segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Bad Ragartz 3.3 ou qualquer coisa do género...

Fiand & Gross (Alemanha), Portemonnaie Louis Vuitton e Wärmflasche (porta moedas do Luís Vítor e um saco de água quente... tudo o que uma pessoa precisa... :D )


à entrada de Bad Ragaz há estas flores de um lado da estrada e as estátuas de madeira do outro. Exposição?!? Algo permanente?!? Não sei... :/
 



Da outra vez eu passei por esta árvore e não vi lá este gafanhoto... tenho para mim que o pessoal se diverte a arranjar coisas estranhas para misturar com a exposição...
A coluna hi-tech está relacionada com a  foto da câmara de vigilância na foto abaixo. O autor suíço, Samuele Vesuvio, nascido em 1987, mostra através da sua arte a preocupação sobre a permanente monitorização da vida do comum cidadão. Isso ou uma treta que eu estou a inventar em função do nome das coisas... Na foto temos uma espécie de écrans que têm uns bonecos (um polvo a fumar, uma aranha a cair de paraquedas...) e uns números de velocidades 349 KM/H, 140 KM/H... Chama-se Monitoring Bad Ragaz. E eu não sei o que fazer... :p


Aqui neste instalação (?) vemos uma câmara de videovigilância cercada por arame farpado. Se aquilo grava alguma coisa... eu fiz umas figuras lindas!!! :D :D
 
Ruth Boxler (Suíça), Der blaue Blick mit Ornithiport (Vogelglughafen) Installation, resumindo um título enooorme... Instalação: ornitoporto - aeroporto de aves.
 
Irene Anton (Alemanha), intervention invading network. Resumindo, aquilo são collants coloridos com umas bolas no meio. Lembram-me as imagens das células que se estudavam nas aulas de ciências... :D
Werner Bitzigeio (Alemanha), ZEN VIV e ZEN VIII, agora... qual é qual... no idea!

Werner Bitzigeio (Alemanha), Kubik 450. Eu achei piada à coisa. Tinha três entradas. uma só dava acesso à parte de  baixo. As outras duas, embora não se ligassem entre si, davam acesso ao andar de cima, onde nos podíamos até sentar. :)


Blau schäferei, que é como quem diz carneirada azul... :D Dos autores Bertamaria Reetz e Rainer Bonk. Pelo que parece estas ovelhas gostam de passear, até mais do que eu... em Colónia, junto à catedral, em Berlim, junto ao átomo de Bruxelas.
O Urso mau... não percebi... estava junto às ovelhas, mas não sei se alguém andou a brincar ou se era trabalho de outro artista... não havia placa!

Era umas coisas tipo caixas altas e apertadas. Eentrava-se e encontrávamos frases nas paredes. Uma partes eram em virdo ou plástico ou não sei o quê. Gostei do efeito de um dos vidros.
Roger Rigorth (Suíça), Flügel (asas). Não sei muito bem porquê, mas gostei daquilo no meio do lago... :)
Agnes Keil (Alemanha), Eines Morgens im Paradies (à direita da foto) e Eines Mittags im Paradies (à esquerda) Uma manhã no paraíso e uma tarde no paraíso. Aquilo é giro, agora ser paraíso... é relativo... :p
Sebastian Rainer (Áustria), Begegnung (encontro) eu terioa baptizado como "sala de aula" ou "culto"... :p

Thomas Röthel (Alemanha), Doppelchale (casca, escudo, taça dupla, depende de quem traduz).

 
Não percebi se o cubo de ferro (?) é de Arturo di Maria (Itália) ou de Jörg Plickart (Alemanha)... É que não sou pessoa de bater o olho em ferro e "tirar a pinta"...

Franz Hero (Alemanha), Ovale Röhre. Pronto... é um cano/tubo oval. Esqueceram-se de dizer que era de madeira... só naquela...

