Ele é gente que é apologista da guerra e vai para os murais dos outros destilar ódios patetas. Ele é gente que não faz nada de mal, mas fica com os comentários bloqueados ad eternum. Ele é divulgação de tratamenots de beleza, de saúde física e espiritual e de banha da cobra também. Ele é campanhas de angariação de fundos para salvar a centopeia de 99 patas. Ele é amizades criadas, casamentos destruídos e crianças baptizadas graças ao livro das caras (no Brasil há um Facebookson das Silva, ou perto desse sobrenome, porque o nome bate certo!!).
No mundo cibernético há de tudo. Nós temos é que saber o que quermos para nós. Adicionar desconhecidos é da nossa conta e risco. Gostar de páginas e participar em debates nessas mesmas páginas também. Mas... vem o reverso da moeda. Há muito boa gente que gosta de tudo, adicona tudo, carrega em like para tudo. E nós, os que estamos na lista de amigos, levamos com isso no nosso "mundo" quer queiramos quer não.
A mim irritam-me as filosofias baratas, mas com isso posso viver bem . O que me custa é quando há moralismo ilustrado... Puta que pariu para as mensagens moralistas com cães a desfazerem-se ou bebés a morrer. "Se fosse um homem ou uma mulher pelada teria já mais de 2.000 likes", isto por cima de um bebé cheio de tubos por todo o lado e com uma feriaa do tamanhho de um punho adulto no peito, com o que parecia ser o coração exposto ao ar (pergunto-me se a imagem é verdadeira).
Não sou pessoa de se sentir mal com estas coisas. Comovo-me, mas a nível físico o mais que pode acontecer é eu começar a chorar, mas vem do psicológico. Hoje não foi assim!!
Se eu não estivesse sentada, teria caído para o lado com a imagem que acabei de ver. O sangue subiu-me todo à cabeça, fiquei com os pés gelados e e cabeça a latejar. Não é justo uma criança estar em sofrimento. Não é justo que as pessoas não se preocupem. Mas há gente sensível (e eu nem me considero assim sensível) no outro lado dos nosssos faces.
Porra... tanto querem fazer que estragam tudo. Não é porque eu vejo uma cena destas todos os dias que eu faço mais. Mas garantido é que fico com dores de cabeça. Mesmo antes da hora de dormir!! Faz cá um bem à sociedade!!! Faz cá uma diferença na vida daquela criança pôr os outros mal (e às vezes é só fotoshop!!)...
O certo é que a minha lista de amigos encolheu uma vez mais. A minha vida é um filme de terror. Quero ver publicações com flores, com bonecos, com piadas, com músicas. Aceito likes em notícias de jornal, mesmo que sejam péssimas, pois leio o título e só continuo a ler se quiser. Agora terror psicológico por gente que engole sem mastigar... Thanks, but no thanks!
Na Terra das Vacas
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
A gestão da doença e a doença da gestão
Contam-se pelos dedos de uma mão (e sobra!) o número de vezes que eu fiquei doente, ou fui para casa mais cedo por estar doente, ao longo de 16 anos de trabalho. Apesar de tudo, tenho tido sorte com a saúde.
O aeroporto, foi o sítio onde trabalhei com mais gente ao mesmo tempo. Parecia que todas a semanas havia uma cara nova. Não sei, mas para a minha empresa deveria haver pelo menos 100 empregados de limpeza (sem falar nas limpezas espciais, que normalmente eram feitas durante a semana, logo, eu não conhecia as pessoas e, claro, sem falar nas outras empresas de limpeza). Nesse mar de gente, chegávamos a ter semanas seguidas sem uma única baixa por doença.
Agora no sítio onde trabalho... somos entre as 50 e a 60 pessoas (disse a chefe em funções no dia em que fui experimentar o trabalho, eu não acredito que seja tanta gente, mas vamos fingir que é mesmo). TODAS as semanas está pelo menos uma pessoa doente. Há duas semanas telefonaram-me para eu ir trabalhar em dois dias que estava livre. Num eu nem respondi, já tinha compromisso e quando ouvi o recado era tarde para responder.
A semana passada, na escala de serviço estavam vários K, que é o sinal para krank ou Krankheit (doente ou doença). Ontem, estava eu tão bem a dormir, telefona-me o choninhas do meu chefe a pedir para eu ir trabalhar. Eu disse que não. Tinha um compromisso de ir ajudar uma senhora que anda a recuperar de um acidente. Se eles se organizassem, tinham-me mais vezes na escala e eu combinava as coisas de outra forma com a senhora. Não é à última da hora que eu vou mudar os meus planos. A senhora não se teria importado, mas eles têm que aprender. Se fazemos tudo o que eles querem, qualquer dia não somos donos da nossa vida!!
Mas o mais incrível mesmo é uma empresa como aquela ter sempre alguém doente. Será que é alguma bactéria por por lá anda? Será exaustão (que aquilo aproxima-se do trabalho de escravo)? Ou será simplesmente o vírus da preguicite aguda?!?
Não sei! Não acho normal uma filial ter sempre tanta gente doente, de forma continuada. E não acho normal que eles não façam nada contra isso, por um lado, através de um controlo rigoroso da situação (é que se eles não arranjam substituto,a equipa tem que trabalhar com menos um elemento, doa a quem doer), por outro, o aumento do número de empregados para haver sempre mais disponibilidade de substitutos e para todos se sentirem mais folgados, menos doentes e até menos infectados pela preguiça...
Ou serei eu que acho que gestão de recursos humanos não é a coisa mais complicada do mundo?!?!
O aeroporto, foi o sítio onde trabalhei com mais gente ao mesmo tempo. Parecia que todas a semanas havia uma cara nova. Não sei, mas para a minha empresa deveria haver pelo menos 100 empregados de limpeza (sem falar nas limpezas espciais, que normalmente eram feitas durante a semana, logo, eu não conhecia as pessoas e, claro, sem falar nas outras empresas de limpeza). Nesse mar de gente, chegávamos a ter semanas seguidas sem uma única baixa por doença.
Agora no sítio onde trabalho... somos entre as 50 e a 60 pessoas (disse a chefe em funções no dia em que fui experimentar o trabalho, eu não acredito que seja tanta gente, mas vamos fingir que é mesmo). TODAS as semanas está pelo menos uma pessoa doente. Há duas semanas telefonaram-me para eu ir trabalhar em dois dias que estava livre. Num eu nem respondi, já tinha compromisso e quando ouvi o recado era tarde para responder.
A semana passada, na escala de serviço estavam vários K, que é o sinal para krank ou Krankheit (doente ou doença). Ontem, estava eu tão bem a dormir, telefona-me o choninhas do meu chefe a pedir para eu ir trabalhar. Eu disse que não. Tinha um compromisso de ir ajudar uma senhora que anda a recuperar de um acidente. Se eles se organizassem, tinham-me mais vezes na escala e eu combinava as coisas de outra forma com a senhora. Não é à última da hora que eu vou mudar os meus planos. A senhora não se teria importado, mas eles têm que aprender. Se fazemos tudo o que eles querem, qualquer dia não somos donos da nossa vida!!
Mas o mais incrível mesmo é uma empresa como aquela ter sempre alguém doente. Será que é alguma bactéria por por lá anda? Será exaustão (que aquilo aproxima-se do trabalho de escravo)? Ou será simplesmente o vírus da preguicite aguda?!?
Não sei! Não acho normal uma filial ter sempre tanta gente doente, de forma continuada. E não acho normal que eles não façam nada contra isso, por um lado, através de um controlo rigoroso da situação (é que se eles não arranjam substituto,a equipa tem que trabalhar com menos um elemento, doa a quem doer), por outro, o aumento do número de empregados para haver sempre mais disponibilidade de substitutos e para todos se sentirem mais folgados, menos doentes e até menos infectados pela preguiça...
Ou serei eu que acho que gestão de recursos humanos não é a coisa mais complicada do mundo?!?!
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artigo do dia,
What the F***??
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Simples
Tinha coisas para fazer em casa. Muitas. Mas também tinha coisas para fazer nrua. E precisava de apanhar ar.
Saí, pois então.
Fiz o que tinha a fazer e fui-me sentar no meu banco a apanhar uns raios de Sol envergonhados, mas quentes.
Peguei no livro de contos para o começar a ler. Tinha chegado ontem ou anteontem e eu ainda não o tinha cheirado. COmo música de fundo umas obras. Mas não me pertubaram a leitura.
Dois contos depois, com a devida pausa de tira gosto, agora tão comum nos casamentos, chegou um velhote. Cumprimentou-me como se fossemos vizinhos desde sempre. Sentou-se no outro banco.
Peguei no livro para o terceiro conto.
Perto do fim, como se soubesse que também estava quase de saída, ele levantou-se e desejou-me um bom fim de tarde.
E foi.
Com um cumprimento simples como aquele, como não poderia ser?
The Killers, Goodnight, travel well
(lembrei-me desta, mas poderiam ser tantas outras que não têm nada a ver, mas que se ligam a mim de algum modo)
Saí, pois então.
Fiz o que tinha a fazer e fui-me sentar no meu banco a apanhar uns raios de Sol envergonhados, mas quentes.
Peguei no livro de contos para o começar a ler. Tinha chegado ontem ou anteontem e eu ainda não o tinha cheirado. COmo música de fundo umas obras. Mas não me pertubaram a leitura.
Dois contos depois, com a devida pausa de tira gosto, agora tão comum nos casamentos, chegou um velhote. Cumprimentou-me como se fossemos vizinhos desde sempre. Sentou-se no outro banco.
Peguei no livro para o terceiro conto.
Perto do fim, como se soubesse que também estava quase de saída, ele levantou-se e desejou-me um bom fim de tarde.
E foi.
Com um cumprimento simples como aquele, como não poderia ser?
The Killers, Goodnight, travel well
(lembrei-me desta, mas poderiam ser tantas outras que não têm nada a ver, mas que se ligam a mim de algum modo)
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auffallend,
Pequenos nadas,
Sons
Domingo, 12 de Maio de 2013
Dia da Mãe
Por aqui é só hoje e tem um doodle diferente do da semana passada. E bem mais bonito. Interactivo. Vamos clicando conforme queremos até chegarmos a um desnho que podemos imprimir. Há quatro momentos para escolher, de cada vez há três opções. Não sei se para cada combinação diferente (ainda são umas quantas) há um desenho diferente. Experimentei dois e já chega...
Feliz dia da mães! (que isto do dia da Mãe é como o Natal, não precisa de nacionalidade mesmo...)
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Coisas giras,
doodle
Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
Caixa 3
Lá no trabalho a coisa funciona assim:
A pessoa da caixa 1 está seeeeempra na caixa. Quando há muitos clientes chama a da caixa 2, quando há mais gente chama a da caixa 3 e por aí fora. Normalmente a caixa 6 é usada só aos Sábados.
Quando não são precisas, as pessoas das caixas 2, 3, 4, 5 e 6 andam pela loja a fazer outros trabalhos, começando a abandonar a caixa a pessoa da 6, depois da 5.
Como hoje é feriado, ontem houve uma maior afluência e os "caixeiros" trabalharam mais do que o normal.
Eu era caixa 3. Foi-me atribuída às 2h e só saí de lá às 8h.
