O Gaston faz 57 anos! E isso é assinalado no .ch, não sei bem porquê. No .fr tem toda a lógica, no .ch... só se for causa da Romandia.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A barraca
Bolas!! Eu pareço o centro de emprego ou um tribunal qualquer... os papéis acumulam-se à minha volta!!! E mesmo tentando deitar muita coisa fora, acabo por me aperceber que é quase tudo importante... as contas, as declarações de IRS, as garantias de aparelhos eléctricos, os contratos, as folhas de pagamento, as guias de entrega da medicação... pastas e mais pastinhas... mas como vou amontoando... de vez em quando tenho que me agarrar ao verbo e fazer a triagem e meter tudo no sítio!
Hoje, em mais uma dessas triagens, encontrei outra foto feita pela minha mãe, com certeza no mesmo dia em que fez a que publiquei ontem. Este edifício fica mesmo em frente ao armazém grande. É onde os artistas se juntam (e até devem guardar os materiais lá dentro) e também esta "barraca" (pelo menos em madeira é) vai levando umas tintas por cima de tempos a tempos.
Hoje, em mais uma dessas triagens, encontrei outra foto feita pela minha mãe, com certeza no mesmo dia em que fez a que publiquei ontem. Este edifício fica mesmo em frente ao armazém grande. É onde os artistas se juntam (e até devem guardar os materiais lá dentro) e também esta "barraca" (pelo menos em madeira é) vai levando umas tintas por cima de tempos a tempos.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
StreetArt
Esta foto tem, com toda a certeza, mais de cinco anos. A minha mãe tirou a foto com uma máquina analógica num tempo em que a incineradora da cidade tinha umas dimensões mais reduzidas. Hoje em dia, este parque de estacionamento desapareceu para fazer parte da zona de entradas e saídas de camiões.
A linha de comboio (não se vê o chão, mas está lá o sinal de trânsito que confirma a existência de uma linha de comboios) ainda se mantém em pleno funcionamento. Vagões-contentores entram e saem da incineradora todos os dias.
A Briner, uma empresa que prepara ferro para as construção civil, ainda está no activo. Já lá andei a limpar e percebi que eles amarram ferro que mais tarde vai ser colocado em escadas, placas, paredes de betão armado. Como trabalham com ferro, o espaço estava permanentemente imundo, mas não me meteu nojo, se os homens tinham as mãos sujas de ferrugem era normal que sujassem os lavatórios. Também descobri por lá que os comandos de uma grua mandam um calor insuportável e são pesados para burro. Percebi com isso que um gruista sofre bastante mais do que com o stress da precisão do seu trabalho (eu admiro gente que trabalha com gruas, empilhadoras e coisas que exigem mais atenção do que se pensa).
Uma outra diferença em relação ao antes desta foto e ao depois dos dias de hoje é o grafiti. Aquela parede é pintada por artistas há... anos... É um mural enorme que a cada ano (pelo menos uma vez) é renovado. Já lá vi umas coisas bem interessantes. Outras nem por isso. Mas começando do começo e, como já disse noutro post, correndo o risco de me repetir, vou colocando aqui os grafitis daquela parede.
A linha de comboio (não se vê o chão, mas está lá o sinal de trânsito que confirma a existência de uma linha de comboios) ainda se mantém em pleno funcionamento. Vagões-contentores entram e saem da incineradora todos os dias.
A Briner, uma empresa que prepara ferro para as construção civil, ainda está no activo. Já lá andei a limpar e percebi que eles amarram ferro que mais tarde vai ser colocado em escadas, placas, paredes de betão armado. Como trabalham com ferro, o espaço estava permanentemente imundo, mas não me meteu nojo, se os homens tinham as mãos sujas de ferrugem era normal que sujassem os lavatórios. Também descobri por lá que os comandos de uma grua mandam um calor insuportável e são pesados para burro. Percebi com isso que um gruista sofre bastante mais do que com o stress da precisão do seu trabalho (eu admiro gente que trabalha com gruas, empilhadoras e coisas que exigem mais atenção do que se pensa).
Uma outra diferença em relação ao antes desta foto e ao depois dos dias de hoje é o grafiti. Aquela parede é pintada por artistas há... anos... É um mural enorme que a cada ano (pelo menos uma vez) é renovado. Já lá vi umas coisas bem interessantes. Outras nem por isso. Mas começando do começo e, como já disse noutro post, correndo o risco de me repetir, vou colocando aqui os grafitis daquela parede.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Aathal e e tal... :)
Para não duvidarem da minha palavra em relação ao tempo, mostro mais umas fotos interessantes da área circundante e aproveito para mostrar o que foi deixado para trás de uma linha de caminhos de ferro (e segundo uma placa que por lá estava há outro pontos de interesse dobre caminhos de ferro nas redondezas - para uma próxima, talvez).
O Föhn pode ser um secador do cabelo, mas é também um fenómeno meteorológico que em português dá pelo nome interessante de vento anabático. O Föhn não nos seca o cabelo, mas faz subir as temperaturas e permite a ilusão óptica da proximidade das montanhas. Parece que estão aí ao lado, mas... não, não estão! O tempo estava tão bom que eu vi pelo menos quatro balões de ar quente no ar!
O Föhn pode ser um secador do cabelo, mas é também um fenómeno meteorológico que em português dá pelo nome interessante de vento anabático. O Föhn não nos seca o cabelo, mas faz subir as temperaturas e permite a ilusão óptica da proximidade das montanhas. Parece que estão aí ao lado, mas... não, não estão! O tempo estava tão bom que eu vi pelo menos quatro balões de ar quente no ar!
Uma outra perspectiva do Pfäffikersee.
Para se ir a pé da estação de comboios de Aathal para Seegräben (onde está a quinta) é preciso usar uma passagem subterrânea, pois por cima há uma estrada nacional deveras movimentada. Além de se passar em segurança, temos esta cor toda...
Aathal era uma zona de fábricas de fiação de algodão que era movidas a água. Um restaurante todo chique abriu há pouco tempo aproveitando o edifício e usando o nome de Neue Spinnerei (nova fiação) Também há por lá um moinho de 1219, ou seja, anterior à fundação da Confederação Helvética.
E esta é a antiga estação de comboios de Aathal.Pelo menos uma parte é usada por um veterinário. E a casinhota é onde estão os manípulos para trocar as agulhas das linhas. É ou não é interessante?!?!
E ainda dando destaque a Aathal, que pertence à freguesia de Seegräben, podemos encontrar por lá um museu de dinossauros. Fui lá há muitos anos, mas hoje reparei que acho que tenho que lá voltar em breve, pois parece ter mais atracções. E é isto uma terra de cerca de 200 habitantes!!! (segundo a Wikipédia, que eu cá não acredito que seja tanta gente!!)
Post eclético
E vi mais umas coisas que se podem referir num post só.
Há animais novos na quinta, como por exemplo a galinha e as suas irmãs.
Além do castelo de palha que costuma estar lá, havia um outro canto dedicado às brincadeiras dos mais novos. Eu não percebo como foi feito aquele fardo que o miúdo puxa. Ou ele tem super poderes ou a minha ideia do peso de um fardo de palha é bem diferente...
E como seria de esperar havia arranjos aqui e ali sempre com a palha como motivo principal. Só não entendi muito bem o que estava a pedra de amolar a fazer no meio do pátio...
