O Google .pt estava semelhante ao .ch. A diferença é que, no lugar do narciso com uma abelha, o amarelo interactivo do Google helvético mostrava o eclipse solar que pôs toda gente de nariz no ar...
sexta-feira, 20 de março de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
Mais manias
As manias do clientes continuam. Além de ainda perguntarem por coisas estranhas como a revista (!!!) Hebdo Charlie, continuam a chatear-me o juízo sobre os valores dos jornais e das revistas.
Além disso é a velhota que vem comprar um chocolate e, bom costume suíço, me explica sem eu perguntar por que raio é que ela compra o chocolate. Agora pasmem-se: estou convidada para jantar. Então vou só almoçar o chocolate. É que, sabe, o meu genro cozinha muito bem. Parece aquela come muito no casamento. Porque se não é piada... o homem tem que ser um cozinheiro de mão cheia...
Outra que me tem cismado muito. Um cliente comprou dois maços de tabaco. Enquanto eu lhe fazia a conta e o troco ele batia com o maço. Pensava eu que estava a bater o tabaco, mas demorou tanto tempo que me pus a olhar. O homem estava a amassar todos os cantos dos maços. E batia e batia e batia... há certas marcas que arredondaram os pacotes, mas daí a amassar os cantos. Será que tem alguma utilidade?! É porque se aquilo é um ritual... eu nem quero imaginar o que ele fará noutras situações!!!!!!!!!
Além disso é a velhota que vem comprar um chocolate e, bom costume suíço, me explica sem eu perguntar por que raio é que ela compra o chocolate. Agora pasmem-se: estou convidada para jantar. Então vou só almoçar o chocolate. É que, sabe, o meu genro cozinha muito bem. Parece aquela come muito no casamento. Porque se não é piada... o homem tem que ser um cozinheiro de mão cheia...
Outra que me tem cismado muito. Um cliente comprou dois maços de tabaco. Enquanto eu lhe fazia a conta e o troco ele batia com o maço. Pensava eu que estava a bater o tabaco, mas demorou tanto tempo que me pus a olhar. O homem estava a amassar todos os cantos dos maços. E batia e batia e batia... há certas marcas que arredondaram os pacotes, mas daí a amassar os cantos. Será que tem alguma utilidade?! É porque se aquilo é um ritual... eu nem quero imaginar o que ele fará noutras situações!!!!!!!!!
quinta-feira, 5 de março de 2015
pareillement?!? également?! olha... para ti também...
Eu estudei francês entre Setembro de 1994 e Junho de 1997. No ano lectivo 96/97 tive uma professora tão fraca que andei anos a odiar francês, França, Canadá e tudo o que me lembrasse a língua de Voltaire. Nem em português eu lia os franceses. Até ao dia em que uma colega de faculdade me convenceu a ir ver O Fabuloso Destino de Amélie Poulain ao saudoso Quarteto. Adorei o filme e comecei a encontrar coisas interessantes na França.
Mas isso não foi o suficiente para recuperar o tempo perdido. Assim, eu entendo francês, falado e escrito, mas pour parler... estou tramè (particípio francês com origem no verbo português tramar!!!!)
No que diz respeito à variação do francês da Romandia... a coisa ainda complica mais. Há dias, lá no quiosque, eu agradecia e retribuia os votos de bom dia e escuto: na Suíça nós dizemos pareillemente e não également.
Pois... era o que me faltava... chatearem-me por causa disso. No entanto, já deu para perceber que os suíços romandos, mesmo não sendo tão picuinhas como os de língua alemã, são bastante picuinhas no modo como falamos com eles. Eu ignoro... pois como o meu francês é booooooom... qualquer asneira que eu diga está sempre bem e como eu trabalho num cantão alemão não se espera que eu domine francês.
Mas... se não me é exigido falar francês romando, nem perceber a diferença entre francofonia e romandia, espera-se que os funcionários das operadoras móveis entendam as variações dialectais e mais ainda, que saibam distinguir um francês de um suíço.
Como disse, os romandos não são tão exigentes como cá em cima, mas... podem ser complicados de aturar (sei por experiência mas também por ter ouvido falar de experiência de call center entre Portugal e a Suíça).
Então, depois de uma colega me dizer (sem eu perguntar nada) que ia trabalhar num call center em relação com a Suíça, eu quis chamar-lhe a atenção para as diferenças que há, a começar na língua. Interrompeu-me e quis-me mostrar que a francofonia é tão variada como a lusofonia. Mas aí é que reside o problema. As pessoas cingem-se à francofonia, às germanísticas, às românicas. Mas com os suíços, se for gente de fora a telefonar, por exemplo, a questão vai mais além disso. Vai entrar na questão helvética. Eles são muitos dentro de um, mas no que diz respeito aos de fora... o lema dos mosqueteiros... é deles também (a sério!!!!).
Eu sabendo isso e sabendo que isso pode custar uma reclamação e sabendo que uma reclamação naquela operadora pode custar o emprego...quis ajudar. Mas não... fui tratada com quatro pedras na mão por uma pessoa com mais de 30 anos, com curso superior, mas que não sabe que na Suíça existem muitos cantões (26) e que são vários os de língua francesa (sendo que alguns são também de língua alemã).
Eu sei o quanto a Suíça pode ser complicada... e eu a tentar ajudar para tornar a vida mais fácil... para que ela não arrisque perder o trabalho por pouco... e sou tratada assim...
Mas por que raio me preocupo eu com as pessoas?!?! Não queria agradecimento, mas também não queria ser mal tratada, ainda por cima por uma ignorante...
Mas isso não foi o suficiente para recuperar o tempo perdido. Assim, eu entendo francês, falado e escrito, mas pour parler... estou tramè (particípio francês com origem no verbo português tramar!!!!)
No que diz respeito à variação do francês da Romandia... a coisa ainda complica mais. Há dias, lá no quiosque, eu agradecia e retribuia os votos de bom dia e escuto: na Suíça nós dizemos pareillemente e não également.
