ser professor... não faz essas paneleirices... (esta parte eu não disse!)
Mas o stress vai muito além disso. Passa o tempo a mandar-me acelerar. Em zonas de 50km em que não vem ninguém atrás de mim e onde eu não me sinto confiante porque não conheço as estradas minúsculas, eu dou os 40 e ela passa a vida a dizer que eu vou devagar. Mas nós não devemos adequar a velocidade à situação?!?! Se a situação é de desconhecimento total do caminho (e não há trânsito a ser prejudicado por mim) não faço bem em ir mais devagar?!??! Hoje passei-me e disse-lhe eu já dei os 170km (por acaso foi só 160) e não tenho problema com a velocidade (só quem conhece as autoestradas francesas sabe do que estou a falar!). Simplesmente não me sinto confiante com as estradas. Convenhamos... eu acho os passeios mais práticos para os peões nesta terra, mas para a condução... uma merda!!! Pois eles são de alcatrão, tal e qual as estradas, e em certas situações já não se sabe se é passeio se é estrada...
Mas o que eu realmente adoooooro é virar. à Esquerda, à direita.. dá tudo no mesmo. Então como é que se faz quando se quer virar à direita? Os passos para tal:
olha-se em frente (não sei como é com as outras pessoas... mas eu costumo olhar em frente quando levo um carro nas mãos)
olha-se para o espelho interior
olha-se em frente
olha-se para o espelho lateral
olha-se em frente
olha-se para trás
olha-se em frente
faz-se o pisca (e já vamos nós quase em cima do cruzamento, quando se faz sinal)
começa-se a chegar à direita
olha-se para trás
reduz-se de quarta para segunda
vira-se à direita FINALMENTE!
Eu com tanto olha para a frente e para trás fico mal-disposta, baralhada, nervosa e com raiva. Por que raio não posso eu mudar de quarta para terceira?!?! Assim controla-se muito melhor o carro.
Mas hoje eu aprendi ainda mais uma coisa bonita sobre virar à esquerda e à direita e/ou seguir em frente.
Estamos numa faixa marcada para ir para a direita? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Numa faixa de virar à esquerda e seguir em frente? Paramos à esquerda.
Seguir em frente e virar à direita? Paramos... à esquerda...
Hoje fiquei a perceber por que raio ela há tempos me disse a seguinte pérola: se fores a entrar na rotunda com a intenção de sair na última saída, não podes ligar o pisca da esquerda. É que as pessoas ficam a pensar que vais para a direita. Eu fiquei vesga dos ouvidos com esta conversa. Não se liga o pisca, ok. Agora que não me diga que não se liga que é para os outros não pensarem nestas coisas...
Mas hoje... fiquei vesga do cérebro mesmo... queremos ir para a direita e encostamos à esquerda?!??! What the...?!?!?
Um post confuso?!?! É como o meu cérebro se sente...
bremsen é travar, bereischaft é prontidão. Resumidamente (ou então não) esta palavra quer dizer preparado para travar.
Quando é que se aplica na condução? Para mim, SEMPRE. Para a minha instrutora, só quando se chega a um cruzamento. Como se aplica? Para mim, mantendo velocidade adequada à situação (isso pode implicar arrancar o pé do acelerador, dependendo da velociadade a que vá ou o contexto em que me encontro), estando muito atenta ao meio que me rodeia e não enrolar os pés. Para a minha instrutora? Simples: junto a um cruzamento, coloca-se o pé esquerdo junto da embraiagem (eu pergunto-me para onde é que o pé esquerdo pode ir a não ser junto à embraiagem...) e o pé direito deixa de estar em cima do acelerador para estar encostado ao travão. Oh pá... eu não sei bem como é com as outras pessoas, mas se eu venho em segunda, a 15km/hora e tiro o pé do acelerador (eu ia numa zona de 30 [aqui há também zonas de 20]), o meu carro simplesmente não anda. Pronto.... numa descida... até o posso pôr em marcha atrás... carrego na embraiagem e funciona na mesma. Mas... num cruzamento a subir?!? Como é que eu posso fazer isso? Ou até num cruzamento plano.... as estradas suíças têm o asfalto completamente irregular... o mais provável é ficarmos empancados no meio do cruzamento e... nem para a frente nem para trás...
E eu no fim da aula virei-me para ela e disse-lhe que era impossível, que eu não conhecia ninguém que fizesse isso permanentemente. E ela insistiu que sim. Eu passei-me e disse-lhe: também sou professora. Sou mulher de usar calão, palavrões e abreviaturas e no meu estágio nunca usei nenhum termo que se enquadre nisso. Porque eu como professora tinha que ter cuidado. Agora uma pessoa que conduz normalmente, sem ser professor... não faz essas paneleirices... (esta parte eu não disse!)
Mas o stress vai muito além disso. Passa o tempo a mandar-me acelerar. Em zonas de 50km em que não vem ninguém atrás de mim e onde eu não me sinto confiante porque não conheço as estradas minúsculas, eu dou os 40 e ela passa a vida a dizer que eu vou devagar. Mas nós não devemos adequar a velocidade à situação?!?! Se a situação é de desconhecimento total do caminho (e não há trânsito a ser prejudicado por mim) não faço bem em ir mais devagar?!??! Hoje passei-me e disse-lhe eu já dei os 170km (por acaso foi só 160) e não tenho problema com a velocidade (só quem conhece as autoestradas francesas sabe do que estou a falar!). Simplesmente não me sinto confiante com as estradas. Convenhamos... eu acho os passeios mais práticos para os peões nesta terra, mas para a condução... uma merda!!! Pois eles são de alcatrão, tal e qual as estradas, e em certas situações já não se sabe se é passeio se é estrada...
