Era de prever que, depois de uma Quinta má, só poderia vir uma Sexta infernal.
7h30 da manhã, o check-in está atrasado, como ainda não tenho credenciais para o check-in daquela companhia vou ajudar noutro sítio. Só hora e meia depois é que posso ir ajudar no embarque.
9 e qualquer coisa começa o embarque. Até que nos despachámos. Só que aqui há a tal da adversativa que me persegue... mas...
Uma hospedeira diz que temos que fazer desembarcar jma família porque a mulher está demasiado grávida. Seja lá o que isso for, a mulher não é aceite a bordo porque o atestado médico que tem consigo não diz a semana de gravidez em que está (eles não sabem fazer contas... o atestado é do mês passado... era só contar as semanas, mas sou só eu que acho isso).
Como sou mulher é a mim que cabe a responsabilidade de acompanhar a senhora. E aí é que começa o circo...
Chegamos para atravessar o controlo de passaportes e ela... tem o visto Schengen expirado (a partir do momento que atravessa o controlo de passaportes, se o visto for de uma só entrada, a pessoa já não pode voltar atrás).
Com a condição de eu acompanhar a senhora e o resto da família ficar ali sentada à espera, a senhora podia ir ao centro médico do aeroporto pedir novo atestado. Devagarinho, pois embora ela não estivesse demasiado grávida... a barriga já lhe pesava.
Chegadas ao centro médico, apanhamos um balde de água fria pois a senhora que nos atende diz que não pode passar um atestado médico como o que eu estou a pedir. Isso só um ginecologista pode passar e neste centro médico não há ginecologia. De repente toca o telefone da recepção e era a minha chefe a querer falar comigo. Olha, quantas malas tem a senhora para descarregar? Quê?!?!? estamos a falar de bebés e ginecologia e ela vem-me com número de malas?!?! ah é que o avião tem que partir e não pode porque não sabemos se falta descarregar alguma mala (por questões de segurança, as malas têm que sair do avião se o passageiro não chegar a entrar) E desliga-me op telefone na cara...
A recepcionista pede-me o número e liga para a chefe e diz que não têm nada que desligar o telefone na cara das pessoas, porque nós estamos ali para ajudar. E no fim de debater umas quantas ideias lá chegam à conclusão que a senhora tem que ir para o hospital.
E lá ando eu a ligar do meu telefone privado para nem sei quem a tentar perceber o que fazer coma senhora. Levei-a para um certo sítio, para ela poder descansar um pouco e disse às chefias que não saía dali. Se queriam alguma coisa comigo o com ela tinham que ser eles a vir até nós.
Por fim lá arranjaram um vouchers para o táxi. E incumbiram-me de ir com a senhora ao táxi e explicar tudo ao taxista para a ida e para a vinda do hospital.
Sempre a falar de vagar e atentar animar a senhora e a dar-lhe uma esperança que eu não tinha há muito lá desci dois andares e pensei que ia respirar e que tudo estaria resolvido em pouco tempo.
No fim do taxista arrancar, apercebo-me que tenho um papel na mão que a senhora precisa. Lá vou eu feita louca acorrer atrás do táxi, aos berros, o pessoal começou a aperceber-se do meu desespero e lá me ajudaram a parar o táxi.
Nova tentativa de ir fazer pausa. Será que seria agora que a coisa se resolvia e tal?!?!
Supostamente havia uma pausa de 2horas e au acabei por ter menos de 30 minutos por causa desta história. Mas depois de comer algo, um café e uns minutos sentada em silêncio, ganhei forças e animo e pensava que estava tudo bem.
Tretas... estava eu a regressar ao meu posto e toca-me o telemóvel. É a senhora Luísa? Sou fulana de tal do hospital e tenho aqui uma senhora, mas o cartão de crédito não está a funcionar. (tinha-me passado pela cabeça dar o meu número pessoal à senhora, sei lá... um feeling)
Eu disse à mulher que já lhe ligava e fui à procura de uma chefia para que alguém fosse buscar o número ao marido, já que eu estava longe. Pois... toda a gente tinha muito que fazer ou estava mais longe do que eu.
Lá vou eu outra vez feita louca acorrer pelo aeroporto além. (eu pergunto-me como é que a polícia não me mandou parar para controlar o meu comportamento meio louco) Telefono para o hospital e o código... não funciona... volta a desligar, volta a ligar, volta não sei o quê... até que exigem a minha presença no meu local de trabalho e eu, em choque, pergunto Então e o que se faz com a família??!?! A resposta foi ridícula!!! Não sei. Deixa-os e logo se vê. A sério?!?! Exigem que ela saia do avião, que vá não sei aonde falar com um médico e depois deixam-na numa de "eles que se desemerdem". Eu exigi saber algo mais concreto para poder dizer ao marido. Lá me disseram que iam enviar alguém da companhia aérea para resolver o problema. Desfiz-me em desculpas junto do senhor e voltei para o check-in onde deveria estar há pelo menos 45 minutos.
Contra a minha política pessoal, deixei o telemóvel com som. Se tocasse durante o trabalho eu não iria ter problema em atender. A senhora não estava nada demasiado grávida, estava bem abaixo do limite legal para viajar. E a sorte daquela hospedeira é que eram uma família bem pacata (o marido ficou com dois filhos pequenos, sentado num banco pouco confortável, longe de sítios para comer e tudo, pois preferiu não se perder do ponto de encontro com a mulher; a mulher só dizia se preocupava em chegar ao Dubai na Sexta porque o marido tinha que trabalhar no Sábado.).
Mas ninguém me disse nada.
Deixei passar o tempo até que comecei a perguntar. Ninguém sabia de nada, mas também parecia não querer saber (a insensibilidade humana é cada vez mais preocupante). Não sei quantas horas depois lá consegui saber... apesar do circo todo, os senhores tinham conseguido apanhar o avião da tarde.
No fim deste circo... era a única coisa que eu queria!
terça-feira, 9 de agosto de 2016
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
atraso
Quem pensa que trabalhar no mundo da aviação é só rosas é porque vive no tempo em que a passarola ainda não tinha sido inventada...
Os sapatos de salto obrigatórios que arruinam qualquer pé são o menor dos problemas...
Esta semana era para ter Segunda e Terça de folga e trabalhar até se Seguda da próxima semana. Afinal... no dia 1 telefonaram-me e eu não ouvi. Paciência, pensei eu. Na Terça ouvi o telefone. Ai que azar...tudo desesperado. Bem que queriam que eu entrasse mais cedo. Mas era impossível... não tinha comboio. Foi das 13h até às 21h30. Sem pausa. E quando digo sem pausa é mesmo sem pausa para roer um caramelo!!!
O facto de Amesterdão ter 9000 malas encravadas deu cabo também do sistema noutros aeroportos e Zurique não foi excepção. A coisa estava tão encrencada que dois chefes grandes desceram às catacumbas para ajudar. E lá andavam os engravatadinhos com luvas de trabalho a suar as estopinhas como toda a gente...