Pois... era o que me faltava... chatearem-me por causa disso. No entanto, já deu para perceber que os suíços romandos, mesmo não sendo tão picuinhas como os de língua alemã, são bastante picuinhas no modo como falamos com eles. Eu ignoro... pois como o meu francês é booooooom... qualquer asneira que eu diga está sempre bem e como eu trabalho num cantão alemão não se espera que eu domine francês.
Mas... se não me é exigido falar francês romando, nem perceber a diferença entre francofonia e romandia, espera-se que os funcionários das operadoras móveis entendam as variações dialectais e mais ainda, que saibam distinguir um francês de um suíço.
Como disse, os romandos não são tão exigentes como cá em cima, mas... podem ser complicados de aturar (sei por experiência mas também por ter ouvido falar de experiência de call center entre Portugal e a Suíça).
Então, depois de uma colega me dizer (sem eu perguntar nada) que ia trabalhar num call center em relação com a Suíça, eu quis chamar-lhe a atenção para as diferenças que há, a começar na língua. Interrompeu-me e quis-me mostrar que a francofonia é tão variada como a lusofonia. Mas aí é que reside o problema. As pessoas cingem-se à francofonia, às germanísticas, às românicas. Mas com os suíços, se for gente de fora a telefonar, por exemplo, a questão vai mais além disso. Vai entrar na questão helvética. Eles são muitos dentro de um, mas no que diz respeito aos de fora... o lema dos mosqueteiros... é deles também (a sério!!!!).
Eu sabendo isso e sabendo que isso pode custar uma reclamação e sabendo que uma reclamação naquela operadora pode custar o emprego...quis ajudar. Mas não... fui tratada com quatro pedras na mão por uma pessoa com mais de 30 anos, com curso superior, mas que não sabe que na Suíça existem muitos cantões (26) e que são vários os de língua francesa (sendo que alguns são também de língua alemã).
Eu sei o quanto a Suíça pode ser complicada... e eu a tentar ajudar para tornar a vida mais fácil... para que ela não arrisque perder o trabalho por pouco... e sou tratada assim...
Mas por que raio me preocupo eu com as pessoas?!?! Não queria agradecimento, mas também não queria ser mal tratada, ainda por cima por uma ignorante...
Etiketten
Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Carpe diem
Os desportistas devem comer muitos hidratos de carbono. Ontem li numa revista que uma dieta rica em gordura pode ajudar no desempenho de certo tipo de atletas.
Não se deve comer carne!!! Não há substituto para a proteína animal, dizem os entendidos.
O açúcar faz mal. Devemos comer açúcar para não desmaiarmos. O leite faz mal, o glúen, faz mal. Evitar comer produtos com lactose ou glúten, se não formos alérgicos, pode provocar-nos problemas maiores, li também.
Devemos fazer caminhadas ao ar livre. As caminhadas afectam o habitat natural das espécies, destroem os ecossistemas!
Devemos usar protector solar para não apanhar cancro. O protector solar mata o plancton ou sei lá que bicho do mar.
Não devemos comer carne por causa dos animais. As máquinas de apanha de cereais matam os pássaros.
Não devemos comer animais porque eles sofrem. As plantas sentem que estão a ser comidas. A cenoura está viva se a comermos crua.
O vinho faz mal. Um copo de vinho não faz mal.
O café, a cerveja, o chocolate, as sardinhas em lata. Dependendo do vento, podem fazer mal ou fazer muito bem.
O bacalhau seco tem produtos. O petróleo contamina não sei o quê, o fumo não sei que mais, o papel, o plástico. As vacas que expelem mais gases que uma fábrica.
100 gramas disto, 1 caloria daquilo. Não posso, não devo, nãããããããããããão que me engorda, ainda que não tenha gordura nenhuma.
As vacinas são boas. As vacinas provocam autismo. As crianças estão a morrer na Europa do século XXI com doenças parvas como o sarampo!
Qualquer dia temos uma dieta de pedras e água, destilada, porque a outra tem radão.
Isto lembra-me um sketch antigo, acho que de O Tal Canal: O homem chega a casa para jantar. A mulher vai dizendo o preço dos elementos da refeição, da luz, do gás, etc e tal. O homem vai desistindo de comer, de ter a luz acesa, até que apaga a vela que tinha acesa.
Há para aí uma paranóia tão grande que as pessoas, em vez de viverem, tentando encontrar um meio termo, estão a desgastar-se, a desgastar os outros, a propagar doenças praticamente extintas, a desenvolver novas doenças, principalmente do foro psicológico. E para quê?!?
Todos vamos morrer, mais cedo, mais tarde... quer queiramos, quer não... não fica ninguém para semente! Assim sendo... deixem-se de exageros e vivam a vida!!!!!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Sotaques
- Está a contar o dinheiro em italiano?
- Você é francesa?
- Você é do cantão Graubünden?
- É da Romandia...
- Que língua se fala no seu cantão?!
Esta foi a última pergunta que eu ouvi de um alemão, à qual eu respondi: moro o cantão Zurique, portanto fala-se alemão. E depois lá o acalmei, não sou suíça!!
Esta gente... não podem ouvir um sotaque românico que já fazem filmes!!!! Mas pronto... a única coisa que lamento é que não sei falar a língua do Graubünden (o romanche).
De resto... entendo muito bem o francês e o italiano e, apesar de assassinar as duas língua sempre que abro a boca, a coisa chega para vender jornais e revistas... :D
Manias de clientes
- Tem o Grey of Shades?
É pior que o Charlie Hepto, que se desculpa pela fonética.
-------
- Custa 1,80 francos?!?! Isso é um absurdo. Na França custa 50 cêntimos.
- Tem que reclamar com a França pois os preços são feitos lá.
- Não quero saber!!!! Na França custa 50 cêntimos.
Detalhe: impresso a negrito, estava o preço francês: 70 cêntimos de euro. A diferença não é muita, mas gosto pouco que tentem fazer-me passar por parva!!