Mas o que eu realmente adoooooro é virar. à Esquerda, à direita.. dá tudo no mesmo. Então como é que se faz quando se quer virar à direita? Os passos para tal:
olha-se em frente (não sei como é com as outras pessoas... mas eu costumo olhar em frente quando levo um carro nas mãos)
olha-se para o espelho interior
olha-se em frente
olha-se para o espelho lateral
olha-se em frente
olha-se para trás
olha-se em frente
faz-se o pisca (e já vamos nós quase em cima do cruzamento, quando se faz sinal)
começa-se a chegar à direita
olha-se para trás
reduz-se de quarta para segunda
vira-se à direita FINALMENTE!
Eu com tanto olha para a frente e para trás fico mal-disposta, baralhada, nervosa e com raiva. Por que raio não posso eu mudar de quarta para terceira?!?! Assim controla-se muito melhor o carro.
Mas hoje eu aprendi ainda mais uma coisa bonita sobre virar à esquerda e à direita e/ou seguir em frente.
Estamos numa faixa marcada para ir para a direita? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Estamos numa faixa de seguir em frente? Se tivermos que parar por alguma coisa, paramos à esquerda.
Numa faixa de virar à esquerda e seguir em frente? Paramos à esquerda.
Seguir em frente e virar à direita? Paramos... à esquerda...
Hoje fiquei a perceber por que raio ela há tempos me disse a seguinte pérola: se fores a entrar na rotunda com a intenção de sair na última saída, não podes ligar o pisca da esquerda. É que as pessoas ficam a pensar que vais para a direita. Eu fiquei vesga dos ouvidos com esta conversa. Não se liga o pisca, ok. Agora que não me diga que não se liga que é para os outros não pensarem nestas coisas...
Mas hoje... fiquei vesga do cérebro mesmo... queremos ir para a direita e encostamos à esquerda?!??! What the...?!?!?
Um post confuso?!?! É como o meu cérebro se sente...
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domingo, 25 de maio de 2014
Pela negativa
O .ch e o .li não têm este doodle hoje... A ver se votam com juízo e se é para andar para a frente com esta coisa de uniões europeias...
sexta-feira, 23 de maio de 2014
fliegen
Estava a fazer uma pesquisa que não tem nada a ver com isto e lembrei-me que eu tenho sido um pouco discriminadora no que toca a doodles. Então e a Áustria? E o Liechtenstein?!? Esses países também têm Google... Hoje dei uma espreitadela neles. O .li está neutro, mas o .at está a acompanhar o .ch e o .de.
Assinala-se por lá o 166.º aniversário de Otto Lilienthal, um ganda maluco prussiano (hoje em dia território alemão)!
Assinala-se por lá o 166.º aniversário de Otto Lilienthal, um ganda maluco prussiano (hoje em dia território alemão)!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Semana 3
A coisa começa a compor-se por estas bandas. Os chãos estão aplicados. A cozinha já tem alguma forma (embora eu me pergunte como é que eles vão enfiar lá dentro o resto da tralha que têm no meio da sala...). Já falei da aventura do pó e de como podemos beber água. Mas ainda não contei como é se come e toma banho nesta casa sem cozinha nem WC.
Logo na reunião inicial foi-nos dito que poderíamos receber um fogão eléctrico. Tem dois bicos, mas o arquitecto avisou logo que dava para fazer una sopa e pouco mais. Quando a obra estava prestes a começar a minha mãe comentou por acaso com um patrão dela o que se ia passar e ele disse-lhe que ela poderia levar o bico eléctrico que ele tinha lá no escritório. Mesmo que ele não estivesse a trabalhar, ela que se sentisse à vontade de passar por lá a qualquer hora. Como ela depois viu que os bicos realmente só davam apara fazer uma sopa à suíço... resolveu ir buscá-lo. Aquilo é uma máquina!! A minha mãe consegue fazer café e aquecer leite ao mesmo tempo!!! :D Além de ser mais rápido a cozinhar, sabe sempre bem ver que as pessoas tiveram uma atenção connosco... :)
Quanto à higiene pessoal! Também muito simples. Os contentores colocados à frente do prédio são divididos por sexos... sorte a do meu vizinho da frente que neste momento tem WC privativo (o prédio tem mais mulheres do que homens, os outros mudaram-se e o meu pai foi de férias).
O duche não é o mais prático para se pintar o cabelo (uma aventura na Terça passada!!), mas a água vem a ferver (tem um sistema de aquecimento eléctrico em cada contentor)e a cortina era tão nova, mas tão nova que durante a primeira semana era horrível tomar banho com aquele cheiro a borracha, típico de cortinas de casa-de-banho... Lavatórios, espelho, aquecedor, urinol e cabine com sanita. Que mais se pode querer?!?! QUe façam a limpeza por nós... ah! espera!! isso já acontece! :p
O sistemas de utilização também é simples. No quadro de avisos do prédio colocaram-se as chaves dentro de envelopes. Se queremos ir à casa-de-banho é só pegar na chave. Se não estiver lá, já se sabe que está ocupada!!
