quinta-feira, 12 de novembro de 2009
É possível...
Os bons exemplos chegam de todo o lado, basta saber segui-los.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ensinar o padre nosso ao vigário...
Início de ano e a professora procura conhecer melhor a família de cada um dos alunos. E vai perguntando:
- Mariazinha, qual é a profissão da tua mãe?
- Ela é vendedora, professora.
- Joãozinho, qual é a profissão da tua mãe?
- Ela é secretária, professora.
- Pedrinho, o que é que a tua mãe faz?
- A minha mãe é substituta, professora.
Sem entender bem, a professora insiste:
- A sua mãe é o quê?
- Substituta, professora.
- Pedrinho, essa profissão não existe. Explica lá o que ela faz.
- Bem, ela fica numa esquina, depois vem um homem e entram no quarto da pensão. Aí, depois, os dois saem, o homem dá-lhe dinheiro e ela volta para rua.
- Ah, Pedrinho, a tua mãe não é "substituta", ela é "prostituta", não é?
- Não, senhora! De jeito nenhum! Puta é a minha tia que 'tá doente. A minha mãe só a 'tá a substituir por uns dias.
Hoje descobri que não falo português!!
Como não gosto da minha turma de alemão, evito o mais que posso conversar com eles durante o intervalo. Para tal, acabo por telefonar à minha mãe, ou a outra pessoas qualquer, por "dá cá aquela palha" e o pessoal habitua-se a ouvir a minha bonita língua...
Hoje eu telefonei à minha mãe porque precisava mesmo e no fim de dar o recado desliguei o telefone e virei-me para o meu café. Quando, assim do nada, um colega meu me diz: "Quando falas ao telefone, falas um dialecto, não é?" E eu disse: "Não, eu falo 'português alto'." (tradução directa de hoch, que é quase como dizer "padrão"). E ele continua a tentar convencer-me que eu falo de forma diferente que se parece como dialecto. Nota: para ele um dialecto é tão diferente que é quase uma outra língua, as variações dialectais existentes em Portugal, se ele conhecesse a língua de Camões, seriam vistas como nuances sem qualquer inportância.
Eu cá acho que sei mais árabe (o senhor é marroquino) do que ele algum dia saberá português e lá estive a explicar as diferenças dialectais, as influências que tive nos sítios onde vivi, as influências da minha anatomia(o meu [R] é diferente do das outras pessoas por causa das minhas cordas vocais e tenho um diastema que não me deixa ter os [s] e os [z] apicais, muito comuns lá na santa terrinha)... coisas que não me permitem ter um um traço muito distintivo na minha forma de falar. Claro que tive que novamente puxar pelos galões e dizer que sou professora de português (vá... licenciada, com o estágio e sem colocação) e que por isso falo português MUITO bem. Tive que fazer a ressalva para o facto de ninguém falar (ou escrever) de forma 100% correcta, mas que eu, com toda a certeza do mundo, quando abro a boca, não envergonho o meus professores de português (se bem que... alguns mereciam isso!).
Era mesmo o que me faltava... um guia turítico vindo do meio do deserto dizer-me se eu falo português padrão ou se falo dialecto. Já não me bastava o meu professor armado ao "pingarelho" (um dia conto as certezas dele), tinha que me sair mais este...
Até parece que o Pedrinho não viveu sempre com a mãe...
Perspectivas
O professor (alemão, de não sei onde, que pensa saber português porque foi 2 vezes a Portugal e tem amigos portugueses!!) resolveu perguntar-me como nomeávamos o acontecimento do dia 9 de Novembro. Disse-lhe "Queda do Muro (de Berlim)" e ele ficou a ver navios porque só percebeu Berlim... lá tive que traduzir as palavras e ele disse: "AH! É verdade que o Muro caiu mas nós não dizemos assim.". Como viu a minha cara de quem não tinha atingido, ele explicou que a 9 de Novembro se assinala a "Reunificação da Alemanha", que é assim que se nomeia os acontecimentos de há 20 anos.
Apesar de em português também se falar na reunificação, o que soa mais é mesmo a queda do Muro.
Como a nossa localização geográfica pode mudar a visão das coisas... Interessante, não?
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A terceira razão...
De um modo geral, sempre gostei de comemorar o meu aniversário. As duas vezes que eu realmente detestei foram em 1994 e em 2008. Quando eu fiz 12 anos, a minha mãe tinha vindo para a Suíça. Habituada como estava a comemorar o aniversário com ela, com o meu irmão e mais uns quantos amigos, custou-me estar em Fátima com gente que mal conhecia. E a outra foi o ano passado, uma semana antes aconteceu algo mesmo muito mau que assombrou os meus 26 anos. De resto, sempre gostei. Mas há uns quantos reparos...
