Já regressei de férias. Foi uma semana interessante e agradável. Estive com amigas que já não via há um tempo. Conheci novos sítios e novas pessoas. Fui à praia. Ah! O mar...
Mas nunca pensei que o regresso do reino bué bué longe me deixasse tão feliz. Quando atravessava os Alpes vinda da "bota" senti-me como uma criança no momento imediatamente antes de abrir as prendas de Natal.
Se há uns tempos alguém me dissesse que ver uma montanha nevada em fins de Junho me deixaria muito feliz, eu iria rir até rebentar...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
I'm a believer

Citando aqui o meu amigo verde, eu vou para bué bué longe. Não é um reino, mas o chefe de governo tem manias de rei.
Segundo o que eu li, vou estar na "Florença do sul". Se é ou não, não interessa. O que interessa é que esteja bué bué calor, porque na terra das vacas continua a chuva. E está frio. Hoje fui trabalhar com t-shirt, camisola e casaco, quando noutras alturas vou só de t-shirt. O aquecimento está ligado (F@£#!!!)... quase uma tragédia grega!
domingo, 13 de junho de 2010
Geração do amor
Clichês
Segundo o meu patrão (das flores, já que tenho mais patrões!!!), este Maio foi dos piores (se não o pior mesmo) da história da empresa. Tudo porque choveu 99,99999999999999% do mês.
É que os dias cinzentos foram tantos que parecia que nem as plantas tinham cor!!!!!
Em Junho a coisa acalmou (muito ligeiramente, pois hoje já choveu torrencialmente) e deu para ver flores bonitas.
Não sei porquê, este ano há muitas rosas vermelhas. Roseiras que trepam paredes carregadas de flores bem farfalhudas. E apesar de eu não ir muito à bola com as rosas vermelhas, porque são demasiado lugar-comum, não consigo deixar de abrir uma excepção para esta tentativa de Primavera.
Esta vejo-a todos os dias de manhã quando vou tomar o pequeno-almoço. O vizinho tem um amor por um cantinho de terra por trás do meu prédio que investe lá energia como se fosse um latifundiário. Esse amor reflecte-se nesta beleza muito bem tratada.
É que os dias cinzentos foram tantos que parecia que nem as plantas tinham cor!!!!!
Em Junho a coisa acalmou (muito ligeiramente, pois hoje já choveu torrencialmente) e deu para ver flores bonitas.
Não sei porquê, este ano há muitas rosas vermelhas. Roseiras que trepam paredes carregadas de flores bem farfalhudas. E apesar de eu não ir muito à bola com as rosas vermelhas, porque são demasiado lugar-comum, não consigo deixar de abrir uma excepção para esta tentativa de Primavera.
Esta vejo-a todos os dias de manhã quando vou tomar o pequeno-almoço. O vizinho tem um amor por um cantinho de terra por trás do meu prédio que investe lá energia como se fosse um latifundiário. Esse amor reflecte-se nesta beleza muito bem tratada.
sábado, 12 de junho de 2010
Ora esta...
Parece que uma selecção de futebol qualquer chegou atrasada para uma cerimónia qualquer por causa de um elefante qualquer. Desde quando é que um elefante à solta na África do Sul é notícia?!?!?
É porque não conhecem a Sabu...
No Domingo passado andou uma 'elefanta' a passear-se pela cidade de Zurique e a tomar banho no lago.
Normalmente vou tomar café para aquelas bandas depois do trabalho. Como sou um animal de hábitos, passo sempre na Bahnhofstrasse, e adoro sentar-me à beira do lago naquela zona. Mas no fim-de-semana passado tinha outros planos e acabei por perder este espetáculo assustador, hilariante e surreal...
Isto sim... isto é que é notícia (fotos giras do banho)...
É porque não conhecem a Sabu...
No Domingo passado andou uma 'elefanta' a passear-se pela cidade de Zurique e a tomar banho no lago.
Normalmente vou tomar café para aquelas bandas depois do trabalho. Como sou um animal de hábitos, passo sempre na Bahnhofstrasse, e adoro sentar-me à beira do lago naquela zona. Mas no fim-de-semana passado tinha outros planos e acabei por perder este espetáculo assustador, hilariante e surreal...
Isto sim... isto é que é notícia (fotos giras do banho)...
Preço por PAX
Nunca percebi por que raio as diárias dos hotéis têm preço por PAX. Por paz??? Porque não por pessoa? Ou abreviando... por PES.?? É para não confundirem com o jogo?? Bem... isso não interessa nada agora. Mas como vou falar de hotéis e diárias...