Adrian Künzi (Suíça), Ring-Fragment 2. Eu devo dizer que olhar para estas argolas... lembro-me de sopa de ossos ou argolas de lulas ou não sei bem o quê. Mas eles dizem que é arte... nem ouso discutir.
Markus "Leto" Meyle, um suíço que faz assim uns bonecos coloridos. O nome destes não sei, mas... o grandão... lembra um careto!

sábado, 10 de outubro de 2015

A iluminação dos iluminados

- Tem cigarros?!? Tendo em conta que a parede atrás de mim estava forrada, pensei que estava a entender mal. Não... eu entendi bem, o gajo é que devia estar surdo dos olhos para não ver as centenas de maços à frente do nariz.
--------------------

- You don't have euros here?!
- No.
- Really?!?! 
- Yes! We are not in Eureopean Union. and even if we were... England is EU and has pounds.
- I'm not from England. I'm from Australia.
Aaaaah.... coitados... andam de pernas para o ar e quando viajam para um país nem se dão ao trabalho de perceber que moeda existe lá. Eu não sabia que moeda se usava no Dubai, mas antes de ir... fui aprender e trocar e tudo e tudo... mas quem é que viaja assim?!?! Eu não falei da Inglaterra por ele falar inglês. Foi mesmo para exemplificar em como se pode ser da UE sem ter euro. E se a Suíça nem da UE é... duh!!!
--------------------

Mas o momento grande otário do dia foi protagonizado por... um tuga!!! O cromo que veio para cá por um rabo de saias.
Comprou um jornal suíço em francês em edição de fim-de-semana. Passado coisa de 20 minutos aparece muuuuuuito indignado porque o jornal estava incompleto.
Segundo ele faltavam dois cadernos. Como estamos habituados haver revistas para tudo, por vezes estranha-se que o que seria uma revista em Portugal aqui será só uma parte do jornal. Mas o senhor dizia que não. Numa vistoria rápida encontrei um dos suplementos. Como tinha mais que fazer, não procurei mais e disse-lhe que o máximo que podia fazer era devolver-lhe o dinheiro. Primeiro disse que sim, depois já queria uma troca, depois lá se decidiu por levar o jornal como estava. Mas sempre muito senhor de si, cheio de razão e... como pude comprovar mais tarde... cheio de estupidez.
Quando tive um momento mais livre, fui espreitar melhor o jornal. Logo na primeira página estava clarinho: dentro tinha uma secção de fim-de-semana que por sua vez tinha uma secção dedicada aos livros. Folhei muito rapidamente e... voilà... tudo direitinho.

Não entendo... primeiro procura-se bem, depois relama-se. Estes eruditos de meia tigela dão-me cabo do cérebro... porque é que não são como eu?!? Que sou meia burra com ânsia permanente de aprender...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Segunda ronda

E lá fui eu outra vez a Bad Ragaz para ver mais estátuas. Algumas são... coiso... outras até valeram o passeio... :) Se por acaso repetir alguma estátua... desculpem lá! ;)

Kurt Laurenz Metzler (CH/IT) Leser na der Litfass-Säule
Gamelle.ch, Wenn die Räder eines Tages stillstehen (quando as rodas um dia pararem [tradução mais que livre])

Hans Schüle (Suíça) Hybride 36
Pierro Maspli (Suíça), Ohne Titel (sem título)... óbvio... com uma obra de arte deste calibre... como é que se há-de pôr um título?!?!? :p

Carin Grudda (Alemanha/Itália), Der Sprung (o Salto)
Carin Grudda (Alemanha/Itália), Rastender Narr (o bobo em descanso, o bobo que descansa... qualquer coisa deste género)

Estas estátuas são engraçadas. A da esquerda está junto à estação de comboios de Bad Ragaz e pertence a outra edição do Bad Ragartz. O Autor é outra vez Kurt Laurenz Metzler. O título estava muito apagado pelo tempo...
A estátua junto ao banco fica no centro e eu esqueci-me de tirar o nome... :p


Na foto do gato temos três obras diferentes. Pelo menos uma já apareceu noutro post (os bonecos na escada no lado esquerdo). Mas achei interessante o nome da estátua que fica do lado direito do gato: Sternenpflücker (apanhadores de estrelas) de Josef Lang.
Na outra foto: Figuren (figuras), de Graziano Pompili.



Ele leu-me José Régio e Miguel Torga. Mas placa... nada!
Na foto do lado, algumas estátuas do suíço Marc Reist.


Portraits, de Shimmi Schadegg (aquilo lembra-me mais uma bola de vólei do que propriamente retratos...). A da esquerda... esqueci-me da placa!

