quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Dentro de portas

Se as casas diferem por fora, obviamente que também diferem por dentro. Mas não é só na mobília. Ora veja-se...

A cozinha da cabana da montanha versus a cozinha da casa do Ticino.

Os primórdios do aquecimento central... mas este fogões são tão valorizados que conheço uma senhora que mandou uma casa com 200 anos ao ar, mas fez questão de preservar o fogão para a casa nova!! :)  


Eu esqueci-me de quantos anos tem este quadro. Mas garanto que não é da década passada. Achei uma coisa de outro mundo... Olha o trabalho que esta gente teve para fazer esta montagem de três imagens!!!!
Aqui são dois quartos da casa do Ticino. Tipicamento do Sul...
Já este berço é mais do Norte. Embora a criança não caísse... mete-me um bocado de confusão tanto atilho... :-O
Esta... toda a gente já viu uma... :D
Chegamos à sala de estar... Um armário lindo. E um fogão de sala... soberbo. Este Já é diferente do outro porque aqui a ideia era mesmo só aquecer a sala. No de lá de cima a forma permite que se aqueçam coisas, que se mantenha a comida a uma boa temperatura, que se sequem os sapatos...

E por fim a sala de jantar. A mesa da esquerda é de uma família mais abastada. O trabalho de marcenaria, a forma, aquela ardósia no meio, as cadeiras... Uma coisa que eu gosto na mobília tradicional suíça é que todas as cadeiras, independentemente da forma, são extremamente leves. Sei lá de wue material as fazem, mas... mesmo leves.
Outro detalhe. Todos os arranjos florais (com excepção de um, que publicarei noutro momento)encontrados nas casas são com flores naturais colhidas nos jardins do museu. Os trabalhadores/voluntários do museu também como tarefa apanhar flores e mantê-las frescas nas diversas casas. O que dá um ar muito mais acolhedor a cada recanto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A céu aberto

E os atrasados continuam...
Cheguei a Ballenberg (que visitei a meio de Agosto... :D ). Há já uns anos que eu sabia da existência deste museu a céu aberto, mas só o ano passado se proporcionou ir lá.
Aquilo é uma espécie de Portugal dos Pequenitos, mas em tamanho real. Neste museu a céu aberto podemos ver casas de muitos sítios da Suíça. E quando eu digo casas da Suíça, são casas da Suíça. São casas que foram transferidas pedra por pedra para aquele museu. O conteúdo das casas também é original, trazido de diferentes sítios, oferecidos, comprados... sei lá...
Só sei que em pleno interior do cantão de Berna há um canto muito interessante que nos pode ensinar muito sobre a Suíça. Tirei muitas mais fotos, mas tenho que ser selectiva... decidi agrupar as selccionadas por temas. Ajuda a mostrar o contraste enoooorme que existe em 41285km2...


Norte, Sul, Este Oeste... em cada direcção uma área diferente. As estruturas das casas são dependentes de imensas coisas. A topografia. O clima. A matéria prima. Ora veja-se...

 Uma construção humilde, um chalet, de 1520, da zona de Axalp/Brienz, cantão Berna. As pedras ajudam a segurar o telhado.
A outra é uma casa de agricultores, de 1698, de Bonderlen/Adelboden, cantão Berna.

 Ou esta casa vermelha. Parece feita de escamas. Era um albergue em Hünenberg, no cantão Zug, 1891.
A casa de agricultores ao lado veio de Tentlingen, no cantão Friburgo e é dada como do século XVII.

Eu acho piada à chaminé desta casa de Sachseln no cantão Obwalden, sem datas muito concretas, algo entre 1600 e 1850.
 Depois chegamos ao Sul e vemos que as casas do Ticino são outro mundo. A primeira é de Cugnasco, século XVIII/XIX. Na segunda foto vemos o pátio interno de uma casa enorme de Novazzano, entre séculos XIII e XIX. Quem quiser, pode ir lá comer risotto, pois também tem uma osteria.

 Eu achei piada a esta vedação de jardim. Por aqui até que nem é coisa assim tão comum de ver (nesta terra ainda se dorme de porta aberta, quanto mais vedações...). Bem como esta vedação que ladeia o carreiro colina acima. Não fixei de onde são, mas vale a pena mostrar.