Pois bem. Estava aqui descansada a ouvir a algazarra do churrasco dos vizinhos e aproveitar o Sol de fim de tarde quando ouvi no telejornal a notícia BUÉ DA IMPORTANTE sobre os preços das diárias dos hóteis das diferentes selecções de futebol presentes no Mundial da África do Sul. Honduras é o país mais poupadinho, gasta 105 euros por PAX, por dia. Quê?!?!?!?!? Isso é realmente importante nas nossas vidas?? Ou é uma forma de nos deixarem ainda mais deprimidos face à crise que não podemos sustentar???
Qualquer dia falam da marca das cuecas dos jogadores. Quer dizer... de alguns... porque o CR e o Beckham... já se sabe... vestem Emporio...
Pois bem. Estava aqui descansada a ouvir a algazarra do churrasco dos vizinhos e aproveitar o Sol de fim de tarde quando ouvi no telejornal a notícia BUÉ DA IMPORTANTE sobre os preços das diárias dos hóteis das diferentes selecções de futebol presentes no Mundial da África do Sul. Honduras é o país mais poupadinho, gasta 105 euros por PAX, por dia. Quê?!?!?!?!? Isso é realmente importante nas nossas vidas?? Ou é uma forma de nos deixarem ainda mais deprimidos face à crise que não podemos sustentar???
Qualquer dia falam da marca das cuecas dos jogadores. Quer dizer... de alguns... porque o CR e o Beckham... já se sabe... vestem Emporio...
vícios
Por mim, passava a vida a ver publicidade. A analisá-la como fazia com os romances na faculdade. O porquê de uma imagem. O público alvo. O jogo de palavras. A combinação do som com a imagem, com as palavras e com o produto. Se está bem concebida. Até que ponto me convence. Até que ponto é má, do estilo: "Oh! Meus amigos... que coisa tão básica!" Ou então se é mazinha, do estilo: "Oh! São uns safadinhos... do que se foram lembrar agora!".....
O meu irmão foi descobrir o primeiro vídeo a um baú qualquer. É a publicidade mais antiga de que me lembro, a não se que uma do whiskey JB, que eu procuro há anos, seja mais antiga. Como eu achava fascinante beber café à beira mar enquanto se via o nascer do Sol. Qer dizer... só facto de o Sol nascer do lado do mar... já era fascinante para mim que só tinha visto (e ainda hoje é assim) o pôr-do-Sol no mar...
As outras foram no seguimento. É que os vídeos do youtube são como as cerejas...
O meu irmão foi descobrir o primeiro vídeo a um baú qualquer. É a publicidade mais antiga de que me lembro, a não se que uma do whiskey JB, que eu procuro há anos, seja mais antiga. Como eu achava fascinante beber café à beira mar enquanto se via o nascer do Sol. Qer dizer... só facto de o Sol nascer do lado do mar... já era fascinante para mim que só tinha visto (e ainda hoje é assim) o pôr-do-Sol no mar...
As outras foram no seguimento. É que os vídeos do youtube são como as cerejas...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Pois não, não és só isso...
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...
Alexandre O'Neill
Ouvi há coisa de minutos: "[qualquer coisa que foi cortada] não é só comer bacalhau, não é só ser religioso. É ter orgulho em ser português." Eu pergunto: Mas afinal o que é ser português? Não me venham com a história do fado, dos descobrimentos ou da saudade.
Fado não enche barrigas (os fadistas não contam). Se é para descobrir... vamos descobrir Neptuno, porque a coisa das caravelas já está meio para o anacrónico. E saudade... isso é muito bonito para se dar nas aulas de Português, para se ensinar a estrangeiros (a ver se consigo fazer isso em alemão amanhã com o I.!!!!), mas não é a saudade que nos faz andar para a frente. A não ser que tenham saudade do IVA antigo. Isso já compreendo, mas isso é fácil de resolver. Nas próximas eleições não votem em quem lá está agora (que por acaso estava com uma tromba quando a Eunice Muñoz recebeu o título de grande oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada).
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há "papo-de-anjo" que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para ó meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...
Alexandre O'Neill
Ouvi há coisa de minutos: "[qualquer coisa que foi cortada] não é só comer bacalhau, não é só ser religioso. É ter orgulho em ser português." Eu pergunto: Mas afinal o que é ser português? Não me venham com a história do fado, dos descobrimentos ou da saudade.
Fado não enche barrigas (os fadistas não contam). Se é para descobrir... vamos descobrir Neptuno, porque a coisa das caravelas já está meio para o anacrónico. E saudade... isso é muito bonito para se dar nas aulas de Português, para se ensinar a estrangeiros (a ver se consigo fazer isso em alemão amanhã com o I.!!!!), mas não é a saudade que nos faz andar para a frente. A não ser que tenham saudade do IVA antigo. Isso já compreendo, mas isso é fácil de resolver. Nas próximas eleições não votem em quem lá está agora (que por acaso estava com uma tromba quando a Eunice Muñoz recebeu o título de grande oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada).
