segunda-feira, 10 de outubro de 2016

a verdadeira essência

Numa das companhias aéreas com que a minha empresa trabalha há um nível de passageiro que é como la créme de la créme de la créme da la créme com essência de baunilha e ainda com uma cereja em cima. Os senhores são levados quase ao colo para o lounge, depois voltam a ser levados quase às cavalitas para a porta de embarque. E depois quase lambem o chão até ao lugar onde se vai sentar a pessoa... Sempre achei que era maricada a mais, mas nunca me manifestei. Hoje caiu-me um passageiro destes no colo. Não falava mais nada do que chinês. E se em vez de gastarem 10000 francos (sim, tantos zeros) num bilhete, resolvessem fazer um curso de inglês?!?! Mas pronto...

Levei a mulher ao lounge. Sempre a sorrir e a fazer sinais, pois mais do que isso seria desperdício de energia. Depois de lhe indicar o canto onde se devia sentar, mostra-me o telemóvel. Lá fui buscar uma palavra-passe para o wifi. Mas e ela que não sabia meter os códigos!... mete-me o telefone na mão e eu que me amanhe. Lindo... e onde é que se descobre o OK em chinês?!?! Carrega para a frente, carrega para trás, apaga, desmancha e finalmente encontro o teclado com alfabeto inteligível... coloco os códigos e volta a carregar e a descarregar e... finalmente aquela porra estava conectada...
Voltei ao meu posto, para daí a uma hora ou assim a ir buscar para levar à porta. Mas como a minha pessoa tem estado mais tempo nas catacumbas do que nas portas, não sei calcular o tempo com precisão. Cheguei mais cedo à porta. Acreditam que levei um raspanete?!? Se chegasse tarde, ainda percebia, pois chegar tarde implica atrasar o embarque dos outros. Mas chegar antes?!?!
Depois veio o chefão da companhia aérea. Não veio de propósito, estava por perto e resolveu aproximar-se. Foi cumprimentar a mulher. Mas... ela ligou-lhe tanto como eu ligo a um calhau no fundo do mar... E na na hora de embarcar acabou por ser a levá-la ao lugar.
A parte deliciosa da coisa? Assim a verdadeira cereja no topo do bolo... a mulher fartou-se de fazer sinais de agradecimento à minha pessoa e ignorou por completo a minha colega que se tinha fartdado de tentar dar graxa à senhora.
É... um sorriso franco vale mais do que mil palavras, do que qualquer pontualidade suíça ou qualquer tratamento especial. E sorrir com franqueza... sorry! nem todos têm a capacidade de fazer...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

listas e listas

De vez em quando, acho que trabalho com atrasados mentais.
Há tempos eu tinha visto uma nota a dizer que tínhamos que separar as listas da alfândega das listas do sistema de entregas. Eu ri-me… quem é que faria uma coisa dessas?!?
Pois… eu sou uma ingénua. Ontem falei com um passageiro ao telefone e disse-lhe  que a mala seria entregue hoje, caso chegasse a horas. De manhã voltaram a ligar eu vi que a mala estava cá e que seria enviada as 13horas. E dei essa informação.
Mais tarde, telefona uma outra pessoa a perguntar pela mala e explicou-me o porquê do «desespero». Na mala estão medicamentos e os senhor tinha que decidir se ia com a dona da mala ao médico ou se esperava pela mala. Eu disse-lhe que não se preocupasse que a mala estava a caminho.

Mas… de repente…  e se eu estava enganada?!? Peguei nas listas da entrega e vi que o nome não estava lá. Voltei a ligar e pedi um monte de desculpas e disse que era melhor ira o médico pois a mala não estava a caminho. Uns minutos mais tarde vou arrumar uma lista da alfândega e o que é que eu vejo?!? A lista que provava que eu tinha razão e que a mala estava a caminho.
A sério que esta gente existe?!?!

Eu já não tive coragem para telefonar novamente. Ainda pensavam que eu sou doente ou me drogo ou venho para o trabalho com os copos ou sei lá o quê…  Eles que vão ao médico e olha… ficam com medicamentos a mais. Por muito mau que seja, e melhor que ao contrário…
Mas que era desnecessario… era… oh gente burra !!!!!!!!

sábado, 24 de setembro de 2016

Um doce e um amargo

Eu não trabalho para as companhias aéreas. O meu contrato é com uma empresa de handling (que trata de praticamente tudo em terra) que por sua vez serve diferentes companhias aéreas. Em muitos casos somos nós que damos as soluções para os problemas. Noutros, a coisa não é assim e temos que encaminhar o passageiro para a companhia aérea em questão. Uma dessas situações tem a ver com as compensações pelo facto de uma mala não ter chegado.
Nós preenchemos um relatório sobre o objecto extraviado, explicamos o procedimento a seguir e damos os contactos para serem colocadas questões e/ou pedir as tais compensações.