Houve um momento que precisei de ir à casa-de-banho. O caos era tanto que fui aguentando. Mas há aquelas alturas que o nosso corpo começa a dar sinal de alarme. E eu estava no desespero. Estavam as caixas 2, 3 e 4 a funcionar. Pensei que dava para fugir 2 minutos e fechei a minha caixa. Que fui eu fazer!!!!
A da caixa 4 teria que sair daí apouco tempo e começou a mandar o pessoal para a caixa 3. Mas estava lá o aviso a dizer que eu iria fechar depois daquele cliente, então os outros não sabiam o que fazer.
A caixa 4 olha para mim com cara de poucos amigos. Eu lá lhe disse que estava meeeesmo aflita. Então ela tem uma tirada de génio. Reabre a tua caixa, eu fecho a minha e vou trabalhar para a tua. Percebi que dali não levava nada e reabri a minha caixa. Ela fechou a dela e veio ter comigo. E eu disse-lhe que não queria.
Cada caixa começa com 1000 francos que são pesados numa máquina. Por questões de segurança, temos uma password que não permite que ninguém aceda ao "nosso" dinheiro durante todo o dia. E eu ia dar o acesso ao "meu" dinheiro de mão beijada?!?!
Não queres que eu venha? - Não! Eu não quero ninguém a mexer no meu dinheiro. Se ao fim do dia faltarem 1000 francos na caixa eu tenho que me resolver sozinha. Mas se faltar 1 franco e tivermos sido duas na mesma caixa, como é que se resolve?!?!? É que a semana passada aconteceu isso com dois que tarabalharam na mesma caixa e foram 400 francos a faltar (é mais de metade do ordenado nacional português!!!!!!). Eu já gosto pouco de trabalhar na caixa. O dinheiro aflige-me!! Se me acontece uma dessas... tenho um treco!
Assim, encolhi-me toda até haver menos gente e quando a caixa 5 reabriu (não sei por que raio não reabriu a quatro) eu escapei-me os tais dois minutos.
A sorte é ter um corpo que se controla muito bem, porque o meu cérebro ficou muito confuso. Como é que ela não podia continuar na caixa 4, mas podia continuar na minha?!?!? Está gozar comigo ou quê?!?
O que salvou o dia foi o facto de ter trabalhado com o choninhas do meu chefe (choninhas no início era a minha dúvida a falar mais alto, depois percebi que ele é uma pessoa que sabe o que faz e, agora, é uma coisa carinhosa...) e o homem pôs-nos a picar a carta antes das 9h (hora oficial de fecho de turno). Isso nunca me tinha acontecido... 9h30, 9h40, 9h48...
E o que ajudou mais foi eu ter podido fazer estas fotos.
Quando ia trabalhar, desci a rua e olhei para trás, para ver como estava linda e pensei que para a semana devo poder sentar-me lá em cima. Nunca pensando que poderia vir a tirar a foto da noite (eu passo ali perto das 10h, ou até depois, e é escuro como breu). Sentei-me lá em cima, e deixei-me apreciar o silêncio da cidade que adormecia (porque já tinha acalmado há umas horas)...
A pessoa da caixa 1 está seeeeempra na caixa. Quando há muitos clientes chama a da caixa 2, quando há mais gente chama a da caixa 3 e por aí fora. Normalmente a caixa 6 é usada só aos Sábados.
Quando não são precisas, as pessoas das caixas 2, 3, 4, 5 e 6 andam pela loja a fazer outros trabalhos, começando a abandonar a caixa a pessoa da 6, depois da 5.
Como hoje é feriado, ontem houve uma maior afluência e os "caixeiros" trabalharam mais do que o normal.
Eu era caixa 3. Foi-me atribuída às 2h e só saí de lá às 8h.
Houve um momento que precisei de ir à casa-de-banho. O caos era tanto que fui aguentando. Mas há aquelas alturas que o nosso corpo começa a dar sinal de alarme. E eu estava no desespero. Estavam as caixas 2, 3 e 4 a funcionar. Pensei que dava para fugir 2 minutos e fechei a minha caixa. Que fui eu fazer!!!!
A da caixa 4 teria que sair daí apouco tempo e começou a mandar o pessoal para a caixa 3. Mas estava lá o aviso a dizer que eu iria fechar depois daquele cliente, então os outros não sabiam o que fazer.
A caixa 4 olha para mim com cara de poucos amigos. Eu lá lhe disse que estava meeeesmo aflita. Então ela tem uma tirada de génio. Reabre a tua caixa, eu fecho a minha e vou trabalhar para a tua. Percebi que dali não levava nada e reabri a minha caixa. Ela fechou a dela e veio ter comigo. E eu disse-lhe que não queria.
Cada caixa começa com 1000 francos que são pesados numa máquina. Por questões de segurança, temos uma password que não permite que ninguém aceda ao "nosso" dinheiro durante todo o dia. E eu ia dar o acesso ao "meu" dinheiro de mão beijada?!?!
Não queres que eu venha? - Não! Eu não quero ninguém a mexer no meu dinheiro. Se ao fim do dia faltarem 1000 francos na caixa eu tenho que me resolver sozinha. Mas se faltar 1 franco e tivermos sido duas na mesma caixa, como é que se resolve?!?!? É que a semana passada aconteceu isso com dois que tarabalharam na mesma caixa e foram 400 francos a faltar (é mais de metade do ordenado nacional português!!!!!!). Eu já gosto pouco de trabalhar na caixa. O dinheiro aflige-me!! Se me acontece uma dessas... tenho um treco!
Assim, encolhi-me toda até haver menos gente e quando a caixa 5 reabriu (não sei por que raio não reabriu a quatro) eu escapei-me os tais dois minutos.
A sorte é ter um corpo que se controla muito bem, porque o meu cérebro ficou muito confuso. Como é que ela não podia continuar na caixa 4, mas podia continuar na minha?!?!? Está gozar comigo ou quê?!?
O que salvou o dia foi o facto de ter trabalhado com o choninhas do meu chefe (choninhas no início era a minha dúvida a falar mais alto, depois percebi que ele é uma pessoa que sabe o que faz e, agora, é uma coisa carinhosa...) e o homem pôs-nos a picar a carta antes das 9h (hora oficial de fecho de turno). Isso nunca me tinha acontecido... 9h30, 9h40, 9h48...
E o que ajudou mais foi eu ter podido fazer estas fotos.
Quando ia trabalhar, desci a rua e olhei para trás, para ver como estava linda e pensei que para a semana devo poder sentar-me lá em cima. Nunca pensando que poderia vir a tirar a foto da noite (eu passo ali perto das 10h, ou até depois, e é escuro como breu). Sentei-me lá em cima, e deixei-me apreciar o silêncio da cidade que adormecia (porque já tinha acalmado há umas horas)...
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artigo do dia,
Coisas giras,
What the F***??
Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
Mantens a tua opinião, eu mantenho a minha.
Foi assim que uma colega tentou rematar uma troca de ideias sobre essa coisa das actividades de enriquecimento curricular.
Ela é professora de inglês e francês de 3.º ciclo e secundário e está numa coisa dessas. Completamente pró enriquecimento dos putos. Eu também sou a favor do enriquecimento dos putos. Mas não com o que considero uma palhaçada. Portanto, sou contra. No entanto, não queria que ela mudasse de opinião, que eu gosto pouco de carneiros que mudam de caminho só porque um mudou.
Usei como exemplo a experiência da minha família para ser contra isto. E tenho várias histórias de vários concelhos que me permitem ser contra a parte burocrática (contratações e afins, sobre as quais nem me vou pronunciar).
Sempre fui contra os putos estarem horas a fio numa sala de aula. Mesmo que de manhã seja a professora e de tarde seja outra e que seja considerado uma brincadeira... Há tempos li que há médicos que defendem que, por se estar muito fechado em espaços pequenos, os nossos olhos estão a ficar cada vez mais preguiçosos e, por isso, as pessoas vêem cada vez menos ao longe, precisando, consequentemente, de usar óculos. Isto sem se falar das coisas que toooooooooda a gente sabe que fazem bem: ar puro, Sol... Eu acho que se fizessem uma experiência e metessem metade da criançada a escabriolar todas a tardes e a outra a fazer coisinhas giras como inglês e música. Tenho para mim que ganhavam os índios!
Para justificar esta opinião usei, como disse, a minha família. Ah porque tu não és regra. Eu sei que não sou regra. Mas vou comparar o sistema português com o sistema suíço? Também o posso fazer, mas tem mais lógica que compare português com português. Além disso, comparar ocom o sustema suíço corrobora a minha opinião. Eu não represento o todo, o que quer dizer que o todo também não me representa a mim...
Na primária eu tinha aulas das 8h à 1h. Intervalo pelo meio. Um dia por semana com religião e moral (não era assim que se chamava, mas andava lá perto). Tinha música e o professor organizava umas aulas de futebol (era tão fixe jogar à bola de saia!!!!!). Ou seja, eu tinha de tudo um pouco, de forma desprendida. E à tarde: casa! Era o meu tempo. Fazia o que queria e não fazia os trabalhos de casa de matemática. Não estava lá enfiada, sentada. Quando aprendi inglês no quinto e sexto ano safei-me muuuuito bem. Eu era das melhores alunas, não fosse eu ter boicotado uma aula de inglês no quinto ano (falta a vermelho!!!!), teria tido 5, que chegou finalmente no sexto. Assim... as AEC não me fizeram falta.
Mas o exemplo máximo é o meu irmão: quem o ouve falar pensa que ele é bilingue. Não aprendeu inglês comigo durante a primária (eu sou mais velha). Não teve gramáticas. Não teve dicionários caros. Não teve explicações. Um dicionário de bolso da Porto Editora, os manuais e o currículo que toda a gente teve do 5.º ao 11.º ano. Mais nada. E fala como gente grande. Eu nunca assumo isto à frente dele, porque ele é um vaidoso de primeira apanha, mas ele é mesmo bom!
Sim, eu sei que o meu irmão não é a regra. Mas é um dos pontos que me faz ter a opinião contra.
Outro argumento também tem a ver com o meu irmão. Há cinco anos ele foi professor de inglês nessas coisas lindas de AEC!! Ele ainda nem a licenciatura em Marketing tinha acabado. Não tinha diploma passado pelo British Council (é isso que é equivalente ao Goethe e ao Camões não é?). Mas foi dar aulas em duas escolas primárias. O meu irmão fala muito bem inglês, mas não sabe ensinar (eu "traduzia" os ensinamentos de informática dele para a minha mãe). O meu irmão é inteligente, mas simplesmente não sabe transmitir conhecimentos. É o seu handicap, como se diz agora. Assim... acho que não preciso de continuar a falar sobre este ponto para se perceber por que raio eu acho que essa coisa, de modo geral, é só para encher balões.
A minha colega ainda disse que os pais agradecem. Claro, têm babysitter de borla... Mas se essa coisa de ser pago for para a frente... Quantos pais vão agradecer?!?!?
Honestamente acho que se está a sobrecarregar demasiado os putos. Têm que saber inglês e música e mais não sei o quê. Como se todos venham a ser directores executivos de uma multinacional ou a pertencer à Orquestra Sinfónica de Berlim. Se calhar era melhor ensinar menos, mas melhor. Ensinar-lhes a a excelência e não a quantidade, a grandiosidade e não a grandeza.
Mas isso sou eu que não percebo nada, que não estou em Portugal, que não estou nas AEC e mais uma data de coisas que não foram ditas pela minha colega, mas ficaram subentendidas.
