Cada cidade tem uma característica que a diferencia da outras, não é mesmo? A luz de Lisboa, os canais de Veneza, as sete colinas e as sete vias de Roma, as ruínas de Atenas, os neons de Las Vegas, o metro de Moscovo, os nove milhões de bicicletas em Pequim... e as sacadas de Sankt Gallen...
Nota bem: as últimas duas não são iguais!!! :p
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
São Galo
Não, não é nenhum galinácio que foi promovido a santo. É mesmo o nome em português de uma cidade e respectivo cantão que deriva do nome do Heiliger (santo) Gallus.
Reza a lenda que durante uma noite em que o monge Gallus estava acampado com um outro monge, apareceu-lhe um urso. Em vez de se assustar, ele pediu ao urso que, em nome de Deus, fosse buscar lenha para a fogueira. O urso assim o fez, recebendo em troca um pão. Quando Hiltibod (o outro monge) acordou disse a Gallus: Agora sei que o Senhor está contigo, porque até os animais da floresta obedecem à tua voz.
Por isso, podemos ver o urso nas armas da cidade. Cheguei a pensar que o facho do brasão do cantão tinha a ver com essa recolha da lenha. Afinal tem a ver com política e representação do Direito.
E como seria de esperar, tal como em outras terras com santos importantes, a cidade de Sankt Gallen (nome alemão para cidade, cantão e santo) tem uma catedral. Simplesmente estonteante!
Associadas à catedral existem algumas curiosidades que eu gostaria de destacar:
* a igreja original era românica, mas não sobreviveu. Depois construiu-se a catedral barroca que, em conjunto com o bairro onde se insere e a biblioteca do mosteiro, é Património Mundial da UNESCO;
* normalmente as torres de uma igreja são "por cima" da porta principal, que por sua vez fica oposta ao altar, neste caso não acontece nada disso: porta principal é lateral (em relação ao altar). As duas torres ficam "por cima" do altar;
* a bibliteca foi criada na abadia no século IX e tornou-se um centro de cultura e ensino muito importante (essa eu já sabia antes de a visitar, tive um professor na faculdade que falava na biblioteca todas as aulas!!!). É uma coisa linda de se ver: o chão é trabalhado, as paredes são forradas com estantes trabalhadas e cheias de livros; pode ver-se lá uma múmia e os respectivos sarcófagos (não sei quem é, porque aquilo me dá arrepios e das vezes que lá fui não me consegui aproximar para ler a informação :s) e, agora, a reprodução do globo da dor de cabeça entre a cidade de Zurique e de Sankt Gallen: o St. Galler Globus (um globo que tem o mapa terrestre e o astral, uma obra de arte espectacular, com uma história engraçada, mas para contar noutra altura);
* para se andar na biblioteca temos que calçar uns chinelos gigantes por cima dos nosso sapatos. O que recomendo é que deslizem e não tentem caminhar... é que pode ser traiçoeiro... :D
* apesar de eu gostar muito desta biblioteca e de reconhecer o seu valor no que diz respeito às Belles Letres, eu acho que a Biblioteca Joanina em Coimbra é muuuuuito melhor (não me vão acusar de anti-nacional!).
Bem... no fim de tanto palavreado, vou aqui colocar algumas imagens do interior da catedral. Na biblioteca não é permitido fotografar, mas eu deixo uns links. ;)
Fotos: Nave principal; altar-mor; confessionário; púlpito.
O texto está em alemão, mas não interssa, aqui podem ver uma foto da biblioteca e uma imagem aérea da catedral.
Aqui podemos ver as Pantoffeln (pantufas) da biblioteca.
Reza a lenda que durante uma noite em que o monge Gallus estava acampado com um outro monge, apareceu-lhe um urso. Em vez de se assustar, ele pediu ao urso que, em nome de Deus, fosse buscar lenha para a fogueira. O urso assim o fez, recebendo em troca um pão. Quando Hiltibod (o outro monge) acordou disse a Gallus: Agora sei que o Senhor está contigo, porque até os animais da floresta obedecem à tua voz.