Hoje apareceu-me um parvalhão que não quis compreender os procedimentos, que não me quis ouvir e, não satisfeito com isso, ainda me levantou a voz, berrou, tratou mal, ofendeu. Eu sozinha, cheia de trabalho até às orelhas, e o palhaço em vez de despachar a coisa perdeu tempo a discutir.
Exigiu saber o meu nome e eu não mostrei medo, escrevi-lhe o nome completo. Acabei o meu trabalho e expliquei tudo uma vez mais. No fim da figura virar costas, fui ao ficheiro dele e acrescentei que ele foi agressivo e tinha praguejado contra mim e contra a companhia aérea.

Sinceramente, eu não consigo compreender como é que uma mala fica para trás num vôo directo. Acho isso estúpido demais. Mas, mesmo achando a situação ridícula, eu não tenho poder para mudar a situação, nem tenho culpa que aconteça todos os dias... Ele não tem direito de me enxovalhar só porque é otário e deixou as chaves de casa dentro da mala...

Não espero que todos sejam como a senhora M. que ficou sem a prancha de snowboard ontem e apanhou uma seca do tamanho do mundo hoje à espera dela. E, apesar de tudo isso, me trouxe chocolates!!!!! Mas... no mínimo, ouvir o que tenho para dizer e não me tratar mal.

A sério... eu acho que a minha mãe me educou muito mal. Se ela me tivesse ensinado a não respeitar ninguém talvez eu compreendesse melhor esta gentinha que anda por aí à solta a dar cabo dos nervos de qualquer um...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Duuuuuuh

Uma vez eu não pensei (se fosse só uma vez...) e deixei que a minha bagagem de mão fosse para o porão. Só a meio da viagem e que me lembrei das injecções e de que não poderiam ser colocadas no porão pelo risco de congelarem. Quando cheguei a terra pude ver que as mesmas não tinham congelado e tive uma sorte do caraças (ou azar… pois como não estavam congeladas tive que as tomar durante as férias). Aprendi que tenho que ter mais cuidado na hora em que me pedem para enviar bagagem de mão para o porão… mas nunca me passou pela cabeça pedir um reembolso das injecções…
Este mundo esta cheio de gente burra. Que as injecções de insulina para um mês não possam ir todas na bagagem de mão, eu compreendo. Que aquele aparelho médico que precisamos para aquela conferência tenha mesmo que ir no porão, também compreendo. Agora… por que raio é que esta gente não mete a porcaria dos bilhetes de comboio na bagagem de mão?!?!?
ah e como e que vou fazer agora ?! tenho que ir para Berna e o meu swiss pass esta na mala que ficou no Dubai.

What the f*** ?!?! Coisas importantes e pequenas podem e devem ser levadas na bagagem de mão. Ou esperam um reembolso da companhia aérea por uma asneira que vocês fizeram?!? As minhas injecções estavam bem, mas a culpa seria minha se tivessem congelado... eu é que deveria ter em atenção essas coisas. Quando, na hora de embarcar, me dizem que a minha mala é grande demais para a cabine eu é que tenho que pensar no que lá vai dentro. É que os moços do embarque ainda não vêm com visão raio-x...  
Não entendo… juro que tento, mas não entra como é que uma pessoa mete na bagagem de porão uma coisa tão pequena como um bilhete de comboio ou uma reserva de hotel e no fim ainda quer compensação...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

do egoísmo, do mau carácter e de nem sei bem mais o quê

Mas os chanfrados e desumanos não acabam…

Eu não tenho paciência para estar sentada a olhar para o tecto quando não há nada para fazer. E se me aparece um passageiro com muitas perguntas, não me aborrece nada tentar responder a todas. E sempre com um sorriso na cara! No Sábado o meu chefe mandou-me fazer pausa logo que acabasse de atender uns passageiros. Foi um caso um bocado complicado, por isso havia mais perguntas para responder. Isso fez com que eu roubasse o meu tempo de pausa. Ninguém me da nada por isso. Nem eu quero. Mas uma hora de pausa… se eu lhe tirar dez minutos… não morro. Fico mais descansada.

Os senhores já estavam de saída e eu repeti uma informação a pedido deles. Uma colega meteu-se na conversa e estava a dar a informação errada. Disse-lhe que o caso era outro, mas que estava tudo em ordem. Depois de eles irem, ela diz-me tu tens que desligar. Eles que manhem. Eu levantei um pouco a voz. O caso deles era complicado, ninguém estava a espera (ela e outra colega estavam a brincar na internet), portanto não me custava nada gastar mais uns minutos com eles. Que mania… estão agarradas aos telefones e à internet, deixem-me gastar o meu tempo como eu quero…

