quarta-feira, 12 de abril de 2017

Go show or no show, but never go punch!

Há aí uma companhia aérea que tem dado muito que falar. Primeiro foram as leggings de umas moças em bilhete staff. Falando de forma muito generalista, bilhete staff é um bilhete à borla que tem umas quantas regras. Mas eu nunca vi nenhuma regra associada à roupa. Uma pessoa staff viaja em nome da companhia, por assim dizer, mas vai sentada ao nosso lado sem nenhum sinal na testa que identifique um bilhete diferente de quem pagou. Logo... a pessoa não vai contra o uniforme da empresa porque ninguém a identifica como tal.

Mas se esta situação é ridícula, a do senhor arrastado para fora do avião é de outro mundo!!!

Primeiro esclareça-se que todas as companhias aéreas têm a possibilidade de vender bilhetes a mais e fazer o tal do overbooking.  Conta-se com os no show, gente que desiste à última, que se atrasa e mais não sei o quê, compensa vender a mais, pois assim garante-se que a máquina viaja cheia e há uma boa gestão de recursos.
Pode haver também um overbooking "acidental" como aconteceu com uma companhia para a qual trabalho. A máquina que devia ter vindo avariou e não foi possível substituir por outra com a mesma capacidade. Ou seja, mesmo sem vender a mais, estávamos com 14 pessoas a mais.

Gente a mais, como se faz?
Simples, no check-in ou o mais tardar na porta de embarque, as pessoas que estão a mais não são aceites. Estudam-se todas as alternativas e faz-se o rebooking: uma remarcação de bilhete. Pode ser para um vôo mais tarde da mesma companhia ou de outra companhia, pode ser um transporte alternativo ao avião. Depois, conforme as mudanças e os atrasos, a pessoa pode receber uma compensação financeira (normalmente num cartão, como os concursos da televisão) ou uma compensação em "géneros" (vouchers não reembolsáveis que se podem usar para comprar outros bilhetes [não recomendo a não ser que se tenha a certeza que viajamos outra vez com a companhia]). Depois há as refeições, os hotéis, os táxis e outras pequenas coisas dependentes do tempo perdido.

Por isso é que eu não percebo como é que a tal companhia aérea fez uma asneira deste tamanho... resolvia tudo antes de embarcar, pagava e não havia dramas!!!

Mas e se a história não é exactamente como a contam?!? Ontem ouvi num telejornal que quatro passageiros que tinham que sair para dar lugar à crew. Ora bem... a crew é o pessoal que vai a trabalhar no avião. Esses lugares estão seeeeempre reservados. Não entram de todo nas contas de uma venda de bilhetes. Assim, se era crew que ia viajar, quer dizer que eram passageiros com bilhetes staff.
E voltamos ao início da conversa. Os bilhetes staff dividem-se em dois grupos: staff que tem que viajar (o piloto que vai pilotar o avião de regresso, por exemplo) e staff que tem que se sujeitar aos lugares vagos "quando calhar" (funcionários que vão de férias).

Ou seja, se fosse pessoal que tinha que viajar, o problema é o mesmo como se tivessem vendido bilhetes a toda a gente e a solução era para ser encontrada antes de entrarem no avião. Agora... se os elementos staff estavam de regresso das férias ou algo do género... NÃO ENTENDO. NÃO QUERO ENTENDER. NEM QUERO SABER DE QUEM DIZ QUE ENTENDE!
É inadmissível!! Nunca pensei ver uma aberração deste nível, mesmo sendo lá do lado dos amis... :/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Escatologia com flores

Em Setembro fui a Luzern visitar um museu. Estava um dia fraco, frio, com chuva, bem cinzentão. Fomos mesmo só ao museu porque não apetecia fazer mais nada.

No entanto o almoço também valeu a pena.  Uma esplanada coberta à beira do rio. Cobertas para os joelhos (em Setembro!!!), candelabros enormes com muitas velas reais a pingar cera para um monte enorme. E o restaurante em si... minúsculo, com uma garrafeira a encher a parede e... uma casa de banho assim...





Outra detalhe fascinante foi no elevador do parque de estacionamento... alguém já tinha visto meio andar num elevador?!?!




sábado, 25 de fevereiro de 2017

Rorschach

Rorschach, junto ao lago de Constância tem mais do que areia para mostrar. De certeza que tem ainda mais do que o que vou apresentar aqui, mas aquela tarde de Domingo estava virada para a areia, portanto, não deu para muito mais... Destaco a primeira e a última fotografias desta publicações.