Há animais novos na quinta, como por exemplo a galinha e as suas irmãs.
Além do castelo de palha que costuma estar lá, havia um outro canto dedicado às brincadeiras dos mais novos. Eu não percebo como foi feito aquele fardo que o miúdo puxa. Ou ele tem super poderes ou a minha ideia do peso de um fardo de palha é bem diferente...
E como seria de esperar havia arranjos aqui e ali sempre com a palha como motivo principal. Só não entendi muito bem o que estava a pedra de amolar a fazer no meio do pátio...
Eu achei este lounge bem catita...
Estava a igreja toda iluminada...
Mas o que me surpreendeu MESMO foi a igreja de palha. Olhei por fora e perguntei-me se seria uma igreja. Começo a olhar para os "vitrais" nas janelas e surge-me nova pergunta: será que se pode entrar? Podia! E era isto o que se via...
Oh pá!! E que hei-de eu dizer mais sobre isto?!?!
Come palha!!
Este Inverno na Suíça está a ser ultra-anormal. Não há neve, as temperaturas são bastante boas, chove, mas nada que se compare a Portugal. Resumidamente, é um Inverno que me está a deixar preocupada com o Verão...
No entanto, eu não posso ficar em casa a pensar se o verão vai ser extremamente seco ou muito molhado. Tenho que aproveitar o facto de não chover para andar no passeio. Hoje éramos quatro à solta e fomos ver se matávamos a fome ao festival da palha.
Por acaso, os suíços ainda não inventaram um bolo de palha (por isso nos ficámos no Apfelstrudel), mas consolámo-nos a ver as construções feitas de palha, na quinta aonde eu costumo ir ver a exposição das abóboras.
Faltavam duas esculturas, não sei se se estragaram ou se foram levadas para outros sítios, mas mesmo assim... voltei a sair surpreendia daquela quinta!
Como o tema era Bauernhof (Quinta), não podia faltar o belo do espantalho. Este estava colocado no sítio onde em Novembro eu vi a Galinha que anunciava o festival da palha. Mas também havia o tractor, o vitelo, a cabra (o outro corno estava meio descaído, por isso não se vê) e o cabrito (era da minha altura!) e o carro das abóboras. :)
No entanto, eu não posso ficar em casa a pensar se o verão vai ser extremamente seco ou muito molhado. Tenho que aproveitar o facto de não chover para andar no passeio. Hoje éramos quatro à solta e fomos ver se matávamos a fome ao festival da palha.
Por acaso, os suíços ainda não inventaram um bolo de palha (por isso nos ficámos no Apfelstrudel), mas consolámo-nos a ver as construções feitas de palha, na quinta aonde eu costumo ir ver a exposição das abóboras.
Faltavam duas esculturas, não sei se se estragaram ou se foram levadas para outros sítios, mas mesmo assim... voltei a sair surpreendia daquela quinta!
Como o tema era Bauernhof (Quinta), não podia faltar o belo do espantalho. Este estava colocado no sítio onde em Novembro eu vi a Galinha que anunciava o festival da palha. Mas também havia o tractor, o vitelo, a cabra (o outro corno estava meio descaído, por isso não se vê) e o cabrito (era da minha altura!) e o carro das abóboras. :)
Etiketten
Coisas giras,
Deutschkurs,
Pfäffikersee,
Schweiz
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Expressionista
Nascida em Berlim, falecida em Murnau am Staffelsee, Garmisch-Partenkirchen, Baviera, parece que fez trabalho em Munique, foi amiga de Kandinsky e salvou muitos quadros deste e outros pintores pertencentes ao movimento Blaue Reiter.
E fica aqui resumido (mais do que resumido!) o perfil de Gabriele Münter, cujo aniversário se assinala hoje no .ch e no .de desta forma.
E fica aqui resumido (mais do que resumido!) o perfil de Gabriele Münter, cujo aniversário se assinala hoje no .ch e no .de desta forma.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Boa noite!
No aeroporto de Lisboa vi uns cadernos interessantes. Eram uns livros de listas. Havia para viagem, o que fiz, o que comi, onde fui, o que experimentei... Mas também havia para o dia a dia. Filmes favoritos, músicas favoritas, coisas maldosas que fiz na infância... e por aí além.
Depois de ver isso tenho pensado que há muito que uma lista paira na minha cabeça: a lista das coisas más que me acontecem na vida.
Eu dar um exemplo só: a esclerose múltipla. Veio há um ano e tal. Como se não chegasse continua a proliferar pelo meu cérebro de já natureza tontinho e agora obriga-me a tomar uma decisão complicada (ainda ando em estudos). Ou seja... ainda mal me levantei de uma queda, já estou com os dentes outra vez no pó por causa da mesma coisa.
Mas como se passa com esclerose passa-se com muitas outras áreas que não vou mencionar aqui por dois motivos, não quero chatear ninguém com enumerações e há outros temas que nunca serão debatidos por mim na internet.
Então... sempre que eu revejo essa lista mentalmente (eu juro que não faço de propósito, a coisa acontece simplesmente) vem-me uma única pergunta à cabeça: Como é que ainda não te atiraste da ponte?!?
Não, não estou suicida! Mas a pergunta é muito válida. Se é um azar atrás do outro... como é que eu consigo levantar-me da cama no dia seguinte?!?! Não percebo de onde me vem esta força. No entanto, hoje sinto-me positiva e agradecida por esta força (não, não aconteceu nada de especial). Cheia de energia positiva que quero de alguma forma partilhar. Para a semana já poderei estar outra vez pessimista, mas até lá o pensamento que quero partilhar é só um: mesmo sendo noutras latitudes, longe dos meus "óios", o Sol, neste preciso, momento está a brilhar.
Depois de ver isso tenho pensado que há muito que uma lista paira na minha cabeça: a lista das coisas más que me acontecem na vida.
Eu dar um exemplo só: a esclerose múltipla. Veio há um ano e tal. Como se não chegasse continua a proliferar pelo meu cérebro de já natureza tontinho e agora obriga-me a tomar uma decisão complicada (ainda ando em estudos). Ou seja... ainda mal me levantei de uma queda, já estou com os dentes outra vez no pó por causa da mesma coisa.
Mas como se passa com esclerose passa-se com muitas outras áreas que não vou mencionar aqui por dois motivos, não quero chatear ninguém com enumerações e há outros temas que nunca serão debatidos por mim na internet.
Então... sempre que eu revejo essa lista mentalmente (eu juro que não faço de propósito, a coisa acontece simplesmente) vem-me uma única pergunta à cabeça: Como é que ainda não te atiraste da ponte?!?
Não, não estou suicida! Mas a pergunta é muito válida. Se é um azar atrás do outro... como é que eu consigo levantar-me da cama no dia seguinte?!?! Não percebo de onde me vem esta força. No entanto, hoje sinto-me positiva e agradecida por esta força (não, não aconteceu nada de especial). Cheia de energia positiva que quero de alguma forma partilhar. Para a semana já poderei estar outra vez pessimista, mas até lá o pensamento que quero partilhar é só um: mesmo sendo noutras latitudes, longe dos meus "óios", o Sol, neste preciso, momento está a brilhar.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
E sai-me um Fagin
Isto de se andar à procura de trabalho tem muito que se lhe diga. Muuuuito mais do que se possa pensar!
