quarta-feira, 10 de maio de 2017

Cruzes canhoto...

Acho que não cheguei a contar aqui, ma se me repetir, parece-me que no fim se desculpa a repetição.
Eu trabalhava no minimercado quando me foi diagnosticada a esclerose. Os meu patrões pertenciam a uma "Freiekirche", a tradução é igreja livre, mas o comportamente deles era semelhante a uma seita. Eu fazia o meu trabalho e não me metia nas coisas deles e comecei a irritar-me quando tentaram evangelizar-me. Gosto de falar de religião, mas não gosto que ma impinjam.
Um dia a chefe perguntou se podia rezar por mim, por causa da esclerose. Eu disse-lhe que sim. Não acredito, mas também não me faz mal. O que eu não sabia era que ela ia rezar mesmo ali, atrás do balcão, à  minha frente, na hora. Fiquei constrangida. Estava habituada às pessoas dizerem-me, estás nas minhas orações e mais nada.
O tempo passou, deixei de trabalhar lá e nunca mais tive coisas estranhas no que a religião diz respeito.

Hoje estou de folga e o dia está maravilhoso, há muito tempo que não via o Sol. Assim, vim para o meu lago approveitar. Só me arrependo de não vir de calções. Não é que esteja muuuito calor, mas fazia-me bem apanhar Sol nas pernas.

Estava eu a gozar a tarde de Sol e aparecem-me três mulheres: "Nós procuramos pessoas que estejam doentes ou com dores para rezar por elas. Tem alguma dor?"
Ok... foi a coisa mais sinistra que me aconteceu nos últimos tempos. Eu disse que não acteditava. "Não faz mal. Nós acreditamos e rezamos."
Eu disse que estava bem de saúde. Não fossem elas começar a reza mesmo à  minha frente como já me aconteceu antes. (Juro, agora, quando me perguntam se podem rezar por mim eu digo logo que não. Pode sair-me um ritual de uma seita!!) Se querem rezar pelos doentes por que é que não o fazem de forma generalizada?!? Sentam-se num sítio e pedem por quem precisa. Não precisam dizer que pedem por um ou por outro como se fosse publicidade...

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