Logo na reunião inicial foi-nos dito que poderíamos receber um fogão eléctrico. Tem dois bicos, mas o arquitecto avisou logo que dava para fazer una sopa e pouco mais. Quando a obra estava prestes a começar a minha mãe comentou por acaso com um patrão dela o que se ia passar e ele disse-lhe que ela poderia levar o bico eléctrico que ele tinha lá no escritório. Mesmo que ele não estivesse a trabalhar, ela que se sentisse à vontade de passar por lá a qualquer hora. Como ela depois viu que os bicos realmente só davam apara fazer uma sopa à suíço... resolveu ir buscá-lo. Aquilo é uma máquina!! A minha mãe consegue fazer café e aquecer leite ao mesmo tempo!!! :D Além de ser mais rápido a cozinhar, sabe sempre bem ver que as pessoas tiveram uma atenção connosco... :)
Quanto à higiene pessoal! Também muito simples. Os contentores colocados à frente do prédio são divididos por sexos... sorte a do meu vizinho da frente que neste momento tem WC privativo (o prédio tem mais mulheres do que homens, os outros mudaram-se e o meu pai foi de férias).
O duche não é o mais prático para se pintar o cabelo (uma aventura na Terça passada!!), mas a água vem a ferver (tem um sistema de aquecimento eléctrico em cada contentor)e a cortina era tão nova, mas tão nova que durante a primeira semana era horrível tomar banho com aquele cheiro a borracha, típico de cortinas de casa-de-banho... Lavatórios, espelho, aquecedor, urinol e cabine com sanita. Que mais se pode querer?!?! QUe façam a limpeza por nós... ah! espera!! isso já acontece! :p
O sistemas de utilização também é simples. No quadro de avisos do prédio colocaram-se as chaves dentro de envelopes. Se queremos ir à casa-de-banho é só pegar na chave. Se não estiver lá, já se sabe que está ocupada!!
Agora, o que realmente me faz confusão é ver (e usar) estas instalações e não conseguir perceber por que raio é que os miúdos em certas escolas da Tugolândia não conseguem tomar banho depois da aula de Educação Física. Nem poderiam dizer que haveria problema com o aquecimento de água. Pois se se instala um sistema eléctrico também se instalam uns quantos painéis solares... Não, não entendo. Recuso-me sequer a tentar entender o que não tem explicação!!!!!!
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auffallend,
Coisas giras,
Contrastes,
Schweiz
segunda-feira, 19 de maio de 2014
E no caos também pode haver luz!
Vendo as fotos para trás pensa-se que é impossível viver-se assim. Dois apartamentos estão vazios. Mudaram-se para casa de amigos e uma das vizinhas foi de férias. Quando voltar só tem que limpar o pó!!
Os outros, por diversos motivos, têm que ficar por cá. No entanto, se não fosse o barulho e uma asneira que os homens das obras fizeram, até que se poderia viver bem por aqui.
Começa-se pelas folhas informativas. Sempre que há algo mais do que o normal, eles colocam-nos uma folha na caixa de correio ou colada na porta. Amanhã, por exemplo, hão-de vir cá fazer alguma coisa com o aquecimento. E já se sabe isso desde Terça ou Quarta da semana passada.
Como o tempo tem estado frescote, mas nós estamos sem qualquer tipo de abastecimento de água quente, eles ofereceram-se para nos emprestar um radiador portátil. Por acaso nós temos um e, por isso, não lho pedimos.
Depois há o abastecimento de água fria em cada patamar. Com tubagem que vem lá não sei de onde, escusamos de andar a descer e a subir escadas sempre que queremos beber um copo de água, regar as plantas ou lavar uma maçã.
Por fim, a pergunta maior é: como é que é possível respirar-se dentro de uma casa cujas paredes foram desfeitas por completo?
Easy!! Vive-se como o rapaz bolha. Antes de fazerem qualquer outra coisa, os homens das obras isolaram os compartimentos que não iam sofrer alterações.
Nas portas dos quartos e da sala colocaram uns plásticos todos XPTO e antes de abrirem o buraco da porta para a sala, colocaram a parede do pó (a tradução do que eles puseram no manual) na sala e quando cortaram a parede (literalmente! que isso de deitar paredes abaixo à martelada é muito século XX) o pó ficou contido em grande parte.
E ainda referente ao tema pó, todos os dias as escadas são varridas por um dos homens. Não é que seja a melhor limpeza do mundo, mas sempre é alguma coisa. E à Sexta ao fim do dia aparece uma equipa para aspirar e lavar as escadas e as casas-de-banho. Isso dá-nos algum descanso durante o fim-de-semana.
Os outros, por diversos motivos, têm que ficar por cá. No entanto, se não fosse o barulho e uma asneira que os homens das obras fizeram, até que se poderia viver bem por aqui.
Começa-se pelas folhas informativas. Sempre que há algo mais do que o normal, eles colocam-nos uma folha na caixa de correio ou colada na porta. Amanhã, por exemplo, hão-de vir cá fazer alguma coisa com o aquecimento. E já se sabe isso desde Terça ou Quarta da semana passada.
Como o tempo tem estado frescote, mas nós estamos sem qualquer tipo de abastecimento de água quente, eles ofereceram-se para nos emprestar um radiador portátil. Por acaso nós temos um e, por isso, não lho pedimos.
Depois há o abastecimento de água fria em cada patamar. Com tubagem que vem lá não sei de onde, escusamos de andar a descer e a subir escadas sempre que queremos beber um copo de água, regar as plantas ou lavar uma maçã.
Por fim, a pergunta maior é: como é que é possível respirar-se dentro de uma casa cujas paredes foram desfeitas por completo?