Sibylle Pasche, Evolution
Hede Bühl, Kopf I, Kopf... eram 3 Kopf (cabeças), mas... se aquilo são cabeças... só se for mesmo do Alien!
Clones, de Shimmi Schadegg. Eu achei piada às estatuetas. Cada uma tinha o nome de um estitlista famoso: Miu Miu, Channel... E acredito que sejam clones... era tudo tão magrinho... ah! ah! ah!

Sonja Knapp, Onda - Hommage à Bad Ragaz
Eu fiquei sem perceber se a escultura da direita pertence ao jardim ou se era da exposição. Não tinha placa....
Manolo Valdés, Dama a Cabello
Eu gosto muito do The Kiss II, de Keld Moseholm. Não me importava nadinha de ter um banco destes... :)
As camas amontadas... isso ou outro título estranho... :D também não tinha placa.
Michael Danner, Pyramide auf Pyramide (pirâmide sobre pirâmide)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Do circo e da Suíça

Estamos quase no Halloween e eu ainda não tinha mostrado as abóboras do ano. No Juckerhof (a quinta que tem sempre mais atracções) dedicaram-se ao circo. Já no Bachlihof a exposição não me mostrou muito, pois era uma repetição de grande parte de um exposição que esteve há uns anos no Juckerhof...
 
 
Eu achei que o coelho estava muito sozinho, como eu não tenho jeito para as magias... mascarei-me para fazer companhia ao coelho e aos de lá de cima... :D :D
 

Posso estar enganada, mas... acho ninguém se importa com a participação de animais neste circo, pois não?!?
Quando era miúda sonhava andar no circo. Numa caravana destas, ler a sina ou fazer malabarismos. Deixei de acreditar em bruxedos, tenho vertigens, mas continuo a achar um piada a estas caravanas...
 

A galinha se aparecesse numa selfie poderia dar-nos um cesto de comida biológica.  Achei também piada ao bolo de aniversário. Estava ali só para amostra, mas alguém resolveu fazer asneiras (juro que não fui eu... eu fiquei por um apfelstrudel!!)


Como disse, em Jona, no Bachlihof, o tema era repetido. Era a Suíça. Mas estes dois eram novos para mim. Não gosto da edellweiss escondida atrás da rede, mas não há outra forma de a fotografar. :(
Se precisarem de ideias para decorar o jardim, o pátio, a varanda para o Halloween... :)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

E continua a ser pior...

Já aqui tinha dito que ia mudar a medicação. Desde coisas básicas como rubor, ondas de calor ou diarreia até sistema imunitário completamente comprometido e cancro...  eis alguns dos efeitos secundários dos comprimidos. Debati-me imenso. Sozinha, entre acessos de raiva e lágrimas e muitas piadas ácido-irónicas decidi, de novo, sozinha, manter-me firme e aceitar esta nova medicação.

No entanto, havia algumas dúvidas que eu queria esclarecidas antes de começar os comprimidos (e ainda não comecei, achei melhor esperar que uma constipação brutal desaparecesse antes de começar com imunosupressores. Só naquela...) e fui ao senhor doutor.

Umas coisas que ele disse relaxaram-me ligeiramente, outras não acrescentaram nem tiraram. Mas de um modo geral estava a correr tudo bem até que ele resolveu arruinar tudo: mandou-me praticar desporto. TRÊS vezes por semana. Vá... comece com uma vez por semana, pois já vi que isso é muito mais do que você faz.

Ah pois é!!! E só sei que desde Segunda-feira que ando a deprimir. Mas deprimir meeeeesmo. Senão veja-se:
-toda a minha a vida fui de desportos a céu aberto e em equipa, e aqui só conheço gente de ginásio no nível 3000;
-destesto corrida, bicicleta, camihadas.... uma seca descomunal. Passamos o tempo sozinhos!!!!!
-nunca percebi como funciona um ginásio e aquelas máquinas todas. Mesmo que seja assim, não me parece que me seja muito favorável chegar e começar a mexer-me naquelas coisas utilizadas por montes de corpos suados. Além de a ideia ser nojenta, eu posso muito bem criar uma lesão logo no primeiro dia;
- antes que alguém se lembre, não tenho dinheiro para um prrsonal trainer;
- aquelas coisas de gajas aos saltos e a bater palmas, numa euforia/histeria dá-me, literalmente, uma indisposição.