Fui comer e quando voltei vejo um homem com mais de 50 anos a chorar como um bebé. Essa minha colega aos berros com ele em inglês. Parece-me que no México também se costuma gritar para ver se a pessoa entende a língua que nunca aprendeu a falar. O homem chorava e respondia em italiano. Um senhor da assistência estava desesperado, tentava comunicar com ele mas não conseguia, então perguntou quem é que falava italiano. O meu italiano é miserável, mas naquela situação era o melhor que se podia arranjr. Meti-me na conversa. O homem, mal ouviu o meu italiano macarrónico, serenou consideravelmente. A minha colega passou-se e virou-se para mim tu não precisas ser o anjo dos perdidos e achados, eu faço isto. Eu tremi por dentro. Mas ignorei-a e pedi o telefone da namorada do homem e disse à croma que falasse com a senhora para vir dentro do aeroporto ajudar o senhor desesperado. O senhor é diabético. O desepero dele era não ter medicamentos. Eu compreendo o desespero de perder uma mala. Compreendo o facto de ter a medicação "perdida". Não compreendo é o comportamento da minha colega. Eu bem que fui para casa, tentar esquecer o assunto, mas não me conseguia concentrar. No dia seguinte fui ao aeroporto falar com o chefe.

Elas não ajudam, não ajudam. Problema delas. Consciência delas. Eu faço que for preciso para ajudar. Elas não me podem tratar mal só porque eu sou um coração mole.
O chefe deu-me razão. Deu-lhe nas orelhas. E ela veio pedir desculpa, arranjando três ou quatro pseudo-argumentos para justificar a atitude dela. Eu disse-lhe que não se enervasse com a situação, mas que agradecia que não repetisse a graça. É que eu adoro ajudar, mas não quero reconhecimento por isso.
O que ela não sabe é que está marcada para a vida. Mesmo sendo uma manteiga derretida em algumas situações, sou uma cabra com coração de pedra em muitas outras.. :p

da preguiça ou do egoísmo ou do mau carácter

Quando fui entrevistada para trabalhar no aeroporto, safei-me com uma resposta que dei aos acarrascos que tinha à minha frente. No check-in ainda hà a possibilidade de marcar a diferença. Se fizermos um serviço decente, um atendimento decente. As pessoas vão satifeitas para os seus países de origem e vão recomendar não só a companhia aérea como também o país.
Eu nao disse isto para agradar aqueles dois esquisitóides. Eu acredito mesmo nisso.

Agora que também estou nos perdidos e achados acredito que podemos fazer ainda maior diferença no momento de falar com alguém. Há dias estávamos cinco pessoas de serviço. A fazer NADA (o Verão já passou, perdem-se menos malas). Apareceu uma senhora a perguntar onde fica a estação de comboios. O meu colega explicou com os decibéis quase negativos. A senhora pediu para ele repetir. Depois do esclarecimento, ela pediu informações sobre o estado do tempo. Dissemos que estava cinzento, quase a chover. E em Berna? Disse-lhe que devia estar igual porque tinha estado a ver o tempo para os dias seguintes e era essa a previsão. Ela pediu para eu confirmar na internet. Eu sei que, apesar de me chamar Azevedo, não sou o Antimio, mas… nos não tinhamos nada para fazer, então… por que não?

Caem-me três em cima(o quarto estava no escritório, mas sabe-se lá se não alinhava com eles!). Ah por fazeres esses favores é que toda a gente aparece a pedir informações. Nós não somos um posto de informação para turistas. Oh pleeeeeease…. Se não temos nada para fazer e se a internet nao se paga… por que raio não posso eu ver o bolteim metereológico e dar informações à mulher ?!?! Acabei por enviar a senhora ao balcão de informação ao turista, mas só porque eles não se calavam e a senhora acabava por ter que esperar uma eternidade até que eles se calassem.

No entanto, posso dizer que não gostei. Nadinha!!! Que mundo é este em que não se está a fazer nada e mesmo assim não se dá uma ajuda mínima a quem precisa ?!?!?

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Via bela

Tantas horas extra, tantos horários estranhos que quase não tenho tempo para me divertir. Então o coutado do blog esse ficou mesmo no fim da lista de prioridades...
Mas agora apareceram aqui uns dias de folga consecutivos e eu vou aproveitar para colocar aqui umas fotos de umas voltas que dei...

Fui a Viamala. Fica no cantão Graubünden. E, sim, quer mesmo dizer que é uma via má. Curva atrás de curva, numa garganta apertadinha, enfiada entre  montanhas muito altas. Mas... lindo!!!! Eu pensei que ia ter tempo de dar mais umas voltas... pois sim... andei ali  de boca aberta, demorei muito mais do que o previsto... no entanto, valeu cada segundo!!!


 Eu lá no fundo... a rocha furada pelos elementos...
 ... a rocha furada pelos humanos... eu cá no fundo...
Este é um dos muitos troncos que vem durante o degelo e que fica encravado nas rochas.
Eu tentei perceber como chegaram ali para fazer a pintura, mas não... não percebi e só de pensar na altura... até tenho vertigens!


