quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Dia 6. 2016

Tem um mecanismo que faz o esferovite cair como neve. É a coisa mais fofa que vi este ano... 


Dia 5. 2016

Peguei numa caixa de bombocas, em pincéis, tinta branca e laço de embrulhos e deu isto como coroa de Advento... :)


Dia 4. 2016

O mercado de Natal da estação de Zurique está a bombar como sempre. Este ano tem este pequeno candeeiro pendurado bem no meio da gare.


Dia 3. 2016

Como seria de esperar... atrasada no calendário. Mas mesmo com os chocolates do meu Minion... :D
Como seria de esperar... versão mórbida de Natal... :D :D :D


sábado, 3 de dezembro de 2016

Dia 2. 2016

Feito de cápsulas de café por uma associação que cuida de deficientes (mantendo-os activos da melhor forma possível).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Eu sou uma queixinhas

Há tempos fiz uma reclamação sobre o comportamento inaceitável de um funcionário da limpeza. Esta semana queixei-me da pocilga que são os balcões de check-in. Canetas, copos de plástico, etiquetas, velhas e por usar, restos de papel... há de tudo no chão.
Irrita-me porque as senhoras da limpeza são só isso: senhoras da limpeza. Não são nossas escravas pessoas para andarem de rabo para o ar a limpar o esterco que os agentes de check-in deixam por todo lado.
Além disso, os passageiros vêem a porcaria e isso não é bonito. E ainda mais além disso, nós não temos que trabalhar numa estrumeira.
Eu tento tem o meu balcão arrumado. Além dos objectos normais pertencentes a cada balcão (telefone, computador, etiquetas e folha de serviço), tenho um caderno com as minhas cábulas, duas canetas e uns talões que saem de vez em quando da máquina. Eles não servem para nada, então eu aproveito os versos para fazer anotações ou desenhar o esquema dos lugares dos passageiros (para os elucidar da posição deles no avião).
Estava eu muito bem a fazer o meu trabalho quando me aparece uma que não tinha nada para fazer e resolve começar a arrumar o meu balcão. Sim!!! Como não havia nada para arrumarresolve pegar nos tais cupõs para as minhas notas e rasgá-los. Eu nem tive tempo de dizer um ai.

Eu comprrendia se, vamos dizer, "eu estava num momento puff" (quando temos três milhões de passageiros para registar e eu atiro  os papéis para debaixo da mesa até ter tempo de me desfazer de tudo [os bilhetes e etiquetas que não servem têm que ser bem rasgados por questões de segurança]). Mas não, estava tudo calmo, eu tinha a minga mesa arrumada... então, por que raio tinha ela que meter as unhas no meu material de trabalho?!?!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dia 1. 2016

Todos os anos penso que é  o último. Mas todos os anos arranjo qualquer coisa para fazer de calendário de Advento. E do mesmo modo encontro um novo para me mimar.
O deste ano foi muito barato e dá-me vontade de rir sempre que olho para ele... Banana!!!!
E aqui fica o primeiro dia...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

das irrealidades da vida

Resolveram fazer uma espécie de livro das caras para os trabalhadores da minha empresa. Foram com uma tentativa de pompa e circunstância espalhar a boa nova pelas diferentes secções. Eu comecei por achar aquilo uma palhaçada. E quando me perguntaram se eu iria usar aquilo eu disse logo que não. Eu não vou pagar mais dados móveis do meu telemóvel para ver um FB do trabalho. Trabalho é trabalho… além disso, se eu vejo os meus colegas todos os dias, por que raio tenho que apanhar com eles no meu telemóvel. Ah porque pode dar jeito para trocar um turno. Please!!! Para se trocar um plano temos que fazer um pedido por escrito, assinado pelas duas pessoas interessadas, assim… temos que nos encontrar pessoalmente,  logo… acaba por não ser assim tão prático como tentam fazer passar.
Apesar de eu não usar aquela porra (e apesar de todos os lembretes que me enviam a pedir para actualizar o perfil com foto… sim !!!! a correr !!!!) eu vou lá todos os dias na hora do trabalho (eles disseram que podíamos consultar a coisa durante o trabalho!!!
Vou ver como andam os cromos, que descobertas do mundo fizeram, quer dizer… que pensam que fizeram…
Logo nos primeiros dias vi fotos de colegas feitas na hora de trabalho. Qualquer dia há gente a ir para a rua com a desculpa que estavam a brincar na hora do trabalho. Com provas irrefutáveis, dadas de forma legal pelos empregados ao próprio empregador.
Mas pronto... quero lá saber. Se se tramarem, azar deles.
No entanto, hoje a coisa foi muito mais à frente...

