Os americanos são as figuras mais tristes que aparecem na Europa. Pleeeeeeease!! eles não olham para o umbigo deles. Eles são um umbigo gigante.
Na Sexta-feira o nosso aparelho para pagamentos com cartão deu o berro perto da hora do fecho. Não havia volta a dar a não ser dizer aos clientes que só aceitávamos pagamento em dinheiro.
Um americano branco e gordo de sobretudo (lembrou-me Animal Farm!) saca dos dólares e do cartão e pergunta ao meu colega se aceitam pagamento de alguma daquelas coisas. O meu colega, hesitante, virou-se para mim e eu comecei por dizer que não podíamos aceitar cartões. No cards? Where no cards? interrompe-me o porco. Eu não conseguia explicar-me simplesmente porque o otário chauvinista não me deixava falar. Berrava e esbracejava como se eu o tivesse tratado mal. A sorte é que o meu colega chamou o chefe de serviço que lhe levou o cambio do dólar de 1 para 1.
O palhaço quis armar-se em esperto... mas o Z. deu cabo dele. Bem-feito!!!
segunda-feira, 24 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Chichinha e batatinhas assadinhas... isso sim!
Se eu não tivesse dois problemas, era capaz de passar a vida a comer ração de combate. Um é eu sentir necessidade de saber distinguir o que estou a comer (com excepção para os hamburgers de uma certa marca, mas a regras são mesmo assim: com excepções). O outro é eu gostar de comer à séria: sentar a uma mesa posta com cuidado (não precisa de requinte) e servir-me de comidas cheirosas e suculentas. Huuum...
E por que digo eu que comeria ração de combate? Porque na teoria uma ração tem todos os nutrientes, proteínas etc. e tal necessários à sobrevivência do corpo. Além disso, ração de combate é muito prática: abre-se o pacote e engole-se.
Esta ideia parva veio-me à cabeça por causa de uma reportagem que vi há dias sobre gente que gosta de comer tudo cru. Ah porque me sinto muito bem. Porque me sinto muito leve . Porque isto e porque aquilo. Primeiro... a mulher com um paleio destes e tinha umas olheiras como as que eu costumava ter depois de andar 2 ou 3 dias na borga no tempo da faculdade. Amarela e anémica é a imagem que ela transmite.
No seguimento da coisa fala uma nutricionista e a única coisa que consegui guardar foi: dieta crudívora tem os seus riscos. Imagino porque será...
Mas o que me levou a ficar com muita urticária foi o que disse a tal da senhora que está mais leve com a dieta dos coelhos: tomo um suplemento vitamínico e alimento-me de coisas cruas.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah Assim também eu tinha uma dieta do caraças. Mas o mais engraçado é o que eu tenho visto no contacto com muita gente com dietas "malucas". Dois vegetarianos tiveram que deixar de ser vegetarianos por falta de proteína animal (como só conheci dois... 100% de fracasso para uma dieta sem proteína animal). Conheço uma família que foi para as homeopatias e complementos vitamínicos e mais não sei o quê, resultado: cinco elementos da família desenvolveram alergias a muitos alimentos. O único que não desenvolveu alergias foi o pai. E porquê? Come carne e peixe e crus e cozidos e o raio e não toma suplementos vitamínicos....
Não digo que de vez em quando não se tenha que tomar suplementos. Mas virem-me com a canção do bandido... e o problema é que muita gente não questiona e aceita esta gente bué fixe como exemplo máximo!!!
Quem me tira um prato de iscas de fígado (sem cebolada) com batata cozida ou uma sardinha assada a escorrer para cima da broa...
E por que digo eu que comeria ração de combate? Porque na teoria uma ração tem todos os nutrientes, proteínas etc. e tal necessários à sobrevivência do corpo. Além disso, ração de combate é muito prática: abre-se o pacote e engole-se.
Esta ideia parva veio-me à cabeça por causa de uma reportagem que vi há dias sobre gente que gosta de comer tudo cru. Ah porque me sinto muito bem. Porque me sinto muito leve . Porque isto e porque aquilo. Primeiro... a mulher com um paleio destes e tinha umas olheiras como as que eu costumava ter depois de andar 2 ou 3 dias na borga no tempo da faculdade. Amarela e anémica é a imagem que ela transmite.
No seguimento da coisa fala uma nutricionista e a única coisa que consegui guardar foi: dieta crudívora tem os seus riscos. Imagino porque será...
Mas o que me levou a ficar com muita urticária foi o que disse a tal da senhora que está mais leve com a dieta dos coelhos: tomo um suplemento vitamínico e alimento-me de coisas cruas.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah Assim também eu tinha uma dieta do caraças. Mas o mais engraçado é o que eu tenho visto no contacto com muita gente com dietas "malucas". Dois vegetarianos tiveram que deixar de ser vegetarianos por falta de proteína animal (como só conheci dois... 100% de fracasso para uma dieta sem proteína animal). Conheço uma família que foi para as homeopatias e complementos vitamínicos e mais não sei o quê, resultado: cinco elementos da família desenvolveram alergias a muitos alimentos. O único que não desenvolveu alergias foi o pai. E porquê? Come carne e peixe e crus e cozidos e o raio e não toma suplementos vitamínicos....
Não digo que de vez em quando não se tenha que tomar suplementos. Mas virem-me com a canção do bandido... e o problema é que muita gente não questiona e aceita esta gente bué fixe como exemplo máximo!!!
Quem me tira um prato de iscas de fígado (sem cebolada) com batata cozida ou uma sardinha assada a escorrer para cima da broa...
quinta-feira, 20 de março de 2014
Não haverá uma Luzia decente?!?
Luzia: Luzia é um nome de origem grega, que significa "a luminosa" ou "a que irradia luz".
Até ontem eu só conhecia uma Luzia. E considerava-a estúpida como uma porta. Hoje conheço duas. E considero as duas estúpidas como portas (coitadas das portas que não têm culpa).
Ontem à noite disse à sub-chefe que tivesse atenção com o nome Luzia que não é o mesmo que Luísa e se ela escrever mal num recado ou no plano de trabalho pode gerar confusões. Ela ah pois é, o i é depois (tirando o facto de ter um z e não ter acento...). E já que estávamos nesse tema, perguntei de onde vinha a colega Luzia, que eu ainda não tinha visto. Ah não sei. Ela fala dialecto [alemão] sem acento...
Ok! era só curiosidade. Tinha tempo de a conhecer. Não precisei de esperar muito. A figura apareceu hoje.
Comecemos pelo começo. Estiveram 20 graus na rua e ela trabalhou de cachecol, dentro da loja. Mete-me confusão este tipo de andamento. Mesmo que a pessoa não sinta, se não estiver fresca (sem roupa em demasia, hidratada, com o sono em dia, etc.) o rendimento não é o mesmo. Se o rendimento não é o mesmo... os outros é que têm que trabalhar a dobrar. E mesmo que trabalhe a dobrar, eu não recebo a dobrar!
Como novata que é (começou esta semana) acha que deve estar no paleio com as amigas. Sai de trás do balcão e vai abraçá-las e tudo. Deixando, imagine-se, o resto dos clientes à espera. Calma, Luisinha!! Muita calma. Ignora a anormalidade...