Entretanto seguimos para a cidade mais pequena do mundo, aka Fürstenau. Tem este estatuto, mas não é oficial. Meia dúzia de casas, um hotel, um restaurante, duas portuguesas sentadas a fazer a pausa do trabalho... A mim não me apanhavam a morar ali. Mas se fosse uma escapadinha romântica... ah! aí era outra coisa...





Por fim,  fomos até Flims. Devo dizer que acho as aldeias do cimo da montanha um tanto ou quanto tristonhas... por causa da neve, não há  muitas árvores. Os espaços verdes são praticamente só relvados. E as casas de madeira são castanhas, escuras e parecem deprimidas com os telhados compridos e muito inclinados. Valem-lhes os gerânios e as petúnias pendurados logo que o tempo deixe.
 
Alguma cor também é dada por certas actividades culturais... embora eu não perceba onde esteja o problema do amarelo... :D
Por fim, uma aula de romanche...uma tabuleta de nome de rua, o toldo de uma florista. Demorei até perceber que queria dizer "descida ao vale". já a outra palavra... lembra-me mais pasta de dentes do que flores... :D 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

eles voaram

Era de prever que, depois de uma Quinta má, só poderia vir uma Sexta infernal.
7h30 da manhã, o check-in está atrasado, como ainda não tenho credenciais para  o check-in daquela companhia vou ajudar noutro sítio. Só hora e meia depois é que posso ir ajudar no embarque.
9 e qualquer coisa começa o embarque. Até que nos despachámos. Só que aqui há a tal da adversativa que me persegue... mas...
Uma hospedeira diz que temos que fazer desembarcar jma família porque a mulher está demasiado grávida. Seja lá o que isso for, a mulher não é aceite a bordo porque o atestado médico que tem consigo não diz a semana de gravidez em que está (eles não sabem fazer contas... o atestado é do mês passado... era só contar as semanas, mas sou só eu que acho isso).
Como sou mulher é a mim que cabe a responsabilidade de acompanhar a senhora. E aí é que começa o circo...
Chegamos para atravessar o controlo de passaportes e ela... tem o visto Schengen expirado (a partir do momento que atravessa o controlo de passaportes, se o visto for de uma só entrada, a pessoa já não pode voltar atrás).
Com a condição de eu acompanhar a senhora e o resto da família ficar ali sentada à espera, a senhora podia ir ao centro médico do aeroporto pedir novo atestado. Devagarinho, pois embora ela não estivesse demasiado grávida... a barriga já lhe pesava.
Chegadas ao centro médico, apanhamos um balde de água fria pois a senhora que nos atende diz que não pode passar um atestado médico como o que eu estou a pedir. Isso só um ginecologista pode passar e neste centro médico não há ginecologia. De repente toca  o telefone da recepção e era a minha chefe a querer falar comigo. Olha, quantas malas tem a senhora para descarregar? Quê?!?!? estamos a falar de bebés e ginecologia e ela vem-me com número de malas?!?! ah é que o avião tem que partir e não pode porque não sabemos se falta descarregar alguma mala (por questões de segurança, as malas têm que sair do avião se o passageiro não chegar a entrar) E desliga-me op telefone na cara...
A recepcionista pede-me o número e liga para a chefe e diz que não têm nada que desligar o telefone na cara das pessoas, porque nós estamos ali para ajudar. E no fim de debater umas quantas ideias lá chegam à conclusão que a senhora tem que ir para o hospital.
E lá ando eu a ligar do meu telefone privado para nem sei quem a tentar perceber o que fazer coma  senhora. Levei-a para um certo sítio, para ela poder descansar um pouco e disse às chefias que não saía dali. Se queriam alguma coisa comigo o com ela tinham que ser eles a vir até nós.
Por fim lá arranjaram um vouchers para o táxi. E incumbiram-me de ir com a senhora ao táxi e explicar tudo ao taxista para a ida e para a vinda do hospital.
Sempre a falar de vagar e atentar animar a senhora e a dar-lhe uma esperança que eu não tinha há muito lá desci dois andares e pensei que ia respirar e que tudo estaria resolvido em pouco tempo.
No fim do taxista arrancar, apercebo-me que tenho um papel na mão que a senhora precisa. Lá vou eu feita louca  acorrer atrás do táxi, aos berros, o pessoal começou a aperceber-se do meu desespero e lá me ajudaram a parar o táxi.
Nova tentativa de ir fazer pausa. Será que seria agora que a coisa se resolvia e tal?!?!
Supostamente havia uma pausa de 2horas e au acabei por ter menos de 30 minutos por causa desta história. Mas depois de comer algo, um café e uns minutos sentada em silêncio, ganhei forças e animo e pensava que estava tudo bem.
Tretas... estava eu a regressar ao meu posto e toca-me o telemóvel. É a senhora Luísa? Sou fulana de tal do hospital e tenho aqui uma senhora, mas o cartão de crédito não está a funcionar. (tinha-me passado pela cabeça dar o meu número pessoal à senhora, sei lá... um feeling)