Um cromo qualquer publicou esta foto-montagem com um avião de uma companhia para a qual nós trabalhamos e a Lua. A foto da Lua... como se pode ver na montagem é aquela que se vê em todo o lado, com todas a crateras à mostra, com aqueles veios que parecem tinta derramada. Depois há uma questão de crepúsculo e de jogos de luz...  Só falta dizer que aquilo é no aeroporto a que pertence a companhia aérea, mas é que nem isso... a torre de controlo tem uma forma muito especial, bem diferente da forma básica aqui presente.
Claramente uma foto-montagem básica de introdução às técnicas de informática. Mas todos aqueles cromos a felicitarem a publicação... Um dos recursos humanos a dizer parece incrivelmente irreal.
Hello!!!! Terra chama troposfera... aquilo É uma montagem... aquilo é incrivelmente irreal.
A sério que me sinto desesperada por conviver com gente tão burra... e era um dos chefes dos recursos humanos que me fez a vida negra na entrevista de trabalho...

Nota: aquela mancha castanha na cauda do avião foi mesmo feita por mim, para disfarçar os símbolos da companhia aérea. Não, não é uma tentativa de fotoshopar um fotoshop... :D

sábado, 29 de outubro de 2016

hã?!?!

Como se não bastassem as muitas coisas que se passam nesta empresa que me deixam os cabelos em pé...

Hoje aconteceu uma que, se fosse comigo o LZ não ficava com nenhum dente naquela bocarra.

Os passageiros fazem disparates enormes. Uma vezes por nervos, outras por estupidez pura. Uma dessas coisas é levar a bagagem errada consigo. Aconteceu ontem com um passageiro. Hoje teve que vir devolver o saco. Quando olhámos para ele... não era a coisa mais parecida do mundo. Mas...

O LZ disse ao passageiro. Primeira coisa que não devia ter feito, mas... ainda aceitável. No entanto, rematou com uma frase que é simplesmemte jnaceitável... você ontem estava bêbedo?

Não dio mais nada, que mais se poderia dizer?!?!

de Gestão

Eficiência é coisa desejada em qualquer empresa. A empresa onde eu trabalho gaba-se de ser boa e que quer ser melhor e que o raio a parta. Mas, a bem da verdade, se o conceito de eficiência desta gente é este… não quero saber qual é o de ineficiência…

Uma das coisas erradas é meter gente e mais gente para trabalhar. Estamos hooooooras sentados sem fazer nada porque não há vôos. Não digo que se feche o estaminé, mas… talvez reduzir o número de empregados em certos momentos não seria mal pensado… é demasiado entediante.

Outra coisa é o atendimento ao público via telefone. Estou eu nos perdidos e achados e dou comigo a responder a perguntas que deveriam ser feitas por agências de viagens ou companhias aéreas…

Ah a que horas chega o avião de Podgorica? E lá vamos nos saber se há só um voo de uma companhia ou se há mais. Se há sou um ou se há mais por dia. Se há vôo charter ou nem por isso.

Ah a minha filha vai para a Conchichina e eu queria saber quantos quilos pode levar na bagagem ? Sei lá… cada companhia tem as suas regras. Depois, mesmo dentro de cada companhia, depende da classe em que se viaja, depende se houve upgrade, depende do frequent flyer card…  nós estamos nos perdidos e achados, nós trabalhamos com as empresas à chegada, não à partida…

Ah na minha viagem para o Fim do Mundo eu perdi a minha camisola no café. Vocês ficaram com ela. Não, nós não ficámos com ela. A nossa companhia trabalha só com coisas dentro do avião. Quem perde algo dentro do edifício, no café por exemplo, tem que se dirigir aos perdidos e achados do aeroporto, que pertencem a outra companhia. Ah, mas vocês disseram para ir buscar ao terminal2. Não, nós não dissemos nada, porque…

Desculpe, mas não é a nossa companhia. Desculpe mas não é o nosso terminal. Desculpe, mas não é nas chegadas. Desculpe, isso é nas partidas. Desculpe, mas isso é na companhia aérea. Desculpe, mas isso é com a agência de viagens.