Por isso, podemos ver o urso nas armas da cidade. Cheguei a pensar que o facho do brasão do cantão tinha a ver com essa recolha da lenha. Afinal tem a ver com política e representação do Direito.
E como seria de esperar, tal como em outras terras com santos importantes, a cidade de Sankt Gallen (nome alemão para cidade, cantão e santo) tem uma catedral. Simplesmente estonteante!
Associadas à catedral existem algumas curiosidades que eu gostaria de destacar:
* a igreja original era românica, mas não sobreviveu. Depois construiu-se a catedral barroca que, em conjunto com o bairro onde se insere e a biblioteca do mosteiro, é Património Mundial da UNESCO;
* normalmente as torres de uma igreja são "por cima" da porta principal, que por sua vez fica oposta ao altar, neste caso não acontece nada disso: porta principal é lateral (em relação ao altar). As duas torres ficam "por cima" do altar;
* a bibliteca foi criada na abadia no século IX e tornou-se um centro de cultura e ensino muito importante (essa eu já sabia antes de a visitar, tive um professor na faculdade que falava na biblioteca todas as aulas!!!). É uma coisa linda de se ver: o chão é trabalhado, as paredes são forradas com estantes trabalhadas e cheias de livros; pode ver-se lá uma múmia e os respectivos sarcófagos (não sei quem é, porque aquilo me dá arrepios e das vezes que lá fui não me consegui aproximar para ler a informação :s) e, agora, a reprodução do globo da dor de cabeça entre a cidade de Zurique e de Sankt Gallen: o St. Galler Globus (um globo que tem o mapa terrestre e o astral, uma obra de arte espectacular, com uma história engraçada, mas para contar noutra altura);
* para se andar na biblioteca temos que calçar uns chinelos gigantes por cima dos nosso sapatos. O que recomendo é que deslizem e não tentem caminhar... é que pode ser traiçoeiro... :D
* apesar de eu gostar muito desta biblioteca e de reconhecer o seu valor no que diz respeito às Belles Letres, eu acho que a Biblioteca Joanina em Coimbra é muuuuuito melhor (não me vão acusar de anti-nacional!).
Bem... no fim de tanto palavreado, vou aqui colocar algumas imagens do interior da catedral. Na biblioteca não é permitido fotografar, mas eu deixo uns links. ;)
Fotos: Nave principal; altar-mor; confessionário; púlpito.
O texto está em alemão, mas não interssa, aqui podem ver uma foto da biblioteca e uma imagem aérea da catedral.
Aqui podemos ver as Pantoffeln (pantufas) da biblioteca.
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Coisas giras,
Deutschkurs,
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St. Gallen
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Orgulho nacional?!?
Eu tinha esperança que fosse um belga ou outro de uma nacionalidade qualquer, mas não. Tinha que ser um português a tramar outro português. Já está mal aproveitarem-se da fraqueza da pessoa (o desemprego) e não declararem os empregados. Mas isto... abandonar uma pessoa como se fosse um cão sarnento?!?!
Espero que todos os intervenientes neste caso macabro apodreçam na prisão. E os outros, que foram apanhados nesta teia, que aprendam: lutem pelos vossos direitos, pelo trabalho declarado. Porque se tiverem que morrer de um acidente de trabalho, ao menos que morram com dignidade e não como um bicho.
Senhor primeiro... ponha os olhos nisto (Seja caso isolado ou não. Sinceramente, duvido que o seja.) e veja ao que nos têm obrigado tantas politiquicess ao longo de tantos anos...
Ainda há dias ia sendo crucificada por estar a dizer que a Suíça pode ser tão interessante como Portugal ou outro país qualquer. Falavam-me em orgulho por Portugal e pelos portugueses. A sério?!? Com exemplos destes, quase que quero ser daquelas coreanas que choraram baba e ranho no funeral do chefe de estado delas!
Espero que todos os intervenientes neste caso macabro apodreçam na prisão. E os outros, que foram apanhados nesta teia, que aprendam: lutem pelos vossos direitos, pelo trabalho declarado. Porque se tiverem que morrer de um acidente de trabalho, ao menos que morram com dignidade e não como um bicho.