O homem até para a zumba me mandou. Eu bem que procuro ginásios e cursos e tudo e tudo, mas... oh coisa deprimente!
A sério que só a mim...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Que vergonha!!!

A M. é uma miúda de 19 anos que esteve quase três meses a trablhar na loja. Não é mau diabo, mas há qualquer coisa ali que não está bem engrenada. Por isso é um atrofio de trabalhadora e  por isso foi despedida. Até aqui nada de especial, mas... (comigo há sempde um adversativa!)... o que se passou hoje em consequência do despedimento feito ontem... supera a imaginação de qualquer um!!

Toca o telefone, vou a correr, apresento-me e espero reacção do outro lado. Ah sou fulano de tal. É da loja X. Gostaria de falar com a senhora H. (a minha chefe). Ela está?  Confirmei e disse-lhe que ia passar. Só que fiquei a pensar: oh oh! Que é que o pai da outra quer?!?

Pois bem, o homem ao telefone era o pai da M. e queria pedir contas à minha chefe por a ter despedido. Porque ele tinha que estar presente na reunião, porque não tinha lógica despedi-la agora, que podia ser no próximo mês... Ele pensava o quê?!? Que eram todos parvos?!? Se ela ficasse mais um mês o despedimento iria ter outro tipo de consequências contra a firma e em favor da miúda.

Mas o que me mata na conversa é ele ter querido estar na reunião de despedimento... primeiro, ele não em esse direito, ela não é menor. Segundo, ele não é advogahdo dela e mesmo que fosse, o despedimento foi feito dentro dos parâmetros legais e ele  E eu sei que ela é nova e pode não ter muita experiência, mas se não começa a saber defender-se agora... está tramada.

Ai... se a minha mãe me fizesse uma destas... nunca mais  falava com ela... :p

terça-feira, 29 de setembro de 2015

maneiras...

A minha mãe baba-se muitas vezes a contar uma história de quando o meu irmão era um meia-leca arraçado de hipopótamo (ele era mesmo muito gordo em pequeno).
Ele foi a casa de uma vizinha fazer uma entrega, mas não chegava à caixa de correio. Então chamou pela vizinha e pediu, por favor, que ela lhe abrisse a porta. Ela gostou da educação e disse-lhe que ele era um menino muito bonito (e era! Gorducho e fofo!). Ele agradeceu o cumprimento e foi-se embora. A vizinha admirada pelo minorca saber usar as convenções da boa educação foi gabá-lo para a minha mãe.
Resumindo, desde muito pequenos que fomos educados a respeitar os outros, a usar as convenções da sociedade, porque ficam bem, mas também porque sabem bem.

E desse modo, ainda hoje uso um por favor ou um obrigado com prazer. No trabalho, convém ainda mais que se seja educada. Danke, please, merci, au revoir, grazie, prego, bitte, por favor, adé (adeus em dialecto), obrigada... vai saindo de tudo, conforme a situação.

Pois bem.. no Domingo, o cromo do tuga que veio de Portugal atrás do rabo de saias apareceu para comprar o jornal. Como sempre disse-me dás-me um saco? Mas acabou por inovar... quando eu lhe disse que eram Xfrancos, por favor... A resposta foi para lá de ignorante: ah não sei para que dizes por favor. Pago e é se quero levar o jornal. Aqui ninguém dá nada. Bem... nem em Portugal. 

Quê?!?! Aquele patego diz-se com formação, mas é mal educado e ainda goza comigo por eu seguir as convenções?!?!?

Mas isto é só anormais??! Se ele não sabe a língua e ainda para mais não usa um simples por favor... vai-se dar mal por estas bandas...


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Drugs don't work...

in patients who don't take them. É uma citação de Charlles Everett Koop que está no meu diário novo: dos comprimidos que vou começar  a tomar muito brevemente.
Eu não sei quem é o tipo. Mas achei piada à ironia... eu tomava a little bitch (o meu nome carinhoso para a injecção) e mesmo assim... a coisa não funcionou lá muito bem. Por causa disso, passo ao nível seguinte: comprimidos com nome que lembram uma república de estudantes à americana.

Os efeitos secundários são para lá de maus. Enquanto procurava infos na net a primeira coisa que li foi que em Outubro do ano passado morreu uma pessoa com complicações provocadas pelos comprimidos. Se eu tivesse o juízo todo não tomava nada, mas...