Eu disse à mulher que já lhe ligava e fui à procura de uma chefia para que alguém fosse buscar o número ao marido, já que eu estava longe. Pois... toda a gente tinha muito que fazer ou estava mais longe do que eu.
Lá vou eu outra vez feita louca  acorrer pelo aeroporto além. (eu pergunto-me como é que a polícia não me mandou parar para controlar o meu comportamento meio louco) Telefono para o hospital e o código... não funciona... volta a desligar, volta a ligar, volta não sei o quê... até que exigem a minha presença no meu local de trabalho e eu, em choque, pergunto Então e o que se faz com a família??!?! A resposta foi ridícula!!! Não sei. Deixa-os e logo se vê. A sério?!?! Exigem que ela saia do avião, que vá não sei aonde falar com um médico e depois deixam-na numa de "eles que se desemerdem". Eu exigi saber algo mais concreto para poder dizer ao marido. Lá me disseram que iam enviar alguém da companhia aérea para resolver o problema. Desfiz-me em desculpas junto do senhor e voltei para o check-in onde deveria estar há pelo menos 45 minutos.

Contra a minha política pessoal, deixei o telemóvel com som. Se tocasse durante o trabalho eu não iria ter problema em atender. A senhora não estava nada demasiado grávida, estava bem abaixo do limite legal para viajar. E a sorte daquela hospedeira é que eram uma família bem pacata (o marido ficou com dois filhos pequenos, sentado num banco pouco confortável, longe de sítios para comer e tudo, pois preferiu não se perder do ponto de encontro com a mulher; a  mulher só dizia se preocupava em chegar ao Dubai na Sexta porque o marido tinha que trabalhar no Sábado.).
Mas ninguém me disse nada.

Deixei passar o tempo até que comecei a perguntar. Ninguém sabia de nada, mas também parecia não querer saber (a insensibilidade humana é cada vez mais preocupante). Não sei quantas horas depois lá consegui saber... apesar do circo todo, os senhores tinham conseguido apanhar o avião da tarde.

No fim deste circo... era a única coisa que eu queria!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

atraso

Quem pensa que trabalhar no mundo da aviação é só rosas é porque vive no tempo em que a passarola ainda não tinha sido inventada...
Os sapatos de salto obrigatórios que arruinam qualquer pé são o menor dos problemas...
Esta semana era para ter Segunda e Terça de folga e trabalhar até se Seguda da próxima semana. Afinal... no dia 1 telefonaram-me e eu não ouvi. Paciência, pensei eu. Na Terça ouvi o telefone. Ai que azar...tudo desesperado. Bem que queriam que eu entrasse mais cedo. Mas era impossível... não tinha comboio. Foi das 13h até às 21h30. Sem pausa. E quando digo sem pausa é mesmo sem pausa para roer um caramelo!!!
O facto de Amesterdão ter 9000 malas encravadas deu cabo também do sistema noutros aeroportos e Zurique não foi excepção. A coisa estava tão encrencada que dois chefes grandes desceram às catacumbas para ajudar. E lá andavam os engravatadinhos com luvas de trabalho a suar as estopinhas como toda a gente...
Ontem comecei às 5h45 da manhã e acabei na hora prevista. Durante o turno ficou-se a saber do problema do Dubai e que o vôo da noite estava cancelado. Apesar disso tudo, pensei que ia ser tudo relativamente traquilo. Quanta ingenuidade!!!!

Hoje começam por me pedir que fique mais um pouco depois da hora e vá fazer o desembarque do avião que ia chegar do Dubai. Como estava atrasado... eu teria que adiar ainda mais a hora de saída.
Correu tudo mal... o pessoal das cadeiras de rodas atrasou-se. Depois uma cadeira estava estrgada. Parece que não, mas isso influencia tudo... os passageiros não saem, a crew não sai. A crew não sai, fico eu à espera ad  eternum até poder fechar o gate... Havia um boneco perdido no avião, passei nos perdidos e achados para entregar. O meu chefe duplica-me para ficar. Só faltam 300 malas no avião!!!!! É preciso fazer relatório disso tudo...
Mas nestes entremeios já me tinham pedido para começar a trabalhar mais cedo. Primeiro às 12h. Depois às 7h30. Qualquer coisa por causa do vôo da manhã para o Dubai.

E pronto... aqui estou eu exausta, mas sem conseguir dormir, a imaginar como será o meu dia de loucos amanhã... quer dizer... daqui a 6 horas e pouco...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

mais um...

Aniversário que aqui a Confederatio Helvetiae comemomira no dia de hoje. :)

A propósito do chocalho da imagem... sabiam que os sinos usados em certas competições dos Jogos Olímpicos são feitos aqui na 'ilha'?!?

terça-feira, 19 de julho de 2016

Eu tenho dois trabalhos...