Ela é professora de inglês e francês de 3.º ciclo e secundário e está numa coisa dessas. Completamente pró enriquecimento dos putos. Eu também sou a favor do enriquecimento dos putos. Mas não com o que considero uma palhaçada. Portanto, sou contra. No entanto, não queria que ela mudasse de opinião, que eu gosto pouco de carneiros que mudam de caminho só porque um mudou.
Usei como exemplo a experiência da minha família para ser contra isto. E tenho várias histórias de vários concelhos que me permitem ser contra a parte burocrática (contratações e afins, sobre as quais nem me vou pronunciar).
Sempre fui contra os putos estarem horas a fio numa sala de aula. Mesmo que de manhã seja a professora e de tarde seja outra e que seja considerado uma brincadeira... Há tempos li que há médicos que defendem que, por se estar muito fechado em espaços pequenos, os nossos olhos estão a ficar cada vez mais preguiçosos e, por isso, as pessoas vêem cada vez menos ao longe, precisando, consequentemente, de usar óculos. Isto sem se falar das coisas que toooooooooda a gente sabe que fazem bem: ar puro, Sol... Eu acho que se fizessem uma experiência e metessem metade da criançada a escabriolar todas a tardes e a outra a fazer coisinhas giras como inglês e música. Tenho para mim que ganhavam os índios!
Para justificar esta opinião usei, como disse, a minha família. Ah porque tu não és regra. Eu sei que não sou regra. Mas vou comparar o sistema português com o sistema suíço? Também o posso fazer, mas tem mais lógica que compare português com português. Além disso, comparar ocom o sustema suíço corrobora a minha opinião. Eu não represento o todo, o que quer dizer que o todo também não me representa a mim...
Na primária eu tinha aulas das 8h à 1h. Intervalo pelo meio. Um dia por semana com religião e moral (não era assim que se chamava, mas andava lá perto). Tinha música e o professor organizava umas aulas de futebol (era tão fixe jogar à bola de saia!!!!!). Ou seja, eu tinha de tudo um pouco, de forma desprendida. E à tarde: casa! Era o meu tempo. Fazia o que queria e não fazia os trabalhos de casa de matemática. Não estava lá enfiada, sentada. Quando aprendi inglês no quinto e sexto ano safei-me muuuuito bem. Eu era das melhores alunas, não fosse eu ter boicotado uma aula de inglês no quinto ano (falta a vermelho!!!!), teria tido 5, que chegou finalmente no sexto. Assim... as AEC não me fizeram falta.
Mas o exemplo máximo é o meu irmão: quem o ouve falar pensa que ele é bilingue. Não aprendeu inglês comigo durante a primária (eu sou mais velha). Não teve gramáticas. Não teve dicionários caros. Não teve explicações. Um dicionário de bolso da Porto Editora, os manuais e o currículo que toda a gente teve do 5.º ao 11.º ano. Mais nada. E fala como gente grande. Eu nunca assumo isto à frente dele, porque ele é um vaidoso de primeira apanha, mas ele é mesmo bom!
Sim, eu sei que o meu irmão não é a regra. Mas é um dos pontos que me faz ter a opinião contra.
Outro argumento também tem a ver com o meu irmão. Há cinco anos ele foi professor de inglês nessas coisas lindas de AEC!! Ele ainda nem a licenciatura em Marketing tinha acabado. Não tinha diploma passado pelo British Council (é isso que é equivalente ao Goethe e ao Camões não é?). Mas foi dar aulas em duas escolas primárias. O meu irmão fala muito bem inglês, mas não sabe ensinar (eu "traduzia" os ensinamentos de informática dele para a minha mãe). O meu irmão é inteligente, mas simplesmente não sabe transmitir conhecimentos. É o seu handicap, como se diz agora. Assim... acho que não preciso de continuar a falar sobre este ponto para se perceber por que raio eu acho que essa coisa, de modo geral, é só para encher balões.
A minha colega ainda disse que os pais agradecem. Claro, têm babysitter de borla... Mas se essa coisa de ser pago for para a frente... Quantos pais vão agradecer?!?!?
Honestamente acho que se está a sobrecarregar demasiado os putos. Têm que saber inglês e música e mais não sei o quê. Como se todos venham a ser directores executivos de uma multinacional ou a pertencer à Orquestra Sinfónica de Berlim. Se calhar era melhor ensinar menos, mas melhor. Ensinar-lhes a a excelência e não a quantidade, a grandiosidade e não a grandeza.
Mas isso sou eu que não percebo nada, que não estou em Portugal, que não estou nas AEC e mais uma data de coisas que não foram ditas pela minha colega, mas ficaram subentendidas.
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Oh brave new world...,
Tugal
Terça-feira, 7 de Maio de 2013
Os dois lados (dolorosos) da mesma moeda
Quando tinha 4 anos estive internada com uma broncopneumonia muito complicada. Lembro-me de alguns pormenores. O quarto da clínica tinha duas camas: a do doente, tamanho normal e uma pequena, do acompanhante, onde eu fazia questão de dormir. Uma vez o jantar ou o almoço era fígado com batatas cozidas e eu não quis comer. Parti o meu copo de lavar os dentes que tinha uns bonecos. Lembro-me de ter que beber leite de pacote, por uma palhinha, para uma sonda me entrar pelo nariz. Era desconfortável e o leite de pacotinhos nunca mais foi saboroso. Mas o que poderia ser mais perturbador desapareceu. A minha mãe diz que eu tinha que levar umas injecções diariamente que eram uma tortura para mim. Segundo ela, um dia pus a mão negra a uma enfermeira de bater com os pés para me denfender. Era três por dia... mas não me lembro disso.
E não me provocou medo às injecções ou seringas. Tanto que no tempo em que era preciso um atestado médico para o imigrantes entrarem na Suíça, cheguei a acompanhar o meu pai numa ida ao laboratório. E lá eu estava disposta a dar sangue só para receber uma seringa.
Fui dadora de sangue durante muito tempo. Nada! Não tenho problemas com sangue, seringas ou agulhas.
Mas na hora em que preparo a pen da injecção. Dói-me tudo. Monto a agulha que fica escondida (ela só se vê depois da injecção feita, quando se puxa para fora da perna), desinfecto a perna (os toalhetes embebidos em álcool estão sempre gelados). Sempre muito encolhida. Respiro fundo vezes sem conta. E sinto uma solidão daquelas nesses 3 ou 4 minutos (a sério que não é mais, desde preparar a pen até a fechar com uma tamap de segurança), cheia de medo. Como se eu sempre tivesse tido problemas com agulhas, médicos, sangue...
O tratamento faz-me bem. Nunca mais tive crises desde Janeiro. E as que andavam a moer há muito tempo regrediram praticamente para zero. Mas o tratamento dá cabo de mim de um modo que não sei resolver.
E não me provocou medo às injecções ou seringas. Tanto que no tempo em que era preciso um atestado médico para o imigrantes entrarem na Suíça, cheguei a acompanhar o meu pai numa ida ao laboratório. E lá eu estava disposta a dar sangue só para receber uma seringa.
Fui dadora de sangue durante muito tempo. Nada! Não tenho problemas com sangue, seringas ou agulhas.
Mas na hora em que preparo a pen da injecção. Dói-me tudo. Monto a agulha que fica escondida (ela só se vê depois da injecção feita, quando se puxa para fora da perna), desinfecto a perna (os toalhetes embebidos em álcool estão sempre gelados). Sempre muito encolhida. Respiro fundo vezes sem conta. E sinto uma solidão daquelas nesses 3 ou 4 minutos (a sério que não é mais, desde preparar a pen até a fechar com uma tamap de segurança), cheia de medo. Como se eu sempre tivesse tido problemas com agulhas, médicos, sangue...
O tratamento faz-me bem. Nunca mais tive crises desde Janeiro. E as que andavam a moer há muito tempo regrediram praticamente para zero. Mas o tratamento dá cabo de mim de um modo que não sei resolver.
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O Vazio
Domingo, 5 de Maio de 2013
Então digam a verdade...
Às vezes, eu também digo que está tudo bem quando a realidade é bem diferente. Digo isso porque não me apetece falar, porque quem pergunta é só um abelhudo, porque estou tão mal e não consigo falar. Claro que é bom quando alguém percebe que não estamos bem e nos dá mimos, apoio e por aí fora. Mas se eu digo que está tudo bem e os outros não percebem que é mentira... não recrimino ninguém. A "culpa" é minha se não entendem...
Agora, se dizem que está tudo bem e esperam que os outros adivinhem. Vão dar uma volta. Se querem um abraço, um beijo, uma palavra de conforto... sejam directos, claros. Porque o outro também pode estar a ter um dia menos bom e não conseguir ler nas entrelinhas (também pode ser uma pessoa pouco perspicaz!!).
Só podia ser num FB de gaja que uma coisa destas iria aparecer... Não entendo... mentem e querem que os outros saibam. Odeio esta gente que tenta fazer charme...
Agora, se dizem que está tudo bem e esperam que os outros adivinhem. Vão dar uma volta. Se querem um abraço, um beijo, uma palavra de conforto... sejam directos, claros. Porque o outro também pode estar a ter um dia menos bom e não conseguir ler nas entrelinhas (também pode ser uma pessoa pouco perspicaz!!).
Só podia ser num FB de gaja que uma coisa destas iria aparecer... Não entendo... mentem e querem que os outros saibam. Odeio esta gente que tenta fazer charme...
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Oh brave new world...
Quarta-feira, 1 de Maio de 2013
Ah! As verdades que não me deixam ir para cama...
Eu juro que ia para desligar o computador e ir para a cama. Mas no livro das caras saltaram-me umas quatro ou cinco verdades, umas atrás das outras, difundidas pela mesma pessoa... eu não me contive, tive que comentar...
Uma era a da imagem. Eu adoro a última frase. Aquela vírgula! Sexy! :D
Mas gostei muito mais de uma outra que, em bom português e num fundo a parecer uma nota num telemóvel topo de gama, reza assim:
E se eu morrer? Imagina como seria, você me mandar sms sabendo que jamais seriam respondidos, me ligar sabendo que ia cair na caixa postal,iria me procurar nas redes sociais, cabendo que nunca mais estaria online, iria levantar pra ir atrás de mim com lágrimas nos olhos sabendo que jamias vou estar ali, imagine o mundo sem mim, e me diga faria aguma diferença pra você?
Entre parêntesis aparece um nome de homem com o mesmo sobrenome do cantor que tem uma canção chamada Ana Luiza (cá entre nós quem escreveu aquilo foi uma gaja desocupada, que pôs assim o nome a baralhar quem lê... que pensa que foi um poeta profundo que escreveu aquilo, mas o cantor já morreu há quase vinte anos).
Se algum dia eu andar a mandar sms para alguém que eu sei que está morto... internem-me! porque isso não é sinal de muita saúde!!!!!!! Se querem saber se fazem a diferença, basta ir de fim-de-semana. Na Segunda, se fizermos a diferença, alguém nos dirá.
