sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Leão Tolstói da Silva

Na hora do baptismo
Padre: - Então, como se chama a criança?
Pai: - Maria.
Mãe: - Ana.
Padre: - Como é? Em que ficamos?
Pai: Então, senhor Padre, quem lhe tira Maria ou Ana... mas... 'prante-lhe' Ana,senhor Padre, 'prante-lhe' Ana.
E assim Prantelhana entrou no reino de Deus.

Em Linguística Portuguesa I (História da Língua) chegou-se a falar dos nomes de pessoas. Quais eram permitidos e quais os proibidos e porquê. Quais as regras para usar nomes estrangeiros. Como é que se pode invocar a questão da nacionalidade dos pais para registar a criança.
Então, o professor explicou o peso que a história pode ter na escolha ou recusa de um nome (Adolf, por exemplo, não é coisa muito requisitada na Alemanha, há quem diga que é proibido, mas há várias fontes...), a religião e o Jesus espanhol, a literatura, as novelas e o boom de um nome numa determinada altura (eu sou Ana, como 80% das mulheres da minha idade!!!!!! Porquêêê??). E deu alguns exemplos hilariantes de como ficaria uma adaptação de um nome histórico ao português. Infelizmente só me lembro de Leão Tolstói da Silva.

Eu sei que há mais coisas importantes para fazer na vida, mas... eu preciso de uma pausa dos livros de alemão. Então venho para aqui falar de nomes e histórias por causa de uma coisa que eu li ontem no FB do meu irmão. Uma certa cantora resolveu baptizar a filha de Lyonce Viiktórya.
Ok!! Eles não gostam mesmo da filha. A coitada vai fugir da casa logo que conseguir caminhar!!
Mas pronto... cada um tem a sua tara!!

Agora, a pergunta que me vem à cabeça é: Ao abrigo de que lei, colocaram eles este trauma na criança que ainda nem um mês tem?!!?
O meu professor, de vez em quando, é chamado à televisão para falar deste tema, logo, acredito que ele saiba mais disto do que o pai da criança. Assim, confio nele, quando ele diz que se pode usar um nome que não seja português, mas que exista no país de origem de um dos progenitores.
Mas então, se eles dizem que o primeiro nome é uma mistura dos nomes deles, quer-me parecer que ele não existe, nem sequer na Guiné Bissau. E o segundo... basta escrever no Google e percebe-se que só mesmo na cabecinha oca deles é que Vi(c)tória se escreve assim!

Decididamente, acho que Prantelhana não seria tão mau e que com certeza o cantor-cabeleireiro jamais teria criticado a Maria Albertina...

2 comentários:

Marta Silva disse...

Oi dra!
Depois disto começo a achar q ter um nome próprio como Cátia Vanessa ou Mónica Carolina (peço desculpa s estou a ferir susceptibilidades) é um verdadeiro privilégio.
Adorei o post
Bjus

Luísa disse...

Caloira!!!
Uma das minhas avós queria que eu me tivesse chamado Dina Teresa (foi uma cantora brasileira no início do século XX). Sempre achei a coisa assustadora, mas neste prisma.... qualquer coisa já é aceitável!!!