Como seria de esperar o trabalho no check-in é uma anedota pegada, no que aos passageiros diz respeito...

Gente simpática, gente antipática. Gente carregada como burros para dois dias de viagem. Gente que complica o simples. Gente que gasta uma fortuna por causa de meia dúzia de quilos a mais (um velhote pagou mais de 800 francos por cerca de 10kg!!! [os zeros estão correctos]). gente que me compra chocolates como agradecimento por eu devolver um papel importante... um pouco de tudo mesmo.

Mas não contentes por me terem no check-in, a empresa resolveu colocar-me nos perdidos e achados. Outra coisa bem divertida (e claro, bem cheia de coisas para aprender) e assim parece que tenho dois trabalhos, mas só tenho um uniforme e um empregador... E tal como o check-in... gente de todo o tipo.
Hoje comecei o dia com um asiático, residente em Hong Kong, mas com passaporte australiano a chatear-me o juízo. A minha vontade era mesmo apertar-lhe o pescoço. mas... era demasiado grande para esconder o corpo... :p
Mas o dia foi rematado de uma forma muito agradável. Um convite, repetido várias vezes, para eu e o moço da cadeira de rodas (o senhor já era velhote) irmos passar férias ao Irão. Podíamos ficar em Teerão e depois ir para a villa dele não sei onde. Se eu lhe telefonasse daqui a uns tempos a dizer que ia, sei que o velhote me trataria como rainha. E só o facto de saber isso já me compensou a falta de horas de sono e o anormal do ausi...

sexta-feira, 8 de julho de 2016

há vitórias e vitórias....

Ontem, pela primeira vez num mês, fiquei triste com o resultado do jogo. Torci pela Suíça enquanto ela esteve dentro. Depois mudei para a Alemanha quando aquela saiu.
Tenho uma tendência em simpatizar com os menos fortes ou com os menos favoritos. Daí a Suíça. Depois os alemães porque Portugal não merece este Europeu. Empatar com A Islândia?!? Resolver praticamente tudo a penalties?!? Eu estava à espera de muito mais.
Se Portugal ganhar vai ser como Oscar do Leonardo di Caprio. Merecia-o noutras alturas, neste ano... eeeeeh....

Acho muito feio ouvir dizer, não faz mal se jogarmos mal. O que interessa é ganhar. Tem piada jogar bem para ganhar. Não há grande glória num título mal ganho.
Ah! mas se fosse outra equipa a jogar mal e a ganhar... a coisa mudava de figiura e as vozes iriam levantar-se e iriam dizer que o urso é que devia ter ganho o Oscar.

domingo, 3 de julho de 2016

sem palavras...

Eu sabia que o novo chefe da loja não percebia muito do assunto. Mas não imaginava que percebia tão pouco...
Este fim-de-semana há festa rija em Zurique. A Züri Fäscht atrai milhares de pessoas. Durante três dias pode-se beber, comer, dançar, andar na roda gigante, no carrocel... pels ruas de Zurique, com especial incidência nas margens do lago.
Muitos aproveitam para meter mais uns cobres ao bolso e mantêm as portas abertas mais tempo.
O atrasado mental que assumiu o comando da loja onde trabalhei já tinha dito que queria as portas abertas nestas alturas. E toda a gente disse que era um erro. Mas ele insitiu e lá tinha as portas abertas depois da meia noite. Na lojita do lado (um oitavo, ou menos, do tamanho da loja) era uma fila enoooooooorme. Quatro empregados e a patroa e sempra a andar.
Na outra... o chefe e um cliente à espera que chova. Paletes e paletes de bebidas que ele não vai vender até amanhã. É triste. Muito triste. Um homem com um filho pequeno em casa, tem necessidade de estar a olhar para "antonte" numa loja vazia? Ele não ganharia mais com as luzes apagadas, a porta fechada e uma boa noite de descanso?!?

É assustador ver as pessoas a serem ganaciosas, não escutarem o que os outros lhe ensinam e destruirem as coisas que outros construiram. Eu não me devia importar, mas... eu adorava aquilo e dói ver a negligência dos outros...



sexta-feira, 1 de julho de 2016

as coisas da aparência e a aparência das coisas

O M. tinha um fascínio qualquer pelas minhas unhas. Eu gosto de cores escuras, mas o roxo e o azul são as minhas favoritas. E eram essas mesmas que o deixavam extasiado. Oh! As tuas unhas estão azuis. Oh hoje são roxas. A sério que pintaste de duas cores?!? Juro que nunca vi nada assim. Lembro-me que num dia dessas admirações os olhos dele brilhavam com os restos de um verniz roxo. No dia anterior tinha rebentado com a manicure, mas cheguei tão tarde e tão cansada a casa que me recusei a pegar na acetona... então lá tinha aquele matulão de barba rija a admirar com aqueles olhos lindos aquele atentado à estética básica. Como eu referisse o facto de o verniz não estar em condições, ele arranjou logo uma solução pinta por cima. Dava se fosse uma unha ou outra, mas 10... devia ficar lindo e expliquei-lhe isso. À noite arranjei as unhas e no dia seguinte ele ficou contente com a nova cor... :p

