sexta-feira, 31 de outubro de 2014

BuuUuuUuuuUuuu!

Alguém foi simpático e reuniu todos os doodles do dia de hoje que estão a passar pelo menos no .ch, no .de, no .at só o .li é que é sempre o mesmo marasmo... :p
No .pt só tem o miúdo a fugir ao fantasma que por sua vez foge do cão... :D


 
Muitas travessuras para todos! :)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dos exageros

A viver em Lisboa aconteceu-me de tudo, foram cabelos puxados, mamas apalpadas, rabos apertados, mesmo em plena luz do dia. Assédio não faltou, não me agradou, mas não deixei que me impossibilitasse de andar na rua...
Também houve as piadolas, os assobios, os piropos. Isso, na grande maioria das vezes, fazia-me sorrir e seguir em frente. Eram coisas saídas da boca para fora, sem ordinarices, nem no vocabulário, nem no tom. Lembro-me de uma vez ir a subir ali uma rua paralela à Av. de Roma, num bairro chique e dois homens que vinham no sentido inverso pararem a olhar meios babados para mim. Um dele diz: ai minha nossa senhora. Benza-a Deus! Oh pá... eu tive que correr para não me rir à gargalhada do comentário do senhor.

Apanhei ontem um vídeo no livro das caras deveras interessante. Num minuto e pouco tentava-se provar como centenas de homens assediaram uma mulher numa caminhada de cerca de 10 horas pelos diversos quarteirões de Nova Iorque.
Cheguei ao fim e senti-me enganada. Das duas uma, ou os americanos são ainda mais parvos do que eu pensava ou eu tenho uma noção de assédio bem diferente dos Amis.
Será que eu neste vídeo praticamente só vi gente que ladra mas não morde? Será que alguns destes ao receberem um resposta positiva aos seus convites iriam seguir mesmo em frente? Ou iam fugir com o rabo entre as pernas como numa cena de Sexo e Cidade? (é a Miranda que anda desesperada por sexo [às vezes aquelas personagens davam-me pena e nojo] e dá resposta a um homem das obras que lhe tira piropos há muito tempo ao que ele reage com um simples eu sou casado. E lá vai ela desconsolada para casa!)

Numa outra publicação no livro das caras, li uma notícia que eu demoreeeeeeeeeeeei a entender! Um canal de televisão pedi desculpas por o seu pivô ter estado a falar de um ataque de hooligans com uma camisa castanha. Eu não gosto de roupa castanha, mas daí a achar que precisa de um pedido de desculpas. Até que caiu a ficha!!! As camisas dos nazis eram castanhas! Siiiiiiiiiiiiiiiiim. Há gente que ao ver o telejornal prefere associar a cor da camisa de um jornalista aos nazis em vez de tentar compreender o comportamento dos hooligans. Cruzes... se essa gente sabe que eu acho os uniformes desenhos pelo senhor Hugo Boss uma obra de arte (tirando aqueles foles nas calças)... que é que me irão chamar?!?!? Eu sei separar a estética de um estilista (é dos meus favoritos ainda hoje, têm roupa que se pode vestir sem se parecer um espantalho!) de um chanfrado que resolveu matar toda  gente. Sei separar um jornalista do século XXI com camisa castanha de um época que há muito já não é a dele...

Bolas.... e era eu  exagerada!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Choco

Desde o início da semana que não paro de comer Mon Cherri. Ando cá uma lambona... Se não me ponho a pau rebento com o meu colesterol que estava dentro dos limites legais há coisa de duas semanas!

Agora andava a arrumar mais umas fotos no computador e encontrei uns grafitis. Resolvi colocar aqui três que estão soltos e que se relacionam em tudo com o meu estado de gula... :)

Ora bem, cartaz publicitário ao quiosque perto do ponto de encontro dos grafitters. Sim, é um grafiti dentro de um suporte publicitário.