Ontem comecei às 5h45 da manhã e acabei na hora prevista. Durante o turno ficou-se a saber do problema do Dubai e que o vôo da noite estava cancelado. Apesar disso tudo, pensei que ia ser tudo relativamente traquilo. Quanta ingenuidade!!!!
Hoje começam por me pedir que fique mais um pouco depois da hora e vá fazer o desembarque do avião que ia chegar do Dubai. Como estava atrasado... eu teria que adiar ainda mais a hora de saída.
Correu tudo mal... o pessoal das cadeiras de rodas atrasou-se. Depois uma cadeira estava estrgada. Parece que não, mas isso influencia tudo... os passageiros não saem, a crew não sai. A crew não sai, fico eu à espera ad eternum até poder fechar o gate... Havia um boneco perdido no avião, passei nos perdidos e achados para entregar. O meu chefe duplica-me para ficar. Só faltam 300 malas no avião!!!!! É preciso fazer relatório disso tudo...
Mas nestes entremeios já me tinham pedido para começar a trabalhar mais cedo. Primeiro às 12h. Depois às 7h30. Qualquer coisa por causa do vôo da manhã para o Dubai.
E pronto... aqui estou eu exausta, mas sem conseguir dormir, a imaginar como será o meu dia de loucos amanhã... quer dizer... daqui a 6 horas e pouco...
Os sapatos de salto obrigatórios que arruinam qualquer pé são o menor dos problemas...
Esta semana era para ter Segunda e Terça de folga e trabalhar até se Seguda da próxima semana. Afinal... no dia 1 telefonaram-me e eu não ouvi. Paciência, pensei eu. Na Terça ouvi o telefone. Ai que azar...tudo desesperado. Bem que queriam que eu entrasse mais cedo. Mas era impossível... não tinha comboio. Foi das 13h até às 21h30. Sem pausa. E quando digo sem pausa é mesmo sem pausa para roer um caramelo!!!
O facto de Amesterdão ter 9000 malas encravadas deu cabo também do sistema noutros aeroportos e Zurique não foi excepção. A coisa estava tão encrencada que dois chefes grandes desceram às catacumbas para ajudar. E lá andavam os engravatadinhos com luvas de trabalho a suar as estopinhas como toda a gente...
Ontem comecei às 5h45 da manhã e acabei na hora prevista. Durante o turno ficou-se a saber do problema do Dubai e que o vôo da noite estava cancelado. Apesar disso tudo, pensei que ia ser tudo relativamente traquilo. Quanta ingenuidade!!!!
Hoje começam por me pedir que fique mais um pouco depois da hora e vá fazer o desembarque do avião que ia chegar do Dubai. Como estava atrasado... eu teria que adiar ainda mais a hora de saída.
Correu tudo mal... o pessoal das cadeiras de rodas atrasou-se. Depois uma cadeira estava estrgada. Parece que não, mas isso influencia tudo... os passageiros não saem, a crew não sai. A crew não sai, fico eu à espera ad eternum até poder fechar o gate... Havia um boneco perdido no avião, passei nos perdidos e achados para entregar. O meu chefe duplica-me para ficar. Só faltam 300 malas no avião!!!!! É preciso fazer relatório disso tudo...
Mas nestes entremeios já me tinham pedido para começar a trabalhar mais cedo. Primeiro às 12h. Depois às 7h30. Qualquer coisa por causa do vôo da manhã para o Dubai.
E pronto... aqui estou eu exausta, mas sem conseguir dormir, a imaginar como será o meu dia de loucos amanhã... quer dizer... daqui a 6 horas e pouco...
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
mais um...
Aniversário que aqui a Confederatio Helvetiae comemomira no dia de hoje. :)
A propósito do chocalho da imagem... sabiam que os sinos usados em certas competições dos Jogos Olímpicos são feitos aqui na 'ilha'?!?
A propósito do chocalho da imagem... sabiam que os sinos usados em certas competições dos Jogos Olímpicos são feitos aqui na 'ilha'?!?
terça-feira, 19 de julho de 2016
Eu tenho dois trabalhos...
Como seria de esperar o trabalho no check-in é uma anedota pegada, no que aos passageiros diz respeito...
Gente simpática, gente antipática. Gente carregada como burros para dois dias de viagem. Gente que complica o simples. Gente que gasta uma fortuna por causa de meia dúzia de quilos a mais (um velhote pagou mais de 800 francos por cerca de 10kg!!! [os zeros estão correctos]). gente que me compra chocolates como agradecimento por eu devolver um papel importante... um pouco de tudo mesmo.
Mas não contentes por me terem no check-in, a empresa resolveu colocar-me nos perdidos e achados. Outra coisa bem divertida (e claro, bem cheia de coisas para aprender) e assim parece que tenho dois trabalhos, mas só tenho um uniforme e um empregador... E tal como o check-in... gente de todo o tipo.
Hoje comecei o dia com um asiático, residente em Hong Kong, mas com passaporte australiano a chatear-me o juízo. A minha vontade era mesmo apertar-lhe o pescoço. mas... era demasiado grande para esconder o corpo... :p
Mas o dia foi rematado de uma forma muito agradável. Um convite, repetido várias vezes, para eu e o moço da cadeira de rodas (o senhor já era velhote) irmos passar férias ao Irão. Podíamos ficar em Teerão e depois ir para a villa dele não sei onde. Se eu lhe telefonasse daqui a uns tempos a dizer que ia, sei que o velhote me trataria como rainha. E só o facto de saber isso já me compensou a falta de horas de sono e o anormal do ausi...
Gente simpática, gente antipática. Gente carregada como burros para dois dias de viagem. Gente que complica o simples. Gente que gasta uma fortuna por causa de meia dúzia de quilos a mais (um velhote pagou mais de 800 francos por cerca de 10kg!!! [os zeros estão correctos]). gente que me compra chocolates como agradecimento por eu devolver um papel importante... um pouco de tudo mesmo.
Mas não contentes por me terem no check-in, a empresa resolveu colocar-me nos perdidos e achados. Outra coisa bem divertida (e claro, bem cheia de coisas para aprender) e assim parece que tenho dois trabalhos, mas só tenho um uniforme e um empregador... E tal como o check-in... gente de todo o tipo.
Hoje comecei o dia com um asiático, residente em Hong Kong, mas com passaporte australiano a chatear-me o juízo. A minha vontade era mesmo apertar-lhe o pescoço. mas... era demasiado grande para esconder o corpo... :p
Mas o dia foi rematado de uma forma muito agradável. Um convite, repetido várias vezes, para eu e o moço da cadeira de rodas (o senhor já era velhote) irmos passar férias ao Irão. Podíamos ficar em Teerão e depois ir para a villa dele não sei onde. Se eu lhe telefonasse daqui a uns tempos a dizer que ia, sei que o velhote me trataria como rainha. E só o facto de saber isso já me compensou a falta de horas de sono e o anormal do ausi...
sexta-feira, 8 de julho de 2016
há vitórias e vitórias....
