sábado, 2 de janeiro de 2021

Na terra dos Merengues

 Já há muito tempo que eu como os merengues suíços e sou da opinião que não há merengues melhores do que este. Mas só a ir à terra onde eles foram inventados é que eu fui estudar um bocadinho mais sobre o assunto. Descobri que há o merengue suíço, francês e o italiano. O suíço é feito em banho maria ou algo do género, o que faz com que o ovo coza. O interior é ligeiramente pegajoso. Delicioso! Com o ponto extra de eu não ter medo de salmonelas porque é cozido... :)

No entanto, Meiringen (olha aí a origem da palavra merengue) não é só conhecida por isso. Uma vila pequena como aquela tem a fama dos doces, tem o desfiladeiro do rio Aare e... o museu do Sherlock Holmes e a queda de água de Reichenbach que também está associada ao detective mais famoso do mundo. Yes... Segundo a obra de Sir Arthur Conan Doyle, Holmes e Watson foram para Meiringen para descansar. Depois de enganar o Watson, Holmes foi apanhou o transporte para a queda de água de Reichenbach. E aí andou so sopapo com o Moriarty. E aí desapareceram os dois...

E como seria de esperar... os suíços fazem dinheiro com isso. Na cave de uma igreja inglesa há um reprodução da sala de estar do detective. Cá fora uma estátua com uma placa com imensos detalhes que levam a um monte de crimes dos diversos livros de Sir Conan Doyle. Ir a Meiringen só para ver o museu não vale a pena. Mas juntar a outra coisa... é sempre um bocado diferente. :) 





Eu acho aquele candeeiro muito estranho... parecem umas cuecas... 😝


E na mesma praça também há a estátua do guia de montanha Melchior Anderegg.





sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Mais um desfiladeiro para a colecção

 Por questões estratégicas eu preferi ir estacionar junto à entrada secundária e percorrer o desfiladeiro até à entrada principal onde está o restaurante, para recuperar as forças da caminhada de umas duas horas (fazer tanta foto toma tempo... 😁)

Logo nos primeiros metros do Aarechlucht (garganta do Aare) encontramos a mascote Der Tatzelwurm (um ser mitológico dos Alpes, que, como seria de esperar por estas bandas, tem milhentos nomes... 😁). Mas não é este ser mitológico que faz com que o local seja interessante. Esta garganta ou desfiladeiro do rio Aaare fica pertinho de Meiringen, no cantão Berna e vale a viagem até lá e todos os cêntimos do bilhete...


Conforme fui andando, sempre do mesmo lado do desfiladeiro, fui fazendo fotos para a frente e para trás, por isso a posição do Sol varia nas fotos...  Fiz muuuuuuitas... é um sítio lindo! 😍


A foto aqui em cima à esquerda é uma fotografia de um "moinho glaciar". Estas férias foram um curso de geologia a céu aberto... 











Esta é a entrada principal, com restaurante, loja de souvenirs e toda embelezada, no lado Oeste da garganta. No fim de sairmos daqui apanhámos o comboio para regressar ao lado Este e consegui tirar esta foto da entrada de mais uma das gargantas...


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

abóboras aquáticas

Claro que eu não não andei só por locais conhecido. Não poderia deixar passar a exposição das abóboras. O tema é Unterwasser (debaixo de água).

Estas foram em Jona.








E estas foram em Seegräben.





 

Um belo dia de Sol

Cascatas, gargantas, ravinas... há uma a cada esquina. Então pusémon-nos a Andeer (trocadilho mesmo bom com o nome da primeira paragem. Só que não. 🙈)


Como sempre, uma aldeia perdida no meio dos Alpes com pequenas particularidades. Andeer pertence ao cantão Graubünden, o cantão do reto romanche. Por isso... os nomes das ruas são tão divertidos. Mesmo sem a mó, percebe-se muito bem que Via da Mulegn é Rua do Moinho... 😁

Mas a que eu mais gostei foi a da placa: numa ponte coberta encontramos esta delícia... Primeiro, não sei o que é aquele 113, aquilo é uma ponte e não uma casa. Em segundo, aquela placa de 1856... Conduzir e anda a cavalo só era permitido a passo. Caso contrário poderiam pagar uma multa de 1 a 5 francos...  lembra a tal música... it's all about the money, money... 😂😂

Achei piada à casa com a fonte na frente, mas também aos janelos nas traseiras da mesma...



Mas seguimos caminho para a garganta do Roffla (Rofflaschlucht), uma das muitas "bocas" que alimentam o Hinterrhein, que por sua vez mais alimentar o Rhein (Reno). O espaço é agradável e vale os 4 francos da entrada. No entanto... a história por trás deste ponto turístico... é muito mais interessante:
O senhor Christian Pitschen-Melchior emigrou para os States para procurar uma vida melhor. Na sua aventura além mar, visitou as cataratas de Niagara e achou que poderia fazer o mesmo à porta de sua casa. Como as saudades apertavam, decidiu-se a regressar à sua terra natal. Determinado a criar um ponto de turismo, escavou com as suas mãos, e com a ajuda de 8000 pequenas explosões de dinamite, o acesso à queda de água. Segundo a placa informativa, essa empreitada durou 7anos. E pronto desde o início do século que aquela zona tem um ponto turístico sugerido pelas quedas de água mais famosas da América do Norte.
Para aceder ao museu e à queda de água, temos que entrar no restaurante que pertence há família há muitos e muitos anos. Pois antes de ser conhecida pela queda de água, aquela casa já era ponto de apoio a quem atravessava os Alpes de Norte para Sul e vice-versa.






Quando íamos a caminho do Roffla, tivemos muito tempo parados na estrada. Ouvíamos barulho, mas como havia uma curva não se percebia o que era. Quando nos deixaram passar, ficámos baralhados pois não havia nada de extraordinário que nos parecesse justificação para parar tanto tempo.
Quando voltámos para cima, voltámos a ficar parados, mas aí ficámos de camarote para este espectáculo. Vários homens presos a cordas limpam a encosta. As pedras soltas que podem ser um perigo para quem passa, são deitadas a baixo antes que aconteça alguma tragédia... prevenidos os meus amigos, hein?!? 😊


E parámos na terra da capela Sistina dos Alpes: Zillis. A Igreja de St. Martin é do século XII e é muito simples no que diz respeito a paredes e altar. No entanto, o tecto tem um trabalho de pintura muito interessante. São retábulos com imagens variadas: cenas da bíblia e santos misturam-se com seres mitológicos. Não tenho fotografias porque é proibido, mas há imagens na internet. 



E daqui seguimos para  Viamala, mas não aconteceu nada de novo por lá que valha a pena registar... 😀