Easy!! Vive-se como o rapaz bolha. Antes de fazerem qualquer outra coisa, os homens das obras isolaram os compartimentos que não iam sofrer alterações.
Nas portas dos quartos e da sala colocaram uns plásticos todos XPTO e antes de abrirem o buraco da porta para a sala, colocaram a parede do pó (a tradução do que eles puseram no manual) na sala e quando cortaram a parede (literalmente! que isso de deitar paredes abaixo à martelada é muito século XX) o pó ficou contido em grande parte.
E ainda referente ao tema pó, todos os dias as escadas são varridas por um dos homens. Não é que seja a melhor limpeza do mundo, mas sempre é alguma coisa. E à Sexta ao fim do dia aparece uma equipa para aspirar e lavar as escadas e as casas-de-banho. Isso dá-nos algum descanso durante o fim-de-semana.
No entanto, e apesar destas protecções, o pó passa para dentro dos compartimentos. O grande problema foi a semana passada quando os homens resolveram arrancar a cola do chão e fazer uma espécie de polimento do mesmo sem fecharem bem as fugas. Para passarem a máquina tinham que arrancar as portas de plástico, mas deveriam ter usado fita cola directamente nas portas. Não o fizeram. A minha mãe ficou à minha espera à noite para me dizer que eu deveria dormir no sofá. Como agora fechamos as portas à chave ela não pode entrar para tentar limpar um pouco e não era à 1h da manhã que o ia fazer!!! No dia seguinte o arquitecto veio fazer a ronda habitual e nós mostrámos-lhe o lindo espectáculo. Ele ficou passado, como era possível os homens das obras não terem feito a coisa como deveria ser?!?!? É que convenhamos... não são novatos na coisa. Além de chamar a atenção o chefe da obra, ele deu-nos umas quantas possibilidades: ou limpamos nós e dizemos quantas horas precisámos ou chamávamos um empresa de limpeza. Quanto à roupa, que a levássemos à lavandaria e apresentássemos a conta. O chefe da obra não gostou, E ainda se virou para mim, ah o assunto está arrumado, não adianta estarmos aqui a falar até amanhã de manhã. Eu disse-lhe que até podia ser, mas que ao menos não fizesse a mesma asneira no apartamento dos outros...
São precisas muitas horas para limpar dois quartos. O pó de cimento entrou em todo o lado e é preciso sacar tudo fora dos armários e limpar desde a parede às folhas de papel!! Mas pronto... pelo menos os produtos de limpeza e as horas perdidas vão-nos ser pagos o que já não é mau de todo.
Semana 2
A semana passada foi menos barulhenta no meu apartamento. Mas deu muito que falar... De Segunda a Sábado (espero bem que tenha sido uma excepção) os homens abriram roços (foto1), mudaram a janela da cozinha (3), abriram a nova porta da cozinha, que irá dar acesso à sala e não ao corredor (2). Instalaram as estruturas para as paredes (4) e colocaram as paredes (nada de cimento e tijolos, tudo em madeira e gesso) (6, 7 e 8), taparam os roços (8), colocaram tubagem nova (8) e fizeram o chão da casa-de-banho (5).
Semana 1
Segunda-feira de folga significa ter um pouco de paz, certo? Errado!!! Além da típica ressaca que não me larga, hoje tenho por cima do meu quarto, mesmo na direcção da minha cama, alguém a usar um moto-pico e ao fundo do prédio, na direcção do meu quarto também, alguém a rebentar com o chão com um martelo pneumático daqueles industriais, ou seja, ligados a uma retroescavadora... Ora bem, o início de semana perfeito!!!
Mas como estou mesmo ressacada , não consigo arrastar-me daqui para fora. Assim, uns tampões nos ouvidos e dedicar-me à actualização do desenvolvimento das obras... :)
Isto era o antes. um corredor/hall mínimo em forma de T dava acesso a todos os compartimentos da casa e na parte que dava acesso à mini-cozinha existia um armário que ocupava a parede toda, dividido em três secções e era onde nós tínhamos muitos dos utensílios de cozinha, produtos de limpeza. A cozinha e casa-de-banho eram consideradas velhas, mas... eu vivi num apartamento bem pior em Lisboa. As juntas dos azulejos não são velhas e/ou sujas. Eles usam muito o enchimento dast cor. Não sei se será para não se notar tanto o lixo... mas eu gosto. Mais do que o trabalho que vamos ter no final. Mas... o apartamento não é meu!!
Eles começaram a trabalhar por volta das 7h30. Antes disso vieram o arquitecto e o porteiro "passar a inspecção", ou seja, ver se todos os apartamentos tinham a porta aberta e se os espaços em questão estavam vazios. No meu caso, eles mudaram-me o frigorífico para a sala. Como tenho as injecções que têm que ser conservadas àquela temperatura, não podia deixar que me levassem o aparelho ou teria que ir comprar um para mim, o que era completamente absurdo!!! Por volta das 9h já tinham o apartamento neste estado...
Mas como estou mesmo ressacada , não consigo arrastar-me daqui para fora. Assim, uns tampões nos ouvidos e dedicar-me à actualização do desenvolvimento das obras... :)
Isto era o antes. um corredor/hall mínimo em forma de T dava acesso a todos os compartimentos da casa e na parte que dava acesso à mini-cozinha existia um armário que ocupava a parede toda, dividido em três secções e era onde nós tínhamos muitos dos utensílios de cozinha, produtos de limpeza. A cozinha e casa-de-banho eram consideradas velhas, mas... eu vivi num apartamento bem pior em Lisboa. As juntas dos azulejos não são velhas e/ou sujas. Eles usam muito o enchimento dast cor. Não sei se será para não se notar tanto o lixo... mas eu gosto. Mais do que o trabalho que vamos ter no final. Mas... o apartamento não é meu!!