Ontem, pela primeira vez num mês, fiquei triste com o resultado do jogo. Torci pela Suíça enquanto ela esteve dentro. Depois mudei para a Alemanha quando aquela saiu.
Tenho uma tendência em simpatizar com os menos fortes ou com os menos favoritos. Daí a Suíça. Depois os alemães porque Portugal não merece este Europeu. Empatar com A Islândia?!? Resolver praticamente tudo a penalties?!? Eu estava à espera de muito mais.
Se Portugal ganhar vai ser como Oscar do Leonardo di Caprio. Merecia-o noutras alturas, neste ano... eeeeeh....
Acho muito feio ouvir dizer, não faz mal se jogarmos mal. O que interessa é ganhar. Tem piada jogar bem para ganhar. Não há grande glória num título mal ganho.
Ah! mas se fosse outra equipa a jogar mal e a ganhar... a coisa mudava de figiura e as vozes iriam levantar-se e iriam dizer que o urso é que devia ter ganho o Oscar.
Tenho uma tendência em simpatizar com os menos fortes ou com os menos favoritos. Daí a Suíça. Depois os alemães porque Portugal não merece este Europeu. Empatar com A Islândia?!? Resolver praticamente tudo a penalties?!? Eu estava à espera de muito mais.
Se Portugal ganhar vai ser como Oscar do Leonardo di Caprio. Merecia-o noutras alturas, neste ano... eeeeeh....
Acho muito feio ouvir dizer, não faz mal se jogarmos mal. O que interessa é ganhar. Tem piada jogar bem para ganhar. Não há grande glória num título mal ganho.
Ah! mas se fosse outra equipa a jogar mal e a ganhar... a coisa mudava de figiura e as vozes iriam levantar-se e iriam dizer que o urso é que devia ter ganho o Oscar.
domingo, 3 de julho de 2016
sem palavras...
Eu sabia que o novo chefe da loja não percebia muito do assunto. Mas não imaginava que percebia tão pouco...
Este fim-de-semana há festa rija em Zurique. A Züri Fäscht atrai milhares de pessoas. Durante três dias pode-se beber, comer, dançar, andar na roda gigante, no carrocel... pels ruas de Zurique, com especial incidência nas margens do lago.
Muitos aproveitam para meter mais uns cobres ao bolso e mantêm as portas abertas mais tempo.
O atrasado mental que assumiu o comando da loja onde trabalhei já tinha dito que queria as portas abertas nestas alturas. E toda a gente disse que era um erro. Mas ele insitiu e lá tinha as portas abertas depois da meia noite. Na lojita do lado (um oitavo, ou menos, do tamanho da loja) era uma fila enoooooooorme. Quatro empregados e a patroa e sempra a andar.
Na outra... o chefe e um cliente à espera que chova. Paletes e paletes de bebidas que ele não vai vender até amanhã. É triste. Muito triste. Um homem com um filho pequeno em casa, tem necessidade de estar a olhar para "antonte" numa loja vazia? Ele não ganharia mais com as luzes apagadas, a porta fechada e uma boa noite de descanso?!?
É assustador ver as pessoas a serem ganaciosas, não escutarem o que os outros lhe ensinam e destruirem as coisas que outros construiram. Eu não me devia importar, mas... eu adorava aquilo e dói ver a negligência dos outros...
Este fim-de-semana há festa rija em Zurique. A Züri Fäscht atrai milhares de pessoas. Durante três dias pode-se beber, comer, dançar, andar na roda gigante, no carrocel... pels ruas de Zurique, com especial incidência nas margens do lago.
Muitos aproveitam para meter mais uns cobres ao bolso e mantêm as portas abertas mais tempo.
O atrasado mental que assumiu o comando da loja onde trabalhei já tinha dito que queria as portas abertas nestas alturas. E toda a gente disse que era um erro. Mas ele insitiu e lá tinha as portas abertas depois da meia noite. Na lojita do lado (um oitavo, ou menos, do tamanho da loja) era uma fila enoooooooorme. Quatro empregados e a patroa e sempra a andar.
Na outra... o chefe e um cliente à espera que chova. Paletes e paletes de bebidas que ele não vai vender até amanhã. É triste. Muito triste. Um homem com um filho pequeno em casa, tem necessidade de estar a olhar para "antonte" numa loja vazia? Ele não ganharia mais com as luzes apagadas, a porta fechada e uma boa noite de descanso?!?
É assustador ver as pessoas a serem ganaciosas, não escutarem o que os outros lhe ensinam e destruirem as coisas que outros construiram. Eu não me devia importar, mas... eu adorava aquilo e dói ver a negligência dos outros...
sexta-feira, 1 de julho de 2016
as coisas da aparência e a aparência das coisas
O M. tinha um fascínio qualquer pelas minhas unhas. Eu gosto de cores escuras, mas o roxo e o azul são as minhas favoritas. E eram essas mesmas que o deixavam extasiado. Oh! As tuas unhas estão azuis. Oh hoje são roxas. A sério que pintaste de duas cores?!? Juro que nunca vi nada assim. Lembro-me que num dia dessas admirações os olhos dele brilhavam com os restos de um verniz roxo. No dia anterior tinha rebentado com a manicure, mas cheguei tão tarde e tão cansada a casa que me recusei a pegar na acetona... então lá tinha aquele matulão de barba rija a admirar com aqueles olhos lindos aquele atentado à estética básica. Como eu referisse o facto de o verniz não estar em condições, ele arranjou logo uma solução pinta por cima. Dava se fosse uma unha ou outra, mas 10... devia ficar lindo e expliquei-lhe isso. À noite arranjei as unhas e no dia seguinte ele ficou contente com a nova cor... :p
Na empresa onde trabalho agora há vários códigos. De conduta e de uniforme são dois deles. Duas coisas ridículas tendo em conta a qualidade reeeeeeeeeles do uniforme e as contradições entre tópicos da conduta!!! Mas isso fica para outra altura. Hoje centro-me nas unhas e nos vernizes.
Logo na entrevista de trabalho percebi que o M. nunca se iria fascinar com a minha manicure. Transparente, francesa, vermelha, sempre unicolor, sem aplicações ou então nenhum verniz. Lá se vão as minhas 50 nuances de azul e roxo!!!!
Não é que fique radiante, mas também não vou deprimir por isso, assim, lá aceitei a condição.
Mas... não contentes com a explicação na entrevista e com a descrição exaustiva do livro sobre o uniforme, resolveram fazer-me perder um dia num curso sobre grooming (outra anedota, para outro dia) e sobre as regras do uniforme. Aperece-nos um impertigada para falar da cor das meias, da utilização de sutiãs, como atar o cabelo, cores de batons, utilização de jóias e claro... de vernizes. Repetiu o que estava no livro e o que já me tinham dito antes. Frisou que aquele curso era para os novos aprenderem as regras.