Obviamente que eu dou ênfase ao lado bom de poder viajar sem andar a pensar em gelo, sem estar a pensar em 8 graus de temperatura e mais não sei o quê. Mas lá no fundo... mexe um bocado comigo... a ver como corre esta nova fase!!!

sábado, 26 de setembro de 2015

Discriminação no local de trabalho. Pura!

Em Agosto, ficámos a saber que o chefe da minha chefe se tinha demitido. Foi assim de repente, ninguém, incluindo a minha chefe, tinha ideia que isso se ia passar. Foi substituido pela senhora G..
Toda a gente que a conhecia falava bem dela. Como eu tinha visto só a tinha visto duas vezes, e a uma velocidade superior à da luz, não tinha opinião. Nem positiva, nem negativa. Até ontem!

Ontem fez-se uma reunião. Para ouvir dizer que ela não sabe, não garante, não promete. Enfim, para ouvir uma bela campanha de defesa para atitudes tomadas a partir de agora pela empresa. Ela deve ter formação em Direito... :p
Mas não foi isso que me fez ter opinião sobre ela. Como é que se tem opinião sobre uma pessoa, se a mesma só macaqueia o que superiores lhe enfiaram pela goela abaixo?!?!
A minha opinião foi tomada na hora em que ela se apresentou (uma vez mais a cada pessoa). E posso dizer já, a minha opinião está para lá de negativa.
Como manda a etiqueta, todos se apresentaram de aperto de mão e a dizer o sobrenome. A senhora G. repetiu os nomes de todos. Mas quando chegou à minha vez... ai que ódio, só de pensar... olhou para o meu crachá e encoheu os ombros. Um desprezo como eu nunca tinha visto!
Eu sei que ninguém diz o meu nome bem e estou-me pouco a lixar. O /z/ não tem o mesmo valor fonético, por isso... até acho fofo quando dizem Átzêvêdo. Agora encolher os ombros... ah isso é que não. Que porra é essa?!?!? Uma italana (o sobrenome é de Itália, nem sequer pode ser suíça do Ticino!)  Uma mulher que tem /gl/ (o nosso /lh/) no nome, que é coisa desconhecida para os germânicos... vem-me encolher os ombros?!?!
Ah... está na minha lista negra!!!

domingo, 20 de setembro de 2015

Efemérides

O dia da criança na Alemanha é diferente. Como em tantos outros países. Por isso é que é possível ver no .de um doodle assim...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Uma questão de volume

As pessoas andam de mau humor e agressivas e rabugentas e desculpam-se com milhentas coisas como se não pudessem mudar nada.
Mas há pelo menos uma coisa que pode ser mudada: volume da música nas lojas. Não sei o que se passa, mas na grande maioria de lojas a música está simplesmente aos berros.
Primeiro: será que tantos decibéis estão dentro do aceitável?
Segundo: a música não é o único som das lojas, logo, o ruído é bem maior.
Terceiro: há funcionários que se queixam, mas outros dizem não se aperceber. No entanto, andam irritáveis, acabando por ser maus funcionários e irritar os clientes.

Qual é a ideia?!? Irritar toda a gente?!? Eu se andar desconfortável, dou comigo a sair da loja a correr, logo, não compro tanto... logo a loja perde dinheiro. E como perde comigo, deve perder com outros, simplesmente acontece que muita gente não sabe bem por que raio não gosta de certos sítios....

Sei lá... Se beixassem um bocadinho o volume.... eram funcionários e clientes mais serenos, dentro da loja, mas, em consequência, no resto da vida diária. Ficando toda a gente bem mais feliz...

domingo, 13 de setembro de 2015

da compaixão pela solidão

Se os dias tivessem um verbo, o de hoje seria mitleiden. Se fizermos a decomposição da palavra temos uma definição interessante: sofrer (leiden) com (mit). eu gosto da palavra. "Sofrer em conjunto com" tem mais força do que o conceito "sentir compaixão" que é a tradução que se encontra na net.

E hoje é o meu verbo por causa de dois clientes da loja que eu até nem gosto.
Um é um português com aspecto entre o esquisito e o nojento. Eu já sabia há muito tempo que ele era português, mas nunca senti vontade que ele soubesse que eu era portuguesa. Sei lá... tem qualquer coisa de repelente...  Hoje topou-me (maldito crachá!!) e dei comigo a ouvir a sua história de vida. Resumidamente, ele veio para a Suíça embeiçado por uma tipa qualquer e a coisa correu mal. Nem trabalho, nem língua, nem amigos... nada... um solitário.