A proposta era interessante: das 12 às 17 horas, num pequeno café, numa estação de comboios de Zurique. Candidatura feita pessoalmente, in locu, entre as 10 e as 14 horas. Lá vou eu toda pimpona com o currículo, a cópia das cartas de referência, pronta elogiar-me até mais não (quando é preciso eu até meto nojo a gabar as minhas qualidades!).
O homem mal olha para o currículo, não olha para as cartas e diz-me para fazer o dia de prova naquele momento, que há mais uma candidata e podemos fazer as duas e por aí fora.
A mulher chega, apresentamo-nos. Ele mostra-nos uma lista com preços escrita por uma galinha numa língua indecifrável (senwich, sabem o que é?!?! é isso mesmo... uma sandes!) e raspa-se dali para fora. Deixa-nos ali ao abandono e vai à sua vida. Maravilha!!
Em três horas vendemos 5 cafés, dois croissants, um bretzel e um hot dog (e eu sujei-me de mostarda!). Um frio de rachar. Eu, calorenta nata, estava com a boina enfiada até aos olhos e puxava as mangas do casaco para cima das mãos.
Depois de ele ter dado umas quinhentas voltas ao bilhar grande, o homem resolveu-se a aparecer e a perguntar como ia a coisa. O trabalho não era difícil, é certo. Mas quando eu comecei a fazer perguntas sobre as condições de trabalho a coisa começou a cheirar muito mal.
Primeiro o anúncio era das 12h às 17h. Mas entretanto já era das 11h para a frente e podia-se fazer 2 pessoas das 7h às 9h. Seria um trabalho a 50%. Eu disse-lhe que a mim não compensava ir para Zurique Para começar às 7h fazer pausa às 9h e recomeçar às 11h. Mais, 25 horas por semana não é 50%, é mais. Porque aqui há semanas de 40 a 43 (talvez 45 horas), mas nunca de 50 horas. E pela conversa a coisa nunca seria só 25 horas, embora se fosse ganhar ao mês e não à hora, ou seja, era sempre o mesmo dinheiro para um número indefinido de horas.
Mas a coisa começou a ficar meeeesmo interessante quando se falou em honorários. O valor que ele me dava era para o mês, eu saquei do telemóvel para fazer contas e só não me ri porque era trágico demais! Ele oferecia-me 17 francos à hora. Ainda que fossem 17 francos limpos, significava que iria ganhar menos do que se andasse a trabalhar numa firma de limpeza. Era ganhar menos do que ganhei a limpar latrinas em 2008 quando cheguei cá!!!
Eh pá!! Eu preciso de um trabalho, sim. Mas vamos lá com calma. Se era para escravatura tinha ficado no supermercado. O ordenado era mesmo bom para supermercado, não gastava dinheiro no bilhete de comboio (ir até Zurique são 12.40 francos, ida e volta!), fazia desporto com a minha trotinete (tenho uma mais moderna e prática :D ) no caminho para o trabalho e não passava frio.
No fim de analisar bem as coisas, lamentei o facto de ser tão mau (eu gostava do horário que estava no anúncio, permitia-me estudar ou arranjar outro trabalho de manhã) e disse-lho educadamente. Não é que aquele merry old gentleman (juro que lembrava o malvado de Oliver Twist, só que este era turco) amuou comigo e só faltou bater-me quando me mandou embora?!?!
O que salvou o dia foi o fim de tarde. Como estava perto, fui até à beira do lago apreciar o Sol. E pensar que amanhã será outro dia. :)
A proposta era interessante: das 12 às 17 horas, num pequeno café, numa estação de comboios de Zurique. Candidatura feita pessoalmente, in locu, entre as 10 e as 14 horas. Lá vou eu toda pimpona com o currículo, a cópia das cartas de referência, pronta elogiar-me até mais não (quando é preciso eu até meto nojo a gabar as minhas qualidades!).
O homem mal olha para o currículo, não olha para as cartas e diz-me para fazer o dia de prova naquele momento, que há mais uma candidata e podemos fazer as duas e por aí fora.
A mulher chega, apresentamo-nos. Ele mostra-nos uma lista com preços escrita por uma galinha numa língua indecifrável (senwich, sabem o que é?!?! é isso mesmo... uma sandes!) e raspa-se dali para fora. Deixa-nos ali ao abandono e vai à sua vida. Maravilha!!
Em três horas vendemos 5 cafés, dois croissants, um bretzel e um hot dog (e eu sujei-me de mostarda!). Um frio de rachar. Eu, calorenta nata, estava com a boina enfiada até aos olhos e puxava as mangas do casaco para cima das mãos.
Depois de ele ter dado umas quinhentas voltas ao bilhar grande, o homem resolveu-se a aparecer e a perguntar como ia a coisa. O trabalho não era difícil, é certo. Mas quando eu comecei a fazer perguntas sobre as condições de trabalho a coisa começou a cheirar muito mal.
Primeiro o anúncio era das 12h às 17h. Mas entretanto já era das 11h para a frente e podia-se fazer 2 pessoas das 7h às 9h. Seria um trabalho a 50%. Eu disse-lhe que a mim não compensava ir para Zurique Para começar às 7h fazer pausa às 9h e recomeçar às 11h. Mais, 25 horas por semana não é 50%, é mais. Porque aqui há semanas de 40 a 43 (talvez 45 horas), mas nunca de 50 horas. E pela conversa a coisa nunca seria só 25 horas, embora se fosse ganhar ao mês e não à hora, ou seja, era sempre o mesmo dinheiro para um número indefinido de horas.
Mas a coisa começou a ficar meeeesmo interessante quando se falou em honorários. O valor que ele me dava era para o mês, eu saquei do telemóvel para fazer contas e só não me ri porque era trágico demais! Ele oferecia-me 17 francos à hora. Ainda que fossem 17 francos limpos, significava que iria ganhar menos do que se andasse a trabalhar numa firma de limpeza. Era ganhar menos do que ganhei a limpar latrinas em 2008 quando cheguei cá!!!
Eh pá!! Eu preciso de um trabalho, sim. Mas vamos lá com calma. Se era para escravatura tinha ficado no supermercado. O ordenado era mesmo bom para supermercado, não gastava dinheiro no bilhete de comboio (ir até Zurique são 12.40 francos, ida e volta!), fazia desporto com a minha trotinete (tenho uma mais moderna e prática :D ) no caminho para o trabalho e não passava frio.
No fim de analisar bem as coisas, lamentei o facto de ser tão mau (eu gostava do horário que estava no anúncio, permitia-me estudar ou arranjar outro trabalho de manhã) e disse-lho educadamente. Não é que aquele merry old gentleman (juro que lembrava o malvado de Oliver Twist, só que este era turco) amuou comigo e só faltou bater-me quando me mandou embora?!?!
O que salvou o dia foi o fim de tarde. Como estava perto, fui até à beira do lago apreciar o Sol. E pensar que amanhã será outro dia. :)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A paixão do nosso diário
No meu tempo, um diário era com folhas coloridas, de preferência com cheiro. Tinham um cadeado que não guardavam nada, porque as chave era um bocado de ferro. Os diários escondiam-se debaixo da almofada, no fundo da gaveta do fundo da mesa de cabeceira e, no medo de o irmão mais novo descobrir o diário, chegava-se a levar o diário na mochila para a escola.
Hoje em dia, os adolescentes consideram o pintinhos e os livros das caras como os seus diários.