--------
Uma mulher com idade para ser minha bisavó:
- Sabe qual é o IVA das revistas de sexo? Se eu for buscar você vê aí?
Ela andou que tempos às voltas, mas acabou por não encontrar a Playboy, a única revista que pode ser considerada de sexo naquela loja. E eu também não me ofereci para lha mostrar.
- Não as encontrei, mas eu volto noutro dia com mais tempo. Pode ser?!?
Claro que pode... se me quer arranjar material para o blog... venha todos os dias, que eu não me importo nada.
--------
Quem me conhece sabe que eu não falo baixo. Mas para os suíços.... eu berro!
- Escusa de falar tão alto comigo. Até fiquei com dores (não especificou onde).
- Peço desculpa mas não tenho um botão para regular o volume. (resposta dada depois de respirar muuuuuito fundo, literalmente)
... resmungos... mais resmungos....
- Quanto é que eu ganhei no loto?!?
- Eu já disse bem alto. Mas eu repito....
-------
- Mas eu não disse isso. Eu disse que vinha buscar o jornal no Domingo.
- Desculpe, isto é a minha letra. Eu escrevi o recado que me foi dado ao telefone.
- Ah. Mas eu falei com a senhora I.
- Pois, mas eu não sou a senhora I. Eu escrevi o recado que o senhor me transmitiu a mim e não à minha colega.
São estas reclamações sem justificação que nos podem tramar!!!!! Deu-me gorjeta. Se pensam que agradeci... devia ter era dado mais!!!!!
É pior que o Charlie Hepto, que se desculpa pela fonética.
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- Custa 1,80 francos?!?! Isso é um absurdo. Na França custa 50 cêntimos.
- Tem que reclamar com a França pois os preços são feitos lá.
- Não quero saber!!!! Na França custa 50 cêntimos.
Detalhe: impresso a negrito, estava o preço francês: 70 cêntimos de euro. A diferença não é muita, mas gosto pouco que tentem fazer-me passar por parva!!
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Uma mulher com idade para ser minha bisavó:
- Sabe qual é o IVA das revistas de sexo? Se eu for buscar você vê aí?
Ela andou que tempos às voltas, mas acabou por não encontrar a Playboy, a única revista que pode ser considerada de sexo naquela loja. E eu também não me ofereci para lha mostrar.
- Não as encontrei, mas eu volto noutro dia com mais tempo. Pode ser?!?
Claro que pode... se me quer arranjar material para o blog... venha todos os dias, que eu não me importo nada.
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Quem me conhece sabe que eu não falo baixo. Mas para os suíços.... eu berro!
- Escusa de falar tão alto comigo. Até fiquei com dores (não especificou onde).
- Peço desculpa mas não tenho um botão para regular o volume. (resposta dada depois de respirar muuuuuito fundo, literalmente)
... resmungos... mais resmungos....
- Quanto é que eu ganhei no loto?!?
- Eu já disse bem alto. Mas eu repito....
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- Mas eu não disse isso. Eu disse que vinha buscar o jornal no Domingo.
- Desculpe, isto é a minha letra. Eu escrevi o recado que me foi dado ao telefone.
- Ah. Mas eu falei com a senhora I.
- Pois, mas eu não sou a senhora I. Eu escrevi o recado que o senhor me transmitiu a mim e não à minha colega.
São estas reclamações sem justificação que nos podem tramar!!!!! Deu-me gorjeta. Se pensam que agradeci... devia ter era dado mais!!!!!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Tás mal... muda-te...
Fui a um sítio hoje de manhã que me obrigou a atravessar a pé uma passagem de nível. Como a minha preguiça estava para lá de aguda, não usei a passagem superior e fiquei à espera que as cancelas abrissem. Andam em obras na linha, o que fez com que a abertura das cancelas demorasse para aí uns 20 minutos. Como estou de folga deixei a preguiça vencer. No entanto, nem todos podiam ou queriam esperar e tiveram que arranjar alternativas. Os carros deram meia volta e foram não sei por onde e as bicicletas foram pela passagem superior.
Mas um tipinho não estava contente e toca de falar mal da Suíça. Ele é africano (ele é que disse, porque o facto de ele ser negro não o faz ser de África) e fala alemão da Alemanha. E toca de dizer que na Alemanha é que era melhor (sim, os transportes públicos alemães comparados com os portugueses são bons, mas comparados com os suíços... é piada, não é?!?). E que a Suíça era antiquada. E que as pessoas estavam sempre a fazer referendos mas não criticavam aquela situação. Oh pá!!!! Saltou-me a tampa e mandei-o ir para a Alemanha. Já que é melhor... disse-lhe que não podia reclamar se tinha uma alternativa. Mas que não!!! Que a Suíça era atrasada.
Quem é que entende esta gente?!?! Vêm de países em que o conceito de segurança rodoviária simplesmente não existe. E reclamam porque as coisas aqui têm organização?!?!
Os suíços não são santos, por vezes são passivos demais, mas... se vamos reclamar, vamos reclamar do que está mal e não do que simplesmente não nos cai bem.
Depois admiram-se se os suíços implicam connosco...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
E eu é que sou doida!!!
Os níveis de coisas estranhas sobem cada dia que passa naquele quiosque...
Como já disse numa outra altura, os cigarros por aqui são vendidos também em promoção. Chegam a ser 50 cêntimos de franco de diferença. Eu nunca fumei em promoção, mas tenho colegas que o fazem e garantem que não há diferença. Mas acreditam que há pessoas que recusam o desconto e ainda ficam indignados se lhes propomos que poupem um cêntimos?!?!?
Só que isso de maços de cigarros e dinheiro não fica por aqui. Há dias, uma cliente queria pagar e demorou uma eternidade a fazê-lo porque não encontrava o porta-moedas. Procurou, procurou, procurou até que finalmente o sacou do fundo da mala. Ah... espera... aquilo é um maço de cigarros!!! Sim, a senhora usa como porta-moedas um maço de tabaco. E não é como muitos fumadores fazem: cigarros dentro, dinheiro enfiado e entre a película externa e o cartão. Nãããããã... a mulher não era dessas... era mesmo o pacote vazio... se a moda peque, acabam-se os porta-moedas feitos de pacotes de leite...