O primeiro, o mais anedótico, o menos importante, mas que também conta quando ouvimos: "AH! Fazes anos?!?! Então o que pagas??!" É que há gente mesmo à espera que se pague alguma coisa. E eu sou da opinião que o aniversariante é que recebe.
Mas o mais importante vem depois...
O que eu nunca gostei foram as cenas de grande "efusividade" (não sei se a palavra existe), cenas de quase histeria de gente que mal conheço. Gente que é capaz de me dar os parabéns acompanhando a cena com dois beijinhos, quando durante os outros 364 dias (365, se for bissexto) nem um bom dia com gosto me dão. Por isso sempre preferi que o meu aniversário fosse quase incógnito, por isso sempre gostei que as pessoas que sabiam me felicitassem sem estardalhaço para os outros não perceberem. Manias!!
Manias que certas pessoas não entendem (nem querem entender), o que leva a que muitos digam: "Até parece que não gostas de fazer anos!". Eu para não estar a esmiúçar, a tentar explicar os meus sentimentos/opiniões sobre o meu aniversário, acabo por dizer: "Pois, é isso." E isso acaba por passar de uns para os outros: "Quando fazes anos?", nem tenho tempo para responder porque alguma voz diz (com toda a certeza do mundo que me conhece muito bem): "Escusas de perguntar, ela não gosta de fazer anos.". Eu, mais para não me aborrecer, deixo andar.
É que há gente que sabe isto, que entende isto, que se lembra de mim quando faço anos, mas também quando não faço. E isso é que conta realmente!! Essas pessoas que sabem essas coisas parvas acordam-me de madrugada a mandar sms, telefonam, mandam prendas e postais (este ano, eu recebi um pijama enviado de Portugal) e eu adoro. Adoro os actos, mas mais ainda as pessoas.
Não é só com o meu aniversário que sou esquisita. Há pessoas que eu sei quando fazem anos que eu simplesmente não digo nada. Lembro-me delas nesse dia, mas como o nosso contacto é nulo, não envio sms nem telefono. Também detesto ver a "efusividade" de certas pessoas para amigos meus quando eu sei que não lhes ligam durante o resto do ano.
Acho que sim, que a data deve ser assinalada, mas com sentido. Se não se lembram de telefonar, escrever, ou o que seja, a perguntar como estão as coisas, a faculdade, o trabalho, o namoro, a família, ou simplesmente o tempo, porque se hão-de lembrar de mandar sms nos dia de anos? Até pode não ser, mas para mim é hipocrisia... Eu seiq ue sou complicada,mas... percebes agora, Ângela?
Ao contrário do que muita gente pensa, eu gosto de ser acordada à 1H30 da manhã (00h30, em Portugal) com uma mensagem da pessoa que é, há já muitos anos, a primeira a dar-me os parabéns. É muito reconfortante ir a caminho da faculdade e ouvir o telemóvel a tocar para receber uma mensagem do chefe da firma na qual não estou a trabalhar neste momento. Além disso, ao contrário de um amigo meu, que terá sempre a tragédia do 11 de Setembro à volta do seu aniversário, eu tenho um motivo político/social positivo sempre associado ao meu aniversário.
Eu sei que a importância nunca será a mesma, mas no mesmo dia em que eu fazia 7 anos, a Alemanha era reunificada.
Por isso Novembro tem uma razão bem fixe para ser um mês tão porreiro... tem o dia 9.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Acabado de sair do forno
Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Estava para ir para a cama, mas resolvi ver o mail primeiro. Vi esta história e gostei. Trazia umas considerações finais, mas isso deixo para quem ler...
Joana, obrigadão por este mail. Estou em falta contigo... a ver se eu também te envio um, mas daqueles bem pessoais e intransmissíveis. Beijos ;)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Por falar em exageros...
Vão mas é trabalhar... Oh!
Quando estive de férias estalou a polémica do vídeo da Maitê Proença. Da maneira que as pessoas falavam, os emails que recebi e mais não sei o quê levaram-me a pensar que a senhora tinha sido do piorio. Hoje, ao fazer uma limpeza à minha caixa de correio electrónico, encontrei o link para o vídeo que eu não tinha conseguido ver. Estive a ver com toda atenção e já a pensar no pior. Quando cheguei ao fim dos 5 minutos fiquei a pensr que ela até tinha razão lá numas coisas... Se ela estava mesmo num hotel de 5 estrelas eles tinham que assegurar um técnico informático. Pelo menos é o que se passa nos hotéis do género noutros países. Se é hotel de 5 estrelas... vai chamar-se o porteiro para arranjar computadores?!?! O resto... coitadita... ela é actriz, mas não é comediante.