 E depois regressamos às casas que nós reconhecemos como verdadeiros chalets suíços (embora eu já tenha ouvido dizer que o verdadeiro chalet suíço veio da Alemanha, da zona da floresta negra).
A casa da esquerda é o ex-libris do museu. Tem uma loja onde podemos comprar alguns artigos produzidos no museu. É uma casa lindíssima, de Ostermundigen, cantão Berna e é de 1797.
A casa do lado é uma villa de um industrial, de Burgdorf, 1785. Lá dentro há uma exposição de trajes típicos suíços. E a riqueza dos móveis...

 O pé direito deste edifício é... enooooorme. Tem uma parte de habitação e uma parte de palheiro/arrecadação. Veio de Oberentfelden, mas duvido que o colmo que a cobre ainda seja de 1609.
A casa construída em gaiola (sim, a técnica das casas da Baixa Pombalina) já pertence aqui ao meu cantão, é uma casa de Richterswil, de 1780. Acho que é uma zona vinícola. Pelo menos a casa é denominada como tal...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

das pessoas pequeninas e do respeito (ou falta dele)

Estava a trocar ideias no uatsap (sim!, eu sei que não se escreve assim) e lá pelo meio o S. mencionou uma colega minha de trabalho como se ela fosse minha amiga. Eu disse-lhe que ela não passa de uma mera colega de trabalho e expliquei porquê. Acabou a conversa e eu deixei-me dormir. Mas, depois de acordar, a conversa voltou-me à cabeça e não me largou todo o dia.

Pensei no conceito de amigo. Pensei na equipa com que trabalho nos perdidos e achados. Pensei numa coisa que eu fiz na adolescência e de que me envergonho muito.

É de mim ou hoje em dia tudo é nomeado de forma leviana? Qualquer merdinha já são etiquetados como amigos. Mas depois, os supostos amigos desaparecem, nem convidam para um copo. E na hora de ajudar... fónix!! Eu nunca vi tanta gente a precisar de ajuda e os "amigos" a dizerem que não podem. Para mim, amigo é aquele que me pode telefonar às 3h da manhã a pedir que eu me meta no carro para o ir buscar porque o carro empanou no raio que o parta (neste momento não pode ser, que o meu carro morreu). Mas amigo também sabe que não pode telefonar-me antes das 8h da manhã a não ser que seja para combinar uma coisa muuuuuuito porreira para sairmos daí a cinco minutos....
Mas, mais importante que isso, para eu me sentir à vontade para considerar alguém amigo, há que haver respeito. Respeito por mim. Mas a pessoa também tem que ter respeito por si própria. E ainda pelos outros. E isso leva-me à outra secção de pensamentos que me ocuparam a cabeça.

Eu nunca vi uma equipa tão reles como a dos perdidos e achados... Toda  a gente sabe que em todas as equipas há gente nojenta. No entanto, ali... não sei se é porque não se apanha Sol, se é por se inalarem muitos vapores dos aviões, mas aquilo não é normal...

Primeiro andam a lamber-se uns aos outros, passam o tempo a abraçar-se e dizerem que gostam muito uns dos outros. Eu incluída nessa coisa de elogios. Mas logo a seguir estão a gozar a cortar na casaca. Melhor, nem esperam que a pessoa abandone a sala e são capazes de começar a gozar na cara dela com qualquer coisa. Comigo é permanentemente com o meu sotaque. Mas eu já comecei com o exercício de "diz São Paulo". Eles não conseguem dizer os ditongos. Nem sequer perto...
Só que, mesmo com tanto gozo, eu sou superior àquela canalha e deixo-os quase sempre a falar para o boneco. O problema é quando a coisa vai muito mais à frente. Quando gozam descaradamente com os passageiros. Muitas vezes sem esperar que eles se vão embora...

É verdade que é muito frustrante tentar comunicar com um russo que não fala nenhuma língua a não ser a materna. É muito irritante quando pedimos a um coreano que escreva o seu endereço e ele faz em... coreano!!! Essas cenas fazem-nos perder a paciência. Dá vontade de rir. E eu não digo que não nos possamos rir destas situações estapafúrdias.