Mas a bizarrice não se fica aqui. Eu tive que fazer um esforço descomunal para não me escangalhar a rir quando vi uma senhora toda bem posta a sacar da sua mala chique o seu porta-moedas de pele... não era dia de chuva, no entanto, a mulher tinha o porta-moedas enfiado num saco de plástico e, adereço dos adereços, preso com uma mola da roupa... vermelha... de plástico.
Isto é só gente fugida do sanatório.... só pode. E eu tenho que ver isto tudo sem me rir a bandeiras despregadas, para ver se não arranjo reclamações dos clientes e, consequentemente, problemas com a chefe...
Como já disse numa outra altura, os cigarros por aqui são vendidos também em promoção. Chegam a ser 50 cêntimos de franco de diferença. Eu nunca fumei em promoção, mas tenho colegas que o fazem e garantem que não há diferença. Mas acreditam que há pessoas que recusam o desconto e ainda ficam indignados se lhes propomos que poupem um cêntimos?!?!?
Só que isso de maços de cigarros e dinheiro não fica por aqui. Há dias, uma cliente queria pagar e demorou uma eternidade a fazê-lo porque não encontrava o porta-moedas. Procurou, procurou, procurou até que finalmente o sacou do fundo da mala. Ah... espera... aquilo é um maço de cigarros!!! Sim, a senhora usa como porta-moedas um maço de tabaco. E não é como muitos fumadores fazem: cigarros dentro, dinheiro enfiado e entre a película externa e o cartão. Nãããããã... a mulher não era dessas... era mesmo o pacote vazio... se a moda peque, acabam-se os porta-moedas feitos de pacotes de leite...
Mas a bizarrice não se fica aqui. Eu tive que fazer um esforço descomunal para não me escangalhar a rir quando vi uma senhora toda bem posta a sacar da sua mala chique o seu porta-moedas de pele... não era dia de chuva, no entanto, a mulher tinha o porta-moedas enfiado num saco de plástico e, adereço dos adereços, preso com uma mola da roupa... vermelha... de plástico.
Isto é só gente fugida do sanatório.... só pode. E eu tenho que ver isto tudo sem me rir a bandeiras despregadas, para ver se não arranjo reclamações dos clientes e, consequentemente, problemas com a chefe...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
aquilo que as palavras não traduzem
Estou no comboio a caminho do trabalho e vou cá a pensar que o turno da tarde não é o que mais aprecio.
A loja fecha às 22h30 e confesso... o fim do dia não é o melhor para trabalhar ali.
Os sem-abrigo aparecem muito por ali. É um bom local para se aquecerem: podem entrar sem pagar e não são obrigados a consumir. Basta fingir que estão a ver o que vão comprar e como a loja é relativamente grande passam quase despercebidos.
No entanto, basta-me estar um pouco atenta e já começo a topá-los. Mesmo com aspecto limpo, há coisas que não nos passam despercebidas... como vagueiam pelo espaço, como olham para as coisas, só para terem para onde olhar...
A mim custa-me sempre ver os sem-abrigo, mas à noite... quando sei que vou para casa para o quentinho e eles vão ficar num canto qualquer da estação de Zurique... Mata-me!!!
Claro que as autoridades podem ajudar, mas quantos não se deixam ajudar?!?
Há ainda aqueles que poderiam voltar para os seus países, mas, por imensas razões, não o fazem. Mesmo que eles queiram ficar na rua... dói sempre, bem fundo e forte e tudo o que não se pode traduzir em palavras de qualquer língua, por mais completa que ela seja!!
A loja fecha às 22h30 e confesso... o fim do dia não é o melhor para trabalhar ali.
Os sem-abrigo aparecem muito por ali. É um bom local para se aquecerem: podem entrar sem pagar e não são obrigados a consumir. Basta fingir que estão a ver o que vão comprar e como a loja é relativamente grande passam quase despercebidos.
No entanto, basta-me estar um pouco atenta e já começo a topá-los. Mesmo com aspecto limpo, há coisas que não nos passam despercebidas... como vagueiam pelo espaço, como olham para as coisas, só para terem para onde olhar...
A mim custa-me sempre ver os sem-abrigo, mas à noite... quando sei que vou para casa para o quentinho e eles vão ficar num canto qualquer da estação de Zurique... Mata-me!!!
Claro que as autoridades podem ajudar, mas quantos não se deixam ajudar?!?
Há ainda aqueles que poderiam voltar para os seus países, mas, por imensas razões, não o fazem. Mesmo que eles queiram ficar na rua... dói sempre, bem fundo e forte e tudo o que não se pode traduzir em palavras de qualquer língua, por mais completa que ela seja!!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Agarra, que é ladrão
Ai!! Pouco faltou para eu fazer isso hoje.
Um otário quis comprar um livro de receitas que custa 9,90€, na Alemanha. Mas como estamos na Suíça, o preço é diferente e é em francos. Pois ele agarrou no livro, deixou metade do valor e fugiu. Eu ainda fui atrás dele, mas tive que desistir porque o estúpido se aproveitou do facto de eu estar sozinha na loja. Ele até com a polícia me ameaçou. Eu disse-lhe que o fizesse, mas o Arschloch fugiu e eu fiquei a arder em 7 francos.
Esta gente tem cá uma mania!!!!!!! E não venham com a treta dos suíços serem careiros. Os preços são estipulados no país de origem. Nós não temos nada a ver se a revista Spiegel custa 7 francos e qualquer coisa na Suíça e na Alemanha só se pagam 3 euros e pouco. Reclamem na Alemanha, já que a revista vem de lá...
Se formos a ver bem, o preço varia até dentro do Euro... mais uns cêntimos na Áustria, ainda mais uns cêntimos na França, muitos mais na Espanha ou em Portugal... assim, deixem os lojistas em paz, reclamem com as editoras e, já agora, não roubem os vendedores...