Depois desse dia... que vejo eu?!?! Uma das supervisoras com cstanho-chocolate nas unhas. Uma funcionária com unhas de gel laranja fluuorescentee, como se não bastasse, com dois brilhantes nas unhas dos dedos anelares. Mas de tudo... o que relmente me chocou foi o estado da manicure de uma funcionária.
Eu toda atrapalhada por ter as unhas escavacadas depois de andar a trabalhar um dia inteiro na estufa. E ela... com uns unhacos num estado mais lastimoso, toda descansada...
Eu toda atrapalhada por ter as unhas escavacadas depois de andar a trabalhar um dia inteiro na estufa. E ela... com uns unhacos num estado mais lastimoso, toda descansada...
Para que raio serve o código afinal?!? Só para chatear os novatos?!?! Sou das que defende que uma pessoa não é mais competente pela forma como se veste ou maquilha. Mas... ou bem que tem naquilhagem/manicure decente ou bem que não tem nada....
Ao menos a gaja que fizesse o que o M. me sugeriu. Mesmo ficando um verniz irregular, tenho a certeza que não iria ser tão nojento.
Ao menos a gaja que fizesse o que o M. me sugeriu. Mesmo ficando um verniz irregular, tenho a certeza que não iria ser tão nojento.
Etiketten
Coisas de aeroporto,
Oh brave new world...,
What the F***??
sexta-feira, 27 de maio de 2016
um roubo que é uma comédia
Como seria de esperar, na minha vida só acontecem cenas maradas...
O estúpido do futuro chefe estava de saída (já ia tarde) e veio comentar que apanhou um a tentar roubar. Contei umas aventuras com roubos e tentativas de roubos. E nem meia hora depois já temos mais um a roubar.
Veja-se a estupidez dele: enfiou a revista na parte de trás dos calções e andava meio aninhado a ver outras revistas. Claro que a t-shirt se levantava e a revista ficava à mostra. Quando ele saiu da loja, eu fui atrás. Mas o gajo corria bem... como ando com uma dor insuportável nas costas confesso que também não tentei fazer um sprint. No entanto, o que realmente me fez parar foi um ataque de riso que me deu.
O gajo tinha um cão (coitado do bicho!!!!) que não o conseguia acompanhar, por isso o pobre do animal ia praticamente a ser arrastado pelo animal de duas patas. Depois os calções iam a cair-lhe pelas pernas abaixo (não percebo como, pois ele até tinha cinto). Então, agora tem piada, agarra nos fundilhos com as duas mãos e continua a correr de uma forma altamente desengonçada.
Visto de trás... parecia uma cena tirada de um episódio do Mr. Bean. Ri-me tanto e tão alto que não me dei ao trabalho de continuar a correr. A empresa não vai falir. Além disso... amanhã é o meu último dia. Por isso... who cares?!?!
O estúpido do futuro chefe estava de saída (já ia tarde) e veio comentar que apanhou um a tentar roubar. Contei umas aventuras com roubos e tentativas de roubos. E nem meia hora depois já temos mais um a roubar.
Veja-se a estupidez dele: enfiou a revista na parte de trás dos calções e andava meio aninhado a ver outras revistas. Claro que a t-shirt se levantava e a revista ficava à mostra. Quando ele saiu da loja, eu fui atrás. Mas o gajo corria bem... como ando com uma dor insuportável nas costas confesso que também não tentei fazer um sprint. No entanto, o que realmente me fez parar foi um ataque de riso que me deu.
O gajo tinha um cão (coitado do bicho!!!!) que não o conseguia acompanhar, por isso o pobre do animal ia praticamente a ser arrastado pelo animal de duas patas. Depois os calções iam a cair-lhe pelas pernas abaixo (não percebo como, pois ele até tinha cinto). Então, agora tem piada, agarra nos fundilhos com as duas mãos e continua a correr de uma forma altamente desengonçada.
Visto de trás... parecia uma cena tirada de um episódio do Mr. Bean. Ri-me tanto e tão alto que não me dei ao trabalho de continuar a correr. A empresa não vai falir. Além disso... amanhã é o meu último dia. Por isso... who cares?!?!
interrogatórios e mudanças
Na entrevista de trabalho:
- Onde se imagina daqui a dez anos?
É a pergunta mais parva que pode ser colocada a alguém. Sei lá!!! Neste dia há 8 anos eu não imaginava que daí a um mês iria decidir vir para a Suíça.
Em Fevereiro deste ano não imaginava que amanhã seria o meu último dia de trabalho na loja.
Eu imagino-me assim em dez anos: podre de rica, a viajar. Acredito nisso?!? Claro que não. Mas imaginar ainda não paga imposto e ainda não é indicinante do futuro laboral.
-E o que é que sabe da empresa?
- Sendo muito honesta, não tive tempo para estudar tudo. Mas sei que fazem check-in, fazem acompanhamento do pessoal até aos aviões, fazem limpeza dos aviões.
-Ah devia saber mais. Afinal como é que se candidata a um sítio sem saber nada sobre a firma?!? Se não sabe a que se candidata?!?! E nós não fazemos acompanhamento dos passageiros.
Hã?!?!? Eu candidatei-ma funcionária de check-in e não a directora da empresa. E, sim, eles fazem acompanhamento dos passageiros. Só que eu falava da empresa em geral, pois tinha visto esse serviço no Dubai. E eles só falaram daqui...
Depois e hora e meia de interrogatório, um dia de prova e um teste de imagem (sim, maquilhagm e, sim!!!, passei com distinção) lá fui aprovada para o aeroporto.
Chegou o contrato hoje, só tenho que assinar e já está... dia 1 começa outra etapa da minha vida!!!
- Onde se imagina daqui a dez anos?
É a pergunta mais parva que pode ser colocada a alguém. Sei lá!!! Neste dia há 8 anos eu não imaginava que daí a um mês iria decidir vir para a Suíça.
Em Fevereiro deste ano não imaginava que amanhã seria o meu último dia de trabalho na loja.
Eu imagino-me assim em dez anos: podre de rica, a viajar. Acredito nisso?!? Claro que não. Mas imaginar ainda não paga imposto e ainda não é indicinante do futuro laboral.
-E o que é que sabe da empresa?
- Sendo muito honesta, não tive tempo para estudar tudo. Mas sei que fazem check-in, fazem acompanhamento do pessoal até aos aviões, fazem limpeza dos aviões.
-Ah devia saber mais. Afinal como é que se candidata a um sítio sem saber nada sobre a firma?!? Se não sabe a que se candidata?!?! E nós não fazemos acompanhamento dos passageiros.
Hã?!?!? Eu candidatei-ma funcionária de check-in e não a directora da empresa. E, sim, eles fazem acompanhamento dos passageiros. Só que eu falava da empresa em geral, pois tinha visto esse serviço no Dubai. E eles só falaram daqui...
Depois e hora e meia de interrogatório, um dia de prova e um teste de imagem (sim, maquilhagm e, sim!!!, passei com distinção) lá fui aprovada para o aeroporto.