Senhor primeiro... ponha os olhos nisto (Seja caso isolado ou não. Sinceramente, duvido que o seja.) e veja ao que nos têm obrigado tantas politiquicess ao longo de tantos anos...
Ainda há dias ia sendo crucificada por estar a dizer que a Suíça pode ser tão interessante como Portugal ou outro país qualquer. Falavam-me em orgulho por Portugal e pelos portugueses. A sério?!? Com exemplos destes, quase que quero ser daquelas coreanas que choraram baba e ranho no funeral do chefe de estado delas!
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O Vazio,
Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Impotência
Já por aqui disse que deixei de ver/ler notícias com regularidade. Ou porque me dá vontade de bater em alguém com certas aberrações que me "aparecem em casa" ou porque as notícias são tão tristes que eu fico deprimida e não consigo dormir.
A semana passada deu uma reportagem que eu não vi, nem sei bem porquê, mas a minha mãe ficou tão impressionada que ma relatou da melhor forma possível (isto é, com muitos pormenores). Eu devia ter-lhe dito para se calar, mas achei que ela precisava de falar e que, por ser de forma indirecta, a reportagem não me iria afectar. Quanta ingenuidade!!
Falava-se dos portugueses com problemas na Suíça. Mostraram dormitórios onde portugueses dormem com asilados de outras latitudes. Falou-se do problema da língua, que é um entrave enorme na procura de trabalho ou de, pelo menos, ajuda. E alguém disse que teve que ir ver, para crer, os homens que dormem na estação de comboio de Zurique. Eu achava que não ia ficar muito afectada, mas hoje percebi que não é nada disso.
Inscrevi-me num curso de francês à noite, uma vez por semana. E é em Zurique. Assim, todas as Terças-feiras, por volta das 19h15 chego à estação principal e por volta das 21h45 regresso a casa. Hoje, mal saí do comboio, comecei a olhar para a estação de forma diferente. Parecia que procurava algo fora do normal. Quando me apercebi que procurava sinais de alguém abandonado, a precisar de ajuda. Era cedo demais para tal. Mais tarde, a estação estava mais calma, como é habitual, mas os sinais de pessoas a quererem dormir também não estavam lá. No entanto estava uma coisa horrorosa: o frio.
Algumas estações de comboio têm como que uma salinhas de espera com aquecimento. Mas eu acho que a de Zurique não tem. Quem dormir ali tem tanto frio como se estivesse numa berma de uma estrada.
Hoje, pela primeira vez em muito tempo, não olhei para a estação de Zurique com bons olhos, como algo apelativo e vim o caminho todo até casa a aguentar as lágrimas.
Eu sei que há sem-abrigo em todos os lados e sempre me impressionou vê-los qm qualquer parte por onde passei. Mas ser sem-abrigo assim... deve ser bem pior. Há sem-abrigo que fizeram más escolhas e por isso não têm nada e desses, lamento!, não tenho muita pena. Mas a mairoia dos que por aqui andam vieram porque teve que ser. Porque já não havia esperança no "jardim à beira-mar plantado", porque ainda tinham esperança noutro sítio. Essa esperança, por algum motivo vai sendo tirada a pouco e pouco.
Imaginem-se sem amigos, sem a família, sem saberem falar a língua para pedir ajuda, sem trabalho e sem casa. É uma merda, não é? Agora juntem os 4 graus negativos que estão em Zurique neste momento...
Quiseram tirar o Carnaval porque é preciso trabalhar. Recomendaram a emigração. Se soubessem o quanto custa sem ter privações... estavam caladinhos e mandavam esses merdosos com nome de bebida russa dar uma volta. Se sonhassem como é com privações... então nem sei bem o que poderia acontecer de positivo para o nosso país.
Se vocês soubessem como me sinto triste por saber que neste preciso momento está gente a tentar não morrer gelada a 26km de mim e não eu sem poder fazer nada... vou tentar dormir.
A semana passada deu uma reportagem que eu não vi, nem sei bem porquê, mas a minha mãe ficou tão impressionada que ma relatou da melhor forma possível (isto é, com muitos pormenores). Eu devia ter-lhe dito para se calar, mas achei que ela precisava de falar e que, por ser de forma indirecta, a reportagem não me iria afectar. Quanta ingenuidade!!