Como é óbvio, os gelados têm que ser reabastecidos. Temos um congelador gigante na cave onde está a maior parte dos gelados. Temos o balcão que tem uma caixa de cada. E temos um frigorífico no andar da loja onde temos os gelados para reabastecimento imediato do balcão. Como a moça ainda é mais novata do que eu, achei melhor ser eu a reabastecer os gelados. Ela tem tempo para aprender essas coisas... Fui buscar uma caixa, mas como havia muita gente, preferi meter a caixa no buraco correspondente e deixar para arrumar mais tarde os restos do gelado presentes na caixa antiga. Ela, sem ninguém lhe pedir, deixa de atender os clientes (uma fila de mais de 10 pessoas) para ir juntar os restos de gelado da caixa antiga à caixa nova. Quando olho para o lado, está a crominha a juntar Crème Brulè ao Double Cream and Meringues. Mas quem é que lhe encomendou o sermão?!?!? Mandaram-na para o scooping (fazer bolas), por que raio foi ela fazer aquilo?!?! Além disso... ela é assim tão parva que não vê que um gelado é amarelo com caramelo e o outro é branco?!?!?!
Mais tarde, andava eu para trás e para afrente com caixas, ela volta a deixar os cliente pendurados porque queria ir deitar fora as caixas vazias. What?!?! Quem substitui as caixas de gelado vai busca-las à cave quando é preciso, limpa a mesa onde se colocam as caixas de gelado a apanhar ar (quase como o vinho : D) e deita fora tudo o que não seja necessário e/ou incomode por ali. Mas ela deixa-me os clientes à espera quando eu estou a fazer esse trabalho?!?!
Mas atenção... o mais ridículo foi ao fim da tarde: fila enoooorme à porta. Eu a reabastecer os gelados e ela a no scooping. Como a fila era mesmo enoooorme e os gelados aguentavam para mais um pouco comecei também eu no scooping. Ela, descansada da vida, começa a colocar os papelinhos nos cones (um chapéu de papel, para a coisa se tornar mais higiénica). Esse trabalho só se faz em todos os cones se não houver clientes (à noite ou antes do abrir da porta ou até num dia de chuva), se houver clientes, coloca-se um chapéu sempre que se precisa de um cone. Isso mesmo, um a um. Mas ela achou que era porreiro estar a pôr papelotes nos cones e os clientes à espera... Eu virei-me para ela e disse-lhe que parasse de fazer isso e fosse vender gelados. É que ela, mesmo sendo novata, já tinha tido tempo para ver que os papéis se põem um a um, bastava pensar hoje de manhã não houve tempo para os colocar!! Olha que pôr mais guardanapos nas caixas e colheres de plástico nos copos ela não o fez!!!!!!
A minha sorte é que que eu arranjo sempre qualquer coisa a que me agarrar. Hoje, logo pela manhã, uma cliente fez-me ganhar o dia.
- Deseja o nosso cartão de fidelização?, perguntei eu.
- Não, obrigada. Não venho assim tantas vezes aqui. Mas você tem um sorriso muito lindo. Coisa cada vez mais rara em Zurique.
Se não fosse isto, não sei como teria tido um dia luminoso. Porque a tal da Luzia não irradia luz, que o que ela irradia é mesmo estupidez num estado puro!
Até ontem eu só conhecia uma Luzia. E considerava-a estúpida como uma porta. Hoje conheço duas. E considero as duas estúpidas como portas (coitadas das portas que não têm culpa).
Ontem à noite disse à sub-chefe que tivesse atenção com o nome Luzia que não é o mesmo que Luísa e se ela escrever mal num recado ou no plano de trabalho pode gerar confusões. Ela ah pois é, o i é depois (tirando o facto de ter um z e não ter acento...). E já que estávamos nesse tema, perguntei de onde vinha a colega Luzia, que eu ainda não tinha visto. Ah não sei. Ela fala dialecto [alemão] sem acento...
Ok! era só curiosidade. Tinha tempo de a conhecer. Não precisei de esperar muito. A figura apareceu hoje.
Comecemos pelo começo. Estiveram 20 graus na rua e ela trabalhou de cachecol, dentro da loja. Mete-me confusão este tipo de andamento. Mesmo que a pessoa não sinta, se não estiver fresca (sem roupa em demasia, hidratada, com o sono em dia, etc.) o rendimento não é o mesmo. Se o rendimento não é o mesmo... os outros é que têm que trabalhar a dobrar. E mesmo que trabalhe a dobrar, eu não recebo a dobrar!
Como novata que é (começou esta semana) acha que deve estar no paleio com as amigas. Sai de trás do balcão e vai abraçá-las e tudo. Deixando, imagine-se, o resto dos clientes à espera. Calma, Luisinha!! Muita calma. Ignora a anormalidade...
Como é óbvio, os gelados têm que ser reabastecidos. Temos um congelador gigante na cave onde está a maior parte dos gelados. Temos o balcão que tem uma caixa de cada. E temos um frigorífico no andar da loja onde temos os gelados para reabastecimento imediato do balcão. Como a moça ainda é mais novata do que eu, achei melhor ser eu a reabastecer os gelados. Ela tem tempo para aprender essas coisas... Fui buscar uma caixa, mas como havia muita gente, preferi meter a caixa no buraco correspondente e deixar para arrumar mais tarde os restos do gelado presentes na caixa antiga. Ela, sem ninguém lhe pedir, deixa de atender os clientes (uma fila de mais de 10 pessoas) para ir juntar os restos de gelado da caixa antiga à caixa nova. Quando olho para o lado, está a crominha a juntar Crème Brulè ao Double Cream and Meringues. Mas quem é que lhe encomendou o sermão?!?!? Mandaram-na para o scooping (fazer bolas), por que raio foi ela fazer aquilo?!?! Além disso... ela é assim tão parva que não vê que um gelado é amarelo com caramelo e o outro é branco?!?!?!
Mais tarde, andava eu para trás e para afrente com caixas, ela volta a deixar os cliente pendurados porque queria ir deitar fora as caixas vazias. What?!?! Quem substitui as caixas de gelado vai busca-las à cave quando é preciso, limpa a mesa onde se colocam as caixas de gelado a apanhar ar (quase como o vinho : D) e deita fora tudo o que não seja necessário e/ou incomode por ali. Mas ela deixa-me os clientes à espera quando eu estou a fazer esse trabalho?!?!
Mas atenção... o mais ridículo foi ao fim da tarde: fila enoooorme à porta. Eu a reabastecer os gelados e ela a no scooping. Como a fila era mesmo enoooorme e os gelados aguentavam para mais um pouco comecei também eu no scooping. Ela, descansada da vida, começa a colocar os papelinhos nos cones (um chapéu de papel, para a coisa se tornar mais higiénica). Esse trabalho só se faz em todos os cones se não houver clientes (à noite ou antes do abrir da porta ou até num dia de chuva), se houver clientes, coloca-se um chapéu sempre que se precisa de um cone. Isso mesmo, um a um. Mas ela achou que era porreiro estar a pôr papelotes nos cones e os clientes à espera... Eu virei-me para ela e disse-lhe que parasse de fazer isso e fosse vender gelados. É que ela, mesmo sendo novata, já tinha tido tempo para ver que os papéis se põem um a um, bastava pensar hoje de manhã não houve tempo para os colocar!! Olha que pôr mais guardanapos nas caixas e colheres de plástico nos copos ela não o fez!!!!!!