Chegou o contrato hoje, só tenho que assinar e já está... dia 1 começa outra etapa da minha vida!!!
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Eindeutig ou a história de uma pseudo-intelectual...
Hoje uma cliente na loja:
- Tem a revista Lire?
Eu dirigi-me à secção francesa com ela atrás:
- É que eu procurei e não vi.
Como diria a minha mãe, abre os olhos mula, que a carroça vai cega! Se ela tem uma revista sobre literatura na mão como é que não viu a outra que está ao lado?!?!
Mas pronto, não disse nada, deixei-a lá com a revista e fui atender outras pessoas.
Estava um senhor a comprar uma revista especial. Eles chamam de "Romane", mas é estilo Bianca para homem. Há de cowboys, ficção científica, policial e sobre Guerra Mundial (nunca percebi qual).
Ele pagou, despediu-se e foi embora. Lá veio a outra com a revista sobre literatura.
- Ah. O que é que ele comprou? Aquilo nem revista é!!
- Chama-se Romane, digo eu, mas sou loho interrompida por ela.
- Aquilo não é Romane [o nosso romance].
Aí nterrompi-a eu:
- É assim que chamam por aqui.
- Ah não interessa. Aquilo não presta. É eindeutig [evidente]!
O que é evidente é que ela não teve aulas de cultura portuguesa com o professor V. V.. Se ela tivesse estado umas horas com ele iria perceber que nem todos podem ser seres intelectualmente superiores. Que alguns simplesmente não o querem ser. E mesmo o que querem ser, por vezes, precisam começar a ler A Bola, para criarem hábitos de leitura.
Confesso que me faz confusão saber que há gente que nunca leu um livro em toda a sua vida. Mas quem sou e para julgar?!? Quem é ela para criticar o homem?! Provavelmente tem um trabalho esgotante a nível físico e lê aqueles Romane para espantar o sono no comboio para casa. Sabe-se lá até que ano estudou ele?!? Sabe-se lá se tem dinheiro para comprar livros... Tanta coisa que pode levar uma pessoa a optar por umas leituras e não por outras.
Não gostei da arrogância da mulher. Lembrou-me a minha pessoa com 15 anos, que se achava rainha da cocada por ler mais livros que os colegas... e essa pessoa era muito feia!!!!
É Eindeutig que ela precisa de ler mais, muito mais, sobre as pessoas e o mundo que a rodeia...
- Tem a revista Lire?
Eu dirigi-me à secção francesa com ela atrás:
- É que eu procurei e não vi.
Como diria a minha mãe, abre os olhos mula, que a carroça vai cega! Se ela tem uma revista sobre literatura na mão como é que não viu a outra que está ao lado?!?!
Mas pronto, não disse nada, deixei-a lá com a revista e fui atender outras pessoas.
Estava um senhor a comprar uma revista especial. Eles chamam de "Romane", mas é estilo Bianca para homem. Há de cowboys, ficção científica, policial e sobre Guerra Mundial (nunca percebi qual).
Ele pagou, despediu-se e foi embora. Lá veio a outra com a revista sobre literatura.
- Ah. O que é que ele comprou? Aquilo nem revista é!!
- Chama-se Romane, digo eu, mas sou loho interrompida por ela.
- Aquilo não é Romane [o nosso romance].
Aí nterrompi-a eu:
- É assim que chamam por aqui.
- Ah não interessa. Aquilo não presta. É eindeutig [evidente]!
O que é evidente é que ela não teve aulas de cultura portuguesa com o professor V. V.. Se ela tivesse estado umas horas com ele iria perceber que nem todos podem ser seres intelectualmente superiores. Que alguns simplesmente não o querem ser. E mesmo o que querem ser, por vezes, precisam começar a ler A Bola, para criarem hábitos de leitura.
Confesso que me faz confusão saber que há gente que nunca leu um livro em toda a sua vida. Mas quem sou e para julgar?!? Quem é ela para criticar o homem?! Provavelmente tem um trabalho esgotante a nível físico e lê aqueles Romane para espantar o sono no comboio para casa. Sabe-se lá até que ano estudou ele?!? Sabe-se lá se tem dinheiro para comprar livros... Tanta coisa que pode levar uma pessoa a optar por umas leituras e não por outras.
Não gostei da arrogância da mulher. Lembrou-me a minha pessoa com 15 anos, que se achava rainha da cocada por ler mais livros que os colegas... e essa pessoa era muito feia!!!!
É Eindeutig que ela precisa de ler mais, muito mais, sobre as pessoas e o mundo que a rodeia...
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Conspiracies
Quando os clientes pagam com cartão eu ponho-me a olhar para o Sete-Estrelo. Não quero que pensem que lhes quero roubar o dinheiro. :p Mas apesar de não estar a olhar, estou atenta aos sinais sonoros da máquina e sei quando o cliente acabou de marcar o código.
Há tempos ouvi uma cliente a acabar de carregar nas teclas e levantei a cabeça para lhe perguntar se ela queria o talão. Qual não é o meu espanto quando a vejo a carregar nas teclas de forma aleatória. No primeiro segundo fiquei a pensar que se tinha enganado e que o som que eu pensava ser de terminar era de corrigir. Como os códigos na Suíça costumam ser de seis dígitos... seria normal ver a mulher carregar em tantas teclas. Só que... ela carregou e carregou e carregou... e aí eu percebi... ela não estava a corrigir nada... ela estava a apagar o rasto dela na máquina e ainda olhou por cima do ombro...
Como eles andEm aí... o melhor é começarmos a carregar em todas a teclas. Isso ou eu vou dar em doida com gente queimadinha de todo...
Há tempos ouvi uma cliente a acabar de carregar nas teclas e levantei a cabeça para lhe perguntar se ela queria o talão. Qual não é o meu espanto quando a vejo a carregar nas teclas de forma aleatória. No primeiro segundo fiquei a pensar que se tinha enganado e que o som que eu pensava ser de terminar era de corrigir. Como os códigos na Suíça costumam ser de seis dígitos... seria normal ver a mulher carregar em tantas teclas. Só que... ela carregou e carregou e carregou... e aí eu percebi... ela não estava a corrigir nada... ela estava a apagar o rasto dela na máquina e ainda olhou por cima do ombro...
Como eles andEm aí... o melhor é começarmos a carregar em todas a teclas. Isso ou eu vou dar em doida com gente queimadinha de todo...
sexta-feira, 6 de maio de 2016
mente contra corpo
Por aqui ninguém parece estar interessado no facto de ser o aniversário do Freud, assinaladao em diversos domínios, incluindo o português.
É bem mais inportante o Campeonato do Mundo de Hockey no Gelo que começa hoje na Rússia.
É bem mais inportante o Campeonato do Mundo de Hockey no Gelo que começa hoje na Rússia.
domingo, 1 de maio de 2016
Vai masé trabalhar!