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Da realidade e da ficção

São quase 22h. Estão 20 graus. Sentada na minha varanda de um terceito andar, aproveito a réstea de luz do sol. Aproveito também para ver uns emails e para escrever sobre um pensamento que me ocorreu quando regressava a casa...
Nesta altura o trigo e a cevada já têm mais de 50 cm de altura. O cereal está verde, mas faz um efeito bonito quando é soprado pelo vento.
Hoje, na descida de um planalto vi como o vento passava a sua mão suave e carinhosamente sobre as espigas. E daí os meus pensamentos voaram para os livros que tenho lido ao longo da minha vida.
Quando era miúda tentava recriar as histórias que lia. Sei que havia um texto num livro da escola primária que se chamava algo como "Ana e os anões". Ela fez uma casa numa raiz de uma árvore. Forrou-a com musgo e com paus fez a porta. No pátio da minha escola havia uma árvore enorme (um vimeiro que foi cruelmente cortado) com um buraco entre as raízes. Convenci o meu melhor amigo da época a construir a casinha para os anões. Só a porta foi um fiasco. Faltava-me a linha para prender os paus uns aos outros.
Mais tarde, também no livro de Língua POrtuguesa da escola primária, li o texto com o nome "O Cacho de Uva". Nunca me esqueci de Branca, que era o contrabalanço no alforge (palavra esquisita, difícil de dizer e impossível de entender para uma miúda). Havia um burro com um nome engraçado, Platero. Já na faculdade, li o livro de Juan Rámon Jiménez, mas a loucura de procurar um cacho dourado esquecido foi vivida durante várias vindimas muitos anos antes. Não eram uvas douradas, não tinha um burro com dentes grandes para as partilhar, mas sentia-me a quinta criança do texto.
Ao deixar os meus olhos seguirem o correr daquelas ondas em terra e os meus pensamentos voarem mais alto que as nuvens, percebi que nos dias de hoje uma criança, em Portugal, dificilmente se imaginará a Ana do texto da escola ou um acompanhante de um burro.
Os burros estão em reservas. As searas de trigo, se as há, serão só vistas por alguns, apreciadas por muito poucos. Os agricultores são cada vez menos, os campos estão ao abandono. Quantos adolescentes sabem o que é esconder-se no meio de um milharal e ficar todo cortado pelas folhas? Ver os pescadores a chegar da faina (O que é isso?)... onde?
E isto sem falar dos meninos da cidade que pensam que o leite é mungido (Quê?!?) no supermercado, directamente para o pacote.
Não quero dizer que todos devam passar por experiências como as minhas. Não quero dizer que hoje não haja outras realidade que me vão escapar por completo e que os mais novos vão dominar como ninguém. Mas quantos são capazes de se deitar na erva (relva não conta) fresca a observar as nuvens a passar?!?
E isto sem falar dos meninos da cidade que pensam que o leite é mungido (Quê?!?) no supermercado, directamente para o pacote.
Não quero dizer que todos devam passar por experiências como as minhas. Não quero dizer que hoje não haja outras realidade que me vão escapar por completo e que os mais novos vão dominar como ninguém. Mas quantos são capazes de se deitar na erva (relva não conta) fresca a observar as nuvens a passar?!?
Não sei explicar... se eles têm que ler O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, é justo que eles saibam pelo menos onde dormem as andorinhas... não?
Agora vou tomar um duche e dormir. Amanhã tenho prova de alemão e de certeza que não me vai aparecer (muito infelizmente) nenhum excerto da descrição do Ramalhete, nem "Ninguém!".
Agora vou tomar um duche e dormir. Amanhã tenho prova de alemão e de certeza que não me vai aparecer (muito infelizmente) nenhum excerto da descrição do Ramalhete, nem "Ninguém!".
terça-feira, 8 de junho de 2010
Eu tenho muitos...
Ando há que tempos para ver se o raiio do filme sai em DVD... :S
Colocar o volume bem alto, para se ouvir a doçura do violoncelo.
Bons Sonhos!
Atrasada...
Mas é mais forte do que eu...


E apesar de já não termos nada disto para vender, com excepção de um resto da terceira foto, aqui ficam:
- Lewisia. Há pelo menos flores brancas, laranja e rosa. A flor é muito bonita, mas a folhas... coisa mais feia... principalmente quando ficam meladas... :s
- Lithodora (em alemão: Steinsame). São bonitinhas. Ficam bem a cair em cascata num muro de pedra.
- Verbena. Há muitas cores: Rosa, azul, branco, vermelho, burgundi, sim... a parecer com Burundi e que não passa do que nós chamamos cor de vinho. O mais estranho neste nome é o facto de o ano passado se chamar purple.
- Alcaleia (foto 4 e 5). Muito bonitas, mas que poderiam ser uma prga em climas temperados...