A minha sorte é que que eu arranjo sempre qualquer coisa a que me agarrar. Hoje, logo pela manhã, uma cliente fez-me ganhar o dia.
- Deseja o nosso cartão de fidelização?, perguntei eu.
- Não, obrigada. Não venho assim tantas vezes aqui. Mas você tem um sorriso muito lindo. Coisa cada vez mais rara em Zurique.
Se não fosse isto, não sei como teria tido um dia luminoso. Porque a tal da Luzia não irradia luz, que o que ela irradia é mesmo estupidez num estado puro!
segunda-feira, 17 de março de 2014
'tamos entregues aos bichos
Eu já me estava a esquecer de uma história deveras interessante. Só me lembrei dela porque hoje apanhei uma romena a vasculhar no lixo e a carregar trabalha para uma carrinha de matrícula de Bayern.
Na semana passada estava eu muito bem atrás do balcão quando aparece uma velhota bem baixinha. Tinha um toutiço como as avozinhas e um dente de ouro como as romenas. Baixinho, perguntou-me se alguém ali queria ler a mão. Como pensei que estava a perceber mal a coisa pedi-lhe para repetir. Ler o futuro, reformula ela.
Com um sorriso enorme (era mais a vontade de me rir do que a educação a falar) disse-lhe que ninguém tinha interesse. Além de não acreditar nisso, para se fazer esses trabalhos tem que se ter uma credencial. Não, não é uma credencial da Associação de Cartomantes (se é que isso existe) é uma autorização para desenvolver esse tipo de actividade, tal como a loja tem uma autorização para vender gelados ou as prostitutas pagam para vender o corpo...
Isto agora... é casas assaltadas, é catadores de lixo, é videntes de meia tigela... Depois admiram-se que os outros querem "fechar" fronteiras.
Na semana passada estava eu muito bem atrás do balcão quando aparece uma velhota bem baixinha. Tinha um toutiço como as avozinhas e um dente de ouro como as romenas. Baixinho, perguntou-me se alguém ali queria ler a mão. Como pensei que estava a perceber mal a coisa pedi-lhe para repetir. Ler o futuro, reformula ela.
Com um sorriso enorme (era mais a vontade de me rir do que a educação a falar) disse-lhe que ninguém tinha interesse. Além de não acreditar nisso, para se fazer esses trabalhos tem que se ter uma credencial. Não, não é uma credencial da Associação de Cartomantes (se é que isso existe) é uma autorização para desenvolver esse tipo de actividade, tal como a loja tem uma autorização para vender gelados ou as prostitutas pagam para vender o corpo...
Isto agora... é casas assaltadas, é catadores de lixo, é videntes de meia tigela... Depois admiram-se que os outros querem "fechar" fronteiras.
domingo, 16 de março de 2014
Andere Länder, andere Sitten*
Eu sabia que ao ter histórias para contar...
Oito dias de trabalho e já há um monte delas!! Mas hoje fico por uma só, que estou demasiado cansada para estar mais tempo em frente ao computador.
No dia em que fui experimentar o trabalho, percebi que a chefe falava muito inglês com algumas empregadas. Pensei, Que cool! Falantes de inglês e desenvolvo o meu inglês esquecido!
Mas no primeiro dia oficial de trabalho percebi que das duas uma, ou meu inglês estava pior do que eu pensava ou aquela gente não era nativa de inglês.
Com meia dúzia de pesquisas no Google e umas perguntas no Face percebi que afinal eu até estou muito bem se contar com o facto de há anos não ter uma conversa em inglês que dure mais de um minuto. Mas ainda assim, para tirar teimas, perguntei a uma delas de onde vinha. Ela falou tão bem que agora não sei... ela é ou da Lituânia ou da Letónia ou até, quem sabe, da Lapónia. Mas pronto, pelo menos confirmei que ela não era nativa de inglês burra.
Ontem, estava eu a fazer cones de gelado, quando essa mesma me entra na cozinha a perguntar se sei falar inglês. Como lhe respondi que sim, ela disse-me que eu tinha que falar com ela em inglês e não em alemão. Was?!?! (que é como quem diz What?!?! que é como quem diz... vocês sabem o quê). Se ela fosse inglesa, americana, australiana... eu ainda era capaz de aceitar a ideia, pois eu desenvolvia o meu inglês. Agora... ela fala pessimamente alemão e é moça para dizer i go to break quando quer avisar que vai fazer uma pausa. Bolas!!! Se não quer aprender alemão, azar o dela, mas não se ofereça para me desfazer os meus conhecimentos de inglês!!! Eu paguei um curso de alemão, se ela não quer... por mim é na boa, mas que não ofenda a minha inteligência!
Além disso, nós estamos em Zurique, aprendam a falar a língua de cá! Ou não sabem uma de alemão, não entendem os clientes e ainda dizem que eles são mal-educados?!?! Tenho que lhe ensinar o valor do ditado when in Rome be a roman!
*Pode ser equivalente a ao em Roma sê romano, mas serve mesmo para cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.
Oito dias de trabalho e já há um monte delas!! Mas hoje fico por uma só, que estou demasiado cansada para estar mais tempo em frente ao computador.
No dia em que fui experimentar o trabalho, percebi que a chefe falava muito inglês com algumas empregadas. Pensei, Que cool! Falantes de inglês e desenvolvo o meu inglês esquecido!
Mas no primeiro dia oficial de trabalho percebi que das duas uma, ou meu inglês estava pior do que eu pensava ou aquela gente não era nativa de inglês.
Com meia dúzia de pesquisas no Google e umas perguntas no Face percebi que afinal eu até estou muito bem se contar com o facto de há anos não ter uma conversa em inglês que dure mais de um minuto. Mas ainda assim, para tirar teimas, perguntei a uma delas de onde vinha. Ela falou tão bem que agora não sei... ela é ou da Lituânia ou da Letónia ou até, quem sabe, da Lapónia. Mas pronto, pelo menos confirmei que ela não era nativa de inglês burra.
Ontem, estava eu a fazer cones de gelado, quando essa mesma me entra na cozinha a perguntar se sei falar inglês. Como lhe respondi que sim, ela disse-me que eu tinha que falar com ela em inglês e não em alemão. Was?!?! (que é como quem diz What?!?! que é como quem diz... vocês sabem o quê). Se ela fosse inglesa, americana, australiana... eu ainda era capaz de aceitar a ideia, pois eu desenvolvia o meu inglês. Agora... ela fala pessimamente alemão e é moça para dizer i go to break quando quer avisar que vai fazer uma pausa. Bolas!!! Se não quer aprender alemão, azar o dela, mas não se ofereça para me desfazer os meus conhecimentos de inglês!!! Eu paguei um curso de alemão, se ela não quer... por mim é na boa, mas que não ofenda a minha inteligência!
Além disso, nós estamos em Zurique, aprendam a falar a língua de cá! Ou não sabem uma de alemão, não entendem os clientes e ainda dizem que eles são mal-educados?!?! Tenho que lhe ensinar o valor do ditado when in Rome be a roman!
*Pode ser equivalente a ao em Roma sê romano, mas serve mesmo para cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.
cada terra com seu uso, cada roca com o seu
fuso
Sitte In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-16].
Disponível na www:http://www.infopedia.pt/alemao-portugues/Sitte
Sitte In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-16].
Disponível na www:
quarta-feira, 12 de março de 2014
Acho que me estou a apaixonar...