Ontem era uma cambada na estação. Mochilas às costas, muito barulho, muito álcool. Não percebia porquê. Só à noite ao sair do trabalho, e dar de caras com um grupo de polícias anormalmente grande, é que me lembrei que hoje é dia 1 de Maio. Nesta terra significa o caos em certas zonas, vidros estilhaçados, cabeças partidas, gente detida. Principalmente por causa de meia dúzia de arruaceiros que se misturam com os manifestantes do Dia do Trabalhador.
Eu tenho que ir trabalhar hoje... de tarde (como eu odeio!!!). A ver como vai correr a aventura!
Até lá, fica o doodle suíço, alemão e austríaco (pelo menos).
Eu tenho que ir trabalhar hoje... de tarde (como eu odeio!!!). A ver como vai correr a aventura!
Até lá, fica o doodle suíço, alemão e austríaco (pelo menos).
sábado, 30 de abril de 2016
opiniões
Como sempre acordei cedo demais. Resolvi dar uma volta pelo mundo cibernético e descobri umas coisas interessantes como umas ilustrações de Anton Gudin que recomendo vivamemte. Mas também encontrei isto:
Eu era uma terrorista em miúda. Não era uma miúda de índole má, mas só fazia asneiras e não tinha filtro a falar. Graças a isso, levei umas boas palmadas. Umas foram merecidas. Outras ainda me doem pela injustiça da situação.
Mas pronto... já passou e eu não estou traumatizada. No entanto, analisando beeeeem o meu passado e todas as tareias, nenhuma delas me ensinou a respeitar ninguém. Aprendi a não fazer asneiras, mas não.. não aprendi a respeitar ninguém com uma palmada. O respeito ganha-se dando-se. Nada mais.
Eu era uma terrorista em miúda. Não era uma miúda de índole má, mas só fazia asneiras e não tinha filtro a falar. Graças a isso, levei umas boas palmadas. Umas foram merecidas. Outras ainda me doem pela injustiça da situação.
Mas pronto... já passou e eu não estou traumatizada. No entanto, analisando beeeeem o meu passado e todas as tareias, nenhuma delas me ensinou a respeitar ninguém. Aprendi a não fazer asneiras, mas não.. não aprendi a respeitar ninguém com uma palmada. O respeito ganha-se dando-se. Nada mais.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Afinal diz que não...
Ela aparece de manhã bem cedo. Compra as revistas para os pacientes. Controla o loto. O deles e o dela. E joga outra vez. Está sempre cansada. Está sempre zangada. Está sempre irritada. Tudo serve para abrir caminho para resmungar.
No início eu tinha paciência. Tinha pena. Ouvia-a e ainda lhe dava trela. Com o tempo deixei de ter paciência.
Quer dizer... achava eu. Hoje apareceu outra vez. Eu andava a arrumar revistas e ela foi atendida pela minha colega. Disse-lhe adeus de longe. Passado um bocado, aparece na loja a andar de lado para lado à minha procura. Trazia uma rosa na mão. É para ti. Por seres tão simpática comigo e por me ouvires os desabafos. E pronto... fiquei com um monte de revistas na mão especada a olhar para ela e sem saber o que fazer.
Eu havia de jurar que já não a podia aturar. Mas parece que continuo a ser um amor para ela. Se me perguntarem, eu digo que não sou mal-educada nem agressiva com ela. Mas daí a achar que mereço uma recompensa, que ela me deve alguma coisa... vai uma looooonga distância.
E pronto... mais um momento oooooom que prova que aqueles %#º3#$%&/* não sabem a empregada que vão perder...
E pronto... mais um momento oooooom que prova que aqueles %#º3#$%&/* não sabem a empregada que vão perder...
sábado, 9 de abril de 2016
Vorbild
Eu não dou graxa ao chefe. Detesto que o façam e detesto ainda mais que os chefes esperem um tratamento com deferência digna de divindade. Mas... chefe é chefe. Não o/a trato como se tivesse andado na escola com ele/a. Normalmente aceito as ordens sem problemas (por vezes, dou a minha opinião ou pergunto porquê, mas é mesmo só por vezes e mesmo não concordando eu faço o que me mandam).
No entano, mesmo sendo o chefe chefe... eu espero umas quantas coisas dele. Que me trate com tanto respeito como eu o/a trato. Que nem sequer tente fazer-me passar por estúpida. E que não me trate por "tu" sem antes me perguntar se pode. Eu não trato chefes por tu. Não têm que me tratar também.
Mas pronto... se eu estava triste por deixar a loja, a tristeza foi-se. O novo-futuro-chefe é um péssimo chefe. Em cinco dias de trabalho já chegou atrasado 4 vezes. Depois põe-se a falar ao telemóvel no meio do trabalho. Eu sei que ele é chefe, mas... os clientes também reparam nestas coisas e não costumam gostar de ficar à espera para ser atendido...
E depois de chegar ao pé de mim a tratar-me por tu... eu tremi toda por dentro...
Sei lá... acho que o chefe é chefe. Mas também acho que o chefe tem que ser o primeiro a dar o exemplo - toda a gente sabe que a luz vem de cima. E toda a gente sabe... se a chefia não se porta à altura... um dia o barraco vai abaixo...
* exemplo
No entano, mesmo sendo o chefe chefe... eu espero umas quantas coisas dele. Que me trate com tanto respeito como eu o/a trato. Que nem sequer tente fazer-me passar por estúpida. E que não me trate por "tu" sem antes me perguntar se pode. Eu não trato chefes por tu. Não têm que me tratar também.
Mas pronto... se eu estava triste por deixar a loja, a tristeza foi-se. O novo-futuro-chefe é um péssimo chefe. Em cinco dias de trabalho já chegou atrasado 4 vezes. Depois põe-se a falar ao telemóvel no meio do trabalho. Eu sei que ele é chefe, mas... os clientes também reparam nestas coisas e não costumam gostar de ficar à espera para ser atendido...
E depois de chegar ao pé de mim a tratar-me por tu... eu tremi toda por dentro...
Sei lá... acho que o chefe é chefe. Mas também acho que o chefe tem que ser o primeiro a dar o exemplo - toda a gente sabe que a luz vem de cima. E toda a gente sabe... se a chefia não se porta à altura... um dia o barraco vai abaixo...
* exemplo
sábado, 2 de abril de 2016
Da morbidez dos vivos
No feed de notícias do livro das caras apareceu-me uma foto de um homem que estava a receber uma condecoração. Fiquei curiosa e tentei perceber o porquê da foto na página do Município de Constância. Ao que parece, é o coveiro da terra a receber um reconhecimento pelo seu trabalho.
Mas ao ficar a perceber a razão da foto percebi que o mundo está mais atrasado do que eu pensava. Houve logo um otário a ironizar o facto. Ignorante, muito ignorante.
Admiramos polícias e bombeiros porque arriscam a nossa vida. Admiramos médicos e enfermeiros porque quase que operam milagres de salvação.
Deveríamos também admirar os coveiros. Se eu já acho o trabalho de cangalheiro tramado... o de coveiro deve deixar uma pessoa bem perturbada.