Na empresa onde trabalho agora há vários códigos. De conduta e de uniforme são dois deles. Duas coisas ridículas tendo em conta a qualidade reeeeeeeeeles do uniforme e as contradições entre tópicos da conduta!!! Mas isso fica para outra altura. Hoje centro-me nas unhas e nos vernizes. 
Logo na entrevista de trabalho percebi que o M. nunca se iria fascinar com a minha manicure. Transparente, francesa, vermelha, sempre unicolor, sem aplicações ou então nenhum verniz. Lá se vão as minhas 50 nuances de azul e roxo!!!!
Não é que fique radiante, mas também não vou deprimir por isso, assim, lá aceitei a condição. 

Mas... não contentes com a explicação na entrevista e com a descrição exaustiva do livro sobre o uniforme, resolveram fazer-me perder um dia num curso sobre grooming (outra anedota, para outro dia) e sobre as regras do uniforme. Aperece-nos um impertigada para falar da cor das meias, da utilização de sutiãs, como atar o cabelo, cores de batons, utilização de jóias e claro... de vernizes. Repetiu o que estava no livro e o que já me tinham dito antes. Frisou que aquele curso era para os novos aprenderem as regras.

Depois desse dia... que vejo eu?!?! Uma das supervisoras com cstanho-chocolate nas unhas. Uma funcionária com unhas de gel laranja fluuorescentee, como se não bastasse, com dois brilhantes nas unhas dos dedos anelares. Mas de tudo... o que relmente me chocou foi o estado da manicure de uma funcionária.
Eu toda atrapalhada por ter as unhas escavacadas depois de andar a trabalhar um dia inteiro na estufa. E ela... com uns unhacos num estado mais lastimoso, toda descansada...

Para que raio serve o código afinal?!? Só para chatear os novatos?!?! Sou das que defende que uma pessoa não é mais competente pela forma como se veste ou maquilha. Mas... ou bem que tem naquilhagem/manicure decente ou bem que não tem nada....

Ao menos a gaja que fizesse o que o M. me sugeriu. Mesmo ficando um verniz irregular, tenho a certeza que não iria ser tão nojento.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

um roubo que é uma comédia

Como seria de esperar, na minha vida só acontecem cenas maradas...

O estúpido do futuro chefe estava de saída (já ia tarde) e veio comentar que apanhou um a tentar roubar. Contei umas aventuras com roubos e tentativas de roubos. E nem meia hora depois já temos mais um a roubar.

Veja-se a estupidez dele: enfiou a revista na parte de trás dos calções e andava meio aninhado a ver outras revistas. Claro que a t-shirt se levantava e a revista ficava à mostra. Quando ele saiu da loja, eu fui atrás. Mas o gajo corria bem... como ando com uma dor insuportável nas costas confesso que também não tentei fazer um sprint. No entanto, o que realmente me fez parar foi um ataque de riso que me deu.
O gajo tinha um cão (coitado do bicho!!!!) que não o conseguia acompanhar, por isso o pobre do animal ia praticamente a ser arrastado pelo animal de duas patas. Depois os calções iam a cair-lhe pelas pernas abaixo (não percebo como, pois ele até tinha cinto). Então, agora tem piada, agarra nos fundilhos com as duas mãos e continua a correr de uma forma altamente desengonçada.
Visto de trás... parecia uma cena tirada de um episódio do Mr. Bean. Ri-me tanto e tão alto que não me dei ao trabalho de continuar a correr. A empresa não vai falir. Além disso... amanhã é o meu último dia. Por isso... who cares?!?!

interrogatórios e mudanças

Na entrevista de trabalho:
- Onde se imagina daqui a dez anos?
É a pergunta mais parva que pode ser colocada a alguém. Sei lá!!! Neste dia há 8 anos eu não imaginava que daí a um mês iria decidir vir para a Suíça.
Em Fevereiro deste ano não imaginava que amanhã seria o meu último dia de trabalho na loja.
Eu imagino-me assim em dez anos: podre de rica, a viajar. Acredito nisso?!? Claro que não. Mas imaginar ainda não paga imposto e ainda não é indicinante do futuro laboral.
-E o que é que sabe da empresa?
- Sendo muito honesta, não tive tempo para estudar tudo. Mas sei que fazem check-in, fazem acompanhamento do pessoal até aos aviões, fazem limpeza dos aviões.
-Ah devia saber mais. Afinal como é que se candidata a um sítio sem saber  nada sobre a firma?!? Se não sabe a que se candidata?!?! E nós não fazemos acompanhamento dos passageiros.
Hã?!?!? Eu candidatei-ma funcionária de check-in e não a directora da empresa. E, sim, eles fazem acompanhamento dos passageiros. Só que eu falava da empresa em geral, pois tinha visto esse serviço no Dubai. E eles só falaram daqui...