...pelo meu neurologista.
Quase que me mata de susto com o resultado da minha última ressonância e que tenho que mudar a medicação e mais não sei o quê. Mesmo sem o homem ter culpa... fazendo como os romanos, quase tive vontade de bater no mensageiro.
Hoje fui lá para saber se o meu sangue tinha gostado da Dinamarca e, mais importante, se a Dinamarca tinha gostado do meu sangue. Parece que sim, que até posso fazer tratamento mais forte porque as análises tão limpinhas!
Mas neste entretanto o homem ficou com dúvidas: se eu não tenho sintomas, apesar de ter manchas novas, qual a melhor solução?!? Para ser sincera, fiquei com a impressão que nunca lhe apareceu uma paciente do género à frente (como me sinto especial). Então, lá foi falar com os colegas (como me sinto importante) e depois de me expor várias hipóteses chegámos à conclusão que fica tudo em águas de bacalhau. Ou seja, vou continuar a injectar-me em casa e a ressacar todas as Segundas. De todos os cenários, este é o melhor. Assim, fiquei com vontade de o beijocar todo.
É que é coisa de sentimentos contraditórios... e se esta mistura de sentimentos não é amor, não sei o que lhe chame... :p
Quase que me mata de susto com o resultado da minha última ressonância e que tenho que mudar a medicação e mais não sei o quê. Mesmo sem o homem ter culpa... fazendo como os romanos, quase tive vontade de bater no mensageiro.
Hoje fui lá para saber se o meu sangue tinha gostado da Dinamarca e, mais importante, se a Dinamarca tinha gostado do meu sangue. Parece que sim, que até posso fazer tratamento mais forte porque as análises tão limpinhas!
Mas neste entretanto o homem ficou com dúvidas: se eu não tenho sintomas, apesar de ter manchas novas, qual a melhor solução?!? Para ser sincera, fiquei com a impressão que nunca lhe apareceu uma paciente do género à frente (como me sinto especial). Então, lá foi falar com os colegas (como me sinto importante) e depois de me expor várias hipóteses chegámos à conclusão que fica tudo em águas de bacalhau. Ou seja, vou continuar a injectar-me em casa e a ressacar todas as Segundas. De todos os cenários, este é o melhor. Assim, fiquei com vontade de o beijocar todo.
É que é coisa de sentimentos contraditórios... e se esta mistura de sentimentos não é amor, não sei o que lhe chame... :p
Copo ou cone?
Depois de umas quantas aventuras de tentar encontrar trabalho, lá encontrei um muito aliciante. Candidatei-me e fiquei toda contente com o que ouvi na entrevista colectiva. Primeiro ponto, antes de começar, o Elvis (eu juro que o rapaz giro da agência de trabalho se chama assim) disse-nos logo vocês não estão a concorrer uns contra os outros, eu preciso de vários empregados, mais do que os que aqui estão. Tendo em conta que as experiências anteriores me tinham deitado abaixo e já estava farta tanto de estar em casa como de enviar currículos... fiquei logo mais animada. O segundo ponto foi o ordenado. Não vou ficar rica, mas também não me posso queixar.
Fui lá no Sábado da outra semana experimentar o trabalho. Quatro horas, nada antipático o trabalho. Ficou combinado que a chefe me iria telefonar na Segunda para acertar mais pontos. Como combinado, à meia tarde, liga-me ela a pergunta se poderia ir no Domingo (passado) para trabalhar mais umas horas (estas já seriam pagas) para ter a certeza que gostava da coisa. Concordei, mas na Sexta telefona-me ela a perguntar se poderia ir já no Sábado porque o clima prometia.
Pois bem, fui Sábado e gostei e não deixei ninguém ficar mal. No Domingo ia morrendo. Considerei despedir-me antes de assinar o contrato. Foi tanto trabalho, mas tanto trabalho, mas tanto trabalho que eu fiquei com os dedos com bolhas (e o pior é que foi nos nós dos dedos e não na palma da mão). Pensei para mim, não há dinheiro que valha este sacrifício. Mas depois percebi melhor a coisa. Estamos em Março e este ano não houve Inverno. Temperaturas amenas é coisa que não nos largou e desde o final da semana passada que estamos na Primavera. Isso fez com que todos os suíços saíssem à rua para apreciar o Sol e esperar mais de meia hora na fila dos gelados. Isso aliado ao facto de a chefe de equipa não estar a contar precisar de uma equipa grande em Março (seria de esperar mais para a frente e não agora).
Ontem foi mais leve, mas também agitado (era Carnaval em algumas cidades) e eu continuava na dúvida. Só hoje, depois de passar por várias aventuras, é que me decidi a ficar mesmo. Por acaso o Elvis foi ter comigo para, finalmente, assinar o contrato para eu ir trabalhar numa gelataria. (a gelataria que produz o meu gelado favorito! huum)
É num sítio interessante em Zurique e, apesar do stress, é bastante divertido. Além disso, uma vez mais, em pouco tempo eu pus aquela gente a venerar-me. Hoje aprendi a fazer cones de gelado. Estavam tão bem ou tão mal que uma colega minha andou a mostrá-los a toda a gente como se uma obra de arte fosse. Ou seja, pelo andar da carruagem vou ter muito que contar!
Isto é caixa de gelado que a chefe me deu (e a outras duas raparigas) no primeiro dia em que fomos lá. Foi a forma de nos pagar o dia (que toda a gente sabe que nunca se recebe no dia de 'ver' o trabalho). Como acho difícil fazer bola de gelado de 75 gramas, resolvi comprar uma colher para treinar em casa. Acho que não me serve de muito (o sorvete tem um peso diferente do gelado, por exemplo), mas sempre me lambuzei com este Johannisbeere Sorbet que é como quem diz sorvete de groselha. :D
Fui lá no Sábado da outra semana experimentar o trabalho. Quatro horas, nada antipático o trabalho. Ficou combinado que a chefe me iria telefonar na Segunda para acertar mais pontos. Como combinado, à meia tarde, liga-me ela a pergunta se poderia ir no Domingo (passado) para trabalhar mais umas horas (estas já seriam pagas) para ter a certeza que gostava da coisa. Concordei, mas na Sexta telefona-me ela a perguntar se poderia ir já no Sábado porque o clima prometia.
Pois bem, fui Sábado e gostei e não deixei ninguém ficar mal. No Domingo ia morrendo. Considerei despedir-me antes de assinar o contrato. Foi tanto trabalho, mas tanto trabalho, mas tanto trabalho que eu fiquei com os dedos com bolhas (e o pior é que foi nos nós dos dedos e não na palma da mão). Pensei para mim, não há dinheiro que valha este sacrifício. Mas depois percebi melhor a coisa. Estamos em Março e este ano não houve Inverno. Temperaturas amenas é coisa que não nos largou e desde o final da semana passada que estamos na Primavera. Isso fez com que todos os suíços saíssem à rua para apreciar o Sol e esperar mais de meia hora na fila dos gelados. Isso aliado ao facto de a chefe de equipa não estar a contar precisar de uma equipa grande em Março (seria de esperar mais para a frente e não agora).