ME-DO!
Etiketten
o que foi isto?,
Oh brave new world...,
What the F***??
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
What's in your head?
De tanto em tanto tempo tenho que me enfiar dentro de uma máquina de ressonância magnética para ver se os ratos já me comeram mais alguma parte do cérebro. Como a esclerose também pode atacar a coluna, tenho eu fazer sempre duas ressonâncias.
Como eu não tenho pachorra para ir ao hospital duas vezes, faço tudo de seguida. Cerca de hora e meia sem me mexer. Não é muito mau. O pior é quando a cabeça começa doer de estar a "pisar" sempre no mesmo sítio.
Para quem pensa que aquilo é como nos filmes em que o paciente tem uma conversa filosófica com o médico... desengane-se. É um nicho, leva-se com uma grade por cima da cara e barulho... quanto haja! Parece que estão a fazer remodelações debaixo da nossa cabeça.
Para minimizar o desconforto provocado pelo barulho, lá no hospital dão-nos uns auscultadores e colocam-nos música. Há momentos em que não se ouve nada. Mas a maior parte do tempo dá para se ouvir alguma coisita. Hoje fiquei a saber que na Áustria parece que é neve com força, com populações isoladas e tudo...
Houve um momento em que os radialistas faziam piadas sobre o que as músicas por vezes parecem e o que na realidade são. Como o martelo pneumático recomeçou a fazer barulho, acabei por não perceber onde estava a piada com a palavra zombie (há piadas que só se percebem se for em alemão e depois com a barulheira...). E decidiram-se a colocar a música.
No primeiro momento fiquei triste. Esta música lembra-me muitas coisas de há muitos anos. Depois fiquei ainda mais triste porque o tempo passou e levou a que tenha a necessidade de me enfiar em máquinas de ressonância magnética. Mas depois... fixei-me no refrão e fiz a minha própria leitura. Oh pá... e não é que eu tenho mesmo zombies na cabeça. Se não fosse isso a minha mielina não andava a desaparecer.
Bem!!!... deu-me uma vontade de rir tão grande, mas tão grande, que eu não sabia o que fazer. Eu ali, fechada, sem me poder mexer e os zombies a dançarem-me na cabeça e eu a querer rir e os zombies e eu a querer rir...
Pronto... um dos sintomas que a doença não tem progredido muito rapidamente é mesmo este: eu lembro-me destas cenas e rio-me (ou pelo menos tenho vontade).
The Cranberries, Zombie
Como eu não tenho pachorra para ir ao hospital duas vezes, faço tudo de seguida. Cerca de hora e meia sem me mexer. Não é muito mau. O pior é quando a cabeça começa doer de estar a "pisar" sempre no mesmo sítio.
Para quem pensa que aquilo é como nos filmes em que o paciente tem uma conversa filosófica com o médico... desengane-se. É um nicho, leva-se com uma grade por cima da cara e barulho... quanto haja! Parece que estão a fazer remodelações debaixo da nossa cabeça.
Para minimizar o desconforto provocado pelo barulho, lá no hospital dão-nos uns auscultadores e colocam-nos música. Há momentos em que não se ouve nada. Mas a maior parte do tempo dá para se ouvir alguma coisita. Hoje fiquei a saber que na Áustria parece que é neve com força, com populações isoladas e tudo...
Houve um momento em que os radialistas faziam piadas sobre o que as músicas por vezes parecem e o que na realidade são. Como o martelo pneumático recomeçou a fazer barulho, acabei por não perceber onde estava a piada com a palavra zombie (há piadas que só se percebem se for em alemão e depois com a barulheira...). E decidiram-se a colocar a música.
No primeiro momento fiquei triste. Esta música lembra-me muitas coisas de há muitos anos. Depois fiquei ainda mais triste porque o tempo passou e levou a que tenha a necessidade de me enfiar em máquinas de ressonância magnética. Mas depois... fixei-me no refrão e fiz a minha própria leitura. Oh pá... e não é que eu tenho mesmo zombies na cabeça. Se não fosse isso a minha mielina não andava a desaparecer.
Bem!!!... deu-me uma vontade de rir tão grande, mas tão grande, que eu não sabia o que fazer. Eu ali, fechada, sem me poder mexer e os zombies a dançarem-me na cabeça e eu a querer rir e os zombies e eu a querer rir...
Pronto... um dos sintomas que a doença não tem progredido muito rapidamente é mesmo este: eu lembro-me destas cenas e rio-me (ou pelo menos tenho vontade).
The Cranberries, Zombie
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Erosão, chama-se erosão
Ao que parece, há uns 10 dias caíram uns pedregulhos do tamanho de sei lá o quê em Tramin, no Norte da Itália, mais concretamente na região do Tirol do Sul. Além da destruição de uma casa, não há nada demais a registar. No entanto, as imagens são impressionantes.
Qual o comentário mais imbecil que li sobre o tema? a justiça de deus ate pode demorar ,mas não falha. sabe-se lá o que já teria acontecido.
A minha pergunta é: se fosse justiça divina, era só a casa que ia abaixo?!? Posso estar enganada, mas a parte que foi abaixo parece ser uma parte de arrecadação. Será que deus (estou a citar a iluminada, daí a minúscula) se queria vingar de algum monte de palha ou de alguma telha? Ou será que estava a tentar castigar o bicho da madeira por andar a comer os barrotes da casa de 300 anos?!?!
A sério... o fanatismo das pessoas consegue ser ridículo. Mas se eu associar estas ideias parvas a outras ideias parvas de outros fanáticos de outras religiões... aí caem-me todos em cima!!!
Qual o comentário mais imbecil que li sobre o tema? a justiça de deus ate pode demorar ,mas não falha. sabe-se lá o que já teria acontecido.
A minha pergunta é: se fosse justiça divina, era só a casa que ia abaixo?!? Posso estar enganada, mas a parte que foi abaixo parece ser uma parte de arrecadação. Será que deus (estou a citar a iluminada, daí a minúscula) se queria vingar de algum monte de palha ou de alguma telha? Ou será que estava a tentar castigar o bicho da madeira por andar a comer os barrotes da casa de 300 anos?!?!
A sério... o fanatismo das pessoas consegue ser ridículo. Mas se eu associar estas ideias parvas a outras ideias parvas de outros fanáticos de outras religiões... aí caem-me todos em cima!!!
Etiketten
LOL,
Oh brave new world...,
What the F***??
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Preciso da ajuda do público
Eu não sei. Ou eu sou muito inteligente ou o pessoal que vai aos programas de televisão é burro que nem uma porta ou realmente os cérebros portugueses estão todos a fugir ou eu não sei.
Perguntas básicas como quem ganhou a primeira medalha de outro na maratona nos jogos olímpicos de 1984... Não sei. Eu ainda não era nascida. E?!?!? Eu nasci em 1982, mas sei o que aconteceu de importante em 1143. Será que é uma lembrança de outra vida? Será que eu era a D. Teresa de Leão? Ah já sei... era a Espada do Rei Afonso. :p
Será que é ter muita cultura saber que o autor do quadro O Beijo é Gustav Klimt? Ou sou só eu que acha que é daqueles quadros que se repetem em todos os livros de história? E Filosofia (ou Introdução à Filosofia ou lá que nome lhe dão agora) não é uma disciplina obrigatória de Secundário?!? Ou agora já não se aprende que o significado das sombras na Alegoria da Caverna?!?!