O outro cliente é o senhor R., acho que já aqui falei dele. O que pede jornais de Domingo como se fossem diários. O que anda sempre com umas cores sinistras. O que dá gorjetas brutais, mas que eu não me fazem muito feliz, pois ele complica muito as coisas. Hoje apareceu lá para complicar mais o assunto. Nem adianta tentar explicar. Deixou uma boa gorjeta (8 francos para cada um) e foi-se embora.
Quando saí do trabalho, andava ele meio perdido no meio da multidão de Sábado. Enquanto comia qualquer coisa, estava à espera de nada e ninguém. Outro solitário.

O português não deve estar a nadar em dinheiro, mas o senhor R. deve estar bem financeiramente (pelas despesa e pelas gorjetas...). No entanto... ao fim e ao cabo... estão no mesmo barco. Deambulam pela loja, pela estação. Compram revistas e jornais que supostamente ensinam e fazem companhia, but at the end of the day... 
Dois solitários... uma dor que me dá, só de pensar. Ah Porque se calhar só tu sentes isso e eles nem se apercebem. Uma merda que é assim!!! Se eles estivessem bem, não andavam que tempos a deambular por lojas ou a inventar necessidades de jornais americanos ou ingleses completamente desactualizados...

Eu não gosto deles, mas quase que tive vontade de os trazer para casa... assusta-me ver que este mundo tenha ziliões de habitantes e que cada um se encontre cada vez mais sozinho...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como mimar alguém


Este fim-de-semana, tentaram gozar comigo por causa de uns gramas de chocolate. Mas... a inveja é uma coisa muito feia... e eu estou-me a borrifar para as pessoas que acham ridículo eu ficar contente com os mimos das pessoas que passam na loja.
Eu adooooooro receber gorjetas. Quer dizer que ficaram contentes com a minha prestação. Nem que sejam 5 cêntimos de franco, olhe fique com ela, é para dar sorte. A Fünferli (forma carinhosa de falar da dita moeda) dá sorte. Mas, mais do que as gorjetas, gosto muito das prendas.
Desde uma tulipa a um saco com pepinos cultivados no jardim (biológicos, com um sabor... huuum), passando por caixas de trufas...
As últimas prendinhas foram um biscoito sorridente e uma joaninha azul. Mimos. Mimos diferentes.

Embora que... a prenda que mais me tocou foi uma medalha da Imaculada Conceição. Não acredito no sobrenatural, no religioso, etc. e tal, mas acredito nas minhas freiras e a a padroeira delas é mesmo a Imaculada Conceição. - Ah é de Portugal? Lá tem Fátima. - Eu morei lá seis anos, foi a minha resposta. Ah sim?!? Então eu dou-lhe isto. Era uma brochura com uma oração e a tal medalha de uma qualidade bem duvidosa. Mas aquilo foi dado com tanto sentimento... como poderei não ficar feliz com isso?!?

Não é preciso muito para fazer alguém feliz. Assim... arranquem um malquequer na beira da estrada, apanhem uma maçãs do quintal e ofereçam a alguém. Deixem uns trocos em cima do balcão. Sorriam. E sejam felizes.

Changes...

Acho que o meu neurologista não está contente comigo. Sou moça que tem surtos e não vai ao médico. Para quê?!?! 25 comprimidos de cortisona porque a temperatura da água do duche não fica igual nas duas pernas?!?! Nooooo fucking way!!!! Os efeitos secundários dão cabo de mim... enquanto eu caminhar e vir bem... nada de cortisona!!!
Mas mesmo que fosse com cortisona, eu seria na mesma menina de surto-remissão, pois a cortisona não previne nada. (A onda positiva do neurologista já desapareceu há muuuuuuito!!!)
Assim... tal como eu esperava... vou mudar de medicação. Eu brinco com o ponto positivo de ser mais fácil viajar, mas... análises ao sangue todos os meses, efeitos secundários novos e a coisa saber que uma amanhã posso acordar com um surto novo... não dá para ser verdadeiramente positiva...