Um otário quis comprar um livro de receitas que custa 9,90€, na Alemanha. Mas como estamos na Suíça, o preço é diferente e é em francos. Pois ele agarrou no livro, deixou metade do valor e fugiu. Eu ainda fui atrás dele, mas tive que desistir porque o estúpido se aproveitou do facto de eu estar sozinha na loja. Ele até com a polícia me ameaçou. Eu disse-lhe que o fizesse, mas o Arschloch fugiu e eu fiquei a arder em 7 francos.
Esta gente tem cá uma mania!!!!!!! E não venham com a treta dos suíços serem careiros. Os preços são estipulados no país de origem. Nós não temos nada a ver se a revista Spiegel custa 7 francos e qualquer coisa na Suíça e na Alemanha só se pagam 3 euros e pouco. Reclamem na Alemanha, já que a revista vem de lá...
Se formos a ver bem, o preço varia até dentro do Euro... mais uns cêntimos na Áustria, ainda mais uns cêntimos na França, muitos mais na Espanha ou em Portugal... assim, deixem os lojistas em paz, reclamem com as editoras e, já agora, não roubem os vendedores...
domingo, 25 de janeiro de 2015
Manias de pseudo-realeza
No quiosque, como seria de esperar em sítios onde se cruzam muitas pessoas, de muitos credos e culturas há histórias de partir o côco a rir e de ficar com lágrima no canto do olho.
Hoje conto uma que já se passou há um tempo, mas que me faz rir como se fosse no primeiro momento.
Certos jornais que vendemos são os impressos na hora. Ficam em tamanho A3 e só são impressos por encomenda ou momento em que o cliente chega à loja e vê que não há o que quer.
Uma inglesa completamente snob, com manias de rainha, disse que não queria nenhum dos jornais ingleses apresentados. Eram todos de má qualidade, disse ela. E que vou eu fazer?!?!? Se a maioria dos clientes só quer aquilo é aquilo que temos... no fim do rosário dela apresentei-lhe a hipótese de imprimir. Que não! Então tenha um bom dia, despedi-me eu. Passado uns minutos, eis que volta sua highness. Ah afinal quero imprimir. O que é que tem?!. Mostrei-lhe e ela lá se decidiu por qualquer coisa que supostamente tinha mais qualidade. Disse-lhe que tinha que aguardar. Ela aceitou e eu virei-me para outro cliente.
Mas nem no segundo ia e já estava ela a torrar-me a paciência... Back in my country,começa ela, in England, acrescenta, como se eu não tivesse percebido pelo sotaque... xiiiiiiiii o que virá por aí????, pensei eu.
Pois bem, no país dela, a Inglaterra, parece haver uma lei que obriga a que se tenha uma cadeira em qualquer estabelecimento em que um cliente tenha que esperar um pouco. So... where is the chair?!?!
Eu tentei argumentar que era estrangeira e não conhecia as leis suíças. Como não funcionou, usei o argumento infalível: sou nova aqui. Mas acreditam que nem isso funcionou?!?!
Eu estava desesperada para que o jornal acabasse de imprimir, pois além de estar farta de a aturar estava quase a responder-lhe torto!!!
Quando finalmente me livrei do encosto comentei com a chefe. A resposta dela foi genial: que vá para o lounge da estação (tem que se pagar para lá estar!!!).
Com esta me fiquei e percebi que apesar de se dizer por estas bandas que o cliente é rei (equivalente ao nosso: o cliente tem sempre razão) a minha chefe não liga a monarcas, mesmo que venham de verdadeiras monarquias... :D
Hoje conto uma que já se passou há um tempo, mas que me faz rir como se fosse no primeiro momento.
Certos jornais que vendemos são os impressos na hora. Ficam em tamanho A3 e só são impressos por encomenda ou momento em que o cliente chega à loja e vê que não há o que quer.
Uma inglesa completamente snob, com manias de rainha, disse que não queria nenhum dos jornais ingleses apresentados. Eram todos de má qualidade, disse ela. E que vou eu fazer?!?!? Se a maioria dos clientes só quer aquilo é aquilo que temos... no fim do rosário dela apresentei-lhe a hipótese de imprimir. Que não! Então tenha um bom dia, despedi-me eu. Passado uns minutos, eis que volta sua highness. Ah afinal quero imprimir. O que é que tem?!. Mostrei-lhe e ela lá se decidiu por qualquer coisa que supostamente tinha mais qualidade. Disse-lhe que tinha que aguardar. Ela aceitou e eu virei-me para outro cliente.
Mas nem no segundo ia e já estava ela a torrar-me a paciência... Back in my country,começa ela, in England, acrescenta, como se eu não tivesse percebido pelo sotaque... xiiiiiiiii o que virá por aí????, pensei eu.
Pois bem, no país dela, a Inglaterra, parece haver uma lei que obriga a que se tenha uma cadeira em qualquer estabelecimento em que um cliente tenha que esperar um pouco. So... where is the chair?!?!
Eu tentei argumentar que era estrangeira e não conhecia as leis suíças. Como não funcionou, usei o argumento infalível: sou nova aqui. Mas acreditam que nem isso funcionou?!?!
Eu estava desesperada para que o jornal acabasse de imprimir, pois além de estar farta de a aturar estava quase a responder-lhe torto!!!
Quando finalmente me livrei do encosto comentei com a chefe. A resposta dela foi genial: que vá para o lounge da estação (tem que se pagar para lá estar!!!).
Com esta me fiquei e percebi que apesar de se dizer por estas bandas que o cliente é rei (equivalente ao nosso: o cliente tem sempre razão) a minha chefe não liga a monarcas, mesmo que venham de verdadeiras monarquias... :D
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Novas do Absurdistão
Isto anda tudo tolinho... hoje de manhã no jornal vinha uma notícia ridícula: um miúdo de cinco anos preferiu ir ver os avós do que ir a uma festa de aniversário de um colega. Agora os pais do aniversariante pedem uma espécie de indemnização, como os pais do outro não querem pagar (com toda a razão!!!!), os otários querem levar a coisa à justiça.