Falava-se dos portugueses com problemas na Suíça. Mostraram dormitórios onde portugueses dormem com asilados de outras latitudes. Falou-se do problema da língua, que é um entrave enorme na procura de trabalho ou de, pelo menos, ajuda. E alguém disse que teve que ir ver, para crer, os homens que dormem na estação de comboio de Zurique. Eu achava que não ia ficar muito afectada, mas hoje percebi que não é nada disso.
Inscrevi-me num curso de francês à noite, uma vez por semana. E é em Zurique. Assim, todas as Terças-feiras, por volta das 19h15 chego à estação principal e por volta das 21h45 regresso a casa. Hoje, mal saí do comboio, comecei a olhar para a estação de forma diferente. Parecia que procurava algo fora do normal. Quando me apercebi que procurava sinais de alguém abandonado, a precisar de ajuda. Era cedo demais para tal. Mais tarde, a estação estava mais calma, como é habitual, mas os sinais de pessoas a quererem dormir também não estavam lá. No entanto estava uma coisa horrorosa: o frio.
Algumas estações de comboio têm como que uma salinhas de espera com aquecimento. Mas eu acho que a de Zurique não tem. Quem dormir ali tem tanto frio como se estivesse numa berma de uma estrada.
Hoje, pela primeira vez em muito tempo, não olhei para a estação de Zurique com bons olhos, como algo apelativo e vim o caminho todo até casa a aguentar as lágrimas.
Eu sei que há sem-abrigo em todos os lados e sempre me impressionou vê-los qm qualquer parte por onde passei. Mas ser sem-abrigo assim... deve ser bem pior. Há sem-abrigo que fizeram más escolhas e por isso não têm nada e desses, lamento!, não tenho muita pena. Mas a mairoia dos que por aqui andam vieram porque teve que ser. Porque já não havia esperança no "jardim à beira-mar plantado", porque ainda tinham esperança noutro sítio. Essa esperança, por algum motivo vai sendo tirada a pouco e pouco.
Imaginem-se sem amigos, sem a família, sem saberem falar a língua para pedir ajuda, sem trabalho e sem casa. É uma merda, não é? Agora juntem os 4 graus negativos que estão em Zurique neste momento...
Quiseram tirar o Carnaval porque é preciso trabalhar. Recomendaram a emigração. Se soubessem o quanto custa sem ter privações... estavam caladinhos e mandavam esses merdosos com nome de bebida russa dar uma volta. Se sonhassem como é com privações... então nem sei bem o que poderia acontecer de positivo para o nosso país.
Se vocês soubessem como me sinto triste por saber que neste preciso momento está gente a tentar não morrer gelada a 26km de mim e não eu sem poder fazer nada... vou tentar dormir.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
20 mil euros?!?!
Eu li esta notícia e fiquei parva...
Ele não fez a melhor coisa...era lixo. Mas se analisarmos bem... não é lixo radioactivo; era um caminho agrícola; e, caramba... até estava ajudar toda a gente!!!
Analisando ainda mais aprofundadamente: ele retirou tudo no mesmo dia.
Eu pergunto: e as empresas que continuam a empilhar entulhos por todo o lado? E as pessoas que deixam os frigoríficos e fogões velhos espalhados por todo o lado? E as pocilgas que continuam a descarregar para os rios (nota: nestes casos não há nenhuma volta a dar)?
Vá... que lhe queiram dar um castigo... até compreendo (mais ou menos... era entulho inócuo!). Mas para isso aplicavam-lhe uma pequena coima (não é um crime daqueles... e, repito, ele retirou tudo), davam-lhe um trabalho na câmara a limpar/arranjar as ruas e descontavam-lhe um x por mês do ordenado...
Uma vergonha!!
Ele não fez a melhor coisa...era lixo. Mas se analisarmos bem... não é lixo radioactivo; era um caminho agrícola; e, caramba... até estava ajudar toda a gente!!!