Ontem foi mais leve, mas também agitado (era Carnaval em algumas cidades) e eu continuava na dúvida. Só hoje, depois de passar por várias aventuras, é que me decidi a ficar mesmo. Por acaso o Elvis foi ter comigo para, finalmente, assinar o contrato para eu ir trabalhar numa gelataria. (a gelataria que produz o meu gelado favorito! huum)
É num sítio interessante em Zurique e, apesar do stress, é bastante divertido. Além disso, uma vez mais, em pouco tempo eu pus aquela gente a venerar-me. Hoje aprendi a fazer cones de gelado. Estavam tão bem ou tão mal que uma colega minha andou a mostrá-los a toda a gente como se uma obra de arte fosse. Ou seja, pelo andar da carruagem vou ter muito que contar!
Isto é caixa de gelado que a chefe me deu (e a outras duas raparigas) no primeiro dia em que fomos lá. Foi a forma de nos pagar o dia (que toda a gente sabe que nunca se recebe no dia de 'ver' o trabalho). Como acho difícil fazer bola de gelado de 75 gramas, resolvi comprar uma colher para treinar em casa. Acho que não me serve de muito (o sorvete tem um peso diferente do gelado, por exemplo), mas sempre me lambuzei com este Johannisbeere Sorbet que é como quem diz sorvete de groselha. :D
sexta-feira, 7 de março de 2014
Demokratía
De há uns tempos para cá que não me sai um pensamento polémico da cabeça. Mas depois de encontrar a tira da Mafalada no meu computador e ontem ter ouvido um miúdo fofo no Quem quer ser milionário?... tenho que o deitar cá para fora...
Tem a ver com a decisão do bem-dito referendo sobre o controlo das fronteiras/entrada de novos imigrantes em terra helvéticas. Vieram logo as ameaças da união europeia. A Suíça esse país com mais patentes per capita em 2013, supostamente, precisa da união europeia como de ar para respirar. Uma das sanções foi nos mais fracos: estudantes de Erasmus. És suíço?!? Tunga! Não entras, não podes participar. Entretanto já veio nas notícias... a Suíça paga mais e os estudantes podem continuar a ir namorar e beber e curtir e também estudar para fora. Ugh?! NO COMENTS!
No entanto, não é isso que é polémico na minha cabeça...
É o paralelo que faço entre a Suíça e a Ucrânia (a Ucrânia antes da Rússia ter feito os últimos avanços).
Na Suíça, o povo foi às urnas para dizer que não queria estrangeiros de forma maluca na sua terra.
Na Ucrânia, o povo teve que se barricar no centro da capital, qual trincheira da I Guerra Mundial, para mostrar ao governo (e ao mundo) a sua vontade de se aliar à união europeia.
O Mundo sobre a Ucrânia: ah coitados dos ucranianos que não têm direito a escolher a que "lado" se hão-de aliar.
O Mundo sobre a Suíça: ah porque eles são uns racistas e xenófobos que precisam dos imigrantes mas querem expulsar toda a gente.
O governo deixou-se governar pelo povo, como manda a democracia (e digo uma vez mais, os suíços não querem expulsar toda a gente!). Não gostam, comem menos! Agora virem com tretas sobre os estudantes de Erasmus (para me manter num só exemplo) isso é o mesmo que um certo país está a fazer sobre outro... ou não?!? Ou pressão só conta como tal se for com um canhão apontado à cabeça?!?!
A história do miúdo é interessante. A Manuela Moura Guedes perguntava-lhe o que é que o pai deveria fazer com o dinheiro ganho até ali. Ele, muito tímido, responde que é uma viagem. A Manuela então pergunta-lhe para onde é que ele achava que o pai deveria viajar. Para a Suíça, foi a resposta envergonhada do garoto. Aí é que ela ficou mesmo espantada. Perguntou-lhe porquê, pensando que a resposta seria o chocolate (como eu pensei e provavelmente tantas outras pessoas). Porque lá há paz, sussurra ele. Boing! What?!?!? O miúdo podia escolher os chocolates, o queijo, o esqui, os relógios, os automóveis (começa agora o Auto Salão em Genebra), os comboios e sai-se com esta?!?! Então depois lá se percebeu que lá em casa já se fala da neutralidade da Suíça e da não participação deste país nas guerras e que a criança acha que isso até que é porreiro.
Pronto... se uma criança da escola primária consegue gostar da ideia da neutralidade suíça (que é dependente dessa coisa rara chamada de democracia), porque é que devemos ser nós, os não-suíços, a criticar a sua forma de vida nessa coisa tão rara chamada democracia?!?!?
Quanto à tira do Quino, acho que não é preciso esclarecimentos...
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quinta-feira, 6 de março de 2014
Tens lume?
Já por várias vezes comentei com diferentes pessoas e em diferentes contextos (por exemplo, no Dias) que aqui na terra das vacas ainda há publicidade aos cigarros.
Nos placards pela cidade, nas revistas e jornais, um pouco por todo o lado somos convidados a experimentar o cigarro que muda de sabor depois de se apertar o filtro (eu pergunto-me como é que isso funcionará) ou os cigarros sem nada, ou seja, supostamente sem qualquer aditivo (duvido! a minha mãe plantou tabaco alguns anos e às porcarias que aquilo levava durante a cultura... já não seria preciso juntar mais nada mesmo. A não ser que seja cultura bio. :p ), apresentam preços novos (normalmente são promoções que aparecem de tempos a tempos em que tiram alguns cêntimos ao valor total, mas também oferecem um cigarro extra [não sei como] ou desconto se se comprar dois maços) ou ainda concursos em que se juntam pontos para se viajar para um sítio porreiro onde se possa fumar com style. :D :D :D
Eu andei que tempos a adiar, mas pronto... hoje decidi-me a colocar alguns exemplos de publicidade que retirei de jornais e revistas distribuídos gratuitamente pela cidade.
Não me parece que se fume mais por causa da publicidade. Do mesmo modo que não me parece que se fume menos por causa das mensagens apocalípticas e das imagens bizarras nos pacotes de cigarros (sim, aqui já há imagens há muitos anos!). No entanto, quero deixar claro que não estou a fazer publicidade e/ou apologia do cigarro. Só estou a mostrar uma diferença cultural entre a terra das vacas e outros países!
Nos placards pela cidade, nas revistas e jornais, um pouco por todo o lado somos convidados a experimentar o cigarro que muda de sabor depois de se apertar o filtro (eu pergunto-me como é que isso funcionará) ou os cigarros sem nada, ou seja, supostamente sem qualquer aditivo (duvido! a minha mãe plantou tabaco alguns anos e às porcarias que aquilo levava durante a cultura... já não seria preciso juntar mais nada mesmo. A não ser que seja cultura bio. :p ), apresentam preços novos (normalmente são promoções que aparecem de tempos a tempos em que tiram alguns cêntimos ao valor total, mas também oferecem um cigarro extra [não sei como] ou desconto se se comprar dois maços) ou ainda concursos em que se juntam pontos para se viajar para um sítio porreiro onde se possa fumar com style. :D :D :D
Eu andei que tempos a adiar, mas pronto... hoje decidi-me a colocar alguns exemplos de publicidade que retirei de jornais e revistas distribuídos gratuitamente pela cidade.
Não me parece que se fume mais por causa da publicidade. Do mesmo modo que não me parece que se fume menos por causa das mensagens apocalípticas e das imagens bizarras nos pacotes de cigarros (sim, aqui já há imagens há muitos anos!). No entanto, quero deixar claro que não estou a fazer publicidade e/ou apologia do cigarro. Só estou a mostrar uma diferença cultural entre a terra das vacas e outros países!