Eles começaram a trabalhar por volta das 7h30. Antes disso vieram o arquitecto e o porteiro "passar a inspecção", ou seja, ver se todos os apartamentos tinham a porta aberta e se os espaços em questão estavam vazios. No meu caso, eles mudaram-me o frigorífico para a sala. Como tenho as injecções que têm que ser conservadas àquela temperatura, não podia deixar que me levassem o aparelho ou teria que ir comprar um para mim, o que era completamente absurdo!!! Por volta das 9h já tinham o apartamento neste estado...
E quando eu cheguei à noite, depois do trabalho, era assim que a minha cozinha, casa-de-banho e armário de corredor se apresentavam.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
a ver se resulta...
Ontem comentei com a minha mãe que tinha que comprar uns ténis novos para ver se consigo que o meu pé direito não me incomode tanto. Desde que pifou com a esclerose nunca mais voltou a ser o mesmo e tem dias que é um inferno. Eu vou comprando sapatos de diferentes formas a ver se me adapto à coisa, mas até agora... nada funciona...
De tarde fui comprar os ditos cujos e tomar café. Encontrei um colega que não via há muito tempo e acabei por perder a noção das horas. A minha mãe telefonou-me umas três mil vezes (eu costumo avisar se vou jantar e/ou chegar tarde para jantar). Quando cheguei a casa foi um filme... ah estava preocupada, pensei que te tivesse acontecido alguma coisa. Como de manhã te queixaste do pé eu pensei que tivesses ido para o hospital.
Lá a acalmei dizendo-lhe que na minha ficha do hospital têm o contacto dela. Logo... se eu tivesse ido parar ao hospital ela sabia.
Depois pus-me a pensar... ela faz um filme daqueles com uma coisa velha... se ela sonha que eu ando a ganhar coragem para ir ao médico por causa de sintomas novos...
Eu tento pensar positivo para atrair coisas positivas, mas hoje... estou em baixo, assim lá no fundo. E como não posso comentar com a minha mãe (nem com pessoas que se possam desbocar [mesmo sem querer] para ela), acabei por vir para aqui tentar exorcizar a coisa...
De tarde fui comprar os ditos cujos e tomar café. Encontrei um colega que não via há muito tempo e acabei por perder a noção das horas. A minha mãe telefonou-me umas três mil vezes (eu costumo avisar se vou jantar e/ou chegar tarde para jantar). Quando cheguei a casa foi um filme... ah estava preocupada, pensei que te tivesse acontecido alguma coisa. Como de manhã te queixaste do pé eu pensei que tivesses ido para o hospital.
Lá a acalmei dizendo-lhe que na minha ficha do hospital têm o contacto dela. Logo... se eu tivesse ido parar ao hospital ela sabia.
Depois pus-me a pensar... ela faz um filme daqueles com uma coisa velha... se ela sonha que eu ando a ganhar coragem para ir ao médico por causa de sintomas novos...
Eu tento pensar positivo para atrair coisas positivas, mas hoje... estou em baixo, assim lá no fundo. E como não posso comentar com a minha mãe (nem com pessoas que se possam desbocar [mesmo sem querer] para ela), acabei por vir para aqui tentar exorcizar a coisa...
terça-feira, 13 de maio de 2014
Oh, amigo! Isso vai dar uma ganda volta!
Ensinaram-me, há 10 anos, a seguinte regra de trânsito: Numa subida, onde não é possível o cruzamento de duas viaturas ligeiras, o carro que sobe faz marcha-atrás. Se for necessário só parar é o carro que desce que o faz. Isto porque é mais fácil para o carro que sobe "descair" e é mais fácil para o carro que desce retomar a marcha ao descer.
Ao que parece, por estas bandas a coisa não é assim. Das duas uma, ou esta gente DE-CI-DI-DA-MEN-TE não sabe conduzir, ou o livro por onde estudei estava errado.
Seja de que modo for, FINALMENTE passei no exame de código!!!
É que é quase preciso um requerimento metido à assembleia da república cá do sítio. Se não, veja-se:
Antes de qualquer coisa, quem quiser tirar a carta (qualquer veículo motorizado) tem que frequentar um curso de primeiros socorros. Eu sabia muita da teoria (e até da prática) e fui das melhores do grupo (mesmo sendo em alemão!), mas prometo que só em caso mais do que extremo é que eu vou tocar num ferido de acidente de viação. Não são 10 horas de curso que me dão qualificação para ajudar alguém ferido.
Depois disto, temos que estudar o código. A diferença para Portugal? Muitas! Não há aulas teóricas. Compramos o CD e/ou os livros (teoria e testes) e estudamos em casa. Uma grande parte das perguntas desses livros são IGUAIS às do exame. Ou seja, nós metemos aquela treta na cabeça e se não percebermos a mecânica da coisa... é igual!!! Por isso é que esta cambada não sabe fazer cedências de passagem de nenhum tipo!!!!
Mais tarde, quando nos sentirmos seguros, vamos à direcção geral de viação (eu sei que já não se chama assim, mas aqui também não se chama assim, é só para se perceber a ideia :p ), levamos uma foto, um exame ocular e um documento de identificação e inscrevemo-nos. Mandam-nos esperar uma carta em casa que chega um dia ou dois depois com o código para marcarmos a data do exame (marcação por internet, telefone ou presencial).