Analisando ainda mais aprofundadamente: ele retirou tudo no mesmo dia.
Eu pergunto: e as empresas que continuam a empilhar entulhos por todo o lado? E as pessoas que deixam os frigoríficos e fogões velhos espalhados por todo o lado? E as pocilgas que continuam a descarregar para os rios (nota: nestes casos não há nenhuma volta a dar)?
Vá... que lhe queiram dar um castigo... até compreendo (mais ou menos... era entulho inócuo!). Mas para isso aplicavam-lhe uma pequena coima (não é um crime daqueles... e, repito, ele retirou tudo), davam-lhe um trabalho na câmara a limpar/arranjar as ruas e descontavam-lhe um x por mês do ordenado...
Uma vergonha!!

Fonte: Mundo Português, 10 Fevereiro 2012
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Rheinfall como num conto de fadas
A queda do Reno (Rheinfall) é um espectáculo da natureza que não se deve perder quando se vem para estas bandas. Normalmente é o primeiro lugar onde levamos as visitas que aparecem por cá (fica perto e no primeiro dia de visita nunca saímos de casa antes da meia tarde).
Mas concretizando um pouco: o Reno tem uma depressão no seu leito numa zona entre Zurique e Schaffhausen que atrai muitos turistas e loucos. Pode ser vista do lado de Zurique e do de Schaffhausen, sendo que os mais corajosos podem ir até ao cimo das rochas que estão mesmo no meio da queda. Faz-se uma pequena viagem de barco até lá (às vezes, o barqueiro tem tantas dificuldades em chegar ao cais que desiste de atracar) e ainda se pode subir por uma escada mesmo até ao cimo.
A média do débito do caudal é de 600 metros cúbicos por segundo no Verão e de 250 no Inverno (não, não me enganei, nesta zona, os rios andam ao contrário: menos água no Inverno, mais na altura do degelo, ou seja, Primavera/Verão) . Estar por cima do deque de observação pode ser uma experiência estonteante: se fixarmos o olhar na água que corre por baixo de nós podemos perder o equilíbrio e cair devido à velocidade da água que nos "hipnotiza".
Como a queda de água tem cerca de 15 metros, podem imaginar que há muitos salpicos na zona... no Verão há sempre uma nuvem enorme na zona: salpicos e evaporação... ficamos todos pegajosos. :D
No Inverno... é possível fazer fotos magníficas como esta. Vinha num jornal da semana passada e eu tentei procurá-la na página deles, mas como não achei... aqui fica uma digitalização. Na caixa diz que estavam 14 graus negativos nesse dia, o que provocou este aspecto de Wintermärchen (histórias de encantar de Inverno).
Mas concretizando um pouco: o Reno tem uma depressão no seu leito numa zona entre Zurique e Schaffhausen que atrai muitos turistas e loucos. Pode ser vista do lado de Zurique e do de Schaffhausen, sendo que os mais corajosos podem ir até ao cimo das rochas que estão mesmo no meio da queda. Faz-se uma pequena viagem de barco até lá (às vezes, o barqueiro tem tantas dificuldades em chegar ao cais que desiste de atracar) e ainda se pode subir por uma escada mesmo até ao cimo.
A média do débito do caudal é de 600 metros cúbicos por segundo no Verão e de 250 no Inverno (não, não me enganei, nesta zona, os rios andam ao contrário: menos água no Inverno, mais na altura do degelo, ou seja, Primavera/Verão) . Estar por cima do deque de observação pode ser uma experiência estonteante: se fixarmos o olhar na água que corre por baixo de nós podemos perder o equilíbrio e cair devido à velocidade da água que nos "hipnotiza".
Como a queda de água tem cerca de 15 metros, podem imaginar que há muitos salpicos na zona... no Verão há sempre uma nuvem enorme na zona: salpicos e evaporação... ficamos todos pegajosos. :D
No Inverno... é possível fazer fotos magníficas como esta. Vinha num jornal da semana passada e eu tentei procurá-la na página deles, mas como não achei... aqui fica uma digitalização. Na caixa diz que estavam 14 graus negativos nesse dia, o que provocou este aspecto de Wintermärchen (histórias de encantar de Inverno).