Depois e hora e meia de interrogatório, um dia de prova e um teste de imagem (sim, maquilhagm e, sim!!!, passei com distinção) lá fui aprovada para o aeroporto.
Chegou o contrato hoje, só tenho que assinar e já está... dia 1 começa outra etapa da minha vida!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Eindeutig ou a história de uma pseudo-intelectual...

Hoje uma cliente na loja:
- Tem a revista Lire?
Eu dirigi-me à secção francesa com ela atrás:
- É que eu procurei e não vi.

Como diria a minha mãe, abre os olhos mula, que a carroça vai cega!  Se ela tem uma revista sobre literatura na mão como é que não viu a outra que está ao lado?!?!
Mas pronto, não disse nada, deixei-a lá com a revista e fui atender outras pessoas.

Estava um senhor a comprar uma revista especial. Eles chamam de "Romane", mas é estilo Bianca para homem. Há de cowboys, ficção científica, policial e sobre Guerra Mundial (nunca percebi qual).
Ele pagou, despediu-se e foi embora. Lá veio a outra com a revista sobre literatura.

- Ah. O que é que ele comprou? Aquilo nem revista é!!
- Chama-se Romane, digo eu, mas sou loho interrompida por ela.
- Aquilo não é Romane [o nosso romance].
Aí nterrompi-a eu:
- É assim que chamam por aqui.
- Ah não interessa. Aquilo não presta. É eindeutig [evidente]

O que é evidente é que ela não teve aulas de cultura portuguesa com o professor V. V.. Se ela tivesse estado umas horas com ele iria perceber que nem todos podem ser seres intelectualmente superiores. Que alguns simplesmente não o querem ser. E mesmo o que querem ser, por vezes, precisam começar a ler A Bola, para criarem hábitos de leitura.

Confesso que me faz confusão saber que há gente que nunca leu um livro em toda a sua vida. Mas quem sou e para julgar?!? Quem é ela para criticar o homem?! Provavelmente tem um trabalho esgotante a nível físico e lê aqueles Romane para espantar o sono no comboio para casa. Sabe-se lá até que ano estudou ele?!? Sabe-se lá se tem dinheiro para comprar livros... Tanta coisa que pode levar uma pessoa a optar por umas leituras e não por outras.
Não gostei da arrogância da mulher. Lembrou-me a minha pessoa com 15 anos, que se achava rainha da cocada por ler mais livros que os colegas... e essa pessoa era muito feia!!!!

É Eindeutig que ela precisa de ler mais, muito mais, sobre as pessoas e o mundo que a rodeia...



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Conspiracies

Quando os clientes pagam com cartão eu ponho-me a olhar para o Sete-Estrelo. Não quero que pensem que lhes quero roubar o dinheiro. :p Mas apesar de não estar a olhar, estou atenta aos sinais sonoros da máquina e sei quando o cliente acabou de marcar o código.

Há tempos ouvi uma cliente a acabar de carregar nas teclas e levantei a cabeça para lhe perguntar se ela queria o talão. Qual não é o meu espanto quando a vejo a carregar nas teclas de forma aleatória. No primeiro segundo fiquei a pensar que se tinha enganado e que o som que eu pensava ser de terminar era de corrigir. Como os códigos na Suíça costumam ser de seis dígitos... seria normal ver a mulher carregar em tantas teclas. Só que... ela carregou e carregou e carregou... e aí eu percebi... ela não estava a corrigir nada... ela estava a apagar o rasto dela na máquina e ainda olhou por cima do ombro...

Como eles andEm aí... o melhor é começarmos a carregar em todas a teclas. Isso ou eu vou dar em doida com gente queimadinha de todo...

sexta-feira, 6 de maio de 2016

mente contra corpo

Por aqui ninguém parece estar interessado no facto de ser o aniversário do Freud, assinaladao em diversos domínios, incluindo o português.
É bem mais inportante o Campeonato do Mundo de Hockey no Gelo que começa hoje na Rússia.

domingo, 1 de maio de 2016

Vai masé trabalhar!

Ontem era uma cambada na estação. Mochilas às costas, muito barulho, muito álcool. Não percebia porquê. Só à noite ao sair do trabalho, e dar de caras com um grupo de polícias anormalmente grande, é que me lembrei que hoje é dia 1 de Maio. Nesta terra significa o caos em certas zonas, vidros estilhaçados, cabeças partidas, gente detida. Principalmente por causa de meia dúzia de arruaceiros que se misturam com os manifestantes do Dia do Trabalhador.
Eu tenho que ir trabalhar hoje... de tarde (como eu odeio!!!). A ver como vai correr a aventura!
Até lá, fica o doodle suíço, alemão e austríaco (pelo menos).