No dia combinado apresentamo-nos com o documento de identificação e o comprovativo da inscrição que imprimimos antes (para quem percebe do assunto, pode-se levar o telefone esperto e mostrar, como eu sou uma naba...)
ENtramos na sala, escolhemos o computador aleatoriamente. Escrevemos o código que nos permite aceder ao exame e temos 50 minutos para responder a 50 perguntas.
E como se a coisa ainda não fosse suficientemente complicada... essas 50 perguntas podem ter uma ou duas respostas correctas ao mesmo tempo. Se colocarmos uma resposta e por acaso deixarmos a segunda por responder, não conta como meio certo, mas como uma errada. Ou seja, as 15 respostas erradas que podemos dar esgotam-se num instantinho.
O mês passado foram 17 erradas (nunca odiei tanto um 17!!). Hoje ia meeeeesmo desanimada. Lá fiz aquilo, dei mais duas voltas até que me cansei de estar ali (nós podemos sair logo que acabamos, mesmo que haja outros afazer testes). Dei o exame por terminado, enviei para o computador do examinador e ele riu-se. Vierza. Gratuliera! (que é como quem diz em dialecto Catorze. Parabéns!) Ele riu-se porque foi à tangente. Mas... who cares?!?! É mau fazer duas vezes o exame de código, mas pior se uma dessas vezes é em alemão.
Agora tenho que esperar por uma carta que me vai permitir ir ter aulas de condução. E logo se verá como corre e que complicações mais vão ainda aparecer...
Só uma coisa engraçada, estive a fazer as contas e... dois exames de código, na Suíça, em 2014, custam pouco mais do que me custou o exame de código, em Portugal, em 2004!!!
Ao que parece, por estas bandas a coisa não é assim. Das duas uma, ou esta gente DE-CI-DI-DA-MEN-TE não sabe conduzir, ou o livro por onde estudei estava errado.
Seja de que modo for, FINALMENTE passei no exame de código!!!
É que é quase preciso um requerimento metido à assembleia da república cá do sítio. Se não, veja-se:
Antes de qualquer coisa, quem quiser tirar a carta (qualquer veículo motorizado) tem que frequentar um curso de primeiros socorros. Eu sabia muita da teoria (e até da prática) e fui das melhores do grupo (mesmo sendo em alemão!), mas prometo que só em caso mais do que extremo é que eu vou tocar num ferido de acidente de viação. Não são 10 horas de curso que me dão qualificação para ajudar alguém ferido.
Depois disto, temos que estudar o código. A diferença para Portugal? Muitas! Não há aulas teóricas. Compramos o CD e/ou os livros (teoria e testes) e estudamos em casa. Uma grande parte das perguntas desses livros são IGUAIS às do exame. Ou seja, nós metemos aquela treta na cabeça e se não percebermos a mecânica da coisa... é igual!!! Por isso é que esta cambada não sabe fazer cedências de passagem de nenhum tipo!!!!
Mais tarde, quando nos sentirmos seguros, vamos à direcção geral de viação (eu sei que já não se chama assim, mas aqui também não se chama assim, é só para se perceber a ideia :p ), levamos uma foto, um exame ocular e um documento de identificação e inscrevemo-nos. Mandam-nos esperar uma carta em casa que chega um dia ou dois depois com o código para marcarmos a data do exame (marcação por internet, telefone ou presencial).
No dia combinado apresentamo-nos com o documento de identificação e o comprovativo da inscrição que imprimimos antes (para quem percebe do assunto, pode-se levar o telefone esperto e mostrar, como eu sou uma naba...)
ENtramos na sala, escolhemos o computador aleatoriamente. Escrevemos o código que nos permite aceder ao exame e temos 50 minutos para responder a 50 perguntas.
E como se a coisa ainda não fosse suficientemente complicada... essas 50 perguntas podem ter uma ou duas respostas correctas ao mesmo tempo. Se colocarmos uma resposta e por acaso deixarmos a segunda por responder, não conta como meio certo, mas como uma errada. Ou seja, as 15 respostas erradas que podemos dar esgotam-se num instantinho.
O mês passado foram 17 erradas (nunca odiei tanto um 17!!). Hoje ia meeeeesmo desanimada. Lá fiz aquilo, dei mais duas voltas até que me cansei de estar ali (nós podemos sair logo que acabamos, mesmo que haja outros afazer testes). Dei o exame por terminado, enviei para o computador do examinador e ele riu-se. Vierza. Gratuliera! (que é como quem diz em dialecto Catorze. Parabéns!) Ele riu-se porque foi à tangente. Mas... who cares?!?! É mau fazer duas vezes o exame de código, mas pior se uma dessas vezes é em alemão.
Agora tenho que esperar por uma carta que me vai permitir ir ter aulas de condução. E logo se verá como corre e que complicações mais vão ainda aparecer...
Só uma coisa engraçada, estive a fazer as contas e... dois exames de código, na Suíça, em 2014, custam pouco mais do que me custou o exame de código, em Portugal, em 2004!!!
domingo, 11 de maio de 2014
Feliz dia da Mãe.
No Domingo passado assinalava-se o aniversário da Audrey Hepburn (85 anos) e isso fez com que o dia da mãe português não fosse destacado com um doodle. Mas hoje, pelo menos por estas bandas, assinala-se o dia da Mãe desta forma bem fofa!
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Hoje sinto-me preconceituosa!