Aceito que haja nervosismo. Mas... quase nenhum passa dos 500 euros (alguns nem lá chegam!). É sinistro! Não?
Perguntas básicas como quem ganhou a primeira medalha de outro na maratona nos jogos olímpicos de 1984... Não sei. Eu ainda não era nascida. E?!?!? Eu nasci em 1982, mas sei o que aconteceu de importante em 1143. Será que é uma lembrança de outra vida? Será que eu era a D. Teresa de Leão? Ah já sei... era a Espada do Rei Afonso. :p
Será que é ter muita cultura saber que o autor do quadro O Beijo é Gustav Klimt? Ou sou só eu que acha que é daqueles quadros que se repetem em todos os livros de história? E Filosofia (ou Introdução à Filosofia ou lá que nome lhe dão agora) não é uma disciplina obrigatória de Secundário?!? Ou agora já não se aprende que o significado das sombras na Alegoria da Caverna?!?!
Aceito que haja nervosismo. Mas... quase nenhum passa dos 500 euros (alguns nem lá chegam!). É sinistro! Não?
sábado, 25 de janeiro de 2014
touch the screen*
Na semana passada faltou a luz. O computador desligou-se logo. Durante duas horas convivi com a minha família. Parecem ser boas pessoas.
Será paranóia minha? Ou as pessoas estão cada vez mais afastadas? Mas ao mesmo tempo criam touchscreens para se ter tudo à distância de um dedo. Agora são os carros que falam para ocupar os silêncios desconfortáveis entre duas pessoas em viagem. Ou lêem emails como se fossem certas máquinas de tradução online.
Há uns anos vi uma coisa vinda de longe que se ligava ao computador e simulava beijos. Chinesices sinistras ou é só de mim?!?!
Um abraço. Um beijo com carinho ou com desejo puro ou quase a raiar no obsceno. Uma gargalhada solta, descomprometida por causa de uma careta, de um momento caricato. Uma carícia. Um desejo-te. Um odeio-te (mas com valor de amo-te muito). Um deixa-me em paz. Um amo-te. Inventem as tecnologias todas que quiserem, mas nada pode substituir isto feito à moda antiga.
Podemos carregar no telemóvel, no gps do carro. Podemos comandar a televisão com gestos. O telemóvel com vozes. Mas... nunca vamos encontrar calor nessas acções. Ao contrário da raposa e do Pequeno Princípe, as pessoas estão a desfazer laços, a sentarem-se cada vez mais afastadas.
Assim, pleeeeease, façam um bem a vocês e à sociedade e ao futuro: deixem de sonhar em adquirir o Kitt e abracem, beijem, sorriam, discutam, amem, tudo ao vivo e a cores, mas acima de tudo, em directo.
*era o que uma máquina de jogo me dizia quando eu gastava o dinheiro do almoço nela!
Será paranóia minha? Ou as pessoas estão cada vez mais afastadas? Mas ao mesmo tempo criam touchscreens para se ter tudo à distância de um dedo. Agora são os carros que falam para ocupar os silêncios desconfortáveis entre duas pessoas em viagem. Ou lêem emails como se fossem certas máquinas de tradução online.
Há uns anos vi uma coisa vinda de longe que se ligava ao computador e simulava beijos. Chinesices sinistras ou é só de mim?!?!
Um abraço. Um beijo com carinho ou com desejo puro ou quase a raiar no obsceno. Uma gargalhada solta, descomprometida por causa de uma careta, de um momento caricato. Uma carícia. Um desejo-te. Um odeio-te (mas com valor de amo-te muito). Um deixa-me em paz. Um amo-te. Inventem as tecnologias todas que quiserem, mas nada pode substituir isto feito à moda antiga.
Podemos carregar no telemóvel, no gps do carro. Podemos comandar a televisão com gestos. O telemóvel com vozes. Mas... nunca vamos encontrar calor nessas acções. Ao contrário da raposa e do Pequeno Princípe, as pessoas estão a desfazer laços, a sentarem-se cada vez mais afastadas.
Assim, pleeeeease, façam um bem a vocês e à sociedade e ao futuro: deixem de sonhar em adquirir o Kitt e abracem, beijem, sorriam, discutam, amem, tudo ao vivo e a cores, mas acima de tudo, em directo.
*era o que uma máquina de jogo me dizia quando eu gastava o dinheiro do almoço nela!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Para situações extremas...
Há uma data de coisas...
As praxes servem para integrar. Nem todas as praxes são más. Antes pelo contrário, só uma pequena minoria é que faz merda. Só é praxado quem quer. Só faz assim e assado quem quer.
É um facto. Eu lamento não ter sido praxada. Acredito que muita coisa teria sido mais fácil na minha vida universitária. Mas também é um facto que ninguém me apanharia junto à rebentação do mar, numa praia isolada, num dia de Inverno à noite.
Parece que já há ameaças a quem comentar o assunto. Mas eu não quero saber. O me futuro há muito que está condicionado e nada tem a ver com praxes. Assim, eu dou a minha opinião.
Já que são uns animais. Ainda que pague o justo pelo pecador. A solução é voltar ao tempo da outra senhora e proibição total, por decreto de lei, de todo e qualquer tipo de praxe.
Venham para aí reclamar. Estou-me pouco lixando... Quantas mortes mais são precisas para esta gente ganhar juízo?!? Se não ganham a bem, ganham a mal: expulsão imediata do estabelecimento de ensino para todo e qualquer participante de uma praxe (sim, é mesmo praxado e praxante!!!) e pagamento de uma multa. Se não tem dinheiro vai preso, aí aprende o que é praxe!!!
Sim. Lá está a ditadora a falar. Mas além dos estúpidos que perderam a vida por alinhar naquela merda, arruinou-se a vida do que sobreviveu, duvido que haja advogado que o safe a 100% das acusações que já se estão a fazer. Mesmo que saia impune de um tribunal... a mancha fica no nome e na consciência (quero acreditar nisso!). E aquelas famílias?!? Amigos?!? Conhecidos?!? Até os desconhecidos que apanham com uma bomba daquelas no Natal. Não foram pescadores que foram ao mar ganhar sustento!!! Foram putos a brincar aos cowboys!
Assim, a minha opinião é mesmo a mais radical. É mesmo isso... medidas extremas!
As praxes servem para integrar. Nem todas as praxes são más. Antes pelo contrário, só uma pequena minoria é que faz merda. Só é praxado quem quer. Só faz assim e assado quem quer.
É um facto. Eu lamento não ter sido praxada. Acredito que muita coisa teria sido mais fácil na minha vida universitária. Mas também é um facto que ninguém me apanharia junto à rebentação do mar, numa praia isolada, num dia de Inverno à noite.
Parece que já há ameaças a quem comentar o assunto. Mas eu não quero saber. O me futuro há muito que está condicionado e nada tem a ver com praxes. Assim, eu dou a minha opinião.
Já que são uns animais. Ainda que pague o justo pelo pecador. A solução é voltar ao tempo da outra senhora e proibição total, por decreto de lei, de todo e qualquer tipo de praxe.
Venham para aí reclamar. Estou-me pouco lixando... Quantas mortes mais são precisas para esta gente ganhar juízo?!? Se não ganham a bem, ganham a mal: expulsão imediata do estabelecimento de ensino para todo e qualquer participante de uma praxe (sim, é mesmo praxado e praxante!!!) e pagamento de uma multa. Se não tem dinheiro vai preso, aí aprende o que é praxe!!!