Descer um caixão à terra deve mexer muito. Uma caixa onde se sabe estar o que foi uma vida, muitas vezes nossa conhecida.
Sentir o peso da morte nos braços,o calor das cordas a rasppar nas luvas. Depois pegar numa pá ou, ainda mais frio, numa mini-retroescavadora e acabar de vez com a hipótese de aquele corpo voltar a ser visto.
Ou preparar uma campa onde já esteve alguém enterrado. Uma tíbia, o úmero ou o crânio da senhora dona X que até era a mãe do colega de carteira na escola primária e nos dava uma côdea de pão sempre que íamos lá a casa.
Se fôssemos um país onde se preservam os corpos e se fazem fotos a jogar poker com eles... eu compreendia que não se desse grande valor ao trabalho deles. Nós, vivos, trataríamos dos nossos mortos.
Mas se não somo assim, por que raio havemos de gozar com uma profissão que está a desaparecer?!?! Desrespeitar quem tanta força tem para respeitar o nosso avô, a mãe do nosso vizinh, o nosso filho menino que morreu antes de ser baptizado...
Uns são enterrados mortos, outros morrem e enterram-se sozinhos e em vida... :/
Mas ao ficar a perceber a razão da foto percebi que o mundo está mais atrasado do que eu pensava. Houve logo um otário a ironizar o facto. Ignorante, muito ignorante.
Admiramos polícias e bombeiros porque arriscam a nossa vida. Admiramos médicos e enfermeiros porque quase que operam milagres de salvação.
Deveríamos também admirar os coveiros. Se eu já acho o trabalho de cangalheiro tramado... o de coveiro deve deixar uma pessoa bem perturbada.
Descer um caixão à terra deve mexer muito. Uma caixa onde se sabe estar o que foi uma vida, muitas vezes nossa conhecida.
Sentir o peso da morte nos braços,o calor das cordas a rasppar nas luvas. Depois pegar numa pá ou, ainda mais frio, numa mini-retroescavadora e acabar de vez com a hipótese de aquele corpo voltar a ser visto.
Ou preparar uma campa onde já esteve alguém enterrado. Uma tíbia, o úmero ou o crânio da senhora dona X que até era a mãe do colega de carteira na escola primária e nos dava uma côdea de pão sempre que íamos lá a casa.
Se fôssemos um país onde se preservam os corpos e se fazem fotos a jogar poker com eles... eu compreendia que não se desse grande valor ao trabalho deles. Nós, vivos, trataríamos dos nossos mortos.
Mas se não somo assim, por que raio havemos de gozar com uma profissão que está a desaparecer?!?! Desrespeitar quem tanta força tem para respeitar o nosso avô, a mãe do nosso vizinh, o nosso filho menino que morreu antes de ser baptizado...
Uns são enterrados mortos, outros morrem e enterram-se sozinhos e em vida... :/
Etiketten
Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
terça-feira, 29 de março de 2016
nem sei se ria ou se chore...
Só agora estou a caminho de casa. Saí às duas e depois foi a festa de despedida da nossa chefe. A pseudo-futura chefe resolveu tomar as rédeas das prendas. Andou a engonhar e depois no último momento andámos nós a assinar o postal às escondidas da mulher. Eu resolvi escrever uma frase em francês. Eu sei que ela entende e o risco de escrever asneira em francês é bem menor (e mais compreensível) do que escrever em alemão.
No fim de assinar, estive a apreciar o que a pseudo-futura escreveu e... logo na primeira linha... um erro de alemão. Eu estive ali um bocado a analisar as declinações e... sim, havia um erro.
Eh pá.. é simplesmente triste!!! Tanta confusão, tanto fogo de artifício e depois.. logo na primeira linha tem um erro?!? Um erro na língua dela...
Se até eu sei distinguir o uso da preposição seit (desde) de seid a segunda pessoa do plural do verbo sein...
Sorte a da minha velhota que já não tem que aturar isto!!!
No fim de assinar, estive a apreciar o que a pseudo-futura escreveu e... logo na primeira linha... um erro de alemão. Eu estive ali um bocado a analisar as declinações e... sim, havia um erro.
Eh pá.. é simplesmente triste!!! Tanta confusão, tanto fogo de artifício e depois.. logo na primeira linha tem um erro?!? Um erro na língua dela...
Se até eu sei distinguir o uso da preposição seit (desde) de seid a segunda pessoa do plural do verbo sein...
Sorte a da minha velhota que já não tem que aturar isto!!!
domingo, 27 de março de 2016
Das culpas e das dores
Há quem defenda que o doze é um bom número porque doze eram os apóstolos. Há quem acredite que não se devem sentar treze pessoas a uma mesa, pois o primeiro a levantar-se é o primeiro a morrer.
Esta época pascal mostrou que o doze não é assim tão bom número e que o mal do número treze não é ser o primeiro a levantar-se, mas sjm ser, quase de certeza, o único a usar cinto de segurança.
Só que antes de se culpar a numerologia, devemos culpar os humanos.
Antes de mais, os que estavam naquela maldita carrinha. Tirando as crianças, que fazem o que lhes mandam, todos os outros adultos podiam ter decidido não entrar na carrinha ao verem que era um carrinha adaptada, que era um único condutor, que era um condutor não credenciado (a experiência pode ser discutível).
Se for verdade que os bilhetes custam 350 francos, fizeram um mau negócio. Conheço uma empresa de autocaros de um português, credenciada, com muuuuuuitos anos de experiêcia (comecei a andar com eles muito antes de poder conduzir), que nunca implica com a quantidade de bagagem (têm condições para isso) e pedem 300 francos por uma viagem de ida e volta. E, marcando com tempo, os bilhetes de avião a partir de Basileia podem ser uma pechincha que compensa o bilhete de comboio até lá e o táxi do Porto até ao destino final.
Depois há que culpar os donos dessas carrinhas. Carregam e carregam e carregam e oferecem garantias e mais garantias e mais facilidades e mais comodidades. Mas... comcemos pelo mais básico: não há nada de confortável em fazer 2000km enfiado numa furgoneta sem janela, entalado entre montes de pessoas, sem possibilidade de esticar as pernas, nem de poder encostar a cabeça como deve ser.
Por fim, as autoridades. Quem deixa homologar uma alteração destas a uma carrinha?!? Onde anda a polícia a fazer patrulha para não verem estas coisas?!?
E desta história ainda se pode tirar um ensinamento. Nunca viajar para fazer surpresa. A minha mãe fez-me isso jma vez e eu ia morrendo de emoção. Mas se fosse contactada pela polívia para me darem um notícia destas, quem precisaria de psiquiatria, seria eu.
Nunca devemos esquecer: coitados dos que ficam, porque os que foram já não sofrem...
Esta época pascal mostrou que o doze não é assim tão bom número e que o mal do número treze não é ser o primeiro a levantar-se, mas sjm ser, quase de certeza, o único a usar cinto de segurança.