Se a empresa tivesse um serviço telefónico decente a coisa seria melhor. Tinham uma recepcionista a trabalhar que encaminharia as chamadas para o sítio certo... um PBX nos dias de hoje é a coisa mais fácil de gerir... ah companhia aérea x?! Sim, só um segundo. BIP... sim, sim, eu encaminho-o para os perdidos achados do aeroporto. ah não foi no aeroporto, foi no avião?!? Então só um momento, por favor... BIP...

Assim não perdíamos tempo com coisas inúteis, não respondíamos aos passageiros com um não sei ou um não é aqui. Porque isso também não abona muito em favor da empresa.

Gestão de recursos básica...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Canalha a brincar aos anúncios...

Sabem aquela voz que fala no aeroporto e que ninguém ouve? Sim, devemos prestar atenção. Pode ser que um dia seja para nós...

Hoje foi para o LP (também conhecido por LZ), um colega lá dos perdidos e achados. No entanto... ele não estava a chegar de Los Angeles.
Começando pelo começo. Na secção dos perdidos e achados onde trabalho há pelo menos dois sítios com microfones. Usamo-los para ler mensagens das companhias aéreas e para chamar um determinado passageiro ao nosso escritório. Ao contrário de outros microfones, aqueles dois só se ouvem naquela secção. O LP resolveu ir brincar como o microfone. Foi sentar-se atrás de um balcão, agarrou no microfone e começou a chamar um colega. Claro que os outros passageiros não se aperceberam que era uma brincadeira. Pois o LP disse que o fulano de tal tinha que se dirigir a não sei quem.
O colega que foi chamado como se fosse um passageiro foi ter com o LP. Eu achei que era parvo por estarmos na hora de trabalho, mas que já tinha acabado.

No entanto, a L achou que a brincadeira podia mais longe. Com um nome falso (penso eu) telefonou para a tal voz que se ouve por todo o lado. Pediu que o "Passageiro LP a chegar de Los Angeles se dirigisse a qualquer pessoa do pessoal de terra". Sim, em alemão e inglês... Sim, qualquer coisa como Mr. LP arriving from Los Angeles please contact any ground staff. Mr LP, please. Siiiiiiim...
E não contentes, ainda gozaram com a empregada que ouviu o pedido e fez o anúncio por todo o aeroporto. É a função dela... quem é que iria imaginar que um empregado se lembraria de gozar assim?!?!?

A piada é engraçada. Mas é para ser feito por amigos que pedem para o amigo ser chamado a não sei onde. Agora... um funcionário do aeroporto em horário de trabalho?!!? Se acham isto normal... que mais serão capazes de fazer?!!!?

Além de não estar a achar piada à creche com que trabalho, começo a ter medo daquela cambada...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Fächli

Todos os empregados tem uma espécie de caixa de correio (Fächli). Como eu trabalho no checki-in e nos perdidos e achados tenho direito a duas caixas de correio. Estou quase sempre nas catacumbas (perdidos e achados), então tenho que ir de tempos a tempos ao segundo andar, mesmo que não tenha check-in, "dar uma volta aos cambados".

Ontem chega uma e pergunta-me se eu não tenho uma caixa de correio lá em cima. Depois de dizer que sim, a resposta dela deixou-me de queixo caído. Ah eu queria ver. Parece inocente, mas não é. Ela queria abrir a caixa de correio e ver o que está lá dentro. Como é que é, por favor?!? Eu encomendei o sermão a alguém?!? A minha mãe não me abre o correio, quero eu que alguém leia as minhas coisas ?!?!

Haja descaramento...

e que tal arranjar uma agenda?!