Mas... adversativa rules!!! Há momentos e momentos. Quando a pessoa começa a passar-se, com uma crise nervosa, de que adianta ainda gritar, fazer piadas ou gestos desagradáveis?!??! A pessoa fica mais nervosa, menos cooperante e  nunca vai parar de fazer perguntas e nunca nos vai deixar em paz. Por vezes, eu ainda consigo compreender... quando nós já fizemos 50 relatórios... chega a um momento de exaustão...
Mas... mesmo assim... há coisas que eu não compreendo seja o primeiro relatório do dia, seja o último depois de termos tido 6 vôos atrasados, aviões com contentores errados, atrasos nas descargas porque a porta do avião congelou (true story) e mais uma data de passageiros que chegaram de Singapura e estão no balcão errado porque a companhia aérea trabalha para a concorrência. Não, não há nenhum argumento, nenhuma desculpa que justifique que se goze com deficientes.

Na adolescência eu devia ter apanhado umas belas tareias. Havia uma croma na turma. E eu e o S. (mesmo nome, pessoas diferentes), adolescentes estúpidos, em vez de gozarmos com ela por ser parva usávamos o estrabismo e forte miopia para gozar com ela. É um momento negro de que não me orgulho nada. Mas tem a explicação (sempre injustificável e inaceitável) das hormonas nos tirarem a capacidade de pensar.

Agora, a minha pergunta sobre os meus colegas é: que justificação têm eles?!?! Que justifica o prazer ordinário que aqueles adultos na casa dos 20, 30, 40 e 50 (!!) se riam de, por exemplo, pessoas com fala arrastada? E velhos? E uma pessoa em cadeira de rodas?!?

Não!... eu sou a primeira a fazer piadas com a esclerose múltipla. Mas nunca ninguém me viu a gozar com um doente de esclerose. E espero que, num futuro muito distante, se eu ficar com alguma incapacidade, ninguém goze comigo.

Não!... não consigo aceitar o que eles fazem. E antes que me digam para falar com o chefe... ele é um pai de dois filhos que alinha nestas merdas... (pergunto-me se ensina os filhos assim?!).
Não!, não consigo alinhar no andamento deles. Não compreendo e recuso-me a tentar compreender. Porque tenho a certeza absoluta que  nada justifica que se critique a higiene de uma mulher só porque a sua cadeira de rodas eléctrica está cheia de cabelos no encosto da cabeça. Como se nós não perdêssemos cabelos. Como se fosse fácil para um paraplégico limpar o encosto da cadeira a que está preso o dia todo.

Não!, aquela gente nunca será vista por mim como amiga enquanto se rir da incapacidade de uma pessoa como se estivessem a ver pela primeira vez um vídeo do Mr. Bean.

Como eu ontem disse ao S., a minha lista de amigos é patética porque é minúscula. Mas prefiro isso a compactuar com uma falta de respeito maior que um Airbus 380...

E, com tanto pensar, apercebi-me que tenho que arranjar mais passatempos para me ocuparem todos os segundos livres. Porque só assim é que eu não penso em coisas complicadas...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Desencaixotar

As minhas semanas, além de passarem a correr, são cada vez mais problemáticas. Como alguém me disse há dias a vida acontece todas as semanas e eu tenho que encontrar pequenas coisas a que me agarrar.
Hoje é uma publicidade. Podia ser de uma rádio. De um café. Ou até de uma marca de preservativos. Podia ser do Japão. Da América do Sul. Ou até de Marte. Isso não interessa. Se se tiver coração e se vir o vídeo de ponta a ponta, há um arrepio que nos desce pela coluna...

sábado, 21 de janeiro de 2017

Animais...

Eu 'tou puta da vida.

Amanhã quero ir ver uma parada de pinguins. Se está frio, ao menos que sirva para alguma coisa. :D

Estava aqui a ver horários e preços quando me apercebi que não era tão caro como eu pensava e comentei isso com a minha Maria. E daí fomos para os preços em Portugal. Ah devem ser uns 7 ou 8 euros. disse ela. Mas como eu já tinha ouvido falar de 19 euros resolvi ir ver. Resultado...

Eu repito... eu estou puta da vida.

Vejam-se as tabelas copiadas do zoo de Lisboa e do zoo de Zurique.  preço de adulto (Erwachsene) é superior ao português, mas... com que diferença?!?! E os ordenados!?!?  A categoria de reformado não existe, mas em compensação as crianças até aos 6 anos não pagam. Há categorias que chegam a ser inferiores (13 francos para miúdos dos 6 aos 15 contra os 14,50 euros?!?!?!).