A primeira é uma praia. Quer dizer... um balneário público. Separado por sexos podemos alugar cabines para mudar de roupa e depois descemos até ao lago (por dentro da estrutura)para nadar na piscina natural... Como eu não sei nadar, fiquei-me por um café na esplanada que fica virada para terra.
A última foto tem piada por ser um fontanário com um sino. Para que raio serviria (servirá?) um sino numa fonte?!?!?







sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não é nada demasiada areia...

 Há uns livros muito interessantes que mostram 111 lugares e7ou eventos que devemos visitar em certas cidades ou regiões. Um desses livros refere-se ao lago de Constância, destacando pontos de interesse na Áustria, Alemanha e Suíça.
Um desses eventos é o festival de esculturas de areia e Rorschach. O nome da terra não me era desconhecido, se calhar até já lá tinha passado há muitos anos. Mas foi um argumento mais para sair de casa... :D

Não eram muitas estátuas e algumas já estavam danificadas pelas chuvas dos dias anteriores. Mas valeu os 5 francos de entrada. :) Como sempre, feita estúpida, falhou qualquer coisa... aqui o nome da primeira escultura...


                                               oculus                         Estas estavam numa plataforma por cima
                                                                                      do lago e não estavam a concurso.

What other people think about you is none of your business. Decididamente a minha oconstrução favorita. Aqueles detalhes... em areia?!? Muito bom!
 



We all started weaving our unique and personal journey


trapped in your own mind


We believe in paperboats

still life


it is necessary to hold such a mind to understand,
that you do not have, and in this way already have it

stationary space ship

 imagination

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ebenalp

Foi um risco sair de casa. Poderia estar nublado e não iria ter piada. Mas o São Pedro ajudou.

Fomos até Appenzell Innerrhoden para um dia tanto.

 Em Wasserauen bebemos um café. E esperámos e esperámos e depois lá apanhámos um ascensor até lá ao cimo (1600 metros acima do nível do mar).
  Valeu cada minuto de espera (e cada tremelique na subida).


 Apesar de não irmos a pé, chegámos lá com fome. Era em papel, mas era um marcador de lugar bem charmoso. A comida estava boa, mas a sobremesa... Eu baptizei-a de "Ebenalp nevado". :D

Forças recobradas e aqui vamos nós descer. Sempre atentos aos detalhes...


 Em Ebenalp não é só a vista ou as vacas que são ponto de atracção.  Existem umas cavernas onde se encontraram vestígios do tempo dos homens das... cavernas... :p Na descida podemos atravessá-las. Mas com cuidado! Chão escorregadio por causa da humidade e tudo muito escuro porque naquele tempo não se fazia instalação eléctrica...
Mas essas cavernas têm marcas mais recentes de presença humana. Uma dessas marcas é uma palete de grades de cerveja numa das entradas da gruta. As pessoas que compram a cerveja e a bebem pelo caminho podem deixar as garrafas ali (é a única explicação que encontro para o fenómeno).
Na outra entrada temos um canto bem especial. Um abrigo de montanha e uma capela católica. Mesmo com muita gente a andar para cima e para baixo nas suas caminhadas, o sítio tem algo especial.



 No meio de tanta rocha encontramos ainda um spot de Geocaching (eu abri a caixa para cuscar, mas depois deixei tudo no sítio) ou um restaurante (apinhado!) a segurar a montanha... :D
Ihr seid willkommen. é alemão. Sönd wöllkomm NÃO é holandês. É mais um dialecto... A tabuleta em inglês ajuda a perceber... :)
Depois deste restaurante foi sempre a descer. Várias horas de caminhada, por um caminho ingreme, extremamente irregular, cheio de pedras e escondido entre árvores. Uns para cima, outros para baixo. Uns com roupa adequada, outros com uns calções de ganga e umas sapatilhas básicas (EU!). Havia ainda cães e crianças de colo. Por isso havia no início da descida este sinal deveras interessante...

 Mas a descida levou uma pausa. Parámos para nos refrescar numa esplanada à sombra e ver o Seealpsee. Seja lá o que queira dizer "Lago do lago do Alpe". Este Inverno congelou. Não sei se é normal, mas não será de surpreender muito ´é que fica a 1141 metros de altitude e enfiado no meio dos alpes...


 Além da vista soberba, havia lá uma pedras que eu não podia deixar de fotografar.


 Não se vê tão bem, mas aquelas rochas ali no alto lembravam bolo de bolacha. Não me calei durante um bom bocado até que tive que fazer o trajecto mais difícil... Não estávamos muito longe do estacionamento, mas demorámos imenso por causa da inclinação do terreno. Quem diz para baixo todos os santos ajudam nunca desceu aquilo. Eu descalcei-me, eu caminhei em cima da terra, eu até de costas desci.

  video

No dia seguinte... umas dores localizadas... ui!!! Mas... como disse antes, valeu mesmo a pena!!!