No entanto... a minha pergunta é: será que estes 5 minutos filmados há muito tempo (ela questiona, legitimamente, a votação para o maior português de sempre) são mais importantes do que a realidade actual portuguesa??
Oh!! O país com a Delphi a fechar, directores da REN sob suspeita, casos como o Casa Pia ainda por resolver e vão-se preocupar com uma merda destas? Haja pachorra...
E depois eu é que sou exagerada...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Parabéns, Ângela!
Imagina que demoravas 2 segundos a riscar cada dia... já viste quanto tempo perdias??
Existem três razões
Duas vão estar em Portugal:
8 de Novembro
21 e 22 de Novembro
A terceira estará sempre comigo...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Qual é o drama???
"Ah! E trabalhas?!?!", eu respondo: "Sim. Faço o que calha, desde limpar a traduções... já fiz um pouco de tudo!" e penso: "Sim! Eu não quero ser dependente de ninguém, além de não ser uma 'calona' como tu/vocês!"
Para mim, (a maior parte d)as minhas colegas da faculdade são todas uma espécie de prostitutas de luxo/trazer por casa. Santa paciência... todas trintonas a cair para o quarentonas, casadas com suíços, moram cá há anos sem saber falar a língua, não trabalham e têm uma vida de luxo. Divórcios feitos às "três pancadas" que permitem sustentar o filho na escola, mais as coisinhas todas que ele quer ter/fazer, mais o curso de alemão que vai para cima de 1500 euros por 4 meses, sem trabalhar a 100%. Entre outras coisas... São o quê? Santas é que não são... e pensam que são todas como elas. Claro que ficam parvas quando eu lhes digo que vivo com os meus pais para reduzir despesas, que trabalho porque não quero passar a vida a pedir mesadas (pais ou marido é igual!) e quero pagar os estudos para passar além da barreira do trabalho manual/sujo, com todo o respeito! Eu não me envergonho de fazer o que faço, mas... dá pouco dinheiro, cansa muito e eu tenho qualificações para mais.
Há para aqui mulherio... Normalmente as brasileiras e e de toda a América Latina não querem saber de portugueses. Se vão a uma festa e se apercebem que é português... fogem. Pois sabem que o que eles querem é festa e elas querem papel e papéis... Há aqueles que têm incompatibilidade de sangue, de signo, de feitio, aqui é de interesses práticos!!
Há excepções, sim. Tenho uma colega brasileira casada há 10 anos com o mesmo homem. Conheceram-se na missa ou algo do género. Envergonha-se de dançar samba e não é por não saber, mas porque é ousado... Eu muito gozo com ela: "O., tu não digas que és brasileira, porque ninguém vai acreditar!" Ela só se ri...
No entanto, essas excepções devem ser bem raras, pois até o meu professor (alemão, a morar na Alemanha) me perguntou, há um tempo, se eu era casada com um suíço, como se fosse a única forma legal de se entrar na Suíça...
Esta gente não se mentaliza que casamento não é um emprego??
sábado, 24 de outubro de 2009
Já mataste tudo?
Eu pensei em muita coisa, mas, não sei porquê, não pensei em saudades. Depois da explicação dela e de ter regressado à base na 5.ª feira, já posso responder à pergunta.
Matei saudades da água (muito bebi eu!!), das maçãs, no Pingo Doce havia lá umas maçãs vermelhas de produção poruguesa que fazem juz ao nível de bitz, pitz, mitz (qualquer coisa a ver com a docura da fruta que dá na publicidade e que eu não fixei quando vi na televisão), do café (o melhor foi oq ue bebi numa esplanada de um café que fica junto a uma das entradas do Bolhão) e dos pastéis de nata (não, não foram os de Belém. São mesmo da "santa terrinha" que deixam os de Belém a um canto!).
Mas o mais importante é que matei saudades das romenas a pedir esmola usando filhas de 6 anos que não vão à escola porque nâo têm papéis (experimentem pagar o lanche à criança a ver se não vos agradecem muito e vos respondem à perguntas que façam casualmente). Também tinha saudades de ver o Jornal Metro a voar em todas as direcções nas instalações do Metropolitano. Fui deixar a minha bagagem a Sete Rios para mais tarde apanhar o bus lá para o norte, quando fui para apanhar o metro para ir almoçar... até se reduziu o apetite com a porcaria que voava no metro do JArdim Zoológico...