Etiketten
Deutschkurs,
Efeito estufa,
Flores da semana
domingo, 6 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
I. e a música tradicional portuguesa
Lusitânia Playboys foi o último CD que comprei antes de vir morar para a terra das vacas. Faz agora dois anos. Estava calor. Já sofria de saudades sem ainda ter saído de Lisboa. Nunca fui à Afurada, mas vejo os estendais quando escuto a música. E sinto-me um dos putos que rouba maçãs. Acabei de agarrar a maçã vermelha com veios amarelos e verdes que denunciam a acidez do pomo. Corro com ela na mão. Sim, é uma fuga ao dono do pomar. Mas é também a excitação da conquista.
Ontem tivemos a festa da firma. Fiquei sentada ao lado do I.. Um alemão muito simpático, mas reservado. Durante o jantar perguntou-me se havia música tradicional portuguesa. Um outro comensal falou do fado. Tentei explicar. O fado não é o que mais gosto, logo não sei explicar muito bem. Em alemão ainda mais difícil é.
Amanhã trabalho no turno da manhã. A única coisa que devia estar a fazer neste momento era dormir. Mas por causa da conversa com o I., dei comigo a procurar músicas, a re-ouvir coisas, a re-sentir coisas que eu pensava que estavam na gaveta encravada do fundo.
É Junho, hoje esteve bastante calor. Faz-me falta descer a Av. das Forças Armadas a pé à hora de almoço. O comboio para o Tamariz. A esplanada cheia do Luanda. A Av. de Roma em hora de ponta. A piscina do Areeiro. O Quarteto e o "Big Ben" do cinema Londres. O cheiro das tílias da Av. da Igreja.
E isto que não gosto de fado. Se gostasse, o que mais me faria falta?
Ontem tivemos a festa da firma. Fiquei sentada ao lado do I.. Um alemão muito simpático, mas reservado. Durante o jantar perguntou-me se havia música tradicional portuguesa. Um outro comensal falou do fado. Tentei explicar. O fado não é o que mais gosto, logo não sei explicar muito bem. Em alemão ainda mais difícil é.
Amanhã trabalho no turno da manhã. A única coisa que devia estar a fazer neste momento era dormir. Mas por causa da conversa com o I., dei comigo a procurar músicas, a re-ouvir coisas, a re-sentir coisas que eu pensava que estavam na gaveta encravada do fundo.
É Junho, hoje esteve bastante calor. Faz-me falta descer a Av. das Forças Armadas a pé à hora de almoço. O comboio para o Tamariz. A esplanada cheia do Luanda. A Av. de Roma em hora de ponta. A piscina do Areeiro. O Quarteto e o "Big Ben" do cinema Londres. O cheiro das tílias da Av. da Igreja.
E isto que não gosto de fado. Se gostasse, o que mais me faria falta?
terça-feira, 1 de junho de 2010
Insecto de Junho
Hoje de manhã, quando saí da cama e olhei para a rua, vi, mesmo sem óculos, que tinha estado a chover. Fui à casa de banho e percebi que o aquecimento estava ligado.
Cá acho que o mês de June está com um bug qualquer... Quero a Primavera...
Cá acho que o mês de June está com um bug qualquer... Quero a Primavera...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Mmmmm Mmmmm
Há dois ou três dias apercebi-me que foi com esta música que eu acordei para o mundo fantástico da Música. Enaqunato as minhas colegas se descabelavam pelos Bon Jovi eu dizia Mmmmmm Mmmmm e analisava com muitoooooooooooo interesse o videoclip. Foi nessa altura que eu verdadeiramente nasci e mesmo assim estou velha... ;)
Agora vou dormir e espero ter muitos e bons sonhos (para vocês também).
Agora vou dormir e espero ter muitos e bons sonhos (para vocês também).
Cor em dia de chuva...




Comece-se pelo princípio... temos a lithodora. É o nome latino... ainda não percebi bem porquê, mas umas plantas são vendidas em alemão outra em latim... :
A seguir vem o Sagrado Coração de Maria ou qualquer coisa do género, se for lido em francês. Em latim é dicentra (!) e em alemão é Tränendes Hertz, que é como quem diz, coração choroso. Esta tive que ir ao dicionário confirmar, pois pensava que era coração dividido... :D
A seguir temos várias cores da praga (provocam alergia a quase toda a gente, têm uns braços enoooooomes, criam raízes nos vasos das plantas vizinhas, são difíceis de se solta e quando se soltam é porque se escavacaram todas...) da Verbena. Não percebo porquê, mas os alemães dizem tal e qual como nós, quando deveria ser ferbena, pois o /v/ deles é um /f/. Esquisitices... :p
As outras duas... não faço ideia. Vendemos pouco disto. Mas eu acho-as muito giras. Além de de me darem a ideia de conforto no Inverno (Não sei explicar tal coisa!).
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