No fim de morta, estou morta, não quero que andem à minha procura nas redes sociais. Já tenho pensado em escrever as passwords e um recado para anularem as minhas contas nas redes sociais, no caso de eu me finar. Estranho, eu sei, mas ao mesmo tempo prático para quem fica! E quem não souber na hora escusa de pensar que eu sou uma mal-educada que não dá notícias... É que toda a gente sabe que do outro lado não há computadores... :D
Eu quero é que me procurem enquanto estou viva, que me mimem, que me digam que gostam de mim, que fiz falta quando estive doente e não fui trabalhar. Que me sorriam com sinceridade quando me vêem (é a mlhor coisa do mundo!). Quando estiver a fazer tijolo procurem outros vivos... Não sejam mórbidos!
Eu nem devia gozar muito com a questão. A pessoa que difundiu isto até que gosta muito de mim. Passava a vida a carregar em Gosto para toooooodas as minhas publicações. Se eu morrer, vou fazer-lhe mesmo muuuita falta...
Ai a barrela que aquele livro das caras precisa... 40 pessoas é uma multidão!!! :s
Uma era a da imagem. Eu adoro a última frase. Aquela vírgula! Sexy! :D
Mas gostei muito mais de uma outra que, em bom português e num fundo a parecer uma nota num telemóvel topo de gama, reza assim:
E se eu morrer? Imagina como seria, você me mandar sms sabendo que jamais seriam respondidos, me ligar sabendo que ia cair na caixa postal,iria me procurar nas redes sociais, cabendo que nunca mais estaria online, iria levantar pra ir atrás de mim com lágrimas nos olhos sabendo que jamias vou estar ali, imagine o mundo sem mim, e me diga faria aguma diferença pra você?
Entre parêntesis aparece um nome de homem com o mesmo sobrenome do cantor que tem uma canção chamada Ana Luiza (cá entre nós quem escreveu aquilo foi uma gaja desocupada, que pôs assim o nome a baralhar quem lê... que pensa que foi um poeta profundo que escreveu aquilo, mas o cantor já morreu há quase vinte anos).
Se algum dia eu andar a mandar sms para alguém que eu sei que está morto... internem-me! porque isso não é sinal de muita saúde!!!!!!! Se querem saber se fazem a diferença, basta ir de fim-de-semana. Na Segunda, se fizermos a diferença, alguém nos dirá.
No fim de morta, estou morta, não quero que andem à minha procura nas redes sociais. Já tenho pensado em escrever as passwords e um recado para anularem as minhas contas nas redes sociais, no caso de eu me finar. Estranho, eu sei, mas ao mesmo tempo prático para quem fica! E quem não souber na hora escusa de pensar que eu sou uma mal-educada que não dá notícias... É que toda a gente sabe que do outro lado não há computadores... :D
Eu quero é que me procurem enquanto estou viva, que me mimem, que me digam que gostam de mim, que fiz falta quando estive doente e não fui trabalhar. Que me sorriam com sinceridade quando me vêem (é a mlhor coisa do mundo!). Quando estiver a fazer tijolo procurem outros vivos... Não sejam mórbidos!
Eu nem devia gozar muito com a questão. A pessoa que difundiu isto até que gosta muito de mim. Passava a vida a carregar em Gosto para toooooodas as minhas publicações. Se eu morrer, vou fazer-lhe mesmo muuuita falta...
Ai a barrela que aquele livro das caras precisa... 40 pessoas é uma multidão!!! :s
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LOL
Shopping...
Ontem à tarde, enquanto estava à espera do autocarro para vir para casa é que reparei bem no meu saco de compras...
Está um tempinho da treta, as cores apareceram, mas continua muita coisa castanha e sem vida. Assim, pionias (há quem diga peónias) para alegrar a casa. Alho francês para a sopa. Pão, espargos e mais tralhas para o feriado. É que por aqui os supermercados estão fechados. Há um na estação de comboios da cidade, outro no aeroporto, outro na estação de comboios de Zurique, mas são para as urgências, menos artigos, menos marcas... porque feriado é feriado, sendo dia santo de guarda ou não...
Um post indicado para o dia de hoje. Dia do trabalhador, em que estou em casa de papo para o ar, eu que trabalho num supermercado. E hoje que faz um ano que numa cadeia de supermercados que jamais faz promoções como os seus concorrentes... pessoas quase se matavam... por quê? por quê? por uma promoção!!!
Está um tempinho da treta, as cores apareceram, mas continua muita coisa castanha e sem vida. Assim, pionias (há quem diga peónias) para alegrar a casa. Alho francês para a sopa. Pão, espargos e mais tralhas para o feriado. É que por aqui os supermercados estão fechados. Há um na estação de comboios da cidade, outro no aeroporto, outro na estação de comboios de Zurique, mas são para as urgências, menos artigos, menos marcas... porque feriado é feriado, sendo dia santo de guarda ou não...
Um post indicado para o dia de hoje. Dia do trabalhador, em que estou em casa de papo para o ar, eu que trabalho num supermercado. E hoje que faz um ano que numa cadeia de supermercados que jamais faz promoções como os seus concorrentes... pessoas quase se matavam... por quê? por quê? por uma promoção!!!
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Contrastes,
Schweiz,
Tugal
De médico e louco...
Deu-me para procurar informações sobre medicinas alternativas (ou complementares, eu nunca sei... andam sempre a mudar os nomes às coisas) que ajudem, possam ajudar, que se pense que possam ajudar na travagem da esclerose múltipla (não penso em cura, penso só em não-progressão).
Dei com um blog que tinha lá de tudo... copiam-se os artigos sobre coisas que fazem bem e cola-se e já está... resultado... aquilo parecia uma compilação de bruxedos e mesinhas...
Dei com uma outra página de um gajo... deu-me vontade de o espancar...
Um paciente não se pode expôr ao Sol, na praia, entre as 11h e as 16h. Eu pensei que era toda a gente... Se tomar banhos de Sol deve ser só de manhã ou só à tarde. Em completa nudez. Sem adereços. Sem protector solar. Hidratar a pele com creme neutro de bebé. Ou seja... além de se ter esclerose múltipla, ganha-se um cancro de pele como bónus!
Fazer exercício pela manhã em jejum. Ou seja, antes de começar o dia já se está a ter uma quebra de tensão.
Não se pode comer gelados. Não se pode comer gorduras. Não se pode usar sal. Não se pode beber café. Não se pode comer todo o tipo de cadáver de mamífero e peixe com pele.
Ou seja... tem-se esclerose e uma depressão por não se poder aproveitar o prazer de um café de vez em quando.
E cadáver de mamífero?!?!? Huh?!?
Só se pode comer peixe cozido sem pele. E na panela de pressão. Sempre ouvi dizer que os alimentos deveriam ser cozinhados devagar. Agora... cozer peixe numa panela de pressão. Só se for tubarão e mesmo assim... não sei se a sua carne será assim tão dura que não se desfaça ao fim de cinco minutos...
Agora a medicação:
Deitar 1cm de argila verde em pó num copo com água, todas as
noites, e beber o líquido de manhã, em jejum, deitando fora a argila depositada
(se ingerir um pouco, por descuido, não faz mal). Incluir sempre um pouco de cebola crua em pelo menos uma refeição
ao longo do dia. Uma vez por semana, mastigar cerca de 2cm de talo de couve crua
(galega ou semelhante). Manter a medicação a que se está habituado, até comprovar poder
prescindir-se dela, mas reduzir ao máximo possível todos os analgésicos.
Não vejo onde é que cebola e um talo de couve são medicamentos. E gostava de saber que efeito têm as couves na estagnação da doença. Ou será que são as couves em conjunto com os electrochoques que ele recomenda... Ele que os leve. Enfie um electrodo num sítio que eu cá sei... a ver se gosta das teorias...
O melhor que o meu médico me disse foi para eu não mudar o meu estilo de vida. A sério... quando comecei a assimilar que tinha que viver com esta merda, comecei a deprimir com a hipótese de ter que cortar com certas comidas, bebidas... ele disse-me és nova, a doença está num estádio "bom". Tens que assimilar a doença, a medicação e os efietos secundários. Mudar o teu estilo de vida seria mau. Mantém-te como estás. Se for preciso fazê-lo no futuro, logo veremos como é.
A sério... esta gente que vem para rua com cada teoria... já desisti outra vez de procurar informação... é que este... de médico... não me parece... e eu desanimei!
Dei com um blog que tinha lá de tudo... copiam-se os artigos sobre coisas que fazem bem e cola-se e já está... resultado... aquilo parecia uma compilação de bruxedos e mesinhas...
Dei com uma outra página de um gajo... deu-me vontade de o espancar...
Um paciente não se pode expôr ao Sol, na praia, entre as 11h e as 16h. Eu pensei que era toda a gente... Se tomar banhos de Sol deve ser só de manhã ou só à tarde. Em completa nudez. Sem adereços. Sem protector solar. Hidratar a pele com creme neutro de bebé. Ou seja... além de se ter esclerose múltipla, ganha-se um cancro de pele como bónus!
Fazer exercício pela manhã em jejum. Ou seja, antes de começar o dia já se está a ter uma quebra de tensão.
Não se pode comer gelados. Não se pode comer gorduras. Não se pode usar sal. Não se pode beber café. Não se pode comer todo o tipo de cadáver de mamífero e peixe com pele.
Ou seja... tem-se esclerose e uma depressão por não se poder aproveitar o prazer de um café de vez em quando.
E cadáver de mamífero?!?!? Huh?!?
Só se pode comer peixe cozido sem pele. E na panela de pressão. Sempre ouvi dizer que os alimentos deveriam ser cozinhados devagar. Agora... cozer peixe numa panela de pressão. Só se for tubarão e mesmo assim... não sei se a sua carne será assim tão dura que não se desfaça ao fim de cinco minutos...
Agora a medicação:
Não vejo onde é que cebola e um talo de couve são medicamentos. E gostava de saber que efeito têm as couves na estagnação da doença. Ou será que são as couves em conjunto com os electrochoques que ele recomenda... Ele que os leve. Enfie um electrodo num sítio que eu cá sei... a ver se gosta das teorias...
O melhor que o meu médico me disse foi para eu não mudar o meu estilo de vida. A sério... quando comecei a assimilar que tinha que viver com esta merda, comecei a deprimir com a hipótese de ter que cortar com certas comidas, bebidas... ele disse-me és nova, a doença está num estádio "bom". Tens que assimilar a doença, a medicação e os efietos secundários. Mudar o teu estilo de vida seria mau. Mantém-te como estás. Se for preciso fazê-lo no futuro, logo veremos como é.
A sério... esta gente que vem para rua com cada teoria... já desisti outra vez de procurar informação... é que este... de médico... não me parece... e eu desanimei!
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Oh brave new world...,
What the F***??
Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
Palavrões e bom humor
As Segundas-feiras continuam a ser uma porra. Os efeitos secundários do interferão estão muuuuito mais suportáveis. Acho que o facto de eu agora tomar a injecção à noite e fazer efeito durante o sono também ajuda. Mas, mesmo assim!!, ainda acorod mal disposta durante a noite, cheia de sede e com necessidade de tomar analgésicos. E de manhã... olhos inchados, sensibilidade à luz muito mais acentuada e por umperíodo de tenpo mais prolongado. Eu que das poucas bebedeiras que tive nunca ressaquei, agora que não bebo (é aconselhável poupar o fígado, por causa do interferão) é que acordo toda ressacada cada início de semana!!
Hoje ia com humor da treta para o trabalho. A ressaca e saber que não ia trabalhar com o meu chefe (trabalha-se mesmo muito bem com ele, e eu estava mesmo a adivinhar!! saiu-me a croma que acha normal trabalhar 7 horas sem pausa!)... era mesmo humor de cão. Mas a vida não é sempre cor-de-rosa e lá fui eu.