Há muitos anos fui assistir a uma aula de Medicina Familiar (se não me engano no nome da cadeira) na faculdade de medicina da Clássica. Estava sem pachorra de ir aturar a minha prof. de africanas e supostamente era o Professor Daniel Sampaio que iria dar essa aula.
Quando cheguei lá apanhei o outro professor da disciplina porque o senhor Sampaio tinha tido algo importante para fazer. Já que ali estava, deixei-me ficar. O senhor falou, falou e falou e começou a utilizar termos como "atribuição de género", "atribuição de sexo" lançou a pergunta para o auditório Alguém sabe fazer a distinção? Entre dentes disse ao meu colega Atribuição de sexo é quando dizes "é menino", atribuição de género é quando vestes azul aos meninos e pões lacinhos nas meninas. Ele incentivou-me a dizer isso, mas eu fiquei quieta. Apesar de o meu colega afirmar que o professor não conhecia os alunos, grande parte daquele auditório sabia que eu não era estudante de medicina. Então, jamais iria abrir a boca.
Ele acabou por se chegar à frente repetir a minha ideia. Resultado: era uma forma simples de colocar as coisas, mas era por aí. Claro que andei semanas em que não me calava com o meu brilharete, ainda que indirecto, numa aula de medicina... Tem piada... uma gaja de letras dar bitaites num anfiteatro onde ninguém abriu a boca para fazer essa distinção (e não era que fossem tímidos, noutras perguntas havia gente a participar, nesta pergunta específica é que ninguém se manifestou)
Não sou pessoa para escolher géneros. Se uma mulher quer vestir calças... onde está o problema?! Eu praticamente só uso calças e calções. Se um homem gasta mais tempo a fazer as unhas de uma mão do que eu para fazer manicure e pedicure... qual é o problema? Se tem paciência (ou dinheiro para pagar)... força... eu lavo os pés, corto as unhas e uso um creme hidratante. E já perdi tempo e energia demasiados com isso!!! Maneiras de ser. Não me tiram nem me dão mais valor, não tiram nem dão mais valor aos outros.
No entanto, a atribuição de sexo já é outra história. Há características físicas e biológicas que separam o macho da fêmea. Dê por onde der. O menino tem pilinha, a menina tem uma conchinha (eu sei lá onde é que já ouvi esta!). As articulações, as hormonas, o cálcio... basta ver um anúncio às vitaminas e já se vê a diferença entre homem e mulher (não estou a dizer que as vitaminas são milagrosas, mas a parte das diferenças é verdadeira). Assim, mulheres com pêlo na venta é só uma metáfora para mim.
Que sejam transexuais, parciais ou completos. Que sejam homossexuais. Que sejam travestis. Sejam hermafroditas. Sejam eunucos. Nada disso em afecta. EU SEI QUE NÃO SÃO COISAS IGUAIS, mas muitas vezes algumas são confundidas e associadas umas às outras.
Sejam homens ou mulheres, sejam hetero, bi ou homo. Tenham nome de João e cara de Maria... nada me faz confusão.
Agora o cantor que foi à eurovisão... aquilo já me faz confusão. Não é homem, não é mulher. Dizem que é um drag... eu nunca vi uma drag de barba. A cantar (apanhei a actuação dele por mero acidente e via-a até ao fim de propósito e por isso é que me lembrei de comentar)... por favor... a voz é indefinida e não é bonita. Sim, há mulheres com voz de bagaço (a Amy, por exemplo), mas transmitem personalidade. Sim, há homens com vozes finas, mas fazem calam plateias interiras nas óperas e afins (eu não me arrisco a nomear os altos e contraltos, porque não percebo nada disso). Agora aquilo... uma indefinição completa.
Por fim... o nome de artista. Mas o que é aquilo?!?! Conchita, como nome de artista alemão, soa-me a coisa reles, mas ainda se safa. Agora o Wurst... salsicha?!?! A sério?!?! Querem que eu leve a sério uma pessoa que está de barba e com um vestido de gala com um nome de prostituta que trabalha perto de uma barraca de hot dogs?!?
Tolerância, aceitação, diferença... mas aquilo é o quê? Agora podem dizer: como é diferente tu não aceitas. Não é ser antiquada, mas eu olho para aquele homem e vejo um terceiro sexo e não um terceiro género. E, que eu saiba, apesar das milhentas descobertas feitas todos os dias ainda não há um terceiro sexo nos humanos.
Quando cheguei lá apanhei o outro professor da disciplina porque o senhor Sampaio tinha tido algo importante para fazer. Já que ali estava, deixei-me ficar. O senhor falou, falou e falou e começou a utilizar termos como "atribuição de género", "atribuição de sexo" lançou a pergunta para o auditório Alguém sabe fazer a distinção? Entre dentes disse ao meu colega Atribuição de sexo é quando dizes "é menino", atribuição de género é quando vestes azul aos meninos e pões lacinhos nas meninas. Ele incentivou-me a dizer isso, mas eu fiquei quieta. Apesar de o meu colega afirmar que o professor não conhecia os alunos, grande parte daquele auditório sabia que eu não era estudante de medicina. Então, jamais iria abrir a boca.