Só que antes de se culpar a numerologia, devemos culpar os humanos.
Antes de mais, os que estavam naquela maldita carrinha. Tirando as crianças, que fazem o que lhes mandam, todos os outros adultos podiam ter decidido não entrar na carrinha ao verem que era um carrinha adaptada, que era um único condutor, que era um condutor não credenciado (a experiência pode ser discutível).
Se for verdade que os bilhetes custam 350 francos, fizeram um mau negócio. Conheço uma empresa de autocaros de um português, credenciada, com muuuuuuitos anos de experiêcia (comecei a andar com eles muito antes de poder conduzir), que nunca implica com a quantidade de bagagem (têm condições para isso) e pedem 300 francos por uma viagem de ida e volta. E, marcando com tempo, os bilhetes de avião a partir de Basileia podem ser uma pechincha que compensa o bilhete de comboio até lá e o táxi do Porto até ao destino final.
Depois há que culpar os donos dessas carrinhas. Carregam e carregam e carregam e oferecem garantias e mais garantias e mais facilidades e mais comodidades. Mas... comcemos pelo mais básico: não há nada de confortável em fazer 2000km enfiado numa furgoneta sem janela, entalado entre montes de pessoas, sem possibilidade de esticar as pernas, nem de poder encostar a cabeça como deve ser.
Por fim, as autoridades. Quem deixa homologar uma alteração destas a uma carrinha?!? Onde anda a polícia a fazer patrulha para não verem estas coisas?!?
E desta história ainda se pode tirar um ensinamento. Nunca viajar para fazer surpresa. A minha mãe fez-me isso jma vez e eu ia morrendo de emoção. Mas se fosse contactada pela polívia para me darem um notícia destas, quem precisaria de psiquiatria, seria eu.
Nunca devemos esquecer: coitados dos que ficam, porque os que foram já não sofrem...
sexta-feira, 25 de março de 2016
Penitência de Quaresma?!?!
Já aqui tinha falado da chefe da chefe, bem de como fui forçada a desistir do trabalho que amo de paixão. Mas a novela parece ainda não ter acabado e eu espero não ter uma crise nervosa que me faça ter uma crise de esclerose...
Eu achava que o meu despedimento forçado não podia ser tão linear. Andei, andei e fui parar a um escritório de aconselhamento jurídico onde me disseram: em nenhuma circunstância se despeça. Se eles não querem aceitar o que você contrapropõe, eles que a despeçam.
Mandei um e-mail a informar a chefe da chefe. Retribuiu-me a pedir que lhe ligasse. A sério?!?!? Eu, que odeio telefones, ia ligar-lhe? Eu, que não tenho o número dela, ia ligar-lhe? Eu, que já tinha feito o que me competia, ia ligar-lhe?!?! Claro... o que eu mais sonho é andar a gastar dinheiro em telefones para resolver as borradas dos outros...
Passado um bocado ligou ela. Que bonito... quanto esta gente vê o dito cujo apertado... descobrem o nosso contacto em segundos...
Ah porque você vai ter problemas no centro de emprego. ah porque você não quis ouvir. ah porque você não assinou o protocolo. ah porque eu não sou sua filha para você me falar assim.
A sério que eu ouvi estar merdas todas. Já depois de ter ouvido a boca em que me devia casar para compensar a falta de horas no novo horário (TRUE STORY!!!!!).
Oh pá... se ela me propôs ganhar menos que uma miséria, por que raio devia eu continuar a falar das condições de um contrato que eu nunca iria assinar?!?!? Se ninguém me informa que há um protocolo, como é que eu sei que tenho que assinar um protocolo?!?! E se ela não me conhece, se ela não sabe como eu fale, não me venha com merdas sobre não ser minha filha. Porque... por muito que lhe doa, ela é que tem idade para ser minha mãe (mas muuuuuuuuuuuito menos beleza para tal).
E não, eu nunca iria ter problemas no centro de emprego porque a nova proposta dela foi inferior à miséria de contrato que eu tenho.
Ah porque eu não sabia que você tinha um contrato assim. Eu nunca faço contratos de 25 horas. Ah pois é, bebé!!... mas também não foi ela que fez contrato comigo. Se ela não faz o trabalho dela de forma competente, isso já é problema dela e não lhe dá direito a barafustar comigo e a ameaçar que me desliga o telefone. Eu cheguei àquela loja antes dela. Se ela é incompetente e não sabe o que tem que subordinar... eu estou-me pouco a importar. Eu sei a quê e a quem presto subordinação e não pretendo quebrar nenhuma alínea do contrato até sair dali...
Ninguém merece!!
Eu achava que o meu despedimento forçado não podia ser tão linear. Andei, andei e fui parar a um escritório de aconselhamento jurídico onde me disseram: em nenhuma circunstância se despeça. Se eles não querem aceitar o que você contrapropõe, eles que a despeçam.
Mandei um e-mail a informar a chefe da chefe. Retribuiu-me a pedir que lhe ligasse. A sério?!?!? Eu, que odeio telefones, ia ligar-lhe? Eu, que não tenho o número dela, ia ligar-lhe? Eu, que já tinha feito o que me competia, ia ligar-lhe?!?! Claro... o que eu mais sonho é andar a gastar dinheiro em telefones para resolver as borradas dos outros...
Passado um bocado ligou ela. Que bonito... quanto esta gente vê o dito cujo apertado... descobrem o nosso contacto em segundos...
Ah porque você vai ter problemas no centro de emprego. ah porque você não quis ouvir. ah porque você não assinou o protocolo. ah porque eu não sou sua filha para você me falar assim.
A sério que eu ouvi estar merdas todas. Já depois de ter ouvido a boca em que me devia casar para compensar a falta de horas no novo horário (TRUE STORY!!!!!).
Oh pá... se ela me propôs ganhar menos que uma miséria, por que raio devia eu continuar a falar das condições de um contrato que eu nunca iria assinar?!?!? Se ninguém me informa que há um protocolo, como é que eu sei que tenho que assinar um protocolo?!?! E se ela não me conhece, se ela não sabe como eu fale, não me venha com merdas sobre não ser minha filha. Porque... por muito que lhe doa, ela é que tem idade para ser minha mãe (mas muuuuuuuuuuuito menos beleza para tal).
E não, eu nunca iria ter problemas no centro de emprego porque a nova proposta dela foi inferior à miséria de contrato que eu tenho.
Ah porque eu não sabia que você tinha um contrato assim. Eu nunca faço contratos de 25 horas. Ah pois é, bebé!!... mas também não foi ela que fez contrato comigo. Se ela não faz o trabalho dela de forma competente, isso já é problema dela e não lhe dá direito a barafustar comigo e a ameaçar que me desliga o telefone. Eu cheguei àquela loja antes dela. Se ela é incompetente e não sabe o que tem que subordinar... eu estou-me pouco a importar. Eu sei a quê e a quem presto subordinação e não pretendo quebrar nenhuma alínea do contrato até sair dali...
Ninguém merece!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



