sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Escapadinha a Sul

Como íamos passar a noite a Locarno, decidimos ir pelo Passo São Gotardo. Ir pelos túneis seria sempre mais rápido, mas a ideia era ir passear. 
Mas o S. Pedro atrapalhou-nos os planos... fomos pelo passo, mas o nevoeiro era demasiado denso para aproveitarmos a paisagem. 


Apesar do tempo farrusco, após atravessarmos os Alpes, chegámos ao Algarve da Suíça. E logo depois de almoço já havia calor suficiente para deixar o casaco no carro. Voltei a Lavertezzo, onde já tinha ido há uns anos, porque a minha companhia nunca tinha ido tão a Sul. Mas é um lugar que vale a pena revisitar. A Ponte dos Saltos (Ponte dei Salti, em italiano). 

 



O Cantão Ticino tem particularidades interessantes que o tornam muito especial. Além da língua italiana, há devoção católica demonstrada de forma mais aberta em comparação com outros cantões católicos, mas de língua francesa ou italiana. Depois é a arquitectura. São construções diferentes por causa da toponímia, d tipo de pedra da região e até do clima. 



Depois seguimos para Orselina. Uma pequena localidade mesmo encostada a Locarno conehcida pelo Santuário da Madonna del Sasso. É um edifício muito bonito e bem preservado que abriga o local de romaria em devoção à Madonna del Sasso (não percebi a origem do nome) que começou lá pelo século VX.

Acho o Santo António muito bonito. Ele não tem o livro, mas tem o pão para dar ao pobre. 

Como estavam no terço não pude andar a deambular pela igreja. mas nota-se que é de uma riqueza que vale a pena visitar. O tecto azul é numa capela lateral dedicada a Ex-votos. Mas eram especiais. Todos ou quase todos eram em forma de coração, mas de ouro ou prata. Por isso estava lá uma plaquinha a dizer que havia um alarme... :D



E fomos acabar o dia na Piazza Grande de Locarno. Mundialmente conhecida pelo festival de cinema com o nome da cidade. Este ano, graças ao nosso amigo corona, não houve festival. Então fizeram uma exposição de fotografias de momentos e pessoas associadas ao festival. Mas... não é a mesma coisa. 


No dia seguinte regressámos pelo túnel de São Bernardino. O São Pedro já foi mais simpático e pudemos ver o azul do céu e aquelas montanhas que eu vou conhecendo bem, mas que não me canso de ver. :) 




O grande desfiladeiro II

Durante muito tempo ouvi falar do Rheinschlucht como sendo o Grand Canyon suíço. No entanto nos últimos tempos também tenho ouvido falar de Creux du Van como sendo o Grand Canyon suíço.
Nunca fui ao verdadeiro, por isso não posso dizer com certezas, mas acredito que estes dois lugares MA-RA-VI-LHO-SOS da Suíça podem ser identificados como Grand Canyon Helvético.

Creux du Van é um circo rochoso com 1,4km de largura e 150m de altura que fica nos Alpes Jurássicos, no cantão de Neuchâtel. Após muitas subidas íngremes e curvas apertadas (o meu carro este ano esforçou-se bem!!!) chegamos a um planalto enorme. A caminhada é muito fácil, mas a vista... é difícil de descrever... melhor ver... :)











Elefantes em exibição

 De forma muito grosseira, podemos dizer que o Circo Knie está para a Suíça como o Cardinalli está para Portugal.
É um circo criado e gerido pela família Knie há 100 anos. Eles têm um circo "normal" que anda pelo país, têm um espetáculo na altura do Natal chamado Salto Natale, com atenda montada junto ao aeroporto de Zurique, acho que não tem animais e que é na onda do Cirque du Soleil, e têm um zoo. Sim, têm animais. Não, não vou entrar em discussão sobre o tema. Até porque eu nunca fui a um espetáculo deles nem nunca vi o zoo. Eu ouvi dizer que eles têm zoo onde ficam os animais bebés (se há bebés é porque também não são assim tão mal tratados), os animais reformados pela velhice ou os animais reformados pela rebeldia (há uns anos uma elefante fugiu e andou a passear pela cidade de Zurique até chegar ao lago para tomar banho, consideraram que era um risco ter um animal destes numa tenda de circo, então reformaram-na).

Mas não é por terem animais em cativeiro que eles não se preocupam com os outros animais. Assim, Fanco e Claudia Knie, com o apoio de vários artistas, criaram a Parada dos Elefantes. Com esta parada pretendiam chamar a atenção da população para os elefantes asiáticos que estão em risco. 
Os 60 elefantes estiveram expostos em Rapperswill (a terra do circo Knie e fica no cantão Sankt Gallen), depois passou pelo aeroporto e acabou na estação principal de Zurique. 
Eu fui a Rapperswill por ser a céu aberto e, obviamente, vi alguns dos elefantes no aeroporto. Só não fui à estação de comboios. Confesso... este ano fui o mais que pude de enchentes. E a estação de Zurique... está sempre cheia... Mas acredito que a grande maioria dos elefantes eram os mesmo de Rapperswill.