A meio caminho passo por umas obras. Onde era um depósito gigante de combustível estão agora a construir apartamentos. Como é normal, por estas bandas... há portugueses por lá. Um estava danado com o gruista ou com algo que tinha a ver com a grua. Solta um belo e sonoror de um caralho!! e põe-se a fazer sinais e remoer qualquer coisa que já não entendi.
Oh! Eu sou daquelas que não acha piada aos palavrões e comentários dos homens das obras. Não gosto de humor fácil!! E não é que seja contra os palavrões. Eu uso-os, não sou santa. Mas quando chego a este nível, que é bem raro!, quer dizer que eu vou bater em alguém (ou pelo menos é isso que eu desejo). No entanto... hoje, soube-me tão bem ouvir aquele palavrão. Fui o resto do caminho para o trabalho a rir-me feita tonta.
Não sei... às vezes estas coisas podem ser refrescantes... :D
Hoje ia com humor da treta para o trabalho. A ressaca e saber que não ia trabalhar com o meu chefe (trabalha-se mesmo muito bem com ele, e eu estava mesmo a adivinhar!! saiu-me a croma que acha normal trabalhar 7 horas sem pausa!)... era mesmo humor de cão. Mas a vida não é sempre cor-de-rosa e lá fui eu.
A meio caminho passo por umas obras. Onde era um depósito gigante de combustível estão agora a construir apartamentos. Como é normal, por estas bandas... há portugueses por lá. Um estava danado com o gruista ou com algo que tinha a ver com a grua. Solta um belo e sonoror de um caralho!! e põe-se a fazer sinais e remoer qualquer coisa que já não entendi.
Oh! Eu sou daquelas que não acha piada aos palavrões e comentários dos homens das obras. Não gosto de humor fácil!! E não é que seja contra os palavrões. Eu uso-os, não sou santa. Mas quando chego a este nível, que é bem raro!, quer dizer que eu vou bater em alguém (ou pelo menos é isso que eu desejo). No entanto... hoje, soube-me tão bem ouvir aquele palavrão. Fui o resto do caminho para o trabalho a rir-me feita tonta.
Não sei... às vezes estas coisas podem ser refrescantes... :D
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LOL
Domingo, 28 de Abril de 2013
Do snobismo e do respeito
Ontem, depois de escrever o post, reparei que tinha três textos a falar "mal" de portugueses. Pus-me a pensar que me devem achar arrogante. Mas estava tão cansada que resolvi esperar por hoje.
Uma colega portuguesa da estufa disse-me um dia não podes esperar só ter amigos com cursos superiores. Sabes que aqui na Suíça poucos são como tu, a maior parte é como eu [ela não chegou a acabar o liceu em Portugal]. Estávamos a falar da dificuldade de eu arranjar amigos portugueses (coisa que ela também não tinha assim em abundância, não fosse o namorado ter vim de Portugal, acho ela que teria tantos amigos portugueses como eu). Eu concordei com ela e disse-lhe que em Portugal a minha mini-lista de amigos inclui gente com doutoramentos, mas também só com a quarta classe feita há muuuuitos anos. Amigos são-no pelo carácter, não pelo canudo.
Para esclarecer a minha dificuldade contei-lhe vários exemplos de historietas que me deixaram incomodada e me fizeram afastar dos portugueses. É a conversa básica ah agora também estás cá? Já casaste? Mas que raio! Uma pessoa só é pessoa se se casar?!? Quando digo que não, olham para mim como se tivesse lepra. Isso provoca um desconforto que não me permite fazer amizade com a pessoa à minha frente. Depois são as conversas liiiindas sobre carros e casas. Quanto maiores, quanto mais caros... melhor. Eu nem a carta para conduzir na Suíça tenho...
Mas eu "calei" a minha colega com uma história que me veio à cabeça ontem outra vez.
Quando vim para cá, comecei numa empresa de limpezas. Essa empresa assegura a limpeza de alguns supermercados. Uns portugueses iam de férias e foi-me pedido que fosse substituir a mulher nesse período. Assim, quando fui aprender o trabalho, éramos 5 pessoas: o casal que ia de férias, eu, o substituto do marido e uma mulher que não ia de férias. Como éramos muitos, acabámos cedo, mas como tínhamos que picar a carta, tivémos que esperar até à hora certa. Ficámos sentados na sala do pessoal a fazer tempo, na conversa. Meia hora de terror!!
A mulher, mais velha do que eu um ou dois anos, vinda do Porto (note-se que não é um buraco atrás de uma serra onde o Sol nunca bate) começa com o interrogatório. De onde vens? Por que é que vieste para cá? Como? És casada? Tens filhos? Vais estudar para quê? Aqui o C. [um colega da COsta do MArfim que só fala francês e alemão] entende-me muito bem? Não é C.? [ele abana a cabeça sem saber o que ela lhe diz em português].
Ora bem: eu odeio interrogatórios. Eu quero lá saber se são casados, divorciados, amantizados, ricos ou pobres. Isso vai-se descobrindo com o tempo e não com uma folha de interrogatório policial. Depois: que é que ela tem a ver se eu estudo ou deixo de estudar? Eu não fiquei na firma, onde até dava para trabalhar sem falar muito alemão. Mas mesmo que ficasse, considero que o alemão dá jeito em todo lado. Os exemplos que costumo dar são o supermercado e o médico (nunca pensando eu que ia precisar tanto de alemão para este contexto). Se dá jeito é bom que se dê um jeito de se aprender, não?
No entanto, não foram estas perguntas e estes comentários que me escandalizaram. Lá pelo meio do inquérito na secção referente à família, ela começa com Vieste para cá com o teu marido? Não és casada? Mas tens namorado. Não?!?!? E depois de uns segundos de pausa, ela pergunta com as letras to-di-nhas numa exclamação só possível se Deus viesse à terra: Quando é que tu fodes? Não contente, vira-se para o tal colega da Costa do Marfim e com gestos, palavras soltas em português e alemão, pergunta-lhe como é que ele acha que eu tenho relações sexuais sem namorado ou marido. Se ele percebeu foi discreto e ignorou a palhaçada. Mas eu não me livrei de ficar bastante embaraçada.
Assim, digam-me, como é que é possível conviver com portugueses?!? Se eu tenho sexo ou não, com namorado, amigo, amante, protituto ou prostitura... ninguém tem nada a ver com isso. Eu não admito uma conversa destas ao meu melhor amigo, que me conhece há 27 anos, quanto mais a uma pessoa que acabei de conhecer.
Se ser snob para os portugueses é não querer ser afrontada com gente deste nível, então sou snob com o maior dos gostos. Tenho muita pena por assim ser. Pois eu vejo os italianos a juntarem-se, os dos países da ex-Jugoslávia são unidos como tudo, os turcos... só os portugueses tentam tramar os portugueses e quando tentamos uma aproximação... tens sorte em trabalhar aqui (feita a pulso)... Não tens um carro XPTO? Como é que é possível?!?... Não tens namorado? Como é que f***s?!?
Haja paciência!
Uma colega portuguesa da estufa disse-me um dia não podes esperar só ter amigos com cursos superiores. Sabes que aqui na Suíça poucos são como tu, a maior parte é como eu [ela não chegou a acabar o liceu em Portugal]. Estávamos a falar da dificuldade de eu arranjar amigos portugueses (coisa que ela também não tinha assim em abundância, não fosse o namorado ter vim de Portugal, acho ela que teria tantos amigos portugueses como eu). Eu concordei com ela e disse-lhe que em Portugal a minha mini-lista de amigos inclui gente com doutoramentos, mas também só com a quarta classe feita há muuuuitos anos. Amigos são-no pelo carácter, não pelo canudo.
Para esclarecer a minha dificuldade contei-lhe vários exemplos de historietas que me deixaram incomodada e me fizeram afastar dos portugueses. É a conversa básica ah agora também estás cá? Já casaste? Mas que raio! Uma pessoa só é pessoa se se casar?!? Quando digo que não, olham para mim como se tivesse lepra. Isso provoca um desconforto que não me permite fazer amizade com a pessoa à minha frente. Depois são as conversas liiiindas sobre carros e casas. Quanto maiores, quanto mais caros... melhor. Eu nem a carta para conduzir na Suíça tenho...
Mas eu "calei" a minha colega com uma história que me veio à cabeça ontem outra vez.
Quando vim para cá, comecei numa empresa de limpezas. Essa empresa assegura a limpeza de alguns supermercados. Uns portugueses iam de férias e foi-me pedido que fosse substituir a mulher nesse período. Assim, quando fui aprender o trabalho, éramos 5 pessoas: o casal que ia de férias, eu, o substituto do marido e uma mulher que não ia de férias. Como éramos muitos, acabámos cedo, mas como tínhamos que picar a carta, tivémos que esperar até à hora certa. Ficámos sentados na sala do pessoal a fazer tempo, na conversa. Meia hora de terror!!
A mulher, mais velha do que eu um ou dois anos, vinda do Porto (note-se que não é um buraco atrás de uma serra onde o Sol nunca bate) começa com o interrogatório. De onde vens? Por que é que vieste para cá? Como? És casada? Tens filhos? Vais estudar para quê? Aqui o C. [um colega da COsta do MArfim que só fala francês e alemão] entende-me muito bem? Não é C.? [ele abana a cabeça sem saber o que ela lhe diz em português].
Ora bem: eu odeio interrogatórios. Eu quero lá saber se são casados, divorciados, amantizados, ricos ou pobres. Isso vai-se descobrindo com o tempo e não com uma folha de interrogatório policial. Depois: que é que ela tem a ver se eu estudo ou deixo de estudar? Eu não fiquei na firma, onde até dava para trabalhar sem falar muito alemão. Mas mesmo que ficasse, considero que o alemão dá jeito em todo lado. Os exemplos que costumo dar são o supermercado e o médico (nunca pensando eu que ia precisar tanto de alemão para este contexto). Se dá jeito é bom que se dê um jeito de se aprender, não?
No entanto, não foram estas perguntas e estes comentários que me escandalizaram. Lá pelo meio do inquérito na secção referente à família, ela começa com Vieste para cá com o teu marido? Não és casada? Mas tens namorado. Não?!?!? E depois de uns segundos de pausa, ela pergunta com as letras to-di-nhas numa exclamação só possível se Deus viesse à terra: Quando é que tu fodes? Não contente, vira-se para o tal colega da Costa do Marfim e com gestos, palavras soltas em português e alemão, pergunta-lhe como é que ele acha que eu tenho relações sexuais sem namorado ou marido. Se ele percebeu foi discreto e ignorou a palhaçada. Mas eu não me livrei de ficar bastante embaraçada.
Assim, digam-me, como é que é possível conviver com portugueses?!? Se eu tenho sexo ou não, com namorado, amigo, amante, protituto ou prostitura... ninguém tem nada a ver com isso. Eu não admito uma conversa destas ao meu melhor amigo, que me conhece há 27 anos, quanto mais a uma pessoa que acabei de conhecer.
Se ser snob para os portugueses é não querer ser afrontada com gente deste nível, então sou snob com o maior dos gostos. Tenho muita pena por assim ser. Pois eu vejo os italianos a juntarem-se, os dos países da ex-Jugoslávia são unidos como tudo, os turcos... só os portugueses tentam tramar os portugueses e quando tentamos uma aproximação... tens sorte em trabalhar aqui (feita a pulso)... Não tens um carro XPTO? Como é que é possível?!?... Não tens namorado? Como é que f***s?!?