O meu seguro de saúde não abrange a oftalmologia. Nunca compensou a diferença e eu deixei andar. Agora, mesmo que compensasse, a esclerose múltipla iria fazer com que o seguro aumentasse demasiado. Assim, deixo-me estar como estou e pago as consultas, bem como os óculos, em Portugal. A mim compensa e acabo por ajudar a economia local...
No entanto, hoje apercebi-me de como é cada vez mais difícil viver em Portugal, mesmo pagando tudo do nosso bolso...
Tentei marcar uma consulta para o início de Novembro. Numa clínica a doutora vai não sei quando e não sei quando e não é compatível comigo. Até aí nada de especial. Mas quando salto para outra clínica... não atendem. Salto para outra, não atendem. Salto para outra, não atendem. Volto ao início e aah, para Novembro? Tem que telefonar na altura, porque agora não sabemos nada. Hã?!?! Eu não estava a pedir uma consulta par 30 de Novembro, mas para a primeira semana. A primeira semana de Novembro começa daqui a 2 semanas exactas... como é que uma pessoa pode marcar uma consulta e pedir ao chefe que a dispense durante umas horas se só em cima da hora é que se sabe?!? Como é wue o médico, a clínica e os funcionários se organizam?!?
Sempre se disse que casa sem pão, todos ralham e ninguém tem razão. Mas... cada vez mais me parece que em Portugal o problema não é falta de pão. É mesmo de organização...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

a verdadeira essência

Numa das companhias aéreas com que a minha empresa trabalha há um nível de passageiro que é como la créme de la créme de la créme da la créme com essência de baunilha e ainda com uma cereja em cima. Os senhores são levados quase ao colo para o lounge, depois voltam a ser levados quase às cavalitas para a porta de embarque. E depois quase lambem o chão até ao lugar onde se vai sentar a pessoa... Sempre achei que era maricada a mais, mas nunca me manifestei. Hoje caiu-me um passageiro destes no colo. Não falava mais nada do que chinês. E se em vez de gastarem 10000 francos (sim, tantos zeros) num bilhete, resolvessem fazer um curso de inglês?!?! Mas pronto...

Levei a mulher ao lounge. Sempre a sorrir e a fazer sinais, pois mais do que isso seria desperdício de energia. Depois de lhe indicar o canto onde se devia sentar, mostra-me o telemóvel. Lá fui buscar uma palavra-passe para o wifi. Mas e ela que não sabia meter os códigos!... mete-me o telefone na mão e eu que me amanhe. Lindo... e onde é que se descobre o OK em chinês?!?! Carrega para a frente, carrega para trás, apaga, desmancha e finalmente encontro o teclado com alfabeto inteligível... coloco os códigos e volta a carregar e a descarregar e... finalmente aquela porra estava conectada...
Voltei ao meu posto, para daí a uma hora ou assim a ir buscar para levar à porta. Mas como a minha pessoa tem estado mais tempo nas catacumbas do que nas portas, não sei calcular o tempo com precisão. Cheguei mais cedo à porta. Acreditam que levei um raspanete?!? Se chegasse tarde, ainda percebia, pois chegar tarde implica atrasar o embarque dos outros. Mas chegar antes?!?!
Depois veio o chefão da companhia aérea. Não veio de propósito, estava por perto e resolveu aproximar-se. Foi cumprimentar a mulher. Mas... ela ligou-lhe tanto como eu ligo a um calhau no fundo do mar... E na na hora de embarcar acabou por ser a levá-la ao lugar.
A parte deliciosa da coisa? Assim a verdadeira cereja no topo do bolo... a mulher fartou-se de fazer sinais de agradecimento à minha pessoa e ignorou por completo a minha colega que se tinha fartdado de tentar dar graxa à senhora.
É... um sorriso franco vale mais do que mil palavras, do que qualquer pontualidade suíça ou qualquer tratamento especial. E sorrir com franqueza... sorry! nem todos têm a capacidade de fazer...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

listas e listas

De vez em quando, acho que trabalho com atrasados mentais.
Há tempos eu tinha visto uma nota a dizer que tínhamos que separar as listas da alfândega das listas do sistema de entregas. Eu ri-me… quem é que faria uma coisa dessas?!?
Pois… eu sou uma ingénua. Ontem falei com um passageiro ao telefone e disse-lhe  que a mala seria entregue hoje, caso chegasse a horas. De manhã voltaram a ligar eu vi que a mala estava cá e que seria enviada as 13horas. E dei essa informação.
Mais tarde, telefona uma outra pessoa a perguntar pela mala e explicou-me o porquê do «desespero». Na mala estão medicamentos e os senhor tinha que decidir se ia com a dona da mala ao médico ou se esperava pela mala. Eu disse-lhe que não se preocupasse que a mala estava a caminho.