Sim. Lá está a ditadora a falar. Mas além dos estúpidos que perderam a vida por alinhar naquela merda, arruinou-se a vida do que sobreviveu, duvido que haja advogado que o safe a 100% das acusações que já se estão a fazer. Mesmo que saia impune de um tribunal... a mancha fica no nome e na consciência (quero acreditar nisso!). E aquelas famílias?!? Amigos?!? Conhecidos?!? Até os desconhecidos que apanham com uma bomba daquelas no Natal. Não foram pescadores que foram ao mar ganhar sustento!!! Foram putos a brincar aos cowboys!
Assim, a minha opinião é mesmo a mais radical. É mesmo isso... medidas extremas!
Etiketten
Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
E vai tudo expulso, de preferência a pontapé, ou então não...
Não, não vamos ser todos expulsos da Suíça...
É o pânico cá, é o pânico aí. Já me chegaram a falar em uma nova leva de retornados. Oh por favor!! Vão lá com calma.
Eu não vivi o tempo dos retornados. Mas não queiram comparar. Uns argumentos simples e não falo mais no assunto. A maior parte dos retornados veio com uma mão à frente e outra atrás. A maior parte dos portugueses cá, se regressarem agora a Portugal podem não ter mais, pelo menos casa têm. Logo os apoios sociais seriam diferentes. Depois... os valores: somos perto de 300000 portugueses por estas bandas. Eu li algures que foram à volta do milhão de retornados do Ultramar. Por isso... respirem fundo, o mundo pode acabar amanhã, mas não é por causa disto!!!
Mas deu nas notícias, veio no jornal que vão expulsar os imigrantes portugueses na Suíça. Cruzes. Eu gostava de saber o que seria da Suíça sem imigrantes, de preferência portugueses (os mais calados, os mais trabalhadores, os mais esforçados, ou seja, o trabalhador perfeito é tuga).
Sim, fala-se uma data de coisas por aí. Iniciativas (referendos) sobre a entrada em massa de imigrantes. O partido mais à direita propôs um referendo (dia 9 de Fevereiro) para saber o que é que os suíços acham da entrada de estrangeiros e de um possível controlo de entrada desses estrangeiros.
Primeiro: estrangeiros não quer dizer exclusivamente portugueses.
Segundo: mesmo que essa iniciativa vença para o controlo das entradas, não quer dizer que se vá expulsar tudo o que esteja cá dentro (uma coisa é barrar entrada, outra é expulsar).
Terceiro: não acredito que a coisa vá para a frente. Ao bloquear a entrada de estrangeiros da União Europeia (os outros já têm outros tipos de bloqueio) colocam em risco os acordos bilaterais com a União Europeia. E a Suíça é forte, mas... precisa sempre dos acordos. Então... com calma, porque ainda há-de rolar muita água debaixo da ponte.
Sim, também se fala em cortes de apoio social.Não me vou alongar a explicar como funciona, mas, aqui, quem trabalhou um X tempo, em determinadas condições, tem direito a 2 anos de fundo de desemprego.
Depois desses dois anos, se por fatalidade da vida ou por sei lá o quê, não tiver trabalho pode pedir apoio social. Tipo aquelas coisas da reinserção. Eu sei que para quem recebe esse dinheiro regalias como telemóvel ou carro privado podem ter que desaparecer. É que eles ajudam, mas não sustentam luxos!
O que se fala é que eles pensam cortar esse apoio a quem o está a receber há 12 meses. E sem esse dinheiro... se não houver outra fonte de rendimento... ninguém se aguenta aqui e... tem que voltar à sua terra.
Ora... onde é que está o problema?!?! Ninguém gosta de saber que fulano e sicrano estão a viver à custa dos rendimentos de reinserção. Acham que muita gente não merece, que se devia cortar, que... que... que... que... Então os suíços não têm direito a isso?!?! Não têm direito a achar que um ano de apoio social a malandros é mais do que suficiente?!?!
Ou, mais uma vez, os portugueses usam duas bitolas?!?!
E, por fim, os portugueses, bem como todos os outros imigrantes legais, só são expulsos, na verdadeira acepção da palavra, se fizerem asneiras (e os ilegais... é óbvio porque são expulsos). Se forem embora porque não têm rendimentos podem sempre voltar: por três meses para férias ou até por mais tempo, basta que arranjem um contrato legal de trabalho!!!
Vamos lá com calma. Porque já chateia ver a informação e a contra-informação e o pânico e os absurdos todos que por aí há. Ontem uma colega minha perguntou-me: quando vens? Talvez daqui a duas semanas. De vez?, pergunta-me ela espantada. Não!!! Se eu for é por uma semana e é de férias! Por que haveria de ir de vez?!?!?
É o pânico cá, é o pânico aí. Já me chegaram a falar em uma nova leva de retornados. Oh por favor!! Vão lá com calma.
Eu não vivi o tempo dos retornados. Mas não queiram comparar. Uns argumentos simples e não falo mais no assunto. A maior parte dos retornados veio com uma mão à frente e outra atrás. A maior parte dos portugueses cá, se regressarem agora a Portugal podem não ter mais, pelo menos casa têm. Logo os apoios sociais seriam diferentes. Depois... os valores: somos perto de 300000 portugueses por estas bandas. Eu li algures que foram à volta do milhão de retornados do Ultramar. Por isso... respirem fundo, o mundo pode acabar amanhã, mas não é por causa disto!!!
Mas deu nas notícias, veio no jornal que vão expulsar os imigrantes portugueses na Suíça. Cruzes. Eu gostava de saber o que seria da Suíça sem imigrantes, de preferência portugueses (os mais calados, os mais trabalhadores, os mais esforçados, ou seja, o trabalhador perfeito é tuga).
Sim, fala-se uma data de coisas por aí. Iniciativas (referendos) sobre a entrada em massa de imigrantes. O partido mais à direita propôs um referendo (dia 9 de Fevereiro) para saber o que é que os suíços acham da entrada de estrangeiros e de um possível controlo de entrada desses estrangeiros.
Primeiro: estrangeiros não quer dizer exclusivamente portugueses.
Segundo: mesmo que essa iniciativa vença para o controlo das entradas, não quer dizer que se vá expulsar tudo o que esteja cá dentro (uma coisa é barrar entrada, outra é expulsar).
Terceiro: não acredito que a coisa vá para a frente. Ao bloquear a entrada de estrangeiros da União Europeia (os outros já têm outros tipos de bloqueio) colocam em risco os acordos bilaterais com a União Europeia. E a Suíça é forte, mas... precisa sempre dos acordos. Então... com calma, porque ainda há-de rolar muita água debaixo da ponte.
Sim, também se fala em cortes de apoio social.Não me vou alongar a explicar como funciona, mas, aqui, quem trabalhou um X tempo, em determinadas condições, tem direito a 2 anos de fundo de desemprego.
Depois desses dois anos, se por fatalidade da vida ou por sei lá o quê, não tiver trabalho pode pedir apoio social. Tipo aquelas coisas da reinserção. Eu sei que para quem recebe esse dinheiro regalias como telemóvel ou carro privado podem ter que desaparecer. É que eles ajudam, mas não sustentam luxos!