Haja paciência!
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Tugal,
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Sábado, 27 de Abril de 2013
É trabalho, muito trabalho!
Não sou uma pessoa de sorte. Jogo sempre no Euromilhões e nunca me saiu mais do que 20 francos. Tirando umas moedas que encontro de vez em quando no chão (já achei uma moeda de 1 franco no meio da multidão da Street Parade!), nada me cai no colo, nada me aparece à frente por acidente.
Hoje andava eu de volta do pão (o choninhas do meu chefe gosta de mandar para lá...), quando oiço alguém a cumprimentear-me em português. Viro-me e vejo que era uma conhecida dos meus pais. Se falei com ela umas três vezes antes do dia de hoje, foi muito. Queria-me perguntar algo sobre a promoção de um determinado artigo. Mas só disse bacoradas!
A primeira foi perguntar sobre a promoção que só começa na próxima semana. Os folhetos são para várias promoções, mas também várias datas e isso está lá escarrapachado!!
A segunda foi mostrar que não sabe falar, nem português, nem alemão. Ah vem no folheto que este produto está em acção. Eu tenho que explicar: aqui usam-se várias palavras quando se referem aos descontos. As mais comuns são Rabatt (alemão) e Aktion (alemão suíço). Tuga que se preze fala em produtos que estão em acção. Eu não ligava nenhuma a isto, nem viria para aqui escrever sobre ela (é tão banal ouvir isto que eu já não ligo) se ela não dissesse um terceiro disparate... Então, achei que poderia escrevê-los todos.
A terceira asneira foi quando ela perguntava se eu trabalhava ali. Não, estou aqui a mexer nos botões do forno porque me apetece. E, não contente, comenta: ah que sorte. Eu tive vontade de me voltar para trás e partir-lhe os dentes com brilhante que ela tem (já está fora de moda, não?!?!).
Eu fui para aquele supermercado, por mérito. Mandei o meu currículo, fiz uma mini-entrevista ao telefone. Fui fazer um dia de prova. Fiz mais duas entrevistas presenciais. E depois assinei contrato. E, mesmo assim, estou em período de experiência. Eu estou ali porque me mexi.
Mexi-me quando cheguei cá e comecei a aprender alemão. Mas lá está, eu preferi comprar dicionários, ela prefere colar brilhantes foleiros nos dentes (aquilo dá saúde ao dente?!). Eu não aceitei as condições dos trabalhos anteriores e fui à luta. E garanto-vos uma nega numa candidatura de trabalho é tão frustante em alemão como em português. Eu não me sentei à espera que me dessem coisas. Eu não tive sorte, eu trabalhei. Eu trabalho todos os dias para conseguir o que quero, embora a maior parte das vezes fique muito aquém do que almejava (devo sonhar muito, ou ter muito azar). Tudo o que tenho (pouco ou muito, bom ou fraco) foi conseguido por mim. Pelo meu trabalho, pela minha preserverança, até pela minha casmurrice.
Dá-me uma raiva... é que não é só esta, há muitas mais pessoas a pensarem isto de mim e principalmente da minha mãe. Pois como ela trabalha nas limpezas e tem os direitos legais todos sem problemas e elas não... mas elas trabalham a negro... assim, é impossível irem para a frente...
Esta gentinha ainda não meteu na cabeça que a sorte... somos nós que a fazemos.
Hoje andava eu de volta do pão (o choninhas do meu chefe gosta de mandar para lá...), quando oiço alguém a cumprimentear-me em português. Viro-me e vejo que era uma conhecida dos meus pais. Se falei com ela umas três vezes antes do dia de hoje, foi muito. Queria-me perguntar algo sobre a promoção de um determinado artigo. Mas só disse bacoradas!
A primeira foi perguntar sobre a promoção que só começa na próxima semana. Os folhetos são para várias promoções, mas também várias datas e isso está lá escarrapachado!!
A segunda foi mostrar que não sabe falar, nem português, nem alemão. Ah vem no folheto que este produto está em acção. Eu tenho que explicar: aqui usam-se várias palavras quando se referem aos descontos. As mais comuns são Rabatt (alemão) e Aktion (alemão suíço). Tuga que se preze fala em produtos que estão em acção. Eu não ligava nenhuma a isto, nem viria para aqui escrever sobre ela (é tão banal ouvir isto que eu já não ligo) se ela não dissesse um terceiro disparate... Então, achei que poderia escrevê-los todos.
A terceira asneira foi quando ela perguntava se eu trabalhava ali. Não, estou aqui a mexer nos botões do forno porque me apetece. E, não contente, comenta: ah que sorte. Eu tive vontade de me voltar para trás e partir-lhe os dentes com brilhante que ela tem (já está fora de moda, não?!?!).
Eu fui para aquele supermercado, por mérito. Mandei o meu currículo, fiz uma mini-entrevista ao telefone. Fui fazer um dia de prova. Fiz mais duas entrevistas presenciais. E depois assinei contrato. E, mesmo assim, estou em período de experiência. Eu estou ali porque me mexi.
Mexi-me quando cheguei cá e comecei a aprender alemão. Mas lá está, eu preferi comprar dicionários, ela prefere colar brilhantes foleiros nos dentes (aquilo dá saúde ao dente?!). Eu não aceitei as condições dos trabalhos anteriores e fui à luta. E garanto-vos uma nega numa candidatura de trabalho é tão frustante em alemão como em português. Eu não me sentei à espera que me dessem coisas. Eu não tive sorte, eu trabalhei. Eu trabalho todos os dias para conseguir o que quero, embora a maior parte das vezes fique muito aquém do que almejava (devo sonhar muito, ou ter muito azar). Tudo o que tenho (pouco ou muito, bom ou fraco) foi conseguido por mim. Pelo meu trabalho, pela minha preserverança, até pela minha casmurrice.
Dá-me uma raiva... é que não é só esta, há muitas mais pessoas a pensarem isto de mim e principalmente da minha mãe. Pois como ela trabalha nas limpezas e tem os direitos legais todos sem problemas e elas não... mas elas trabalham a negro... assim, é impossível irem para a frente...
Esta gentinha ainda não meteu na cabeça que a sorte... somos nós que a fazemos.
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artigo do dia,
Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
Chicos Espertos...
Eram uns quatro ou cinco parados no meio de um corredor lá do supermercado. Falavam alto, não deixavam as pessoas passar. E parecia não quererem arredar pé. Será que os portugueses só gostam de se encontrar e comunicar uns com os outros no meio de supermercados?!!?
Não lhes disse nada e, confesso, tentei fazer com que não percebessem a minha identidade.
Vinha eu com um porta-paletes meio carregado e eles no meio do caminho. Estava ver que não se mexiam, mas depois um deles apercebeu-se e disse aos outros para se arredarem. Eu ia para agradecer em alemão (eu sei que parece snobeira, mas só quem cá está é que percebe!), quando uma mulher do grupo, com voz de gozo se põe Passe, passe, minha senhora. Passe, passe!
Eu aí denunciei-me e disse Obrigada. Ficaram todos encvacados. E ela, que não me ouviu, perguntou Mas ela é portuguesa? Ouvi outro a dizer, Pelo menos disse obrigada. E a "tóina" Ah imagina se eu a tivesse tratado mal?!?!
Pois. Imaginem isso... Armam-se oa pingarelho e qualquer dia têm azar... Por que raio não conseguem ser seres normais?!?!
Não lhes disse nada e, confesso, tentei fazer com que não percebessem a minha identidade.
Vinha eu com um porta-paletes meio carregado e eles no meio do caminho. Estava ver que não se mexiam, mas depois um deles apercebeu-se e disse aos outros para se arredarem. Eu ia para agradecer em alemão (eu sei que parece snobeira, mas só quem cá está é que percebe!), quando uma mulher do grupo, com voz de gozo se põe Passe, passe, minha senhora. Passe, passe!
Eu aí denunciei-me e disse Obrigada. Ficaram todos encvacados. E ela, que não me ouviu, perguntou Mas ela é portuguesa? Ouvi outro a dizer, Pelo menos disse obrigada. E a "tóina" Ah imagina se eu a tivesse tratado mal?!?!
Pois. Imaginem isso... Armam-se oa pingarelho e qualquer dia têm azar... Por que raio não conseguem ser seres normais?!?!
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
Não tenho emenda...
A minha mãe costuma limpar um escritório ao Sábado. Como este fim-de-semana não deu, acabei por a ajudar no Domingo de tarde para ser mais rápido. É uma porcaria trabalhar ao Domingo, principalmente a limpar, mas... eu não me sentia bem se não fosse ajudá-la. Íamos nós muito bem no autocarro para lá, quando uma mulher mete conversa connosco. Ah é tão bom ouvir falar português.
Em segundos, já a temos a lamentar-se dos portugueses e dos suíços desta zona, em comparação aos da parte francesa (sim, são diferentes; há muitas Suíças dentro da Suíça). A queixar-se de estar desempregada e a ser martirizada por familiares. E a perguntar se não sabíamos de sítios onde procurar trabalho.
O meu coração apertou-se. Lembrei-me de uma empresa de limpezas que tinha contactado uma italiana amiga da minha mãe uns dias antes para um trabalho que ela não pôde aceitar por incompatibilidade de horário. Poderia ser que ainda estivesse em aberto... Mas como estávamos a chegar à nossa paragem e ela ia seguir viagem, a única coisa que conseguimos fazer foi trocar números de telefone e a promessa de nos contactarmos mais tarde.
Claro que ajudei a minha mãe a limpar o escritório, mas também queria tomar café, apreciar o resto da tarde de Domingo. Assim, só junto à noite, quando cheguei a casa, é que lhe liguei (o telemóvel fica smepre em casa!). Ela já tinha ligado duas vezes. Liguei-lhe, mas ela não atendeu logo. Passado um pouco manda-me toque. Devo confessar que não gostei. Lá vai o tempo em que funcionava com toques e, se eu a ia ajudar, o mínimo que ela podia fazer era ligar. Mas... fechei os olhos, se estava assim tão mal, podia ser que ela estivesse atrapalhada com o dinheiro...
Lá combinámos encontrar-nos na Segunda de manhã, às 10horas para eu a levar à tal firma de limpezas e falarmos de outras possibilidades de trabalho.
Chegou atrasada... Calma, Ana Luísa! Atrasos podem sempre acontecer...
Lá fui com ela à firma, mas a senhora que faz o recrutamento está doente. O patrão recebeu o currículo e prometeu entregá-lo quando ela regressar. No fim disso, fomos tomar café para acertar agulhas, trocar ideias.
Ela sabia tudo. Oh miga eu sei isso muito bem. Então não sei, miga? Primeiro, odeio expressão miga e, nós não somos amigas. Nem conhecidas. Quanto mais amigas! Segundo, se sabia tudo porque pediu ajuda?!? Mas pronto... às vezes as pessoas estão tão na merda que precisam dizer que sabem, só para alimentar o ego.
Lá combinámos ela passar na Terça de manhã cá em casa. Eu iria fazer mais cópias do currículo dela, iria procurar contactos de agências de trabalho temporário e alguns trabalhos. Quando ela viesse, eu também lhe explicaria como funciona o site do centro de emprego.