Foto: 20minuten
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
E a fechar...
Stein am Rhein tem algo em comum com Lisboa. Nesta há o Castelo de São Jorge, naquela o Kloster St. Georgen. Embora pareça, não é a mesma coisa. É o convento ou mosteiro de São Jorge.
Estas últimas fotos foram tiradas junto a este pequeno mosteiro. Bem à beirinha do Reno, onde se podem ver umas ilhotas (será que é por isso que se chama "pedra junto ao Reno"?!?).
A primeira foto foi tirada no Fischmarkt (mercado do peixe), uma praça minúscula que não me parece que sirva mesmo de mercado...
Aproveitando o lusco-fusco das fotos, vou dormir. Amanhã ou depois passo por aqui para postar mais algumas coisas giras. ;)
Estas últimas fotos foram tiradas junto a este pequeno mosteiro. Bem à beirinha do Reno, onde se podem ver umas ilhotas (será que é por isso que se chama "pedra junto ao Reno"?!?).
A primeira foto foi tirada no Fischmarkt (mercado do peixe), uma praça minúscula que não me parece que sirva mesmo de mercado...
Mix
Mais gaiolas, mais uma tabuleta e uma estátua muito gira. De repente, não parece que o gato quer entrar na loja de artesanato?!?
Gaiolas
É uma estrutura muito comum por aqui. E a parte mais engraçada é que, de cidade para cidade, podemos ver diferenças na construção da casa em gaiola. Algumas diferenças são mesmo muito grandes, e vão desde a cor à posição da madeira, passando pela distância entre traves.
Estas casas são tortas com o raio, mais velhas que sei lá o quê, mas estão aí para durar. Pois há orgulho e brio para manter este património. Património vivo. Isto é, casas que são usadas por comuns mortais e não mantidas como museu de uma época remota!
Estas casas são tortas com o raio, mais velhas que sei lá o quê, mas estão aí para durar. Pois há orgulho e brio para manter este património. Património vivo. Isto é, casas que são usadas por comuns mortais e não mantidas como museu de uma época remota!
há-as em todo o lado...
Se houver uma cidade onde eu for e não tirar fotos a pelo menos uma tabuleta... das duas uma, ou não há ou eu estarei a ficar louca! :D
Nestas andanças, eu e a Sa. apercebemo-nos que a águia é um animal importante por estas bandas. Há sempre uma loja, um restaurante ou uma pensão chamada ou relacionada com Schwarzer Adler (águia preta).
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Deutschkurs,
Letreiros,
Schweiz,
Stein am Rhein
Sobre a gratidão...
...era chamada pelos homens e dos animais antigamente conhecida.
tornei-me hoje rara, honra-me a arte do Sul e do Norte.
É mais ou menos isto que está por cima de uma porta em Stein am Rhein. No seguimento, encontram-se várias imagens com frases alusivas à ajuda, ao agradecimento, ao cuidado de outras vidas. Achei espectacular, por isso deixei num post só (eu sei que as imagens estão estranhas, mas a luz já não ajudava e aqui a otária esqueceu-se que o flash já foi inventado!).
tornei-me hoje rara, honra-me a arte do Sul e do Norte.
É mais ou menos isto que está por cima de uma porta em Stein am Rhein. No seguimento, encontram-se várias imagens com frases alusivas à ajuda, ao agradecimento, ao cuidado de outras vidas. Achei espectacular, por isso deixei num post só (eu sei que as imagens estão estranhas, mas a luz já não ajudava e aqui a otária esqueceu-se que o flash já foi inventado!).
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Coisas giras,
Grafittis,
Schweiz,
Stein am Rhein
E não eram perseguidos!
Refiro-me mesmo aos graffiters que fizeram este trabalho! (fora de brincadeiras, um dia destes mostro-vos graffitis espectaculares que são legais!)
Na penúltima (também se vê na última) podem ver-se os nomes dos donos da casa ao longo dos séculos (desde 1475 até 2009). Genial, não?
Na penúltima (também se vê na última) podem ver-se os nomes dos donos da casa ao longo dos séculos (desde 1475 até 2009). Genial, não?