O que se fala é que eles pensam cortar esse apoio a quem o está a receber há 12 meses. E sem esse dinheiro... se não houver outra fonte de rendimento... ninguém se aguenta aqui e... tem que voltar à sua terra.
Ora... onde é que está o problema?!?! Ninguém gosta de saber que fulano e sicrano estão a viver à custa dos rendimentos de reinserção. Acham que muita gente não merece, que se devia cortar, que... que... que... que... Então os suíços não têm direito a isso?!?! Não têm direito a achar que um ano de apoio social a malandros é mais do que suficiente?!?!
Ou, mais uma vez, os portugueses usam duas bitolas?!?!
E, por fim, os portugueses, bem como todos os outros imigrantes legais, só são expulsos, na verdadeira acepção da palavra, se fizerem asneiras (e os ilegais... é óbvio porque são expulsos). Se forem embora porque não têm rendimentos podem sempre voltar: por três meses para férias ou até por mais tempo, basta que arranjem um contrato legal de trabalho!!!
Vamos lá com calma. Porque já chateia ver a informação e a contra-informação e o pânico e os absurdos todos que por aí há. Ontem uma colega minha perguntou-me: quando vens? Talvez daqui a duas semanas. De vez?, pergunta-me ela espantada. Não!!! Se eu for é por uma semana e é de férias! Por que haveria de ir de vez?!?!?
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Schnuppertag
Eu não tenho por hábito mandar currículos para sítios que não me interessam rigorosamente nada. Nem mesmo com o supermercado onde andei. Eu não me importava de ter essa experiência (para bem ser se eu contasse todas as experiências laborais que eu gostaria de ter... muita gente iria rir) e como não queria estar em casa a morrer de tédio lá me meti na toca do lobo.
Há duas semanas mandei para uma cadeia de fast-food de peixe. Não tenho a certeza, mas acho que não há disso em Portugal. Nessa empresa, pode-se comprar sandes de peixe, o belo fish and chips que até vai num cartucho que parece feito de jornal, mas também se pode comprar peixe fresco e cozinhar em casa ou, no momento da preguiça, pode-se optar por uma paella comida na hora ou por uma massa com frutos do mar para levar (a caixa é em forma de peixe :D).
Xiiiiiii! Eu a trabalhar num sítio a cheirar a peixe e fritos?! Eu gostei da ideia! Não gosto propriamente do cheiro a frito, mas o cheiro do peixe fresco compensaria tudo. Mandei o currículo, fui chamada. Fui à entrevista. Fiquei a saber que iria ter semanas de levantar às 4h30 da manhã e semanas de chegar à 1h a casa. Sabia que era um trabalho de stress porque é na estação principal de Zurique. Sabia do cheiro a frito e das horas seguidas em pé. Mas mesmo assim... eu queria ir para lá.
Marcou-se um dia de experiência (Schnuppertag, [schnuppern significa cheirar!]).
Não se ganha dinheiro (mas pagaram-me o almoço!) nesse dia e podemos ver se gostamos da equipa, do trabalho, das condições de trabalho...
O chefe da equipa sempre muito simpático e solícito disse-me que o mais importante era ver se me dava com a equipa. Disse-me que não tinha que me preocupar com em aprender o trabalho todo num dia só, que o poderia fazer em duas semanas ou até num mês. Mas que analisasse os colegas!
O combinado era eu começar às 8h30. Como moça responsável que sou, às 8h25 estava a bater à porta. O senhor pediu a uma funcionária que fosse comigo ao balneário para eu vestir a camisola. Pois nós caminhámos uns bons metros nas catacumbas da estação e ela não abriu a boca a não ser quando disse onde era o balneário. Neste dia de "cheirar" o trabalho tooooooda a gente é sorridente, toooooda a gente é simpática, toooooooda a gente fala bem dos colegas, do trabalho, do patrão. Mesmo que depois no primeiro dia de trabalho oficial se perceba o contrário, no dia de prova é tudo bom! Com esta mulher comecei logo com o pé errado. Então onde é que estava a simpatia falsa do primeiro dia?!?!?
Voltámos ao restaurante e fui encaminhada para a secção das sandes. Estive a fazer sandes de peixe com alface e um molho qualquer. Depois passei para o wrap de peixe. Eu não sei enrolar uma fajita em casa, como é que sei logo à primeira embrulhar um wrap!?!? As trombas da gaja chegavam ao chão!!!! Entretanto fui abandonada, andava ali a perguntar o que devia fazer, se havia trabalho para fazer. A tipa só dizia eu faço.
Quando trabalho apertou, ela vira-se para mim e diz: continua a fazer. Continuo a fazer o quê?!?! se eu estive sem fazer nada, se ninguém me explicou nada, como é que eu sei o que hei-de "continuar" a fazer?!?!? A resposta da croma: abres as sandes e vês o que metes lá dentro. Ora bem! Nada mais sábio!! E lá dei eu comigo a abrir portas de frigoríficos e tampas de caixas e enfiar as coisas que me pareciam que pertenciam às sandes.
Como em qualquer parte do mundo, quando se trabalha numa cozinha, tenta-se manter a ordem. Logo que possível, os acessórios são lavados, limpos e arrumados, os produtos colocados no frio, os lixos esvaziados e por aí fora. Pois as coisas não correm assim tão bem naquela cozinha microscópica (se estiverem duas pessoas a trabalha "costas com costas" não passa uma terceira no meio, mesmo que sejam todas magrinhas. juro!!!). Não é que a croma sacudia as migalhas, os restos de peixe, de alface e afins para o chão!?!?
Ou seja, adorei o trabalho (aquelas facas enormes para cortar cosas pequenas fascinam-me! e consegui tirar a pele aos bocados de salmão: é mais simples do que parece!), mas fiquei assutada com a equipa (como é que se trabalha com uma equipa que não nos diz a coisas e depois nos manda abrir as sandes para ver o que está lá dentro?!?!) e preocupada com a minha segurança (o chão sujo tornou-se escorregadio e como a cozinha é mesmo muito pequena uma funcionária ia-me espetando com uma faca!!!!!).
Resultado, na hora de fazer o balanço disse ao chefe que não queria ficar. Que nunca me tinha acontecido algo do género e que se era assim no primeiro dia... como será nos outros todos?!?!? Como é que se trabalha com uma pessoa cuja cabeça nos apetece arrancar?!?! Não lhe disse isso, mas pensei-o.
Ele insistiu para eu ficar e tentou que eu ignorasse as coisas. Mas não me convenceu. Se ele pretende ignorar algo assim, das duas uma, ou não conhece a sua equipa, ou não quer saber. Seja como for é mau sinal.
Com um presságio destes não poderia aceitar tal trabalho e lá tenho eu que continuar na senda de encontrar um novo trabalho...
Há duas semanas mandei para uma cadeia de fast-food de peixe. Não tenho a certeza, mas acho que não há disso em Portugal. Nessa empresa, pode-se comprar sandes de peixe, o belo fish and chips que até vai num cartucho que parece feito de jornal, mas também se pode comprar peixe fresco e cozinhar em casa ou, no momento da preguiça, pode-se optar por uma paella comida na hora ou por uma massa com frutos do mar para levar (a caixa é em forma de peixe :D).