Falando em limpeza das instalações, pode falar-se da da cidade e das pessoas de quem matei saudades. Aquelas que gostam de dizer (e fazer o que dizem) "Eu atiro para o chão, porque o pessoal da câmara tem que trabalhar!".
Tinha saudades do trânsito caótico de Lisboa, do Porto e até de Viseu. Como fiquei agradada por saber que até esta cidade do interior se está a tornar um ponto alto no desenvolvimento do stress produzido por maus condutores, filas de trânsito, estacionamentos mal feitos... Nesta temática eu tinha saudades da falta de civismo dos condutores e dos peões que insistem em passear (NOTA: não é passar) no meio da rua, fora da passadeira.
Ah! fiquei muito contente por ouvir dia e noite a sirene do quartel dos bombeiros a chamar homens apra apagar fogos em matas por limpar e queimadas mal vigiadas feitas em tempo extremamente seco.
Também matei as saudades dos preços das coisas e da descoordenação e atraso dos transportes públicos.
No dia em que cheguei a Portugal, matei logo as saudades da antipatia da maior parte dos funcionários do aeroporto (estão no bom caminho para cativar turistas!!), mas esta quinta-feira descobri uma coisa da qual nunca tinha tido saudades. Nunca tive saudades, porque não conhecia, mas acho que agora vou sentir muita falta dos distribuidores dos sacos de plástico no aeroporto. Toda a gente sabe que só se podem levar 100ml de cada líquido e têm que ir num saco. Qual não foi o meu espanto: tinha que pagar 1 (um) euro. O segurança explicou que saem 2 sacos mas só podemos usar 1. Então porque não pôem 1 a 5o cêntimos? Ou melhor, porque não os dão de borla?? Eu acho que o Aeroporto de Zurique é uma máquina de fazer dinheiro, mas nem lá há o descaramento de pedirem dinheiro por esses sacos. 1 EURO?? O segurança foi simpático e deu-me um saco que lá tinha, pois até nas moedas a máquina é esquisita, só aceita 1EURO. E fui eu durante um bom bocado a perguntar a ninguém: 1 euro? 1 euro? Como é que nós não vamos ter saudades disto? Eu terei.
PS. Quando cheguei cá, apercebi-me que já tinha saudades de me armar em snob, mas é mais forte do que eu! Não consigo chegar e ficar indiferente ao que vejo...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Vou para onde?
Pensei para comigo "Que vou eu fazer amanhã para Portugal? Será que vou realmente para Portugal?!?". Podem não ser questões políticas o móbil deste crime, mas dá que pensar... como é que uma pessoa assim se candidata a presidente do que quer que seja? Podem vir com o argumento que isto não se prevê. Será?? Pelo que vi na net, a campanha foi "atribulada", será que não dava para ver qualquer coisa? Mesmo que não desse... onde estão os valores deste país??? Eu ligo pouco ou nada à religião à qual oficialmente pertenço, mas eles dizem lá uma coisa que eu concordo: "Não matarás.". E se bem me lembro também faz parte da lei humana.
Sim, eu sei que assassinatos há todos os dias e em todo o lado, mas que choca (ainda mais) ver a notícia num jornal espanhol... choca. E tento eu fazer campanha positiva do nosso país junto dos meus colegas... :S
A ver como correm as minhas (quase) duas semanas de férias "no jardim à beira mar plantado", a ver se não lamento os 350 francos do bilhete...
domingo, 11 de outubro de 2009
A realidade que supera a ficção...
A positiva é que os suíços não têm sangue de barata.Na casa da minha colega houve alguma histeria para chamar os bombeiros e avisar os restantes moradores do prédio. Fiquei satisfeita por saber que, afinal, eles também se interessam pela vida e bens dos outros. Podem não ser todos, mas aqueles que se juntaram ali já eram bastantes para me deixar feliz.
O engraçado da história é que, tal como em Portugal, a vizinhança veio toda a correr ver o que se passava, até fotografias tiraram. Pensei para comigo: "A classe dos vouyers também existe aqui! Quem devia estar aqui era a Cristina B. para ver que o gosto pelo bizarro, pela tragédia, move, nem que seja por momentos, as pessoas!". (Cristina B. foi a minha professora de ética na faculdade e que disse que eu estou errada quando afirmo que toda a gente se interessa em algum momento da sua vida, com mais ou menos intensidade pela tragédia. Eu não concordo com a senhora...)