No entanto a estupidez suprema veio num jornal vespertino. Uma mulher que matou um rapaz e deixou outros dois bastante feridos resolveu pedir uma indemnização às vítimas. Não, não troquei o sujeito da frase com objecto da frase. A senhora chanfrada, do Canadá, sente-se no direito de pedir uma pipa de massa às famílias porque está com um "trauma emocional". Eu pergunto-me como estarão as famílias. Ou até o morto... esses, ao pé dela... nada... não têm nada...
O mundo está completamente desalinhado!
No entanto a estupidez suprema veio num jornal vespertino. Uma mulher que matou um rapaz e deixou outros dois bastante feridos resolveu pedir uma indemnização às vítimas. Não, não troquei o sujeito da frase com objecto da frase. A senhora chanfrada, do Canadá, sente-se no direito de pedir uma pipa de massa às famílias porque está com um "trauma emocional". Eu pergunto-me como estarão as famílias. Ou até o morto... esses, ao pé dela... nada... não têm nada...
O mundo está completamente desalinhado!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Je veux Charlie
Até Novembro passado eu nunca tinha ouvido falar de Charlie Hebdo. Ao arrumar os jornais todos os dias é que descobri a publicação e foi num desses dias que vi oanúncio à edição especial sobre a história do Menino Jesus. Não sou uma puritana, mas não gostei da imagem que vi e por isso ignorei completamente o assunto.
Por causa da tragédia da semana passada todos os dias tenho ouvido falar do jornal, de manifestações, de direitos, de liberdade de expressão, de tudo e mais alguma coisa.
Hoje tive que explicar a centenas de pessoas que o Charlie só chega na próxima Sexta às bancas suíças. E já decidi levantar-me de madrugada só para ir ver como vai ser o cenário à porta do quiosque.
Mas a minha grande questão é: esta gente que não saber ler francês, esta gente que não percebe nada de sátira, esta gente que não percebe de polítca, que não sabe distinguir um muçulmano de um jiadista, em suma, esta gente que nunca ouviu falar do Charlie Hebdo, mas quer comprá-lo custe o que custar... seria esta gente capaz de lutar por liberdade de um povo?! Seria capaz de lutar pela liberdade de expressão que tanto invoca?! Seria esta gente capaz de fazer alguma coisa?! Ou querem o Charlie Hebdo porque está na berra?!
Não será que.. este jornal, bem como as questões levantadas estes dias... para mal da humanidade, não vai ser tudo esquecido?!?!
Não seria melhor não ter o jornal, mas ter coerência de acções?!?!
Por causa da tragédia da semana passada todos os dias tenho ouvido falar do jornal, de manifestações, de direitos, de liberdade de expressão, de tudo e mais alguma coisa.
Hoje tive que explicar a centenas de pessoas que o Charlie só chega na próxima Sexta às bancas suíças. E já decidi levantar-me de madrugada só para ir ver como vai ser o cenário à porta do quiosque.
Mas a minha grande questão é: esta gente que não saber ler francês, esta gente que não percebe nada de sátira, esta gente que não percebe de polítca, que não sabe distinguir um muçulmano de um jiadista, em suma, esta gente que nunca ouviu falar do Charlie Hebdo, mas quer comprá-lo custe o que custar... seria esta gente capaz de lutar por liberdade de um povo?! Seria capaz de lutar pela liberdade de expressão que tanto invoca?! Seria esta gente capaz de fazer alguma coisa?! Ou querem o Charlie Hebdo porque está na berra?!
Não será que.. este jornal, bem como as questões levantadas estes dias... para mal da humanidade, não vai ser tudo esquecido?!?!
Não seria melhor não ter o jornal, mas ter coerência de acções?!?!
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Olha eu a citar Pessoa
Há quem lamente o facto de eu não exercer a minha profissão porque acha um absurdo eu ter estudado tantos anos para depois ficar a ver navios. Outros ainda lamentam que eu não seja professora porque consideram que eu até tenho jeito para os miúdos. Mas também há quem lamente que eu trabalhe num quiosque porque têm vergonha de ter uma amiga licenciada a trabalhar num quiosque.
Ora bem, eu não posso obrigar ninguém a estudar português de Portugal por estas bandas. E recuso-me a falar de novo no sistema na Tugolândia. Toda a gente sabe como está, não é preciso chover no molhado!!!
Deste modo, tenho que me sujeitar a trabalhar onde me aceitem. Claro que há a hipótese de voltar a estudar. Mas, eu preciso de comer. Já acho frustrante ter que viver com a minha mãe, agora voltar a receber mesada dela... seria hilariante!!!! Como não me sai a porra do euromilhões e não tenho marido que me sustente... mantenho-me a trabalhar. Se para a frente me sentir com vontade e encontrar uma forma de conciliar estudos com trabalho... quiçá...
Até lá trabalho no que me dê dinheiro e que me interesse de algum modo. Por isso me candidatei ao quiosque.
Vendemos jornais de todo o mundo. Só nas publicações diárias encontro pelo menos três alfabetos diferentes e umas 10 línguas. Claro que se falarmos de impressão na hora (imprimimos os jornais que o cliente quiser em tamanho A3, sem suplementos)... chinês, japonês, sueco, do Brasil, dos EUA...
Depois há a publicações periódicas com temas que vão da costura à haute couture, dos modelos de avião aos carros de colecção (há uma revista que custa mais de 100 francos!!!!!). Revistas de história, de ciência, de cusquices, de lésbicas, de homossexuais, de tatuagens, de música, de cannabis, de sudoku, de sátira (sim, Charlie Hebdo incluído), de palavras cruzadas. Sobre camiões, caravanas, motas, comboios, eléctricos, sobre o dia-a-dia. De comida, de dietas, de decoração. De crianças, de adolescntes. De manga, do Lucky Luke. De miscelâneas, de computadores. Com nomes estranhos, com nomes parecidos. Bimensais, anuais, de quartais. Há lá um canto que tem uma 10 revistas muito semelhantes, tanto em tema como em nome. Ainda não tive tempo de perceber a razão do fenómeno, mas que me baralha... lá isso, baralha!!!!