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Coisas giras,
Graffitis,
Schweiz,
Stein am Rhein
Tenho uma boa desculpa!!!
Eu sei que andei desaparecida. E se eu tenho tanta vontade de escrever!!! Comentar coisas (eu e os meus palpites que ninguém pediu)... publicar imagens...
Só que nas últimas semanas a coisa tem sido a mil à hora.
Ora bem: há 4 semanas a Sa. veio cá! Foi tão bom!!
A parte boa de estar no desemprego foi que pude estar com ela a semana toda. Andámos no passeio, metemos a conversa em dia, recordámos coisas divertidas. Enfim, o que qualquer pessoa normal faz quando vê uma amiga ao fim de algum tempo de ausência...
Mas eu não me esqueci de quem passa por aqui. Assim, fiz umas fotos muito cool de sítios que eu já conhecia (mas a Sa. não) e dos quais eu não tinha fotos digitalizadas.
Num dia andámos por Schaffahausen e por Stein am Rhein. Não sei bem onde, nem o quê, mas sei que há por aí imagens da primeira cidade. Que também é capital do cantão como mesmo nome.
Stein am Rhein significa "Pedra junto ao Reno", mas o que a cidade tem de impressionante não são as pedras... é mesmo a quantidade de frescos nas fachadas. Um sonho...
Só que nas últimas semanas a coisa tem sido a mil à hora.
Ora bem: há 4 semanas a Sa. veio cá! Foi tão bom!!
A parte boa de estar no desemprego foi que pude estar com ela a semana toda. Andámos no passeio, metemos a conversa em dia, recordámos coisas divertidas. Enfim, o que qualquer pessoa normal faz quando vê uma amiga ao fim de algum tempo de ausência...
Mas eu não me esqueci de quem passa por aqui. Assim, fiz umas fotos muito cool de sítios que eu já conhecia (mas a Sa. não) e dos quais eu não tinha fotos digitalizadas.
Num dia andámos por Schaffahausen e por Stein am Rhein. Não sei bem onde, nem o quê, mas sei que há por aí imagens da primeira cidade. Que também é capital do cantão como mesmo nome.
Stein am Rhein significa "Pedra junto ao Reno", mas o que a cidade tem de impressionante não são as pedras... é mesmo a quantidade de frescos nas fachadas. Um sonho...
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
I'm still looking up
Não sou das pessoas com mais esperança, nem mais positiva. Mas não me considero uma desistente. Acho que, por vezes, só não desisto por casmurrice.
Por casmurrice ou não... desejo que não sejam desistentes. Seja qual for o grande tema, o objectivo a que nos propomos... é bom não sermos desistentes!
Jason Mraz, I won't give up
Por casmurrice ou não... desejo que não sejam desistentes. Seja qual for o grande tema, o objectivo a que nos propomos... é bom não sermos desistentes!
Jason Mraz, I won't give up
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ela existe em qualquer sítio...
no mundo ocidental, no mundo oriental, no mundo muçulmano, no mundo cristão, no mundo ateu, no primeiro mundo, no terceito mundo... ela, a pietà, existe!
A prova disso está no clique do senhor Samuel Aranda que ganhou o prémio do World Press Foto.
A prova disso está no clique do senhor Samuel Aranda que ganhou o prémio do World Press Foto.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Paciência de Job
Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas.
Ela faz força, faz força, e ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, conseguiu calçar:
- Bolas. Estava a ver que não.
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Dentro das botas!
(roubado daqui)
Ela faz força, faz força, e ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, conseguiu calçar:
- Bolas. Estava a ver que não.
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Dentro das botas!
(roubado daqui)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
E quem é que quererá fazer?
Não, não me esqueci que tenho um estábulo para manter, mas a coisa tem andado apertada. Logo que possa, explico tudo e mais alguma coisa. Até lá... fica aqui um vídeo... parvo...
(Para os não falantes de alemão, na nona "coisa" ele implica com os sapatos do que quer entrar.)
(Para os não falantes de alemão, na nona "coisa" ele implica com os sapatos do que quer entrar.)
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