Aqui é um stencil (acho que é assim que se chama) que fizeram há buééééééé na estação de comboio aqui ao pé de casa. Achei-os tão fofinhos. E além disso gostei de ver uma silhueta bem delineada, com pormenor (por isso fotografei a "mãe")


 
Como se relaciona comigo? Simples: chocolates (do quiosque ou outro sítio qualquer) em exagero (vezes três, por exemplo) podem levar a que eu fique gorda como um elefante. Relação de ideias genial, não?!?!? (Preciso de férias)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Do princípio da boa educação

Há dias estive na tugolândia e a minha Maria meteu-me numa enrascada. Como ela não podia ir, pediu-me que fosse representá-la numa exposição de trabalhos manuais. Ela há-de pagar com juros a seca que apanhei numa coisa onde eu nunca tinha posto os pés e onde não pretendo voltar.

Eu ia mais do que consciente que não ia vender nada. Os artigos são caros (materiais e horas de trabalho!) e a crise... essa desculpa serve para tudo até para gabar os trapos da minha Maria, mas seguirem em frente. Eu estava a dividir a barraca com alguém que tinha objectos utilitários e, por isso, teve mais sorte no negócio. Assim, na minha barraca havia sempre algum movimento.

No entanto, era eu a que mais tempo passava na barraca (eu já disse que a minha mãe mas paga?!?!) e, por isso, tinha mais tempo para apreciar as pessoas que por ali passavam.

PrimeiroS: as pessoas não estão deprimidas. Simplesmente estão preguiçosas para encontrar qualquer coisa de interessante. Passavam amorfas, sem vida nos olhos, mãos enfiadas nos bolsos, sem ânimo. Mas não é sem ânimo porque desanimaram. É sem ânimo porque se acomodaram a ser para baixo.

Ai  isso deixou-me deprimida! Se a minha vida é uma telenovela-mexicana-do-mais-reles-e-barata-possível e eu mesmo assim ainda me tento surpreender com algo todos os dias... por que raio não fazem o mesmo as outras pessoas? E se não querem animar, estão no seu direito. Mas ao menos que não saiam de casa para não desmotivar os outros!!!

SegundoSS. Onde é que anda a boa educação dos portugueses?!?!?!?
Eu, sentada ou em pé, na frente ou dentro da barraca, lá ia sorrindo às pessoas e dizendo boa tarde ou boa noite. Poucos, muito poucos, muitíssimo pouquíssimos me responderam. Alguns dos que não me responderam ainda tinham a coragem de olhar para mim como se eu tivesse um terceiro olho na testa.

Isso já me deixou transtornada!!!

TerceiroSSS: comentei com algumas pessoas o facto de achar que as pessoas estão mais carrancudas, que não respondem a um cumprimento muito simples. Sabem a resposta? Não digas nada. Hã?!?!? Eu sabia que não ia vender, mas... quem quer vender deve, no mínimo, fazer uma saudação a quem passa. Eu não vendia (mesmo sem esse objectivo) mas um cumprimento ainda não paga imposto...

Aí já fiquei... alucinada!!!

Agora compreendo um senhor na tabacaria junto ao Luanda aí há uns 10 anos... eu entrei e cumprimentei. Não me esquece, era manhã de Domingo de Ramos. Eu tinha ido comprar o jornal que era para ler no avião, pois daí a umas horas iria embarcar para vir de férias para a Suíça. Lembro-me que estava já algum calor e que eu estava com uma camisola de mangas cavas, de algodão canelado, azul, igual à que tenho vestida neste preciso momento (esta é vermelha). Recordo esse dia de forma tão clara por causa desse tal senhor. Depois de eu cumprimentar os presentes, o vendedor e o tal senhor, de cabelo grisalho, alto, com aura (aquelas pessoas com boa formação e de famílias endinheiradas, mas que são humildes), senti-me deveras desconfortável. O senhor da aura não parava de olhar para mim. Apercebendo-se do meu desconforto pediu-me desculpas e explicou-se. Desculpe estar a olhar para si desta forma, menina. Mas hoje em dia já ninguém cumprimenta.

Na altura ri-me (para dentro) do que ele disse. Achei um exagero, mas nunca esqueci a cara de espanto e as palavras dele. Caramba! O homem tinha razão. A diferença é que eu disse ao senhor, meio acabrunhada, ah eu costumo ser sempre assim e hoje dizem-me não digas também...