Eu gosto particularmente desta publicidade. Cigarros e bicicletas combinam bué bem! :p
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A barraca
Bolas!! Eu pareço o centro de emprego ou um tribunal qualquer... os papéis acumulam-se à minha volta!!! E mesmo tentando deitar muita coisa fora, acabo por me aperceber que é quase tudo importante... as contas, as declarações de IRS, as garantias de aparelhos eléctricos, os contratos, as folhas de pagamento, as guias de entrega da medicação... pastas e mais pastinhas... mas como vou amontoando... de vez em quando tenho que me agarrar ao verbo e fazer a triagem e meter tudo no sítio!
Hoje, em mais uma dessas triagens, encontrei outra foto feita pela minha mãe, com certeza no mesmo dia em que fez a que publiquei ontem. Este edifício fica mesmo em frente ao armazém grande. É onde os artistas se juntam (e até devem guardar os materiais lá dentro) e também esta "barraca" (pelo menos em madeira é) vai levando umas tintas por cima de tempos a tempos.
Hoje, em mais uma dessas triagens, encontrei outra foto feita pela minha mãe, com certeza no mesmo dia em que fez a que publiquei ontem. Este edifício fica mesmo em frente ao armazém grande. É onde os artistas se juntam (e até devem guardar os materiais lá dentro) e também esta "barraca" (pelo menos em madeira é) vai levando umas tintas por cima de tempos a tempos.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
StreetArt
Esta foto tem, com toda a certeza, mais de cinco anos. A minha mãe tirou a foto com uma máquina analógica num tempo em que a incineradora da cidade tinha umas dimensões mais reduzidas. Hoje em dia, este parque de estacionamento desapareceu para fazer parte da zona de entradas e saídas de camiões.
A linha de comboio (não se vê o chão, mas está lá o sinal de trânsito que confirma a existência de uma linha de comboios) ainda se mantém em pleno funcionamento. Vagões-contentores entram e saem da incineradora todos os dias.
A Briner, uma empresa que prepara ferro para as construção civil, ainda está no activo. Já lá andei a limpar e percebi que eles amarram ferro que mais tarde vai ser colocado em escadas, placas, paredes de betão armado. Como trabalham com ferro, o espaço estava permanentemente imundo, mas não me meteu nojo, se os homens tinham as mãos sujas de ferrugem era normal que sujassem os lavatórios. Também descobri por lá que os comandos de uma grua mandam um calor insuportável e são pesados para burro. Percebi com isso que um gruista sofre bastante mais do que com o stress da precisão do seu trabalho (eu admiro gente que trabalha com gruas, empilhadoras e coisas que exigem mais atenção do que se pensa).
Uma outra diferença em relação ao antes desta foto e ao depois dos dias de hoje é o grafiti. Aquela parede é pintada por artistas há... anos... É um mural enorme que a cada ano (pelo menos uma vez) é renovado. Já lá vi umas coisas bem interessantes. Outras nem por isso. Mas começando do começo e, como já disse noutro post, correndo o risco de me repetir, vou colocando aqui os grafitis daquela parede.
A linha de comboio (não se vê o chão, mas está lá o sinal de trânsito que confirma a existência de uma linha de comboios) ainda se mantém em pleno funcionamento. Vagões-contentores entram e saem da incineradora todos os dias.
A Briner, uma empresa que prepara ferro para as construção civil, ainda está no activo. Já lá andei a limpar e percebi que eles amarram ferro que mais tarde vai ser colocado em escadas, placas, paredes de betão armado. Como trabalham com ferro, o espaço estava permanentemente imundo, mas não me meteu nojo, se os homens tinham as mãos sujas de ferrugem era normal que sujassem os lavatórios. Também descobri por lá que os comandos de uma grua mandam um calor insuportável e são pesados para burro. Percebi com isso que um gruista sofre bastante mais do que com o stress da precisão do seu trabalho (eu admiro gente que trabalha com gruas, empilhadoras e coisas que exigem mais atenção do que se pensa).
Uma outra diferença em relação ao antes desta foto e ao depois dos dias de hoje é o grafiti. Aquela parede é pintada por artistas há... anos... É um mural enorme que a cada ano (pelo menos uma vez) é renovado. Já lá vi umas coisas bem interessantes. Outras nem por isso. Mas começando do começo e, como já disse noutro post, correndo o risco de me repetir, vou colocando aqui os grafitis daquela parede.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Aathal e e tal... :)
Para não duvidarem da minha palavra em relação ao tempo, mostro mais umas fotos interessantes da área circundante e aproveito para mostrar o que foi deixado para trás de uma linha de caminhos de ferro (e segundo uma placa que por lá estava há outro pontos de interesse dobre caminhos de ferro nas redondezas - para uma próxima, talvez).
O Föhn pode ser um secador do cabelo, mas é também um fenómeno meteorológico que em português dá pelo nome interessante de vento anabático. O Föhn não nos seca o cabelo, mas faz subir as temperaturas e permite a ilusão óptica da proximidade das montanhas. Parece que estão aí ao lado, mas... não, não estão! O tempo estava tão bom que eu vi pelo menos quatro balões de ar quente no ar!
O Föhn pode ser um secador do cabelo, mas é também um fenómeno meteorológico que em português dá pelo nome interessante de vento anabático. O Föhn não nos seca o cabelo, mas faz subir as temperaturas e permite a ilusão óptica da proximidade das montanhas. Parece que estão aí ao lado, mas... não, não estão! O tempo estava tão bom que eu vi pelo menos quatro balões de ar quente no ar!
Uma outra perspectiva do Pfäffikersee.
Para se ir a pé da estação de comboios de Aathal para Seegräben (onde está a quinta) é preciso usar uma passagem subterrânea, pois por cima há uma estrada nacional deveras movimentada. Além de se passar em segurança, temos esta cor toda...
Aathal era uma zona de fábricas de fiação de algodão que era movidas a água. Um restaurante todo chique abriu há pouco tempo aproveitando o edifício e usando o nome de Neue Spinnerei (nova fiação) Também há por lá um moinho de 1219, ou seja, anterior à fundação da Confederação Helvética.
E esta é a antiga estação de comboios de Aathal.Pelo menos uma parte é usada por um veterinário. E a casinhota é onde estão os manípulos para trocar as agulhas das linhas. É ou não é interessante?!?!
E ainda dando destaque a Aathal, que pertence à freguesia de Seegräben, podemos encontrar por lá um museu de dinossauros. Fui lá há muitos anos, mas hoje reparei que acho que tenho que lá voltar em breve, pois parece ter mais atracções. E é isto uma terra de cerca de 200 habitantes!!! (segundo a Wikipédia, que eu cá não acredito que seja tanta gente!!)
Post eclético
E vi mais umas coisas que se podem referir num post só.
Há animais novos na quinta, como por exemplo a galinha e as suas irmãs.
Além do castelo de palha que costuma estar lá, havia um outro canto dedicado às brincadeiras dos mais novos. Eu não percebo como foi feito aquele fardo que o miúdo puxa. Ou ele tem super poderes ou a minha ideia do peso de um fardo de palha é bem diferente...
E como seria de esperar havia arranjos aqui e ali sempre com a palha como motivo principal. Só não entendi muito bem o que estava a pedra de amolar a fazer no meio do pátio...