Além dos mais de 2000 títulos de publicações deste género ainda há os livros. Adoro as Quintas-feiras. É o dia em que temos que mudar as prateleiras com os livros da semana. Sinto-me nas minhas sete quintas. Claro que isso faz com que eu acabe a cair maisem tentação, mas... ler é bom.
No entanto, que eu realmente acho engraçado são os cigarros. Soft, box, mild, 100's, slim... quem diria que para uma pessoa se matar poderiam existir tantas formas, sabores, tamanhos e preços?!?
Por fim, há os clientes. Há lá um que é tão especial que até grande vaca já me chamou. Mas quanto mais ele resmunga, mais eu demoro a controlar as raspadinhas dele. Se é viciado, que se trate, não ande a enfernizar a vida de ninguém. Só que para compensar este há outros muito carinhosos, atenciosos e educados. Há ainda as gorjetas e as histórias quenos levam às lágrimas de tanto rir.
Assim, se o Fernando Pessoa escreveu um poema com o nome Tabacaria em que o dono da tabacaria até sorri, por que raio não hei-de eu também sorrir por trabalhar numa tabacaria?!?!
Ora bem, eu não posso obrigar ninguém a estudar português de Portugal por estas bandas. E recuso-me a falar de novo no sistema na Tugolândia. Toda a gente sabe como está, não é preciso chover no molhado!!!
Deste modo, tenho que me sujeitar a trabalhar onde me aceitem. Claro que há a hipótese de voltar a estudar. Mas, eu preciso de comer. Já acho frustrante ter que viver com a minha mãe, agora voltar a receber mesada dela... seria hilariante!!!! Como não me sai a porra do euromilhões e não tenho marido que me sustente... mantenho-me a trabalhar. Se para a frente me sentir com vontade e encontrar uma forma de conciliar estudos com trabalho... quiçá...
Até lá trabalho no que me dê dinheiro e que me interesse de algum modo. Por isso me candidatei ao quiosque.
Vendemos jornais de todo o mundo. Só nas publicações diárias encontro pelo menos três alfabetos diferentes e umas 10 línguas. Claro que se falarmos de impressão na hora (imprimimos os jornais que o cliente quiser em tamanho A3, sem suplementos)... chinês, japonês, sueco, do Brasil, dos EUA...
Depois há a publicações periódicas com temas que vão da costura à haute couture, dos modelos de avião aos carros de colecção (há uma revista que custa mais de 100 francos!!!!!). Revistas de história, de ciência, de cusquices, de lésbicas, de homossexuais, de tatuagens, de música, de cannabis, de sudoku, de sátira (sim, Charlie Hebdo incluído), de palavras cruzadas. Sobre camiões, caravanas, motas, comboios, eléctricos, sobre o dia-a-dia. De comida, de dietas, de decoração. De crianças, de adolescntes. De manga, do Lucky Luke. De miscelâneas, de computadores. Com nomes estranhos, com nomes parecidos. Bimensais, anuais, de quartais. Há lá um canto que tem uma 10 revistas muito semelhantes, tanto em tema como em nome. Ainda não tive tempo de perceber a razão do fenómeno, mas que me baralha... lá isso, baralha!!!!
Além dos mais de 2000 títulos de publicações deste género ainda há os livros. Adoro as Quintas-feiras. É o dia em que temos que mudar as prateleiras com os livros da semana. Sinto-me nas minhas sete quintas. Claro que isso faz com que eu acabe a cair maisem tentação, mas... ler é bom.
No entanto, que eu realmente acho engraçado são os cigarros. Soft, box, mild, 100's, slim... quem diria que para uma pessoa se matar poderiam existir tantas formas, sabores, tamanhos e preços?!?
Por fim, há os clientes. Há lá um que é tão especial que até grande vaca já me chamou. Mas quanto mais ele resmunga, mais eu demoro a controlar as raspadinhas dele. Se é viciado, que se trate, não ande a enfernizar a vida de ninguém. Só que para compensar este há outros muito carinhosos, atenciosos e educados. Há ainda as gorjetas e as histórias quenos levam às lágrimas de tanto rir.
Assim, se o Fernando Pessoa escreveu um poema com o nome Tabacaria em que o dono da tabacaria até sorri, por que raio não hei-de eu também sorrir por trabalhar numa tabacaria?!?!
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Há um quinto de estrela para hóteis?!??!
Não, não foi o descaramento da chefe que me levou à decisão de me despedir.
Oficialmente, o hotel é de quatro estrelas, mas no que diz à limpeza, nem meia estrela merece.
Oh gente porca!!!! Não, não estou a falar dos clientes. Estou a falar mesmo da equipa de limpeza. Aquilo está tão entranhado que ando há dois meses para tirar bolor das sanitas!!!!! Eu ainda não percebi.... os clientes são cegos?!?! Ou são ainda mais porcos?!?!
Claro que quiseram saber por que raio me ia embora. No fim de lhes dizer que o nível de limpeza estava abaixo de motel de beira de estrada resolveram andar a ver se era verdade o que eu dizia. Confirmaram que sim, que era verdade.
Então a recomendação da directora do hotel hoje: ah para limpar o bolor de dentro da sanita pode-se
usar o esfregão, é como eu faço em casa.
Eu também uso um esfregão em casa (normalmente uma esponja velha da cozinha, porque o calcário, nesta terra, só com esfregões!), mas... um para a sanita e outro para o resto da casa de banho e outro para a cozinha. Agora... com aquele esfregão tem que se limpar: os copos da água, os copos da casa-de-banho, os lavatórios, os duches (eu dou a volta, para os copos uso um pano de microfibra) e agora o interior das sanitas que são usadas por centenas de rabos por ano?!??! Estão a falar a sério?!?!? A directora?!?!??! Se a directora é assim, como hão-de ser as empregadas?!?!?