Embora eu não vá aos zoos de Zurique e de Lisboa há muitos anos, sei das actualizações que se têm feito ao longo do tempo e... ninguém bate a Masoala ou o tanque dos elefantes de Zurique... a sério...

Como é que querem que as pessoas visitem as coisas?!?! Como é que querem que as pessoas saiam de casa para apoiar isto e aquilo?!?! Nasceu um elefante foram horas de espera para o ir visitar. Ah estava muito protegido pela mãe e pelas tias. Vou ter que voltar daqui a uns dias. Ouvi isto a várias pessoas quando estive lá a vender gelados. Pois no de Lisboa... é preciso assaltar um banco para uma família conseguir ir atirar amendoins aos macacos...


IDADEPREÇO
Até 2 anosGrátis
3 aos 12 anos (a)14,50 €
13 aos 64 anos20,50 €
65 anos ou mais (a)16 €
Grupo (b)18 €

Kategorie
Preis/Person
Erwachsene (ab 25 Jahren)
CHF 26.–
Jugendliche (16–24 Jahre)
CHF 19.–
Kinder (6–15 Jahre)
CHF 13.–
Kinder unter 6 Jahren
gratis
IV-Bezüger mit gültigem Ausweis
CHF 13.–
Familientageskarte (Lebenspartner mit eigenen Kindern, 6–15 Jahre)
CHF 71.–


Adultos, jovens, crianças, crianças abaixo dos 6anos, pensionados por invalidez, bilhete para um dia para uma família [casal com os filhos até aos 15anos {podem ser 10 filhos}])
E os grupos também existem. Começa a contar a partir dos 10, contra os 15 em Lisboa. E os elementos do grupo pagam conforme a categoria a que pertencem, com um desconto de 2 francos em relação à tabela aqui em cima.

Não... não consigo perceber esta merdice... estou mesmo lixada com esta porcaria...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Genebra

Entre Maio e Junho houve uma exposição em Genebra com o título Cartooning for Peace. Com representação portuguesa...


Com o pretexto de ir ver a exposição fui dar volta à cidade. Ficou muito por ver, mas... não fiquei naaaaaaaaaada impressionada com a cidade.


 O repuxo foi criado para aliviar pressão de um poço de água ou algo do género. Era para ser provisório, mas os habitantes acharam-lhe piada e exigiram a permanência do repuxo.

 Não me lembro que edifício era. Mas gostei dele.

 Havia um festival de comida de rua. Não parei para comer, mas não fui capaz de anotar esta promoção maravilhosa.
 Na cidade  há várias estátuas. Gostei da bailarina em frente a um hotel. E da Vague meio escondida entre prédios residenciais.
 A última foto... é um reforço da ideia da presença Tuga em terras helvéticas... :D

Sair (quase) sem destino...

Para 2017 só desejei uma coisa: coragem. Coragem para mim e para todos. Coragem para perseguirmos os nosso sonhos e tomarmos as rédeas da nossa vida. De resto... nem adinata desejar ou tomar resoluções ou o que seja.
Como se viu no meu calendário do Advento, nem sempre se consegue concluir as coisas e como eu odeio prometer sem cumprir... não prometo nada para este ano. O que vier, virá. Mesmo que seja com atraso como é o caso destas fotos do ano passado... :D

Foi um passeio por Appenzell. Fomos "para a frente". Depois de passar por uma aldeia bem pequena para almoçar, andámos de ascensor. Nem sei como não me deu uma coisinha má... Mas... valeu cada tremelique que me deu a subir...

Na primeira foto podemos ver no fundinho a Alemanha e um bocado do lago de Constância. Era Maio mas a neve ainda lá estava a 1663 metros de altura.



 Aqui é o hotel que fica no sopé da montanha. O ascensor vai daqui, das termas St. Jakob, até ao cimo de Kronberg.

Depois seguimos caminho. Fomos até Altstätten. Passámos pouco tempo por lá, mas deu para encontrar uns detalhes agradáveis. Para mim, o mais interessante foi ver um Santo António sem Menino Jesus e sem livro e sem pão. De tantas representações de António que vi, nunca tinha visto algo semelhante.