Há animais novos na quinta, como por exemplo a galinha e as suas irmãs.
Além do castelo de palha que costuma estar lá, havia um outro canto dedicado às brincadeiras dos mais novos. Eu não percebo como foi feito aquele fardo que o miúdo puxa. Ou ele tem super poderes ou a minha ideia do peso de um fardo de palha é bem diferente...
E como seria de esperar havia arranjos aqui e ali sempre com a palha como motivo principal. Só não entendi muito bem o que estava a pedra de amolar a fazer no meio do pátio...
Eu achei este lounge bem catita...
Estava a igreja toda iluminada...
Mas o que me surpreendeu MESMO foi a igreja de palha. Olhei por fora e perguntei-me se seria uma igreja. Começo a olhar para os "vitrais" nas janelas e surge-me nova pergunta: será que se pode entrar? Podia! E era isto o que se via...
Oh pá!! E que hei-de eu dizer mais sobre isto?!?!
Come palha!!
Este Inverno na Suíça está a ser ultra-anormal. Não há neve, as temperaturas são bastante boas, chove, mas nada que se compare a Portugal. Resumidamente, é um Inverno que me está a deixar preocupada com o Verão...
No entanto, eu não posso ficar em casa a pensar se o verão vai ser extremamente seco ou muito molhado. Tenho que aproveitar o facto de não chover para andar no passeio. Hoje éramos quatro à solta e fomos ver se matávamos a fome ao festival da palha.
Por acaso, os suíços ainda não inventaram um bolo de palha (por isso nos ficámos no Apfelstrudel), mas consolámo-nos a ver as construções feitas de palha, na quinta aonde eu costumo ir ver a exposição das abóboras.
Faltavam duas esculturas, não sei se se estragaram ou se foram levadas para outros sítios, mas mesmo assim... voltei a sair surpreendia daquela quinta!
Como o tema era Bauernhof (Quinta), não podia faltar o belo do espantalho. Este estava colocado no sítio onde em Novembro eu vi a Galinha que anunciava o festival da palha. Mas também havia o tractor, o vitelo, a cabra (o outro corno estava meio descaído, por isso não se vê) e o cabrito (era da minha altura!) e o carro das abóboras. :)
No entanto, eu não posso ficar em casa a pensar se o verão vai ser extremamente seco ou muito molhado. Tenho que aproveitar o facto de não chover para andar no passeio. Hoje éramos quatro à solta e fomos ver se matávamos a fome ao festival da palha.
Por acaso, os suíços ainda não inventaram um bolo de palha (por isso nos ficámos no Apfelstrudel), mas consolámo-nos a ver as construções feitas de palha, na quinta aonde eu costumo ir ver a exposição das abóboras.
Faltavam duas esculturas, não sei se se estragaram ou se foram levadas para outros sítios, mas mesmo assim... voltei a sair surpreendia daquela quinta!
Como o tema era Bauernhof (Quinta), não podia faltar o belo do espantalho. Este estava colocado no sítio onde em Novembro eu vi a Galinha que anunciava o festival da palha. Mas também havia o tractor, o vitelo, a cabra (o outro corno estava meio descaído, por isso não se vê) e o cabrito (era da minha altura!) e o carro das abóboras. :)
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Expressionista
Nascida em Berlim, falecida em Murnau am Staffelsee, Garmisch-Partenkirchen, Baviera, parece que fez trabalho em Munique, foi amiga de Kandinsky e salvou muitos quadros deste e outros pintores pertencentes ao movimento Blaue Reiter.
E fica aqui resumido (mais do que resumido!) o perfil de Gabriele Münter, cujo aniversário se assinala hoje no .ch e no .de desta forma.
E fica aqui resumido (mais do que resumido!) o perfil de Gabriele Münter, cujo aniversário se assinala hoje no .ch e no .de desta forma.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Boa noite!
No aeroporto de Lisboa vi uns cadernos interessantes. Eram uns livros de listas. Havia para viagem, o que fiz, o que comi, onde fui, o que experimentei... Mas também havia para o dia a dia. Filmes favoritos, músicas favoritas, coisas maldosas que fiz na infância... e por aí além.
Depois de ver isso tenho pensado que há muito que uma lista paira na minha cabeça: a lista das coisas más que me acontecem na vida.
Eu dar um exemplo só: a esclerose múltipla. Veio há um ano e tal. Como se não chegasse continua a proliferar pelo meu cérebro de já natureza tontinho e agora obriga-me a tomar uma decisão complicada (ainda ando em estudos). Ou seja... ainda mal me levantei de uma queda, já estou com os dentes outra vez no pó por causa da mesma coisa.
Mas como se passa com esclerose passa-se com muitas outras áreas que não vou mencionar aqui por dois motivos, não quero chatear ninguém com enumerações e há outros temas que nunca serão debatidos por mim na internet.
Então... sempre que eu revejo essa lista mentalmente (eu juro que não faço de propósito, a coisa acontece simplesmente) vem-me uma única pergunta à cabeça: Como é que ainda não te atiraste da ponte?!?
Não, não estou suicida! Mas a pergunta é muito válida. Se é um azar atrás do outro... como é que eu consigo levantar-me da cama no dia seguinte?!?! Não percebo de onde me vem esta força. No entanto, hoje sinto-me positiva e agradecida por esta força (não, não aconteceu nada de especial). Cheia de energia positiva que quero de alguma forma partilhar. Para a semana já poderei estar outra vez pessimista, mas até lá o pensamento que quero partilhar é só um: mesmo sendo noutras latitudes, longe dos meus "óios", o Sol, neste preciso, momento está a brilhar.
Depois de ver isso tenho pensado que há muito que uma lista paira na minha cabeça: a lista das coisas más que me acontecem na vida.
Eu dar um exemplo só: a esclerose múltipla. Veio há um ano e tal. Como se não chegasse continua a proliferar pelo meu cérebro de já natureza tontinho e agora obriga-me a tomar uma decisão complicada (ainda ando em estudos). Ou seja... ainda mal me levantei de uma queda, já estou com os dentes outra vez no pó por causa da mesma coisa.
Mas como se passa com esclerose passa-se com muitas outras áreas que não vou mencionar aqui por dois motivos, não quero chatear ninguém com enumerações e há outros temas que nunca serão debatidos por mim na internet.
Então... sempre que eu revejo essa lista mentalmente (eu juro que não faço de propósito, a coisa acontece simplesmente) vem-me uma única pergunta à cabeça: Como é que ainda não te atiraste da ponte?!?
Não, não estou suicida! Mas a pergunta é muito válida. Se é um azar atrás do outro... como é que eu consigo levantar-me da cama no dia seguinte?!?! Não percebo de onde me vem esta força. No entanto, hoje sinto-me positiva e agradecida por esta força (não, não aconteceu nada de especial). Cheia de energia positiva que quero de alguma forma partilhar. Para a semana já poderei estar outra vez pessimista, mas até lá o pensamento que quero partilhar é só um: mesmo sendo noutras latitudes, longe dos meus "óios", o Sol, neste preciso, momento está a brilhar.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
E sai-me um Fagin
Isto de se andar à procura de trabalho tem muito que se lhe diga. Muuuuito mais do que se possa pensar!
