quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Gubrist, o túnel falante

No rádio escuto sempre a mesma emissora, mesmo quando em alguns sítios a cobertura não é a melhor. Há dias tive que atravessar um túnel e houve uma certa interferência. No primeiro segundo fiquei ligeiramente espantada, porque aquele túnel não costuma dar problemas. Mas depois…

O carro tinha acabado de entrar no túnel quando escuto estática e uma voz de um homem como se estivesse a falar ao telefone. Olá. Que coisa… o rádio alucinou? Mas aquilo segue logo. É a polícia. Oh pá… quase que fiz xixi nas calças. QUe raio se estava a passar dentro do meu carro?!?! Não há perigo. Só estamos a testar o som do túnel. Desejamos uma boa viagem.
Aqui toda a gente sabe que a rádio é para ser sintonizada caso se esteja numa situação de catástrofe ou guerra. O que eu não sabia é que os túneis tinham um sistema próprio de aviso e, mais ainda, que faziam testes de vez em quando. Acho interessante estas coisas. Porque nunca se sabe o que pode acontecer num túnel (só tem 3km, mas ainda o mês passado inundou!), por isso até faz sentido um sistema destes. Ao fim e ao cabo, acessível a todos. Alemão, francês, italiano e inglês.

Mas que eu apanhei um cagaço daqueles… apanhei...

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Sand

Mais um ano, mais uma exposição de esculturas de areia. E, sinceramente, acho que, em comparação com anos anteriores, estavam muito melhores (o ano passado só vi em fotos, mas mesmo assim).

mutual understanding, equipa russa.

tenderness, equipa ucraniana

Estas são inominadas, do mesmo modo que os seu criadores são desconhecidos. :D

 the butterfly effect, equipa holandesa.


virtual love, outra equipa ucraniana


this miracle will open your eyes, outra equipa russa. E esta tem um efeito que se nota melhor nas fotos do que ao vivo. Principalmente na segunda. 

you make me melt and give me butterflies inside, uns românticos vindos da Holanda


carefree, também da Rússia

 
happiness loves silence, estes russos lembraram-se do Shakespeare. Tirei a foto dos detalhes, o mamilo está bem, mas as veias… como se fazem veias em areia?!?

dancing in the rain, veio da Letónia


amor es vida
a escultura é estranha, de um lado e pior do outro, e não esteve a concurso.. Mas depois de se perceber quem a fez, compreende-se a simplicidade. Foram 6 elementos de um centro de apoio a pessoas com deficiências que fizeram o coração.

dream, mais uma equipa russa!!!
Esta lembra-me o presidente da Coreia e o o Mao Tse Tung e um buda e um mais não sei o quê. Sinceramente… a estátua menos interessante, mas a que ganhou o primeiro prémio. Há coisas que não se entendem. :/



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Madeira helvética

A trienal de Bad Ragaz já chegou. E eu já lá fui ver. Coisas interessantes, coisas que… pronto (eu hei-de colocar por cá). E pelo meio descubro as estátuas da Woodvetia.

A Woodvetia foi uma campanha criada para defender a madeira suíça. Defendê-la em todos os sentidos. Não cortar de forma desregrada, mas também não deixar crescer sem controlo. Pois se uma não é boa a outra também não é melhor. É preciso fazer desbaste de vez em quando. Defender a madeira suíça é também dar prioridade ao consumo da madeira de cá. Dá trabalho aos locais, mantém a floresta organizada e diversificada. Uma floresta mais agradável a todos e com menos riscos de destruição, seja qual for o tipo de destruição.

Para chamar a atenção das pessoas eles resolveram esculpir nomes importantes da cultura suíça em diferentes tipos de madeira, de diferentes cantões. Uma das estátuas andou a passear sentada num comboio e eu cheguei a viajar com ela. E mais tarde estiveram expostas numa praça em Berna. Quando as apanhei em  Bad Ragaz… fiquei bastante contente. Além de poder ver as estátuas todas, posso partilhá-las por aqui e mostrar mais um pouco da variedade cultural suíça. Variedade cultural aplica-se em diferentes sentidos, diferentes áreas do espectáculo ou das ciências, diferentes culturas de árvores e as duas origens (na legenda), e as línguas usadas na base das estátuas (percebe-se nas legendas, eu coloco o nome da árvore na língua que está na base da estátua).


Esquerda: Alfred Escher, 1819 - 1882, Stieleiche (carvalho-roble), Zurique (este foi o que andou a 
                   passear de comboio, uma outra estátua, mas era o mesmo senhor)
Meio:       Marie Tussaud, 1761 - 1850, Winterlinde (tília), Berna (sim, a dos bonecos de cera; não, 
                   não é suíça de nascimento, mas está ligada à Suíça)
Direita:    Guillaume Henri Dufoir, 1707 - 1875, Sapin de Douglas (um tipo de pinheiro), Genebra


Esquerda: Hildegard Kissling (uma telefonista de Thurgau), 1950, Bergulme (um tipo de ulmeiro), 
                 Berna
Meio:       Rudolf Olgiati, 1910 - 1995, Lärche (outro tipo de pinheiro), Grisões
Direita:    Simone Niggli, 1978, Esche (Freixo),  Berna


Esquerda: Lux Cuver, 1894 - 1955, Nussbaum (nogueira), Zurique
Meio:        Carla del Ponte, 1947, Edelkastanie (castanheira-portuguesa), Ticino
Direita:     August Piccard, 1884 - 1962, Aulne Glutineux (amieiro), Basel Cidade


Esquerda: Simon Ammann, 1981, Fichte (mais outro pinheiro), São Gallo
Meio:       Johanna Spyri, 1827 - 1901, Waldföhre (pinheiro da Escócia), Maienfeld (aqui não é 
                 cantão, mas sim a zona onde a Heidi "cresceu", onde existe a Heidiland, onde a ficção se 
                 torna real).
Direita:    Stress, 1977, Hängebirke (vidoeiro-branco), Vaud



Esquerda: Polo Hofer, 1945 - 2017, Weisstanne (abeto), Berna 
Meio:       Gilberte de Courgenay, 1898 - 1957, Hêtre (faia), Jura
Direita:    Giovanni Segantini, 1858 - 1899, Arve (pinheiro, mais um), Grisões

Esquerda: Iris von Roten, 1917 - 1990, Robine (robinia, seja lá o que for), Basel Cidade
Meio:       Kathrin Altwegg, 1951, Hagebuche (carpinus betulus, talvez um tipo de bétula), Soloturno
Direita:    Henry Dunant, 1828 - 1910, Érable Sycomore (bordo), Vaud
Esquerda: Dimitri, 1935 - 2016, Ciliegio (cerejeira-brava), Ticino
Direita:     Gottlieb Duttweiler, 1888 - 1962, Eibe (teixo), Zurique