A coisa triste é numa comparação feita com Portugal. Para um curto-circuito que não chegou a fazer labaredas foram mobilizados os seguintes meios: 2 carros de polícia, uma grua dos bombeiros, dois camiões de material, também dos bombeiros, e uma carrinha que trouxe reforço de cerca de 5 homens. Havia um miúdo que dizia: "Mami, vier Wagen!" (mamã, quatro carros!) e eu só pensava: "São mais, meu lindo, tu não consegues ver tudo." Eu estava muito aflita por saber que a família da casa estava de férias. Eu sei o que é regressar de férias e ter a casa destruída e estava quase a chorar por gente que não conhecia. Quando disseram que era só a cozinha, fiquei mais descansada e dei comigo a apreciar os movimentos dos bombeiros, a analisar o que faziam, o que usavam. De relance vi motosserras, machados e mangueiras num número que nunca pensei que coubessem em dois camiões daquelas dimensões... dos dois camiões saíram uns holofotes que cegaram por momentos todos os que estavam presentes. Todos os bombeiros tinham capacetes e máscaras com as respectivas botijas de oxigénio. Não é preciso explicar porque fiquei triste fazendo comparação com Portugal.
É preciso dizer que nada disto é gratuito. Dos impostos, uma fatia é para os Feuerwehrmänner (bombeiros). E caso aquela família não tenha a casa no seguro... está tramada pois terá que pagar a deslocação daqueles meios do seu próprio bolso, coisa que, diga-se de passagem, não é assim tão barata. Mas foi o que eu disse hoje à minha mãe... é bom saber que o dinheiro ainda dá para pagar os impostos para os soldados da paz e que quando eles são precisos eles estão lá (em meia hora viu-se que havia fumo, chamaram-se os bombeiros, montou-se toda a parafernália e diagnosticou-se o problema. Resolver demorou mais, mas eles não são deuses!!).
Os bombeiros e os elementos do INEM (ou equivalente) são os meus heróis, admiro-os pela coragem de se meterem à frente do fogo, pela coragem de apanhar pedaços de um corpo de um bêbedo que se espetou na traseira de um camião. Mas, acima de tudo, no que respeita aos portugueses, admiro-os por conseguirem fazer o seu trabalho com uma falta de meios completamente absurda e desapropriada para um país que se diz de primeiro mundo!
No fim, acabámos a ver uma comédia romântica que metia uma mulher em coma e um homem deprimido pela morte da esposa e que no fim foram salvos um pelo outro e viveram felizes apra sempre...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O Outono chegou! :D
No entanto, acho que hoje a estação das castanhas veio para ficar. Está a chover e sabe-me bem ouvir o barulho da água a cair nos andaimes que ainda estão à volta do meu prédio... :D

Foto: aqui.
Sem Stress!
Gostei do cd e procurei mais coisas dele. Encontrei esta que também me agrada muito...
Algo bastante interessante é que a música foi usada por uma cadeia de supermercados numa campanha de sensibilização para os problemas do meio ambiente.
Nada mais do que música de intervenção... :)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
I'm the queen of my castle
Não me esqueço, porque apanhei uma bebedeira daquelas!! Aqui a imbecil resolveu misturar antidepressivos com cerveja. O que uma pessoa faz com 16 anos!!
Mas essas tristes figuras deram numa alegria para o meu professor de português. Desencalhei da descrição do Ramalhete e li o livro de um fôlego. O que eu chorei com a morte do avô. Foi por esta altura também que comecei a fumar e a ter ideias parvas.
Durante muito tempo, OS Maias foi O livro. Anos mais tarde, tive o prazer de ler As Vinhas da Ira e mudei de opinião. Do mesmo modo que deixei de tomar antidepressivos, de beber e de fumar.
Mas mantenho o gosto pela música electrónica, a raiva ao Carlos da Maia pela morte do avô. E as ideias parvas.
Como eu li hoje num blog (parece que quem citou António Manuel Pina estava a adivinhar): "nunca serei a mesm[a] nem serei diferente" e sinto-me feliz assim.
Viva la Vida ou as dúvidas que me perseguem
So come over, just be patient and don't worry.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Adorooooooo-os!!!
Ainda não tive muito tempo para os "estudar", para saber, por exemplo, de onde são. Mas deixo aqui uma coisa de qual gostei. Sem dúvida, será, quando tiver tempo para o fazer, a minha próxima compra...
Fica aqui uma amostra, mas aconselho a procurarem mais no youtube...
O tamanho conta