Mas… de repente…  e se eu estava enganada?!? Peguei nas listas da entrega e vi que o nome não estava lá. Voltei a ligar e pedi um monte de desculpas e disse que era melhor ira o médico pois a mala não estava a caminho. Uns minutos mais tarde vou arrumar uma lista da alfândega e o que é que eu vejo?!? A lista que provava que eu tinha razão e que a mala estava a caminho.
A sério que esta gente existe?!?!

Eu já não tive coragem para telefonar novamente. Ainda pensavam que eu sou doente ou me drogo ou venho para o trabalho com os copos ou sei lá o quê…  Eles que vão ao médico e olha… ficam com medicamentos a mais. Por muito mau que seja, e melhor que ao contrário…
Mas que era desnecessario… era… oh gente burra !!!!!!!!

sábado, 24 de setembro de 2016

Um doce e um amargo

Eu não trabalho para as companhias aéreas. O meu contrato é com uma empresa de handling (que trata de praticamente tudo em terra) que por sua vez serve diferentes companhias aéreas. Em muitos casos somos nós que damos as soluções para os problemas. Noutros, a coisa não é assim e temos que encaminhar o passageiro para a companhia aérea em questão. Uma dessas situações tem a ver com as compensações pelo facto de uma mala não ter chegado.
Nós preenchemos um relatório sobre o objecto extraviado, explicamos o procedimento a seguir e damos os contactos para serem colocadas questões e/ou pedir as tais compensações.

Hoje apareceu-me um parvalhão que não quis compreender os procedimentos, que não me quis ouvir e, não satisfeito com isso, ainda me levantou a voz, berrou, tratou mal, ofendeu. Eu sozinha, cheia de trabalho até às orelhas, e o palhaço em vez de despachar a coisa perdeu tempo a discutir.
Exigiu saber o meu nome e eu não mostrei medo, escrevi-lhe o nome completo. Acabei o meu trabalho e expliquei tudo uma vez mais. No fim da figura virar costas, fui ao ficheiro dele e acrescentei que ele foi agressivo e tinha praguejado contra mim e contra a companhia aérea.

Sinceramente, eu não consigo compreender como é que uma mala fica para trás num vôo directo. Acho isso estúpido demais. Mas, mesmo achando a situação ridícula, eu não tenho poder para mudar a situação, nem tenho culpa que aconteça todos os dias... Ele não tem direito de me enxovalhar só porque é otário e deixou as chaves de casa dentro da mala...

Não espero que todos sejam como a senhora M. que ficou sem a prancha de snowboard ontem e apanhou uma seca do tamanho do mundo hoje à espera dela. E, apesar de tudo isso, me trouxe chocolates!!!!! Mas... no mínimo, ouvir o que tenho para dizer e não me tratar mal.

A sério... eu acho que a minha mãe me educou muito mal. Se ela me tivesse ensinado a não respeitar ninguém talvez eu compreendesse melhor esta gentinha que anda por aí à solta a dar cabo dos nervos de qualquer um...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Duuuuuuh

Uma vez eu não pensei (se fosse só uma vez...) e deixei que a minha bagagem de mão fosse para o porão. Só a meio da viagem e que me lembrei das injecções e de que não poderiam ser colocadas no porão pelo risco de congelarem. Quando cheguei a terra pude ver que as mesmas não tinham congelado e tive uma sorte do caraças (ou azar… pois como não estavam congeladas tive que as tomar durante as férias). Aprendi que tenho que ter mais cuidado na hora em que me pedem para enviar bagagem de mão para o porão… mas nunca me passou pela cabeça pedir um reembolso das injecções…
Este mundo esta cheio de gente burra. Que as injecções de insulina para um mês não possam ir todas na bagagem de mão, eu compreendo. Que aquele aparelho médico que precisamos para aquela conferência tenha mesmo que ir no porão, também compreendo. Agora… por que raio é que esta gente não mete a porcaria dos bilhetes de comboio na bagagem de mão?!?!?
ah e como e que vou fazer agora ?! tenho que ir para Berna e o meu swiss pass esta na mala que ficou no Dubai.