A proposta era interessante: das 12 às 17 horas, num pequeno café, numa estação de comboios de Zurique. Candidatura feita pessoalmente, in locu, entre as 10 e as 14 horas. Lá vou eu toda pimpona com o currículo, a cópia das cartas de referência, pronta elogiar-me até mais não (quando é preciso eu até meto nojo a gabar as minhas qualidades!).
O homem mal olha para o currículo, não olha para as cartas e diz-me para fazer o dia de prova naquele momento, que há mais uma candidata e podemos fazer as duas e por aí fora.
A mulher chega, apresentamo-nos. Ele mostra-nos uma lista com preços escrita por uma galinha numa língua indecifrável (senwich, sabem o que é?!?! é isso mesmo... uma sandes!) e raspa-se dali para fora. Deixa-nos ali ao abandono e vai à sua vida. Maravilha!!
Em três horas vendemos 5 cafés, dois croissants, um bretzel e um hot dog (e eu sujei-me de mostarda!). Um frio de rachar. Eu, calorenta nata, estava com a boina enfiada até aos olhos e puxava as mangas do casaco para cima das mãos.
Depois de ele ter dado umas quinhentas voltas ao bilhar grande, o homem resolveu-se a aparecer e a perguntar como ia a coisa. O trabalho não era difícil, é certo. Mas quando eu comecei a fazer perguntas sobre as condições de trabalho a coisa começou a cheirar muito mal.
Primeiro o anúncio era das 12h às 17h. Mas entretanto já era das 11h para a frente e podia-se fazer 2 pessoas das 7h às 9h. Seria um trabalho a 50%. Eu disse-lhe que a mim não compensava ir para Zurique Para começar às 7h fazer pausa às 9h e recomeçar às 11h. Mais, 25 horas por semana não é 50%, é mais. Porque aqui há semanas de 40 a 43 (talvez 45 horas), mas nunca de 50 horas. E pela conversa a coisa nunca seria só 25 horas, embora se fosse ganhar ao mês e não à hora, ou seja, era sempre o mesmo dinheiro para um número indefinido de horas.
Mas a coisa começou a ficar meeeesmo interessante quando se falou em honorários. O valor que ele me dava era para o mês, eu saquei do telemóvel para fazer contas e só não me ri porque era trágico demais! Ele oferecia-me 17 francos à hora. Ainda que fossem 17 francos limpos, significava que iria ganhar menos do que se andasse a trabalhar numa firma de limpeza. Era ganhar menos do que ganhei a limpar latrinas em 2008 quando cheguei cá!!!
Eh pá!! Eu preciso de um trabalho, sim. Mas vamos lá com calma. Se era para escravatura tinha ficado no supermercado. O ordenado era mesmo bom para supermercado, não gastava dinheiro no bilhete de comboio (ir até Zurique são 12.40 francos, ida e volta!), fazia desporto com a minha trotinete (tenho uma mais moderna e prática :D ) no caminho para o trabalho e não passava frio.
No fim de analisar bem as coisas, lamentei o facto de ser tão mau (eu gostava do horário que estava no anúncio, permitia-me estudar ou arranjar outro trabalho de manhã) e disse-lho educadamente. Não é que aquele merry old gentleman (juro que lembrava o malvado de Oliver Twist, só que este era turco) amuou comigo e só faltou bater-me quando me mandou embora?!?!
O que salvou o dia foi o fim de tarde. Como estava perto, fui até à beira do lago apreciar o Sol. E pensar que amanhã será outro dia. :)
A proposta era interessante: das 12 às 17 horas, num pequeno café, numa estação de comboios de Zurique. Candidatura feita pessoalmente, in locu, entre as 10 e as 14 horas. Lá vou eu toda pimpona com o currículo, a cópia das cartas de referência, pronta elogiar-me até mais não (quando é preciso eu até meto nojo a gabar as minhas qualidades!).
O homem mal olha para o currículo, não olha para as cartas e diz-me para fazer o dia de prova naquele momento, que há mais uma candidata e podemos fazer as duas e por aí fora.
A mulher chega, apresentamo-nos. Ele mostra-nos uma lista com preços escrita por uma galinha numa língua indecifrável (senwich, sabem o que é?!?! é isso mesmo... uma sandes!) e raspa-se dali para fora. Deixa-nos ali ao abandono e vai à sua vida. Maravilha!!
Em três horas vendemos 5 cafés, dois croissants, um bretzel e um hot dog (e eu sujei-me de mostarda!). Um frio de rachar. Eu, calorenta nata, estava com a boina enfiada até aos olhos e puxava as mangas do casaco para cima das mãos.
Depois de ele ter dado umas quinhentas voltas ao bilhar grande, o homem resolveu-se a aparecer e a perguntar como ia a coisa. O trabalho não era difícil, é certo. Mas quando eu comecei a fazer perguntas sobre as condições de trabalho a coisa começou a cheirar muito mal.
Primeiro o anúncio era das 12h às 17h. Mas entretanto já era das 11h para a frente e podia-se fazer 2 pessoas das 7h às 9h. Seria um trabalho a 50%. Eu disse-lhe que a mim não compensava ir para Zurique Para começar às 7h fazer pausa às 9h e recomeçar às 11h. Mais, 25 horas por semana não é 50%, é mais. Porque aqui há semanas de 40 a 43 (talvez 45 horas), mas nunca de 50 horas. E pela conversa a coisa nunca seria só 25 horas, embora se fosse ganhar ao mês e não à hora, ou seja, era sempre o mesmo dinheiro para um número indefinido de horas.
Mas a coisa começou a ficar meeeesmo interessante quando se falou em honorários. O valor que ele me dava era para o mês, eu saquei do telemóvel para fazer contas e só não me ri porque era trágico demais! Ele oferecia-me 17 francos à hora. Ainda que fossem 17 francos limpos, significava que iria ganhar menos do que se andasse a trabalhar numa firma de limpeza. Era ganhar menos do que ganhei a limpar latrinas em 2008 quando cheguei cá!!!
Eh pá!! Eu preciso de um trabalho, sim. Mas vamos lá com calma. Se era para escravatura tinha ficado no supermercado. O ordenado era mesmo bom para supermercado, não gastava dinheiro no bilhete de comboio (ir até Zurique são 12.40 francos, ida e volta!), fazia desporto com a minha trotinete (tenho uma mais moderna e prática :D ) no caminho para o trabalho e não passava frio.
No fim de analisar bem as coisas, lamentei o facto de ser tão mau (eu gostava do horário que estava no anúncio, permitia-me estudar ou arranjar outro trabalho de manhã) e disse-lho educadamente. Não é que aquele merry old gentleman (juro que lembrava o malvado de Oliver Twist, só que este era turco) amuou comigo e só faltou bater-me quando me mandou embora?!?!
O que salvou o dia foi o fim de tarde. Como estava perto, fui até à beira do lago apreciar o Sol. E pensar que amanhã será outro dia. :)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A paixão do nosso diário
No meu tempo, um diário era com folhas coloridas, de preferência com cheiro. Tinham um cadeado que não guardavam nada, porque as chave era um bocado de ferro. Os diários escondiam-se debaixo da almofada, no fundo da gaveta do fundo da mesa de cabeceira e, no medo de o irmão mais novo descobrir o diário, chegava-se a levar o diário na mochila para a escola.
Hoje em dia, os adolescentes consideram o pintinhos e os livros das caras como os seus diários.
ME-DO!
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