Ele acabou por se chegar à frente repetir a minha ideia. Resultado: era uma forma simples de colocar as coisas, mas era por aí. Claro que andei semanas em que não me calava com o meu brilharete, ainda que indirecto, numa aula de medicina... Tem piada... uma gaja de letras dar bitaites num anfiteatro onde ninguém abriu a boca para fazer essa distinção (e não era que fossem tímidos, noutras perguntas havia gente a participar, nesta pergunta específica é que ninguém se manifestou)
Não sou pessoa para escolher géneros. Se uma mulher quer vestir calças... onde está o problema?! Eu praticamente só uso calças e calções. Se um homem gasta mais tempo a fazer as unhas de uma mão do que eu para fazer manicure e pedicure... qual é o problema? Se tem paciência (ou dinheiro para pagar)... força... eu lavo os pés, corto as unhas e uso um creme hidratante. E já perdi tempo e energia demasiados com isso!!! Maneiras de ser. Não me tiram nem me dão mais valor, não tiram nem dão mais valor aos outros.
No entanto, a atribuição de sexo já é outra história. Há características físicas e biológicas que separam o macho da fêmea. Dê por onde der. O menino tem pilinha, a menina tem uma conchinha (eu sei lá onde é que já ouvi esta!). As articulações, as hormonas, o cálcio... basta ver um anúncio às vitaminas e já se vê a diferença entre homem e mulher (não estou a dizer que as vitaminas são milagrosas, mas a parte das diferenças é verdadeira). Assim, mulheres com pêlo na venta é só uma metáfora para mim.
Que sejam transexuais, parciais ou completos. Que sejam homossexuais. Que sejam travestis. Sejam hermafroditas. Sejam eunucos. Nada disso em afecta. EU SEI QUE NÃO SÃO COISAS IGUAIS, mas muitas vezes algumas são confundidas e associadas umas às outras.
Sejam homens ou mulheres, sejam hetero, bi ou homo. Tenham nome de João e cara de Maria... nada me faz confusão.
Agora o cantor que foi à eurovisão... aquilo já me faz confusão. Não é homem, não é mulher. Dizem que é um drag... eu nunca vi uma drag de barba. A cantar (apanhei a actuação dele por mero acidente e via-a até ao fim de propósito e por isso é que me lembrei de comentar)... por favor... a voz é indefinida e não é bonita. Sim, há mulheres com voz de bagaço (a Amy, por exemplo), mas transmitem personalidade. Sim, há homens com vozes finas, mas fazem calam plateias interiras nas óperas e afins (eu não me arrisco a nomear os altos e contraltos, porque não percebo nada disso). Agora aquilo... uma indefinição completa.
Por fim... o nome de artista. Mas o que é aquilo?!?! Conchita, como nome de artista alemão, soa-me a coisa reles, mas ainda se safa. Agora o Wurst... salsicha?!?! A sério?!?! Querem que eu leve a sério uma pessoa que está de barba e com um vestido de gala com um nome de prostituta que trabalha perto de uma barraca de hot dogs?!?
Tolerância, aceitação, diferença... mas aquilo é o quê? Agora podem dizer: como é diferente tu não aceitas. Não é ser antiquada, mas eu olho para aquele homem e vejo um terceiro sexo e não um terceiro género. E, que eu saiba, apesar das milhentas descobertas feitas todos os dias ainda não há um terceiro sexo nos humanos.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Rir
Hoje dei volta a meio lago de Zurique. Fui ao cantão Schwyz encontrar-me com uma pessoa numa aldeola de nome Lachen. Um nome muito simpático tendo em conta que a tradução é rir. Aquilo é pequeno mas tem 8000 habitantes. Em tempos idos era porto de abrigo para os peregrinos que vinham de barco até ali e seguiam para Einsiedeln (acho que nunca falei disto aqui, mas é uma terra com um santuário mariano, no cantão Schwyz). Depois, no século XIX, criou-se a linha de comboio e a coisa perdeu força. Agora é um sítio pacato onde se pode apreciar um café à beira da mini-marina olhando lá para o fundo, vendo, por exemplo, Rapperswill.
A caminho, mesmo com um dia cinzentão... ainda deu uns cliques engraçados.
Veja-se a inscrição da data lá no cimo. Estes tipos faltaram às aulas de latim... só pode! Não fui dentro da igreja (para uma próxima), mas tenho uma engraçada para contar... ia eu por uma rua abaixo e deou-me de caras com um cruxifixo. Lembrei-me das alminhas que há por todo o Portugal e fiquei alguns segundos a olhar muito admirada. Parecia que nunca tinha visto uma cruz com um Cristo. Depois é que raciocinei... Zurique é um cantão protestante, não há cruxifixos "a pontapés" pelas ruas. Uma pessoa depois desabitua-se...
Oh pá! a Rathaus (junta/camara municipal) não é gira como o caraças?!?!
Outra perspectiva da igreja. E uma de várias estátuas que vi junto e/ou dentro do lago. Um pouco de cor num dia cinzento. :)
A caminho, mesmo com um dia cinzentão... ainda deu uns cliques engraçados.
Veja-se a inscrição da data lá no cimo. Estes tipos faltaram às aulas de latim... só pode! Não fui dentro da igreja (para uma próxima), mas tenho uma engraçada para contar... ia eu por uma rua abaixo e deou-me de caras com um cruxifixo. Lembrei-me das alminhas que há por todo o Portugal e fiquei alguns segundos a olhar muito admirada. Parecia que nunca tinha visto uma cruz com um Cristo. Depois é que raciocinei... Zurique é um cantão protestante, não há cruxifixos "a pontapés" pelas ruas. Uma pessoa depois desabitua-se...
Oh pá! a Rathaus (junta/camara municipal) não é gira como o caraças?!?!
Outra perspectiva da igreja. E uma de várias estátuas que vi junto e/ou dentro do lago. Um pouco de cor num dia cinzento. :)
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