Terça de manhã eu não tinha nada para fazer e fiquei por casa. Ela não apareceu. Nem disse nada todo o dia. Pronto! Lá se foi a minha preocupação. A minha mãe ainda me perguntou se eu não queria ligar. Claro que não queria!! Eu não tenho filhos... logo não tenho que me preocupar com os filhos dos outros...
Ontem, às 11h da manhã, lembrou-se de mim. Queria os documentos. Mas eu estava fora e ia chegar tarde a casa. Ficou combinado que ela ia a minha casa às 19h e a minha mãe lhe entregava a tralha. Às 18h59 ela manda-me mensagem a dizer que não vai lá. No coments!!
Hoje, perto do meio dia, mandou mensagem que queria os documentos para ontem. Mas eu estava fora de casa e só iria chegar ao final da tarde. No fim de não sei quantas mensagens com teor cada vez mais complicado, às 22h perguntou-me se poodia cá passar. Eu pensei que estivesse nas redondezas e disse que sim. Chegou eram quase 23h com ar descontraído, de quem tinha andado no passeio o dia todo.
Eh pá! Eh pá! Se estamos no desespero, corremos logo para quem nos oferece ajuda. Ou sou só eu?!?
Eu ajudo quem me pede ajuda. Não quero dinheiro, não quero prendas, não quero palmas. Mas agradeço que mostrem um mínimo de respeito pelo meu tempo e trabalho. E esta... afinal queria era que lhe fizessem o trabalho todo. Mas se continuar assim... não vai longe (e não falo por mim, que dei o caso por encerrado e selado).
Aqui a otária teve pena dela. Aqui a otária chateia-se por ter pena das pessoas que abusam da sorte e da boa vontade dos outros. Aqui a otária arrepende-se por ajudar as pessoas.
Mas... é mais forte do que eu e o pior é que esses sentimentos só duram até à/ao próxima/o que me apareça com a lágrima no canto do olho.
Em segundos, já a temos a lamentar-se dos portugueses e dos suíços desta zona, em comparação aos da parte francesa (sim, são diferentes; há muitas Suíças dentro da Suíça). A queixar-se de estar desempregada e a ser martirizada por familiares. E a perguntar se não sabíamos de sítios onde procurar trabalho.
O meu coração apertou-se. Lembrei-me de uma empresa de limpezas que tinha contactado uma italiana amiga da minha mãe uns dias antes para um trabalho que ela não pôde aceitar por incompatibilidade de horário. Poderia ser que ainda estivesse em aberto... Mas como estávamos a chegar à nossa paragem e ela ia seguir viagem, a única coisa que conseguimos fazer foi trocar números de telefone e a promessa de nos contactarmos mais tarde.
Claro que ajudei a minha mãe a limpar o escritório, mas também queria tomar café, apreciar o resto da tarde de Domingo. Assim, só junto à noite, quando cheguei a casa, é que lhe liguei (o telemóvel fica smepre em casa!). Ela já tinha ligado duas vezes. Liguei-lhe, mas ela não atendeu logo. Passado um pouco manda-me toque. Devo confessar que não gostei. Lá vai o tempo em que funcionava com toques e, se eu a ia ajudar, o mínimo que ela podia fazer era ligar. Mas... fechei os olhos, se estava assim tão mal, podia ser que ela estivesse atrapalhada com o dinheiro...
Lá combinámos encontrar-nos na Segunda de manhã, às 10horas para eu a levar à tal firma de limpezas e falarmos de outras possibilidades de trabalho.
Chegou atrasada... Calma, Ana Luísa! Atrasos podem sempre acontecer...
Lá fui com ela à firma, mas a senhora que faz o recrutamento está doente. O patrão recebeu o currículo e prometeu entregá-lo quando ela regressar. No fim disso, fomos tomar café para acertar agulhas, trocar ideias.
Ela sabia tudo. Oh miga eu sei isso muito bem. Então não sei, miga? Primeiro, odeio expressão miga e, nós não somos amigas. Nem conhecidas. Quanto mais amigas! Segundo, se sabia tudo porque pediu ajuda?!? Mas pronto... às vezes as pessoas estão tão na merda que precisam dizer que sabem, só para alimentar o ego.
Lá combinámos ela passar na Terça de manhã cá em casa. Eu iria fazer mais cópias do currículo dela, iria procurar contactos de agências de trabalho temporário e alguns trabalhos. Quando ela viesse, eu também lhe explicaria como funciona o site do centro de emprego.
Terça de manhã eu não tinha nada para fazer e fiquei por casa. Ela não apareceu. Nem disse nada todo o dia. Pronto! Lá se foi a minha preocupação. A minha mãe ainda me perguntou se eu não queria ligar. Claro que não queria!! Eu não tenho filhos... logo não tenho que me preocupar com os filhos dos outros...
Ontem, às 11h da manhã, lembrou-se de mim. Queria os documentos. Mas eu estava fora e ia chegar tarde a casa. Ficou combinado que ela ia a minha casa às 19h e a minha mãe lhe entregava a tralha. Às 18h59 ela manda-me mensagem a dizer que não vai lá. No coments!!
Hoje, perto do meio dia, mandou mensagem que queria os documentos para ontem. Mas eu estava fora de casa e só iria chegar ao final da tarde. No fim de não sei quantas mensagens com teor cada vez mais complicado, às 22h perguntou-me se poodia cá passar. Eu pensei que estivesse nas redondezas e disse que sim. Chegou eram quase 23h com ar descontraído, de quem tinha andado no passeio o dia todo.
Eh pá! Eh pá! Se estamos no desespero, corremos logo para quem nos oferece ajuda. Ou sou só eu?!?
Eu ajudo quem me pede ajuda. Não quero dinheiro, não quero prendas, não quero palmas. Mas agradeço que mostrem um mínimo de respeito pelo meu tempo e trabalho. E esta... afinal queria era que lhe fizessem o trabalho todo. Mas se continuar assim... não vai longe (e não falo por mim, que dei o caso por encerrado e selado).
Aqui a otária teve pena dela. Aqui a otária chateia-se por ter pena das pessoas que abusam da sorte e da boa vontade dos outros. Aqui a otária arrepende-se por ajudar as pessoas.
Mas... é mais forte do que eu e o pior é que esses sentimentos só duram até à/ao próxima/o que me apareça com a lágrima no canto do olho.
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Tugal,
What the F***??
Sempre?
Conversa entre Fulana e Fulano, no mural de Fulana, no livro das caras. Ela colocou primeiro:
25 de Abril
Fulano comenta: Comuna! Hehehe
Fulana responde: Eu só mencionei a data, não disse mais nada e tu chamas-me de nomes... já fui trabalhar hoje de manhã!
Surgem várias perguntas na minha cabeça oca:
Nos dias de hoje, dizer comuna é "chamar nomes"? Eu sou mais do género filho da tua mãezinha...
E os comunas não trabalham? Ou só quem não é comuna é que trabalha no 25 de Abril?
Ou será que o problema é destas pessoas e já nem sabem bem o que escreve, nem o que relacionam?!?
É que pelo que eu percebo, toda a gente trabalha nesse país, nos dias noemais e nos dias feriados, em casa, no escritório e, inovação dos tempos modernos, até se governam câmaras municipais a partir da prisão. Haja liberdade!
Honestamente... não percebo os do texto de lá de cima, mas percebo ainda menos os que mandam lá de cima.
25 de Abril
Fulano comenta: Comuna! Hehehe
Fulana responde: Eu só mencionei a data, não disse mais nada e tu chamas-me de nomes... já fui trabalhar hoje de manhã!
Surgem várias perguntas na minha cabeça oca:
Nos dias de hoje, dizer comuna é "chamar nomes"? Eu sou mais do género filho da tua mãezinha...
E os comunas não trabalham? Ou só quem não é comuna é que trabalha no 25 de Abril?
Ou será que o problema é destas pessoas e já nem sabem bem o que escreve, nem o que relacionam?!?
É que pelo que eu percebo, toda a gente trabalha nesse país, nos dias noemais e nos dias feriados, em casa, no escritório e, inovação dos tempos modernos, até se governam câmaras municipais a partir da prisão. Haja liberdade!
Honestamente... não percebo os do texto de lá de cima, mas percebo ainda menos os que mandam lá de cima.
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Oh brave new world...,
What the F***??
Terça-feira, 23 de Abril de 2013
Descontracções
Ok ok! Querem poupar no pessoal e usam os tradutores automáticos para as legendas dos filmes e séries. Está bem! Poupem lá o que quiserem! Mas ao menos arrajem tradutores decentes.
Já começa a chatear não ver a contracção da preposição de com o artigo definido. É um absurdo ver que o artigo definido desapareceu antes dos nomes próprios...
- Onde está Josh?
- Josh está a caminho.
- Onde estás?
- Estou em casa de Josh.
- A fazer o quê?
- A ver as fotografias das férias de Annie.
Será que agora só a minha barriga é que se contrai?
Já começa a chatear não ver a contracção da preposição de com o artigo definido. É um absurdo ver que o artigo definido desapareceu antes dos nomes próprios...
- Onde está Josh?
- Josh está a caminho.
- Onde estás?
- Estou em casa de Josh.
- A fazer o quê?
- A ver as fotografias das férias de Annie.
Será que agora só a minha barriga é que se contrai?
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Oh brave new world...,
Tugal,
What the F***??
Sábado, 20 de Abril de 2013
Depois fico toda convencida!
Tive uma semana de merda!! Um dia a entrar às 5h, dois às 5h30 e um às 6h. Passei os dias a pensar na minha mãe e no M.. Lembrava-me do alemão, quando tinha que parar de fazer o meu trabalho para arrumar o caos dos outros e quando reparava que alguém me tinha tirado as coisas sem avisar. Diziam que ele era arrogante, mas como eu nunca lhe estorvei o trabalho, nunca senti a arrogância (no meu entender, era a razão a falar). A minha mãe vinha-me à cabeça, quando via tudo desarrumado, quase ao abandono. Só pensava em como ela acharia o meu quarto arrumado. É que eu sou muuuuito desarrumada no meu quarto (defeito sem cura!), mas odeio desorganização e desarrumação nos espaços comuns, sejam eles em casa ou no trabalho.
O pensamento de hoje foi ainda mais longe. De tão mal que me estava a sentir, só pensava por que raio não sou eu rica?!?
Sim, a minha semana foi mesmo má. Devia aprender a tratar do departamento dos legumes e frutas. Na Segunda, por falta de trabalhadores, tratei dos legumes e do pão. A minha treinadora aparaece de tarde e pergunta está a cozer pão porquê? Eu estava cansada e só encolhi os ombros. Na Quinta, no fim do dia, aparece a treinadora e diz que há falta de pão e que eu é que tenho que tomar conta disso. Lá fui eu a correr feita louca para os fornos e se fosse a lenha... eu pegava fogo à loja com a pressa!!
Ontem, lá consegui conciliar, muito mal (outra vez por falta de trabalhadores) o pão e os legumes. Mas andei sete horas sem fazer uma pausa. Tive que suplicar a pausa. A resposta da chefe substituta eu ainda não tive a pausa. Primeiro, eu era a que tinha o trabalho mais cansativo a nível físico. Segundo, ela resolveu alterar umas coisas que atrasaram o meu trabalho o dia todo. Terceiro, se ela é semi-chefe porque raio não se queixa? Quarto, se ela consegue trabalhar sem comer, força!. Eu tenho que repor energias de x em x tempo.