What the f*** ?!?! Coisas importantes e pequenas podem e devem ser levadas na bagagem de mão. Ou esperam um reembolso da companhia aérea por uma asneira que vocês fizeram?!? As minhas injecções estavam bem, mas a culpa seria minha se tivessem congelado... eu é que deveria ter em atenção essas coisas. Quando, na hora de embarcar, me dizem que a minha mala é grande demais para a cabine eu é que tenho que pensar no que lá vai dentro. É que os moços do embarque ainda não vêm com visão raio-x...  
Não entendo… juro que tento, mas não entra como é que uma pessoa mete na bagagem de porão uma coisa tão pequena como um bilhete de comboio ou uma reserva de hotel e no fim ainda quer compensação...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

do egoísmo, do mau carácter e de nem sei bem mais o quê

Mas os chanfrados e desumanos não acabam…

Eu não tenho paciência para estar sentada a olhar para o tecto quando não há nada para fazer. E se me aparece um passageiro com muitas perguntas, não me aborrece nada tentar responder a todas. E sempre com um sorriso na cara! No Sábado o meu chefe mandou-me fazer pausa logo que acabasse de atender uns passageiros. Foi um caso um bocado complicado, por isso havia mais perguntas para responder. Isso fez com que eu roubasse o meu tempo de pausa. Ninguém me da nada por isso. Nem eu quero. Mas uma hora de pausa… se eu lhe tirar dez minutos… não morro. Fico mais descansada.

Os senhores já estavam de saída e eu repeti uma informação a pedido deles. Uma colega meteu-se na conversa e estava a dar a informação errada. Disse-lhe que o caso era outro, mas que estava tudo em ordem. Depois de eles irem, ela diz-me tu tens que desligar. Eles que manhem. Eu levantei um pouco a voz. O caso deles era complicado, ninguém estava a espera (ela e outra colega estavam a brincar na internet), portanto não me custava nada gastar mais uns minutos com eles. Que mania… estão agarradas aos telefones e à internet, deixem-me gastar o meu tempo como eu quero…

Fui comer e quando voltei vejo um homem com mais de 50 anos a chorar como um bebé. Essa minha colega aos berros com ele em inglês. Parece-me que no México também se costuma gritar para ver se a pessoa entende a língua que nunca aprendeu a falar. O homem chorava e respondia em italiano. Um senhor da assistência estava desesperado, tentava comunicar com ele mas não conseguia, então perguntou quem é que falava italiano. O meu italiano é miserável, mas naquela situação era o melhor que se podia arranjr. Meti-me na conversa. O homem, mal ouviu o meu italiano macarrónico, serenou consideravelmente. A minha colega passou-se e virou-se para mim tu não precisas ser o anjo dos perdidos e achados, eu faço isto. Eu tremi por dentro. Mas ignorei-a e pedi o telefone da namorada do homem e disse à croma que falasse com a senhora para vir dentro do aeroporto ajudar o senhor desesperado. O senhor é diabético. O desepero dele era não ter medicamentos. Eu compreendo o desespero de perder uma mala. Compreendo o facto de ter a medicação "perdida". Não compreendo é o comportamento da minha colega. Eu bem que fui para casa, tentar esquecer o assunto, mas não me conseguia concentrar. No dia seguinte fui ao aeroporto falar com o chefe.

Elas não ajudam, não ajudam. Problema delas. Consciência delas. Eu faço que for preciso para ajudar. Elas não me podem tratar mal só porque eu sou um coração mole.
O chefe deu-me razão. Deu-lhe nas orelhas. E ela veio pedir desculpa, arranjando três ou quatro pseudo-argumentos para justificar a atitude dela. Eu disse-lhe que não se enervasse com a situação, mas que agradecia que não repetisse a graça. É que eu adoro ajudar, mas não quero reconhecimento por isso.
O que ela não sabe é que está marcada para a vida. Mesmo sendo uma manteiga derretida em algumas situações, sou uma cabra com coração de pedra em muitas outras.. :p

da preguiça ou do egoísmo ou do mau carácter

Quando fui entrevistada para trabalhar no aeroporto, safei-me com uma resposta que dei aos acarrascos que tinha à minha frente. No check-in ainda hà a possibilidade de marcar a diferença. Se fizermos um serviço decente, um atendimento decente. As pessoas vão satifeitas para os seus países de origem e vão recomendar não só a companhia aérea como também o país.
Eu nao disse isto para agradar aqueles dois esquisitóides. Eu acredito mesmo nisso.