Xiiiiiii! Eu a trabalhar num sítio a cheirar a peixe e fritos?! Eu gostei da ideia! Não gosto propriamente do cheiro a frito, mas o cheiro do peixe fresco compensaria tudo. Mandei o currículo, fui chamada. Fui à entrevista. Fiquei a saber que iria ter semanas de levantar às 4h30 da manhã e semanas de chegar à 1h a casa. Sabia que era um trabalho de stress porque é na estação principal de Zurique. Sabia do cheiro a frito e das horas seguidas em pé. Mas mesmo assim... eu queria ir para lá.
Marcou-se um dia de experiência (Schnuppertag, [schnuppern significa cheirar!]).
Não se ganha dinheiro (mas pagaram-me o almoço!) nesse dia e podemos ver se gostamos da equipa, do trabalho, das condições de trabalho...
O chefe da equipa sempre muito simpático e solícito disse-me que o mais importante era ver se me dava com a equipa. Disse-me que não tinha que me preocupar com em aprender o trabalho todo num dia só, que o poderia fazer em duas semanas ou até num mês. Mas que analisasse os colegas!
O combinado era eu começar às 8h30. Como moça responsável que sou, às 8h25 estava a bater à porta. O senhor pediu a uma funcionária que fosse comigo ao balneário para eu vestir a camisola. Pois nós caminhámos uns bons metros nas catacumbas da estação e ela não abriu a boca a não ser quando disse onde era o balneário. Neste dia de "cheirar" o trabalho tooooooda a gente é sorridente, toooooda a gente é simpática, toooooooda a gente fala bem dos colegas, do trabalho, do patrão. Mesmo que depois no primeiro dia de trabalho oficial se perceba o contrário, no dia de prova é tudo bom! Com esta mulher comecei logo com o pé errado. Então onde é que estava a simpatia falsa do primeiro dia?!?!?
Voltámos ao restaurante e fui encaminhada para a secção das sandes. Estive a fazer sandes de peixe com alface e um molho qualquer. Depois passei para o wrap de peixe. Eu não sei enrolar uma fajita em casa, como é que sei logo à primeira embrulhar um wrap!?!? As trombas da gaja chegavam ao chão!!!! Entretanto fui abandonada, andava ali a perguntar o que devia fazer, se havia trabalho para fazer. A tipa só dizia eu faço.
Quando trabalho apertou, ela vira-se para mim e diz: continua a fazer. Continuo a fazer o quê?!?! se eu estive sem fazer nada, se ninguém me explicou nada, como é que eu sei o que hei-de "continuar" a fazer?!?!? A resposta da croma: abres as sandes e vês o que metes lá dentro. Ora bem! Nada mais sábio!! E lá dei eu comigo a abrir portas de frigoríficos e tampas de caixas e enfiar as coisas que me pareciam que pertenciam às sandes.
Como em qualquer parte do mundo, quando se trabalha numa cozinha, tenta-se manter a ordem. Logo que possível, os acessórios são lavados, limpos e arrumados, os produtos colocados no frio, os lixos esvaziados e por aí fora. Pois as coisas não correm assim tão bem naquela cozinha microscópica (se estiverem duas pessoas a trabalha "costas com costas" não passa uma terceira no meio, mesmo que sejam todas magrinhas. juro!!!). Não é que a croma sacudia as migalhas, os restos de peixe, de alface e afins para o chão!?!?
Ou seja, adorei o trabalho (aquelas facas enormes para cortar cosas pequenas fascinam-me! e consegui tirar a pele aos bocados de salmão: é mais simples do que parece!), mas fiquei assutada com a equipa (como é que se trabalha com uma equipa que não nos diz a coisas e depois nos manda abrir as sandes para ver o que está lá dentro?!?!) e preocupada com a minha segurança (o chão sujo tornou-se escorregadio e como a cozinha é mesmo muito pequena uma funcionária ia-me espetando com uma faca!!!!!).
Resultado, na hora de fazer o balanço disse ao chefe que não queria ficar. Que nunca me tinha acontecido algo do género e que se era assim no primeiro dia... como será nos outros todos?!?!? Como é que se trabalha com uma pessoa cuja cabeça nos apetece arrancar?!?! Não lhe disse isso, mas pensei-o.
Ele insistiu para eu ficar e tentou que eu ignorasse as coisas. Mas não me convenceu. Se ele pretende ignorar algo assim, das duas uma, ou não conhece a sua equipa, ou não quer saber. Seja como for é mau sinal.
Com um presságio destes não poderia aceitar tal trabalho e lá tenho eu que continuar na senda de encontrar um novo trabalho...
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Artes
Eu havia de jurar que já tinha colocado estas imagens aqui na vacaria, mas não as encontro. Se me repetir... sorry!
É tema falado por muitos. Alguns não têm noção nenhuma do que falam. Outros não têm noção do que fazem. No entanto, alguns têm juízo e fazem obra que se veja. E por aqui há locais onde é permitido grafitar sem ter que fugir à polícia. :)
Estas fotos são de graffitis fotografados há já uns anos. Ficam em Zurique e eu acho-lhes um piadão.
É tema falado por muitos. Alguns não têm noção nenhuma do que falam. Outros não têm noção do que fazem. No entanto, alguns têm juízo e fazem obra que se veja. E por aqui há locais onde é permitido grafitar sem ter que fugir à polícia. :)
Estas fotos são de graffitis fotografados há já uns anos. Ficam em Zurique e eu acho-lhes um piadão.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Fui às compras
Andava a fazer tempo para ir a uma entrevista de trabalho e entrei numa livraria na estação de comboios de Zurique. Para uma lado, para o outro e fui parar à secção de publicações periódicas de língua estrangeira (na perspectiva dos suíços de Zurique). Inglês, francês, italiano... perguntei-me se haveria na língua do Camões e/ou do Vinícius de Moraes. Resolvi-me a procurar.
Encontrei junto de outras línguas, como a de Cervantes. Comecei a analisar a coisa e... ai como me senti frustrada: uma revista de culinária, uma revista de horóscopos (na foto), revistas em tamanho A5 com nomes de mulher e mais uma em tamanho A4, cujo nome esqueci, mas cujo conteúdo desce ao nível das revistas pequenas.
Uma revista com um bocadinho de conteúdo do género da espanhola que também veio para casa? Ou da revista canarinha (só referente à cor, pois é uma publicação de um jornal suíço) na foto, cujo tema é o Edifício Copan em S. Paulo? Nada?!? Bolas!!!
Sinto-me deprimida com a falta de conteúdo das poucas publicações na minha língua materna... e é que nem o horóscopo do mês é simpático para mim. :/
Encontrei junto de outras línguas, como a de Cervantes. Comecei a analisar a coisa e... ai como me senti frustrada: uma revista de culinária, uma revista de horóscopos (na foto), revistas em tamanho A5 com nomes de mulher e mais uma em tamanho A4, cujo nome esqueci, mas cujo conteúdo desce ao nível das revistas pequenas.
Uma revista com um bocadinho de conteúdo do género da espanhola que também veio para casa? Ou da revista canarinha (só referente à cor, pois é uma publicação de um jornal suíço) na foto, cujo tema é o Edifício Copan em S. Paulo? Nada?!? Bolas!!!
Sinto-me deprimida com a falta de conteúdo das poucas publicações na minha língua materna... e é que nem o horóscopo do mês é simpático para mim. :/
Subscrever:
Mensagens (Atom)