Hoje fiquei responsável só do pão. A primeira vez que fiquei responsável desde o início do turno, a primeira vez de manhã e a primeira vez ao sábado. Mas numa só hora tem que se cozer 230 croissaints de manteiga - fora tudo o resto. Uma corrida contra o tempo e contra os clientes esfaimados que entram a correr logo às oito da manhã. Uma porra mesmo!!!
Mas eu sou boa. Eu sou muuuuuito boa. Mesmo muuuuuuuuuuito boa. Apesar de achar que me estava a correr tudo mal, o meu chefe elogiou-me umas quantas vezes e, a olhar por cima do ombro, disse-me com voz de segredo se todos os funcionários fossem como você, eu não tinha problemas nenhuns.
Apesar do stress, do choro (na Quinta passei-me, porque ou bem que se trabalha com ordem ou bem que nos sentamos quietos que é menos contraproducente), dos joelhos completamente pisados e de dores musculares, até em músculos que não tenho, eu vim para casa bem disposta. Sabe muito bem ouvir o chefe e a treinadora a dizer que fizemos o trabalho bem feito.
A única coisa que realmente estragou a tarde foi a neve que não parou de cair desde hoje de madrugada...
Um texto laudatório, à minha pessoa... :p só para apresentar a foto do sítio onde eu sonho sentar-me depois do trabalho. Mas, como diz a minha mãe quando está danada com injustiças/cunhas, quem há-de gabar a noivaP é a [p-palavrão] da mãe que a quer ver casada... :D :D :D
O pensamento de hoje foi ainda mais longe. De tão mal que me estava a sentir, só pensava por que raio não sou eu rica?!?
Sim, a minha semana foi mesmo má. Devia aprender a tratar do departamento dos legumes e frutas. Na Segunda, por falta de trabalhadores, tratei dos legumes e do pão. A minha treinadora aparaece de tarde e pergunta está a cozer pão porquê? Eu estava cansada e só encolhi os ombros. Na Quinta, no fim do dia, aparece a treinadora e diz que há falta de pão e que eu é que tenho que tomar conta disso. Lá fui eu a correr feita louca para os fornos e se fosse a lenha... eu pegava fogo à loja com a pressa!!
Ontem, lá consegui conciliar, muito mal (outra vez por falta de trabalhadores) o pão e os legumes. Mas andei sete horas sem fazer uma pausa. Tive que suplicar a pausa. A resposta da chefe substituta eu ainda não tive a pausa. Primeiro, eu era a que tinha o trabalho mais cansativo a nível físico. Segundo, ela resolveu alterar umas coisas que atrasaram o meu trabalho o dia todo. Terceiro, se ela é semi-chefe porque raio não se queixa? Quarto, se ela consegue trabalhar sem comer, força!. Eu tenho que repor energias de x em x tempo.
Hoje fiquei responsável só do pão. A primeira vez que fiquei responsável desde o início do turno, a primeira vez de manhã e a primeira vez ao sábado. Mas numa só hora tem que se cozer 230 croissaints de manteiga - fora tudo o resto. Uma corrida contra o tempo e contra os clientes esfaimados que entram a correr logo às oito da manhã. Uma porra mesmo!!!
Mas eu sou boa. Eu sou muuuuuito boa. Mesmo muuuuuuuuuuito boa. Apesar de achar que me estava a correr tudo mal, o meu chefe elogiou-me umas quantas vezes e, a olhar por cima do ombro, disse-me com voz de segredo se todos os funcionários fossem como você, eu não tinha problemas nenhuns.
Apesar do stress, do choro (na Quinta passei-me, porque ou bem que se trabalha com ordem ou bem que nos sentamos quietos que é menos contraproducente), dos joelhos completamente pisados e de dores musculares, até em músculos que não tenho, eu vim para casa bem disposta. Sabe muito bem ouvir o chefe e a treinadora a dizer que fizemos o trabalho bem feito.
A única coisa que realmente estragou a tarde foi a neve que não parou de cair desde hoje de madrugada...
Um texto laudatório, à minha pessoa... :p só para apresentar a foto do sítio onde eu sonho sentar-me depois do trabalho. Mas, como diz a minha mãe quando está danada com injustiças/cunhas, quem há-de gabar a noivaP é a [p-palavrão] da mãe que a quer ver casada... :D :D :D
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artigo do dia
Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
O busílis não está aí...
A lei do álcool que vai entrar em vigor em Maio, em Portugal, já existe por aqui há muuuuuuito.
Dos 16 aos 18 bebem vinho e cerveja. Só a partir dos 18 podem beber espirituosas e alcopops (aquelas vodkas com sabor a não sei o quê e por aí fora).
Ah porque os miúdos podem continuar a beber sem parar. Mas será que ninguém se apercebe que apanhar uma bebedeira de vinho ou cerveja não é o mesmo que apanhar uma bebedeira de vodka?!?
Vários motivos ÓBVIOS! Toda a gente sabe que as bebidas destiladas são mais prejudiciais à saúde do que as fermentadas.
Depois, para se beber o mesmo teor alcoólico de vinho e de vodka bebem-se diferentes quantidades de liquído. E isso faz duas coisas, que o estômago se queixe mais cedo ou mais tarde que está cheio, esvaziando de alguma forma. E outra... enquanto vão fazer um xixizinho, principalmente da cerveja, não estão a beber...
A proibição em relação aos horários... é parcialmente indiferente. Eles compram noutras horas. Mas no caso de aparecer mais gente do que a conta para beber ou num dia em que não se precaveram... o risco de bebedeira forte é minimizado, nem que seja só um pouco.
Agora, os intervenientes na história é que têm que ser responsabilizados:
- os pais, em primeiro lugar. Um adolescente pode ser insubordinado, irresponsável. Os pais têm que educadar, formar e responsabilizar os filhos pelos seus actos: fazes merda, ficas de castigo. À séria!
Os pais têm também o dever de ver se os filhos vão realmente fazer a festa do pijama a casa dos amigos. Por fim, os pais têm a obrigação de não deixar crianças de 12 anos andar na rua a partir de certa hora.
- os donos dos estabelecimentos. Deveriam colocar a mão na cosnciência, pensar como se sentiriam como seria com os filhos, os sobrinhos, os netos deles. Se não tiverem consciência, ao menos que seja pelo medo das multas, da perda de licença. E se pensarem bem, garotos bêbedos a vomitar em todo o lado, a destruir tudo... não atrai clientela!
- os inspectores. Uma loja que dava um jeito enorme no sítio onde cresci foi fechado pela ASAE, por minhoquices. Mas isto de correr os bares a ver onde anda a ilegalidade, a irresponsabilidade, a cegueira dos lucros e a estupidez da adolescência... isso não, que dá trabalho!
- os professores, educadores. Sim, os professores são para ensinar, não para educar. Mas se lhes aparecem miúdos constantemente alterados na sala de aula, de vez em quando dar umas dicas, não fica mal a ninguém!
- os jovens, os adolescentes, as crianças... o meu irmão considerava-se um homenzinho quando lhe dava jeito, quando tinha que fazer a cama, chamava a minha mãe de ditadora ou algo do género. Era hilariante ver aquele meia-leca/bola em idade de infantário a esticar-se todo e a dizer oh mãe mas eu já sou um homem. Todos (não acredito em excepções neste caso), em algum momento da vida nos comportámos assim. Dependendo das consequências, podemos relevar ou bater de frente com o adolescente e levar a nossa adiante. Se de pequenino se torce o pepino, os meninos têm que aprender desde cedo que os actos têm consequências e que as consequências podem ser sérias.
Sim, eu sei que a Vida não é tão linear. Mas... antes de implicarem com a lei (não sendo a melhor, também não é a pior), olhem para dentro de casa, do escritório, da sala de aula e vejam o que andam a fazer com os vossos filhos, com os vossos clientes, com as vossas inspecções...
Dos 16 aos 18 bebem vinho e cerveja. Só a partir dos 18 podem beber espirituosas e alcopops (aquelas vodkas com sabor a não sei o quê e por aí fora).
Ah porque os miúdos podem continuar a beber sem parar. Mas será que ninguém se apercebe que apanhar uma bebedeira de vinho ou cerveja não é o mesmo que apanhar uma bebedeira de vodka?!?
Vários motivos ÓBVIOS! Toda a gente sabe que as bebidas destiladas são mais prejudiciais à saúde do que as fermentadas.
Depois, para se beber o mesmo teor alcoólico de vinho e de vodka bebem-se diferentes quantidades de liquído. E isso faz duas coisas, que o estômago se queixe mais cedo ou mais tarde que está cheio, esvaziando de alguma forma. E outra... enquanto vão fazer um xixizinho, principalmente da cerveja, não estão a beber...
A proibição em relação aos horários... é parcialmente indiferente. Eles compram noutras horas. Mas no caso de aparecer mais gente do que a conta para beber ou num dia em que não se precaveram... o risco de bebedeira forte é minimizado, nem que seja só um pouco.
Agora, os intervenientes na história é que têm que ser responsabilizados:
- os pais, em primeiro lugar. Um adolescente pode ser insubordinado, irresponsável. Os pais têm que educadar, formar e responsabilizar os filhos pelos seus actos: fazes merda, ficas de castigo. À séria!
Os pais têm também o dever de ver se os filhos vão realmente fazer a festa do pijama a casa dos amigos. Por fim, os pais têm a obrigação de não deixar crianças de 12 anos andar na rua a partir de certa hora.
- os donos dos estabelecimentos. Deveriam colocar a mão na cosnciência, pensar como se sentiriam como seria com os filhos, os sobrinhos, os netos deles. Se não tiverem consciência, ao menos que seja pelo medo das multas, da perda de licença. E se pensarem bem, garotos bêbedos a vomitar em todo o lado, a destruir tudo... não atrai clientela!
- os inspectores. Uma loja que dava um jeito enorme no sítio onde cresci foi fechado pela ASAE, por minhoquices. Mas isto de correr os bares a ver onde anda a ilegalidade, a irresponsabilidade, a cegueira dos lucros e a estupidez da adolescência... isso não, que dá trabalho!
- os professores, educadores. Sim, os professores são para ensinar, não para educar. Mas se lhes aparecem miúdos constantemente alterados na sala de aula, de vez em quando dar umas dicas, não fica mal a ninguém!
- os jovens, os adolescentes, as crianças... o meu irmão considerava-se um homenzinho quando lhe dava jeito, quando tinha que fazer a cama, chamava a minha mãe de ditadora ou algo do género. Era hilariante ver aquele meia-leca/bola em idade de infantário a esticar-se todo e a dizer oh mãe mas eu já sou um homem. Todos (não acredito em excepções neste caso), em algum momento da vida nos comportámos assim. Dependendo das consequências, podemos relevar ou bater de frente com o adolescente e levar a nossa adiante. Se de pequenino se torce o pepino, os meninos têm que aprender desde cedo que os actos têm consequências e que as consequências podem ser sérias.
Sim, eu sei que a Vida não é tão linear. Mas... antes de implicarem com a lei (não sendo a melhor, também não é a pior), olhem para dentro de casa, do escritório, da sala de aula e vejam o que andam a fazer com os vossos filhos, com os vossos clientes, com as vossas inspecções...
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