Agora que também estou nos perdidos e achados acredito que podemos fazer ainda maior diferença no momento de falar com alguém. Há dias estávamos cinco pessoas de serviço. A fazer NADA (o Verão já passou, perdem-se menos malas). Apareceu uma senhora a perguntar onde fica a estação de comboios. O meu colega explicou com os decibéis quase negativos. A senhora pediu para ele repetir. Depois do esclarecimento, ela pediu informações sobre o estado do tempo. Dissemos que estava cinzento, quase a chover. E em Berna? Disse-lhe que devia estar igual porque tinha estado a ver o tempo para os dias seguintes e era essa a previsão. Ela pediu para eu confirmar na internet. Eu sei que, apesar de me chamar Azevedo, não sou o Antimio, mas… nos não tinhamos nada para fazer, então… por que não?

Caem-me três em cima(o quarto estava no escritório, mas sabe-se lá se não alinhava com eles!). Ah por fazeres esses favores é que toda a gente aparece a pedir informações. Nós não somos um posto de informação para turistas. Oh pleeeeeease…. Se não temos nada para fazer e se a internet nao se paga… por que raio não posso eu ver o bolteim metereológico e dar informações à mulher ?!?! Acabei por enviar a senhora ao balcão de informação ao turista, mas só porque eles não se calavam e a senhora acabava por ter que esperar uma eternidade até que eles se calassem.

No entanto, posso dizer que não gostei. Nadinha!!! Que mundo é este em que não se está a fazer nada e mesmo assim não se dá uma ajuda mínima a quem precisa ?!?!?

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Via bela

Tantas horas extra, tantos horários estranhos que quase não tenho tempo para me divertir. Então o coutado do blog esse ficou mesmo no fim da lista de prioridades...
Mas agora apareceram aqui uns dias de folga consecutivos e eu vou aproveitar para colocar aqui umas fotos de umas voltas que dei...

Fui a Viamala. Fica no cantão Graubünden. E, sim, quer mesmo dizer que é uma via má. Curva atrás de curva, numa garganta apertadinha, enfiada entre  montanhas muito altas. Mas... lindo!!!! Eu pensei que ia ter tempo de dar mais umas voltas... pois sim... andei ali  de boca aberta, demorei muito mais do que o previsto... no entanto, valeu cada segundo!!!


 Eu lá no fundo... a rocha furada pelos elementos...
 ... a rocha furada pelos humanos... eu cá no fundo...
Este é um dos muitos troncos que vem durante o degelo e que fica encravado nas rochas.
Eu tentei perceber como chegaram ali para fazer a pintura, mas não... não percebi e só de pensar na altura... até tenho vertigens!


Entretanto seguimos para a cidade mais pequena do mundo, aka Fürstenau. Tem este estatuto, mas não é oficial. Meia dúzia de casas, um hotel, um restaurante, duas portuguesas sentadas a fazer a pausa do trabalho... A mim não me apanhavam a morar ali. Mas se fosse uma escapadinha romântica... ah! aí era outra coisa...





Por fim,  fomos até Flims. Devo dizer que acho as aldeias do cimo da montanha um tanto ou quanto tristonhas... por causa da neve, não há  muitas árvores. Os espaços verdes são praticamente só relvados. E as casas de madeira são castanhas, escuras e parecem deprimidas com os telhados compridos e muito inclinados. Valem-lhes os gerânios e as petúnias pendurados logo que o tempo deixe.
 
Alguma cor também é dada por certas actividades culturais... embora eu não perceba onde esteja o problema do amarelo... :D
Por fim, uma aula de romanche...uma tabuleta de nome de rua, o toldo de uma florista. Demorei até perceber que queria dizer "descida ao vale". já a outra palavra... lembra-me mais pasta de dentes do que flores... :D