Depois admiram-se que os clientes andem a filmar os exaustores das casas-de-banho e reclamem da imundice!!!!! (TRUE STORY!!!!!)
Oficialmente, o hotel é de quatro estrelas, mas no que diz à limpeza, nem meia estrela merece.
Oh gente porca!!!! Não, não estou a falar dos clientes. Estou a falar mesmo da equipa de limpeza. Aquilo está tão entranhado que ando há dois meses para tirar bolor das sanitas!!!!! Eu ainda não percebi.... os clientes são cegos?!?! Ou são ainda mais porcos?!?!
Claro que quiseram saber por que raio me ia embora. No fim de lhes dizer que o nível de limpeza estava abaixo de motel de beira de estrada resolveram andar a ver se era verdade o que eu dizia. Confirmaram que sim, que era verdade.
Então a recomendação da directora do hotel hoje: ah para limpar o bolor de dentro da sanita pode-se
usar o esfregão, é como eu faço em casa.
Eu também uso um esfregão em casa (normalmente uma esponja velha da cozinha, porque o calcário, nesta terra, só com esfregões!), mas... um para a sanita e outro para o resto da casa de banho e outro para a cozinha. Agora... com aquele esfregão tem que se limpar: os copos da água, os copos da casa-de-banho, os lavatórios, os duches (eu dou a volta, para os copos uso um pano de microfibra) e agora o interior das sanitas que são usadas por centenas de rabos por ano?!??! Estão a falar a sério?!?!? A directora?!?!??! Se a directora é assim, como hão-de ser as empregadas?!?!?
Depois admiram-se que os clientes andem a filmar os exaustores das casas-de-banho e reclamem da imundice!!!!! (TRUE STORY!!!!!)
Eu a trabalhar e as outras a laurear a pevide?!?!
Há que tempos que não escrevo nada por aqui. Além de ter tido muito trabalho (não é um queixa, é simples constatação), a minha Maria resolver dar uma queda na neve e rebentar uma mão e lá ando eu de enfermeira/auxiliar doméstica.
Desde Novembro que tenho dois trabalhos a tempo parcial. Um num quiosque (genial!!!) como vendedora e num hotel como empregada de limpeza. Teoricamente, também deveria ser genial trabalhar lá, mas como eu estou habituada a conviver com seres humanos e não com porcos... já me despedi. :p
Mas resumindo as coisas desde o pratrásmente (advérbio de tempo que quer dizer "para trás").
A croma da chefe tem 23 anos de idade e 0 de experiência do que quer que seja. Pensava que me passava um atestado de estupidez como faz a outra portuguesa que lá anda e que eu ainda lhe agradecia.
Ela tinha despedido uma empregada às três pancadas "só porque sim", estava desesperada por ter uma substituta no início de Novembro e tentou fazer com que eu esquecesse o que tínhamos acordado:que eu trabalharia em função do horário do quiosque. Num acto de desespero, vira-se ela para mim: que raio de chefe tens tu que só faz planos para cada semana?!? A chefe do quiosque não faz planos para cada semana, mas sim para cada mês. Simplesmente teve o azar de ter uma data de empregados doentes ao mesmo tempo, o que lhe condicionou muito a vida.
Agora pergunto eu: que raio de chefe é ela que despede uma pessoa por birra e sem ter uma substituta!?!?!
Mas o descaramento dela não fica por aí. Não é que ela me pediu para eu pedir folga no quiosque para poder trabalhar no hotel para ela poder ir para a festa dos trabalhadores?!?!!?! Pedir folga para gozar folga, sim. Pedir folga para ir ao médico, sim. Pedir folga para eu ir trabalhar para outros irem para a farra... isso já é demais!!!!!!
Desde Novembro que tenho dois trabalhos a tempo parcial. Um num quiosque (genial!!!) como vendedora e num hotel como empregada de limpeza. Teoricamente, também deveria ser genial trabalhar lá, mas como eu estou habituada a conviver com seres humanos e não com porcos... já me despedi. :p
Mas resumindo as coisas desde o pratrásmente (advérbio de tempo que quer dizer "para trás").
A croma da chefe tem 23 anos de idade e 0 de experiência do que quer que seja. Pensava que me passava um atestado de estupidez como faz a outra portuguesa que lá anda e que eu ainda lhe agradecia.
Ela tinha despedido uma empregada às três pancadas "só porque sim", estava desesperada por ter uma substituta no início de Novembro e tentou fazer com que eu esquecesse o que tínhamos acordado:que eu trabalharia em função do horário do quiosque. Num acto de desespero, vira-se ela para mim: que raio de chefe tens tu que só faz planos para cada semana?!? A chefe do quiosque não faz planos para cada semana, mas sim para cada mês. Simplesmente teve o azar de ter uma data de empregados doentes ao mesmo tempo, o que lhe condicionou muito a vida.
Agora pergunto eu: que raio de chefe é ela que despede uma pessoa por birra e sem ter uma substituta!?!?!
Mas o descaramento dela não fica por aí. Não é que ela me pediu para eu pedir folga no quiosque para poder trabalhar no hotel para ela poder ir para a festa dos trabalhadores?!?!!?! Pedir folga para gozar folga, sim. Pedir folga para ir ao médico, sim. Pedir folga para eu ir trabalhar para outros irem para a farra... isso já é demais!!!!!!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Advento 23
É gira a minha casinha, não é? Por aqui, a casa de gengibre faz parte do Natal. Esta fui eu que montei. Sim, fiz batota e comprei tudo, foi só juntar as peças e passar um bocado de glacé... :D
Advento 21
Um repetente neste calendário, mas... sempre se vê utilidade em árvores de plástico com cores estranhas... :D :D :D bolachas! bolachas! muitas bolachas!!!
Foto: Facebook.
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